• Nenhum resultado encontrado

coleção 11.º ano EÇA DE QUEIRÓS Os Maias Carla Nave Guia prático Perguntas com respostas Revisão para testes e exames Exercícios com soluções

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "coleção 11.º ano EÇA DE QUEIRÓS Os Maias Carla Nave Guia prático Perguntas com respostas Revisão para testes e exames Exercícios com soluções"

Copied!
7
0
0

Texto

(1)

A

◆ Guia prático ◆

◆ Perguntas com respostas ◆

◆ Revisão para testes e exames ◆

◆ Exercícios com soluções ◆

Carla Nave

Os Maias

EÇA DE QUEIRÓS

(2)

Coleção Arrumar Ideias | Os Maias

Apresentação

Os livros da coleção Arrumar Ideias constituem instrumentos de trabalho indispen-sáveis para os alunos do Ensino Secundário que querem alcançar os melhores resulta-dos no seu percurso escolar, permitindo-lhes compreender melhor as obras e os autores do Programa.

Todos os livros estão organizados em perguntas e respostas, que conduzem a aten-ção do aluno para as questões mais significativas respeitantes a cada obra e autor, em particular para os tópicos de conteúdo do Programa, possibilitando, assim, um estudo mais focado e consequente.

Para além da contextualização histórico-literária e da análise da obra, cada livro inclui um guia de estudo e autoavaliação: um conjunto de questões-chave que permi-tem arrumar ideias e fazer a revisão dos aspetos fundamentais de cada obra analisada. As fichas de avaliação, com exercícios de escrita, no final do livro, permitem conso-lidar a compreensão da obra e testar os conhecimentos adquiridos, através da realiza-ção de exercícios semelhantes aos que habitualmente são realizados em diferentes momentos de avaliação.

Todos os exercícios incluem propostas de resolução, que permitem ao aluno avaliar os seus conhecimentos e ver como se faz, para que possa sentir-se mais seguro e bem preparado para realizar com sucesso os testes de avaliação e o exame nacional.

Os Maias: tópicos de conteúdo do Programa Páginas onde são abordados neste livro

Contextualização histórico-literária. 7

A representação de espaços sociais e a crítica de costumes. 47

Espaços e seu valor simbólico e emotivo. 43

A descrição do real e o papel das sensações. 51

Representações do sentimento e da paixão: diversificação da intriga

amorosa (Pedro da Maia, Carlos da Maia e Ega). 33

Características trágicas dos protagonistas (Afonso da Maia, Carlos da

Maia e Maria Eduarda). 41

Linguagem, estilo e estrutura:

– o romance: pluralidade de ações; complexidade do tempo, do

espaço e dos protagonistas; extensão; 31, 32

– visão global da obra e estruturação: título e subtítulo; 30

– recursos expressivos: a comparação, a ironia, a metáfora, a personificação,

a sinestesia e o uso expressivo do adjetivo e do advérbio; 54

– reprodução do discurso no discurso. 55

I S B N 9 7 8 - 9 8 9 - 7 6 7- 3 3 9 - 9

© AREAL EDIT

(3)

1. Vida e obra de Eça de Queirós ...4

1.1. A vida ...5

1.2. A obra ...5

2. Contexto histórico-literário ...7

2.1. A época de Eça de Queirós ...7

2.2. Contexto cultural e literário ...7

2.3. Influências artísticas ...9

3. Os Maias: resumo dos capítulos ...12

4. Análise da obra ...30

4.1. Título, subtítulo e visão global da obra ...30

4.2. Ação e tempo ...31

4.2.1. Pluralidade das ações ...31

4.2.2. Complexidade do tempo ...32

4.3. As personagens ...33

4.3.1. Caracterização e diversificação da intriga amorosa ...33

4.3.2. Características trágicas dos protagonistas ...41

4.4. O espaço ...43

4.4.1. Os espaços e seu valor simbólico e emotivo ...43

4.4.2. A representação de espaços sociais e a crítica de costumes ..47

4.4.3. A descrição do real e o papel das sensações ...51

4.5. O narrador ...52

4.6. Linguagem e estilo de Eça de Queirós ...54

4.6.1. Os recursos expressivos ...54

4.6.2. A reprodução do discurso no discurso ...55

5. Guia de estudo e autoavaliação ...56

6. Praticar ...58

Ficha 1 – Verificação de leitura da obra ...58

Ficha 2 – A Educação de Carlos ...61

Ficha 3 – O Jantar no Hotel Central ...63

Ficha 4 – A Toca ...65

Ficha 5 – O Ramalhete ...68

Ficha 6 – O Passeio Final ...71

Cenários de resposta ...74

Bibliografia ...80

© AREAL EDIT

(4)

Coleção Arrumar Ideias | Os Maias

3.

Os Maias: resumo dos capítulos

Capítulo I

Como se inicia o romance?

O romance inicia-se no outono de 1875, em Lisboa, com a referência à casa do Ramalhete, que estava desabitada, pois Afonso da Maia e seu neto, Carlos da Maia, residiam em Santa Olávia, uma quinta nas margens do Douro.

Depois de se formar em Coimbra, Carlos vai viver com o avô para Lisboa, no Rama-lhete, apesar de o procurador da família, Vilaça, aludir a uma lenda segundo a qual «eram sempre fatais aos Maias as paredes do Ramalhete». A casa foi remodelada, mas os dois Maias apenas se instalaram nela em 1875, vinte e cinco anos depois de Afonso ter deixado Lisboa e após a viagem de formatura de Carlos pela Europa.

O que leva Afonso a emigrar duas vezes para Inglaterra?

Neste capítulo, inicia-se uma analepse que narra o passado dos Maias até ao ano de 1875. O avô de Carlos defendia o Liberalismo, o que o opôs ao pai, Caetano da Maia, um absolutista e católico fervoroso. Caetano envia o filho para Santa Olá-via, mas Afonso volta a Lisboa para pedir ao pai a bênção e dinheiro para ir para Inglaterra. Afonso parte e regressa quando morre seu pai.

Afonso da Maia conheceu, entretanto, Maria Eduarda Runa, que se tornou sua mulher, e tiveram um filho, Pedro da Maia. Todavia, Afonso da Maia não esquecia Inglaterra e indignava-se com a situação política portuguesa. Um dia, a polícia inva-diu a sua casa para procurar provas do seu envolvimento com os liberais, facto que o levou a exilar-se de novo, para terras da Grã-Bretanha.

Como cresce Pedro da Maia?

Maria Eduarda não era feliz em Inglaterra, pois, no seu fervor católico, sentia a falta da religiosidade portuguesa. Por esse facto, não permitiu que o filho fosse estu-dar num colégio inglês e mandou vir de Lisboa, para estu-dar instrução ao rapaz, o Padre Vasques, capelão do conde de Runa. Pedro é, então, educado contra os valores defendidos pelo seu pai, aprendendo as declinações latinas, a cartilha e crescendo sem contacto com a vida ao ar livre. Era muito protegido pela mãe e desenvolveu-se sem curiosidade e com medo do exterior. Afonso acabou por voltar a Portugal, devido à doença e tristeza de Maria Eduarda. Crescia, assim, a sua aversão ao catolicismo português.

Pedro, entretanto, cresce. Tinha um caráter passivo, crises de melancolia cons-tantes, um aspeto «murcho, amarelo», sendo «em tudo um fraco». Aquando da morte da mãe, Pedro entra num estado de quase loucura, que só cessa quando conhece Maria Monforte, por quem se apaixona.

© AREAL EDIT

(5)

Maria era a filha de um «negreiro», um traficante de escravos, facto que desagra-dou a Afonso, quando soube da relação. Pedro escreve a Maria «todos os dias duas

cartas em seis folhas de papel». O seu amor é correspondido e, quando chega o

inverno, pede a bênção a seu pai para casar com Maria. No entanto, Afonso opõe-se ao casamento. Pedro insiste na sua decisão e abandona o lar. Afonso decide, então, que não mais se falaria de seu filho em sua casa.

Capítulo II

Como se caracteriza a relação entre Pedro da Maia e Maria Monforte?

Pedro e Maria, casados, viajam por Itália. No entanto, a mulher de Pedro, ente-diada e caprichosa, manifestou o desejo de ir a Paris, mas a cidade não lhe agradou. Quando engravida, convence Pedro a escrever ao pai, para tentar a reconciliação. Pedro envia uma carta a seu pai, mas, quando chegou a Lisboa, Afonso tinha partido para Santa Olávia, o que os separou ainda mais. Nasce ao casal uma filha, da qual Afonso não teve conhecimento e, a partir do primeiro aniversário desta, o casal ini-ciou uma vida boémia em Lisboa, na casa de Arroios. Nesses encontros, estavam presentes figuras masculinas, facto que desagradava a Pedro, por sentir que outros homens lhe cortejavam a mulher.

Após o nascimento do segundo filho, Pedro desejou a reconciliação com o pai e pensou em dar ao rapaz o nome de Afonso. No entanto, Maria Monforte preferiu Carlos Eduardo, nome de um herói de uma novela que estava a ler e que lhe parecia associado a «um destino de amores e façanhas».

Que acontecimentos conduzem à morte de Pedro da Maia?

Pedro da Maia vai para a quinta da Tojeira na companhia de Alencar, D. João Coutinho e de um aristocrata italiano, entretanto chegado a Portugal. Durante a caçada, Pedro fere o estrangeiro e volta a Lisboa para a convalescença do ferido, que fica alojado na casa de Arroios. Maria revela simpatia pelo hóspede e excitação pela sua presença. Quando este recupera, decide voltar ao seu hotel e envia um ramo de flores a Maria, em tom de galanteio.

No batizado de Carlos, o italiano impressionou pela sua figura sedutora, arrancando suspiros das senhoras presentes. Vilaça informou Pedro de que Afonso iria a Benfica no dia seguinte, e Pedro logo falou a Maria no seu desejo de reconciliação com o pai. Maria Monforte propôs ao marido deixarem de receber pessoas em Arroios para facilitar a apro-ximação ao sogro, que, segundo ela, teimava na separação devido à vida boémia que levavam. Assim, Maria Monforte suspendeu os serões e adotou um comportamento mais recatado, apenas com amigos íntimos do casal, como Alencar. O italiano, Tancredo, tam-bém marcava presença, sendo adorado por todos.

O tempo passou, mas a reconciliação não veio. Numa tarde de dezembro, Pedro dirige-se a casa do pai, entrou bruscamente no escritório onde este se encontrava e

© AREAL EDIT

(6)

Coleção Arrumar Ideias | Os Maias

Estava morto, já frio, aquele corpo que, mais velho que o século, resistira tão formi-davelmente, como um grande roble, aos anos e aos vendavais. Ali morrera solitaria-mente, já o Sol ia alto, naquela tosca mesa de pedra onde deixara pender a cabeça cansada.» (pp. 677-678). Torna-se, assim, vítima da tragédia que assola a família

Maia.

PEDRO DA MAIA

Quem é Pedro da Maia?

Pedro é filho de Afonso da Maia e de Maria Eduarda Runa. A evolução da perso-nagem, cuja caracterização é influenciada pelo Naturalismo, é condicionada pelas circunstâncias do meio em que se enquadra: assim, o contexto romântico e deca-dente português e a educação tradicional portuguesa moldam-lhe a personalidade e fazem dele «um fraco». De facto, a educação livresca e católica a que foi sujeito contribuiu para a formação de um ser frágil, apático, de temperamento instável. É inevitável associar a educação que ele recebe e o seu caráter débil ao suicídio, que resulta diretamente da traição e fuga de Maria Monforte.

Como se caracteriza psicologicamente Pedro da Maia?

A nível temperamental, na sua «alma adormecida e passiva», a emoção norteia o seu comportamento, traço que é antecipado através da referência aos seus «dois

olhos maravilhosos e irresistíveis, prontos sempre a humedecer-se.» (p. 22).

Fre-quentemente, Pedro era acometido de «crises de melancolia negra que o traziam

dias e dias mudo, murcho, amarelo, com as olheiras fundas e já velho.» (p. 22).

Quando morre a mãe, o desgosto fá-lo mergulhar num estado de quase loucura, que o conduz à vida boémia e à devoção excessiva. Esta reação à morte da mãe reflete a sua sensibilidade extremada, característica de um «romantismo torpe».

Como se caracteriza a relação entre Pedro da Maia e Maria Monforte?

Quando conhece Maria Monforte, filha de um antigo traficante de escravos, a dor da morte da mãe é dissipada e Pedro é acometido de uma paixão fulminante, que o narrador descreve como «um amor à Romeu, vindo de repente numa troca de

olha-res fatal.» (p. 24).

Ao invés de serenar o caráter desequilibrado de Pedro, esta relação acentua a sua instabilidade emocional. A oposição de Afonso a esta união amorosa, a vida boémia que o casal tinha em Arroios e a volubilidade de Maria Monforte, a quem era submisso, contribuem para agudizar a sua instabilidade. Se Pedro revelava já uma fragilidade psicológica, o sofrimento causado pela traição de Maria Monforte e a fuga com Tancredo conduz Pedro ao suicídio.

© AREAL EDIT

(7)

CARLOS DA MAIA

Quem é Carlos Eduardo da Maia?

Carlos da Maia é filho de Pedro da Maia e de Maria Monforte. Foi educado pelo seu avô, Afonso da Maia, na quinta de Santa Olávia, devido ao facto de a mãe ter abandonado o lar e de o pai se ter suicidado. Estuda Medicina em Coimbra, onde conhece João da Ega, e vem habitar o Ramalhete com o seu avô, no outono de 1875, quando conclui os estudos e após viajar pela Europa.

Já em Lisboa, monta o seu consultório e o laboratório. No entanto, não se dedica à Medicina e à ciência como tinha planeado e dispersa-se por vários interesses, entre os quais a vida boémia da capital. Tem uma relação adúltera com a condessa de Gouva-rinho, mas apaixona-se por Maria Eduarda, de quem desconhece ser irmão.

Como se caracteriza Carlos Eduardo da Maia?

As referências iniciais a Carlos da Maia surgem quando é feita a descrição da educação que recebeu pelo precetor inglês e pelo seu avô. Os princípios do modelo educativo inglês fazem de Carlos um belo homem, física e intelectualmente superior. Fisicamente, é um jovem distinto, com «uma fisionomia de belo cavaleiro da

Renas-cença.» (pp. 100-101). É cosmopolita, culto e de gostos requintados. Esta sua

supe-rioridade aproxima-o de seu avô e de Maria Eduarda.

A sua vida estudantil em Coimbra é marcada pela boémia e pela dispersão (perde um ano dos seus estudos), o que anuncia já alguns traços de diletantismo, que se vêm a acentuar mais tarde. Já em Lisboa, os grandes projetos profissionais que tinha em mente na área da Medicina (como a criação de uma revista) acabam por não se concretizar e Carlos, absorvido pela vida social, entrega-se à ociosidade. Tinha «nas veias o veneno do diletantismo.» (p. 94). Acaba, por isso, por fracassar, tal como sucedera a seu pai.

Em Lisboa, inicia uma relação adúltera com a condessa de Gouvarinho, que o entedia rapidamente. De facto, Carlos parecia incapaz de um relacionamento está-vel, o que se comprova pelas aventuras amorosas da sua juventude com senhoras como Hermengarda e Madame Rughel. É o seu amigo Ega que o compara a D. Juan, em busca da mulher ideal. E, de facto, esse ideal de mulher chega na figura de Maria Eduarda.

© AREAL EDIT

Referências

Documentos relacionados

Nessa situação temos claramente a relação de tecnovívio apresentado por Dubatti (2012) operando, visto que nessa experiência ambos os atores tra- çam um diálogo que não se dá

Dentre as principais conclusões tiradas deste trabalho, destacam-se: a seqüência de mobilidade obtida para os metais pesados estudados: Mn2+>Zn2+>Cd2+>Cu2+>Pb2+>Cr3+; apesar dos

O objetivo do curso foi oportunizar aos participantes, um contato direto com as plantas nativas do Cerrado para identificação de espécies com potencial

Se você vai para o mundo da fantasia e não está consciente de que está lá, você está se alienando da realidade (fugindo da realidade), você não está no aqui e

Local de realização da avaliação: Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação - EAPE , endereço : SGAS 907 - Brasília/DF. Estamos à disposição

2. Identifica as personagens do texto.. Indica o tempo da história. Indica o espaço da história. Classifica as palavras quanto ao número de sílabas. Copia do texto três

Em janeiro, o hemisfério sul recebe a radiação solar com menor inclinação e tem dias maiores que as noites, encontrando-se, assim, mais aquecido do que o hemisfério norte.. Em julho,

Dessa forma, esta pesquisa visa determinar o comportamento dos metais em uma célula experimental, lisímetro, de resíduos sólidos urbanos (RSU) da cidade de Campina