VIVENDO COM A
DOENÇA DE CROHN
Entendendo seu diagnóstico ...3
O que é doença de Crohn? ...4
Breve introdução ao sistema gastrointestinal...5
O que causa a doença de Crohn? ...7
Fazendo o diagnóstico ...11
Algumas perguntas para fazer ao seu médico...12
Tratamento ... 13
Como lidar com os sintomas ...15
Medicamentos ...16
Outras considerações ...17
Esperança para o futuro...23
Glossário ...24
Sobre a ABCD...27
Índice
Entendendo seu
diagnóstico
Seu médico disse que você tem
doença de Crohn. E agora?
Possivelmente, você nunca tenha ouvido falar dessa doença. Na verdade, a maioria das pessoas não co-nhece a doença de Crohn e, agora, você recebe esse diagnóstico.
É perfeitamente normal que você tenha muitas pergun-tas sobre a doença. Algumas das mais comuns são:
O que é doença de Crohn?
Há cura para a doença de Crohn?
Como a doença se desenvolve?
Como peguei essa doença?
Poderei trabalhar, viajar, me exercitar?
Devo fazer uma dieta especial?
Quais são as opções de tratamento?
Precisarei de cirurgia?
Como a doença de Crohn vai mudar a minha vida, agora e no futuro?
O propósito desta cartilha é responder a essas pergun-tas e explicar, passo a passo, os principais pontos so-bre a doença de Crohn e o que esperar para o futuro. Você não vai se tornar um especialista, mas vai adquirir mais conhecimento sobre a enfermidade. Quanto mais informado você estiver, melhor poderá lidar com a sua doença e participar do tratamento com a sua equipe de saúde.
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O que é doença
de Crohn?
O nome é uma homenagem ao
médico Burrill B. Crohn que, junto
com alguns colegas, publicou
um artigo em 1932 descrevendo
a enfermidade, que passou a ser
chamada de doença de Crohn.
A doença de Crohn pertence a um grupo de enfermida-des conhecido como doenças inflamatórias intestinais (DII), e é uma doença inflamatória crônica do trato gastrointestinal. Seus sintomas incluem diarreia frequente, dor abdominal, náusea, perda de apetite, perda de peso, fadiga e, às vezes, sangramento retal. Quem tem doença de Crohn não vai ter os mesmos sin-tomas a todo momento. Na verdade, às vezes pode não ter nenhum deles. Quando não há sintomas, chama-mos de ‘remissão’.
Importante ressaltar que a doença de Crohn é diferen-te da retocolidiferen-te ulcerativa – outro tipo de doença in-flamatória intestinal. Os sintomas das duas doenças são similares, mas as áreas afetadas são distintas. A doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, enquanto a retoco-lite ulcerativa se limita ao cólon, também chamado de intestino grosso. A doença de Crohn costuma afetar mais o começo do cólon, mas também pode compro-meter toda a espessura da parede intestinal. Na doen-ça de Crohn, a inflamação não necessariamente afeta o intes tino de modo contínuo e, entre as áreas afetadas, alguns segmentos podem permanecer saudáveis. Na retocolite ulcerativa esse fato não ocorre. Apenas em 10% dos casos há características iguais em ambas as doenças, que são difíceis de diferenciar. Nesses casos, chama-se a doença de colite indeterminada.
A doença de Crohn tem cura?
Ninguém sabe exatamente o que causa a doença de Crohn. Além disso, ninguém pode prever como vai afetar uma pessoa em particular. Alguns pacientes passam anos sem sintomas, enquanto outros têm crises mais frequentes. Entretanto, uma coisa é certa: a doença de Crohn é crônica.
As doenças crônicas estão sempre progredindo e po-dem ser controladas com tratamento, mas não popo-dem ser curadas. Isso quer dizer que é uma doença de longo prazo. Na verdade, muitas enfermidades como diabe-tes, hipertensão e doenças cardíacas são tratadas com sucesso, mas também não podem ser curadas. No caso das doenças inflamatórias intestinais, ocasionalmen-te, alguns pacientes desenvolvem complica ções mais graves, como câncer colorretal, mas isso ocorre com um número pequeno de pessoas com DII, e o acom-panhamento médico evita, na maioria das vezes, essa complicação. Normalmente, as pessoas com doença inflamatória intestinal têm a mesma expectativa de vida de indivíduos sem essas doenças. É importante lembrar que, em sua maioria, as pessoas com DII têm uma vida plena, feliz e produtiva.
Breve introdução ao
sistema gastrointestinal
O trato gastrointestinal é parte da
estrutura do corpo humano, mas,
muitas vezes, sequer conhecemos
seu funcionamento.
Um resumo breve: o trato gastrointestinal (Figura 1) co-meça na boca, segue um trajeto curvilíneo e termina muitos metros depois, no reto. Ao longo desse cami-nho há diversos órgãos que atuam no processamento e transporte dos alimentos.
O primeiro é o esôfago, um estreito tubo que conecta a boca ao estômago.
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O alimento passa pelo estômago e entra no intestino delgado. É nesse órgão onde a maioria dos nutrientes é absorvida. O intestino delgado leva ao cólon, ou in-testino grosso, que se conecta ao reto.
A principal função do cólon é absorver o excesso de água e sais do material residual (o que sobra depois de o alimento ser digerido). Além disso, guarda resíduos sólidos, convertendo-os em fezes, e os excreta pelo ânus.
Quando ocorre a inflamação, as funções primárias são afetadas – incluindo a absorção de água, eletrólitos e nutrientes. Como resultado, a diarreia pode ser um sin-toma comum durante uma crise na doença de Crohn.
Quem tem doença de Crohn?
Aproximadamente 1,6 milhão de norte-americanos têm doença de Crohn ou retocolite ulcerativa. Esse número é dividido quase na mesma proporção entre as duas doenças. Aqui estão alguns fatos:
Quase 33 mil novos casos de doença de Crohn são diagnosticados todo ano.
Em média, o diagnóstico da doença de Crohn é feito em pessoas de 15 a 35 anos de idade, apesar de a doença poder ocorrer em qualquer idade.
Enquanto as doenças inflamatórias intestinais podem afetar qualquer etnia, a doença de Crohn e a retocoli-te ulcerativa são mais comuns entre caucasianos.
Homens e mulheres parecem ser afetados na mesma proporção.
Ambas são doenças encontradas principalmente em países desenvolvidos, mais comumente em áreas urbanas do que em rurais, e mais em climas do norte do que do sul. Entretanto, alguns dos padrões dessas doenças estão mudando. Por exemplo, o número de casos de doença inflamatória intestinal está aumentando em partes do mundo em desen-volvimento, incluindo China, Índia e América do Sul.
A conexão genética
Pesquisadores descobriram que a doença de Crohn tende a ser mais comum em uma mesma família. Na verdade, o risco de desenvolver doença inflamatória intestinal é entre 5,2% e 22,5% para parentes em pri-meiro grau de um indivíduo com a doença. Também de-pende de qual membro da família tem a enfermidade, da etnia e do tipo de doença inflamatória intestinal – doença de Crohn ou retocolite ulcerativa. Os genes claramente exercem um papel importante, apesar de nenhum padrão específico de hereditariedade ter sido identificado até hoje. Isso significa que, no momento, não há meios de prever qual e se algum membro da família vai desenvolver doença de Crohn.
O que causa a
doença de Crohn?
Ninguém sabe a causa exata.
Uma coisa é certa: nada do que você fez pode ter cau-sado a doença de Crohn. Ninguém o contagiou. Não foi algo que você comeu ou bebeu que provocou o surgimento dos sintomas. Levar um estilo de vida es-tressante também não a causou. Então, acima de tudo, não se culpe!
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Quais são as causas então?
A maioria dos especialistas acredita que há uma expli-cação multifatorial. Isso significa que inúmeros fatores, em conjunto, são necessários para causar a doença de Crohn. Os três principais fatores suspeitos são:
1.
Ambiental2.
Genético3.
Imunológico: a partir de uma reação inapropriadado sistema imunológico
É provável que uma pessoa herde um ou mais genes que a fazem suscetível à doença de Crohn. Então, algo no ambiente ativa uma resposta imune anormal (cientistas ainda não identificaram esse ‘gatilho’ ambiental). Entre-tanto, qualquer que seja, esse gatilho incita o sistema imunológico a ser ativado e ‘atacar’ o sistema gastroin-testinal. Neste momento começa a inflamação. Infeliz-mente, o sistema imunológico não pode ser ‘desativa-do’, então, a inflamação continua danificando os órgãos digestivos e causando os sintomas da doença de Crohn.
Quais são os sinais e sintomas?
Ao tornar-se mais inflamada e ter mais úlceras, a pare-de intestinal perpare-de a capacidapare-de pare-de absorver água do material residual que passa pelo cólon. Isso faz com que as fezes amoleçam e ocorra a diarreia. A parede intestinal danificada pode começar a produzir excesso de muco nas fezes. Além disso, a ulceração da parede do intestino também pode causar sangramento, levando a fezes com sangue. Eventualmente, essa perda de sangue causa queda de glóbulos vermelhos, levando à anemia. A maioria das pessoas com doença de Crohn tem ur-gência para evacuar, além de dor abdominal e cólicas. Esses sintomas variam de pessoa para pessoa e podem mudar ao longo do tempo. Juntos, tendem a ocasionar perda de apetite e, posteriormente, perda de peso. Esses sintomas, junto com a anemia, também podem levar à fadiga. Algumas crianças com doença de Crohn não se desenvolvem ou crescem adequadamente. Os sintomas variam de leves a severos. Pelo fato de a doença de Crohn ser crônica, os pacientes passam por períodos nos quais a doença desperta (torna -se ativa) e causa sintomas. Entre as crises, as pessoas podem não sentir nenhum incômodo – esses períodos livres de sintomas são chamados de ‘remissão’ e podem du-rar meses e até anos, apesar de os sintomas normal-mente retornarem em algum momento.
A inflamação também pode causar o desenvolvimento de fístulas (canais anormais entre duas voltas do intesti-no ou entre o intestiintesti-no e outra estrutura, como vagina, bexiga ou pele). Fístulas ocorrem normalmente ao redor da área anal. Se houver essa complicação, é possível que ocorra evacuação de muco, pus ou fezes por essa abertura.
Outras condições que podem ocorrer em alguns pa-cientes envolvem estenoses (estreitamento dos intes-tinos), fissuras, lacerações no revestimento do ânus e abscessos. Um abscesso é uma massa macia cheia de pus oriunda de uma infecção.
Manifestações extraintestinais
Além dos sintomas no trato gastrointestinal, algumas pessoas podem apresentar uma variedade de sintomas associados à doença de Crohn em outras partes do cor-po. Sinais e sintomas da doença podem ser evidentes em:
Olhos (vermelhidão, dor e coceira).
Boca (aftas).
Articulações (inchaços e dor que podem atingir a coluna).
Pele (alergias leves, formação de úlceras dolorosas e outras feridas ou irritações).
Ossos (osteoporose), rins e vesícula biliar (pedras).
Fígado (principalmente colangite esclerosante, hepatite e cirrose).
Todos esses sintomas são conhecidos como manifesta-ções extraintestinais da doença de Crohn por ocorrerem fora do sistema digestivo. Em algumas pessoas, esses podem ser os primeiros sinais da doença de Crohn, apa-recendo até mesmo alguns anos antes dos sintomas in-testinais. Em outras, podem coincidir com uma crise dos sintomas intestinais. fr eepik -k arlyuk av
Tipos de doença de Crohn
Dependendo de qual parte do trato gastrointestinal esti-ver afetada, os sintomas e potenciais complicações são diferentes. Esses são seis tipos de doença de Crohn:
Colite de Crohn: afeta só o cólon (intestino gross0).
Doença de Crohn gastroduodenal: afeta o esôfago-
estômago e o duodeno (parte inicial do intestino delgado).
Ileíte: afeta o íleo.
Ileocolite: a forma mais comum da doença, que afeta
o cólon e o íleo (a parte final do intestino delgado).
Jejunoileíte: causa áreas desiguais de inflamação
no jejuno (metade superior do intestino delgado).
Doença de Crohn perianal: causa fístulas perianais.
Padrões da doença
Doença de Crohn fibroestenose-luminal
Este curso da doença varia de pessoa para pessoa e de ano para ano. Normalmente, segue um padrão de crises (quando sintomas ocorrem e a doença piora) e r emissões. Esse padrão é o curso recorrente e crônico da enfermidade, também conhecido como doença de Crohn fibroestenose-luminal, que é caracterizada por restri-ções ou estreitamento do intestino.
Doença de Crohn luminal
É aquela que causa mudanças inflamatórias no lúmen (ou tubo do intestino). Aproximadamente 55% dos pa-cientes com doença de Crohn luminal não têm sintomas ou estão em remissão em um ano específico. Outros 15% têm atividade reduzida da doença, enquanto quase 30% vivenciam alta atividade. O paciente que estiver em remissão por um ano tem 80% de chance de continuar assim por mais um ano, enquanto os que vivenciaram atividade da doença no último ano têm 70% de chance de sofrerem crises sintomáticas recorrentes durante o ano seguinte.
Doença de Crohn fistulizante
O risco de uma pessoa com doença de Crohn desenvol-ver uma fístula ao longo da vida varia de 20% a 40%. O desenvolvimento ou resultado desse tipo de doença de Crohn depende da localização e da complexidade das fístulas. Entretanto, muitas tendem a voltar depois de tratamento médico ou cirúrgico.
Consulte seu médico para mais informações e complicações relacionadas à doença de Crohn.
Fazendo o diagnóstico
O caminho até o diagnóstico
é examinar o histórico médico
detalhado da família e do paciente,
incluindo informação completa dos
sintomas. Também é necessário
realizar um exame físico.
Já que uma variedade de doenças pode produzir os mesmos sintomas que a doença de Crohn, seu médico depende de diversos exames para descartar outras po-tenciais causas para seus sintomas.
Os exames podem ser:
De fezes: utilizado para descartar infecção ou para
revelar sangue e um marcador inflamatório, como a calprotectina.
De sangue: pode detectar presença de inflamação
(VSG e PCR), anticorpos ou anemia.
Colonoscopia e endoscopia alta: utilizadas para
exa-minar o revestimento do trato gastrointestinal com um endoscópio, ou um tubo com uma câmera e uma luz na ponta. Biópsias podem ser obtidas com esses endoscópios. Há também uma câmera miniaturiza da chamada cápsula endoscópica especial, que pode ser engolida pelo paciente e usada especificamen-te para avaliar os quase três metros de inespecificamen-testino delgado – que não são alcançados facilmente pelo endoscópio. Esse exame não pode ser realizado em pacientes com estenoses, devido ao risco de a cáp-sula ficar presa.
Tomografia computadorizada ou ressonância mag-nética: podem ser usadas para examinar a
espessu-ra da parede intestinal ou paespessu-ra procuespessu-rar por fístulas e grupos de fluido infeccionado no abdômen, co-nhecidos como abscessos.
Colografia por tomografia computadorizada (colo-noscopia virtual): técnica relativamente nova para
revelar pólipos (um pequeno grupo de células que se forma na mucosa do cólon ou do reto). O uso dessa técnica em pacientes com doença de Crohn não é apoiado por pesquisas e é controverso até o momento.
Algumas perguntas
para fazer ao seu médico
Tratamento
É importante estabelecer uma boa
comunicação com seu médico. Não
esqueça de fazer algumas perguntas
importantes durante a sua visita ao
consultório.
Há muitos tratamentos eficientes
disponíveis que podem controlar
a doença de Crohn e até mesmo
deixá-la em remissão.
Segue uma lista de perguntas que podem ajudar du-rante a sua próxima consulta:
Pode ser que alguma outra doença seja a causa dos meus sintomas?
Quais exames tenho de fazer para encontrar a raiz do meu problema?
Devo fazer esses exames durante o período de cri-ses ou rotineiramente?
Quais partes do meu trato gastrointestinal estão afetadas?
Como saberei se a medicação deve ser ajustada?
O que vai acontecer se eu esquecer de tomar uma dose ou parar de tomar a medicação?
Quanto tempo, aproximadamente, levará para vermos resultado ou para descobrirmos que essa pode não ser a medicação certa para mim?
Quais são os efeitos colaterais da medicação? O que devo fazer caso os perceba?
O que devo fazer caso os sintomas retornem? Quais sintomas são considerados uma emergência?
Se eu não conseguir marcar uma consulta em bre-ve, há outras medicações que possa comprar sem receita? Se sim, quais?
Devo mudar minha dieta ou tomar suplementos nutricionais? Se sim, poderia recomendar um nutri-cionista ou algum suplemento específico?
Devo fazer mais alguma mudança no meu estilo de vida?
Quando devo retornar para a minha consulta de acompanhamento?
Quais são as opções caso eu não possa comprar meus medicamentos?
Esses tratamentos agem diminuindo a inflamação anor-mal do sistema gastrointestinal, e também aliviam os sin-tomas de diarreia, sangramento retal e dor abdominal. Os dois objetivos básicos dos tratamentos são alcan-çar a remissão e, assim que alcançada, mantê-la. Se a remis são não puder ser alcançada, o próximo objetivo é diminuir a severidade da doença para melhorar a qualida de de vida do paciente.
Não há um tratamento ‘coringa’ para todos com doença de Crohn. Cada abordagem deve ser feita de acordo com o paciente, pois a doença é diferente para cada um. O tratamento médico costuma trazer remissão, que pode durar de meses a anos, mas crises podem aparecer de-vido à volta da inflamação ou por algo que a ative. Uma crise também pode ser acionada por uma complica ção como fissuras, fístulas, estreitamentos ou abscessos. Crises da doença de Crohn podem indicar que uma mudança na dosagem, na frequência ou no tipo da me-dicação deve ser feita.
Os médicos têm usado vários medicamentos para tratar a doença de Crohn durante muitos anos. Há outros avanços significativos. Os medicamentos receitados mais comumente classificam-se nas categorias a seguir:
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Aminossalicilatos: incluem medicamentos que
con têm ácido 5-aminossalicílico (5-ASA). Alguns exemplos são a sulfassalazina e a mesalazina. En-tretanto, podem funcionar no nível do revestimento intestinal para diminuir a inflamação.
Essas medicações são consideradas efetivas no tra-tamento de episódios leves a moderados da doença de Crohn, quando está localizada no intestino gros-so. Esses fármacos não atuam adequadamente no intestino delgado e são úteis como tratamento de controle para prevenir recaídas da doença.
Corticoides (esteroides): esses medicamentos têm
ação anti -inflamatória rápida e não devem ser usa-dos cronicamente.
Os corticoides são prescritos para pessoas com doença de Crohn moderada a severa. Embora sejam efeti vos para o controle em curto prazo de crises, não são recomendados para uso de longo prazo nem para controle, por causa de seus efeitos colate-rais. Se você sente o agravamento dos sintomas quando deixa de tomar esteroides, existe a possibi-lidade de seu médico incluir outros medicamentos para ajudar a controlar a doença. É muito importante não suspender abruptamente o uso de esteroides.
Imunomoduladores: esse tipo de medicamento
alte ra ou suprime a resposta do sistema imunoló-gi co para que não cause uma inflamação contí-nua. Imunomoduladores são usados geralmente em pessoas para as quais os aminossalicilatos e corticoides não foram efetivos, porque se tornaram corticodependentes ou foram parcialmente efetivos. Essas medicações podem ser úteis para reduzir ou eliminar a necessidade de corticoides e também podem ser efetivas para manter a remissão em pes-soas que não responderam a outros medicamentos. Imunomoduladores podem levar meses para come-çar a funcionar. Os mais utilizados são azatioprina, 6-mercaptopurina e metotrexato.
Terapias biológicas: representam o mais novo tipo
de terapia utilizada para pessoas com doença de Crohn. Esses medicamentos são anticorpos criados em laboratório que impedem que certas proteínas presentes no organismo causem inflamação.
Antibióticos: podem ser usados quando infecções,
como abscessos, ocorrem na doença de Crohn. E também podem ser úteis para tratar fístulas ao redor do canal anal e da vagina.
Como lidar com
os sintomas
A melhor maneira de controlar
a doença de Crohn é tomar a
medicação de acordo com a
recomendação médica.
Entretanto, é possível que os medicamentos não elimi-nem imediatamente os sintomas. Você pode continuar a ter diarreia, cólicas, náuseas e febre ocasionalmente. Enquanto não há efeitos colaterais, ou efeitos peque-nos, pode parecer um incômodo seguir firmemente com uma medicação. Lembre-se, contudo, que tomar medicamentos de controle pode reduzir bastante o risco de crises da doença de Crohn. Entre as crises, a maioria das pessoas se sente bem e livre de sintomas. Procure apoio de seu médico se tiver dúvidas.
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Fale com seu médico sobre os medicamentos que você pode comprar sem receita para aliviar esses sintomas, e que devem ser tomados apenas quando necessário. Entre esses medicamentos pode estar a loperamida. A maioria dos fármacos antigases e auxiliares digestivos são seguros e confiáveis, mas pergunte a seu médico sobre isso antes. Para reduzir a febre ou aliviar as dores nas arti culações, fale com seu médico sobre tomar pa-racetamol em vez de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, como o ácido acetilsalicílico, o ibupro-feno e o naproxeno, que podem irritar o sistema diges-tivo. Muitos medicamentos de venda livre podem ter efeitos contrários na doença de Crohn ou interagir com alguns dos medicamentos prescritos para tratá-la. As-sim, a maneira mais segura de usar medicamentos de venda livre é seguir sempre as instruções e indicações médicas.
Outras considerações
Cirurgia
Muitos pacientes com doença de Crohn respondem bem ao tratamento médico e é possível que nunca tenham de se submeter a uma intervenção cirúrgica. Porém, entre 66% e 75% das pessoas com a enfermidade vão preci-sar de cirurgia em algum momento da vida.
A cirurgia pode tornar-se necessária quando terapias medicamentosas não conseguem mais controlar bem a doença, e também para reparar uma fístula ou fissura. Outro motivo para a cirurgia é a presen ça de uma obs-trução intestinal advinda de um estreitamento (parte
Tipo de
medicamento
Príncipio ativo
transmissão
Via de
Indicações (uso)
Aminossalicilatos
(5-ASA) Sulfassalazina Mesalazina Oral ou retal Enemas São usados para tratar a doença leve a moderada ou para manter a remissão, reduzindo a inflamação
Corticosteroides Prednisona Budesonida Predinisolona Hidrocortisona Dexametazona Oral, retal ou intravenosa (pela veia)
Para doença de Crohn leve a moderada. A Budesonida é um novo tipo de esteroide não sistêmico. Efetivos também para controle das crises em curto prazo, na fase aguda da doença Imunomoduladores Azatioprina 6-mercaptopurina Metotrexato Ciclosporina Tacrolimus Oral ou intravenosa
Indicados para uso em pessoas que não responderam ade-quadamente a aminossalicilatos e corticoides, e frequen-temente usados para manter a remissão. Podem ser úteis na redução ou eliminação da dependência de corticoste-roides. Podem demorar até três meses para fazer efeito
Terapias biológicas Adalimumabe Certolizumabe pegol Infliximabe Golimumabe Ustequinumabe Vedolizumabe Intravenosa ou injeção subcutânea
Para pessoas com doença de Crohn moderada a gra ve, fistulizante, e para manter a remissão e diminuir gra dual-mente os corticosteroides
Antibióticos Ciprofloxacino Metronizadol intravenosaOral ou Para o tratamento de infecções da doença de Crohn, tais como abscessos, e na doença fistulizante perianal
MEDICAMENTOS
Novos medicamentos para doença inflamatória intestinal podem
ser recomendadas em épocas diferentes pelo médico ou nutricionista, incluindo:
Dieta com pouco sal: utilizada durante terapia com
corticoide para reduzir a retenção de água.
Dieta com baixo teor de fibras: utilizada para evitar
obstrução em pacientes com doença de Crohn com estreitamentos, e para evitar o estímulo de movi-mentos intestinais.
Dieta pobre em gorduras: tipicamente recomendada
durante uma crise da doença, quando a absorção de gordura pode se tornar um problema.
Dieta pobre em lactose: para aqueles que têm
into-lerância a produtos lácteos.
Dieta rica em calorias: para aqueles que têm perda
de peso ou retardo de crescimento.
Alguns pacientes com doença inflamatória intestinal podem ter deficiência de certas vitaminas e minerais (incluindo vitamina B12, ácido fólico, vitamina C, ferro, cálcio, zinco e magnésio) ou ter problemas para ingerir alimentos na quantidade suficiente para alcançar suas necessidades calóricas. Seu médico e/ou nutricionista podem identificar e corrigir tais deficiências com utiliza-ção de suplementos vitamínicos e nutricionais.
Ter um diário alimentar pode ajudar bastante, porque permite ver conexões entre o que você come e os seus sintomas. Se certos alimentos estão causando problemas digestivos, tente evitá-los. Apesar de ne-nhum alimento em específico piorar a inflamação da doença de Crohn, alguns podem agravar os sintomas. Aqui estão algumas dicas úteis:
Reduza a quantidade de alimentos fritos e gordu-ros0s, porque podem causar diarreia ou gases.
Faça refeições menores em intervalos também mais curtos.
Se for intolerante à lactose, limite a quantidade de produtos lácteos na dieta. Se você não é into-lerante à lactose, esses produtos não precisam ser limitados.
reduzida do intestino) ou outra complicação, como um abscesso abdominal. Na maior parte dos casos, a área do intestino afetada pela doença e qualquer abscesso são removidos. Isso é chamado de ‘ressecção’. Normal-mente, as duas pontas do intestino saudável são unidas em um procedimento chamado anastomose. Enquanto a resseção e a anastomose podem garantir anos sem sintomas, essa cirurgia não é considerada uma cura para a doença de Crohn, porque a enfermidade normal-mente volta no mesmo lugar ou perto do reparo. Um estoma pode também ser necessário quando uma cirurgia é feita para a doença de Crohn. Após a retirada de parte do intestino, os cirurgiões redirecionam o in-testino delgado para que o material residual possa ser esva ziado em uma bolsa externa ligada ao abdômen. Esse procedimento pode ser necessário se o reto foi afetado e necessita de remoção. Sem um reto presente, uma anastomose não pode ser feita. Nessa situação, o estoma é permanente. Um estoma pode também ser formado se a quantidade de infecção ou inflamação for severa e uma anastomose imediata não for segura. Sob essas circunstâncias, o estoma é normalmente temporá-rio e pode ser fechado em vátemporá-rios meses quando a infla-mação ou a infecção forem controladas.
O objetivo principal da cirurgia na doença de Crohn é conservar o intestino e trazer para o paciente a melhor qualidade de vida possível. Entretanto, diferentemente da cirurgia para retocolite ulcerativa, a cirurgia para a doença de Crohn não oferece cura.
Dieta e nutrição
Você deve estar imaginando se algo que comeu con-tribuiu para sua doença de Crohn. A resposta é não! Entretanto, assim que a doença estiver em atividade, prestar atenção à dieta pode ajudar a reduzir sinto-mas, repor nutrientes perdidos e promover uma boa recuperação.
Não há uma dieta em particular que vá funcionar para todos com doença de Crohn. Recomendações de ali-mentação devem ser especificamente feitas para cada paciente, dependendo de que parte do intestino foi afetada e que sintomas apresenta. A doença de Crohn varia de pessoa a pessoa e até muda ao longo do tem-po. O que funcionou para seu amigo pode não funcio-nar para você, e até o que funcionou para você no ano passado pode não funcionar agora.
Modificar a dieta de vez em quando pode ser útil, parti-cularmente durante uma crise. Algumas dietas podem
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Evite bebidas gaseificadas se o excesso de gases for um problema.
Restrinja cafeína quando ocorrer diarreia severa, uma vez que pode agir como laxante.
Alimentos suaves podem ser mais toleráveis que alimentos condimentados, apesar de não ser regra.
Restringir o consumo de certos alimentos com muita fibra, como nozes, sementes e vegetais crus pode diminuir seus sintomas, especialmente se tiver uma parte do intestino reduzida.
Manter uma boa nutrição é importante ao lidar com a doença de Crohn, e é essencial em qualquer doença crônica. Dores abdominais e febre podem causar perda de apetite e de peso. Diarreia e sangramento retal po-dem privar o corpo de fluidos, minerais e eletrólitos. Esses são nutrientes que devem estar em ordem para o corpo funcionar bem.
Isso não significa que você deva ingerir certos alimen-tos ou evitar outros. A maioria dos médicos e/ou nutri-cionistas recomenda uma dieta bem balanceada para prevenir deficiência nutricional. Uma dieta saudável deve conter uma variedade de alimentos de todos os grupos alimentícios.
Carne, peixe, aves e produtos lácteos (se tolerados) são fontes de proteína; pão, cereais, amidos, frutas e vegetais são fontes de carboidrato; margarina e óleos são fontes de gordura. Um suplemento dietético – como um complexo multivitamínico – pode ser útil.
Terapias alternativas e complementares
Algumas pessoas que vivem com doença de Crohn po-dem usar medicações alternativas e complementares junto a terapias convencionais para ajudar a reduzir os sintomas. Essas terapias costumam colaborar para reduzir a dor, reforçar sentimentos de bem- estar e qua-lidade de vida e, possivelmente, impulsionar o sistema imunológico. Fale com seu médico sobre as melhores terapias para sua situação.
Estresse e fatores emocionais
A doença de Crohn afeta muitos aspectos da vida. Se você tem doença de Crohn terá de aprender a lidar com questões que envolvem a relação entre fatores emocio-nais e de estresse.
Embora as crises sejam algumas vezes associadas a eventos ou períodos estressantes, não há provas de que
o estresse possa causar doença de Crohn. É muito mais provável que a angústia emocional que as pessoas sen-tem, às vezes, seja uma reação aos sintomas da doen-ça. Pessoas que sofrem com doença de Crohn precisam de compreensão e apoio emocional de suas famílias e seus médicos. As doenças crônicas podem favorecer a depressão, assim, seu médico pode recomendar anti-depressivo ou indicar um profissional de saúde mental. Apesar de a psicoterapia formal, em geral, não ser ne-ces sária, algumas pessoas se beneficiam quando falam com um terapeuta bem informado sobre a doença infla-matória intestinal ou sobre as doenças crônicas em ge-ral. Além disso, a Associação Brasileira de Colite Ulcera-tiva e Doença de Crohn (ABCD) oferece grupos locais de apoio para ajudar os pacientes e seus familiares a lidarem com a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.
Cuidados gerais de saúde
É importante manter cuidados gerais de saúde. Além de conversar com seu gastroenterologista, não se descuide e marque consultas periódicas para cuidar de outros as-suntos importantes, como vacinas, saúde bucal, visão, coração, mamografia, próstata e exames de sangue.
Vivendo sua vida
Receber um diagnóstico de doença de Crohn pode ser difícil e estressante. Mas, com o passar do tempo, isso não será mais motivo de preocupação. Tente não escon-der a doença das pessoas que fazem parte da sua vida. Converse com elas e ajude-as a entenderem o tipo de apoio de que precisa.
Você aprenderá que há diversas estratégias que podem facilitar a vida de quem tem doença de Crohn.
Meios para enfrentar a doença podem ter várias formas. Por exemplo, ataques de diarreia ou dor abdominal po-dem fazer uma pessoa temer ambientes públicos. Mas isso não é necessário. Só é preciso ter um planejamento prático.
Você pode incorporar alguns dos seguintes hábitos na sua vida:
Descubra onde estão os banheiros em restaurantes, shoppings, teatros e transporte público.
Leve sempre roupas íntimas extras, papel higiênico ou lenços umedecidos, especialmente quando for viajar.
Quando estiver longe por períodos mais longos, fale com seu médico antes. Planos de viagem devem in-cluir um estoque maior de medicamentos, nomes genéricos – caso terminem ou sejam perdidos –, e nomes de médicos na área que estará visitando.
Procure levar a vida o mais normalmente possível, mantendo as atividades que fazia antes do diag-nós ti co. Não há razão para excluir atividades que sempre gostou de fazer da sua rotina.
Participe de grupos de apoio, aprenda com outras pessoas as estratégias para lidar com a doença e compartilhe a sua experiência.
Acesse as redes sociais da ABCD e conheça outros pa-cientes: www.facebook.com/abcd.org.br; instagram.
com/abcd.org.br; youtube.com/abcdoficial.
Organize um grupo de apoio com a sua família e seus amigos para que eles o ajudem a lidar com a doença.
Siga as instruções do seu médico sobre os medi-camentos (mesmo que esteja se sentindo perfeita-mente bem).
Leve um parente ou amigo a uma consulta para sentir-se apoiado.
Mantenha uma atitude positiva. Essa é a receita bá-sica, e a melhor!
Ao mesmo tempo em que a doença de Crohn é uma en-fermidade crônica e séria, não é fatal. Não há dúvidas de que viver com essa doença é desafiador. Mas é im-portante lembrar que a maioria das pessoas com doen-ça de Crohn consegue levar vidas plenas e produtivas. Lembre-se também que tomar os medicamentos para manter e controlar a doença pode diminuir significati-vamente as crises. Os sintomas desaparecem entre as crises e a maioria das pessoas se sente bem.
Esperança para o futuro
Os cientistas ao redor do mundo estão
dedicados a pesquisar ajuda para os
pacientes com doença de Crohn.
Há boas notícias quando se trata do desenvolvimento de novas terapias para a enfermidade. Com muitos trata mentos experimentais para as doenças inflamató-rias intestinais em testes clínicos, especialistas pre-veem que uma onda de novas terapias para a doença de Crohn está a caminho.
Com um número crescente de testes clínicos de novas terapias para DII há uma necessidade ainda maior de participação dos pacientes para avaliarem se essas te-rapias experimentais funcionam.
É esperado que estudos genéticos também tragam per-cepções importantes que vão incitar a busca por novas terapias. A esperança é que novos tratamentos sejam capazes de reverter o dano causado pela inflamação intestinal e até prevenir o processo da doença.
Está se tornando cada vez mais claro que a resposta do sistema imunológico de uma pessoa e as bactérias intestinais normais têm um grande papel nas doenças inflamatórias intestinais. Muitos pesquisadores, na atualida de, estão se dedicando a entender a composi-ção, o comportamento e o papel preciso das bactérias intestinais nos sintomas da doença inflamatória intes-tinal. Espera-se que esse novo conhecimento se trans-forme em novos tratamentos para controlar ou prevenir essas enfermidades. fr eepik -pr os tooleh fr eepik -wir es tock
Glossário
Abscesso: acúmulo de pus decorrente de infecção.
Aminossalicilatos: medicamentos que incluem compostos
que contêm ácido 5-aminossalicílico (5-ASA).
Anastomose: conexão cirúrgica de partes ou espaços
nor-malmente separados.
Ânus: abertura no final do reto que permite a eliminação de
gases e fezes.
Antibióticos: medicamentos que podem ser usados se
hou-ver infecção causada por bactéria.
Anticorpo: imunoglobulina (proteína imunitária
especia-lizada) produzida devido à introdução de um antíge no no organismo.
Antígeno: qualquer substância que provoque uma resposta
imunológica no organismo.
Corticoides: medicamentos que afetam a habilidade do
cor-po de iniciar e manter um processo de inflamação.
Crise: ataques de inflamação associados com sintomas. Crônico: de longa duração ou longo prazo.
Cólon: intestino grosso.
Colostomia: abertura (estoma) criada cirurgicamente para
desviar o fluxo do cólon (intestino grosso) através da parede abdominal.
Diarreia: passagem frequente ou excessiva de fezes líquidas. Doença de Crohn: doença inflamatória crônica que envolve
principalmente os intestinos delgado e grosso, mas pode afetar também outras partes do sistema digestivo. Nomeada em homenagem ao Dr. Burrill Crohn, 0 gastroenterologista que descreveu a doença pela primeira vez, em 1932.
Doenças inflamatórias intestinais: termo que se refere a um
grupo de doenças, incluindo a doença de Crohn (inflamação no trato gastrointestinal) e a retocolite ulcerativa (inflama-ção no cólon).
Estoma: abertura feita na parede abdominal por meio de
co-lostomia ou ileostomia.
Estreitamento: o estreitamento de uma parte do intestino
causado por cicatrização.
Fissura: rachadura na pele normalmente situada na área do
ânus, na doença de Crohn.
Fístula: canal anormal que ocorre entre duas voltas do
intes-tino ou entre o intesintes-tino e outra estrutura próxima, como a bexiga, a vagina ou a pele.
Gastroenterologista: médico especializado em problemas
no sistema gastrointestinal.
Genes: componentes microscópicos da vida que transferem
características específicas de uma geração a outra.
Ileostomia: abertura (estoma) criada cirurgicamente para
desviar o fluxo do intestino delgado através da parede abdominal.
Imunomoduladores: tipo de medicamento que,
basicamen-te, se sobrepõe ao sistema imunológico para que não pos-sa caupos-sar uma inflamação contínua.
Inflamação: resposta a uma lesão tecidual que causa
verme-lhidão, inchaço e dor.
Intestino: longo órgão em forma de tubo no abdômen que
completa o processo de digestão. O órgão é formado pelo intestino delgado e pelo intestino grosso.
Intestino delgado: conecta-se ao estômago e ao intesti no
grosso; responsável pela absorção de nutrientes.
Intestino grosso: também conhecido como cólon. Sua
fun-ção primária é absorver água e se livrar de dejetos sólidos.
Manifestações extraintestinais: complicações que ocorrem
fora do intestino.
Oral: pela boca.
Osteoporose: doença na qual os ossos tornam-se porosos e
propensos a fraturas.
Remissão: períodos nos quais os sintomas desaparecem ou
diminuem, levando a um bom estado de saúde.
Ressecção: remoção cirúrgica de uma porção do intestino
afetada pela doença. O religamento das duas pontas do in-testino saudável é chamado de anastomose.
Retal: relacionado ao reto. Reto: a parte mais baixa do cólon.
Retocolite ulcerativa: inflamação no intestino grosso (cólon). Sistema gastrointestinal: referente conjuntamente a
esôfa-go, estômago e intestinos grosso e delgado.
Sistema imunológico: defesa natural do organismo que
combate doenças.
Terapias biológicas: medicamentos que contêm anticorpos
que se vinculam a moléculas para bloquear as inflamações.
A ABCD é uma entidade sem fins lucrativos
cria-da em 4 de fevereiro de 1999 com o objetivo de
reunir os pacientes com DII e os profissionais
que lidam com essas enfermidades.
A meta é propiciar a troca de experiências e
faci-litar a difusão das informações que pacientes e
familiares necessitam para conviver melhor com
as doenças e ter mais qualidade de vida.
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Coordenação geral
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Colaboração
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Programação visual
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O conteúdo deste guia foi baseado
no material elaborado pela
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Apoio institucional 2a edição – janeiro 2021 fr eepik -kr oshk a__nas ty a