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Presidido por representantes do Governo federal

Convocaçãos de todas UF's Presença da maioria das UF's

Concessão: Unanimidade Revogação: 4/5

Deliberações publicadas em 10 dias no DOU

Considerando que o item I da pauta representa, hipoteticamente, o Convênio 01/2013, que o item II da pauta representa, hipoteticamente, o Convênio 02/2013 e que o item III da pauta representa, hipoteticamente, o Convênio 03/2013, é correto afirmar que

a) somente o Convênio 01/2013 foi ratificado pelos Estados.

b) os três convênios foram ratificados pelos Estados.

c) somente os Convênios 01/2013 e 03/2013 foram ratificados pelos Estados.

d) os três convênios foram rejeitados pelos Estados.

e) somente o Convênio 03/2013 foi ratificado pelos Estados.

RESOLUÇÃO:

Questão que trata de um caso prático. Assim, vamos analisar a situação ocorrida para depois analisarmos as alternativas.

Inicialmente, temos que a pauta da reunião envolve duas concessões ( I e II) de benefícios e uma revogação( III ) de benefício. Lembrando que para concessão de benefícios é necessário unanimidade dos representantes presentes para aprovação do convênio e para revogação de benefícios é necessário quórum de 4/5 dos representantes presentes para aprovação do convênio.

Art. 2º - Os convênios a que alude o art. 1º, serão celebrados em reuniões para as quais tenham sido convocados representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, sob a presidência de representantes do Governo federal.

§ 1º - As reuniões se realizarão com a presença de representantes da maioria das Unidades da Federação.

§ 2º - A concessão de benefícios dependerá sempre de decisão unânime dos Estados representados; a sua revogação total ou parcial dependerá de aprovação de quatro quintos, pelo menos, dos representantes presentes.

§ 3º - Dentro de 10 (dez) dias, contados da data final da reunião a que se refere este artigo, a resolução nela adotada será publicada no Diário Oficial da União.

Considerando que compareceram representantes de 18 Estados e também o representante distrital, temos a reunião ocorreu com a maioria das Unidades da Federação. Lembrando que temos no Brasil 27 UF’s, assim para a realização de uma reunião seria necessário, no mínimo, a presença de 14 UF’s.

Além disso, os 19 representantes presentes aprovaram, por unanimidade, a concessão dos benefícios constantes dos itens I e II da pauta dessa reunião do CONFAZ, mas somente 16 representantes aprovaram a revogação do benefício referido no item III dessa pauta.

Considerando ainda que a reunião foi realizada no dia 02 de setembro de 2013 e que no dia 09 de setembro de 2013, o Diário Oficial da União publicou a resolução adotada em relação aos três itens da pauta, a deliberação tomada na reunião foi publicada no prazo regulamentar de 10 dias, contados da data final da reunião.

Então, até o momento o processo de tramitação do convênio ocorreu regularmente. Vamos agora analisar o próximo passo que se refere à ratificação do convênio pelas UF’s.

Como os convênios foram publicados no D.O.U no dia 09 de setembro de 2013, o prazo para ratificação ou não pelas Unidades da Federação seria até o dia 24 de setembro de 2013. Ressalta-se que a falta de manifestação implica ratificação tácita.

Analisando o quadro apresentado pela questão temos a seguinte situação:

Convênio 01: não houve rejeição dentro do prazo regulamentar. Logo, esse convênio será considerado regular, visto que para convênio que concede benefício é necessário que todas as Unidades da Federação ratifiquem(

expressa ou tacitamente).

Ratificado.

Convênio 02: houve uma rejeição dentro do prazo regulamentar. Logo, esse convênio será considerado rejeitado, visto que para convênio que concede benefício é necessário que todas as Unidades da Federação ratifiquem(

expressa ou tacitamente).

Rejeitado.

Convênio 03: houve 4 rejeições dentro do pra regulamentar, implicando 23 ratificações (expressas ou tácitas).

Assim, o convênio foi aceito pois o quórum de 4/5 para convênios que revogam benefícios foi atingido. Seriam necessárias, no mínimo, 22 ratificações. (4/5*27=21,6).

Ratificado.

Art. 4º - Dentro do prazo de 15 (quinze) dias contados da publicação dos convênios no Diário Oficial da União(D.O.U), e independentemente de qualquer outra comunicação, o Poder Executivo de cada Unidade da Federação publicará decreto ratificando ou não os convênios celebrados, considerando-se ratificação tácita dos convênios a falta de manifestação no prazo assinalado neste artigo.

§ 1º - O disposto neste artigo aplica-se também às Unidades da Federação cujos representantes não tenham comparecido à reunião em que hajam sido celebrados os convênios.

§ 2º - Considerar-se-á rejeitado o convênio que não for expressa ou tacitamente ratificado pelo Poder Executivo de todas as Unidades da Federação ou, nos casos de revogação a que se refere o art. 2º, § 2º, desta Lei, pelo Poder Executivo de, no mínimo, quatro quintos das Unidades da Federação.

a) somente o Convênio 01/2013 foi ratificado pelos Estados.

ERRADO. O convênio 03/2013 também foi ratificado.

b) os três convênios foram ratificados pelos Estados.

ERRADO. O convênio 02/2013 também foi rejeitado.

c) somente os Convênios 01/2013 e 03/2013 foram ratificados pelos Estados.

CORRETO. Conforme análise do caso.

d) os três convênios foram rejeitados pelos Estados.

ERRADO. Apenas o convênio 02/2013 foi rejeitado.

e) somente o Convênio 03/2013 foi ratificado pelos Estados.

ERRADO. O convênio 01/2013 também foi ratificado.

Resposta: C

23.

FCC – TJ/CE – 2014)

Com o objetivo de evitar a chamada “guerra fiscal” no âmbito do ICMS, a Constituição Federal, no seu art. 155, inciso II, c/c § 2º, inciso XII, alínea “g”, determina que a concessão de certos benefícios fiscais aos sujeitos passivos desse imposto só seja levada a efeito quando essa concessão for autorizada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária − CONFAZ, nos termos do que estabelece a Lei Complementar: no caso, a Lei Complementar nº 24, de 07 de janeiro de 1975. De acordo com essa lei complementar e com os dispositivos citados da Constituição Federal, NÃO está sujeita à autorização do CONFAZ, no que diz respeito ao ICMS, a

a) inclusão de mercadoria na sistemática de retenção antecipada do imposto, por substituição tributária.

b) redução de base de cálculo.

c) outorga de isenções.

d) redução de alíquota, de 17% para 3%.

e) concessão de crédito presumido.

RESOLUÇÃO:

a) inclusão de mercadoria na sistemática de retenção antecipada do imposto, por substituição tributária.

CORRETO. Dentre as matérias que estão sujeitas à autorização do CONFAZ não se encontra a inclusão de mercadoria na sistemática de retenção antecipada do imposto, por substituição tributária.

b) redução de base de cálculo.

ERRADO. Redução de base de cálculo. está sujeita à autorização do CONFAZ c) outorga de isenções.

ERRADO. Outorga de isenções está sujeita à autorização do CONFAZ d) redução de alíquota, de 17% para 3%.

ERRADO. Redução de alíquota, de 17% para 3% está sujeita à autorização do CONFAZ por expressa previsão da CF/88. Embora a CF informe que para haver alíquotas internas inferiores às previstas para as operações interestaduais seja necessário deliberação dos Estados e do Distrito Federal, a Lei Complementar 24/75 não trata dessa situação.

O que você precisa saber:

Para haver uma alíquota interna inferior à alíquota interestadual será necessário deliberação dos Estados e do Distrito Federal.

Art. 155 § 2.º, VI - salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do disposto no inciso XII, "g", as alíquotas internas, nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais;

e) concessão de crédito presumido.

ERRADO. Concessão de crédito presumido está sujeita à autorização do CONFAZ

Resposta: A

24.

FCC – SEFAZ/SP – 2013)

Com respeito à Lei Complementar 24/75 e aos convênios autorizativos para concessão de benefícios fiscais do ICMS, celebrados no âmbito do CONFAZ, considere:

I. Haverá necessidade de convênio para a concessão de isenções, reduções da base de cálculo e concessões de créditos presumidos, mas não para benefícios financeiro-fiscais concedidos com base no ICMS, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do ônus com o ICMS.

II. Os convênios serão celebrados em reuniões para as quais tenham sido convocados representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, as quais se realizarão com a presença de representantes de quatro quintos, pelo menos, das Unidades da Federação. A concessão de benefícios dependerá sempre de decisão unânime dos Estados representados.

III. A revogação total ou parcial dos convênios dependerá de aprovação de quatro quintos, pelo menos, dos representantes presentes na reunião do CONFAZ.

Convênio ISENÇÕES

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