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Esboço da Lição 12
20 de Dezembro de 2015.
Isaque, o Sorriso de Uma Promessa.
Estudaremos, na lição de hoje, a fidelidade de Deus no cumprimento de Suas promessas. Deus promete, Deus cumpre aquilo que promete.
Deus chamou Abraão de Ur dos caldeus, quando ele estava com setenta e cinco anos, e Sara, sua mulher, com sessenta e cinco anos. (Gn.12:1-4).
Deus lhe faz promessas. Que promessas Deus fez a Abraão? 1ª Far-te-ei uma grande nação. 2ª Abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. 3ª Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem, e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Talvez Abraão não tenha entendido todas as promessas de Deus, mas mesmo sem entender, ele creu; e essa crença lhe foi imputada como justiça (Gn.15:6, Rm.4:3). E no v.7 desse mesmo capítulo, apareceu-lhe o Senhor, e lhe fez mais uma promessa: “A tua descendência darei esta terra”.
Abraão e Sara não tinham filhos, e já eram adiantados em idade; a que descendência da Abraão Deus daria aquela terra? Mesmo a despeito de todas as improbabilidades, Abraão creu em Deus (Rm. 4:17– 22, Hb. 11:11-12). Sara esperou o cumprimento da promessa por dez anos; quando ela estava com setenta e cinco anos, e Abraão com oitenta e cinco anos, parece que Sara entrou em desespero. Deus prometeu, é verdade, mas eu vou fazer a minha parte; vou ajudar a Deus para o cumprimento de Sua promessa. Deus nunca precisa da ajuda humana para realizar a Sua obra; Ele é suficientemente poderoso para fazer tudo que Lhe apraz. Que ideia infeliz a de Sara! Abraão gerar um filho do ventre da escrava egípcia Agar. Seria o filho gerado no ventre de Agar o herdeiro de Abraão? Seria de Ismael que viria a descendência de Abraão? Estaria Ismael na genealogia do Senhor Jesus, o Messias? Não, Sara, não; Deus não precisa da tua ajuda, Deus espera somente a tua fé inabalável. Confia em Deus até as últimas consequências, e não serás decepcionada.
Passaram-se treze anos do nascimento de Ismael, e vinte e quatro anos da chamada de Abraão. Abraão, agora com noventa e nove anos, e Sara, com oitenta e nove anos, quando Deus renova a promessa; a promessa, agora, de maneira mais dramática.
Abraão recebe a visita de três personagens celestiais; sendo dois anjos, e o próprio Senhor Jesus na sua forma pré-encarnada. Sara, conforme o costume das mulheres da época, não participava da reunião, mas, de dentro da tenda, ela ouvia a conversa. Quando ela ouviu que o anjo do Senhor anunciou que, dentro de um ano, Sara daria a luz a um filho, Sara sorriu, achando aquilo impossível (Gn.18:12). O Anjo do Senhor repreendeu Sara por esse sorriso de incredulidade e confirmou a promessa (Gn.18:13–15).
Um ano após a visita desses seres celestiais, Sara, com noventa anos e Abraão, com cem anos, nasce o filho bendito do Senhor; nasce o verdadeiro sorriso.
Uma promessa feita há vinte e cinco anos atrás, agora se cumpre integralmente. Nesses anos de espera, quantos momentos de expectativa, quantas dúvidas no coração do velho patriarca e de Sara, sua esposa.
Agora ambos sorriem, não mais o sorriso da dúvida e da incredulidade, mas o sorriso da gratidão, a promessa de Deus viva e palpável, sendo embalada nos braços de Abraão e de Sara.
Quem diria que Sara com noventa anos de idade amamentaria um filho? ((Gn. 21:5–8).
Quando Isaque foi desmamado, Abraão deu um grande banquete; pois se concentrava em Isaque a esperança da formação de um povo que herdaria a terra de Canaã, e de onde viria o desejado das nações. (Is.42:1–4).
Quando Isaque foi desmamado, Ismael estava com quatorze a quinze anos. Sara exigiu de Abraão que despedisse de sua casa Agar e seu filho Ismael (Gn.21:9–13). O próprio Deus ordenou a Abraão que ouvisse a voz de Sara e deitasse fora a escrava com o seu filho. Este caso, o apóstolo Paulo considerou uma alegoria entre a lei e a graça (Gl.4:22–31).
Deus pede a Abraão que sacrifique seu filho Isaque em holocausto (Gn. 22:1–2). Segundo Edward Reese e Frank Klassen, coordenadores da Bíblia em ordem cronológica, Isaque estava com trinta e três anos quando Deus o pede em holocausto.
Esse pedido de Deus foi para Abraão uma mui rigorosa prova de sua fé e obediência, e para Isaque um encontro com Deus. Nesse episódio, Isaque ficou conhecendo o Deus da Providência.
Deus pode submeter Seus servos às mais duras provas; mas nunca os deixa sem antes lhes propiciar meios para vencer (I Co.10:13).
Isaque aprendeu teoricamente com seu pai Abraão a conhecer a Deus e, no Monte Moriá, aprendeu na prática. Esse aprendizado norteou sua vida e sua conduta a ponto de ele ser considerado um príncipe de Deus (Gn.26:26-30).
Quando Isaque nasceu, Sara estava com noventa anos, e Sara morreu com cento e vinte e sete anos (Gn. 23:1). Portanto, Isaque viveu com sua mãe trinta e sete anos. Quando Isaque completou quarenta anos, Abraão mandou seu servo Eliézer à Mesopotâmia buscar, entre seus parentes, uma esposa para Isaque.
Na busca de uma esposa para Isaque, Eliézer, servo de Abraão, revela-se uma belíssima figura do Espírito Santo que nos foi enviado pelo Pai, para preparar a Igreja, a noiva de Cristo, para o casamento (Jo 15:26). Eliézer não falou à família de Rebeca nada a seu respeito; ele somente falou de Abraão, sua devoção a Deus, seus bens, e de Isaque, seu filho. Assim como o Espírito Santo não fala de Si mesmo; mas glorifica a Jesus (Jo.16:13).
Isaque estava com quarenta anos quando se casou com Rebeca (Gn.25: 20). Assim como Sara, Rebeca também era estéril. Foram mais cuidadosos do que Abraão e Sara. Certamente a experiência com Ismael serviu-lhes de advertência. Isaque orou insistentemente por sua mulher durante vinte anos (Gn.25:21). Isaque estava com sessenta anos quando nasceram seus dois filhos: Esaú e Jacó.
Esses dois filhos de Isaque, apesar de serem gêmeos, eram muito diferentes; tanto fisicamente, como no caráter. Está escrito que Esaú era varão cabeludo, isto é, o corpo todo coberto de pelo. Jacó era varão liso (Gn. 27:11). Esaú era varão do campo, era hábil caçador; Jacó era mais do lar, ficava sempre junto a mãe (Gn.25:27–28). Esaú era desinteressado pelas coisas de Deus, por um prato de lentilhas desprezou a sua primogenitura (Gn.25: 34; Hb. 12:16). O que significava a primogenitura? Significava que ele herdaria as bênçãos de Abraão e de Isaque, nele seria chamada a descendência de Abraão, e ele seria o precursor do Messias. Ele não era homem de fé, ele andava por vista e não por fé (II Co.5:7). Jacó, apesar das trapaças que cometia, era um homem de fé e valorizava os dons de Deus. Deus, na Sua onisciência, ou preciência, pode falar com antecipação (Rm. 9:11–13).
Isaque abençoando seus filhos.
Isaque, já muito velho, seus olhos enfraquecidos por causa da idade, sentiu que era hora de transmitir as bênçãos paternais a seus filhos Esaú e Jacó. Esaú, sendo o primogênito, receberia as bênçãos da posteridade. Parece que Isaque desconhecia a negociação ocorrida entre Esaú e Jacó; caso ele tivesse disso conhecimento, certamente reprovaria tal negociata.
Isaque chama seu filho Esaú, e, sabendo que ele era perito caçador, manda-o apanhar uma caça e preparar um gostoso guisado, do jeito que Isaque gostava. Enquanto ele saboreasse a caça, abençoaria seu filho.
Rebeca, a mãe de Esaú e Jacó, ouviu a conversa de Isaque com Esaú; e, como ela tivesse uma predileção por Jacó por ser ele varão caseiro (Gn.25:27-28), chamou seu filho Jacó e, juntamente com ele, urdiu um plano para enganar Isaque e furtar a bênção de Esaú.
O plano deu certo, Isaque foi enganado, e certo de que estivesse abençoando Esaú, estava na verdade abençoando Jacó. Quando Esaú descobriu a trama, já era tarde demais. Esaú não devia esquecer-se de que ele havia desprezado a sua primogenitura, trocou-a por um prato de lentilhas. (Hb. 12:16,17).
Mas Jacó, que passou a chamar-se Israel (foi Deus quem trocou o seu nome), não teve somente o seu nome trocado, mas também o seu caráter. Depois de um encontro pessoal com Deus, a vida de qualquer pessoa sofre uma mudança (Gn.32:28, 35:10).
De Jacó, formou-se a nação judaica, e da nação judaica veio Nosso Salvador Jesus Cristo.