Red. Rafael Cunha Eduardo Valladares (Bernardo Soares)

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Texto

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Red.

Semana 10

Rafael Cunha

Eduardo Valladares

(Bernardo Soares)

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Conclusão e título: funções e estratégias

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CRONOGRAMA

Conclusão e título: funções e estratégias

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Exercícios sobre introdução e desenvolvimento

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Exercícios sobre introdução e desenvolvimento

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Exercícios sobre conclusão e título

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Exercícios sobre conclusão e título

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Argumentação e suas estratégias

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Argumentação e suas estratégias

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Exercícios

de conclusão e

título

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abr

01. Resumo 02. Exercícios de Aula 03. Exercícios de Casa 04. Questão Contexto

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d.

Depois de trabalharmos a fundo a estrutura da con-clusão e as estratégias de criação do título, chega-mos ao momento de, com muitos exercícios, treinar essas ferramentas. Antes de tudo, cabe fazer uma rápida revisão, a fim de termos na mente, sem er-ros, cada um dos passos da construção do parágra-fo que fechará, com chave de ouro, o nosso texto. Vamos lá?

Estrutura da conclusão

O parágrafo de conclusão precisa cumprir, sem er-ros, três partes muito importantes: em primeiro lu-gar, por ser o final do texto, é essencial que haja um conectivo conclusivo, evidenciando essa chegada ao fim. Assim, conectivos como “portanto”, “dessa forma”, “nesse sentido”, “assim”, “então”, etc. são muito bem-vindos. Além disso, é importante que, in-vestindo na circularidade textual, o aluno retome a tese, ou seja, deve-se parafrasear, reescrever com outras palavras o que já foi apresentado na introdu-ção. Por fim, fechando a redação, é necessário criar um desfecho mais original, o que, no ENEM, pode ser feito por meio das propostas de intervenção - que, você já viu, precisam ser detalhadas, articula-das ao tema e à discussão. Vamos ver um exemplo? Diante de uma sociedade que atira no outro sem pensar nos efeitos desse tiro, é importante plane-jar soluções que busquem não desarmar – o que se-ria censura, ferindo os direitos de expressão –, mas educar, de forma que cada palavra seja consciente e busque um debate produtivo. Em um primeiro plano,

as instituições de ensino, em parceria com as ONGs, podem ajudar nisso, promovendo palestras, dis-cussões e até projetos que envolvam a questão da consciência na manifestação de ideias. Além disso, a mídia e o poder público, juntos, podem trabalhar a temática e suas consequências em novelas, progra-mas de TV e campanhas publicitárias. Assim, pode-remos, finalmente, educar sem precisar desarmar e evitar que debates como os de 1989 e 2014 se repi-tam no Brasil e no mundo.

É fácil perceber, em uma análise rápida, que o pa-rágrafo dá conta das três partes mais importantes da conclusão - e, é claro, cria propostas detalha-das, como exigido pela prova. Usando os diferen-tes agendiferen-tes transformadores, o texto mostra como o problema deve ser resolvido, quem deve resolver, que recursos podem ser utilizados e outros pontos importantes das intervenções.

Título

Como você já sabe, no ENEM, o título não é obriga-tório. Mas isso não significa que você não deva se preocupar com ele. Na redação, ele funciona como um perfume, uma forma de, com originalidade, tor-nar o texto mais criativo e, é claro, circular. Deve-se, porém, evitar fórmulas desgastadas, como “guerra x paz”, títulos repetindo o tema ou termos próximos à proposta, ideias muito amplas, etc. A dica, aqui, é tentar criar algo que, de certa forma, seja decifrado durante o texto, como uma mensagem subliminar. Que tal treinar isso?

RESUMO

EXERCÍCIOS DE AULA

1.

Utilizando os seus conhecimentos sobre o parágrafo de conclusão, identifique, nos exemplos abaixo, as duas funções essenciais no trabalho de fechar o texto.

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d.

Tema: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Fica claro, portanto, que agressões à mulher constituem uma grave mazela social, que deve ser combatida. Para isso, a policia e o judiciário devem garantir a aplica-ção e a fiscalizaaplica-ção de leis como a Maria da Penha e a do Feminicídio - principal-mente contra os companheiros. ONGs podem dar suporte às vítimas, oferecendo atendimento psicológico adequado a mulheres violentadas. Por fim, a mídia deve combater a cultura do assédio, não só com campanhas publicitárias, mas também com engajamento ficcional, como o que ocorre nas novelas. Talvez assim consiga-mos construir uma nação com igualdade real entre os gêneros.

Tema: A inclusão social do deficiente físico em questão no Brasil

Torna-se claro, portanto, que o meio esportivo e o campo educacional são de ex-trema importância para a inclusão dos cidadãos com deficiência. Sendo assim, o governo deve investir em projetos gratuitos para deficientes, por meio da criação de centros esportivos e culturais, além de melhorar a acessibilidade urbana para que todos desfrutem dos espaços sociais, garantindo o respeito e a igualdade de direitos. Ademais, as escolas precisam capacitar os profissionais de educação, por meio de cursos específicos, para que lidem de forma adequada com as crian-ças debilitadas fisicamente. Por fim, a mídia deve cumprir plenamente sua função social, desmistificando a deficiência física através de propagandas e ficção enga-jada a fim de erradicar o preconceito e promover na sociedade uma consciência inclusiva. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde, “o primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.

Tema: A intolerância religiosa em discussão no Brasil

Fica evidente, portanto, que nenhuma religião é superior a outra e é papel do Es-tado garantir a liberdade de escolha como forma indispensável no regime demo-crático, fazendo valer a laicidade da nação, preservando os direitos fundamentais dos cidadãos. Por sua vez, as escolas devem ampliar a discussão sobre a tolerân-cia às diferenças, promovendo debates e palestras que tratem da pluralidade cul-tural e religiosa existente em nosso país. Dessa maneira, inspirados pelos ideais de liberdade e igualdade propagados pela geração condoreira do movimento ro-mântico, honraremos o nosso título de povo miscigenado.

Tema: Fome no Brasil - como enfrentar esse problema?

Fica claro, portanto, que as políticas de promoção da segurança alimentar devem ser pensadas como parte de um projeto alternativo de desenvolvimento, que tenha como eixo central a promoção de um crescente processo de inclusão social. En-tão, o Governo deve repensar projetos sociais a curto prazo, reformulando antigas iniciativas, como o Fome Zero e o Bolsa Família, além de, a longo prazo, pensar em outras formas de distribuição de renda e reforma agrária. Quanto à socieda-de, cabe a solidariedasocieda-de, principalmente por meio de campanhas de doações, em parceria com a mídia e as ONGs. Só assim acabaremos com um problema que, ainda no século XXI, mata pessoas diariamente.

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2.

Identificadas as funções do parágrafo conclusivo, desenvolva, como em um planejamento textual, uma tese a ser retomada e intervenções para o seguinte tema: A mídia como espaço de debates na sociedade brasileira.

Reconhecida a estrutura de um parágrafo de conclusão, identifique, em cada um dos exemplos a seguir, a retomada da tese e as propostas utilizadas pelo autor.

Tema: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se entender esse problema e pro-por medidas que, entre outras, tornem mais eficazes propostas já lançadas e ame-nizem - ou até resolvam - essa questão. A mídia, grande difusora de informações, pode trabalhar, em conjunto com o governo, a divulgação de tais leis já existen-tes, de forma que as mulheres que sofram qualquer tipo de violência saibam que podem denunciar os agressores e se manter seguras. Além disso, por meio de fic-ções engajadas, podem promover debates que, levados à sociedade, trabalhem a ideia na sua raiz. Por fim, ONGs que defendam os direitos das mulheres podem continuar pressionando os três poderes, a fim de que, em pouco tempo, tenhamos mais projetos que contemplem o sexo feminino. Assim, aos poucos, poderemos encontrar na sociedade brasileira mulheres que mudem o mundo, que não sejam mais morenas que têm medo apenas, que não sejam mais mulheres de atenas.

Tema: Os desafios da educação inclusiva no Brasil

Portanto, para que a LBI não seja apenas mais uma lei que não sai do papel, tor-na-se necessário levar em consideração a sua aplicação e obstáculos. Fica claro que é fundamental repensar, por meio da mobilização dos mais diversos setores da sociedade, em especial das famílias em parceria com o Estado, a forma de educar para incluir. Outra ação por parte deste deve ser a criação de associações, o fornecimento de incentivos e subsídios para as instituições privadas e a garantia de estabelecimentos bem equipados e preparados na rede pública. Por fim, é pre-ciso, por parte das escolas, investir na contratação de profissionais qualificados – parcerias com empresas especializadas sanariam a questão da manutenção ociosa – e na capacitação daqueles que já integram seus quadros, além da adap-tação do espaço físico. Assim, caminharemos para uma sociedade mais justa, na qual direitos não são tratados como favores.

Tema: Os obstáculos na doação de sangue no Brasil

Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na doação de sangue. Por-tanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados informativos sobre as campanhas de sangue, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Logo, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria alterar as leis que excluem os homossexuais da doação e investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Dessa forma, o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de transfusão san-guínea.

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Tema: O hábito da leitura

Torna-se evidente, portanto, que setor privado e instituições de ensino em nada ajudam na resolução do problema, que só cresce, sendo necessário, então, que se recorra a outros agentes sociais, de forma que estimulem uma ação por parte dos omissos. Em primeiro lugar, o governo, em parceria com as ONGs, pode criar campanhas de doação de livros, a fim de incentivar a adoção das leituras habitu-ais sem custo por parte das escolas. Além disso, a mídia pode auxiliar as princi-pais livrarias na divulgação de seus lançamentos, para que as vendas aumentem e, então, seus preços sejam reduzidos. Só assim, estimulando o hábito de ler na raiz, amor e felicidade na leitura pregados pelos dois grandes autores serão, final-mente, características do leitor contemporâneo.

Sabendo o valor do título na redação, leia o texto abaixo e sugira um que, de cer-ta forma, crie a mensagem cifrada que daria o perfume a escer-ta redação - já é con-siderada nota mil, mas que poderia garanti-la com um bom título.

Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstu-mas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado de nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada sua decisão: a postura de empresá-rios e anunciantes em relação à publicidade para crianças é uma das faces mais perversas de uma sociedade que se despe de valores éticos em nome do estímulo ao consumo. Reverter esse quadro sem ferir a liberdade de expressão – eis a mis-são de um país que se diz democrático.

É válido considerar, antes de tudo, o poder da propaganda no século XXI. A fim de persuadir os consumidores, empresas utilizam-se de linguagem sugestiva e apelos sensoriais – como trilhas sonoras temáticas e animações – para tornar mais efi-caz a venda de seus produtos. As crianças, imaturas e desprovidas de senso críti-co aguçado, acabam por se tornar alvos fáceis dessa estratégia de críti-comunicação. Marshall McLuhan afirmou que “o meio é a mensagem”, e os veículos de mídia parecem ter aprendido muito bem essa lição quando trouxeram os personagens, as cores e as músicas infantis para a sua publicidade.

Cabe apontar também o papel da família nesse processo. A sociedade patriarcal do passado, centrada na figura do homem, cedeu lugar a relações mais flexíveis entre pais e filhos, em que estes passaram a ter maior autonomia e poder de es-colha. O mercado, sempre atento, percebeu a mudança e passou a investir em atores-mirins para divulgar seus produtos. Prova disso são os recorrentes comer-ciais de TV que usam crianças para vender eletrônicos e outros produtos “adul-tos”. Nesse contexto, progenitores acabam por se descobrir reféns dos pequenos influenciadores que habitam seus lares.

Fica evidente, portanto, que excessos na publicidade infantil devem ser comba-tidos, sem que ocorra o retorno nefasto da censura. Para isso, o governo brasi-leiro deve regular o setor, fiscalizando e criando leis que limitem os interessados, seguindo as melhores práticas de referências democráticas como Reino Unido e Suécia. A mídia precisa exercer de forma plena sua função social, denunciando e coibindo abusos dos anunciantes por meio de campanhas que trabalhem a ques-tão – sempre seguida de perto por ONGs e comissões de pais que levantem a ban-deira. Assim, poderemos, aos poucos, abrir as cortinas do mundo capitalista para

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EXERCÍCIOS PARA CASA

nossas crianças, de modo que possam vir a se tornar consumidores realmente conscientes no futuro – e um legado de que Brás Cubas pudesse se orgulhar.

A conclusão de um texto dissertativo-argumentativo precisa, necessariamente, cumprir duas funções: a de retomar a tese e a de apresentar um desfecho cria-tivo, normalmente, por meio de propostas de intervenção. Considerando essas duas etapas e o seu conhecimento sobre a construção de cada uma, sugira, nos temas abaixo, teses e retomadas para possíveis textos.

a) O valor dos animais de estimação na sociedade contemporânea b) Os impactos da propaganda no Brasil contemporâneo

Identifique, nas conclusão a seguir, as duas funções que não podem deixar de aparecer nesse tipo de parágrafo e as estratégias utilizadas.

Tema: Efeitos e desafios da exploração do pré-sal no Brasil

Portanto, cabe à empresa estatal colocar em prática ações que superem esses de-safios, visando combater a corrupção interna, como uma fiscalização necessária para a transparência às negociações e a recuperação e confiança de sua imagem reafirmadas. Ademais, o governo deve cumprir com o que foi assumido em rela-ção à destinarela-ção dos royalties, visando melhorar esses setores, como também, a participação mais efetiva dos cidadãos, a fim de assegurarem seus direitos.

Tema: Os efeitos de uma sociedade de padrões estéticos

É preciso, portanto, que se reflita sobre essa representação corporal que nos é imposta a cada dia. O primeiro passo deve ser dado pelo próprio indivíduo, sendo mais flexível consigo mesmo e libertando-se dessa visão limitada de beleza. Acei-tar-se é um processo de evolução. Na esteira desse movimento, deve estar o apoio dos agentes sociais. A escola precisa levantar esses questionamentos e debater sobre os estigmas corporais. A mídia, por sua vez, deve assumir a sua responsa-bilidade enquanto formadora de opinião e promover uma reflexão aprofundada sobre o assunto. Quem sabe assim, a sociedade compreenda que a singularidade da beleza está justamente no seu aspecto plural.

Tema: O valor da educação nas transformações sociais do Brasil

Fica claro, portanto, que, apesar de crucial, o papel transformador da educação não tem sido aproveitado no Brasil, sendo necessário não só entender essa rele-vância, mas também encontrar nas instituições ferramentas para essas ações. Nesse sentido, o Governo e a mídia podem trabalhar difundindo valores. Campa-nhas cobrando essa ação por parte da escola precisam ser divulgadas, evidencia-das nos meios de comunicação. Além disso, ONGs e a própria família, em conjunto,

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devem exigir o retorno de trabalhos sociais, de forma que, pouco a pouco, a fra-se de Paulo Freire realmente faça fra-sentido e a Campanha da Fraternidade saia do cartaz, da própria Igreja e alcance todo o mundo.

Tema: O jeitinho brasileiro em discussão no Brasil

Fica claro, portanto, que a cultura negativa do ‘’jeitinho brasileiro’’ deve ser com-batida. Para tanto, é primordial que haja, por parte do governo, maior rigor e puni-ção àqueles que praticam atos ilícitos; cabe ao indivíduo lutar por uma sociedade que privilegie a todos, sem nenhuma transgressão; à família propagar entre seus membros valores como o respeito e a honestidade e à mídia promover discussões que levem à reflexão de que uma sociedade justa somente será possível por meio de comportamentos éticos. É preciso, cada vez mais, evitar que a Lei de Gérson, que prega que “o importante é levar vantagem em tudo’’, se torne prática corri-queira.

Tema: A questão do índio no Brasil contemporâneo

Essa é, portanto, uma situação que não podemos mais sustentar. Encarar os índios como intrusos, negando-os terra, voz e identidade, não pode mais ser uma práti-ca da nossa sociedade. É preciso que nós lutemos e agreguemos à luta dos povos indígenas pela sobrevivência. Para tanto, é necessário que, primeiramente, o go-verno impeça a agricultura e a pecuária de avançar para essas terras, garantindo a vida e o sustento desses povos. Uma vez tendo esses direitos básicos garantidos, fica mais fácil conservar e difundir sua cultura através dos trabalhos das ONGs brasileiras. Assim, sanaremos a dívida dos nossos colonizadores, devolveremos a casa aos inquilinos, e garantiremos que todo dia voltará a ser dia do índio.

Identifique, nos parágrafos abaixo, a retomada da tese e as propostas de inter-venção utilizadas por cada autor.

Tema: Os obstáculos na doação de sangue no Brasil

Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na doação de sangue. Por-tanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados informativos sobre as campanhas de sangue, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Dessa forma, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidarie-dade. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualidade do sangue. Des-sa forma, o número de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que care-cem de transfusão sanguínea.

Tema: Os limites da liberdade de expressão no mundo contemporâneo

Diante de uma sociedade que atira no outro sem pensar nos efeitos desse tiro, é importante planejar soluções que busquem não desarmar – o que seria censura, ferindo os direitos de expressão –, mas educar, de forma que cada palavra seja consciente e busque um debate produtivo. Em um primeiro plano, as instituições de ensino, em parceria com as ONGs, podem ajudar nisso, promovendo palestras, discussões e até projetos que envolvam a questão da consciência na manifestação de ideias. Além disso, a mídia e o poder público, juntos, podem trabalhar a temáti-ca e suas consequências em novelas, programas de TV e temáti-campanhas publicitárias. Assim, poderemos, finalmente, educar sem precisar desarmar e evitar que deba-tes como os de 1989 e 2014 se repitam no Brasil e no mundo.

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Sugira, nos temas abaixo, com base nas ideias de tese e retomada do primeiro exercício, propostas para possíveis conclusões.

a) O valor dos animais de estimação na sociedade contemporânea b) Os impactos da propaganda no Brasil contemporâneo

Tema: Os desafios da sexualidade na adolescência

O sexo em nossa sociedade é tratado de forma hipócrita: de um lado, há o apelo ao erotismo, de outro, a mistificação e a impossibilidade de se tocar no assunto. Portanto, para que as gerações futuras tenham mais responsabilidade sexual, é impreterível que haja o diálogo entre pais e filhos sobre o tema, tocando em to-das as nuances possíveis e respeitando a diversidade sexual. A escola, por sua vez, deveria abrir espaço para o diálogo, tratar o assunto como tema transversal e fazer campanhas constantes de conscientização dos alunos. Por fim, o governo deveria tratar essa questão como caso de saúde pública e, assim, incentivar os programas de escolas e ongs, bem como aliar-se aos veículos midiáticos para na-turalizar o diálogo sobre sexo e sexualidade, para que assim se extingam a falta de informação e de diálogo para os jovens que estão por vir.

Com base no texto abaixo, sugira algumas opções de título que possam fechar a redação com chave de ouro.

A eleição presidencial de 1989 ficou marcada pelo fervoroso embate entre os can-didatos Brizola e Maluf. As ofensas herdadas do período ditatorial permaneceram ao longo de todos os encontros e chegaram à boca do povo. 25 anos depois, nada foi diferente: os debates presidenciais mostraram o quanto as palavras podem definir posições, e, desta vez, não chegaram só à boca do povo, mas também aos dedos, às redes sociais. Diante da falta de respeito em qualquer assunto e local, é válido refletir: há mesmo limites na liberdade de expressão no mundo de hoje? Em primeiro lugar, para entender esse problema, é necessário analisar suas cau-sas. Resultado de uma sociedade que dá espaço para a manifestação dos anô-nimos, o que se pensa tem sido refletido na fala sem qualquer edição, ou seja, o “pensar duas vezes antes de falar” já não faz mais sentido. A Internet e as redes sociais têm alimentado o debate anônimo e, consequentemente, a manifestação de ideias sem enxergar o respeito ao próximo chegou aos debates. Um exemplo claro disso está nas próprias eleições presidenciais, quando amizades se desfize-ram como resultado de opiniões divergentes. O problema, porém, não se resume só ao espaço virtual.

Não se atendo à Internet, a opinião sem medições chegou às ruas. A campanha dos adesivos, dos debates em universidades, das manifestações e os atentados a jornais considerados desrespeitosos – e, com eles, uma chuva de mais opiniões e posições ofensivas – provaram que o respeito ao próximo já não é mais limite para a liberdade de expressão. Com isso, o posicionamento de grupos midiáticos se tornou mais firme – e reconhecível – e as divisões de ideias ficaram mais claras. Em um cenário de perda do respeito, é impossível não perceber que a liberdade de opinião, nos dias de hoje, se tornou uma arma.

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Diante de uma sociedade que atira no outro sem pensar nos efeitos desse tiro, é importante planejar soluções que busquem não desarmar – o que seria censura, ferindo os direitos de expressão –, mas educar, de forma que cada palavra seja consciente e busque um debate produtivo. Em um primeiro plano, as instituições de ensino, em parceria com as ONGs, podem ajudar nisso, promovendo palestras, discussões e até projetos que envolvam a questão da consciência na manifesta-ção de ideias. Além disso, a mídia e o poder público, juntos, podem trabalhar a temática e suas consequências em novelas, programas de TV e campanhas pu-blicitárias. Assim, poderemos, finalmente, educar sem precisar desarmar e evitar que debates como os de 1989 e 2014 se repitam no Brasil e no mundo.

GABARITO

02.

Exercício de casa

1. a) Tese: Nos últimos tempos, porém, a mídia tem veiculado casos extremos de maus-tratos e até morte de animais, o que nos leva a uma discussão que precisa ser prioridade no coletivo: se esses seres são tão importantes, por que não cuidar e respeitar? Retomada da tese: Fica claro, portanto, que o valor dos bichos de estimação na sociedade de hoje, ape-sar de grande, não é compartilhado por todas as pes-soas.

b) Tese: Estimular o consumo, sem cons-cientizar os consumidores, tem acarretado diversos problemas sociais e ambientais.

Retomada: Fica claro, portanto, que o consumo é um hábito enraizado. Mesmo que a publicidade te-nha aspectos positivos, é preciso educar a sociedade quanto à questão do consumismo.

2. Parágrafo 1:

Retomada da tese: Embutida no seguinte trecho: Portanto, cabe à empresa estatal colocar em prática ações que superem esses desafios, visando comba-ter a corrupção incomba-terna, como uma fiscalização ne-cessária para a transparência às negociações e a re-cuperação e confiança de sua imagem reafirmadas. Fechamento (com propostas): Conclusão, como um todo.

Agentes utilizados: Empresas, Governo, Sociedade. Parágrafo 2:

Retomada da tese: É preciso, portanto, que se reflita sobre essa representação corporal que nos é impos-ta a cada dia.

Fechamento (com propostas): O primeiro passo deve ser dado pelo próprio indivíduo, sendo mais flexível consigo mesmo e libertando-se dessa visão limita-da de beleza. Aceitar-se é um processo de evolu-ção. Na esteira desse movimento, deve estar o apoio dos agentes sociais. A escola precisa levantar esses questionamentos e debater sobre os estigmas cor-porais. A mídia, por sua vez, deve assumir a sua res-ponsabilidade enquanto formadora de opinião e pro-mover uma reflexão aprofundada sobre o assunto. Quem sabe assim, a sociedade compreenda que a singularidade da beleza está justamente no seu as-pecto plural.

Agentes utilizados: Indivíduo, Escola, Mídia. Parágrafo 3:

Retomada da tese: Fica claro, portanto, que, apesar de crucial, o papel transformador da educação não tem sido aproveitado no Brasil, sendo necessário não só entender essa relevância, mas também encontrar nas instituições ferramentas para essas ações. Fechamento (com propostas): Nesse sentido, o Go-verno e a mídia podem trabalhar difundindo valores. Campanhas cobrando essa ação por parte da escola precisam ser divulgadas, evidenciadas nos meios de comunicação. Além disso, ONGs e a própria família, em conjunto, devem exigir o retorno de trabalhos so-ciais, de forma que, pouco a pouco, a frase de Paulo Freire realmente faça sentido e a Campanha da Fra-ternidade saia do cartaz, da própria Igreja e alcance todo o mundo.

Agentes utilizados: Governo, Mídia, Escola, ONGs, Família.

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Parágrafo 4:

Retomada da tese: Fica claro, portanto, que a cul-tura negativa do ‘’jeitinho brasileiro’’ deve ser com-batida.

Fechamento (com propostas): Para tanto, é primor-dial que haja, por parte do governo, maior rigor e punição àqueles que praticam atos ilícitos; cabe ao indivíduo lutar por uma sociedade que privilegie a todos, sem nenhuma transgressão; à família propa-gar entre seus membros valores como o respeito e a honestidade e à mídia promover discussões que le-vem à reflexão de que uma sociedade justa somente será possível por meio de comportamentos éticos. É preciso, cada vez mais, evitar que a Lei de Gérson, que prega que “o importante é levar vantagem em tudo’’, se torne prática corriqueira.

Agentes utilizados: Governo, Indivíduo, Família, Mí-dia.

Parágrafo 5:

Retomada da tese: Essa é, portanto, uma situação que não podemos mais sustentar. Encarar os índios como intrusos, negando-os terra, voz e identidade, não pode mais ser uma prática da nossa sociedade. Fechamento (com propostas): É preciso que nós lu-temos e agreguemos à luta dos povos indígenas pela sobrevivência. Para tanto, é necessário que, primei-ramente, o governo impeça a agricultura e a pecu-ária de avançar para essas terras, garantindo a vida e o sustento desses povos. Uma vez tendo esses di-reitos básicos garantidos, fica mais fácil conservar e difundir sua cultura através dos trabalhos das ONGs brasileiras. Assim, sanaremos a dívida dos nossos colonizadores, devolveremos a casa aos inquilinos, e garantiremos que todo dia voltará a ser dia do índio. Agentes utilizados: Governo, ONGs.

3. Parágrafo 1:

Retomada: Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na doação de sangue.

Fechamento (com propostas): Portanto, a mídia tem papel imprescindível na exposição de dados infor-mativos sobre as campanhas de sangue, seja na te-levisão e internet, seja em áreas físicas, como outdo-ors. Dessa forma, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade. Ademais, o governo, em parceria com a OMS, deveria investir em apa-ratos tecnológicos que controlem com maior rigor

os grupos sanguíneos, para avaliar se o indivíduo é portador de alguma doença e averiguar a qualida-de do sangue. Dessa forma, o número qualida-de voluntários aumentaria e ajudaria aos pacientes que carecem de transfusão sanguínea.

Parágrafo 2:

Retomada: Diante de uma sociedade que atira no outro sem pensar nos efeitos desse tiro, é importan-te planejar soluções que busquem não desarmar – o que seria censura, ferindo os direitos de expressão –, mas educar, de forma que cada palavra seja cons-ciente e busque um debate produtivo.

Fechamento (com propostas): Em um primeiro pla-no, as instituições de ensipla-no, em parceria com as ONGs, podem ajudar nisso, promovendo palestras, discussões e até projetos que envolvam a questão da consciência na manifestação de ideias. Além dis-so, a mídia e o poder público, juntos, podem traba-lhar a temática e suas consequências em novelas, programas de TV e campanhas publicitárias. Assim, poderemos, finalmente, educar sem precisar desar-mar e evitar que debates como os de 1989 e 2014 se repitam no Brasil e no mundo.

Parágrafo 3:

Retomada: O sexo em nossa sociedade é tratado de forma hipócrita: de um lado, há o apelo ao erotismo, de outro, a mistificação e a impossibilidade de se to-car no assunto.

Fechamento (com propostas): Portanto, para que as gerações futuras tenham mais responsabilidade se-xual, é impreterível que haja o diálogo entre pais e filhos sobre o tema, tocando em todas as nuances possíveis e respeitando a diversidade sexual. A es-cola, por sua vez, deveria abrir espaço para o diálo-go, tratar o assunto como tema transversal e fazer campanhas constantes de conscientização dos alu-nos. Por fim, o governo deveria tratar essa questão como caso de saúde pública e, assim, incentivar os programas de escolas e ongs, bem como aliar-se aos veículos midiáticos para naturalizar o diálogo sobre sexo e sexualidade, para que assim se extingam a falta de informação e de diálogo para os jovens que estão por vir.

4. a) Judiciário: fiscalizar as leis já existentes, aplicando a casos divulgados na mídia.

Mídia: levar mais a discussão às TVs, com ficções engajadas.

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ONGs: campanhas de assistência, procurando e oferecendo novos lares aos encontrados em más condições.

b) Família: controlar o gasto dos seus filhos desde cedo, não dando a eles o que não for neces-sário.

Escola: introduzir discussões sobre a reciclagem e hábitos de consumo.

Governo: investir em pesquisas de desenvolvimento sustentável.

Governo e mídia: trabalhar a ideia de compra res-ponsável, sem desperdícios.

5. Sugestões: → Educar sem desarmar → Debatendo a tolerância → O tiro consciente

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Referências

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