• Nenhum resultado encontrado

Hematoma auricular em gato: relato de caso

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Hematoma auricular em gato: relato de caso"

Copied!
8
0
0

Texto

(1)

Hematoma auricular em gato: relato de caso

Fabiana Schiochet Eloete Teixeira Paulo Ricardo Centeno Rodrigues Andréia Weber Gimosk Carlos Afonso de Castro Beck Emerson Antonio Contesini Marcelo Meller Alievi Letícia Mendes Fratini RESUMO

O hematoma auricular ou oto-hematoma é um acúmulo de sangue dentro das camadas de cartilagem do pavilhão auricular e é frequentemente observado nos cães e raramente nos gatos. A causa dos oto-hematomas ainda não é bem compreendida, no entanto, em muitos casos, parece que a agitação da cabeça ou coçadura das orelhas causada por dor ou irritação associadas com otite externa (geralmente otite bacteriana em cães e otite parasitária por Otodectes cynotis em gatos) são os responsáveis. O objetivo terapêutico para o hematoma auricular consiste na identificação da origem da irritação, drenagem do hematoma, manutenção da aposição dos tecidos, redução da deposição de fibrina e impedimento da recidiva. O caso relatado é de um felino, Siamês, fêmea, 16 anos de idade, 4 kg de peso. A queixa do proprietário era prurido intenso nos ouvidos e aumento de volume no pavilhão auricular direito. No exame clínico foi diagnosticado hematoma auricular direito e observado presença de secreção otológica bilateralmente de coloração escura, aspecto seco e com grande quantidade de ácaros (visualizados macroscopicamente). Foi prescrito para o tratamento da otocaríase diazinon solução otológica e selamectina. O paciente foi encaminhado para cirurgia para a correção do oto-hematoma, apresentando bom resultado. Conclui-se que o procedimento cirúrgico foi adequado.

Palavras-chave: Oto-hematoma. Cirurgia. Gato.

Fabiana Schiochet – Médica Veterinária, MSc., Aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias

da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Eloete Teixeira – Médica Veterinária Autônoma, Especialista, Porto Alegre.

Paulo Ricardo Centeno Rodrigues – Médico Veterinário, Especialista, Professor Adjunto do Curso de Medicina

Veterinária da Universidade Luterana do Brasil, Canoas.

Andréia Weber Gimosk – Médica Veterinária Autônoma, Porto Alegre.

Carlos Afonso de Castro Beck – Médico Veterinário, Doutor, Professor Adjunto do Departamento de Medicina

Animal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Emerson Antonio Contesini – Médico Veterinário, Doutor, Professor Adjunto do Departamento de Medicina

Animal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Marcelo Meller Alievi – Médico Veterinário, Doutor, Professor Adjunto do Departamento de Medicina Animal da

Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Letícia Mendes Fratini – Aluna de Graduação, Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande

do Sul, Porto Alegre.

Endereço para correspondência: Rua das Acácias, 107. Bairro Cantegrill, Viamão/RS. CEP 94450-902.

(2)

Aural hematoma in cat: Case Report

ABSTRACT

Aural hematoma is a blood accumulation within the cartilage layers of the ear pinna. It is frequently observed in dogs and rarely in cats. The exact cause of aural hematoma is still poorly understood, however, in many cases, the reason seems to be the head shaking or ear scratching, from pain or irritation associated with external otitis (usually bacterial otitis in dogs and parasitary otitis for Otodectes cynotis in cats) are responsible. The therapy objective for aural hematoma consists on identification of the main reason of the irritation, the draining of hematoma, the maintaining of the tissue supply, the reduction the fibrin storage and to avoid recurrence of the hematoma. The reported case is about a 16-year-old female siamese cat, weighing 4 kg. The owner’s complaint was severe itching in both ears and an increase in volume on right aural pinna. Aural hematoma on right ear, presence of dry and dark secretion and a lot of mites in both ears (seen macroscopically), were diagnosticated on clinical examination. The prescripted treatment for ear infestation was diazinon aural solution and selamectine. The patient was taken to surgery to correct the aural hematoma. The result was really good, so the surgical procedure was appropriated.

Keywords: Aural hematoma. Surgery. Cat.

INTRODUÇÃO

Hematoma auricular ou oto-hematoma é o acúmulo de sangue dentro da placa cartilaginosa auricular (FOSSUM, 2005). Henderson e Horne (1998) citam que os ramos da grande artéria auricular que penetram na cartilagem são a origem da hemorragia e o sangramento entre as cartilagens continua até que a pressão interna se iguale à pressão das artérias nutrizes. Fossum (2005) acrescenta que o rompimento vascular ocorre em consequência da fratura cartilaginosa provocada por movimentos de ondas sinusoides, geralmente decorrentes da agitação da cabeça. Fibrina é depositada nas paredes do hematoma, produzindo um seroma sanguinolento. Com a cronificação, a fibrose e a contração promovem o espessamento e a deformação da orelha.

Segundo Henderson e Horne (1998) a causa dos oto-hematomas ainda não é bem compreendida, no entanto, em muitos casos, é autoinfligido pelo ato de coçar e pela agitação da cabeça. As causas subjacentes compreendem as afecções inflamatórias que afetam o pavilhão auricular ou o canal auditivo externo, como as associadas a corpos estranhos, atopia, alergia alimentar, infecção bacteriana (geralmente em cães), infecção levedural, ácaros óticos (geralmente em gatos), entre outros (SMEAK, 1998). Alguns animais, porém, não apresentam evidências de otopatias intercorrentes e a formação de hematoma pode estar associada com aumento na fragilidade capilar, como por exemplo, na doença de Cushing (FOSSUM, 2005).

Smeak (1998) relata que o hematoma auricular é mais frequentemente observado nos cães e menos frequentemente nos gatos.

(3)

O diagnóstico é realizado durante o exame físico, no entanto, deve-se diagnosticar e tratar a otopatia subjacente para diminuir a probabilidade de recorrência (FOSSUM, 2005).

Com relação ao tratamento ele pode ser clínico ou cirúrgico e tem como objetivo drenar a lesão e evitar a recorrência tanto imediata quanto a longo prazo (HARVEY et al., 2004b). Henderson e Horne (1998) citam que no tratamento conservador a aspiração com agulha pode drenar o hematoma e restaurar a posição dos tecidos, caso seja utilizada logo após a sua formação, e se o hematoma tornar a se formar, a repetição da aspiração raramente é bem sucedida. Harvey et al. (2004b) acrescentam como tratamentos conservadores a drenagem com dreno de Penrose, drenagem e instilação de glicocorticoide e drenagem por vácuo. A instilação de glicocorticoide dentro da ferida é criticada por alguns autores, pois pode retardar a cicatrização, além de separar os tecidos (HENDERSON; HORNE, 1998).

De acordo com Harvey et al. (2005) o tratamento mais solidamente bem sucedido nos casos de hematomas auriculares é o tratamento cirúrgico através da drenagem incisional e sutura. Para Fossum (2005) o tratamento cirúrgico além de evitar sua recorrência, mantém a aparência natural da orelha.

RELATO DO CASO

O caso relatado é de um felino, Siamês, fêmea, 16 anos de idade, 4 kg de peso. A queixa do proprietário era prurido intenso nos ouvidos e “inchaço” no pavilhão auricular direito.

No exame clínico observou-se aumento de volume flutuante na superfície côncava do pavilhão auricular direito, compatível com hematoma auricular (Figura 1) e presença abundante de secreção otológica bilateral de coloração escura e aspecto seco (Figura 2).

(4)

FIGURA 2 – Visualização de cerume escuro e ressecado na orelha com hematoma auricular.

Junto a esta secreção foi visualizado, com auxílio de um otoscópio, uma grande quantidade de ácaros compatíveis com Otodectes cynotis. O exame otoscópico no canal auditivo externo não foi possível, pois o mesmo encontrava-se edemaciado. Foi prescrito para o tratamento da otocaríase diazinon solução otológica a cada 12 horas após limpeza prévia do canal auditivo e selamectina tópica a cada 30 dias. Esta foi prescrita também para todos os contactantes. Para correção do oto-hematoma o paciente foi encaminhado para cirurgia. Foram solicitados hemograma, creatinina, ureia, ALT e fosfatase alcalina como exames pré-cirúrgicos e todos se encontravam dentro dos valores fisiológicos para espécie.

O paciente foi pré-medicado com diazepam 0,4mg/kg IM, acepromazina 0,05mg/kg IM e butorfanol 0,2mg/kg IM. Foi administrado profilaticamente ampicilina sódica 20mg/kg IV. A indução constou da utilização de propofol 4mg/ kg IV. Na manutenção anestésica utilizou-se isofluorano ao efeito, vaporizado em oxigênio a 100%, através do sistema anestésico Baraka (aberto) com respiração espontânea. Durante o procedimento, foi administrado solução de ringer lactato de sódio intravenoso na dose de 10ml/kg/h.

Com a tricotomia já realizada posicionou-se o animal em decúbito lateral. Foi realizada a anti-sepsia na sequência álcool – álcool iodado – álcool. O conduto auditivo externo foi protegido com gaze estéril. Foi dado início ao procedimento cirúrgico incisando em forma de “S” a superfície côncava da orelha direita, expondo dessa forma o hematoma e seu conteúdo (Figura 3). Os coágulos e a fibrina foram removidos e a cavidade foi lavada com solução de cloreto de sódio a 0,9%. Utilizou-se fio mononylon 3-0 para sutura, o padrão foi isolado simples verticalmente à incisão, abrangendo cartilagem e pele da superfície convexa e côncava da orelha (Figura 4). A incisão não foi incorporada na sutura. Após o término da cirurgia foi colocada uma atadura protetora sobre a orelha apoiada na cabeça. Recomendou-se a continuação do tratamento clínico para otocaríase, além de cetoprofeno (1mg/kg), SID, por três dias, tramadol (1mg/kg), TID, por dois dias, limpeza diária da ferida cirúrgica com solução

(5)

de cloreto de sódio a 0,9% e uso de colar elisabetano. A sutura foi removida com 14 dias de pós-operatório com bom estado de cicatrização.

FIGURA 3 – Visibilização de fibrina e coágulos presentes no oto-hematoma.

FIGURA 4 – Sutura utilizada no reparo do hematoma auricular.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Conforme Harvey et al. (2004a) a causa subjacente do hematoma auricular é desconhecida e vários estudos têm sido propostos para explicar a patogenia da lesão e da sua causa. Num dos estudos, encontrou-se 59% dos cães e 76% dos gatos com hematoma auricular parasitados por Otodectes cynotis. Nesse mesmo estudo foi sugerido que os antígenos liberados pelos ácaros do ouvido, em processo de alimentação, poderiam estar envolvidos em uma ação imunomediada que terminaria em hematoma auricular. Para Leite (2002) a otocaríase por Otodectes cynotis é a causa mais comum de otite externa em gatos.

(6)

A felina do caso relatado apresentava uma quantidade significativa de ácaro, conferindo com a associação de ácaro com oto-hematoma em gatos encontrado na literatura. De acordo com Fossum (2005), o hematoma auricular apresenta aspecto patognomônico e um dos objetivos terapêuticos consiste na identificação da origem da irritação (HENDERSON; HORNE, 1998).

Clinicamente são achados altamente sugestivos de otocaríase, a presença de secreção provenientes do ouvido de coloração acastanhada (GRACE, 2004) com aspecto de borra de café (LUCAS et al., 2004) e presença de ácaros superficiais de coloração branca (MATTOS; HOFFMANN, 2008), vistos frequentemente movimentando-se em resposta ao calor do otoscópio (GRACE, 2004). Estes fatos foram também observados no caso relatado.

Alguns gatos com otocaríase apresentam quantidades maciças de cerúmen e não apresentam sintomas clínicos, ao passo que outros apresentam prurido intenso (LUCAS et al., 2004). Harvey (2004a) acrescenta que três ácaros já é o suficiente para causar patologia e o aparecimento dos sinais clínicos. No caso relatado um dos sinais clínicos era o prurido intenso, e provavelmente, este prurido provocou a agitação da cabeça e consequente autotraumatismo, originando o hematoma.

Com relação ao tratamento cirúrgico do oto-hematoma o procedimento mais comumente usado envolve incisão dos tecidos sobrejacentes ao hematoma, evacuação dos coágulos sanguíneos e da fibrina e manutenção da cartilagem em aproximação com suturas até que se consiga formar o tecido cicatricial (FOSSUM, 2005). Essas incisões podem ser retas, cruzadas, ou em forma de S. No caso descrito utilizou-se a incisão em forma de S por acreditar que atinge melhor as dimensões do hematoma, além de evitar deformidade por contratura. Um número amplo de pontos foi utilizado devido ao tamanho extenso da cavidade e para evitar a formação de bolsa e consequentemente acúmulo de fluído e recidiva do hematoma, como citado por Henderson e Horne (1998).

Para tratamento da otocaríase produtos antiparasitários são indicados. Topicamente Larsson et al (2002) citam preparações a base de piretrinas, tiabendazol, amitraz e ivermectina otologicamente. O fipronil a 9,7% também se mostrou eficaz no uso otológico num estudo com 25 gatos (UINJCENZI; GENCHI, 2000). Em outro estudo realizado por Souza et al. (2006) com 10 cães o diazinom contido em solução otológica foi eficaz no tratamento de infecções por Otodectes, com 100% de eficácia. No relato de caso optou-se pelo diazinon (e associações) pela eficácia obtida em experiências anteriores e pela facilidade de aplicação. Sistemicamente, alguns autores citam a ivermectina, a milbemicina, a selacectina e a moxidectina (LUCAS et al., 2004). Esses tratamentos são indicados porque o ácaro pode ser encontrado em outras partes do corpo (NASCENTE et al., 2006). A selamectina foi o fármaco escolhido no caso relatado, devido à sua praticidade e segurança. Esse tratamento foi indicado também para os contactantes, devido ao ácaro ser contagioso, podendo os demais animais, mesmo sem sinais clínicos, estarem contaminados (LUTTGEN, P.; ROSYCHUK, 1997).

(7)

CONCLUSÃO

Nenhuma complicação pós-operatória a curto ou a longo prazo (período de três anos) foi observada, concluindo-se que o procedimento cirúrgico foi adequado. O sucesso do tratamento cirúrgico deveu-se também ao tratamento da etiologia do oto-hematoma.

REFERÊNCIAS

FOSSUM, T. W. Cirurgia ótica. In: ______. Cirurgia de pequenos animais. 2.ed. São Paulo:Roca, cap.19, 2005, p.231-255.

GRACE, S. F. Ácaros da orelha. In: NORSWORTHY, G. D. et al. O paciente felino:

tópicos essenciais de diagnóstico e tratamento. 2.ed. São Paulo: Manole, cap.53, 2004,

p.229-231.

HARVEY, R. G.; HARARI, J.; DELAUCHE, A. J. Etiologia e classificação da otite externa. In: ______. Doenças do ouvido em cães e gatos. Rio de Janeiro: Revinter, cap.3, 2004b, p.81-122.

HARVEY, R. G.; HARARI, J.; DELAUCHE, A. J. Hematoma auricular e outras cirurgias da orelha. In: ______. Doenças do ouvido em cães e gatos. Rio de Janeiro: Revinter, cap.10, 2004a, p.225-232.

HENDERSON, R. A.; HORNE, R. D. Pina. In: SLATTER, D. Manual de cirurgia de

pequenos animais. 2.ed. São Paulo: Manole, v.2, cap.115, 1998, p.1834-1849.

LARSSON, C. E.; FARIAS, M. R.; ANDRADE, S. F. et al. Terapêutica tópica e sistêmica: pele, ouvido e olho. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica veterinária. 2.ed. São Paulo: Roca, cap.8, 2002, p.115-165.

LEITE, C. A. L. Entendendo a otite externa de cães e gatos. 2.ed. Universidade Federal de Labras: Mato Grosso, 2002.

LUCAS, R.; JORGE, F. Z.; SHIGUEMOTO, L. Uso do imidacloprid no tratamento de otocaríase em carnívoros domésticos. A Hora Veterinária, ed.134, p.5-6, 2004. LUTTGEN, P.; ROSYCHUK, R. A. W. Afecções do ouvido. In: ETTINGER, S. J.; FELDMAN, E. C. Tratado de medicina interna veterinária. 4.ed. São Paulo: Manole, cap.79, 1997, p.761-785.

MATTOS, M. J. T.; HOFFMANN, R. P. Helmintologia: diagnóstico e interpretação de resultados parasitológicos. In: GONZÁLEZ, F. H. D.; SILVA, S. C. Patologia clínica

veterinária: texto introdutório. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do

Sul, 2008, p.233-308.

NASCENTE, P. S. Et al. Otite externa em pequenos animais: uma revisão. Revista

científica de medicina veterinária. Pequenos animais e animais de estimação. v.4,

n.11, p.52-59, 2006.

SMEAK, D. D. Cirurgia do canal auditivo externo e do pavilhão auricular. In: BIRCHARD, S. J.; SHERDING, R. G. Manual Saunders: clínica de pequenos animais. São Paulo: Roca, cap.22, 1998, p.430-439.

(8)

SOUZA, C. P. et al. Eficácia do diazinon em uma formulação de uso otológico no tratamento da sarna otodécica em cães. Parasitologia latino-americana. v.61, p.176-178, 2006.

UINJCENZI, P.; GENCHI, G. Eficácia do fipronil a 9,7% contra Otodectes cynotis.

Boletim Técnico Merial, p.3, 2000.

Referências

Documentos relacionados

Nesta edição, você vai encontrar detalhes sobre as ações ajuizadas pelo Sindifisco Nacional con- tra alguns pontos da Reforma da Previdência que afetam diretamente aposentados

5 “A Teoria Pura do Direito é uma teoria do Direito positivo – do Direito positivo em geral, não de uma ordem jurídica especial” (KELSEN, Teoria pura do direito, p..

• Proporciona elementos obrigatórios que são flexíveis para diferentes maneiras de descrição flexíveis para diferentes maneiras de descrição • Proporciona elementos

Na busca de uma resposta ao problema, que teve como questão norteadora desta pesquisa, levantamento dos gastos e despesas nos atendimentos realizados e identificar qual o custo que

One of the main strengths in this library is that the system designer has a great flexibility to specify the controller architecture that best fits the design goals, ranging from

Quanto à análise dos dados, é de salientar a etapa de apresentação dos dados, realizada através de um sistema de categorias: apresentação e implementação da tarefa;

Még épp annyi idejük volt, hogy gyorsan a fejük búbjáig húzták a paplant, és Mary Poppins már nyitotta is az ajtót, és lábujjhegyen átosont a

Of these priority areas, 1123 are already protected (as protected area sites or as indigenous lands), and another 11 are areas that do not have a protection status. The