Destaques desta edição
DIREITO EMPRESARIAL
Congresso Nacional aprova nova lei antitruste...
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
O Julgamento do Recurso Especial nº 1.012.903 e o entendimento do STJ pela impossibilidade de dupla incidência do Imposto de Renda na Previdência Complementar... Pecúlio: Soluções de Consulta a Receita Federal...
JURISPRUDÊNCIA
DIREITO COMERCIAL. RECURSO ESPECIAL. CHEQUES. BENEFICIÁRIA DOMICILIADA NO EXTERIOR. PRAÇA DE EMISSÃO. OBSERVÂNCIA AO QUE CONSTA NA CÁRTULA. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO SEM CAUSA DE NATUREZA CAMBIAL. TRANSCURSO DO PRAZO PREVISTO NO ARTIGO 61 DA LEI 7.357/85. POSSIBILIDADE DE AJUIZAMENTO DE AÇÃO DE COBRANÇA, COM DESCRIÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO SUBJACENTE, OU DE AÇÃO MONITÓRIA, CUJO PRAZO PRESCRICIONAL É DE 5 ANOS... RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ORDEM JUDICIAL. SEGREDO PROFISSIONAL. IN-FORMAÇÕES QUE NÃO SE REFEREM A TERCEIROS.INEXISTÊNCIA DE SIGILO...
NOTÍCIAS
CVM edita Instruções nº 505/11 e 506/11 que alteram os procedimentos a serem observados nas opera-ções em mercados regulamentados... CVM edita a Instrução nº 507/11, responsável por alterar o prazo de análise de material publicitário para as ofertas públicas de cotas de fundos de investimento... Conselho Nacional de Previdência Complementar cria Comissões Temáticas... Republicada Instrução PREVIC nº 03, de 22.07.2011...
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Congresso Nacional aprova nova lei antitruste
Mauricio Moreira Mendonça de Menezes*Mariana Weguelin**
Cláudio Luiz de Miranda B. Filho***
A Câmara dos Deputados aprovou no dia 05.10.2011, o projeto de lei nº 3937/04, que visa promover a reestruturação do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência e dispõe sobre a prevenção e repressão às infrações contra a ordem econômica.
O projeto de lei tramitou por mais de seis anos no Congresso Nacional, tendo sido finalmente aprovado para inserir mudanças administrativas profundas nos órgãos que fiscalizam a concorrência no País.
Uma das principais mudanças trazidas por essa nova regulamentação é a necessidade de aprovação prévia dos atos de concentração empresarial pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência – CADE, de tal modo que operações dessa natureza deverão ser submetidas a esse órgão antes de sua formalização e não depois, como acontece hoje, consolidando-se, assim, a atuação preventiva do CADE.
Além disso, de acordo com a nova lei, o CADE passará a atuar em duas frentes: (i) um Tribunal com sete conselheiros, tal qual existe hoje; e (ii) uma Superintendência-Geral que conduzirá as investigações sobre possíveis cartéis e terá competência para receber, instruir e aprovar ou impugnar perante o Tribunal do CADE os processos administrativos para análise de ato de concentração econômica.
Nesse sentido, apenas serão julgadas pelo Tribunal do CADE as operações que não tenham sido aprovadas pela Superintência-Geral, de sorte a tornar mais eficiente o correspondente processo administrativo.
Ademais, com vistas a agilizar o processo de análise e aprovação pelo CADE e evitar que os negócios fiquem paralisados à espera de uma decisão do Órgão, o projeto de lei busca instituir prazos sucessivos, em sua maioria contados a
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partir da apresentação do ato de concentração pelo requerente, com o intuito de delimitar com a maior objetividade e clareza possíveis o prazo e procedimento para aprovação desses atos pelo Órgão.
Dessa forma, são expostos no quadro a seguir os principais prazos previstos no projeto de lei, devendo se entender a contagem dos prazos indicados em dias úteis a partir da apresentação do ato de concentração ao CADE.
Até 20 dias úteis Até 50 dias úteis Até 60 dias úteis Até 90 dias úteis Até 100 dias úteis Até 30 dias da impugnação da Superintendência
Até 20 dias úteis da manifestação do Requerente
Prazo para a Superintendência-Geral apreciar e proferir decisão termina-tiva no sentido de aprovar o ato de concentração ou determinar a realiza-ção de instrurealiza-ção complementar.
Prazo para a Superintendência-Geral emitir decisão fundamentada decla-rando a operação como complexa.
Prazo para a Superintendência-Geral concluir a apreciação do ato de concentração na hipótese de ter determinado a realização de instrução complementar e caso não considere a operação como complexa, apro-vando-o ou apresentando impugnação ao Tribunal do CADE.
Prazo para conclusão da instrução complementar na hipótese de opera-ção considerada complexa.
Prazo para a Superintendência-Geral concluir a apreciação do ato de concentração considerado complexo, aprovando-o ou apresentando im-pugnação ao Tribunal do CADE.
Prazo para o requerente se manifestar perante o Tribunal do CADE so-bre a impugnação da Superintendência-Geral.
Prazo para o Conselheiro-Relator determinar a inclusão do processo em pauta para julgamento ou determinar à Superintendência-Geral a realiza-ção de instrurealiza-ção complementar.
Segundo dispõe o art. 60 do Projeto, uma vez determinada a realização de instrução complementar pelo Conselheiro-Relator, o processo será incluído em pauta para julgamento em até 30 (trinta) dias úteis contados a partir do
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recebimento pelo Tribunal do relatório com a conclusão da instrução complementar elaborada pela Superintendência-Geral.
Percebe-se, portanto, que as alterações que serão implantadas na estrutura do CADE e no processo administativo instaurado para aprovação de ato de concentração exigirão que os interessados zelem pela qualidade da informação relacionada com a operação submetida à apreciação daquele Órgão e, para que possa ocorrer dessa forma, as sociedades envolvidas deverão prestar as informações relacionadas ao ato de concentração da maneira mais completa possível.
Por fim, cumpre frisar que, com a nova estrutura criada por esse Projeto de Lei, apenas serão submetidos ao CADE atos de concentração envolvendo entidades em que uma tenha faturamento anual acima de R$ 400 milhões e a outra acima de R$ 30 milhões, o que deverá diminuir o número de operações analisadas por esse órgão, desafogando seu sistema operacional.
Maiores informações, bem como a íntegra do Projeto de Lei nº 3937/04 aprovado pelo Congresso Nacional, estão disponíveis aos interessados no sítio da Câmara dos Deputados na rede mundial de computadores (http://www.camara.gov.br).
* Mauricio Moreira Mendonça de Menezes é sócio de BCCS ([email protected]). ** Mariana Weguelin é advogada de BCCS ([email protected]).
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O Julgamento do Recurso Especial nº 1.012.903 e
o entendimento do STJ pela impossibilidade de
dupla incidência do Imposto de Renda na
Previdência Complementar
Andréa Corrêa* Rodrigo Queiroz**
Foi informado no site do Superior Tribunal de Justiça (“STJ”), em 16/10/2011, notícia sobre julgamentos de diversas ações judiciais em que se discutem temas relevantes do Regime de Previdência Complementar. Um deles versa sobre a dupla incidência do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (“IRPF”) em um caso especial de alteração legislativa.
O caso ali referido, pode gerar alguma dúvida, visto que a notícia não traduziu a verdadeira situação objeto do julgamento. As ações propostas cuidam do período em que as contribuições vertidas para os planos de previdência complementar não eram incentivadas, e, em conseqüência, não podiam ser abatidas da renda tributável anual para fins do cálculo do IRPF.
A Lei nº 7.713/88 estabelecia em seu art. 6º, VII, "b" que os benefícios percebidos pelos participantes ou resgate de contribuições estariam isentos de tributação do IRPF. Nota-se que o legislador escolheu por não conferir a dedutibilidade das contribuições na declaração anual de rendimentos do participante e, em contrapartida, estabeleceu a isenção do IRPF sobre benefícios pagos por entidades de previdência complementar.
Com a edição da Lei nº 9.250/95, novamente foi alterada a sistemática do IRPF, que passou a incidir no momento do recebimento do benefício ou do resgate das contribuições vertidas ao plano (art. 33). O participante poderia deduzir suas contribuições em sua declaração anual de rendimentos, mas seria posteriormente tributado quando da percepção do benefício.
Houve, na hipótese, a opção legislativa pelo diferimento da cobrança do IRPF. Se no período de 01.01.1989 a 31.12.95 a escolha era pela exigência ainda na fase contributiva, após 01.01.96, passou a ser no momento da percepção do benefício complementar ou do resgate das contribuições.
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Ocorre que, para os participantes que contribuíram durante o período de vigência da Lei nº 7.713/1988 e se aposentaram após a promulgação da Lei nº 9.250/95, o IRPF incidiu duplamente, tanto no momento da contribuição (quando deixou de ser abatido na renda anual) quanto sobre os benefícios (em razão da alteração da sistemática de tributação). Nesse mesmo sentido seguiu a argumentação delineada pelos contribuintes no Recurso Especial nº 1.012.903, julgado pelo STJ.
Os magistrados da Primeira Seção do referido órgão julgador entenderam que os participantes haviam sofrido bitributação do IRPF, tendo ainda destacado que a jurisprudência da corte já se encontrava sedimentada naquele sentido. Assim, restou reconhecido o direito dos participantes à restituição do indébito, considerando os valores pagos em duplicidade aos cofres públicos.
* Andréa Corrêa é advogada de BCCS ([email protected]). ** Rodrigo Queiroz é advogado de BCCS ([email protected]).
Pecúlio: Soluções de Consulta a Receita Federal
Flávio Martins Rodrigues*Andréa Corrêa** Marcelo Figueira**
A Secretaria da Receita Federal do Brasil – 8ª Região Fiscal (São Paulo) – pu-blicou Soluções de Consulta, que tratam da retenção do Imposto de Renda na Fonte sobre o pecúlio pago por entidades de previdência complementar a seus beneficiários.
Em breve resumo, foi esclarecido o entendimento sobre a isenção de que trata o artigo 6º, VII da Lei nº 7.713, de 22.12.1988, afirmando-se que tal benefício fiscal se limita: (i) aos pagamentos em prestação única; (ii) derivados de morte ou invalidez, que tenham natureza de pecúlio, i.e., que encontram na álea a sua razão de ser e que não foram deduzidos na Declaração Anual de Imposto de Renda da Pessoa Física quando da sua contribuição ao plano de benefícios. A isenção não poderá ser aplicada a benefícios previdenciários derivados de processos de acumulação de reservas e pagos em uma única prestação e pe-los eventos morte ou invalidez, mesmo que o regulamento do plano de benefí-cios o qualifique como “pecúlio”.
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* Flávio Martins Rodrigues é sócio de BCCS ([email protected]). ** Andréa Corrêa é advogada de BCCS ([email protected]). ** Marcelo Figueira é advogado de BCCS ([email protected]).
Superior Tribunal de Justiça
DIREITO COMERCIAL. RECURSO ESPECIAL. CHEQUES. BENEFICIÁRIA DOMICILIADA NO EXTERIOR. PRAÇA DE EMISSÃO. OBSERVÂNCIA AO QUE CONSTA NA CÁRTULA. AÇÃO DE LOCUPLETAMENTO SEM CAUSA DE NATUREZA CAMBIAL. TRANSCURSO DO PRAZO PREVISTO NO ARTIGO 61 DA LEI 7.357/85. POSSIBILIDADE DE AJUIZAMENTO DE AÇÃO DE COBRANÇA, COM DESCRIÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO SUBJACENTE, OU DE AÇÃO MONITÓRIA, CUJO PRAZO PRESCRICIONAL É DE 5 ANOS. 1. O cheque é título de crédito que se submete aos princípios cambiários da cartularidade, literalidade, abstração, autonomia das obrigações cambiais e inoponibilidade das exceções pessoais a terceiros de boa-fé, por isso deve ser considerado como local de emissão o indicado no título. 2. O artigo 33 da Lei 7.357/85 prevê expressamente que o cheque pode ser emitido no exterior, não podendo, portanto, servir de escusa a alegação de que o local consignado na cártula diverge daquele em que ela foi efetivamente emitida por a beneficiária não ter domicílio no Brasil. 3. O fato de a tomadora ter domicílio no estrangeiro não elide, por si só, a possibilidade de o cheque ter sido recebido na praça constante da cártula, ainda que por um representante ou preposto da tomadora. 4. O cheque é ordem de pagamento à vista, sendo de 6 (seis) meses o lapso prescricional para a execução após o prazo de apresentação, que é de 30 (trinta) dias a contar da emissão, se da mesma praça, ou de 60 (sessenta) dias, também a contar da emissão, se consta no título como sacado em praça diversa, isto é, em município distinto daquele em que se situa a agência pagadora. 5. Prescrito o prazo para execução do cheque, o artigo 61 da Lei do Cheque prevê, no prazo de 2 (dois) anos a contar da prescrição, a possibilidade de ajuizamento de ação de locupletamento ilícito que, por ostentar natureza cambial, prescinde da descrição do negócio jurídico subjacente. Expirado o prazo para ajuizamento da ação por enriquecimento sem causa, o artigo 62 do mesmo Diploma legal ressalva ainda a possibilidade de ajuizamento de ação fundada na relação causal, a exigir, portanto, menção ao negócio jurídico que ensejou a emissão do cheque. 6. A jurisprudência desta Corte admite também o ajuizamento de ação monitória (Súmula 299/STJ) com base em cheque prescrito, sem necessidade de descrição da causa
debendi , reconhecendo que a cártula satisfaz a exigência da "prova escrita
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sem eficácia de título executivo", a que alude o artigo 1.102-A do CPC. 7. Recurso especial não provido.
(STJ. REsp nº 1.190.037, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, publicado no DJe de 27 de nov. de 2011).
RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ORDEM JUDICIAL. SEGREDO PROFISSIONAL. INFORMAÇÕES QUE NÃO SE REFEREM A TERCEIROS. INEXISTÊNCIA DE SIGILO.1.- Não se pode recusar o atendimento a ordem ju-dicial com base em suposto segredo profissional, quando os dados tidos por sigilosos envolvem informações adstritas às próprias partes litigantes. No caso, o trabalho de auditoria foi realizado justamente para conhecimento pelos pró-prios sócios da sociedade empresária da qual o Recorrido se retirou. Portanto, não há que se falar em indevida exposição de segredo profissional perante ter-ceiros, pois a disputa judicial se dá entre sócios e ex-sócios, revelando-se, a controvérsia, conflito interna corporis. 2.- Recurso ordinário improvido.
(STJ. Recurso em Mandado de Segurança nº 28.456, Rel. Min. Sidnei Beneti publicado no DJe de 26 de setembro de 2011).
CVM edita Instruções nº 505/11 e 506/11 que
alteram os procedimentos a serem observados
nas operações em mercados regulamentados
A CVM editou no dia 27 de setembro de 2011, as Instruções nº 505 e 506, que disciplinam regras específicas acerca das operações com valores mobiliários realizadas em mercados regulamentados.
Nesse sentido, a Instrução CVM nº 505 define nova regulamentação para as operações realizadas nesses mercados, a fim de adaptá-las às modificações introduzidas pela Instrução CVM nº 461/07 no setor, sendo responsável por substituir as Instruções CVM nº 122/90 e 387/03 a partir de 2 de abril de 2012. Como principal característica da nova regulamentação trazida pela Instrução CVM nº 505 pode-se citar o aprimoramento dos instrumentos destinados a
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autorregulaçao das operações em mercados organizados, consolidando o importante papel já exercido hoje pelas entidades administradoras de mercados organizados.
Por sua vez, a Instrução CVM nº 506, editada nessa mesma data, tem por escopo promover alterações pontuais na Instrução CVM nº 301/99, basicamente modificando o conteúdo do cadastro de clientes mantido pelas pessoas mencionadas no art. 2º da Instrução CVM nº 301/99, dentre as quais é possível citar os intermediários e as entidades administradoras de mercados organizados.
Ambas as Instruções entram em vigor apenas em 2 de abril de 2012, sendo possível a adaptação dos intermediários à Instrução 505/11 e às novas regras a serem emitidas pelas entidades administradoras de mercados organizados até 1º de outubro de 2012.
Maiores informações, bem como a íntegra das Instruções CVM nº 505/11 e 506/11 estão disponíveis aos interessados no sítio da CVM na rede mundial de computadores (http://www.cvm.gov.br).
CVM edita a Instrução nº 507/11, responsável por
alterar o prazo de análise de material publicitário
para as ofertas públicas de cotas de fundos de
in-vestimento
A CVM editou no dia 29 de setembro de 2011 a Instrução CVM nº 507, a qual promove mudanças pontuais na Instrução CVM nº 400/03, que disciplina as ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, nos mercados primário ou secundário.
A principal alteração trazida pela Instrução CVM nº 507/11 diz respeito ao aumento do prazo para análise do material publicitário referente às ofertas públicas de cotas de fundos de investimento de 5 para 10 dias úteis.
Com essa mudança, a CVM busca obter maior tempo hábil para analisar o material publicitário utilizado nas ofertas públicas de fundos de investimento,
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cuja complexidade e tamanho têm crescido substancialmente, a fim de que possa realizar essa análise sem a deteriorização de seu padrão de qualidade. Maiores informações, bem como a íntegra da Instrução CVM nº 507/2011 estão disponíveis aos interessados no sítio da CVM na rede mundial de computadores (http://www.cvm.gov.br).
Conselho Nacional de Previdência Complementar
cria Comissões Temáticas
O Conselho Nacional de Previdência Complementar (“CNPC”), através da Portaria nº 1, de 27 de setembro de 2011, determinou a constituição de três Comissões Temáticas, de caráter consultivo. Foram criadas as seguintes Comissões: (i) de discussão sobre procedimentos de reorganização societária, retirada de patrocínio, cisão, fusão, incorporação e transferência de gestão; (ii) de proposta de ações de fomento da previdência complementar e; (iii) de revisão do arcabouço regulatório.
O prazo para conclusão dos trabalhos das Comissões é de 60 dias, a contar da primeira reunião, devendo, ao fim, ser apresentado ao CNPC o relatório final das atividades desenvolvidas, com a apresentação de propostas.
Republicada Instrução PREVIC nº 03, de 22.07.2011
A Diretoria Colegiada da Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC republicou a Instrução nº 03, que retirou os recursos garantidores dos benefícios assistenciais da base de cálculo da TAFIC (Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar) e alterou os procedimentos relativos ao seu recolhimento, previstos na Instrução nº 01, de 13.04.2010.Na nova versão, alterada e republicada em 29.09.2011, foi acrescentado o parágrafo 7º ao artigo 2º da Instrução nº 01, autorizando a restituição dos valores já pagos até então e que tenham utilizado como base de cálculo os recursos garantidores.
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