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si-k- IMPRENSA EVANGÉLICA. A morte dos justos.

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ÍJIPOIITA QUE O EVANGELHO BEJA PREGADO.

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Pablica-se aos primeiros e terceiros sabbados de caJa mea.—Assigna-se oa ao escriptorio da typograpbia Perseverança, rua do Hospicio n. 91, oa por carta à redacçSo, dirigida à caiia a. 254 do correio geral.—Preço por anno 48000, semestre 28000. ,

si-K- •

VOL. IV. 5ABBADO õ DE OUTUBRO DE 1868. N. 19.

SllllMARIO.

Pags.

A morte dos justos J*-;

Origem e progresso do romauismo !*•>

Missões no Sul da África }«

Cada um de vós }*;>

Tomai livremente J*°

O menino e o echo (com estampa} j * jj

Historia ecclesiastica '*;*

Os titulos de Nosso Senhor ijí

O Espirito Santo lbl

Noticiário: Revolução em Japão. — Benignidade papal.—Ainda o

batalhão americano

*6-IMPRENSA EVANGÉLICA.

A morte dos justos.

(Continuação da pagina 13S,'.

No intuito de demonstrar que a fé, n esperança e a confiança do povo de Deus, no que diz respeito á morte e á immortalidade tém sido sempre as mesmas, quanto a seu objecto, sua base, sua operação e seus resultados benéficos e cousoladores no espirito dos fieis servos do Senhor, proseguimos na analyse de alguns exemplos recordados na própria palavra de Deus.

Deste exame saltará aos olhos de todo o pensador a distancia insuperável que existe entre o ensino e effeitos espirituaes do verdadeiro Christianismo e os do estupendo systema de trevas, duvidas e tristezas com que os estamos comparando.

A tristura com que estes ennuviam o coração, dis-sipa-se ante a luz do Evangelho, que pelo poder do Espirito Santo, esclarece o espirito do homem e lhe certifica da immoptalidade e da vida eterna para todo o que crê em Jesus Christo como seu Salvador.

Já vimos qual era o poder desta fé no animo do pa-triarcha - Jacob, que, exilado da terra da promissão, morreu na confiança dè entrar no gozo da pátria me" Ihor, isto é, a celestial.

Olhemos agora para a historia de Job, que perten -cia, como geralmente se acredita, a outra época e a outra nação. Vemo-lo atribulado como talvez nfto haja outro exemplo semelhante, e ferido-com quantos males

a malignidade de Satanaz pôde alcançar permissão de ihe impor. Privado em um só dia de todas as suas posses, e dos filhos amados, cujo bem-estar e salva-çâo elle constantemente implorava; ferido depois em seu próprio corpo de uma moléstia atroz, importunado por sua própria mulher para amaldiçoar a Deus, ator-mentado por aquelles que se diziam seus amigos, elle guardou inabalável a integridade de sua fé no meio de todos estes indiziveis padecimentos. Na amargura de sua angustia vemo-lo adorando a Deus e bemdizendo o Nome do Senhor. Da profundeza de sua tribulaçâo ouvimos a sua voz entoando em notas de triumpho, louvores ao seu Salvador. Quanto a seu próprio des-tino eterno e ás esperanças da vida futura, que con-solavam a sua alma nas vicissitudes da presente, suas próprias palavras no-las dao a conhecer: « Eu sei quo o meu Remidor vive; e que eu no derradeiro dia surgirei da terra: e serei novamente revestido da minha pelle, e na minha própria carne verei a meu Deus. Aquém eu mesmo hoi de vêr, è meus olhos hfto dc contemplar, e não outro: esta minha esperança está depositada no meu peito. » (Job. 19: 25—27 J

Como não é bella e tocante esta confiança firme, viva e eficaz, que dá a força de uma realização actual ás promessas e aos gozos do eterno e, pelo emquanto, invisível porvir. A fé que é a substancia das cousas que se esperam, e a evidencia das cousas que não apparecem, vigorava no coração deste antigo servo de Deos com uma virtude que todc o poder e artes de Satanaz nfto podiam vencer.

Quão differente é tildo isto d'aquillo que provéji dos dogmas e do ensino que escondem o unic-o Sal-vador com o véo de um ritual imponente e ceremonia'3 supersticiosas inconseqüentes e contradictorias. 3, E' tambem interessante o contraste entre o modói pelo qual Job encarava a morte dos membros de sua família e aquelie inculcado pelo systema ante-evan-gelico que prevalece em nossa sociedade.'Como sacer-dote de sua familia Job suffragava seus filhos em quanto

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146 IMPRENSA EVANGÉLICA. vivos, offerecendo holocaustos por cada um delles, e

intercedendo a Deos para que lhes perdoasse os peccados e os salvasse. (Vede Job 1:4.) Mortos, porém! em um , só dia,, todos os seus filhos, nfto se lembrou de suffragios pelo repouso eterno de suas almas. Submisso á vontade de Deos, como se vira ao invisível, a sua fé triumphou. Prostrando se em terra adorou prorompendo nestas sublimes palavras : « O Senhor o deu, o Senhor o tirou; como foi do agrado do Senhor, assim succedeu: bemdito seja o nome do Senhor. » [ Job 1: 21).

Que bella e apropriada oração necrologica encerra-se nestas expressões cheias de humilde, mas inabalável confianga no Deos da eternidade.

Estes mesmos sentimentos imperam nos corações de todos os que conhecem e amam a Deos em verdade, e pelas mesmas palavras os fieis crentes em Jesus Christo manifestam a sua fé e as esperanças que esta lhes inspira.

C Continua).

Origem e progresso do romanismo.

(Continuação da pag. 140).

No meio destes séculos de trevas, foi estabelecida na igreja romana a doutrina da transubstanciação. No quarto Concilio Laterano, convocado por Innocen-cio III no anno de 1215, foi posto o sello da infalli-bilidade ao dogma que ensina que uma pobre crea-turà pèceaminosa pôde transsubstanciar uma hóstia no corpo, sangue, alma e divindade d'aquelle, que foi pregado no Calvário em uma cruz. Assim faz-se dia-riaménté um arremedo de sacrifício, que é offerecido pelo sacerdote romano, que virtualmente imputa im-perfeição ao sacrifício perfeito do Redemptor. Deste modo os leigos são illudidos por um sacrifício incruento, con-trario ás palavras do apóstolo : — « Sem effusão de san-gue não ha remissão : » (Heb. íx: 22) e se é tao infalli-velmente justo adherir á letra da Escriptura em rela-ção a comer o pão , não será tão infallivelmente injusto prohibira participação do calis na celebração deste so-lemne sacramento ? Antes do século xm, o bárbaro epitheto de transsubstanciação era desconhecido no '"

mundo ecclesiastico; porém Innocencio, o atrevido inventor, atacou a liberdade do christao em sua mais doce communhão com seu Senhor, substituio um sentido tíarnal a uma fé verdadeira, e foi tão cego Jipre nftò comprehendeu que as palavras de Jesus %r»m « espirito e vida. • Estando o povo tfto de-gradado que se submetteu a um dogma tal , nao é *de admirar que o mesmo pontífice, a cerca do . mlsfflo tempo , instituísse a ordenanca, completamente

"nova

ie espúria da confissão- auricular a um sacerdote

suas riquezas. Por meio desta nova ordenanca da confissão auricular, conseguiu entrar nos arcanos das consciências , e arrancar todos os segredos dos homens em relação a toda a sua própria vida e a vida dos outros; e nfto contente com remittir meramente as offensas ecclesiasticas segundo o mando de Christo, irapia-mente levantou suas mãos para tirar de seu throno ao Principe da vida, que somente pôde dar « o arre-pendimento a Israel, e a remissão de peccados. »

Faltar-nos-hia, porém, o espaço preciso para des-crever completamente o progresso do erro nestes se-culos de escuridão e ignorância. Seu progresso im-petuoso era como o de uma torrente que corre por um terreno inclinado, derrubando todos os obstáculos e barreiras e assignalando com a morte seu curso de desolação. A torre desta Babel papal levantou-se até ás nuvens do céo, e a indignação do Todo-Poderoso estava quasi a fulminar seus edificadores. As nações perderam todo o verdadeiro conhecimento de Deus— ás doutrinas e aos deveres do christianismo, foram substituídos ritos o ceremonias as mais revoltan-tes —as almas dos homens foram submettidas a um jugo de ferro — e a moral desprezível de uma igreja

anuinada exigia uma grande mudança espiritual. Tentaremos agora delinear em segundo lugar esta extraordinária mudança, usualmente chamada Rfforma Protestante. As trevas e superstição de que temos fallado, não vinham mais manifestamente do Satanaz, do que a bemdlta reforma, mostrou-se como desígnio c feito do Senhor. Não se supponha, uo emtanto, quo não havia testemunhas da verdade de Deus — ninguém que se oppuzesse ao homem do peccado em sua car-reira diabólica , até o século xvi ! Nos séculos mais negros da historia ecclesiastica havia em campo mui-tos soldados valentes da cruz, os quaes davam teste-munho contra a corrupção, que entfto prevalecia. Quando pois, ignorante e insolentemente perguntam: — Onde estava vossa religião antes de Luthero ? — podemos replicar : Não somente na palavra do Deus e entre os padres dos tres primeiros séculos; vivia até no meio das perseguições que se suecederam, e era sustentada pelos gemidos e gritos dos martyres moribundos ou pela sua inabalável fortaleza. Identifi-camo-noB com a multidão, que na Bretanha, Irlanda, França e Itália, protestou contra as ambiciosas pre-tençOes do pontífice romano como principe secular e bispo universal. Queremos ser classificados com Lefto Isauriano, e com os milhares de seus contemporâneos que foram assassinados por sua opposição ao culto das imagens; e pretendemos a consangüinidade desses des-temidos reformadores, Rebanus e Scotus Erigena, e especialmente com Cláudio bispo de Turin, que uo século íx se oppôz, com zelo apostólico, aos erros que o cercavam, e viveu e morreu na crença da grande doutrina protestante de justificação somente -Antes deste tempo, o clero romano tinha esbulhado .

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IMPRENSA EVANGÉLICA, Emquanto o veneravel bispo deTurin sustentava

no occidenta a lâmpada da verdade divina, no oriente se levantava pelo mesmo um grande corpo de irmãos protestantes debaixo de circumstancias mui interessan-tes. Se houvéssemos de julgal-os pelos escriptos de seus inimigos, stigmatizal-os-fiiãmoa como Manicheus heréticos, porém devemos Ièmbrar-nos que os romã-nistas chamam heresia o modo porque Luthero, Cal-vino e todos os mais Reformadores adoravam o Deus de nossos pais. O dedo da Providencia manifestou-se maravilhosamente em sua origem. Um diacono chris-tão, que tinha sido lançado na prisão pelos maho-metanos, escapou de sua cella e chegou em sua fuga & habitação hospitaleira, posto que pobre, de um constantinapolitano, que morava perto de Samosata. Para agradecer-lhe a bondade que tinha mostrado para com elle3 o diacono ao partir fez-lhe presente de um Novo Testamento. Este foi como a agua para a terra sequiosa. Estudou-o com grande fervor, seu entendimento tornou-se illuminado e sua alma alegrou-se nos oráculos vivos da verdade ; e da • abundância de seu coração, • começou a procla-mar a seus patrícios as inapreciaveis riquezas de Christo. Grande multidão de pessoas se reuniam apressuradas para ouvir a mensagem de uma salva-çao gratuita, e em pouco tempo a Ásia abundava nas simples doutrinas, que elle pregava. Seus disci-pulos foram chamados Paulicianos em razão do grande apreço em que tinham as epístolas do grande apos-tolo dos gentios. Seus ministros eram perfeitamente iguaes, pois 'que entre elles nao havia superiores e inferiores, comprehendiam e explicavam os sacramentos do Baptismo e da Ceia do Senhor de conformidade com a Escriptura; regeitavam inteiramente o culto da Yirgem, a adoração da cruz, e todas as formas pomposas da superstição ; e nao reconheciam como mediador senão ao Senhor Jesus Christo. Porém a espiritualidade de suas doutrinas, e a pureza de suas vidas excitaram o ódio dos sustentaculos da idolatria ; e é de crer que tinham aprofundado muito suas raizes na terra, pois que sustentavam os hor-rores de uma perseguição de cento e cincoenta annos, até que a final os inquisidores ^da cruel Theodora, seme-lhantes a cães sanguinolentos, os caçavam por toda a Asia-Menor; e por meio da forca, do fogo e da espada, cerca de cem mil destes devotados servos de Deus foram elevados á categoria de martyres.

(Continua.)

meira vista parece ser um numero excessivo de mis-sionarios para ministrarem ás necessidades espirituaes de uma população qúe nao passa d'um milhão de almas. Porém devemos nos lembrar que essa popula-çao está espalhada n'uina grande extensão sobre uma área para mais dum milhão de milhas quadradas. Cremos que a esperança de conseguirmos bons resultados em partes longiquas, justifica o grande dispendio que fazemos na comparativamente pe-quena população da Colônia e nos territórios adja-centes. O Sul da África é um dos lados mais acces-siveis para penetrar-se em muitas partes desse con-tinente, cuja população está presentemente calculada em 180 milhões de almas.

MissSes no fnl da África.

Dentro e perto da Colônia do Cabo, quatro das prin-* cipaes sociedades inglezas de missOes, uma Ameri-cana, duas Escocezas e cinco estrangeiras occupam cerca de 224 estações principaes, e empregam quasi 270 missionários, afora os ajudantes nativos. A

pri-Os HOTTONTOTES.

Os Hottontotes de toda Colônia do Cabo montam entre puros e mestiços a 79, 996. Muitos d'elles estão se elevando na escala de educação, civilisação e reli-giao. Elles estão sob o cuidado dos missionários da sociedade missionária de Londres. Sua lingua é Hol-landeza, posto que muitos dentre elles sabam fallar inglez. N'uma de suas cidades, que contem mais de mil almas, edificaram uma capella que acommoda cerca de selscentos individuos. Ella é enchida de ado-radores bem comportados e vestidos decentemente; porém a localidade nao tem missionário residente.

OS CAFBBS.

Os Cafres sao uma bella raça de povo. Muitos têm cabeças bem conformadas e são d'um aspecto tfto agra-davel como os próprios europêos.

Elles caminham erectos com passo firme, e, quando se offerece occasião, mostram muita agilidade. Antes que tivessem a facilidade d'um correio regular, um Cafre duas vezes por semana trausportava uma mala de jornaes sahindo de Cape-town depois de escurecer, e os entregava na fortaleza Beauíort, no dia seguinte ao romper do dia, tendo viajado 11 léguas. O correio da Colônia do Cabo para o natal está levado a dis-tancia de mais de 100 léguas pelos Cafres a pé. Os negociantes e os missionários freqüentemente enviam livros e outros artículos na mala, que algumas vezes a tornam uma carga mais apropriada para um animal

do que para um homem. •>'

A língua cafee.

A liugua Cafre é talvez fallada por um milhão de individuos no Sul da África, e alguns milhões uo centro da África, donde os Cafres do Sul parecem ter

Btai-grado.auu. {•• tt,t>- •*. ã

O seguinte incidente sem duvida interesserá* nossos • :* v

.* j. ¦

leitores.

UMA JINGANÇA AFRICANA.

Dous homens no Sul da África brigaram, a tora* ram-se inimigos irreconciliaveis. Um- delles <um* occasião achando uma filhinha de seu inimigo qp vai» J.

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148 IMPRENSA EVANGÉLICA. a°-arrou-a e cortou-lhe ambas as mãos; e como

en-viasse a pobre menina para a casa gritando, e visse o sangue correr de suas munhecas, disse." « Eu tenho tido a minha vingança. » Passaram-se annos. A me-mina havia crescido e estava quasi uma mulher feita. Um dia veiu á porta da casa de seu pai um pobre cheio de cfts e muito debilitado, que pedia alguma cousa para comer. Ella immediatamente reconheceu o homem cruel que lhe cortara as mãos. Ella entrou na casa e ordenou aos servos que lhe levassem leite e pfto tanto quanto elle podia comer, e então assentou-se perto delle em quanto elle comia. Logo que elle acabou ella deixou cahir a mantilha que occultava suas mu-nhecas, e mostrando-ltfas, exclamou : « Eu tenho tido a minha vingança! » repetindo assim a mesma frase que o homem cruel dissera quando a mutilou. O ho-mem ficou prostrado com surpreza e humilhação. O segredo disto é que a moça no intervallo havia-se tornado christft, e tinha aprendida a significação deste texto: « Se o teu inimigo tiver fome, da-lhe de comer se tem sede, da-lhe de beber, porque se isto fizeres, amontoarás brazas vivas sobre a sua cabeça. » Ro-manos XII. 20.

Cada um de vós.

Deus ressuscitando a seu Filho, vol-o enviou primei-ramemte a vás, para que vos abençoasse: afim de que cada um se aparte de sua maldade. (Acts. ni: 26.)

Jofto Bunyan, o vagabundo caldeireiro do condado de Bedford, que tornou-se um pregador do Evan-gelho e escreveu a famosa « Viagem do Chtistao », comprehendeu pela mudança operada em seu coração, o poder da graça divina. Em um de seus sermões elle representa a plenitude da salvação offerecula em Christo, e que elle mesmo tinha experimentado, pelo seguinte dialogo;—Quando os que crucificaram a Christo exclamavam no dia de Pentecoste:—« Que faremos nós, varOes Irmãos? •--Pedro resdondeu:—« Arrepen-dei-vos; e cada um de vós seja baptizado. » Não ex-cluo nenhum de vós; porque sou mandado pelo Se-nhor para tratar comvosco individualmente, pela palavra da sua salvação.

Objecção:—Porém eu fui um d'aquelles que cons-piraram para matal-o. Posso ser salvo por Elle?

Pedro:—Todos vós podeis.

Objecção:—Porém, eu fui um d'aquelles que levan-taram falsos testemunhos contra elle. Haverá graça

para mim?

- Pedro:—Para todos vós.

Objecção:—Porém, eu fui um daquelles que excla-maram:—« Crucifica-o! Crucifica-o I » e desejei que Bar-rabás,. o assassino, vivesse antes que Elle. O que gen-sais vós que será feito de mim?

Pedrol—Eu sou mandado para pregar o arrependi-mento e a remissão de peccados a todos vós. £Objecç8o:—Porém, eu fui um daquelles que cuspiram

om sua face quando Elle estava perante seus aceu-sadores. Fui tambem um d'aquelles que zombaram d'Elle quando em angustia derramava sangue sobre o madeiro. Haverá lugar para mim?

Pedro:—Para todos vós.

Objecção:—Porém, eu íui um d'aquelles que em sua agonia, disse: « Dá-lhe fél e vinagre, para beber. » Porque não esperarei tambem a mesma cousa quando a angustia e o crime estão sobre mim?

Pedro:—« Arrependei-vos dessas vossas maldades e haverá remissão de peccados para todos vós. »

Objecção:—Porém, eu zombei d'Elle, odiei-o! Rego-zijei-me em vêl-o affrontado pelos outros. Pôde haver esperança para mim?

Pedro:—Para todos vós. « Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Nosso Senhor Jesus Christo para a remissão de vossjs peccados e recebereis o dom do Espirito Santo.

i Oh! quão ditosas não sao estas palavras: cala um de vós ! »

Pedro estava desejoso, e o Senhor Jesus pelo seu ministério, para apanhar aquelles assassinos com a palavra do Evangelho, para que se tornassem mo-numentos da graça divina.

Nao queria que ninguém escapasse ás mãos da mi-sericordia.

Oh! como é maravilhoso saber que sobre lodo o resto do mundo, sobre todos os outros homens, estes, os próprios assassinos do Salvador, tivessem primeiro a offerta da misericórdia!

Tomai livremente.

Um navio navegava no Atlântico do Sul, quando de repente a sua tripolação avistou ao longe outra embarcação, que fazia-lhe signal, pedindo soecorro. O capitão dirigio-se para o navio necessitado e sau-dou-o, perguntando á sua tripolaçfto qual o motivo porque o tinha chamado.

«Nós estamos morrendo por falta de água,» foi a resposta.

«Tirai-a então do mar! » lhes tornou elle. «Vós estais ua bocea do rio Amazonas ! »

Aquelles marinheiros estavam alli sequiosos, sentiu-do miséria e temor, e desejosos de matar a sua sede, e persuadidos de que nada havia em torno de si se-nao as águas salgadas do Oceano, sem saberem que estavam na embocadura do maior rio do mundo.

Posto que lhes parecesse que morreriam de sede, nfto obstante havia cem milhas de água doce em torno delles, e nfto tinham mais que fazer senfto tiral-a.

Jesus Christo disse : «Se qualquer tem sede, venha a mim e beba.» «E o Espirito e a Esposa dizem : vem, e o que ouve diga, vem, e o que tem. sede, Venha.» Alma sequiosa: ao derredor de vós está cheio de água; «tirai-a I» e bebei, e nunca jamais tereis

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IMPRENSA EVANGÉLICA. 149

O menino e o echo.

Porventura, já tendes ouvido um echo? Se profe-rirdes vosso nome em alta voz em alguns logares de altos montes ou entre grandes rochas, ouvi-lo-heis repetir, já de um lado, já de outro, tao distinctamente que julgarieis que alguém vos estivesse vendo e chamando.

Uma occasião um menino, que n5o conhecia os effeitos do echo, passeava em uma montanha. Jul-gava-se sósinho e gritou; porém, com grande surpreza sua, ouviu logo uma voz, como se alguém zombasse delle. Zangou-se, pois, e foi om busca de quem o arre-medou; porém nao encontrou a ningucm,e então começou a desafiar e a chamar de nomes -feios e duros ao menino por quem se suppunha insultado, porém todas as suas coléricas palavras volveram para elle. Quando estava cançado, voltou para casa e contou a sua mai que um menino lhe havia chamado nomes baixos e fetos. A mai ouviu as queixas de seu filho, e reco-nhecendo logo de onde tinham procedido os nomes de que elle se queixava, disse-lhe:

— Meu filho, esses nomes nao eram senão o echo da tua voz. Se houvesses proferido palavras carinhosas, terieis ouvido essas mesmas.

ÉkW ÁmmjmmL

^t IHT f*p*~ J^^^ajtjf .JM.tâmm. m.JiBKSr!»

assim conseguireis crear um pequeno céo em vosso coração.

Assim succede muitas vezes na vida. O procedimento de outros para eomnosco, é muitas vezes- o echo dos sentimentos de nossos corações para com elles. Se em nossos coraç0e3 nutrirmos cholera e falta de caridade para com os outros, e se patentearmos estes senti-mentos em nossa vida, os outros sem duvida nos tratarão do mesmo modo; sc nós, porém, amarmo-los, elles nos corresponderão.

t Amai-vos uns aos outros, » diz a palavra de Deos a todos. O caminho de um christao cujo coração está cheio de amor para com seu próximo, está sempre allumiado e brilha de luz do céo; as doces flores da felicidade nascem á sua beira, e a atmosphera que cria ao redor de si está cheia de musica suave, de palavras... carinhosas e cânticos alegres. Andai nesta senda de paz, amando a Deos sobre tudo o mais, e ao .vosso! próximo como a vós mesmo; amai até aos vossos inimigos, se porventura, tiverdea alguns, pois

Historia ecclesiastica. (Continuação da pag. Ü3.J

Século i.

Estado do mundo no principio da éra christã. — Vida e morte de Chrlsto. — Extraordinário suecesso do evangelho.—Fôrma e ordem das igrejas primitivas. — Heresias e perseguições.

A historia da igreja christã começa com o nasci-mento de Christo, que é a sua cabeça. Poderia dizer-se quo a igreja começou quando Christo commissionou seus discípulos para irem e baptizarem em seu nome; porém, não foi organisada na fôrma em que o Novo Testamento noi-a apresenta, até o dia, de .Pentecoste quando o Espirito-Santo promettido foi derramado sobre elles, t para guial-os em toda a verdade. » Então os apóstolos foram dotados com virtude lá do alto, e foram completamente habilitados para a sua obra. Depois d'isto vemol-os sob a direcçao do Espirito-Santo, que semduvida os dirigiu em todos os seus actos públicos e magisteriaes, e em seus escriptos; pelo menos, superintendeu e dirigiu sua conducta, para que fossem preservados de todo o erro. Por isso a igreja christã é chamada o « ministério do Espirito. » (n.Cor. iii: 8).

Os dous sacramentos da igreja christã, o baptismo e a ceia do Senhor, foram instituídas por Christo mesmo; porém os officios particulares da igreja, sua fôrma de culto e o seu modo de governo e disciplina, foram deixados para serem estabelecidos pelo3 Apos-tolos, como a occasião requeresse, sob a direcçao do Espirito-Sante.

Póde-se dividir a historia da igreja em interna e externa. A interna conta-nos a puridade de sua dou-trina, a piedade de seus membros, a natureza de suas ceremonias, seu modo de culto, sua disciplina e suas instituições. A externa trata do que diz respeito á sua extençao, sua prosperidade exterior e seu suecesso.'

A respeito do tempo, a historia da igreja póde-se também dividir em quatro períodos bem distinetos; 1.° Desde o nascimento de Christo até Constantino o Grande, o primeiro Imperador christao, no principio do quarto seeulo. 2." Desde Constantino até Carlos Magno, rei de França, no seeulo oitavo, por quem o poder papal foi grandemente promovido. 3.» Desde Carlos Magno até Luthero, por quem a reforma foi encetada, no principio do seeulo XVI. 4.* Desde*: Luthero até os nossos dias. Estes quatro períodos principaes pódem-se também subdividir em seculosT *

Diz-se na Biblia que a vinda de Christo, quatro * mil annos depois da - creação do mundo, foi no cum- * primento do tempo. (Gal. iv. 4). D'aqui vemos ^que na providencia de Deos, havia uma. apropriada pre-paração e disposição no estado do mundo para stía

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150 IMPRENSA EVANGÉLICA. No tempo em que Christo nasceu, o Império

Ro-mano estendia-se quasi sobre todo o mundo então conhecido, e achava- se no auge de sua gloria firmado sobre « pernas de ferro. » Dan. II 34. As artes e sei-encias haviam também chegado ao seu maior desen-volvimento no mundo gentilico, e a philosophia havia exercido todo o seu poder. Porém, apezar de tudo isso, quanto a tudo que diz respeito á religião, o mundo jazia n'uma condicçfto deplorável. Entre os judeus o culto do verdadeiro Deos era ainda mantido; porém, d'um modo já degenerado Elles substituíam as dou-trinas de Deos pelos mandamentos dos homens, e eram mui devotos das fôrmas externas da religião, emquanto o espirito ea moralidade d'ella estavam quasi extinetos. Os Judeus dividiam-se em tres seitas principues:-— a dos Fariseus, a dos Sadduceos' e a dos Essenios.

A primeira era a mais numerosa e popular. Glo-riava-se da sua restricta observância das ceremonias externas da religião. Aecrescentavam muitas cousas á lei de Moysés, sob a autoridade dos seus doutores; ás quaes addições chamavam tradições dos antigos. Porém, sua religião não era mais que uma fingida pretengão. Os Sadduceos eram uma espécie de scep-ticos daquelle tempo. Elles negavam um estado fu-turo, regeitavam as Escripturas dos judeus, excepto os cinco livros de Moysés, e consideravam a religião como uma mera matéria de estudo politico. Muitos dos ricos e dos que oecupavam altos empregos, per-tendam a esta seita.

Os Essenios eram uma espécie de ordem monastica. Retiravam-se da sociedade e gastavam o seu tempo

em e devoção.

Lemos tambem dos Herodianos; porém é provável que elles nfto fossem tanto uma seita religiosa, como um partido politico. Eram os que mais favoreciam a Herode o Grande e ao governo que elle exercia sob a autoridade dos romanos.

O estado da igreja judaica clamava por uma re-forma. No mundo gentilico o conhecimento do ver-dadeiro Deus estava quasi inteiramente extineto. O mais desgraçado polytheismo e idolatria prevaleciam em toda a parte. Foi completamente feita a desço-berta, e inteiramente demonstrada a verdade practica, que o mundo pela sabedoria não conheceu a Deus. (i Cor. 1: 21.) Parece uma regra que Deus se tem proposto permittir ao homem provar suas próprias forças pri-meiro e dispensar a sua ajuda extraordinária só quando todos os outros meios tiverem falhado. A ex-tremidade do homem é a opportunidade de Deus, diz o adagio. Assim é,—elle exalta o seu próprio poder e abate a soberba dos homens.

Uma esperança geral existiu nfto somente entre os judeus, senfto em todo o Oriente, fundada sobre as predicçOes dos prophetas judaicos, de que um perso-nagem mui extraordinário se levantaria neste tempo em Judéa, o qual estabeleceria um reino sobre todo I

o mundo. Daqui nasceu o medo de Herodes, quando soube que Christo tinha nascido Rei dos judeus, e a conseqüente morte das crianças de Bethlem. (S. Matt. n: 1—16.) Tácito, Suetonio e Josepho, todos historiadores fidedignos d'aque lies tempos, faliam muito expressamente desta esperança como muito geral em todo o Oriente, e como fundada nas predicções dos livros sagrados. Tambem Virgílio claramente allude a esta esperança; e no seu 4.° Eclogue, com a epi-grapho A Pollio, usa quasi a mesma linguagem de alguns prophetas a respeito do Messias.

A fumiliaridade geral com a lingua grega que en-tão era conhecida por todo o Oriente, em consequeu-cia das conquistas de Alexandre o Grande, e a pre-via traducção das Escrituras Hebraicas para aquella lingua, pela direcçâo de Ptolomeu Philadelpho, sem duvida alguma eram meios providenciaes que Deus apparelhou para preparar o caminho do Senhor, e facilitar a pregação do evangelho. O estado de paz geral que existia por todo o Império Romano de-baixo do prospero reino de Augusto Cezar, foi espe-cialmente conveniente para a cheg"ada do principe de paz. No cumprimento do tempo, quando Deus na sua providencia tinha assim preparado o mundo para elle, Christo appareceu. Seu nascimento foi milagro-so e acompanhado de extraordinárias circumstancias; porém sua condição, em conformidade com as anti-gas profecias, foi baixa e desprezível. Elle não tinha belleza, nem formosura, e vimol-o, e não tinha ap-parencia do que era. Is. lui : 2. Até que elle en-trasse em seu ministério publico, na idade de trinta annos mais ou menos, pareceu sempre ter vivido com seus pães em pobreza e obscuridade, e excitado pouca ou nenhuma attencão publica. Elle foi pre-cedido por João Baptista, cujo ministério parece for-mar uma união entre as dispensagões christã e ju-daica.

Elle participava de ambas, mas verdadeiramente não pertencia a nenhuma.

lor elle Christo foi baptisado no Jordão, e assim foi consagrado para o seu officio de sacerdote ; e no mesmo tempo recebeu a unção do Espirito Santo, o qual desceu sobre elle como pomba. Sua commissfto e autoridade como um divino ensinador, foram an-nunciada3 por uma voz milagrosa do céo, que dizia :

«Este é meu Filho amado, no qual tenho posto a minha complacência.» S. Matt. ui: 16, 17. Durante o seu ministério publico, o qual durou cerca de tres annos, elle manifestou a mais inteira devoção á glo-ria de Deus e ao bem do homem. Vivia uma vida a mais innocente e santa, ensinou as doutrinas mais puras e celestiaes, e confirmou seu divino caracter pelos mais extraordinários milagres.

Porém os judeus que esperavam um libertador tem-poral em seu Messias, offenderam-se com elle, e pela influencia que tinham sobre Pilatos, o governador

(7)

ro-IMPRENSA EVANGÉLICA. mano, procuraram sua concifixfto. «Elle foi contado com

os mal fei tores, c feridos pelas nossas iniquidades. Is. LIU : 5. Porém, uo terceiro dia, conforme sua própria predic-ção, resurgiu dos mortos, e depois de encontrar-se com seus discípulos, o conversar com elles em va-rias occasiões, pelo espaço de quarenta dias, subiu ao céo e assentou-se á ínfto direita da magestade nas alturas.

( Continua.)

Os titulos de nosso Senhor.

0 FlADOR

tjia-st Reb. vn: 19—22, Lev.'!, haias lui, Rom. v: 12—21, 2 Cor. v: 21 Heb. vm.

Vejamos qual seja a significação da palavra fiador. O fiador é uma pessoa qUe promette satisfazer a divida por uma das partes contratantes em um pacto, se aquella parte se reconhecer perdida, e sem poder pagar. Assim S. Paulo tornou-se fiador para com Fi-leinon por Onesimo. ("Philemon 18, 19).

Assim Judá tornou-se fiador para com seu Pai pelo seu irmão Bejamim (Gen. xlii 37); e assim Christo tornou-se fiador para com Deus por nós.

Porém o que foi o pacto ?

Originalmente era um pacto de obras. Obediência e vida,—peccado e morte, (Gen. n: 17, m; 17, Isaías í: 19—20). Este pacto foi quebrado por Adão e liva pt-ccando contra Deus por comer do fructo prohibido; e como tinha sido feito com Adão, como o represen tante de todo o gênero humano, cada utn de nos peccou nelle, e cahio com elle na sua primeira trans-gressão. (Rom. v: 12—20).

Se, então, vós e eu estamos para ter vida e feli-cidade, alguma cousa hade ser feito por nós, e assim Deus, em seu amor, entra em uiu melhor pacto: Elle nos revela o pacto de graça. (Heb. viu: 6).

O que é isto ? E' o fructo do soberano amor de de Deus, (João iu: 16, Col. i: 19), pelo qual Elle assegura bênçãos espirituaes para todos que crêem em Christo, (Eph. i: 3—6). E' o melhor pacto por-que Jesus é o nosso fiador.

Consideremos: O pacto original tinha dito: « Pec-cado, e morte, » (Ezeq. xvm: 4); e assim todos nós temos peccado e quebrado a parte que temos no pacto, (Ps. xnl: 2, 3, Rom. iu: 19—23); a morte é a nossa herança, (Rom. v: 12). Porém aqui se apre-senta, nosso fiador. Elle leva os nossos peccados, (isais Lin: 6); soffre a morte sobre a cruz por nós, (S. Pedro n: 24); resgata-nos da maldiçfto da lei (Gal. m: 13), e assim somos livres da morte, que era di-vida aos nossos peccados, (Heb. ii: 14—15). Ainda mais, o pacto originaltinha dito: « obediência e vida, » (Rom. x: 5), e assim como todos nós temos faltado em nossa obediência, nenhum de nós pôde ter

espe-rança de vida pela lei, (Gal. in: 2i, 22, Ef. iv: 18). Porém, aqui nosso fiador se apresenta: o que não podíamos fazer, Christo tem feito por nós; Elle tem cumprido u lei, tem sido obediente, em todas as cousas, (João xv: 10, Phil. n: 5-8, Híb. v: 8), e assim somos feitos justos. (Rom. v: 19).

Vós credes isto? (Gal. n: 20); se assim é, louvai a Deus por Jesus Christo, como vosso fiador, (2 Cor. v: 21), e lembrai-vos de que, como somos justamente punidos pelas nossas offensas, assim tambem podemos ser misericordiosamente perdoados pela bondade de Deus por meio de Jesus Christo nosso Salvador. (Rom. vi: 23).

O Espirito

$auto-Sfto Judas, escrevendo a alguns que haviam sido altamente privilegiados, e provavelmente ensiaados e baptisados pelos mesmos Apóstolos, disse-lhes no ver-siculo 19 da sua epístola, que elles nao tinham o Es-pirito Santo ; e nosso Senhor Jesus Christo nos en-sina claramente que só o homem que nasceu outra vez, que tem sido renovado e convertido pelo Espirito Santo, pôde entrar uo reino de Deus. S. Joftoiu:3, 5. Vemos, pois, que as Escripturas ensinam expressa-mente que todo o que morre sem que tenha o Es-... „•• é perdido para sempre. Porém Jesus

pinto Sumo, í=nJoaDeU8

que nos dè esse diz-nos tambem que, peu... d(j g MatheuSj Espirito, diir-nol-o ha. No cap. vn -. . .^ p vv. 7—11, diz elle: Pedi, c dar-se-vos-ha; ou„^. ' tirhnivis ; balei, e abrir-se-vos-ha. Porque lodo o que pede; recebe, e o que busca, wlia ; e a quem bate, abrir-se-ha. Ou qual de vns pur ventura c o homem, que, se seu filho Ibe pedir pão, Ibe dará uma pedra ! Ou por ventura, se lhe pedir um pei.ce, lhe dorá uma serpente? Pois, se vós outros, sendo máut, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanlo mais rossu pai, que estd nos céos, dará bens, ou espirito bom, como está em S. Lucas xi : 13, aos que llie* pedirem.

Querido leitor, se quereis alcançar a vossa salvação, e ainda não estais convertido e tambem nfto tendes ainda o Espirito Santo em vosso coração, orai por elle em nome de Jesus Christo. Orai freqüente e fervorosamente :

— Pai Celeste, dá-me tu o Espirito Santo ; con-ver-te-rae e satifica-me por amor de Jesus Christo.

S Paulo ensina : Se algum não lem o espirito de Chris-to, este tal não é delle. Rom. viu.: 9. Se um homem nfto tem o Espirito Santo, é impossível que tenha san-tidade no coração, e sem a sansan-tidade ninguém verá a Deus. Heb. xn : 14.

Sem que tenhamos o Espirito Santo em nosso co-ração, não somos christãos aos olhos de Deus, ainda que outros nos chamem assim, ou que nós mesmos nos julguemos taes.

(8)

152 IMPRENSA EVANGÉLICA.

noticiário.

A correspondência de Paris de 8 de Agosto, inserta no Jornal do Commercio de Revolução em Japão. 9 do corrente, dá as se-guintes noticias do Império do Japão , que póde-se intitular' a • Hespanha do Oriente.

« Decididamente as cousas no Japão vão muito mal; os receios exprimidos na minha corresponden-cia passada, de que as potêncorresponden-cias estrangeiras , por muito que o nfto quizessem, se vissem implicadas nas perturbações do paiz, começam a se realisar. As noticias que de lá temos alcançam a 6 de Junho, e não têm nada de favorável. O Mikado, que tão de mal se tinha mostrado para com os estrangeiros, dando completa satisfação a todas as suas reclama-çOes, lançou subitamente a mascara em fins de Maio, ê publicou na Gazeta de Kioto, que é a folha oficial, o seguinte decreto, que foi depois afixado nas prin-cipaes cidades do Império, e mesmo ás portas de Yokohania: « A abominável religião christft é abso-lutamente prohibida. Todo o indivíduo, que se não conformar com o presente edicto, deverá ser entre-gue ás autoridades competentes, e aquelles que o en-tregarem receberão uma recompensa. » Ao mesmo tempo as autoridades de Osaka receberam ordem de se oppôr á acquisição de terras pelos estrangeiros. O. decreto do imperador encheu de verdadeira con-sterhaçào toda a colônia européa: e como em pre-seriça-de um tal acto era impossível que os plenipo-tenciarios estrangeiros se calassem, immediatamente cada um delles dirigio aos principais ministros impe-riaes a nota seguinte .

« O abaixo assignado não pôde deixar do exprimir a SS. EEx. o profundo sentimento de desgosto, e o espanto, que lhe causou a proclamaçao imperial. Este decreto é injurioso á religião professada por todas as naçOes com quem o Japão concluio trata-dos, e ao mesmo tempo contrario ás protestações de sympathia e consideração que o governo de Sua Ma-gestade o Mikado alta e publicamente lhes expri-mio; ao mesmo tempo faz reviver antigas disposi-çOes, que motivos políticos podiam talvez explicar em outras épocas, mas que a nossa reprova, porque se acham em completo desaccordo com as idéas de progresso, que o Japão declarou querer adoptar, ma-nifestando por este modo o seu desejo de se elevar ao mesmo nivel de pensamentos e acções que as outras naçOes civilisadas.

« Nenhuma intenção tem o abaixo assignado de ingerir-se por qualquer modo que seja nas questões de política interior do Japão : porém nao pôde deixar de repellir com toda a energia possível uma offensa feita com grande publicidade á religião da nação que tem a honra de representar, e de fazer ao mesmo tempo notar a SS. EEx. as graves dificuldades que o edicto suscitará ao paiz, se vier a ser execu-tado. Guiado por estes sentimentos, e de accordo com os seus collegas, dirige o abaixo assignado a presente nota a SS. EEx. , pedindo-lhes se sirvam leval-a ao conhecimento de S. M. Imperial. »

Tal é o estado das cousas neste momento; fácil è de ver que não promette nada de bom. »

A correspondência da Florença para o Jornal do Com-mercio, fallando das relações da Itália com Roma, diz: « As relações com a corte de Roma sfto agora o que ham sido até aqui, Benignidads papal. escabrosas, difficeis e quasi nullas. Para se conhecer a má vontade do governo pontifício basta referir que

enviando-se de Florença alguns guardas da al andega para o sul, pela via férrea romana, as autoridades do Papa não permittiram que passassem mais de cinco em cada comboi, sem armas e sem uniforme. O Vaticano recebe com as mãos ambas as som-mas enviadas pelo thesouro ao conde de Sartiges, por conta do que deve a Itália á Santa Sé; porém, quando se trata de fixar um modus vivendi para que os subditos de Victor Manoel se prevaleçam do ca-minho mais curto para o transito entre o norte e o meio dia da península, o cardeal Antonelli nega-se obstinadamente a entrar em ajustes, a conceder as facilidades reclamadas, sem querer saber das vanta-gens correspondentes que teriam os subditos romã-nos. •

« — Acabaram os embustes acerca do famoso bata-lhao americano, que esta-Ainda o batalhão ameri- va prestes a reforçar o ex-cano. ercito pontifício. O general Kanzier deu-se ao incom-modo de designar o estado-maior e de prescrever o uniforme apparatoso inutilmente.

O cardeal Barnabo, incumbido de negociar com os bispos dos Estados-Unidos a organisaçao desse corpo, nfto tardou em reconhecer que nada alcança. O go-verno de Washington não se oppõe á formação do batalhão; mas os prelados americanos nem dispõem de dinheiro suficiente para o recrutamento, nem acham 5U0 indivíduos que larguem os misteres industriaes onde se ganha o suficiente para desfructar bastantes commodidades, para irem viver ociosos com um soldo miserável na capital do orbe catholico.

Borrachões iucorrigiveis, caloteiros notórios, man-drioes asylados nas casas de correcçOes, nao teriam duvida em partir; mas o episcopado nfto se presta a alistal-os. »

(*} Isto é inexacto. Houve prohibição formal.

Aviso aos nossos assignantes e

correspondentes.

Rogamos aos nossos correspondentes e ás redacçOes que trocam as suas folhas comnosco o favor de dirigir tudo á caixa 254 do correio geral na corte.

Rogamos aos nossos assignantes das províncias que ainda não tenham satisfeito as suas assignaturas, que mandem fazer por carta dirigida á redacçfto á caixa do correio u. 254 na corte, ou a qualquer das agen-cias abaixo mencionadas.

A Imprensa Evangélica assigna-se na livraria do Largo do Paço u. C e iia rua do Conde, 71. Em Nictheroy, na rua do Visconde de Uruguay (antiga d'El-Rei) n. 147. Em Lorena, em casa do Sr. Manoel José Car-neiro, Largo Imperial. Em S. Paulo, na rua Direita n. 4(i. Em S. Paulo de Muriahé, província de Minas, em casa do Sr. Bruno Nogueira da Gama. Em Re-zende no escriptorio do Asiro ReRe-zendense.

DEPOSITO DAS ESCRIPTURAS SAGRADAS

RUA SETE DE SETEMBRO N. 52 B.

Nesta casa vendem-se Bíblias e Novos Testamentos em todas as línguas.

Ha tambem depósitos em

S, PAULO —casa do Sr. W. D. Pitt, rna Direita n. 46. LORENA — casa do Sr. Manoel José Carneiro, Largo

Imperial. BIO DE JA.NEIBO

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