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À espera da colheita

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Academic year: 2021

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Texto

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Marcos Hermínio, que tem plantio em Presidente

Kennedy (ES), comemora o desempenho do eucalipto

e se prepara para a primeira colheita Pág 5

Colheita mecanizada em áreas declivosas Pág 3

A sua madeira na cadeia de produção da Fibria Pág 2

À espera da colheita

O jornal de quem planta eucalipto e colhe oportunidades

(2)

Ao fornecer madeira de eucalipto para a Fibria, o produtor florestal torna-se parte de uma complexa cadeia de produção cujo produto final está muito presente no dia a dia das pessoas. O eucalipto colhido na sua propriedade está na mesa, banheiro, quarto, escritório, enfim, nas residências e em diversos outros ambientes mundo afora.

Mais de 90% da celulose que a Fibria produz com o eucalipto que colhe em áreas próprias e com o que adquire de produtores que são parceiros via Poupança Florestal são exportados para diversos países. No Espírito Santo, todas as exportações são feitas pelo Portocel, terminal localizado em Aracruz que é referência mundial na movimentação de produtos florestais. O porto é controlado pela Fibria, em sociedade com a Cenibra.

A sua madeira na nossa celulose

6. Essa é a forma como a celulose é embarcada nos navios na Portocel, em Aracruz, e segue para as indústrias que vão transformá-la em diversos produtos.

5. Em seguida a folha é cortada

no formato de 67 cm por 92 cm e reunida em fardos de 250 kg. Os fardos são agrupados em unidades que pesam 2 toneladas cada.

4. Já completamente

branca, mas ainda úmida, a polpa segue para o processo de secagem e passa por uma prensa que a transforma em folhas finas, com 90% de fibras e 10% de água.

Por dentro da cadeia de produção

Conheça o caminho que a madeira percorre até a celulose ser embarcada nos navios.

1. As toras de eucalipto são picadas em pequenos pedaços (cavacos de madeira).

2. Os cavacos seguem para o digestor, equipamento que funciona como uma grande panela de pressão onde a madeira é cozida numa solução de produtos químicos, e transformada em polpa de celulose.

3. A polpa, de cor marrom, passa por um processo de depuração e lavagem até ficar branca e quimicamente pura.

Diferentes usos |

A celulose da Fibria é usada em muitos produtos. Confira!

53%

Papéis Sanitários (papel toalha, lenços de papel, guardanapos ...)

30%

Papéis de imprimir e escrever (papel A4, cadernos, livros ...)

17%

Papéis especiais (papel-cartão, papel fotográfico, papel de nota fiscal ...)

Para onde vai a celulose Fibria

41

%

Europa

10

%

América Latina

24

%

25

%

Ásia Expediente

CULTIVAR é uma publicação trimestral da Gerência de Poupança Florestal e Novos Negócios da Fibria, editada pela

Coordenação de Comunicação ES/BA/MG. Gerente de Colheita e Poupança Florestal, Jairo Dal’Col | Coordenação Editorial: Pedro Torres | Conteúdo e edição: P6 Comunicação | Impressão: GSA

NOTÍCIAS DA GENTE

Unidade Industrial da Fibria, em Aracruz (ES): produção de 2,3 milhões de toneladas de celulose/ano

América do Norte

2

2

(3)

FLORESTA DE VALOR

Colheita mecanizada

é implantada em

áreas declivosas

A Fibria iniciou o trabalho de colheita mecanizada em propriedades fomentadas situadas em áreas de declive no Espírito Santo. A atividade faz parte da modalidade de contrato de compra de “madeira em pé” e oferece vantagens aos produtores rurais, já que a empresa fica responsável pela colheita e o transporte da madeira, reduzindo os custos para o produtor e o tempo de execução da atividade.

Uma empresa especializada, com know-how e equipamentos adequados, foi contratada pela Fibria para prestar o serviço nas regiões sul, serrana e central do estado. Segundo o consultor de Novos Negócios Florestais da Fibria, Rafael Carvalho, as atividades de colheita e retirada da madeira serão muito mais rápidas e, consequentemente, o pagamento do produtor também.

Em uma área com volume de 2.000m³ na região serrana, por exemplo, a entrega realizada pelo produtor no depósito da empresa ocorre num prazo de 4 a 6 meses. Neste período, ele recebe pela madeira de forma fracionada a cada quinze dias. Com a colheita realizada pela Fibria, o mesmo volume leva sete dias para ser colhido e outros 45 dias para ser levado até o depósito, totalizando menos de 2 meses.

A colheita mecanizada também é vantajosa para a Fibria, que passa a ter maior controle sobre o fluxo de abastecimento de madeira da fábrica.

† Mais agilidade na colheita e retirada da madeira da propriedade;

† Pagamento mais rápido e fracionado em, no máximo, três vezes, com a primeira parcela antecipada na assinatura do contrato; † Caso após o corte a área seja conduzida

para rebrota, a floresta será muito mais homogênea em razão da velocidade da colheita;

† Melhor aproveitamento das árvores no corte mecanizado, gerando maior volume de madeira em relação ao corte com motosserra; † Riscos das operações passam a ser da Fibria (segurança, trabalhista, fiscal, dentre outras); † Produtor não precisa empenhar tempo

para negociar com vários terceiros, já que a colheita e transporte não serão de sua responsabilidade;

† Infraestrutura interna de estradas da propriedade recebe reparos e melhorias pela Fibria para poder escoar a madeira; † Imposto de Renda do produtor incidirá

somente sobre o ativo vendido.

Vantagens da

colheita mecanizada

para os produtores

(4)

MÁQUINAS MODERNAS GARANTEM MAIS SEGURANÇA

Os equipamentos utilizados na colheita em áreas de declive são os mais modernos do setor florestal mundial. Sua tecnologia proporciona maior segurança no trabalho, melhores níveis de ergonomia para o operador e melhor desempenho operacional. São duas as máquinas utilizadas: o Harvester e o Forwarder. A primeira é responsável pelo corte, desgalhamento, descascamento e traçamento da madeira em toras de 6,5 metros. Já a segunda retira as toras de madeira do interior da área e as coloca na lateral das estradas para que sejam transportadas até a Fibria.

De acordo com o coordenador da Colheita Florestal no Espírito Santo, Rodrigo Junior Toreta, a principal diferença entre esses equipamentos e os utilizados em áreas planas (sem declividade) é a presença de guinchos para ancoragem tanto no Harvester quanto no Forwarder. No Harvester, também são usados pneus em vez de esteiras, o que proporciona operações mecanizadas em até 35° de inclinação.

FLORESTA DE VALOR

Fazer a restauração ecológica na propriedade rural consorciando o cultivo de eucalipto com espécies nativas é uma alternativa para adequar a propriedade à legislação referente à

recomposição de áreas de reserva legal. O modelo já é praticado pela Fibria, que conta com consórcio de eucalipto e nativas implantado em cerca de 200 hectares de reservas legais no Espírito Santo. A empresa busca difundir esse modelo aos produtores rurais parceiros do Poupança Florestal.

Já foram aprovados pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf-ES) planos de manejo para implantação do modelo em quatro propriedades que participam do Poupança, sendo 1 hectare em cada propriedade. Após implantados, os 4 hectares terão seus resultados avaliados e poderão servir de modelo para outras propriedades no Espírito Santo e na Bahia, segundo explica Tathiane Sarcinelli, analista de Meio Ambiente Florestal da Fibria. A empresa orienta os produtores parceiros interessados em relação à elaboração do plano de manejo e sua apresentação ao órgão ambiental para aprovação. Nesse projeto piloto, a Fibria também fornecerá as mudas de nativas e eucalipto, além dos insumos para a restauração da área definida. “O fornecimento é gratuito, dentro do contrato que o produtor já tem com a empresa”, explica Rafael Carvalho Rodrigues, consultor de Novos Negócios Florestais da Fibria.

Com a restauração ecológica, o produtor rural contribui para reduzir a erosão dos solos e o assoreamento de corpos d’água, além de conservar a biodiversidade.

Reflorestar – No Espírito Santo, os produtores

interessados na restauração ecológica também podem contar com o incentivo do Reflorestar, programa do Governo capixaba que prevê ampliar em 80 mil hectares a cobertura florestal do estado até 2018. O programa oferece diversas modalidades e paga os produtores pelos serviços ambientais, além de oferecer outras vantagens. Mais informações no site www.reflorestar.es.gov.br.

Eucalipto e nativas:

boa combinação

Colheita mecanizada em área declivosa: mais segurança e mais agilidade

(5)

Marcos Hermínio Nicolli é dono de uma propriedade rural em Presidente Kennedy, município do sul do Espírito Santo que faz parte de uma região de áreas com potencial produtivo para o cultivo de florestas. Há sete anos, ele enxergou no eucalipto uma alternativa de negócio e comemora os resultados da primeira colheita, que deve ocorrer no segundo semestre. “Primeiro comecei a plantar por conta própria e, depois, busquei a parceria da Fibria para uma área de 23 hectares. O preço era atraente e a empresa dava total apoio, com mudas e assistência técnica”, ressalta. Seu contrato com a Fibria prevê uma produtividade de 180 m3/ha. No entanto, segundo o supervisor do

Poupança Florestal na região, Hélio Marcos Ramos Bolzan, o resultado esperado para a propriedade

Parceria produtiva

em Presidente Kennedy

HISTÓRIA DE VALOR

é ainda superior, em função do desenvolvimento homogêneo da floresta plantada.

Com a previsão de boa colheita, Marcos se arrepende de não ter feito a parceria abrangendo uma área ainda maior. “O mercado particular não está muito bom. Com a Fibria, temos preço garantido e reajuste todo ano. Não tem negócio melhor do que esse”, afirma. Além disso, a crise hídrica não afeta a cultura do eucalipto, já que a planta é pouco exigente e se desenvolve mesmo em áreas degradadas, onde outras culturas teriam baixa produtividade.

Segundo Hélio, mesmo que não alcance a mesma produtividade de uma área com maior índice

pluviométrico, o eucalipto mostra-se como ótima opção para a região. Atualmente, Presidente Kennedy conta com um total de 12 produtores parceiros do programa.

Quem conhece a realidade do campo sabe que nem sempre é possível colher o que se planta ou obter com a colheita a renda esperada, já que são muitas as interferências externas (clima, mercado e outras). Nesse contexto, diversificar as atividades da propriedade rural e buscar segurança financeira contra as variações de safra são objetivos comuns à maioria dos produtores rurais. É neste cenário que o cultivo de eucalipto surge como opção. A Fibria identificou que municípios das regiões sul e serrana do Espírito Santo têm vocação para a silvicultura e oportunidade para explorar a atividade, segundo observa Jairo Dal’Col, gerente de Colheita e Poupança Florestal da empresa. Essas regiões têm propriedades com

áreas apropriadas ao cultivo de eucalipto, além de apresentarem facilidade logística para escoamento da produção até a fábrica de celulose, em Aracruz (ES). Um exemplo é o depósito para recepção de madeira inaugurado em janeiro deste ano, em Cachoeiro de Itapemirim.

O eucalipto alimenta uma cadeia de negócios que inclui centenas de serrarias, concentradas principalmente na região serrana do Espírito Santo, e o fornecimento para produção de celulose. Neste último caso, na parceria com a Fibria o produtor tem a opção de vender a floresta em pé, com a colheita por conta da empresa, opção que é um atrativo a mais para os parceiros do Poupança Florestal.

Marcos Hermínio e o supervisor da Fibria, Hélio Bolzan

Sul do ES tem vocação para o setor florestal

(6)

Se você quer saber mais sobre o Programa Poupança Florestal, ligue para a Fibria (ligação gratuita) ou acesse www.poupancaflorestal.com.br

Os produtores que atuam com projetos de silvicultura, como os parceiros do Poupança Florestal, devem ficar atentos à regularização de seus plantios florestais, seguindo a legislação vigente. Cada estado tem um

ESPÍRITO SANTO

O licenciamento florestal é conduzido pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf ). Confira as diferentes classes:

Até 100 ha: São dispensadas de

licenciamento, porém, necessitam ser comunicadas ao IDAF para fins de vistoria e verificação das Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal e outras questões ambientais da propriedade.

Entre 100 ha e 1000 ha: São

licenciadas pelo IDAF mediante apresentação de um Plano de Controle Ambiental (PCA), conforme Termo de Referência disponibilizado pelo IDAF.

Acima de 1000 ha: São licenciados

mediante elaboração de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). O EIA/RIMA deve ser elaborado por equipe multidisciplinar, com base em Termo de Referência previamente aprovado pelo IDAF. Para esse tipo de licenciamento também pode ser requisitada a realização de Audiência Pública, que é importante para discussão do empreendimento com as comunidades locais e outras partes interessadas.

Informações: www.idaf.es.gov.br

BAHIA

O licenciamento é conduzido pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Mas, quando se trata de empreendimento de impacto local, o plantio pode ser licenciado pela Secretaria de Meio Ambiente do Município, desde que o município seja integrante do Programa Gestão Ambiental Compartilhada. Confira as classes:

Até 200 ha: São dispensadas de

licenciamento.

Entre 200 ha e 500 ha: Licença

Unificada mediante apresentação de Estudo Ambiental para Atividades de Pequeno Impacto (EPI).

Acima de 500 ha: Licença Prévia,

Licença de Instalação e Licença de Operação mediante apresentação de Estudo Ambiental para Atividades de Médio Impacto (EMI).

É importante ressaltar que os

municípios podem possuir legislações específicas mais restritivas, alterando as classes de licenciamento. Informações: www.seia.ba.gov.br ou www.inema.ba.gov.br MINAS GERAIS O órgão responsável é a

Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram). Confira as classes:

Até 500 ha: Dispensa emitida pelo

Órgão Ambiental.

Entre 500 e 2.000 ha: Autorização

Ambiental de Funcionamento.

Acima de 2000 ha: Licença

Ambiental Mediante apresentação de EIA/RIMA.

Lembrando que para áreas superiores a 1000 ha, pode haver a exigência de elaboração de EIA/RIMA.

Informações:

www.meioambiente.mg.gov.br

Licenciamento Ambiental em foco

LIGUE GRATUITAMENTE

0800 039 3949

órgão ambiental competente, com procedimentos específicos para o requerimento do licenciamento ambiental. As exigências dependem da área de plantio e a dispensa de licenciamento varia conforme o estado.

FLORESTA LEGAL

Cada estado tem uma legislação específica sobre licenciamento

Referências

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