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Aula 15: Lei Complementar 24/75 e Lei Complementar 160/17 Direito Tributário. Profº. Rabelo. 1 de 78 Prof.

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Aula 15: Lei Complementar 24/75 e Lei Complementar 160/17

Direito Tributário

Profº. Rabelo

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Sumário

SUMÁRIO ...2

INTRODUÇÃO ... 3

LEI COMPLENTAR 24/75 (CONVÊNIOS) ... 4

CONVÊNIOS INTERESTADUAIS ... 4

REGRAS DE TRANSIÇÃO ... 14

SUSPENSÃO DO ICMS ... 15

ZONA FRANCA DE MANAUS ... 15

LEI COMPLEMENTAR FEDERAL 160/2017 ... 16

QUESTÕES COMENTADAS ... 25

LISTA DE QUESTÕES ... 63

GABARITO ... 75

RESUMO DIRECIONADO ... 76

(3)

Introdução

Prezado, tudo tranquilo? Como está indo essa caminhada nos estudos? Lembro a você que a constância é o segredo para chegar firme na hora da prova. Valorize bem a formação da sua base de estudos, ela te dará segurança e tranquilidade para enfrentar o “grande dia”.

Hoje nossa aula é mais curta e tranquila. Estudaremos a Lei Complementar 24/75 e a Lei 160/17 que tratam dos convênios interestaduais. Quando esse assunto está expresso no edital é certo que cai no mínimo uma questão. Então vamos nos esforçar para aprender dar melhor maneira e deixar garantido esse pontinho na prova.

Estou sempre a sua disposição no fórum para tirar quaisquer dúvidas ou esclarecimentos. Não hesite em me acionar! Lembre-se estamos juntos nesse voo até a sua aprovação!! Vamos que vamos!!!

“Uma caminhada de 7 léguas começa com o primeiro passo”

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LEI COMPLENTAR 24/75 (CONVÊNIOS)

CONVÊNIOS INTERESTADUAIS

Quando estudamos o ICMS na Constituição Federal vimos que uma das preocupações do constituinte foi com a guerra fiscal relativa ao ICMS. Devido a essas preocupações diversos assuntos relacionados ao ICMS foram definidos que deveriam ser regulados por Lei Complementar. Dentre esses assuntos que devem ser regulamentados por Lei Complementar temos as disposições sobre os convênios para a concessão de isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias.

Vamos aproveitar pra lembrar o dispositivo constitucional que estabelece a necessidade de Lei Complementar.

Art. 155 § 2º, XII - cabe à lei complementar:

g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.

Professor, o senhor poderia dar um exemplo do que seria essa guerra fiscal do ICMS?

Antes de exemplificar, considero importante dar uma noção do que seria essa guerra fiscal. A guerra fiscal que ocorre entre os Estados é uma disputa para atrair empresas e investidores para o território de cada Estado.

Assim, os Estados oferecem benefícios para empresas se instalarem nos seus respectivos territórios. Esses benefícios podem ser de diversas formas, como por exemplo, doação do terreno para instalação da empresa, isenção de taxas e isenção do ICMS, entre outros. Vamos a um exemplo prático para que você consiga visualizar melhor:

EXEMPLO: A montadora internacional de veículos “WOLKSFORD” quer instalar um parque fabril no BRASIL e está analisando qual o melhor Estado para realizar essa instalação. O Estado de São Pauloe o Estado do Rio Grande do Sul estão oferecendo benefícios fiscais para a montadora se instalar em seus territórios. Perceba que a montadora analisará qual dos dois Estados oferecerá os melhores benefícios. Assim, obviamente, ela se instalará onde seja mais vantajoso.

➢ A Lei Complementar 24/75 atendendo ao mandamento constitucional nos traz as disposições para celebração dos convênios que concederão isenções, incentivos e benefícios fiscais e suas revogações.

No artigo 1º dessa lei é definido que as isenções só poderão ser concedidas ou revogadas de acordo com os convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, conforme a lei 24/75. Vamos dar uma olhada no artigo 1º da lei. Ademais, estão definidas as outras situações em que também se aplicam as disposições dessa lei.

Art. 1º - As isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, segundo esta Lei.

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I - à redução da base de cálculo;

II - à devolução total ou parcial, direta ou indireta, condicionada ou não, do tributo, ao contribuinte, a responsável ou a terceiros;

III - à concessão de créditos presumidos;

IV - à quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto de Circulação de Mercadorias, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do respectivo ônus;

V - às prorrogações e às extensões das isenções vigentes nesta data.

Perceba que todas essas situações implicam em uma redução da carga tributária do ICMS, tornando-o menos oneroso. Por isso é necessário que haja uma regulação na forma com que os benefícios serão concedidos para tornar “mais justa” a concorrência entres as unidades da Federação por novas empresas e investimentos para seus territórios.

Vamos acompanhar como essas situações são cobradas em prova:

(UEPA – SEFAZ/PA– 2013)

Conforme o disposto na Lei Complementar Nº 24/75 as isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal. Neste sentido os convênios podem permitir:

a) a redução da base de cálculo dos impostos federais que compõem a base de cálculo do ICMS.

b) a devolução total ou parcial, direta, condicionada, do tributo, ao contribuinte, a responsável ou a terceiros.

c) a concessão de créditos presumidos, redução de multas, juros em casos de parcelamentos especiais e a remissão de créditos tributários por equidade.

d) quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto de Circulação de Mercadorias, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do respectivo ônus.

e) as prorrogações e às extensões das isenções vigentes concedidas bem como a concessão de benefício por prescrição.

RESOLUÇÃO:

a) a redução da base de cálculo dos impostos federais que compõem a base de cálculo do ICMS.

ERRADO. Não há previsão de redução da base de cálculo dos impostos federais que compõem a base de cálculo do ICMS. Há previsão da redução da base de cálculo do ICMS.

b) a devolução total ou parcial, direta, condicionada, do tributo, ao contribuinte, a responsável ou a terceiros.

ERRADO. Essa alternativa ficou errada porque veio incompleta. A lei prevê devolução total ou parcial, direta ou indireta, condicionada ou não, do tributo, ao contribuinte, a responsável ou a terceiros;

c) a concessão de créditos presumidos, redução de multas, juros em casos de parcelamentos especiais e a remissão de créditos tributários por equidade.

ERRADO. Não há previsão para redução de multas, juros em casos de parcelamentos especiais e a remissão de créditos tributários por equidade.

(6)

d) quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto de Circulação de Mercadorias, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do respectivo ônus.

CORRETO. De fato, essa é uma previsão da lei 24/75.

“Art. 1º - As isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, segundo esta Lei.

Parágrafo único - O disposto neste artigo também se aplica:

IV - à quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto de Circulação de Mercadorias, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do respectivo ônus;”

e) as prorrogações e às extensões das isenções vigentes concedidas bem como a concessão de benefício por prescrição.

ERRADO. Não há previsão para concessão de benefício por prescrição. Lembrando que a prescrição é uma forma de extinção do crédito tributário.

Resposta: D

Vamos aproveitar e esquematizar as situações em que será necessária a celebração de convênios:

Após analisarmos as situações em que se aplicam os convênios interestaduais, agora vamos analisar as regras procedimentais dos convênios.

Adianto que os convênios são celebrados em reuniões e que algumas regras devem ser seguidas para a realização dessas reuniões. Vamos acompanhar o que diz a lei sobre essas regras e em seguida faremos a análise.

Convênio ISENÇÕES

Aplica-se também para

REDUÇÃO DA B.C.

DEVOLUÇÃO DO TRIBUTO CONCESSÃO CRÉDITOS PRESUMIDOS

QLQR OUTRO INCENTIVO

PRORROGAÇÃO/EXTENSÃO DAS ISENÇÕES

VIGENTES

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Art. 2º - Os convênios a que alude o art. 1º, serão celebrados em reuniões para as quais tenham sido convocados representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, sob a presidência de representantes do Governo federal.

§ 1º - As reuniões se realizarão com a presença de representantes da maioria das Unidades da Federação.

§ 2º - A concessão de benefícios dependerá sempre de decisão unânime dos Estados representados; a sua revogação total ou parcial dependerá de aprovação de quatro quintos, pelo menos, dos representantes presentes.

§ 3º - Dentro de 10 (dez) dias, contados da data final da reunião a que se refere este artigo, a resolução nela adotada será publicada no Diário Oficial da União.

Inicialmente, destaca-se que as reuniões ocorrem sob a presidência de representantes do governo federal e com os representantes convocados de cada Estado.

Pessoal, nesse ponto da aula quero apresentar a vocês o Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ que é o colegiado formado pelos Secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal, cujas reuniões são presididas pelo Ministro de Estado da Fazenda, competindo-lhe, precipuamente, celebrar convênios para efeito de concessão ou revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais e financeiros do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação – ICMS (Constituição, art. 155, inciso II e § 2°, inciso XII, alínea g e Lei Complementar n° 24, de 7.1.1975).

Assim, quando virem nas questões de provas “reuniões do CONFAZ” fiquem atentos, pois se refere às reuniões para celebração dos convênios interestaduais.

Ademais, a lei fala que todos os representantes devem ser convocados e que as reuniões só ocorrerão com a presença da maioria dos representantes das unidades da Federação. O que a lei quer dizer é que todas as Unidades da Federação devem ser convocadas, mas que para a realização da reunião não precisa da presença de todas, mas sim da maioria das UF. Assim, para realização das reuniões bastaria que tivéssemos 14 UF’s, visto que temos 27 UF’s. Logo, para atingir a maioria necessita de 14 UF’s.

A próxima regra se refere ao quórum para concessão ou revogação de benefícios. Para concessão é necessário unanimidade. No entanto, para revogação, total ou parcial, depende 4/5 dos representantes.

Ressalta-se que esses quóruns se referem aos representantes presentes.

Reuniões do CONFAZ

Presidido por representantes do governo federal

Convocaçãos de todas UF's Presença da maioria das UF's

Concessão: Unanimidade Revogação: 4/5

Deliberações publicadas em 10 dias no DOU

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EXEMPLO¹: O CONFAZ convocou todos os Estados para deliberarem sobre a possibilidade de instituir isenção de ICMS para o arroz em todos estados do país. Como a reunião iria ocorrer em Brasília o representante do Distrito Federal não foi convidado pelo CONFAZ.

➢ Independentemente de onde ocorra a reunião, todos os Estados e o Distrito Federal devem ser convocados. Assim, qualquer deliberação que ocorresse nessa reunião em Brasília seria nula pelo fato de o Distrito Federal não ter sido convocado.

EXEMPLO²: Numa reunião do CONFAZ para deliberar sobre a possibilidade de instituir isenção de ICMS para determinado produto agrícola em todos os estados do país, 16 representantes das 27 Unidades da Federação faltaram à reunião para boicotar a deliberação. Essas 16 UF’s alegam que serão bastante prejudicadas com a isenção de ICMS desse produto.

➢ Para que uma reunião do CONFAZ possa ocorrer regularmente é necessário que haja a presença da MAIORIA dos representantes de cada Unidade da Federação. No entanto, 16 representantes faltaram. Isso significa que 11 representantes de UF’s compareceram à reunião. Dessa forma, não foi atingido o quórum para instalação da reunião. Como temos 27 UF’s, seria necessário no mínimo a presença de 14 UF’s.

EXEMPLO³: Numa reunião do CONFAZ regularmente convocada e instaurada com 20 representantes estava em pauta a isenção do feijão em todas as Unidades da Federação e a revogação dos benefícios fiscais que havia para operações com macarrão. Na apuração dos votos, 16 representantes votaram a favor dos dois assuntos que estavam em pauta.

➢ Primeiro, mesmo com a aprovação dos 16 representantes presentes não foi possível a concessão de isenção do ICMS para o feijão, pois para concessão de isenção é necessário que haja unanimidade dos representantes presentes.

➢ Com relação à revogação dos benefícios a aprovação de 16 representantes foi suficiente, visto que 16 representa 4/5 de 20 (16 dividido por 20 é igual a 4/5). Quórum para revogação é de 4/5 dos presentes.

➢ Assim, temos que a concessão de isenção não foi aprovada e a revogação de benefícios foi aprovada.

Por fim, a lei nos informa que dentro de 10 dias da data final da reunião a resolução com as deliberações tomadas devem ser publicadas no Diário Oficial da União.

Vamos conferir como esse assunto foi cobrado em prova:

Concessão:

Unanimidade Revogação:

4/5

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(UEPA – SEFAZ/PA– 2013-Adaptada)

No que concerne às disposições da Lei Complementar n.º 24/75, analise os itens seguintes:

I- os convênios estabelecidos pela Lei Complementar n.º 24/75, serão celebrados em reuniões para as quais tenham sido convocados representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, sob a presidência de representantes escolhidos pelos Estados e Distrito Federal.

II- a concessão de benefícios dependerá sempre de decisão de 3/5 (três quintos) dos Estados representados; a sua revogação total ou parcial dependerá de aprovação de 4/5 (quatro quintos), pelo menos, dos representantes presentes.

III- dentro de 15 (quinze) dias, contados da data final da reunião para concessão de benefício fiscal, a resolução nela adotada será publicada no Diário Oficial da União.

RESOLUÇÃO:

I- os convênios estabelecidos pela Lei Complementar n.º 24/75, serão celebrados em reuniões para as quais tenham sido convocados representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, sob a presidência de representantes escolhidos pelos Estados e Distrito Federal.

ERRADO. As reuniões ocorrem sob a presidência de representantes do Governo federal.

II- a concessão de benefícios dependerá sempre de decisão de 3/5 (três quintos) dos Estados representados; a sua revogação total ou parcial dependerá de aprovação de 4/5 (quatro quintos), pelo menos, dos representantes presentes.

ERRADO. Para concessão de benefícios dependerá da unanimidade dos Estados representados.

III- dentro de 15 (quinze) dias, contados da data final da reunião para concessão de benefício fiscal, a resolução nela adotada será publicada no Diário Oficial da União.

ERRADO. O prazo para publicação no Diário Oficial da União de resolução adotada na reunião será de 10 dias, contados da data final da reunião.

Resposta: ERRADO; ERRADO; ERRADO

“Professor, então quer dizer que, após a publicação da resolução no D.O.U, as deliberações tomadas já vão surtir os efeitos em todo o país?”

Ainda não, após a publicação da resolução no DOU ainda é necessário que ocorra alguns procedimentos por parte das Unidades da Federação para que as decisões tomadas nas reuniões possam, realmente, entrar em vigor.

Para isso, vamos acompanhar os demais procedimentos que a lei determina:

Art. 4º - Dentro do prazo de 15 (quinze) dias contados da publicação dos convênios no Diário Oficial da União(D.O.U), e independentemente de qualquer outra comunicação, o Poder Executivo de cada Unidade da Federação publicará decreto ratificando ou não os convênios celebrados, considerando-se ratificação tácita dos convênios a falta de manifestação no prazo assinalado neste artigo.

§ 1º - O disposto neste artigo aplica-se também às Unidades da Federação cujos representantes não tenham comparecido à reunião em que hajam sido celebrados os convênios.

(10)

§ 2º - Considerar-se-á rejeitado o convênio que não for expressa ou tacitamente ratificado pelo Poder Executivo de todas as Unidades da Federação ou, nos casos de revogação a que se refere o art. 2º, § 2º, desta Lei, pelo Poder Executivo de, no mínimo, quatro quintos das Unidades da Federação.

Perceba que após a publicação do Convênio no Diário Oficial da União é necessário que cada Unidade da Federação ratifique ou não os convênios celebrados dentro de 15 dias. E como ocorre essa ratificação? Ela ocorre por meio de decreto do Poder Executivo (CONFIRMANDO) o convênio. Note, também, que o Poder Executivo por meio de decreto pode não ratificar, ou seja, informar que não está de acordo com o convênio.

E se a Unidade da Federação não fizer nada, não informar se ratifica ou não? Caso a Unidade da Federação não se manifeste no prazo assinalado é considerado que ela ratificou o convênio. Essa é a ratificação tácita.

Ratificação expressa: Unidade da Federação ratifica por meio de decreto o convênio.

Ratificação tácita: Unidade da Federação não se manifesta dentro do prazo previsto.

Mesmo que determinada Unidade da Federação não tenha comparecido à reunião do CONFAZ ela deve seguir o mesmo procedimento para ratificação ou não do convênio celebrado.

É importante observar que um convênio relativo à concessão de isenção ou benefícios será considerado rejeitado se não for expressa ou tacitamente ratificado por todas as Unidades da Federação, ou seja, se pelo menos uma Unidade da Federação não ratificar o convênio, ele será rejeitado.

EXEMPLO1: Determinado convênio que aprovava a concessão de isenção de ICMS para salmão enlatado foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Durante o prazo para manifestação das Unidades da Federação, 02 Estados não se manifestaram e 01 Estado não ratificou. Ressalta-se que todos os outros Estados ratificaram expressamente o convênio.

➢ Esse convênio foi rejeitado porque 01 Estado não ratificou a concessão de isenção. Ressalta-se que a não manifestação de 02 Estados é considerada ratificação tácita. Assim, o convênio foi rejeitado por conta de apenas 01 Estado, pois para concessão de isenção é necessário a ratificação de todas as Unidades da Federação.

No caso dos convênios relativos às revogações de isenções ou benefícios, a necessidade de ratificação segue o mesmo quórum para aprovação do convênio, ou seja, necessita que 4/5 dos estados ratifiquem expressa ou tacitamente o convênio.

EXEMPLO2: Determinado convênio que aprovava a revogação da isenção de ICMS para arroz foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Durante o prazo para manifestação, 04 Unidades da Federação não se manifestaram, 16 UF’s ratificaram por decreto e 07 UF’s não ratificaram por decreto.

➢ 20 UF’s ratificaram o convênio, 16 expressamente e 4 tacitamente. No entanto, o convênio foi rejeitado, pois o quórum de 4/5 não foi atingido. Seriam necessárias, no mínimo, 22 ratificações. (4/5*27=21,6) Após a ratificação ou rejeição do convênio pelas Unidades da Federação é necessário nova publicação no Diário Oficial da União, informando a ratificação ou a rejeição.

Art. 5º - Até 10 (dez) dias depois de findo o prazo de ratificação dos convênios, promover-se-á, segundo o disposto em Regimento, a publicação relativa à ratificação ou à rejeição no Diário Oficial da União.

Art. 6º - Os convênios entrarão em vigor no trigésimo dia após a publicação a que se refere o art. 5º, salvo disposição em contrário.

(11)

A publicação da ratificação ou da rejeição deve ocorrer dentro de 10 dias do fim do prazo para ratificação dos convênios, ou seja, finalizou o prazo para ratificação ou não, inicia o prazo para publicação da ratificação ou rejeição.

Ademais, em regra, após 30 dias da publicação da ratificação ou rejeição os convênios entram em vigor. Caso haja alguma disposição em contrário deve ser seguido o prazo descrito no normativo.

Vamos usar uma linha do tempo para sistematizar os prazos da celebração dos convênios:

Seguindo, vamos acompanhar mais dois dispositivos que nos explicam o alcance dos convênios.

Art. 3º - Os convênios podem dispor que a aplicação de qualquer de suas cláusulas seja limitada a uma ou a algumas Unidades da Federação.

Interessante notar que apesar do procedimento de celebração dos convênios envolver todas as Unidades da Federação, os convênios podem ter cláusulas que sejam limitadas a uma ou a algumas Unidades da Federação.

Por exemplo, mesmo que determinada concessão de isenção seja relativa a uma única Unidade de Federação, ainda assim, será necessária aprovação de todos os representantes nas reuniões do CONFAZ e ratificação do convênio por todas as UF’s.

Art. 7º - Os convênios ratificados obrigam todas as Unidades da Federação inclusive as que, regularmente convocadas, não se tenham feito representar na reunião.

Note que não importa se a Unidade da Federação compareceu ou não à reunião do CONFAZ, se o convênio foi ratificado ele obriga a todas as Unidade da Federação, INCLUSIVE aquelas que não compareceram.

EXEMPLO: O estado de São Paulo, mesmo tendo sido convocado, não compareceu à reunião do CONFAZ na qual foi deliberado que seria concedido isenção do ICMS para determinados materiais de construção civil. Além de não comparecer à reunião, o estado de São Paulo não se manifestou no prazo regulamentar a respeito da ratificação ou não do convênio. Todas as demais UF’s ratificaram o convênio.

➢ A não manifestação do estado de São Paulo significou ratificação tácita do convênio por esse estado.

Assim, o convênio foi ratificado visto que houve unanimidade de ratificação. Assim, mesmo que o estado de São Paulo não tenha comparecido à reunião do CONFAZ, a isenção concedida se aplica ao referido estado visto que o convênio ratificado obriga todas as UF’s.

Além de apresentar as regras procedimentais para concessão/revogação de benefícios fiscais relativos ao ICMS, a LC 24/75 também dispõe sobre as consequências da inobservância de suas regras.

Reunião

Resolução publicada no

DOU

Decreto do Executivo:

Ratificando ou Rejeitando

Ratificação ou Rejeição publicada no

DOU

Convênio entra em vigor

10 dias 15 dias 10 dias 30 dias

(12)

Vamos ver quais são essas consequências:

Art. 8º - A inobservância dos dispositivos desta Lei acarretará, cumulativamente:

I - a nulidade do ato e a ineficácia do crédito fiscal atribuído ao estabelecimento recebedor da mercadoria;

Il - a exigibilidade do imposto não pago ou devolvido e a ineficácia da lei ou ato que conceda remissão do débito correspondente.

Parágrafo único - As sanções previstas neste artigo poder-se-ão acrescer a presunção de irregularidade das contas correspondentes ao exercício, a juízo do Tribunal de Contas da União, e a suspensão do pagamento das quotas referentes ao Fundo de Participação, ao Fundo Especial e aos impostos referidos nos itens VIII e IX do art. 21 da Constituição federal.

Esse artigo reforça a necessidade de que os benefícios fiscais relativos ao ICMS sigam as diretrizes da Lei Complementar 24/75. O que a lei quer dizer é que, se determinado ato concedeu benefícios sem observar as formalidades necessárias, esse ato será considerado nulo e, ainda, implicará ineficácia do crédito fiscal para o estabelecimento que recebeu a mercadoria. Vamos utilizar um exemplo para esclarecer melhor essa situação:

EXEMPLO: O estado de São Paulo concedeu redução da base de cálculo para operações com carne.

Ressalta-se que a lei concessiva do referido benefício não observou os ditames da Lei Complementar 24/75. Assim, o frigorífico “KICARNE” vendeu 1 tonelada de carnes por R$ 15.000,oo, com ICMS de R$ 750,00, para o supermercado “VENDABOA” no estado de Minas Gerais.

➢ Como a lei que concedeu a redução da base de cálculo não observou as regras vigentes para concessão de benefícios do ICMS, é ineficaz o crédito que o supermercado poderia utilizar.

Ademais, será exigido o imposto que não foi pago devido à concessão de benefício concedido com inobservância da lei 24/75. Ainda que haja concessão de remissão desse débito a lei ou ato que o conceda é ineficaz.

Lembra que na aula 01 falamos que 25% do ICMS pertence aos municípios? Será que os Municípios podem conceder algum tipo de benefício relativo ao ICMS que têm direito?

Art. 9º - É vedado aos municípios, sob pena das sanções previstas no artigo anterior, concederem qualquer dos benefícios relacionados no art. 1º no que se refere à sua parcela na receita do imposto de circulação de mercadorias.

Pois bem, mesmo que essa parcela do ICMS seja pertencente aos municípios, eles não podem conceder qualquer benefício relativo ao ICMS no que se refere à sua parcela na receita do imposto de circulação de mercadorias. Vamos clarear com um exemplo:

Nulidade do ato e Ineficácia do crédito fiscal;

Exigibilidade do imposto não pago ou devolvido e Ineficácia da lei ou ato que conceda remissão do débito

Inobservância da

Lei 24/75

(13)

EXEMPLO: O prefeito RUBERVALDO depois de eleito teve que cumprir sua promessa de campanha e encaminhou projeto de lei para câmara municipal na qual estava previsto que as empresas que fossem contribuintes do ICMS e do ISS que viessem a ser instaladas nos próximos 05 anos na cidade e que gerassem empregos formais para mais de 200 trabalhadores teriam direito a abater do valor a pagar de ISS a parte relativa ao ICMS que seria destinado ao município.

➢ Pessoal, o RUBERVALDO mesmo com boas intenções não poderia encaminhar esse projeto de lei, pois os municípios não têm competência para conceder benefícios relativos ao ICMS no que se refere à sua parcela na receita desse imposto.

Art. 10 - Os convênios definirão as condições gerais em que se poderão conceder, unilateralmente, anistia, remissão, transação, moratória, parcelamento de débitos fiscais e ampliação do prazo de recolhimento do imposto de circulação de mercadorias.

Os convênios, além de tratarem sobre a concessão e a revogação de benefícios fiscais relativos ao ICMS, definirão as condições gerais para outros assuntos relacionados ao ICMS, como: anistia, remissão, transação, moratória, parcelamento de débitos fiscais e ampliação do prazo de recolhimento do imposto. Perceba que esse artigo reforça a importância de haver uma maior regulação nas matérias relativas ao ICMS, a fim de evitar maiores conflitos entre as Unidades da Federação.

Na Sequência temos que a regimento dar reuniões deve ser aprovado por meio de convênio.

Art. 11 - O Regimento das reuniões de representantes das Unidades da Federação será aprovado em convênio.

Artigo que apenas informa que o regimento das reuniões será aprovado em convênio.

Convênio para definição das condições gerais

ANISTIA REMISSÃO TRANSAÇÃO MORATÓRIA

PARCELAMENTO DE DÉBITOS FISCAIS

AMPLIAÇÃO DO PRAZO DE RECOLHIMENTO

(14)

REGRAS DE TRANSIÇÃO

Diante da existência de alguns benefícios fiscais em vigor no momento da publicação da lei, foram elaboradas algumas regras para tratar desses benefícios. Vamos dar uma lida no que a lei diz e em seguida fazemos a análise.

Art. 12 - São mantidos os benefícios fiscais decorrentes de convênios regionais e nacionais vigentes à data desta Lei, até que revogados ou alterados por outro.

§ 1º - Continuam em vigor os benefícios fiscais ressalvados pelo § 6º do art. 3º do Decreto-Lei nº 406, de 31 de dezembro de 1968, com a redação que lhe deu o art. 5º do Decreto-Lei nº 834, de 8 de setembro de 1969, até o vencimento do prazo ou cumprimento das condições correspondentes.

§ 2º - Quaisquer outros benefícios fiscais concedidos pela legislação estadual considerar-se-ão revogados se não forem convalidados pelo primeiro convênio que se realizar na forma desta Lei, ressalvados os concedidos por prazo certo ou em função de determinadas condições que já tenham sido incorporadas ao patrimônio jurídico de contribuinte. O prazo para a celebração deste convênio será de 90 (noventa) dias a contar da data da publicação desta Lei.

§ 3º - A convalidação de que trata o parágrafo anterior se fará pela aprovação de 2/3 (dois terços) dos representantes presentes, observando-se, na respectiva ratificação, este quórum e o mesmo processo do disposto no art. 4º.

Esse artigo nos informa que caso houvessem benefícios fiscais concedidos por convênios nacionais e regionais eles poderiam ser mantidos, até que fossem revogados ou alterados por outros. Assim, se na época da publicação determinado produto tivesse isenção de ICMS por convênio da região Centro-Oeste, essa isenção poderia ser mantida.

Ademais, a lei informa que os benefícios fiscais oriundos de dois Decretos-Lei (406 e 834) continuariam em vigor até o vencimento do prazo ou cumprimento das condições correspondentes.

Ressalta-se que para benefícios fiscais concedidos por legislações estaduais a LC 24/75 deu um tratamento diferente quanto à possibilidade de manutenção dos benefícios. Para manutenção dos benefícios seria necessário que eles fossem convalidados na ocasião da realização do primeiro convênio. Além disso, foi determinado que o prazo para celebração desse convênio, seria de 90 dias contados da publicação da LC 24/75.

Aliás, foi estabelecido que para a convalidação, seria necessário aprovação de 2/3 (dois terços) dos representantes presentes na reunião, observando-se, na respectiva ratificação, este quórum (2/3).

(15)

SUSPENSÃO DO ICMS

Assunto que não está relacionado com a regulação dos convênios interestaduais, mas que está incluso nessa lei. Ressalto que esse assunto será melhor compreendido quando estudarmos a Lei Kandir. No entanto, como essa lei abordou esse assunto vamos estudá-lo desde já.

Art. 14 - Sairão com suspensão do Imposto de Circulação de Mercadorias:

I - as mercadorias remetidas pelo estabelecimento do produtor para estabelecimento de Cooperativa de que faça parte, situada no mesmo Estado;

II - as mercadorias remetidas pelo estabelecimento de Cooperativa de Produtores, para estabelecimento, no mesmo Estado, da própria Cooperativa, de Cooperativa Central ou de Federação de Cooperativas de que a Cooperativa remetente faça parte.

§ 1º - O imposto devido pelas saídas mencionadas nos incisos I e II será recolhido pelo destinatário quando da saída subsequente, esteja sujeita ou não ao pagamento do tributo.

Inicialmente devemos entender o que significa a suspensão do ICMS de acordo com a Lei 24/75.

Suspensão: é o adiamento do pagamento do imposto, sendo que esse pagamento será feito pelo próprio contribuinte.

Note que pela Lei 24/75, o imposto devido será recolhido pelo destinatário, divergindo um pouco da definição usual. Mas não se preocupe com isso. Tenha em mente que quando uma operação envolver saída de mercadorias de estabelecimento de produtor para estabelecimento de cooperativa de que faça parte, ocorrerá uma postergação do pagamento do imposto, na qual o destinatário deverá efetuar o recolhimento do imposto.

Ressalta-se, também, que a suspensão visa facilitar a fiscalização e a arrecadação do ICMS. Imagine a grande quantidade de produtores que remetem suas produções para que sejam vendidas por cooperativas. Assim, fica mais fácil para a fiscalização estabelecer que a cooperativa recolha o imposto do que fiscalizar se cada produtor efetuou o recolhimento correto do imposto.

ZONA FRANCA DE MANAUS

Diante da importância da Zona Franca de Manaus (ZFM), a LC 24/75 fez questão de trazer um dispositivo para resguardar as indústrias instaladas naquela região. Vamos conferir essa proteção que a lei conferiu à ZFM.

Art. 15 - O disposto nesta Lei não se aplica às indústrias instaladas ou que vierem a instalar-se na Zona Franca de Manaus, sendo vedado às demais Unidades da Federação determinar a exclusão de incentivo fiscal, prêmio ou estimulo concedido pelo Estado do Amazonas.

Esse artigo visa assegurar que os benefícios fiscais concedidos às indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM) sejam mantidos. Assim, essa lei não se aplica às indústrias situadas na Zona Franca de Manaus.

Além disso, as demais Unidades da Federação estão proibidas de excluir incentivo fiscal, prêmio ou estimulo concedido pelo Estado do Amazonas.

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LEI COMPLEMENTAR FEDERAL 160/2017

A Lei complementar 160/2017 teve por finalidade trazer segurança jurídica aos contribuintes de ICMS que usufruíram de benefícios fiscais relativos ao ICMS com a consequente redução da carga tributária como contrapartida aos investimentos realizados no território das unidades federadas que instituíram esses benefícios.

Muitos desses benefícios fiscais foram concedidos em desacordo com as regras estabelecidas na Lei Complementar 24/75. Dessa maneira, os contribuintes estavam apreensivos com a possibilidade desses benefícios fiscais serem revogados e serem, também, cobrados por toda carga tributária até então reduzida.

Art. 1º Mediante convênio celebrado nos termos da Lei Complementar no 24, de 7 de janeiro de 1975, os Estados e o Distrito Federal poderão deliberar sobre:

I - a remissão dos créditos tributários, constituídos ou não, decorrentes das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais instituídos em desacordo com o disposto na alínea “g” do inciso XII do § 2o do art. 155 da Constituição Federal por legislação estadual publicada até a data de início de produção de efeitos desta Lei Complementar;

II - a reinstituição das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais referidos no inciso I deste artigo que ainda se encontrem em vigor.

Veja que a Lei Complementar 160/2017 tem por finalidade regular como os Estados e o Distrito Federal podem “corrigir” os atos feitos em discordância com o disposto na alínea “g” do inciso XII do § 2o do art. 155 da Constituição Federal na qual prevê que Lei Complementar deve regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.

Conforme estudado na Aula 02 desse curso, a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados foi regulamentada pela Lei Complementar 24/75.

Pois bem, apesar disso, os Estados e o Distrito Federal ainda instituíram benefícios fiscais relativos em desacordo com a Lei 24/75. Afinal, estamos no Brasil e não poderíamos esperar o contrário!

Art. 2º O convênio a que se refere o art. 1º desta Lei Complementar poderá ser aprovado e ratificado com o voto favorável de, no mínimo:

I - 2/3 (dois terços) das unidades federadas; e

II - 1/3 (um terço) das unidades federadas integrantes de cada uma das 5 (cinco) regiões do País.

O convênio interestadual para a remissão dos créditos tributários para a reinstituição das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais tratados na LC 160/17 tem um quórum especial. Perceba que o quórum especifica dois requisitos: 2/3 (dois terços) das unidades federadas e 1/3 (um terço) das unidades federadas integrantes de cada uma das 5 (cinco) regiões do País. Ou seja, deve haver a satisfação das duas condições.

(17)

Dessa maneira, após o convênio que tem a finalidade de solucionar problemas oriundos da falta de atendimento a Lei Complementar 24/75 está aprovado e ratificado.

Art. 3º O convênio de que trata o art. 1º desta Lei Complementar atenderá, no mínimo, às seguintes condicionantes, a serem observadas pelas unidades federadas:

I - publicar, em seus respectivos diários oficiais, relação com a identificação de todos os atos normativos relativos às isenções, aos incentivos e aos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais abrangidos pelo art. 1o desta Lei Complementar;

II - efetuar o registro e o depósito, na Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da documentação comprobatória correspondente aos atos concessivos das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais mencionados no inciso I deste artigo, que serão publicados no Portal Nacional da Transparência Tributária, que será instituído pelo Confaz e disponibilizado em seu sítio eletrônico.

Perceba que a Lei Complementar 160/2017 apresenta atribuições específicas às Unidades da Federação após a aprovação do convênio que aprova a remissão dos créditos tributários ou a reinstituição das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais.

Interessante que a LC 160/2017 informa que o CONFAZ instituirá o Portal Nacional da Transparência Tributária!

Art. 3º § 1o O disposto no art. 1o desta Lei Complementar não se aplica aos atos relativos às isenções, aos incentivos e aos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais vinculados ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) cujas exigências de publicação, registro e depósito, nos termos deste artigo, não tenham sido atendidas, devendo ser revogados os respectivos atos concessivos.

2/3 das unidades federadas

1/3 das unidades federadas integrantes de cada uma das 5 regiões do País

Convênio aprovado e

ratificado

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Na hipótese de não haver publicação, registro e depósito, os atos concessivos devem ser revogados. Ou seja, é imprescindível que as Unidades da Federação atendam às exigências impostas no caput do Art. 3º.

Após o cumprimento das exigências de publicação, registro e depósito, está autorizada a conceder e a prorrogar os benefícios fiscais. No entanto, há limitações relativas ao prazo de fruição. São essas restrições que iremos conhecer agora.

Art. 3º § 2o A unidade federada que editou o ato concessivo relativo às isenções, aos incentivos e aos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais vinculados ao ICMS de que trata o art. 1o desta Lei Complementar cujas exigências de publicação, registro e depósito, nos termos deste artigo, foram atendidas é autorizada a concedê- los e a prorrogá-los, nos termos do ato vigente na data de publicação do respectivo convênio, não podendo seu prazo de fruição ultrapassar:

I - 31 de dezembro do DÉCIMO QUINTO ANO posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados ao fomento das atividades agropecuária e industrial, inclusive agroindustrial, e ao investimento em infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, aeroportuária e de transporte urbano, bem como quanto àqueles destinados a templos de qualquer culto e a entidades beneficentes de assistência social;

II - 31 de dezembro do DÉCIMO QUINTO ANO posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio internacional, incluída a operação subsequente à da importação, praticada pelo contribuinte importador;

III - 31 de dezembro do DÉCIMO QUINTO ANO posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais, desde que o beneficiário seja o real remetente da mercadoria;

IV - 31 de dezembro do DÉCIMO QUINTO ANO posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados às operações e prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura;

V - 31 de dezembro do PRIMEIRO ANO posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto aos demais.

§ 7o As unidades federadas poderão estender a concessão das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais referidos no § 2o deste artigo a outros contribuintes estabelecidos em seu território, sob as mesmas condições e nos prazos-limites de fruição.

§ 8º As unidades federadas poderão aderir às isenções, aos incentivos e aos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais concedidos ou prorrogados por outra unidade federada da mesma região na forma dos §§ 2º e 2º-A deste artigo, enquanto vigentes.

Perceba que temos uma limitação temporal em relação à fruição do benefício fiscal relativo ao ICMS.

(19)

Art. 3º , § 2º-A. A partir de 1º de janeiro do décimo segundo ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, a concessão e a prorrogação de que trata o § 2º deste artigo deverão observar a redução em 20% (vinte por cento) ao ano com relação ao direito de fruição das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiros-fiscais vinculados ao ICMS destinados à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais, às prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura e à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio internacional.

§ 3º Os atos concessivos cujas exigências de publicação, de registro e de depósito, nos termos deste artigo, foram atendidas permanecerão vigentes e produzindo efeitos como normas regulamentadoras nas respectivas unidades federadas concedentes das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais vinculados ao ICMS, nos termos dos §§ 2º e 2º-A deste artigo.

§ 4o A unidade federada concedente poderá revogar ou modificar o ato concessivo ou reduzir o seu alcance ou o montante das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais antes do termo final de fruição.

Prazo de fruição dos Benefícios Fiscais

àqueles destinados ao fomento das atividades agropecuária e industrial, inclusive agroindustrial, e ao investimento em infraestrutura

rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, aeroportuária e de transporte urbano, bem como quanto àqueles destinados a templos de

qualquer culto e a entidades beneficentes de assistência social.

31 de dezembro do DÉCIMO QUINTO ANO posterior à produção de efeitos do respectivo

convênio

àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio internacional, incluída a operação subsequente à da importação, praticada pelo

contribuinte importador.

31 de dezembro do DÉCIMO QUINTO ANO posterior à produção de efeitos do respectivo

convênio,

àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais, desde que o beneficiário seja o real remetente da

mercadoria.

31 de dezembro do DÉCIMO QUINTO ANO posterior à produção de efeitos do respectivo

convênio

àqueles destinados às operações e prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura.

31 de dezembro do DÉCIMO QUINTO ANO posterior à produção de efeitos do respectivo

convênio

demais

31 de dezembro do PRIMEIRO ANO posterior à produção de

efeitos do respectivo convênio

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§ 5o O disposto no § 4o deste artigo não poderá resultar em isenções, incentivos ou benefícios fiscais ou financeiro-fiscais em valor superior ao que o contribuinte podia usufruir antes da modificação do ato concessivo.

A Lei Federal autoriza que a Unidade da Federação concedente possa revogar ou modificar o ato concessivo ou reduzir o seu alcance ou o montante das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais antes do termo final de fruição.

Lembre-se que a intenção da Lei Complementar 160/2017 é regularizar benefícios fiscais que foram concedidos em desacordo com as regras dispostas na Lei Complementar 24/75. Logo, não há problema nenhum que haja a revogação ou a modificação ou redução do alcance ou do montante das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais antes do termo final de fruição.

Perceba que na sequência a Lei deixa bem claro que qualquer dessas ações tomadas pela Unidade da Federação não podem resultar em isenções, incentivos ou benefícios fiscais ou financeiro-fiscais em valor superior ao que o contribuinte podia usufruir antes da modificação do ato concessivo.

Art. 3º § 6o As unidades federadas deverão prestar informações sobre as isenções, os incentivos e os benefícios fiscais ou financeiro-fiscais vinculados ao ICMS e mantê-las atualizadas no Portal Nacional da Transparência Tributária a que se refere o inciso II do caput deste artigo.

Instituído o Portal Nacional da Transparência Tributária, as unidades federadas deverão prestar informações sobre as isenções, os incentivos e os benefícios fiscais ou financeiro-fiscais vinculados ao ICMS e mantê-las atualizadas.

Art. 4o São afastadas as restrições decorrentes da aplicação do art. 14 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, que possam comprometer a implementação das disposições desta Lei Complementar.

Para que a Lei Complementar 160/2017 seja posta em prática, as restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal em relação à concessão ou a ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita são afastadas. Isso acontece porque poderia haver um conflito entre as normas na implementação das medidas relativas ao ICMS.

Apenas para conhecimento, faça uma leitura das restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Lei de Responsabilidade Fiscal

Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições:

I - demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias;

II - estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição.

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Art. 5o A remissão ou a não constituição de créditos concedidas por lei da unidade federada de origem da mercadoria, do bem ou do serviço afastam as sanções previstas no art. 8º da Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, retroativamente à data original de concessão da isenção, do incentivo ou do benefício fiscal ou financeiro-fiscal, vedadas a restituição e a compensação de tributo e a apropriação de crédito extemporâneo por sujeito passivo.

Conforme a Lei Complementar 24/75, caso não houvesse a sua observância, algumas medidas deveriam ser impostas aos contribuintes, conforme podemos relembrar abaixo:

LC 24/75

Art. 8º - A inobservância dos dispositivos desta Lei acarretará, cumulativamente:

I - a nulidade do ato e a ineficácia do crédito fiscal atribuído ao estabelecimento recebedor da mercadoria;

Il - a exigibilidade do imposto não pago ou devolvido e a ineficácia da lei ou ato que conceda remissão do débito correspondente.

Parágrafo único - As sanções previstas neste artigo poder-se-ão acrescer a presunção de irregularidade das contas correspondentes ao exercício, a juízo do Tribunal de Contas da União, e a suspensão do pagamento das quotas referentes ao Fundo de Participação, ao Fundo Especial e aos impostos referidos nos itens VIII e IX do art. 21 da Constituição federal.

Pois bem, lembre-se que, agora, estamos estudando uma Lei que veio para “apaziguar” possíveis problemas decorrentes da não observância dos dispositivos da Lei Complementar 24/75. Logo, está afastada possíveis sanções devido à remissão ou à não constituição de créditos concedidas por lei da unidade federada de origem da mercadoria, do bem ou do serviço.

Art. 6o Ressalvado o disposto nesta Lei Complementar, a concessão ou a manutenção de isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais em desacordo com a Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, implica a sujeição da unidade federada responsável aos impedimentos previstos nos incisos I, II e III do § 3º do art. 23 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, pelo prazo em que perdurar a concessão ou a manutenção das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais.

§ 1o A aplicação do disposto no caput deste artigo é condicionada ao acolhimento, pelo Ministro de Estado da Fazenda, de representação apresentada por Governador de Estado ou do Distrito Federal.

§ 2o Admitida a representação e ouvida, no prazo de 30 (trinta) dias, a unidade federada interessada, o Ministro de Estado da Fazenda, em até 90 (noventa) dias:

I - determinará o arquivamento da representação, caso não seja constatada a infração;

II - editará portaria declarando a existência da infração, a qual produzirá efeitos a partir de sua publicação.

§ 3o Compete ao Tribunal de Contas da União verificar a aplicação, pela União, da sanção prevista no caput deste artigo.

(22)

Estamos observando que a concessão ou a manutenção de isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais em desacordo com a Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975 podem ser “corrigidos” de acordo com os requisitos previstos na LC 160/2017. Pois bem, caso as Unidades da Federação mantenham esses benefícios sem a devida correção, será imposto os impedimentos previstos nos incisos I, II e III do § 3º do art. 23 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000. Mais uma vez, aproveito para lhe apresentar os dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Lei de Responsabilidade Fiscal

Art. 23. § 3º Não alcançada a redução no prazo estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o ente não poderá:

I - receber transferências voluntárias;

I - obter garantia, direta ou indireta, de outro ente;

III - contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao pagamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal.

Dessa forma, enquanto perdurar a concessão ou a manutenção das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais em desacordo com a LC 24/75 e não regularizada nas condições impostas pela LC 160/17, a Unidade da Federação não poderá receber transferências voluntárias, não poderá obter garantia, direta ou indireta, de outro ente e não poderá contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal.

Vamos praticar!

(FGV - 2021 - SEFAZ-ES - Auditor Fiscal da Receita Estadual)

O Estado X, percebendo que o Estado Y estava atualmente mantendo irregularmente um benefício fiscal de ICMS, sem a devida autorização de convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária, protocolou representação contra o Estado Y junto ao Ministério da Economia. Diante desse cenário, analise as afirmativas a seguir.

I. O Estado Y, enquanto perdurar a irregularidade, não poderá contratar operações de crédito destinadas ao pagamento da sua dívida mobiliária.

II. A representação do Estado X contra o Estado Y deve ser firmada pelo Secretário Estadual de Fazenda do Estado X.

III. Compete ao Tribunal de Contas da União verificar a aplicação, pela União, das sanções previstas na LC 160/2017 contra o Estado Y.

Está correto o que se afirma em a) I, somente.

b) II, somente.

c) III, somente.

d) I e II, somente.

e) I, II e III.

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RESOLUÇÃO:

I. ERRADO. A concessão ou a manutenção de isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais em desacordo com a Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, implica a sujeição da unidade federada responsável aos impedimentos previstos nos incisos I, II e III do § 3º do art. 23 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000.

Os impedimentos, são os seguintes:

I - receber transferências voluntárias;

I - obter garantia, direta ou indireta, de outro ente;

III - contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao pagamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal.

Dessa maneira, a contratação de operações de crédito destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária não é um impedimento.

II. ERRADO. A representação do Estado X contra o Estado Y deve ser firmada pelo Governador do Estado X.

III. CORRETO. De fato, compete ao Tribunal de Contas da União verificar a aplicação, pela União, das sanções previstas na LC 160/2017 contra o Estado Y.

Resposta: C

Art. 7o Para fins de aprovação e de ratificação do convênio previsto no art. 1º desta Lei Complementar, aplicam- se os demais preceitos contidos na Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, que não sejam contrários aos dispositivos desta Lei Complementar.

O convênio que normatizará as situações previstas na LC 160/17 tem um quórum especial de aprovação conforme estudado no Artigo 2º. Em relação aos demais requisitos, deve ser observado os mandamentos da LC 24/75.

Art. 8o O convênio de que trata o art. 1o desta Lei Complementar deverá ser aprovado pelo Confaz no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data de publicação desta Lei Complementar, sob pena de perderem eficácia as disposições dos arts. 1o a 6o desta Lei Complementar.

Apenas para conhecimento, saiba que foi publicado no Diário Oficial da União em 18/12/17 o convênio ICMS 190/17, que regulamentou a Lei Complementar 160/17.

Aqui finalizamos o estudo da LC 24/75 e da LC 160/17 que trata dos convênios relativos ao ICMS. Por ser um assunto curto, aproveite para estudá-lo bem e revisar as disposições relativas ao ICMS que se encontram na Constituição Federal. Na próxima aula entraremos na Lei Kandir, coração do ICMS.

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Fim de aula! Hora de colocar em prática o conhecimento adquirido.

Sugiro que faça primeiro os exercícios ao final da aula e depois analise as resoluções para melhor consolidar o conhecimento.

Grande abraço!!!

Prof. Rabelo

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Questões Comentadas

1.

FCC - 2018 - SEFAZ-SC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual)

Conforme estabelece a Lei Complementar nº 160/2017, os Estados e o Distrito Federal podem,

a) mediante convênio, conceder remissão de débitos tributários relativos ao ICMS, IPVA e ITCMD, sem ficarem restritos ao disposto na Lei Complementar nº 101/2000, que trata de responsabilidade fiscal.

b) mediante acordo entre eles, revogar e reinstituir benefícios fiscais, relativos ao ICMS, sem precisar submeter tais atos à respectiva Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Contas do Estado e da União.

c) mediante convênio, remitir créditos tributários, decorrentes de benefícios fiscais instituídos por legislação estadual, publicada até a data de início de produção da referida Lei Complementar, em desacordo com o disposto na alínea “g” do inciso XII do § 2º do artigo 155 da Constituição Federal.

d) nos termos da Lei Complementar 24/1975, celebrar convênios, com voto favorável de, no mínimo, dois terços dos presentes, tornando doravante desnecessária a votação unânime de todos os Estados para aprovar os referidos convênios.

e) mediante acordo entre eles, conceder benefícios tributários sem precisar atender às restrições previstas nos artigos 14 e 16 da Lei Complementar nº 101/2000.

RESOLUÇÃO: Essa questão trata do tema central da Lei Complementar n° 160/17. De acordo com a referida Lei, os Estados e o Distrito Federal poderão deliberar sobre a remissão dos créditos tributários, constituídos ou não, decorrentes das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais instituídos em desacordo com o disposto na alínea “g” do inciso XII do § 2o do art. 155 da Constituição Federal por legislação estadual publicada até a data de início de produção de efeitos desta Lei Complementar.

Art. 1º Mediante convênio celebrado nos termos da Lei Complementar no 24, de 7 de janeiro de 1975, os Estados e o Distrito Federal poderão deliberar sobre:

I - a remissão dos créditos tributários, constituídos ou não, decorrentes das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais instituídos em desacordo com o disposto na alínea “g” do inciso XII do § 2o do art. 155 da Constituição Federal por legislação estadual publicada até a data de início de produção de efeitos desta Lei Complementar;

II - a reinstituição das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais referidos no inciso I deste artigo que ainda se encontrem em vigor.

Resposta: C

2.

FCC - 2018 - SEFAZ-SC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual)

Conforme estabelece a Lei Complementar no 24/1975, a inobservância dos dispositivos na referida lei acarretará, cumulativamente a:

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a) perda do mandato eletivo e a inelegibilidade do chefe do Poder Executivo estadual, quando este for responsável pelo ato antijurídico praticado.

b) nulidade do ato, a ineficácia do crédito fiscal atribuído ao estabelecimento recebedor da mercadoria, a exigibilidade do imposto não pago ou devolvido e a ineficácia da lei ou ato que conceda remissão do débito correspondente.

c) desconsideração dos negócios jurídicos realizados, entre o remetente e o destinatário da mercadoria, a vedação ao crédito e a aplicação de penalidade pecuniária a título de multa agravada, no valor de 150% do valor da operação.

d) perda do mandato e a inelegibilidade a cargo público por 4 anos ao prefeito municipal que conceder benefícios relacionados à sua parcela na receita do imposto de circulação de mercadorias.

e) pena de reclusão de um a quatro anos e multa, sem prejuízo da obrigação de restituir aos cofres públicos o valor do dano ao erário, aos signatários do ato ilícito.

RESOLUÇÃO: A inobservância dos dispositivos da Lei Complementar 24/75 acarretará, cumulativamente:

I - a nulidade do ato e a ineficácia do crédito fiscal atribuído ao estabelecimento recebedor da mercadoria;

Il - a exigibilidade do imposto não pago ou devolvido e a ineficácia da lei ou ato que conceda remissão do débito correspondente;

Art. 8º - A inobservância dos dispositivos desta Lei acarretará, cumulativamente:

I - a nulidade do ato e a ineficácia do crédito fiscal atribuído ao estabelecimento recebedor da mercadoria;

Il - a exigibilidade do imposto não pago ou devolvido e a ineficácia da lei ou ato que conceda remissão do débito correspondente.

Parágrafo único - As sanções previstas neste artigo poder-se-ão acrescer a presunção de irregularidade das contas correspondentes ao exercício, a juízo do Tribunal de Contas da União, e a suspensão do pagamento das quotas referentes ao Fundo de Participação, ao Fundo Especial e aos impostos referidos nos itens VIII e IX do art. 21 da Constituição federal.

Resposta: B

3.

CESPE – Câmara dos Deputados/AL – 2014)

Acerca da repartição e vinculação de receitas tributárias, do federalismo fiscal, da guerra fiscal e dos acordos

Nulidade do ato e Ineficácia do crédito fiscal;

Exigibilidade do imposto não pago ou devolvido e Ineficácia da lei ou ato que conceda remissão do débito

Inobservância da

Lei 24/75

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Independentemente de deliberação do CONFAZ, serão constitucionais as normas que concedam ou autorizem a concessão de benefícios fiscais de ICMS concernentes a créditos presumidos, desde que estabelecidas mediante lei local do ente federado.

RESOLUÇÃO: Para a concessão de benefícios fiscais relativos ao ICMS é necessário deliberação das Unidades da Federação por meio de reuniões do CONFAZ. Dentre esses benefícios fiscais temos os créditos presumidos.

Assim, a alternativa erra em afirmar que independe de deliberação do CONFAZ.

Art. 1º - As isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, segundo esta Lei.

Parágrafo único - O disposto neste artigo também se aplica:

III - à concessão de créditos presumidos;

Resposta: Errada

4.

CESPE – SEFAZ/ES – 2008)

Uma unidade da Federação, para incrementar suas receitas tributárias, concedeu benefício fiscal no pagamento de ICMS, por meio de lei ordinária específica.

Julgue o item seguinte, com relação a essa situação hipotética.

A remissão tributária pode ser concedida para o ICMS, sem o acordo entre as unidades da Federação.

RESOLUÇÃO: Dentre os assuntos que necessitam de acordo entre as Unidades da Federação temos a definição das condições gerais para concessão de remissão do ICMS. Logo, a questão erra ao afirmar que não há necessidade de acordo entre as Unidades da Federação para concessão de remissão do ICMS.

Art. 10 - Os convênios definirão as condições gerais em que se poderão conceder, unilateralmente, anistia, remissão, transação, moratória, parcelamento de débitos fiscais e ampliação do prazo de recolhimento do imposto de circulação de mercadorias.

Resposta: Errada

5.

CESPE – SEFAZ/ES – 2008)

Uma unidade da Federação, para incrementar suas receitas tributárias, concedeu benefício fiscal no pagamento de ICMS, por meio de lei ordinária específica.

Julgue o item seguinte, com relação a essa situação hipotética.

O ato de concessão do benefício fiscal sem autorização no CONFAZ é considerado nulo.

(28)

RESOLUÇÃO: Exatamente. Para concessão de benefício fiscal relativo é necessário autorização do CONFAZ. Caso alguma Unidade da Federação conceda benefício fiscal sem a respectiva autorização do CONFAZ o ato de autorização será considerado nulo.

Art. 8º - A inobservância dos dispositivos desta Lei acarretará, cumulativamente:

I - a nulidade do ato e a ineficácia do crédito fiscal atribuído ao estabelecimento recebedor da mercadoria;

Resposta: Certa

6.

CESPE – SEFAZ/ES – 2008)

Uma unidade da Federação, para incrementar suas receitas tributárias, concedeu benefício fiscal no pagamento de ICMS, por meio de lei ordinária específica.

Julgue o item seguinte, com relação a essa situação hipotética.

A unidade da Federação pode conceder qualquer benefício fiscal de sua competência, independentemente de acordo firmado com os demais estados.

RESOLUÇÃO: Para a concessão de benefícios fiscais relativos ao ICMS é necessário deliberação das Unidades da Federação por meio de reuniões do CONFAZ. Assim, a questão erra ao afirmar que a concessão de qualquer benefício fiscal independe de acordo firmado com os demais estados.

Art. 1º - As isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, segundo esta Lei.

Parágrafo único - O disposto neste artigo também se aplica:

IV - à quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto de Circulação de Mercadorias, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do respectivo ônus;

Resposta: Errada

7.

CESPE – SEFAZ/ES – 2008) Julgue o item acerca da ICMS.

De acordo com a legislação tributária específica, aplicável ao ICMS, é possível a concessão de parcelamento do crédito tributário, independentemente do CONFAZ.

RESOLUÇÃO: Dentre os assuntos que necessitam de acordo entre as Unidades da Federação temos a definição das condições gerais para concessão de parcelamento de débitos fiscais do ICMS. Logo, a questão erra ao afirmar que não há necessidade de acordo entre as Unidades da Federação para concessão de parcelamento de débitos fiscais do ICMS.

Referências

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