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Ano 08 Ed 86 Jul 2007

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Cláudio Gianfardoni -

 direitos reservados - www.claudiogianfardoni.com

J

OÃO

B

OIADEIRO

POR ALEXANDRE CUMINO

O boiadeiro é o valente, o

forte, aquele que nos protege

e defende de todo o mal. São

diretos e de poucas palavras,

com algumas exceções.

Trabalham duro e de forma

ativa costumam conduzir os

espíritos perdidos (eguns) e

encaminhá-los.

A Linha dos Boiadeiros na

Umbanda não é tão conhecida

como a linha dos Caboclos ou

Pretos Velhos, esta é uma Linha

até considerada como “auxiliar”

para muitos.

Os Boiadeiros fazem um

ex-celente trabalho de limpeza e

descarrego de energias

nega-tivas. Podemos dizer que eles

nos trazem uma forma popular

de manifestar a fé.

Entre os que chamamos de

Boiadeiros encontramos

tam-bém Romeiros, Tropeiros e até

Pantaneiros. O que os une é a

forma de trabalhar e a afinidade

de vibração.

Muitos trabalhadores da

esquerda encontram um

caminho de trabalhar na direita

através desta Linha.

(2)

Muito mais que um jornal - A sua religião em fascículos...

É uma obra filantrópica, cuja missão é contribuir para o engrandecimento da religião, divulgando material teológico e unificando a comunidade Umbandista. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião deste jornal.

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A

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L

OJISTAS

E

D

IRIGENTES

E

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A programação que fica no ar por 24 horas, conta com muitos comunicadores e representantes de vários segmentos religiosos, exotéricos, ocultistas e muitos outros. Visite o nosso portal: www.tvespiritualista.com.br

WWW

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CLAUDIOGIANFARDONI

.

COM

As belas imagens que o JUS vem

reproduzindo em suas capas, são

de autoria de nosso irmão

Cláudio Gianfardoni, que através

de seu trabalho retrata a

profundidade do Humano e o que

o transcende. Para conhecer

a trajetória e a versatilidade dos

trabalhos desse excepcional

artista visite o site:

ou contate pelos e-mails:

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EDITORIAL:

Este mês estamos com um jornal mais enxuto e objetivo. No mês passado nossa diagramadora Laura Carreta remodelou a “cara” do Jornal de Umbanda Sagrada, o que deu uma nova imagem para o JUS.

Neste mês estamos fazendo esta experiência com o volume de páginas e no tamanho dos textos também. Estamos procurando trabalhar com textos mais curtos e objetivos. Esperamos assim ir ao encontro do que buscamos de informação e esclarecimento.

Que cada página deste jornal seja recebida com todo o Amor que é dedicado à religião e a nossos Orixás. Esperamos sempre tocar nossos leitores com o esclarecimento de quão bela é a Umbanda, enquanto religião, que tem um único objetivo, nos ajudar a amar o próximo como à nos mesmos. Encontramos na Umbanda a mensagem de Cristo, Buda, Krishna, Mohamed, Moisés, Abraão, Ramakrishna, Vivekananda, Lao-Tsé e todos os outros Mestres da humanidade, pois Todos somos UM; UM em UMA BANDA.

(3)

JORNALDE UMBANDA SAGRADA- JULHO/2007 Página -3

LIÇÕES DE VIDA

uma sala de aula, uma das crianças perguntou à profes-sora:

- Professora o que é o amor? Ciente da importância da resposta que deveria dar, a professora apro-veitou o intervalo para o recreio e pe-diu que cada aluno trouxesse, no re-torno, algo que expressasse nele um sentimento de amor.

Ao voltarem, a professora pediu que cada um mostrasse o que cada um trouxera:

Eu trouxe esta flor, não é linda? -disse a primeira criança.

- Eu trouxe esta borboleta. Vou colocá-la em minha coleção. - disse a segunda.

- Eu trouxe este filhote de passa-rinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é bonitinho? -disse a terceira criança.

E assim as crianças iam mostrando o que tinham trazido, cada uma mais contente que a outra. Aí, a professora notou, no fundo da sala, uma criança

O que é o amor?

que tinha ficado quieta o tempo todo, vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora então se dirigiu a ela e perguntou:

- Meu bem, por que você não trouxe nada?

A criança ameaçando o choro res-pondeu:

- Desculpe professora. Vi a flor, sen-ti o perfume e pensei em arrancá-la, mas fiquei com pena de matá-la e deixei para trás. Depois, vi também a borbo-leta, linda, colorida, parecia tão feliz voando que não tive coragem de apri-sioná-la. Vi também o passarinho caído, mas olhei para o ninho e vi sua mãe olhando tão triste, que resolvi devolvê-lo ao ninho. Portanto, trouxe o que não posso lhe dar: O perfume da flor, a liberdade da borboleta e a gratidão que senti no olhar da mãe do passarinho. Foi por isso que não trouxe nada.

A professora agradeceu e deu àquela criança a nota máxima.

O amor verdadeiro é o que trazemos no coração.

Fonte: “Parábolas Eternas” Ed. Soler

N

egundo o vernáculo, pedreiro é: aquele que executa trabalhos de alvenaria (tijolos, pedras, etc.). Não vou falar sobre a construção de templos Umbandistas nem daqueles que os constroem, falarei de uma cate-goria de pessoas que ao contrário dos pedreiros, não constroem mas querem destruir por meio da falácia e da enge-nharia lingüística, do ataque sistemá-tico, da calúnia e do engodo, quem quer que pense ou atue diferente deles. Falarei de quem atira pedras. Sim, eles mesmos. Usarei, portanto, uma expressão idiomática que, com a licen-ça que peço ao vernáculo, defino como: “Aqueles que atiram pedras nos outros por não poderem, ou não consegui-rem, fazer ou realizar o mesmo que os seus opostos”. Tudo bem! Agora que já despejei o meu excesso de bílis, ex-plicarei melhor o meu raciocínio.

Como espíritos em evolução temos tendência a precipitação, a falta de compreensão, a intolerância, a influ-ência de outros e até a maldade. Abor-do este assunto por observar que mui-tos irmãos nossos não compreendem o modelo de cursos pagos, e fazem assim críticas precipitadas.

Peço que voltem ao início do texto e percebam que usei de palavras duras e até de sarcasmo. Me apropriei do idio-ma para atacar quem pensa diferente de mim, e tive uma postura dura e in-flexível para com meus opostos de ideal.

Resumo da atitude: Fiz tudo errado!

Certamente ao pensar melhor no assunto ponderei que esses nossos ir-mãos (os chamo de irir-mãos pois é o que são: meus irmãos), tem o direito a opi-nião contrária. Ter divergências quan-to a doutrina e a forma de ensinar são caminhos para todos evoluirmos, ten-tando entender que quem cobra pelos cursos tem seus custos de pesquisa, tempo, espaço físico, dedicação, ma-terial, aluguel, água, luz, telefone, hora trabalho, lembrando também que os ministrantes dos cursos trabalham reli-giosamente de forma gratuita,

aten-Pedreiros na Umbanda

dendo assim as necessidades daqueles que os procuram.

Respeitando a Umbanda como reli-gião traçamos um comparativo com ou-tras religiões, ressaltando que todas, sem excessão, possuem suas escolas preparatórias para que a religião seja representada de forma eficaz e profis-sional, lembrando que a lingüística, a argumentação, o conhecimento teórico prático e experimental necessitam de prévia preparação. Certamente não existe nenhum Padre, Pastor ou Rabino que nunca precisou de preparação. Peço a todos os que divergem destes argumentos que ponderem, reflitam, procurem entender e se possível

venham conhecer o tamanho deste trabalho e os benefícios advindos dele.

O respeito a individualidade e ao livre pensamento são responsabilidades inerentes a qualquer religioso e principalmente aos Umbandistas, pois pessoalmente me orgulho muito desta Religião que acolhe a todos, não discrimina (haja visto nossos guias: Índios, Negros, Jagunços, etc... ) e aceita elementos de outras religiões.

Livres de conceitos pessoais certa-mente será mais fácil avaliar a funcio-nalidade deste trabalho e principal-mente que não nos arrogarmos donos da Umbanda, nem tampouco detento-res do saber religioso, mas sim que so-mos dedicados ao conhecimento e ao crescimento de nossa amada Umbanda. A partir deste momento vamos construir mais, destruir menos e criticar de uma maneira positiva, pois a crítica positiva é sempre bem vinda e nos faz crescer e aprimorar nossos métodos, e não podemos nos esquecer que quem bate deve estar preparado para apa-nhar. Um abraço fraterno.

JORGE SCRITORI E HANS BONFÁ WAGNER BORGES

H

Regeneração

ouve um tempo em que fomos iniciados nas artes do espírito. Penetramos nas brumas dos mis-térios e levantamos o véu das ilusões. Ficamos frente a frente com a Luz! E descobrimos o mistério de nós mesmos.

O olho espiritual devassou os Pla-nos Invisíveis e Pla-nos mostrou a Luz Perene. Foi-nos revelada a Sabedoria Arcana, e Ela era puro amor sereno. Em sua presença solene, nossas pos-turas equivocadas e nossas emoções enferrujadas morreram... dissolvidas na Luz. Despojados de nossa antiga arrogância, renascemos... dourados de Amor Sereno!

O ferro sujo (o Eu antigo, medroso e tristonho) se dissolveu... E, em seu lugar, surgiu o Ser Dourado (O Novo

Homem) renascido das entranhas de si mesmo e iniciado na Consciência Uni-versal. Expostos à Luz Suprema, nus, em Espírito e Verdade, juramos seguir os desígnios Superiores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Sim, houve um tempo em que fomos iniciados juntos, em Espírito e Verdade. Porém, não conseguimos aplicar na vida e em nossas relações com os outros, aquilo que a Luz nos ensinou. Permiti-mos que o nosso discernimento fosse engolfado pelas emoções pesadas e por energias mesquinhas.

Gradativamente, sob o domínio das ilusões, fomos enferrujando novamen-te... Então, os nossos ideais espirituais foram manchados pelo sangue de nos-sas espadas. A senda iniciática, que tanto prezávamos, foi inundada de san-gue e violentada pelos nossos atos violentos e sem méritos.

Lentamente, essa Luz foi sumindo dentro de nossas emoções violentas.

Felizmente, a Justiça Cósmica nos prendeu inexoravelmente em sua imen-sa teia cármica. Sob sua ação depu-rativa, a dor se fez presente em nos-sos caminhos. Acicatados pelos de-senganos e posturas equivocadas, lambemos nossas feridas e choramos a dor da queda no profano. Na ver-dade, profanamos a nós mesmos e pi-samos em cima de nossos ideais, cheios de empáfia e de falsa glória.

Contudo, a Luz não estava morta dentro de nós. Paciente, ela nos espe-rou em segredo. Ela sabia que em nos-sa queda estava o embrião de uma grande lição e a possibilidade do re-começo. Serenamente, ela viu o tempo e o carma operarem seu trabalho de regeneração em nós...

A Roda da Vida girou, o tempo passou, e estamos juntos novamente. Os ensinamentos herméticos do Antigo Egito e da Grécia Antiga, a Espiri-tualidade dos Rishis da Velha Índia, a

Sabedoria do Tibet e da China ime-morável, a honra e a lealdade dos ini-ciados celtas da Velha Europa, os amo-res e as doamo-res do passado, tudo isso vive em nós.

Tomara que, dessa vez, nós seja-mos dignos dos valores espirituais que esposamos. Oxalá, que a ferrugem se dissolva novamente, e que brilhe em nós aquele amor sereno, como antes, naquele tempo bom, em nossos pensamentos, sentimentos e atitudes. Sim, estamos juntos na Luz! Mais uma vez...

(Essas linhas são dedicadas ao mestre búlgaro Omraam Mikhael Aivanhov).

S

No próximo dia 1 de Agosto à partir das 20h30 WAGNER BORGES estará ministrando uma PALESTRA GRATUITA sob o tema “Viagem Astral” no Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca à Rua Paracatu, 220 - Metrô Saúde - Reserva de vagas pelo telefone: (11) 5072-2112- das 9h às 17h Contatos: www.ippb.org.br

(4)

e é assim, perguntarão? Então o espiritismo é uma religião? Ora, sim, sem dúvida senhores! No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos vangloriamos por isso, porque é a Doutrina que funda os vínculos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma sim-ples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as próprias leis da Natureza.

Por que, então, temos declarado que o Espiritismo não é uma religião? Em razão de não haver senão uma pa-lavra para exprimir duas idéias dife-rentes, e que, na opinião geral, a pala-vra religião é inseparável da de culto; porque desperta exclusivamente uma idéia de forma, que o Espiritismo não tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria aí mais que uma nova edição, uma variante, se se quiser, dos princípios absolutos em ma-téria de fé; uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimô-nias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes a opinião se levantou.

Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acep-ção usual da palavra, não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equi-vocado. Eis por que simplesmente se diz: Doutrina filosófica e moral.

As reuniões espíritas podem, pois, ser feitas religiosamente, isto é, com o recolhimento e o respeito que comporta a natureza grave dos assuntos de que se ocupa; pode-se mesmo, na ocasião, aí fazer preces que, em vez de serem ditas em particular, são ditas em comum, sem que, por isto, sejam tomadas por assembléias religiosas. Não se pense que isto seja um jogo de palavras; a nuança é perfeitamente clara, e a apa-rente confusão não provém senão da falta de uma palavra para cada idéia.

Qual é, pois, o laço que deve existir entre os espíritas? Eles não estão unidos entre si por nenhum contrato material, por nenhuma prática obrigatória. Qual o sentimento no qual deve confundir

todos os pensamentos? É um sentimen-to sentimen-todo moral, sentimen-todo espiritual, sentimen-todo hu-manitário: o da caridade para com todos ou, em outras palavras: o amor do pró-ximo, que compreende os vivos e os mortos, pois sabemos que os mortos sempre fazem parte da Humanidade.

A caridade é a alma do Espiri-tismo; ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes, razão porque se pode dizer que não há verdadeiro espírita sem

caridade.

Mas a caridade é ainda uma dessas palavras de senti-do múltiplo, cujo inteiro alcan-ce deve ser bem compreen-dido; e se os Espíritos não ces-sam de pregá-la e defini-la, é que, provavelmente, reconhe-cem que isto ainda é necessá-rio. O campo da caridade é muito vasto; compreende duas gran-des divisões que, em falta de ter-mos especiais, podem designar-se pelas expressões caridade be-neficente e caridade benevolente. Compreende-se facilmente a primeira, que é naturalmente proporcional aos recursos materiais de que se dispõe; mas a segunda está ao alcance de todos, do mais pobre como do mais rico. Se a beneficência é forçosamente limi-tada, nada além da vontade poderia estabelecer limites à benevolência.

O que é preciso, então, para prati-car a prati-caridade benevolente? Amar ao próximo como a si mesmo. Ora, se se amar ao próximo tanto quanto a si, amar-se-o-á muito; agir-se-á para com outrem como se quereria que os outros agissem para conosco; não se quererá nem se fará mal a ninguém, porque não quereríamos que no-lo fizessem.

Amar ao próximo é, abjurar todo sentimento de ódio, de animosidade, de rancor, de inveja, de ciúme, de vin-gança, numa palavra, todo desejo e todo pensamento de prejudicar; é per-doar os inimigos e retribuir o mal com o bem; é ser indulgente para as imperfei-ções de seus semelhantes e não procu-rar o argueiro no olho do vizinho, quan-do não se vê a trave no seu; é esconder ou desculpar as faltas alheias, em vez de se comprazer em as pôr em relevo, por espírito de maledicência; é ainda não se fazer valer à custa dos outros; não prcurar esmagar ninguém sob o pe-so de sua superioridade; não desprezar ninguém pelo orgulho. Eis a verdadeira caridade benevolente, a caridade prá-tica, sem a qual a caridade é palavra vã; é a caridade do verdadeiro espírita, como do verdadeiro cristão; aquela sem a qual aquele que diz: Fora da caridade não há salvação, pronuncia sua própria condenação, tanto neste quanto no ou-tro mundo.

Quantas coisas haveria a dizer so-bre este assunto! Que belas instruções não nos dão os Espíritos incessante-mente! Não fosse o receio de alongar-me em demasia e de abusar de vossa paciência, senhores, seria fácil demons-trar que, em se colocando no ponto de vista do interesse pessoal, egoísta, se se quiser, porque nem todos os homens estão ainda maduros para um completa abnegação, para fazer o bem

unica-mente por amor do bem, digo que seria fácil demonstrar que têm tudo a ganhar em agir deste modo, e tudo a perder agindo diversamente, mesmo em suas relações sociais; depois, o bem atrai o bem e a proteção dos bons Espíritos; o mal atrai o mal e abre a porta à malevo-lência dos maus. Mais cedo ou mais tar-de o orgulhoso será castigado pela hu-milhação, o ambicioso pelas decepções, o egoísta pela ruína de suas esperan-ças, o hipócrita pela vergonha de ser desmascarado; aquele que abandona os bons Espíritos por estes é abando-nado e, de queda em queda, finalmente se vê no fundo do abismo, ao passo que os bons Espíritos erguem e ampa-ram aquele que, nas maiores prova-ções, não deixa de se confiar à Provi-dência e jamais se desvia do reto cami-nho; aquele, enfim, cujos secretos sen-timentos não dissimulam nenhum pensa-mento oculto de vaidade ou de inte-resse pessoal. Assim, de um lado, ganho assegurado; do outro, perda certa; ca-da um, em virtude do seu livre-arbítrio, pode escolher a sorte que quer correr, mas não poderá queixar-se senão pelas conseqüências de sua escolha.

Crer num Deus Todo Poderoso, so-beranamente justo e bom, crer na alma e em sua imortalidade; na preexistência da alma como única justificação do pre-sente; na pluralidade das existências co-mo meio de expiação, de reparação e de adiantamento intelectual e moral; na perfectabilidade dos seres mais imper-feitos; na felicidade crescente com a

perfeição; na eqüitativa remuneração do bem e do mal, segundo o princípio: a cada um segundo as suas obras; na igual-dade da justiça para todos, sem ex-ceções, favores nem privilégios para nenhuma criatura; na duração da expia-ção limitada à da imperfeiexpia-ção; no livre arbítrio do homem, que lhe deixa sempre a escolha entre o bem e o mal; crer na continuidade das relações entre o mun-do visível e o munmun-do invisível; na solida-riedade que religa todos os seres passa-dos, presentes e futuros, encarnados e desencarnados; considerar a vida ter-restre como transitória, e uma das fases da vida do Espírito, que é eterno; aceitar corajosamente as provações, em vista de um futuro mais invejável que o pre-sente; praticar a caridade em pensamen-to, em palavras e obras na mais larga acepção do termo; esforçar-se cada dia para ser melhor que na véspera, extirpando toda imperfeição de sua alma; submeter todas as crenças ao controle do livre exame e da razão, e nada aceitar pela fé cega; respeitar todas as crenças sinceras, por mais irracionais que nos pareçam, e não violentar a consciência de ninguém; ver, enfim, nas descobertas da Ciência, a revelação das leis da Natureza, que são as leis de Deus: eis o Credo, a religião do Espiritismo, religião que pode conciliar-se com todos os cultos, isto é, com todas as maneiras de adorar a Deus. É o laço que deve unir todos os espíritas numa santa comunhão de pensamentos, esperando que ligue todos os homens sob a bandeira da

fraternidade universal.

Com a fraternidade, filha da cari-dade, os homens viverão em paz e se pouparão males inumeráveis, que nas-cem da discórdia, por sua vez filha do orgulho, do egoísmo, da ambição, da inveja e de todas as imperfeições da Humanidade.

O Espiritismo dá aos homens tudo o que é preciso para a sua felicidade aqui na Terra, porque lhes ensina a se con-tentarem com o que têm. Que os espí-ritas sejam, pois, os primeiros a apro-veitar os benefícios que ele traz, e que inaugurem entre si o reino da harmonia, que resplandecerá nas gerações futu-ras.

Os Espíritos que nos cercam aqui são inumeráveis, atraídos pelo objetivo que nos propusemos ao nos reunirmos, a fim de dar aos nossos pensamentos a força que nasce da união. Ofereçamos aos que nos são caros uma boa lem-brança e o penhor de nossa afeição, encorajamentos e consolações aos que deles necessitem. Façamos de modo que cada um recolha a sua parte dos sen-timentos de caridade benevolente, de que estivermos animados, e que esta reunião dê os frutos que todos têm o direito de esperar.

ALLAN KARDEC – (Revista Espírita, dezembro de 1868, Ed. FEB, p. 487-495.) Transcrito do livro “Instruções de Allan Kardec ao Movimento Espírita” Ed. FEB

O Espiritismo é uma religião?

ALEXANDRE CUMINO

“Fanus” vem do gre-go e quer dizer tem-plo, o fanático é a-quele que “trocou” Deus pelo templo. A adoração dele já não é para Deus e sim para “coisas” do Templo em si. É a pessoa apegada ao meio e não ao fim pelo qual este meio busca alcançar.

Ele se prende entre procedimentos rituais, dogmas e tabus. O Fanático além de não pensar em outra coisa, senão no “Templo” com suas “regras” também crê que sua religião é melhor que as outras.

O fanático quer converter a todos e salvar o mundo com sua religião, a única que tem condições para isto. O fanatismo é um vício no campo da Fé. O Templo é algo que faz parte da religião, mas não é a religião.

No templo se criam dogmas e ta-bus, na religião de Umbanda não, pois não está instituída, não responde a uma instituição. O que dá uma grande liberdade a seus praticantes que de-vem seguir sim a ética e o bom senso, pois esta sim é a Lei da Umbanda.

Seja livre, a Umbanda é livre, tanto que é quase uma “não-religião” ou uma “anti-religião”. Muitos são Católicos e freqüentam a Umbanda, muitos são es-píritas e praticam a Umbanda, outros são de nação e trabalham na Um-banda...

Podemos ser Umbandistas e fre-qüentar outras religiões e cultos, a

Um-U

MBANDISTA

SIM

,

FANÁTICO

NÃO

!

banda reconhece todos os caminhos que levam a Deus.

Umbanda é mais do que uma reli-gião, é uma forma de pensar e viver.

Para mim “Umbanda é Universalismo prático”. Ser Umbandista é ter o pé no chão e a cabeça aberta a tudo.

Religião não é um conjunto de re-gras, práticas, dogmas e tabus... reli-gião é uma experiência concreta com o Sagrado, Religião é o ato de se religar a Deus. Religião é algo ligado ao sentir,

o que se busca na religião transcende o intelecto.

O pensar é algo bom, intelectualizar nem sempre é bom, muita coisa foi feita para sentir e não para se entender.

Quando encontrar Deus nas outras religiões e muito mais do que isso, quando encontrá-lo nas pessoas com quem convive, independente de sua crença, quando encontrá-lo dentro de você, então estará encontrando a Umbanda.

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Núcleo de Magia 7 Encruzilhadas Ministrantes: Alexandre Cumino (01) Savério Spina (130) - Rua Paracatu 220 Metrô Saúde - Tel: (11) 5072-2112 Núcleo de Magia Divina Senzala do Amor Ministrante: Julio Novo (164) Av. Maria Coelho Aguiar 1441 Jd. São Luís - Tel: (11) 5851-2915 Eternos Aprendizes do Amor e da Fé Ministrantes: Deborah Oliveira (23) Leandro R. B. Oliveira (30) Av. João Barreto de Menezes 709B Tel: (11) 5565-6175 ou 3477-0259 Templo de Umbanda Luz Ametrino Ministrante: José Augusto (190) Rua Silva Bueno, 1042 Conj. 01 e 02 -Ipiranga - Tel. (11) 6161- 5957

P. S. E Águas de Luz

Ministrante: Maria C. Nascimento (28) Rua Prof. Aprigio Gonzaga, 725 Metrô São Judas - Tel: 5573-3852 Nucleo De Magia Divina Abracadabra Ministrante: Elizabeth Bretzel (244) Rua Vieira de Morais, 103 - Cpo Belo tel: 5542-1374 5073-5872 Núcleo Caboclo Flecha Certeira e Pai Manuel de Arruda

Ministrante: Paulo Sergio Ludogero (27) Rua Dr. Victor Eugenio do Sacramento 260 - Jabaquara - Tel: (11) 5012-0926 Fundação Cacique Cobra Coral Ministrante: Jorge Scritori (221) Av. Tiradentes, 1290 - Metrô Armênia Tel. 3313-6751

Casa Sara Kali

Ministrante: Eden Carlos da Silva (14) Rua Padre Saboya de Medeiros, 729 -Vila Maria Alta - Tel 6987-0906 PATHSHALA Tratamentos Alternativos Ministrante: Maria do C. D.França (281) Rua Francisca Biriba, 14d - Santana (zona Norte) - Tel: 6950-5027 Templo da Luz Dourada

Ministrante: Mônica Berezutchi (255) Av. Vila Ema 3593 – Vila Ema Tel: (11) 6102-4087

Núcleo de Umbanda Caboclo Pena Branca e Caboclo Flecha Ligeira Ministrante: Manuel Costa (183) Rua Natal 486 B 1 - Mooca tel: 9578-1903 (Rosane)

Fraternidade Espírita Umb. Preto Velho Pai João

Ministrante: Iara Fátima Drimel (197) Av. Mutinga, 2713 fds. - Pirituba Tel: 3906-8677

ARQUEIROS DO SABER E DA LUZ Ministrante: Irene Mueller(166) Trav. Álvaro Medina, casa 03 -Água Branca - Tel: 3864-5882

MOGI DAS CRUZES Tenda Holística Caboclo Tupinambá Ministrante: Nilson de Oliveira (203) Av. Presidente Getúlio Vargas 966 Bairro Mogi Moderno -tel: 4799-9862 7121-4422

SUZANO

Nucleo Umbandista e Espiritualista Pai Ogum e Caboclo 7 Flechas

Ministrante: Antonio C. Gomes (80) Rua Maria de Lourdes M. Vieira, 429 -Pq. Maria Helena - Tel: 4748-6535

SÃO BERNARDO DO CAMPO Templo de Doutrina Umbandista Pai Oxalá - Pai Ogum Ministrante: Mercedes Soares (39) Rua Tietê, 600 - Vila Vivaldi Tel: (11) 4365-1108

JUNDIAÍ Ministrante: Savério Spina (130) Estrada da Bragantina - KM 8 Campo Limpo Paulista - Jundiaí Tel. (11) 7839-6542

Colégio de Umbanda Sagrada de Jundiaí Ministrante: Daniel Augusto Sossi (154) Rua João Kross 79 – Vila Viotto – Jundiaí Tel: (11) 9685-1005

Guardiões da Luz Divina Ministrante: Lúcia Castro (258) Rua Dom Jose Gaspar 243 Vila Rio Branco - Tel: (11) 9605-4181

LITOTERAPIA

SANTOS Terreiro Divindades de Olorum Ministrante: Sidney Rodrigues (58) Rua Lucas Fortunato, 185 Vila Matias - Santos - SP Tel: (13) 3273-4187 (parte da manhã)

PRAIA GRANDE Núcleo de Magia Divina Praia Grande Ministrante: Laura Costa (225) Rua Olga Colli, 119 Aviação - Praia Grande Tel: (13) 3596-6873 (13) 9135-8261

ITANHAÉM Espaço Holístico Hórus

Ministrante: Marcos C. Mozol (155) R: Leão XIII, 762 — Suarão Tel: (13) 9122-0044 (Deise)

MONGAGUÁ Núcleo de Magia Divina 7 Espadas Ministrante: Marcos C. Mozol (155) R: Canadá 28 — Jd. Vera Cruz Tel: (13) 9122-0044 (Deise)

Colégio de Umbanda

Sagrada - Bauru

BAURU - 05/08: MAGIA DIVINA DAS SETE CHAMAS SAGRADAS Horário: 20h00 às 22h00

Local: Colégio de Umbanda Sagrada -Rua Albuquerque Lins, 6-24, Falcão. Informações: (14) 3011-1499 SÃO PAULO:

28/07: MAGIA DAS OFERENDAS Horário: 13h00 às 16h30

Local: Fundação Cacique Cobra Coral -Av. Tiradentes, 1290, ao lado do metrô Armênia Tel. (11) 3313-6751 VILA VELHA - ES:

22/07: MAGIA DAS OFERENDAS Horário - 9h30 às 13h30

Local: Instituto Cultural Aruanda ES -Rua Monte Sinai, s/nº, (casa verde) Vale Encantado

Tels: (27) 3339-7503/ 9989-0159

18/08: MAGIA DIVINA DAS SETE CHAMAS SAGRADAS Horário: 13h às 17h30

Local: Instituto Cultural Aruanda ES -Rua Monte Sinai, s/nº, (casa verde) Vale Encantado Tels.: (27) 3339-7503/ 9989-0159 19/08: TEOLOGIA DE UMBANDA SAGRADA Horário: 9h30 às 17h00 Tels: (27) 3339-7503/ 9989-0159 Todos os cursos serão ministrados por Rodrigo Queiroz.

Maiores informações sobre conteúdo dos cursos acesse www.tvus.com.br/colegio

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OLÉGIO

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MBANDA

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AGRADA

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PRENDIZES

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MBANDA

INTRODUÇÃO À TEOLOGIA

DE UMBANDA SAGRADA

CURSO GRATUITO

EM AGOSTO - NÃO PERCA!!!!

Ministrado por Alexandre Cumino

Turma às Quartas-Feiras - das 20h30 às 22h30

Turma aos Sábados - das 10h00 às 12h00

Turma aos Domingos - das 14h00 às 16h00

CONTEÚDO DO CURSO: 1) A Origem dos Orixás 2) Diferenças e semelhanças

UMBANDA X CANDOMBLÉ X KARDECISMO 3) A Origem da Umbanda SOMENTE COM RESERVAS ANTECIPADAS

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Quarta-feira 8 de Agosto

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CURSO GRATUITO - REIKI NÍVEL I

Ministrado por Sandra Amaral

Dia 18 de Agosto - SÁBADO das 13h00 às 19h00

Teórico, prático, apostilado e com iniciação

Custo de Apostila R$ 10,00

Magia das Oferendas

-Manipulação do PRANA

Ministrado por Rodrigo Queiroz

Dia 28 de Julho- SÁBADO- das 13h00 às 16h00

Manipulação das Ervas

Amacis, pós e banhos

Ministrado por Adriano Camargo

Dia 4 de Agosto - SÁBADO- das 14h00 às 19h00

VENHA APRENDER COM NOSSOS CURSOS:

• Desenvolvimento Mediúnico; • Teologia de Umbanda; • Portal do Pai Obaluaiê;

• Magia das Sete Chamas Sagradas; • Roda Xamânica; • Ervas na Umbanda.

SOMENTE CONSTARÃO NESSA PUBLICAÇÃO, AQUELES QUE ENTRAREM EM CONTATO COM O COLÉGIO TRADIÇÃO DE MAGIA DIVINA, NA PESSOA DA DRA. MIRIAM SOARES

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JORNALDE UMBANDA SAGRADA- JULHO/2007 Página -5

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OUTRINA

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ULTURA

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MBANDISTA

MÔNICA BEREZUTCHI

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rmãos umbandistas, este mês nós iremos juntos adentrar aos mistérios minerais de pedras e cristais dos Pais e Mães Orixás, são irradiadoras e absorvedoras de essências.

Podemos no Altar ao lado das ima-gens colocar a pedra do Orixá corres-pondente. Como podemos também representar os Orixás com pedras, símbolos, flores, ervas, águas, etc.

Essas pedras deverão ser limpas com água e sal grosso em uma bacia e deixar no tempo por 24 horas, depois lavadas em água corrente e depois utilizando água mineral com ervas dos Orixás, fazer um “banho” e deixar a pedra mergulhada por 24 horas co-berta com pano branco e velas circun-dando aquela bacia.

Para depois oferecer na “mão” do Orixá incorporado no dirigente para consagrá-la e irradiar seu axé e depois com a determinação do Orixá colocar a pedra em seu lugar.

Podemos também colocar a pedra correspondente aos nossos Orixás An-cestre, de Frente e Adjuntó na quar-tinha branca que usamos para o anjo da guarda.

E para os sacerdotes que possuem seu Otá fundamentado no terreiro, também colocar 1 quartinha da cor do Orixá Ancestre e dentro colocar as pe-dras correspondentes do Orixá Ances-tre, de Frente e Adjuntó.

Enfim as pedras são elementos da natureza onde após serem imantadas e consagradas serão elementos agre-gadores energeticamente e passarão a ter a ligação com a essência do Orixá.

ORIXÁS PEDRAS CORRESPONDENTES Pai OXALÁ --- Cristal

Mãe OIÁ --- Quartzo fume rutilado, sodalita Mãe OXUM --- Quartzo rosa, ametista Pai OXUMARÉ --- Opala, fluorita, cianita azul Pai OXÓSSI --- Quartzo verde, esmeralda

Mãe OBÁ --- Calcedônia, hematita, madeira petrificada Pai XANGÔ --- Jaspe, pirita, pedra do sol, olho de tigre Mãe IANSÃ --- Citrino

Pai OGUM --- Granada, hematita

Mãe EGUNITÁ --- Topázio imperial, ágata do fogo Pai OBALUAIÊ --- Turmalina preta

Mãe NANÃ BURUQUÊ --- Rubelita, ametista

Mãe IEMANJÁ --- Madre pérola, água marinha, diamante Pai OMULÚ --- Ônix preto

Tabela de pedras:

contatos: [email protected]

Adquira o CD “Louvação aos Orixás”, com 15 pontos inéditos. O Programa “Luz Dourada” transmitido pela TV Espiritualista toda Quinta-feira às 10:30 e 18:30 e Sexta-feira as 02:30.

Todos os programas estarão disponí-veis, na videoteca, através do nome Monica Berezutchi. Maiores informações: www.luzdourada.org.br E-mail: [email protected] Fone: 6102-4087 www.tvespiritualista.com.br RODRIGO QUEIRÓZ ongá firmado, corrente me-diúnica a pos-tos e na con-sulência consulentes pegavam suas senhas e se acomodavam como podiam, pois toda última sexta feira do mês é sempre assim, gira de Exu e o terreiro enche tanto que muitos ficam de pé e formam fila até o portão.

Na expectativa de milagres fáceis ou mesmo por achar que exu seja uma espécie de “office-boy do além”, muitos recorrem aos terreiros solicitando so-luções emergenciais às suas tormentas. O dirigente abre a gira e após todo ritual pertinente os exus e pomba giras incorporam nos médiuns e aguardam o atendimento que acontece adiante...

- Salve tu moça!

- O ... oi... Bo...boa noite... - Boa noite moça, é sua primeira vez por estas bandas?

- Sim.

- Seja bem vinda. - Obrigada!

- O que lhe traz aqui?

- Então Exu, é que meu irmão pre-cisa separar da noiva...

- ...

- Pois é, ela só faz inferno na minha vida e sei que ele não é feliz, ele aban-donou a família, eu moro com ele e ela está tirando-o do seio familiar...

- ...

- Bem, pensando nisso é que trouxe o RG dele, uma foto dela, uma roupa dela e endereço dele...

- “Mais uma serpente revestida de

Conheça-te a ti mesmo

santa” – meditou o exu.

- Então Exu? O que fará para livra-lo desta piranha?

Esta afirmação bastou para que o Exu se manifestasse.

- Certo moça vamos ler o que vejo aqui, primeiro saiba que esta mulher que está com seu irmão o ama verda-deiramente sendo igualmente corres-pondida, ele jamais imaginou viver tamanho sentimento e nela encontrou o sentido de liberdade e crescimento. Liberdade porque finalmente se livrará de você, uma mulher encalhada e res-sequida no coração, que não acredita no amor, não se movimenta para mudar sua realidade, vive do dinheiro que ele lhe dá e acomodada com esta vidinha e medo de perder tudo isto, sente-se no direito de ter o seu irmão como posse para que nada mude na sua vida a ponto de se propor a encomendar um “feitiço” para desgraçar a vida dele e por fim amarrá-lo em você.

Moça, esta é sinceramente uma das situações mais inusitadas que vivencio, uma irmã querendo amarrar o irmão, enquanto que o normal seria uma apai-xonada querendo prender o apaixo-nado. Pior é este sentimento que te move, covarde e inescrupuloso...

A mulher já em prantos, reconhe-cendo o erro que cometera não conse-gue pronunciar uma palavra ao que o Exu finaliza:

- Sendo assim, pegue esta roupa, fotos e demais elementos, volte para sua casa, olhe-se no espelho e se en-vergonhe de ser o que está sendo,

pro-ponha-se a mudar e trate bem esta mulher que será a companheira do seu irmão, tenha nela sua amiga que jamais irá te desamparar, antes de dormir ore ao Criador pedindo perdão por enver-gonhá-lo.

- Desculpe Exu....

- Leve esta vela, acenda quando sentir vontade e lembre-se que neste dia se deparou com um Exu... tenha uma boa noite...

- Desculpe Exu...

Pois é leitor, estas situações são mais comuns do que parecem. Acredite, esta é uma história verídica e bem re-sumida que narra o egoísmo humano, a covardia e o julgo inversor de valores. Por vezes nos deparamos com situa-ções que não nos pertencem, avaliamos atitudes, alegrias, tristezas e decisões das pessoas no nosso convívio sem que sejamos interpelados para isso, tomamos em nossas mãos o papel de juiz da vida alheia, promotor e executor de tudo aquilo que não nos compete.

Não vou me ater em delongas e proponho a você leitor: Por algum mo-mento se sentiu na história? Sobre quem e o que falaste nos últimos dias? Você fala ou escuta mais?

Responda sinceramente estas questões e ao se olhar no espelho lembre-se da frase tão preconizada pelo pensador Sócrates: - Conheça-te a ti mesmo. Perceba como deve agir e seja feliz.

Meu fraterno abraço...Sarava! ([email protected])

C

xiste um lixo emocional. Ele é produzido nas usinas de nosso pensamento, enquanto crescemos interiormente.

São emoções que passaram por nossa vida e nos ajudaram, mas que não têm mais utilidade.

São sentimentos que foram impor-tantes no passado, não no presente.

São recordações de dor que nos amadureceram e que agora não servem

Lixo Emocional

ENVIADO POR JULIO NOVO

E

para nada.

Não podemos carre-gar este lixo. Ele foi feito para ser jogado fora. E, no entanto, apegados aos nossos sentimentos antigos, ficamos com pe-na de deixá-los.

Enchemos nosso po-rão espiritual com uma

quantidade imensa de memórias inúteis, que ofuscam as lembranças importantes. Não procure sentir coisas que você não está sentindo mais.

Não procure ser como você era. Você está mudando.

Permita que seus sentimentos o acompanhem.

Página -8 JORNALDE UMBANDA SAGRADA- JULHO/2007

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RVEIRO

DA

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UREMA

CURSO DE ERVAS:

Vivência de manipulação ritualística Ministrado por Adriano Camargo

MÓDULO I (BÁSICO): Curso Prático e Apostilado

O tradicional encontro com o vegetal. Um fantástica viagem pelo história, botânica e uso das ervas dentro das religiões em todas as épocas. As ervas e os Orixás. Desmitificando o uso das ervas. MÓDULO II ÁGUAS E ERVAS

A prática da magia natural, o uso dos elementos líquidos (águas, álcool, azeite, etc), preparo prático dos banhos e das águas de cabeça (amacis) Venha para esse fantástico encontro com as águas e seu uso com as ervas.

(Somente para quem já fez o Módulo Básico).

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O Jornal de Umbanda Sagrada (JUS) NÃO VENDE ANÚNCIOS. Esta página é

destinada aos colaboradores do jornal.

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ENTRO

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Pça Joaquim Alves, 01 - Penha São Paulo - SP (próx. ao metrô Penha)  6191-6608 / 6225-1017 Visite nosso site: www.ceie.com.br E-Mail: [email protected]

Orientação e Desenvolvimento Mediúnico Ministrado por Conceição Florindo e Solange Amorim Teologia de Umbanda

Ministrado por Conceição Florindo; Cecília Benedicto; Lúcio Cândido; Maria Íris Cordeiro; Solange Amorim; Tatiana D´Amore e convidados Formação de Comandante Chefe de Terreiro - Dirigente Espiritual - Por Conceição Florindo e Solange Amorim

Manipulação Ritualística de Ervas - Por Adriano Camargo Curimba e Atabaque - Ministrado por Severino Sena CULTURA CIGANA: Dança Cigana - às 3ª, 5ª e sábados Ministrado por Valquíria Ganacevitch; Avalon Ernandes; Almíscar Baralho Cigano - Tarô Cigano - Quiromancia

Numerologia Cigana

Ministrado por Valquíria Ganacevitch - (curso e atendimento) Desenvolvimento Mediúnico Cigano

Ministrado por Conceição Florindo e Tatiana D‘Amore

Desenvolva os mistérios e a magia cigana - Aulas aos sábados

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• Teologia de Umbanda Sagrada; • Mandala, a Geometria Sagrada; • Curso das Ervas (Adriano Camargo) I e II; • Formação Mediunica

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TEOLOGIA DE UMBANDA

Segundas-Feiras das 20h00 às 22h00 com Pai David

SACERDÓCIO DE UMBANDA SAGRADA

Terças feiras das 20h00 às 22h00 com Mãe Mercedes Soares

CURSO DE ATABAQUE - FORMANDO TURMAS Aos Sábados das 12h30 às 14h30 ou aos Domingos das 14h00 às 16h00 com Pai Gabriel

FORMAÇÃO MEDIÚNICA

Aos Sábados das 15h00 às 17h00 com Mãe Mercedes Soares

CURSO DE ASTROLOGIA BÁSICA MÓDULO I

Formando turma, com início em maio. Ministrado Ivan Freitas - Em 3 sábados das 9h00 às 12h00 CURSOS DE FORMAÇÃO DE MÉDIUNS UMBANDISTAS

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Local: Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca Rua Paracatu, 220 - Metrô Saúde - Tel. 5072-2112 18/08 - Domingo - das 19h30 às 22h30 Local: Fundação Cacique Cobra Coral

Av. Tiradentes, 1290 - Próx. ao Metrô Armenia - Tel. 3313-6751 22/09 - Sábado - das 19h30 às 22h30

Local: Federação Umbandista Luz Dourada Av. Vila Ema, 3593 - Vila Ema - Tel. 6102-4087

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Rua da Proclamação, 210 - Vila Tiradentes Diadema- SP - Tels. (11) 4044-8858 E-Mail: [email protected] FORMANDO TURMAS:

Curso de Teologia de Umbanda Sagrada Quartas Feiras das 20h00 às 22h00

Curso de Desenvolvimento Mediúnico Quintas Feiras das 20h00 às 22h00

Av. Vila Ema, 3593  6102-4087 Visite nosso site: www.luzdourada.org.br E-Mail: [email protected]

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• CURSO DE CATIMBÓ - 05 de Agosto

• TAROT CIGANO INTUITIVO (BARALHO CIGANO) FORMANDO TURMAS

• A COZINHA DOS ORIXÁS - AGOSTO/2007 Em 4 Domingos - das 14h00 às 18h00

• DANÇANDO PARA OS ORIXÁS - 2ªFeira - 20h00 • CURIMBA - 13h00 ÀS 15h00

• DESENV. MEDIÚNICO E DOUT. UMBANDISTA As vagas para este curso são limitadas

28/07 - SÁBADO - Das 9h00 às 11h00 • TEOLOGIA DE UMBANDA - Sábados 16h00

PORTAL DE LUZ DO PAI OBALUAIÊ

Neste curso o aluno conhecerá quem são os espíritos Sofredores, Eguns e Quiumbas, aprenderá como identificar a aproximação em seu campo eletromagnético e encaminhá-los. É ensinado a abrir Portais de Luz do Trono da Evolução para que sejam curados e encaminhados com a essência do Pai Obaluaiê. Esse trabalho ou encaminhamento será passado de forma que o aluno poderá realizar em sua própria casa pois, após ser consagrado ao Mistério do Pai Obaluaiê terá a outorga de amparar e ajudar também seus semelhantes. Também será consagrado e iniciado como oferenda viva ao Portal de Luz do Pai Obaluaiê, como um servidor e será amparado pelo Trono da Evolução. Venha ser um iniciado ao Portal de Luz do Pai Obaluaiê e conhecerá o fundamento da palavra caridade.

TEÓRICO, PRÁTICO E APOSTILADO EM APENAS 3 ENCONTROS - TAXA ÚNICA R$ 50,00

Sábado dias 11, 18 e 25 de agosto – 10:00 às 12:00 Terça-feira dias 14, 21 e 28 de agosto – 20:30 às 22:30

Ministrado por Jorge Scritori

Sábado - 22 de Setembro – 19:30 às 22:30

CURSO DE BENZIMENTO

INTRODUÇÃO AO SACERDÓCIO

DE UMBANDA SAGRADA

Curso gratuito de 1 mês para inicio

dia 09 de agosto às 20:30 – quinta-feira

(6)

RONALDO LINARES

batismo de uma criança no ritual umbandista di-fere em sua essência daquele que é realiza-do no ritual católico, pois neste a ceri-mônia do batismo é parte de um exor-cismo em que o sacerdote expulsa o demônio que habita a criança em conse-qüência do pecado original (herança bíblica de Adão e Eva e do relacio-namento íntimo dos pais da criança). Na Umbanda não se aceita absoluta-mente que a criança possa já nascer em estado de pecado; o batismo sim-boliza a apresentação aos irmãos em Oxalá do jovem recém-nascido, bem co-mo sua aceitação na fraternidade. O sacerdote invocará as bênçãos de Deus para essa criança, e

um casal de irmãos

deverá assumir,

diante do altar de Deus, o compromisso de que na ausência dos pais da criança estes ampara-la-ão como se fora seu próprio filho. DESCRIÇÃO DO RITUAL

Faz-se a abertura normal dos trabalhos, e quando chega o

momento das

incorporações o pai espiritual solicita que sejam trazidos ante o

altar a criança, seus pais e os padrinhos. Antes de dar início à cerimônia, dirige algumas palavras ao público presente, explicando os porquês da cerimônia, visto ser muito comum em tal caso a presença de convidados curiosos, não-umbandistas, mas parentes ou amigos dos pais da criança, e estes devem ser esclarecidos para não somente verem o ritual, mas inteirarem-se de seu pro-fundo significado esotérico e huma-nístico.

O pai espiritual oficiante da cerimô-nia estará de frente para o público e de costas para o altar; os participantes es-tarão de costas para o público e de fren-te para o altar e para o pai espiritual; a criança deverá vestir uma roupa prática e fácil de manusear e estará nos braços da madrinha. Ao lado direito da ma-drinha ficará o padrinho, sustentando uma vela de batismo (a vela representa a luz divina, a presença do espírito de Deus e é consagrada a Ifá, o Espírito Santo); ao lado esquerdo da madrinha ficará a mãe da criança e ao lado desta, o pai. Dando início à cerimônia, o pai espiritual tomará a banha de Ori (tam-bém chamada limo da costa), uma subs-tância gordurosa, extraída da glândula supra-renal do cordeiro, e traçará com ela o símbolo da Umbanda (dois triân-gulos entrelaçados) três vezes na fronte da criança, proferindo as seguintes palavras:

“ Ao ungir tua fronte com o Ori sa-grado, eu te consagro a Deus segundo a lei da Umbanda por Olorum, por Oxalá e por Ifá”.

Desta forma, o sacerdote umban-dista estará rogando a proteção de Deus e dos Orixás para o batizando. A cerimônia tem prosseguimento quando

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ATISMO

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RIANÇAS

O

a madrinha vira a criança, descobrindo

sua nuca e pescoço, e na vértebra cer-vical mais saliente (a que leva o nome proeminente, ponto de encontro dos feixes nervosos que descem do cérebro e chacra da maior importância) o pai espiritual repetirá a cerimônia. Voltando a criança à posição normal, a mãe deve abrir sua roupa no peito para que mais uma vez o pai espiritual possa cruzá-la, da mesma forma que o realizado anteriormente. Exclui-se o cerimonial das mãos da criança, pois esta é uma atitude que a criança tomará mais tarde, quando souber discernir se deseja ou não prosseguir seu caminho na seara umbandista.

Dando seqüência à cerimônia, o pai espiritual utiliza a pemba em pó, prepa-rada especialmente para esse fim. Tomando nas mãos o recipiente onde deverá estar a pemba, repetirá todo o ritual usado durante a primeira parte com a banha trocando apenas os dizeres, que passarão a ser: “Com a pemba, eu te consagro a Olorum, Oxalá e Ifá”. A cerimônia prossegue com a unção do sal, que obedece ainda à mesma ritualística, sendo que ao final deposita-se um pouquinho (uma pitada) de sal também na boca da criança dizendo-lhe:

“Receba o sal da terra, você que não passa de um punhado de terra re-vivida pela vontade de Deus”.

Usa-se normalmente sal refinado em lugar do sal grosso, pois sendo muito delicada a pele do bebê, o sal grosso poderia feri-la; também pode-se pilar e peneirar em peneira fina o sal grosso, com o mesmo resultado. Ao terminar esta parte do ritual, o padrinho toca com uma das mãos o peito da cri-ança e com a outra continua segurando a vela, enquanto a madrinha segue segurando a criança em seus braços.

O pai espiritual, neste instante, chama a atenção dos padrinhos para a importância do ato solene e da respon-sabilidade que se seguirá, pedindo-lhes que repitam cada uma das suas pa-lavras, assumindo perante o altar de Deus suas responsabilidades para com o batizando. Diz o sacerdote:

“Eu (e cada um dos padrinhos repete seu próprio nome por extenso) rece-bo-te (dizem o nome da criança) na falta ou ausência de teus pais, como se fora meu próprio filho, prometendo alimentar-te, educar-te, orientar-te e amar-te, encaminhando-te dentro dos ensinamentos de nossa crença no amor a Deus e aos Orixás por Olorum, por Oxalá e por Ifá”.

A seguir, cada um dos padrinhos repete o seu próprio nome e diz:

“Eu juro”.

Naturalmente, não é de forma algu-ma necessário que as palavras sejam repetidas exatamente nesta ordem; basta que a idéia do que exprimem não

seja alterada. A seguir, o pai espiritual coloca na palma da mão do padrinho uma pitada de pemba, e este deverá dizer á criança:

“Em nome de Deus eu te recebo e abençôo”.

Em seguida soprará a pemba sobre a criança. O mesmo farão a madrinha, o pai e a mãe da criança e também o pai espiritual, que dirá:

“ Em nome de Deus, eu te consagro e abençôo”.

Esta parte do ritual lembra o sopro divino, que teria dado origem ao pri-meiro homem, ou melhor, à dependên-cia divina do próprio homem.

A seguir, um Ogã pede ao pai da criança que segure sob a cabeça dela uma pequena bacia de louça, passa pa-ra o pai espiritual a concha de batismo e a enche com água pura. Tomando a concha, o pai espiritual dirá:

“ Com a água que mantém a vida, eu lavo de sua cabeça toda e qualquer impureza ou negatividade, por Olorum, por Oxalá e por Ifá”.

Após esta cerimônia, o Ogã, auxi-liado pela mãe ou pela madrinha da cri-ança, enxuga a cabeça dela.

Os utensílios sagrados voltam ao congá. O pai espiritual cumprimenta to-dos, felicita-os e lembra-os da grande responsabilidade assumida ante o altar de Deus.

Em seguida, será iniciado o cântico que chamará uma ou mais entidades espirituais para que do espaço tragam suas vibrações positivas para o bati-zando e demais participantes, sendo de livre escolha dos pais da criança as entidades que serão chamadas, as quais não deverão ser mais que duas ou três.

Também não é obrigatório que a entidade incorporante seja do pai ou da mãe espiritual do templo; poderá ser perfeitamente de qualquer médium da casa, incluindo-se os pais ou pa-drinhos da criança.

Após a cerimônia, o padrinho apa-gará a vela e a entreapa-gará á mãe da criança, que deverá acendê-la e orar diante da chama sagrada, quando hou-ver qualquer dificuldade experimentada pela criança, pois a referida vela foi consagrada a Ifá – o Espírito Santo.

LINARES, Ronaldo – Iniciação à Umbanda – Tríade Editorial – vol.02

M E L H O R P R E Ç O

Tels: (11) 3148-0848 / 3148-0846

www.viraj.com.br

Grande coleção de

E

SPADAS

Visite o site da Viraj na Internet:

Agora em novo endereço:

Av.Paulista, 807 - Galeria Loja 46

Traga esta edição e ganhe um brinde na

compra de uma espada A D R I A N O

C A M A R G O

S

alve sagrados irmãozinhos e irmã-zinhas nas ervas! Vamos dedicar nosso espaço des-te mês para falarmos um pouco sobre nossa amada Mãe Orixá Nanã.

Essa amada Mãe, que por muitos é considerada uma Orixá de culto novo na Umbanda, na

ver-dade aparece na Um-banda Tradicional há mais tempo do que pa-rece. Por exemplo, no primeiro curso de Um-banda conhecido, o tradicional “barco” de Pai Ronaldo Linares, pela Federação de Um-banda do Grande ABC, já se falava sobre Mãe Nanã.

Seu culto dentro da religião se fortificou, e vem se fortalecendo dia a dia, após o enun-ciado teológico da

Um-banda Sagrada, trazida a nós por Pai Benedito de Aruanda, pela psicografia de Rubens Saraceni.

Na verdade, o que mais importa é que a cada dia, evoluímos e aprendemos um pouco mais sobre cada uma dos Pais e Mães Orixás no ritual de Umbanda. E nesse fator evolutivo é que encontra-mos (também) Mamãe Nanã.

Mãe transformadora, recebe em seus braços os espíritos a serem prepa-rados para continuar sua caminhada evolutiva, ou aqueles que irão se pre-parar para a reencarnação. Seus fato-res decantadofato-res e trasmutadofato-res, que se manifestam em prol da evolução dos

seres, se somam à força de cura, de regeneração, de renovação.

Esses fatores são quase que divi-didos com nosso Pai Obaluaiyê, mas há certas diferenças nesse campo de atuação, pois Mamãe Nanã entra na vi-da dos seres, independente de suas vontades, para transformar uma evo-lução que estava indo para uma di-reção incorreta, num “recurso” evo-lutivo, tanto para o ser em questão, como para os seres à sua volta. Seu ponto de forças são os lagos e águas tranqüilas, paradas mesmo.

E suas ervas carregam em si os fatores aqui descritos e muito mais. Alguns exemplos de ervas de Nanã:

Ervas quentes (agressivas) de Nanã:

Folhas de Chorão (decan-tação e limpeza), Arnica (purificadora), Periquito ou Penicilina (purificadora de larvas e miasmas astrais).

Ervas mornas

(equilibradoras) de Nanã: Assa Peixe (fortalecedora e cura-dora), Trapoeraba (protetora e estimu-ladora da mediunidade), Melão de São Caetano (equilibrador e poderoso curador espiritual), Sete Sangrias (re-generador astral, fortalecedor).

É isso turminha, Bênçãos de Mamãe Nanã em nossas vidas!

Sucesso e muita saúde a todos! Adriano Camargo / Erveiro da Jurema

(11) 4177-1178 [email protected]

Falando de Umbanda

Ouça o programa:

COM ALEXANDRE CUMINOE JORGE SCRITORI

Terça-feira das 13h00 às 13h30

(7)

Página -6 JORNALDE UMBANDA SAGRADA- JULHO/2007 JORNALDE UMBANDA SAGRADA- JULHO/2007 Página -7 RONALDO LINARES batismo de uma criança no ritual umbandista di-fere em sua essência daquele que é realiza-do no ritual católico, pois neste a ceri-mônia do batismo é parte de um exor-cismo em que o sacerdote expulsa o demônio que habita a criança em conse-qüência do pecado original (herança bíblica de Adão e Eva e do relacio-namento íntimo dos pais da criança). Na Umbanda não se aceita absoluta-mente que a criança possa já nascer em estado de pecado; o batismo sim-boliza a apresentação aos irmãos em Oxalá do jovem recém-nascido, bem co-mo sua aceitação na fraternidade. O sacerdote invocará as bênçãos de Deus para essa criança, e

um casal de irmãos

deverá assumir,

diante do altar de Deus, o compromisso de que na ausência dos pais da criança estes ampara-la-ão como se fora seu próprio filho. DESCRIÇÃO DO RITUAL

Faz-se a abertura normal dos trabalhos, e quando chega o

momento das

incorporações o pai espiritual solicita que sejam trazidos ante o

altar a criança, seus pais e os padrinhos. Antes de dar início à cerimônia, dirige algumas palavras ao público presente, explicando os porquês da cerimônia, visto ser muito comum em tal caso a presença de convidados curiosos, não-umbandistas, mas parentes ou amigos dos pais da criança, e estes devem ser esclarecidos para não somente verem o ritual, mas inteirarem-se de seu pro-fundo significado esotérico e huma-nístico.

O pai espiritual oficiante da cerimô-nia estará de frente para o público e de costas para o altar; os participantes es-tarão de costas para o público e de fren-te para o altar e para o pai espiritual; a criança deverá vestir uma roupa prática e fácil de manusear e estará nos braços da madrinha. Ao lado direito da ma-drinha ficará o padrinho, sustentando uma vela de batismo (a vela representa a luz divina, a presença do espírito de Deus e é consagrada a Ifá, o Espírito Santo); ao lado esquerdo da madrinha ficará a mãe da criança e ao lado desta, o pai. Dando início à cerimônia, o pai espiritual tomará a banha de Ori (tam-bém chamada limo da costa), uma subs-tância gordurosa, extraída da glândula supra-renal do cordeiro, e traçará com ela o símbolo da Umbanda (dois triân-gulos entrelaçados) três vezes na fronte da criança, proferindo as seguintes palavras:

“ Ao ungir tua fronte com o Ori sa-grado, eu te consagro a Deus segundo a lei da Umbanda por Olorum, por Oxalá e por Ifá”.

Desta forma, o sacerdote umban-dista estará rogando a proteção de Deus e dos Orixás para o batizando. A cerimônia tem prosseguimento quando

B

ATISMO

DE

C

RIANÇAS

O

a madrinha vira a criança, descobrindo

sua nuca e pescoço, e na vértebra cer-vical mais saliente (a que leva o nome proeminente, ponto de encontro dos feixes nervosos que descem do cérebro e chacra da maior importância) o pai espiritual repetirá a cerimônia. Voltando a criança à posição normal, a mãe deve abrir sua roupa no peito para que mais uma vez o pai espiritual possa cruzá-la, da mesma forma que o realizado anteriormente. Exclui-se o cerimonial das mãos da criança, pois esta é uma atitude que a criança tomará mais tarde, quando souber discernir se deseja ou não prosseguir seu caminho na seara umbandista.

Dando seqüência à cerimônia, o pai espiritual utiliza a pemba em pó, prepa-rada especialmente para esse fim. Tomando nas mãos o recipiente onde deverá estar a pemba, repetirá todo o ritual usado durante a primeira parte com a banha trocando apenas os dizeres, que passarão a ser: “Com a pemba, eu te consagro a Olorum, Oxalá e Ifá”. A cerimônia prossegue com a unção do sal, que obedece ainda à mesma ritualística, sendo que ao final deposita-se um pouquinho (uma pitada) de sal também na boca da criança dizendo-lhe:

“Receba o sal da terra, você que não passa de um punhado de terra re-vivida pela vontade de Deus”.

Usa-se normalmente sal refinado em lugar do sal grosso, pois sendo muito delicada a pele do bebê, o sal grosso poderia feri-la; também pode-se pilar e peneirar em peneira fina o sal grosso, com o mesmo resultado. Ao terminar esta parte do ritual, o padrinho toca com uma das mãos o peito da cri-ança e com a outra continua segurando a vela, enquanto a madrinha segue segurando a criança em seus braços.

O pai espiritual, neste instante, chama a atenção dos padrinhos para a importância do ato solene e da respon-sabilidade que se seguirá, pedindo-lhes que repitam cada uma das suas pa-lavras, assumindo perante o altar de Deus suas responsabilidades para com o batizando. Diz o sacerdote:

“Eu (e cada um dos padrinhos repete seu próprio nome por extenso) rece-bo-te (dizem o nome da criança) na falta ou ausência de teus pais, como se fora meu próprio filho, prometendo alimentar-te, educar-te, orientar-te e amar-te, encaminhando-te dentro dos ensinamentos de nossa crença no amor a Deus e aos Orixás por Olorum, por Oxalá e por Ifá”.

A seguir, cada um dos padrinhos repete o seu próprio nome e diz:

“Eu juro”.

Naturalmente, não é de forma algu-ma necessário que as palavras sejam repetidas exatamente nesta ordem; basta que a idéia do que exprimem não

seja alterada. A seguir, o pai espiritual coloca na palma da mão do padrinho uma pitada de pemba, e este deverá dizer á criança:

“Em nome de Deus eu te recebo e abençôo”.

Em seguida soprará a pemba sobre a criança. O mesmo farão a madrinha, o pai e a mãe da criança e também o pai espiritual, que dirá:

“ Em nome de Deus, eu te consagro e abençôo”.

Esta parte do ritual lembra o sopro divino, que teria dado origem ao pri-meiro homem, ou melhor, à dependên-cia divina do próprio homem.

A seguir, um Ogã pede ao pai da criança que segure sob a cabeça dela uma pequena bacia de louça, passa pa-ra o pai espiritual a concha de batismo e a enche com água pura. Tomando a concha, o pai espiritual dirá:

“ Com a água que mantém a vida, eu lavo de sua cabeça toda e qualquer impureza ou negatividade, por Olorum, por Oxalá e por Ifá”.

Após esta cerimônia, o Ogã, auxi-liado pela mãe ou pela madrinha da cri-ança, enxuga a cabeça dela.

Os utensílios sagrados voltam ao congá. O pai espiritual cumprimenta to-dos, felicita-os e lembra-os da grande responsabilidade assumida ante o altar de Deus.

Em seguida, será iniciado o cântico que chamará uma ou mais entidades espirituais para que do espaço tragam suas vibrações positivas para o bati-zando e demais participantes, sendo de livre escolha dos pais da criança as entidades que serão chamadas, as quais não deverão ser mais que duas ou três.

Também não é obrigatório que a entidade incorporante seja do pai ou da mãe espiritual do templo; poderá ser perfeitamente de qualquer médium da casa, incluindo-se os pais ou pa-drinhos da criança.

Após a cerimônia, o padrinho apa-gará a vela e a entreapa-gará á mãe da criança, que deverá acendê-la e orar diante da chama sagrada, quando hou-ver qualquer dificuldade experimentada pela criança, pois a referida vela foi consagrada a Ifá – o Espírito Santo.

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Essa amada Mãe, que por muitos é considerada uma Orixá de culto novo na Umbanda, na

ver-dade aparece na Um-banda Tradicional há mais tempo do que pa-rece. Por exemplo, no primeiro curso de Um-banda conhecido, o tradicional “barco” de Pai Ronaldo Linares, pela Federação de Um-banda do Grande ABC, já se falava sobre Mãe Nanã.

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Mãe transformadora, recebe em seus braços os espíritos a serem prepa-rados para continuar sua caminhada evolutiva, ou aqueles que irão se pre-parar para a reencarnação. Seus fato-res decantadofato-res e trasmutadofato-res, que se manifestam em prol da evolução dos

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Esses fatores são quase que divi-didos com nosso Pai Obaluaiyê, mas há certas diferenças nesse campo de atuação, pois Mamãe Nanã entra na vi-da dos seres, independente de suas vontades, para transformar uma evo-lução que estava indo para uma di-reção incorreta, num “recurso” evo-lutivo, tanto para o ser em questão, como para os seres à sua volta. Seu ponto de forças são os lagos e águas tranqüilas, paradas mesmo.

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Ervas mornas

(equilibradoras) de Nanã: Assa Peixe (fortalecedora e cura-dora), Trapoeraba (protetora e estimu-ladora da mediunidade), Melão de São Caetano (equilibrador e poderoso curador espiritual), Sete Sangrias (re-generador astral, fortalecedor).

É isso turminha, Bênçãos de Mamãe Nanã em nossas vidas!

Sucesso e muita saúde a todos! Adriano Camargo / Erveiro da Jurema

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