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ISO/IEC 17799

Norma de Segurança da

Informação

Fernando Benedet Ghisi Vitor Luiz Barboza Wesley Tiago Zapellini

(2)
(3)

Segurança da Informação

Segundo a norma ISO/IEC 17799, é a proteção

contra um grande número de ameaças às

informações, de forma a assegurar a continuidade

do negócio, minimizando danos comerciais e

maximizando o retorno de possibilidades e

investimentos.

o conceito não está restrito somente a sistemas

computacionais, informações eletrônicas ou

sistemas de armazenamento. Se aplica a todos os

(4)

Exemplo

A Bolsa de Tóquio, 8 de Janeiro de 2006:

 Queda acentuada da bolsa;

 Alto volume de transações;

 Sistema próximo a atingir sua capacidade

máxima (estrutura tecnológica);

 Fechamento das operações 20 minutos mais

cedo.

(5)

A tríade “CIA”

Confidencialidade: a garantia de que a

informação só pode ser acessada e manipulada

por pessoas autorizadas, ou seja, ela é restrita a

um conjunto de entidades, que podem ser seres

humanos ou podem ser um sistema eletrônico.

Integridade: implica que toda vez que uma

informação é manipulada ela está consistente,

ou seja, que não foi alterada ou adulterada por

um acesso legal ou ilegal.

(6)

A tríade “CIA”

Disponibilidade das Informações Críticas:

garantia de que uma informação sempre poderá

ser acessada, pelas pessoas e processos

autorizados, independentemente do momento

em que ela é requisitada e do local no qual está

armazenada.

*

as ameaças à segurança da informação são

relacionadas diretamente à perda de uma de suas três características principais.

(7)

NORMA ISO/IEC 17799

Compilação de recomendações para melhores

práticas de segurança, que podem ser aplicadas

por empresas de qualquer porte ou setor.

Padrão flexível, nunca guiando seus usuários a

seguirem uma solução de segurança específica em

detrimento de outra.

Neutra com relação à tecnologia.

O grande objetivo da norma é o de garantir a

continuidade dos negócios por meio da

implantação de controles, reduzindo muito as

possibilidades de perda das informações.

(8)

Histórico

 Em 1987 o departamento de comércio e indústria do

Reino Unido (DTI) criou um centro de segurança de informações, o CCSC (Commercial Computer Security Centre).

 Tarefa de criar uma norma de segurança das

informações para o Reino Unido.

 Desde 1989 vários documentos preliminares foram

publicados por esse centro, até que, em 1995, surgiu a BS7799 (British Standart 7799).

 Esse documento foi disponibilizado em duas partes para

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Histórico

 Em 1 de dezembro de 2000, após incorporar diversas

sugestões e alterações, a BS7799 ganhou status internacional com sua publicação na forma da

ISO/IEC 17799:2000.

 Em setembro de 2001, a ABNT homologou a versão

brasileira da norma, denominada NBR ISO/IEC 17799.

 Em 24 de abril de 2003 foi realizado um encontro em

Quebec, no qual uma nova versão da norma revisada foi preparada. Essa nova versão da ISO/IEC 17799 foi lançada 2005.

(10)

NBR ISO/ IEC 17799:2005

 Tecnologia de Informação – Técnicas de

Segurança – Código de prática para a gestão da segurança da informação (

http://www.abntnet.com.br/fidetail.aspx?FonteID= 6955

).

 Possui onze seções de controle (macro-controles).  Cada um destes controles é subdividido em vários

outros controles (a norma possui um total de 137 controles de segurança).

(11)

1. Política de Segurança da

Informação

Documento que define parâmetros para

gestão da Segurança da Informação;

 Padrões a serem seguidos e ações a serem

tomadas;

 Descreve processos relativos à segurança;

 Descreve responsabilidades sobre os processos;  Deve ser apoiado pela gerência;

(12)

2. Segurança da Organização

Infra-estrutura de Segurança da Informação:

 Define a infra-estrutura para gerência da

segurança da informação;

 As responsabilidades e as regras devem estar

claramente definidas;

 Um gestor para cada ativo do ambiente;

 Inclusão de novos recursos feita sob autorização

de um responsável;

 Consultor interno ou externo disponível para

(13)

2. Segurança da Organização

Segurança de acesso a terceiros:

 Controle de acesso à locais críticos;

 Tipo do controle definindo conforme riscos e valor

da informação;

 Presença de terceiros mediante autorização e

acompanhamento;

 Serviços terceirizados regulamentados por

(14)

2. Segurança da Organização

Terceirização:

 Acordo contratual, flexível para suportar

(15)

3. Controle e Classificação de

Ativos

Contabilização dos ativos:

 Mapeia todos os ativos da informação e atribui

responsáveis;

 Associa ativos com níveis de segurança; 

Classificação da Informação:

 Define a importância de um ativo;  Definição pode variar com o tempo;

(16)

4. Segurança em Pessoas

Segurança na definição e nos recursos

de trabalho:

Diminuição dos riscos provenientes da

atividade humana, como roubo de informações;

Contratos devem abordar questões de sigilo

e segurança;

Treinamento dos usuários:

Capacitar para o bom funcionamento das

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4. Segurança em Pessoas

Respondendo aos incidentes de

segurança e mau-funcionamento:

Diminuição de danos causados por falhas;Sistema de comunicação de incidentes;

Aprendizado armazenado em bases de

(18)

5. Segurança Física e do

Ambiente

Áreas de segurança:

 Controle de acesso à áreas restritas;

 Nível de proteção proporcional aos riscos e importância;  Podem ser utilizados mecanismos de autenticação e

vigilância (câmeras);

Equipamentos de segurança:

 Proteção física dos equipamentos contra ameaças do

ambiente (rede elétrica, contato com substâncias);

 Proteção do cabeamento de rede;

Controles gerais:

 Diminuem o vazamento de informações;

 Política “Tela limpa, mesa limpa”. O acesso é negado às

(19)

Governança da Segurança da

Informação

As decisões a respeito da segurança da

informação não são discutidas a nível

estratégico;

A falta de investimento em segurança pode

trazer problemas ao planejamento

estratégico da organização;

(BALBO 2007) propõe a criação de um

modelo baseado em ISO/IEC 17799, ITIL e

COBIT;

(20)

6. Gestão das comunicações e

das operações

Visa disponilizar mecanismos para o controle da troca de informações dentro e fora da

organização.

1. Planejamento e Aceitação dos Sistemas 2. Proteção contra softwares maliciosos 3. Gerência de Rede

4. Segurança e Manuseio de Mídias 5. Housekeeping

6. Troca de Informações e Softwares

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7. Controle de acesso

Este controle visa evitar problemas de

seguranças decorrentes do acesso lógico indevido a informação não privilegiada por parte de certos usuários.

1. Requisitos do negócio para controle de acesso

2. Gerência de acesso dos usuários

3. Responsabilidade dos usuários

4. Controle de Acesso ao Sistema Operacional

5. Controle de Acesso às aplicações

6. Computação móvel e trabalho remoto

7. Notificação do uso e acesso ao sistema

(22)

8. Manutenção e

desenvolvimento de Sistemas

 Fornece critérios para o desenvolvimento de sistemas confiáveis.

 A segurança deve ser abordada desde a fase de modelagem do

sistema, inserindo-se os controles de segurança na fase de iniciação de projetos.

 Objetiva evitar que aplicações comprometam a integridade e confidencialidade dos dados, através da validação da entrada e saída de dados e de verificações periódicas sobre os dados.  Deve-se garantir a integridade de arquivos associados a

aplicações, controlando-se o acesso aos dados armazenados, deve-se também fornecer um sistema de controle de alterações e atualizações de arquivos.

(23)

9. Gestão da continuidade dos

negócios

A gestão da continuidade dos negócios tem

por objetivo evitar interrupções nas

atividades do negócio e proteger processos

críticos do negócio contra os efeitos de

(24)

10. Conformidade

 Trata aspectos legais ligados a segurança.

 Objetiva evitar infração de qualquer lei civil e criminal,

estatutária, regulamentadora ou de obrigações

contratuais e de quaisquer requisitos de segurança.

 Visa a garantia de que a política e as normas de

segurança são seguidas

 Garantir que processos de auditoria existam e sejam

(25)

Checklist ISO 17799

Elaborado pelo instituto americano SANS (System

Administration, Networking and Security Institute) –

mais de 156 mil profissionais de segurança,

auditores, administradores de sistemas e redes.

Direcionado aos profissionais de TI e Segurança da

Informação que necessitam auditar o nível de

segurança de suas empresas.

 http://www.sans.org/score/checklists/ISO_17799_checklist.

pdf

Versão não-oficial em PT:

http://www.linuxsecurity.com.br/info/general/iso17799.check list.pt-BR.pdf

(26)

Considerações Finais

A segurança da informação está relacionada com o

faturamento de uma empresa, sua imagem e sua

reputação.

As conseqüências de incidentes de segurança

podem ser desastrosas, mas podem ser evitadas.

A ISO17799 cobre os mais diversos tópicos da área

de segurança, possuindo um grande número de

controles e requerimentos que devem ser atendidos

para garantir a segurança das informações de uma

empresa.

(27)

Considerações Finais

 A norma é intencionalmente flexível e genérica.

 O processo de implantação da Norma de Segurança a

um determinado ambiente não é simples e envolve muitos passos.

 a ISO17799 pode ser considerada a norma mais

importante para a gestão da segurança da informação que já foi elaborada – ela estabelece uma linguagem internacional comum para todas as organizações do mundo.

 Deverá se tornar uma ferramenta essencial para

(28)

Referências Bibliográficas

ABNT NET. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em: http://www.abntnet.com.br/.

 ABNT NBR ISO/IEC 17799. Segunda Edição. Disponível em:

http://www.scribd.com/doc/2449992/Abnt-Nbr-Isoiec-17799-Tecnologia-da- Informacao-Tecnicas-de-Seguranca-Codigo-de-Pratica-para-a-Gestao-da-Seguranca-da-Informacao.

IDG Now!. Bolsa de Tóquio fecha mais cedo por pane em TI. Disponível em:

http://idgnow.uol.com.br/mercado/2006/01/18/idgnoticia.2006-02-06.6752227625/.

InformaBR. Segurança: 27 questões freqüentemente formuladas sobre as

normas BS e ISO17799. Disponível em: http://www.informabr.com.br/nbr.htm.

 ISO 17799 World. Disponível em: http://17799.macassistant.com/

Módulo. 10ª Pesquisa Nacional de Segurança da Informação. 2006.

OLIVEIRA BALDO, Luciano de. Uma Abordagem Correlacional dos Modelos CobiT/ ITIL e da Norma ISO 17799 para o tema Segurança da Informação .

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Referências Bibliográficas

GONÇALVES, L. R. O. O surgimento da Norma Nacional de Segurança de Informação [NBR ISO/IEC-1779:2001]. 2004. Disponível em:

http://www.lockabit.coppe.ufrj.br/rlab/rlab_textos.php?id=85.

GORISSEN, MAXIMILIAN. Política de Segurança da Informação: A norma

ISO 17799.

 ISO 17799: Information and Resource Portal. Disponível em:

http://17799.denialinfo.com/.

JUNIOR, A. F. NOVA NORMA GARANTE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO.

Disponível em: http://www.serasa.com.br/serasalegal/05-fev-02_m2.htm.

The A-Z Guide for ISO 27001 and ISO 17799/ ISO 27002. Disponível em:

http://www.17799central.com/.

VETTER, Fausto; REINERDT, Jonatas Davson. ISO/IEC 17799: Norma de

Segurança da Informação. Florianópolis 2007.

WIKIPÉDIA. Segurança da Informação. Disponível em:

Referências

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