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CAP. 13 ENERGIA E MEIO AMBIENTE. Prof. Clésio Farrapo

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CAP. 13 – ENERGIA E

MEIO AMBIENTE

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1. O SETOR ENERGÉTICO

BRASILEIRO

 No Brasil, há três

principais tipos de usinas geradoras de eletricidade:

◦ As hidrelétricas, que

utilizam a força das quedas-d’água para acionar turbinas e produzir eletricidade;

◦ As termelétricas

convencionais, que utilizam combustíveis fósseis;

◦ E as termonucleares ou atômicas, que utilizam a

energia contida nos minerais atômicos.

 Quanto à oferta interna, o

Brasil apresenta relativo equilíbrio no uso de fontes renováveis e não

(4)

1.1. Transformações na matriz

energética do Brasil

 Ao longo do séc. XX, as fontes de

energia modernas – carvão mineral, petróleo e eletricidade de origem hidráulica – substituiram

gradativamente as fontes de energia tradicionais – lenha e carvão vegetal.

 Logo após a crise do petróleo a

importação desse recurso ainda representava 50% das importações totais do país.

 Nessa época politicas publicas de

estímulo à substituição do petróleo por alternativas energéticas,

acarretaram mudanças ainda mais profundas na estrutura do sistema energético brasileiro.

 Entre as medidas implementadas

destacam-se o aproveitamento do potencial hidrelétrico e o uso de gás natural e biomassa.

(5)

Nas últimas décadas, o crescimento

populacional e econômico, o aumento do

consumo de produtos industrializados e a

expansão de áreas urbanas e agrícolas

resultaram em um contínuo aumento da

demada por energia no Brasil e na

consequente expansao do parque gerador de

energia.

A indústria é o grande destaque no consumo

final de energia no Brasil, seguida pelo setor

de transporte, residencial e outros.

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2. O PETRÓLEO

 Em 2007, o petróleo representava a maior oferta interna

de energia no Brasil. Entre as atividades econômicas que mais consome petróleo estão os transportes, indústria e produção de energia.

 1940 – política de expansão rodoviária;

 1950 – desenvolvimento da industria automobilistica.

 1953 – instituído no Brasil o monopólio estatal do petróleo.  1954 – Petrobras.

 Nas décadas de 1950 a 1970, com a intensa

industrialização e urbanização, o consumo do petróleo manteve-se superior à produção interna.

 Após o segundo choque do petróleo (1979) procurou-se o

aumento da produção interna e a exploração de fontes alternativas.

(7)

 Na década de 1970, foram feitos investimentos e esforços para descobrir petróleo concentrado na plataforma continental.

 Essas pesquisas levaram à descoberta de importantes jazidas petroliferas na costa oceanica brasileira, ao longo do litoral de diversos estados.

 A Bacia de Campos, no litoral do RJ tornou-se a mais importante região produtora.

 Em 2007, foi feita a maior descoberta de petróleo do Brasil: o campo de Tupi, na camada pré-sal da Bacia de Santos, com o dobro do tamanho do Roncador.

 Com as novas descobertas o Brasil deverá subir do 15º lugar no ranking de maiores reservas do mundo para o 8º ou 9º lugar.  No Brasil, as termeletricas movidas a derivados de petróleo tem

pequena participaçao na matriz de energia eletrica. A maior parte das usinas movidas a oleo diesel está na Região Norte(RO, AM, AP).

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CONEXÕES - LINGUAGEM

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3. HIDRELETRICIDADE E AMEAÇAS

À SOCIOBIODIVERSIDADE

 Segundo dados da ANEEL de 2007, as usinas hidreletricas

respondem por 85,6% da matriz de oferta de energia elétrica do Brasil. Constituindo-se na maior fonte produtora de eletricidade no país.

 O clima equatorial e os subtipos de climas tropicais que predominam no Brasil apresentam elevadas lmédias

pluviométricas, fornecendo um grande volume de égua para os rios.

 Além disso, os extensos planaltos são responsaveis pelos

desniveis e cachoeiras, que propiciam força necessaria para a geragao de energia nas turbinas.

 Em 1962, foi criada a Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.) para controlar o sistema de geraçao e transmissao de energia elétrica no Brasil. Privatizada na década de 1990.  1996 – criada a Aneel para regular e fiscalizar a produção, a

transmissao, a distribuiçao e a comercializaçao de energia elétrica.

(11)

 A geracao de hidreletricidacle utiliza uma fonte de

energia renovével que nao emite gases causadores do efeito estufa.

 No entanto, a construçao de uma hidrelétrica envolve

grandes obras de engenharia, desvio ou aumento do nivel dos rios e formaçao de barragem para o

aproveitamento do fluxo das aguas.

 A inundacao de extensas areas prejudica a fauna e a

flora Iocais.

 Cidades inteiras e areas de pmdugio agricola também

podem ser inuncladas, exigindo o deslocarnento da populacao ribeirinha, o que acarreta, assim, prejuizos a sua subsisténcia.

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CONEXÕES - POLÍTICAS

Sustentabilidade e investimentos

(13)

3.1. Usinas hidráulicas e bacias

hidrográficas

As maiores usinas

hidrelétricas do

Brasil se concentram

nas regiões

Sudeste, Sul e

Nordeste, por onde o

parque elétrico do

pais começou a ser

desenvolvido.

Isso se deve à maior

concentração nessa

região de éreas

urbanas e atividades

econômicas.

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4. AS TERMELÉTRICAS

CONVENCIONAIS

 A termeletricidade gera eletricidade a partir da energia proveniente da queima de combustíveis renováveis (bicombustíveis) ou não renováveis (carvāo mineral, gás natural e

petróleo).

 A partir de 2000, foram

construídas diversas

termelétricas no Brasil com o objetivo de diversificar a

matriz energética do país, os combustíveis mais utilizados para movimentá-las são gás natural, óleo diesel e carvāo.

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 Essas usinas podem ser construídas em lugares isolados,

economizando o custo das linhas de transmissão.

 Entretanto, têm como desvantagens o alto preço do

combustível e os impactos ambientais causados

principalmente pela poluição do ar e a construção de estradas.

 No Brasil, as usinas

termelétricas movidas a diesel distribuem-se principalmente em

áreas pouco servidas por redes hidrelétricas, como a Região Norte.

 As termelétricas movidas a carvão e gás concentram-se em lugares onde já existem gasodutos em operação ou estão

perto das reservas — o que favorece o acesso ao suprimento.

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4.1. O gás natural

 A utilização do gás natural

como fonte de energia

teve significativo aumento nos últimos anos: na

década de 1990, não ultrapassava 3% da oferta interna de energia no Brasil e, em 2007, já representava 8,8%.  A entrada em operação do gasoduto Bolívia-Brasil, em 1999, viabilizou a importação de gás natural, permitindo, assim, a ampliação e a diversificação do parque gerador brasileiro.

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4.2. As reservas brasileiras

 O Brasil conta com importantes reservas terrestres de

gás natural na Bacia dos rios Solimões, Urucu,Taquaré,Jatobá e do Paraná.

 O gasoduto Urucu-Coari-Manaus, que irá transportar

gás natural para geração de energia elétrica em Manaus enfrenta críticas, pois seu trajeto passa próximo a reservas indígenas.

 Nos últimos anos foram descobertas diversas outras

jazidas no mar, associadas ao petróleo. A exploração de petróleo e gás dessas jazidas, nos próximos anos, ira modificar o atual perfil energético do Brasil que ultrapassará a auto-suficiência e poderá chegar a ser um país exportador.

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5. ENERGIA NUCLEAR

 Na década de 1970,0 Brasil efetivou seu programa nuclear. A partir de um

acordo com os Estados Unidos, teve o início a construção do reator nuclear, pela empresa Westinghouse, da usina Angra 1, no município de Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro.

 Em 1975, O governo brasileiro fez um acordo com a Alemanha Ocidental que

previa a construção de oito usinas nucleares, além da transferência de

tecnologia para operação e fabricação de componentes de centrais nucleares. Mas apenas a usina Angra 2 foi concluída.

 Somente em 1985, entrou em operação a Usina Nuclear de Angra, 1, que gera

energia suficiente para suprir uma cidade de 1 milhão de habitantes.

 Em 2001, foi a vez da Usina Nuclear de Angra 2, com capacidade para atender

ao consumo de uma cidade de 2 milhões de habitantes

 Grande parte dos equipamentos e da infraestrutura de Angra 3, uma das oito

usinas previstas pelo acordo com a Alemanha,já foi comprada e está pronta para ser montada.

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(20)

 Em 2007, tendo como justificativa à necessidade de

aumento da produção de energia elétrica e os vultosos investimentos já realizados, O governo federal determinou a retomada da construção da Usina Nuclear de Angra 3, com previsão para

entrarem operação em 201 3.

 A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

prevê também a construção de mais quatro das seis usinas, até 2030.

 Apesar de as usinas nucleares não expelirem fumaça

e não necessitarem de grandes obras como

barragens, um grande problema que apresentam é o risco de acidentes com material radioativo, com

consequências geralmente catastróficas.

 Outro problema e o destino dos resíduos atômicos

que têm de ser guardados por milhares de anos até que o material perca a radioatividade.

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6. BIOMASSA, OS

BIOCOMBUSTÍVEIS E OUTRAS

ALTERNATIVAS ENERGÉTICAS

Desde a década de 1980, a utilização da biomassa

tem crescido como fonte de produção de energia

elétrica ou de bicombustíveis, como o biodiesel e

o etanol.

 Segundo a Aneel, em novembro de 2008 existiam 302 termelétricas movidas à biomassa no país: 13

são abastecidas por licor negro (resíduo da

celulose); 27 por madeira, três por

biogás, quatro por casca de arroz e 252 por

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CONEXÕES - ESCALA

(23)

A crise do petróleo, em 1973, e a elevada

participação dos derivados de petróleo na matriz

energética brasileira, especialmente no setor de

transportes, impulsionaram programas de

difusão de tecnologias alternativas, entre os

quais o Programa Nacional do Álcool (Proálcool),

em 1975, que visava à substituição da gasolina

pelo álcool combustível.

O biodiesel é um combustível renovável

produzido a partir de plantas oleaginosas como

mamona, dendê, soja, girassol, algodão e

babaçu, e pode ser extraído até de óleos de uso

culinário.Todas essas plantas se desenvolvem

bem em clima tropical como o brasileiro.

(24)

Apesar de apresentar vantagens em relação aos

combustíveis fósseis, a produção de

biocombustíveis está sujeita a alguns problemas.

Entre eles, estão a necessidade de grandes

extensões de terras agricultáveis para produzir a

matéria—prima do biocombustível — o que pode

levar ao encarecimento crescente dos produtos

alimentares — e o aumento da concentração de

terras nas mãos de grandes empresas agrícolas

ou de corporações transnacionais, pois a

monocultura mecanizada, além de não absorver

a mão de obra agrícola, acentua o êxodo rural.

(25)

6.1. Energia e sustentabilidade

Com o objetivo de reduzir o impacto ambiental e,

ao mesmo tempo, promover o crescimento

econômico e a inclusão social com o aumento da

oferta de trabalho, tem-se procurado o

desenvolvimento sustentável na atividade de

produção de energia.

No Brasil, tem havido o incentivo às energias

limpas, assim denominadas por se tratar de

fontes não poluentes, não emissoras de carbono

e renováveis.

A energia solar é captada sob a forma de luz

visível de raios infravermelhos e de raios

ultravioleta e transformada em energia térmica

ou elétrica.

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 Apesar de o Brasil ser privilegiado em termos de radiação

solar, o Nordeste brasileiro apresenta as melhores

condições, por apresentar clima Semiárido e por estar próximo ao Equador.

 A energia eólica, obtida do vento ao girar as pás de um

cata-vento, embora tenha custo elevado de instalação, é uma fonte renovável a custo zero em expansão no Brasil devido ao enorme potencial eólico do país, que a utiliza principalmente para bombeamento de água na irrigação (energia mecânica).

 Nos principais corredores de vento foram instalados

importantes parques eólicos: no Nordeste (principalmente no litoral), que apresenta grande potencial, e no Sudeste, onde se destaca o Vale do Jequitinhonha.

 O principal parque eólico brasileiro, porém, está localizado

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