Bem-vindo ao curso de Redação para alunos do Ensino Fundamental. Você aprenderá a transmitir os seus pensamentos e conhecimento de forma escrita obedecendo as regras de um bom texto discursivo, com boa base argumentativa, utilizando de forma correta a gramática e o vocabulário da Língua Portuguesa.
TIPOS DE TEXTOS: PROSA
Toda vez que você escreve um texto corrido, uma carta, um email você está escrevendo uma prosa. A prosa é organizada em parágrafos e é escrita na forma de um texto que expõe uma ideia. Quando você está lendo um livro de ficção, por exemplo, você está lendo uma prosa. O texto tem clareza, é uma mensagem clara, direta, porém não tem ritmo, não tem versos, apenas a narrativa. Um outro exemplo é um artigo de um jornal escrito por um jornalista narrando sobre um fato ou uma ideia. Isso é uma prosa. Existem dois tipos de prosas: A PROSA NARRATIVA E A PROSA DEMONSTRATIVA. A prosa narrativa conta uma história, ela tem pessoas, lugares e fatos acontecendo. Pode ser uma prosa narrativa histórica ou uma prosa narrativa de ficção. Exemplo de uma prosa narrativa histórica:
"O Descobrimento do Brasil aconteceu em 22 de abril de 1500, momento em que os portugueses chegaram nas terras que hoje pertencem ao Brasil. Esse evento, que marcou a história do nosso país, foi fruto do esforço intelectual e de várias expedições marítimas realizadas pelos navegadores portugueses. Cada vez mais a expressão “descobrimento” está sendo questionada pelos estudiosos por não
REDAÇÃO
ETAPA E
Ensino Fundamental
6º e 7º ANOS
descrever com exatidão este fato histórico. Isso porque "descobrimento" é um termo eurocêntrico, uma vez que significa não haver habitantes nas terras encontradas pelos portugueses. Desse modo, a expressão “Chegada dos Portugueses ao Brasil”
seria mais precisa, pois reconhece a existência de povos autóctones nestas terras".
A “Descoberta” do Brasil deve, antes de tudo, ser considerada no contexto das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos promovidos nos séculos XV e XVI por castelhanos e portugueses. Nesta época, Portugal e o Reino de Castela (que formaria a futura Espanha) se lançaram ao mar em busca de novas terras e, principalmente, metais preciosos. Com isso, sabemos que anos antes dos portugueses, navegadores a serviço da coroa de Castela já teriam avistado terras no sul da América. A história oficial consagrou o nome de Pedro Álvares Cabral como o primeiro a encontrar as novas terras. Essas expedições marítimas eram realizadas no maior segredo, pois Portugal e Castela concorriam entre si para descobrir terras além da Europa". JULIANA BEZERRA
Já a PROSA NARRATIVA DE FICÇÃO narra um texto de ficção, uma narrativa que cria um universo de seres, de fantasia ou acontecimentos. Veja esse exemplo:
“Era uma vez uma doce menininha. Todos a chamavam de Chapeuzinho Vermelho, porque ela sempre usava uma capa vermelha que a sua avó havia lhe dado de presente.
Um dia, a mãe de Chapeuzinho Vermelho disse:
– Aqui, filha, pegue esta cesta e leve para sua vovó. Aí dentro tem pão, manteiga, bolo e frutas. Ela está se sentindo doente e espero que isso faça com que ela fique melhor. Não converse com estranhos, não saia do caminho e vá direto para a casa de sua avó.
A avó de Chapeuzinho Vermelho morava há meia hora de distância por dentro da floresta, do lado de fora da aldeia. Então Chapeuzinho Vermelho saiu logo de casa.
Assim que ela entrou na floresta, apareceu um lobo por detrás de uma árvore. Ela não se assustou, porque ela não sabia que lobos são perigosos.
– Bom dia, Chapeuzinho Vermelho! – o lobo cumprimentou.
– Bom dia, Senhor Lobo – ela respondeu.
– Para onde você vai?
– Estou indo visitar minha vovó, porque ela não está se sentindo bem.
– O que você tem aí dentro da cesta? – perguntou o lobo.
– Eu tenho pães, manteiga, bolo e frutas para levar para minha vó!
– Excelente! E onde sua vovozinha mora?- perguntou o lobo, e Chapeuzinho Vermelho explicou exatamente o local da casa da sua avó.
Eles andaram juntos por um tempo. Aí, o lobo falou:
– Olha que lindas flores que temos aqui! Por que você não pega algumas delas para sua vovó?
Ela olhou em volta e viu todas aquelas flores lindas. Chapeuzinho Vermelho achou que sua vovó ficaria muito feliz em ganhar flores e, mesmo depois do conselho de sua mãe, saiu do caminho para colhê-las.
Chapeuzinho Vermelho foi para dentro da floresta densa para colher as flores, e o lobo foi direto para a casa da vovó. Ele bateu na porta e escutou uma voz lá de dentro da casa:
– Quem é?
– Sou eu, Chapeuzinho Vermelho. Eu trouxe pão, manteiga, bolo e frutas! – disse o lobo, disfarçando a voz.
– Ah, que gentileza! Empurre bem a porta para entrar. Eu não tenho forças para ir aí abrir.
O lobo entrou na casa, foi até a cama da velhinha e a prendeu no armário para comer mais tarde! Aí, ele vestiu as roupas dela e deitou na cama.
Quando Chapeuzinho Vermelho chegou na casa de sua avó, ela percebeu que a porta estava aberta. Ela entrou e foi até o quarto.
Normalmente ela sentia-se muito feliz na casa de sua vovó, mas naquele dia havia algo de estranho.
– Bom dia! – disse Chapeuzinho Vermelho, mas ninguém respondeu.
A vovó estava com uma aparência estranha.
– Nossa, Vó, que orelhas grandes você tem! – exclamou Chapeuzinho Vermelho.
– É para te escutar melhor! – o lobo respondeu, disfarçando a voz.
– Puxa, Vovó, que olhos grandes você tem!
– É para te ver melhor!
– Vovó, que mãos enormes você tem!
– É para te tocar melhor! – o lobo disse.
– Uau, Vovó, que boca enorme você tem! – exclamou Chapeuzinho Vermelho.
– É para te comer melhor!!!
O lobo gritou, pulou fora da cama e começou a perseguir a Chapeuzinho Vermelho pela floresta!
Um caçador que estava passando por perto, escutou a gritaria e correu para ajudar.
Assim que viu que era o lobo ele pensou:
– Finalmente encontrei!
O caçador estava atrás desse lobo há muito tempo!
Ele conseguiu alcançar o lobo e o capturou salvando a Chapeuzinho que disse:
– Obrigada! Precisamos agora descobrir onde está minha avozinha!
Ele então obrigou o lobo a contar onde tinha escondido e foram salvar a pobre velhinha. Depois disso mandou o lobo para um lugar onde nunca mais pudesse perseguir nem comer ninguém.
Os três então foram comer o bolo e frutas que a Chapeuzinho tinha levado para a vovó, felizes em saber que o lobo não seria mais um perigo para eles. Depois desse dia ela decidiu nunca mais sair do caminho e escutar com mais atenção o que a sua mãe tem a dizer!” (UMAHISTORIAPARADORMIR.COM.BR)
E a PROSA DEMONSTRATIVA? Ela é uma prosa que pretende ensinar alguma coisa, demonstrar, explicar. Por exemplo, os livros que você leva para a escola são compostos de prosas demonstrativas. Eles ensinam, demonstram, explicam as coisas que você precisa aprender.
TIPOS DE TEXTOS: POEMA
Poema é um texto literário que transmite emoção, sentimento usando o estilo da poesia com estrofes e versos. O texto todo tem que ter coerência, enredo, fatos que se combinam para gerar um entendimento lógico no final do texto escrito com grande sensibilidade. De uma forma geral tem rima e ritmo. O poema é limitado, mas tem beleza, tem emoção, tem sentimento. Pode ser uma música, pode ser uma peça teatral, pode ser um filme. Exemplo de um poema:
"No Meio do Caminho
No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra". (CARLOS DRUMOND DE ANDRADE)
TIPOS DE TEXTOS: SONETO
Soneto é um poema composto por 14 versos com regras fixas, com combinação das rimas e organização das estrofes. Tem dois quartetos (quatro versos) e dois tercetos (três versos). O soneto tem estrofe, verso, métrica e rima. Exemplo de um soneto:
"De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure". (VINICIUS DE MORAES)
TIPOS DE TEXTOS: CRÔNICA
A crônica trata de temas do dia a dia de uma pessoa, de uma comunidade.
Geralmente é curta, escrita em prosa, e aparecem sempre em jornais, revistas e editoriais de TV. A crônica sempre tem uma narrativa enxuta, direta, curta, usa-se uma linguagem simples, com poucos personagens. A crônica pode ser dividida em crônica jornalística, histórica, humorística, religiosa, política, pode ser de temas econômicos. Exemplo de uma crônica:
"A epidemia mundial de coronavírus lembra pestes na Idade Média, pandemias também de doenças respiratórias como a Gripe Espanhola, em 1917/18, e a Sars, mais recente, há 17 anos. Mas nunca houve nada igual, pela velocidade com que o vírus se espalha pelo planeta, representando grave perigo para as populações.
Identificado na cidade chinesa de Wuhan, no fim do ano passado, e depois de se espalhar pela Ásia, contaminar a Europa e entrar nas Américas, o coronavírus passou a ser uma das maiores ameaças na História à ordem econômica, social e política. Mesmo que fosse possível sociedades não serem contaminadas, elas seriam atingidas, porque é impossível saírem ilesas de uma recessão mundial como a que está em gestação avançada.
O Brasil, um dos dez maiores PIBs do mundo, sofrerá danos severos. Pelo tamanho da crise que se aproxima e devido às características da epidemia, a questão não é só do governo, do Congresso, dos poderes republicanos. É de responsabilidade de todos. A superação dos grandes e múltiplos problemas que aí estão — na saúde, na economia, no campo social e, por consequência, na política —, e que se agravarão, precisará de uma mobilização e engajamento da sociedade talvez nunca vistos. Não se trata de uma causa política, ideológica. Mas de sobrevivência, em sentido amplo.
A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso será de todos. Na entrevista coletiva do Ministério da Saúde concedida no sábado, o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, pediu à população para não esperar o poder público para tomar atitudes.
Disse, acertadamente, que como a imprensa há dias dá total prioridade ao noticiário do coronavírus, com repetidas informações práticas de como todos precisam se comportar, cada um deve saber a sua parte. É essencial se recolher, para evitar a retransmissão de um vírus veloz.
Neste sentido, foi frustrante, deseducativo e despido de qualquer espírito de cidadania, o carioca encher praias e bares no penúltimo fim de semana. Bem como idosos, grupo vulnerável ao vírus, continuarem no calçadão de Copacabana e praças, correndo risco de contrair a doença e ainda se transformar em uma plataforma ambulante de contaminação. É descabido o prefeito Crivella pensar em pedir ao Exército soldados para mandar pessoas de idade avançada para casa, por ser um desatino converter militares em guardas de costume. Mas inconsequência de idosos é inaceitável". O GLOBO, 23/03/2020.
TIPOS DE TEXTOS: CONTO
O conto é uma narrativa com poucos personagens cujo fato acontece num determinado lugar, num determinado tempo. Sempre terá um conflito e um clímax ao encerrar o conto. Veja esse exemplo "Enquanto o javali dormia, a onça saiu em busca do seu jantar" – há um conflito e um clímax previsível: a morte do Javali.
Exemplo de um conto de Clarice Lispector:
"Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, as essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida".
REGRAS DE ACENTUAÇÃO NA REDAÇÃO – CRASE
A crase é a fusão de dois AS sendo que um deles tem que ser uma preposição e de uma forma geral o outro A é um artigo.
CASOS EM QUE A CRASE NÃO É FACULTATIVA:
PRIMEIRA REGRA - ANTES DE PRONOMES POSSESSIVOS FEMININOS a crase não é obrigatória. Veja o exemplo a seguir: “Levarei meu cachorro à sua casa hoje”
OU “Levarei meu cachorro a sua casa hoje”. Veja que há uma fusão de dois a.
“Levarei o meu cachorro a+a sua casa hoje”.
SEGUNDA REGRA: ANTES DE NOMES PRÓPRIOS FEMININOS a crase também não é obrigatória. Veja o exemplo a seguir: “Desejo um feliz natal à Ana”.
Porém, quando estamos perante substantivos femininos, a crase, será obrigatória.
Exemplos:
- "Escrevi uma carta à caneta"
- "Meu carro é movido à gasolina"
- “Hoje irei à aula de matemática”
CASOS EM QUE A CRASE É PROIBIDA
Não podemos usar crase quando:
1. Antes de palavras masculinas.
2. Antes de verbo.
3. Antes de números (exceto horas);
4. Depois de uma preposição.
5. Antes de plural sem artigo "as".
6. Quando houver repetição do substantivo (face a face, frente a frente, pau a pau).
7. Antes de cidades cujo nomes sejam palavras masculinas.
8. Antes da palavra "Terra" quando estiver se referindo a solo, areia, poeira da terra.
Vamos dar alguns exemplos:
1. “Mandarei duas pastas: uma à Camila e outra a João.” (Não tem crase o a antes de João porque João é uma palavra masculina).
2. “Depois do jogo, dava a entender que a torcida tinha sumido” (Antes do verbo entender o a não tem crase).
3. “Minha casa fica a dois quilômetros daqui” (como dois é um numeral e não está se referindo a horas, esse a não tem crase).
4. "A entrada será permitida mediante a devolução do crachá" (mediante é uma preposição então esse a não pode ter crase)
5. “Viajar à grandes cidades” está incorreto. O certo será: “Viajar às grandes cidades”.
6. “Os jogadores disputaram a partida pau a pau”.
7. “Viajarei a Governador Valadares amanhã”
8. "Os astronautas voltaram à Terra" - tem crase porque Terra é um planeta. Já
"Os marinheiros chegaram a terra" - não te crase porque se refere ao solo.
Exceção: “Ele escreve à Rui Barbosa”. Nesse caso Rui Barbosa é masculino, mas o sentido do texto é: ele escreva à moda de Rui Barbosa. Nesse caso tem crase.
USO CORRETO DA VÍRGULA
1. Você sempre deve usar a vírgula quando a frase (a oração) tiver vários elementos.
Exemplo: "Comprei quatro jaquetas. Uma era azul, a outra era branca, a terceira era preta e a quarta era branca."
2. Quando a frase (a oração) tiver aposto explicativo. Exemplo: "Carminha, a irmã da minha sogra, ganhou na loteria.
3. Quando o vocativo, mostra que tem uma pessoa dentro da frase, da oração, nesse cato temos que se usar vírgula. "Sai daí agora, João!".
4. Quando a oração oculta um verbo que seria repetitivo. "Eu me formei em Direito, Maria em Letras, Joana em Matemática."
5. Para separar as orações. Exemplo: "João foi a feira, Maria foi ao Cinema, Carlos foi a praia."
6. Usa-se vírgula antes de locuções adversativas: "Comprei duas casas, embora não tivesse muito dinheiro."
7. Quando escrever local e data. Exemplo: "São Paulo, 16 de outubro de 2020."
8. Nunca use vírgulas para separar o sujeito. Exemplo errado: "Pedro, vai casar mês que vem."
9. Use sempre vírgulas em expressões explicativas. Exemplo: "Amanhã, ou melhor, depois de amanhã, vou levar meu cachorro no veterinário."
10. Use sempre vírgula quando há ideia de alternância: "Ou vá de carro, ou vá de ônibus."
REGRAS DE CONCORDÂNCIA NA REDAÇÃO
Ao escrever um texto deve-se sempre obedecer às regras da concordância nominal e da concordância verbal.
1. Quando a oração tem um sujeito simples, o verbo sempre concordará com ele em número e pessoa. Exemplo: "Maria viajará por várias cidades." Aqui não cabe escrever: "Maria viajarão por várias cidades".
2. Quando o sujeito é composto, nesse caso o verbo vai para o plural. Exemplo: "Seu carro e sua motocicleta estão atrapalhando a saída da garagem".
3. Se o sujeito composto vier depois do verbo, poderá concordar ou não. Ambos estão corretos. Exemplo: "Ainda comiam feijão e arroz sem sal". É correto também escrever: "Ainda comia feijão e arroz sem sal".
4. Quando a oração tem expressões do tipo "tanto/quanto", haverá concordância.
Exemplo: "Tanto o padre como a freira obtiveram permissão para entrar."
5. Quando se usa "a maioria de", haverá dois tipos corretos de concordância.
Exemplo: "A maioria dos planetas ficam muito longe da Terra". Nesse caso pode ser
"ficam" ou "fica."
6. Nesse exemplo: "Não sou daqueles homens que foge da luta" - Também é correto
"foge" e "fogem".
7. Quando temos nome próprio de lugar, há duas regras. Se couber artigo antes do nome, teremos concordância de uma forma. Se não, a concordância mudará.
Exemplo: "Os Estados Unidos são a maior nação do planeta". Como é possível escrever o artigo OS antes do nome do lugar, haverá então a concordância em número. Já nesse outro exemplo, não: "Minas Gerais sofreu o maior desastre natural de todos os tempos". Não cabe artigo AS antes de Minas Gerais.
REGRAS DE ACENTUAÇÃO
As novas regras de acentuação estão em vigor desde 2009 e devemos dominar essas regras para escrevermos uma boa redação. São elas:
1. Sempre acentue as palavras oxítonas que terminam em -a(s), -e(s), -o(s), - em, -ens, ou em ditongos abertos, como -éi(s), -éu(s) e -ói(s). Exemplos:
café, jiló, retrós, Amapá, lençóis, reféns.
2. Sempre acentue os monossílabos que terminam em -a(s), -e(s) ou -o(s).
Exemplo: pó, ré, pé, nó, avó.
3. Sempre acentue paroxítonas terminadas em -l, i(s), -n, -u(s), -r, -x, -ps, -ã(s), -ão(s), -um e -uns. Exemplo: sótão, álbum, fórum, açúcar, dólar.
4. Sempre acentue paroxítonas que terminam em ditongos, seguidos de “s” ou não. Exemplo: herói, água.
5. Nunca acentue paroxítonas terminadas em ditongos abertos, porque essa regra caiu a partir de 2009. Exemplo: ideia, plateia, colmeia, jiboia.
6. Sempre acentue todas as palavras proparoxítonas. Exemplo: abóbora, trânsito, cântaro.
7. Sempre acentue as palavras tônicas terminadas em S ou não, se elas formarem um hiato com a vogal anterior, exceto as que sejam seguidas por nh. Exemplo: juízo, país, saúde.
8. Nunca acentue palavras que tenham hiatos precedidos por uma vogal idêntica. Daí não terão acentos. Exemplos: feiura, caolho.
9. Nunca acentue com EE ou OO. Exemplo: antes era vôo agora é voo, antes era enjôo agora é enjoo. Ante era vêem agora é veem.
10. Sempre acentue os verbos ter e ver quando eles estiverem conjugado na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. Exemplo: eles vêm, eles contêm.
11. Acabou o trema, exceto em nomes próprios estrangeiros.
12. Nunca acentue oxítonas terminas em im. Exemplo: afim, amendoim, capim.
EXERCÍCIOS DE REVISÃO E MEMORIZAÇÃO
1. Quais são as principais características da prosa? RESPOSTA: O texto tem clareza, é uma mensagem clara, direta, porém não tem ritmo, não tem versos, apenas a narrativa.
2. Quais são as principais características do poema? RESPOSTA: É um texto literário que transmite emoção, sentimento usando o estilo da poesia com estrofes e versos. O texto todo tem que ter coerência, enredo, fatos que se combinam para gerar um entendimento lógico no final do texto escritos com grande sensibilidade.
3. Como se escreve um soneto? RESPOSTA: Soneto é um poema composto por 14 versos com regras fixas, com combinação das rimas e organização das estrofes.
Tem dois quartetos (quatro versos) e dois tercetos (três versos). O soneto tem estrofe, verso, métrica e rima.
4. Como são escritas as crônicas? RESPOSTA: A crônica trata de temas do dia a dia de uma pessoa, de uma comunidade. Geralmente é curta, escrita em prosa, e aparecem sempre em jornais, revistas e editoriais de TV.
5. Qual a principal característica do conto? RESPOSTA: O conto é uma narrativa com poucos personagens cujo fato acontece num determinado lugar, num determinado tempo. Sempre terá um conflito e um clímax ao encerrar o conto.
6. A frase "Escrevi uma carta à caneta", o A tem crase ou não? RESPOSTA: Sim, porque o A antes de substantivos femininos, sempre terão crase.
7. Por que o A antes de João não tem crase nessa frase: “Mandarei duas pastas:
uma à Camila e outra a João.” RESPOSTA: Porque João é uma palavra masculina.
8. Por que na frase o A não tem crase? “Os jogadores disputaram a partida pau a pau”. RESPOSTA: Porque há uma repetição de substantivos.
9. Por que nessa frase há uma vírgula depois de CASAS "Comprei duas casas, embora não tivesse muito dinheiro? RESPOSTA: Porque sempre devemos usar vírgulas antes de locuções adversativas.
10. Porque a frase: "Tanto o padre como a freira obtiveram permissão para entrar"
tem acento? RESPOSTA: Porque sempre que as expressões com TANTO/QUANTO estiver presente na oração, haverá concordância.
CONCLUSÃO: No Ensino Fundamental aprendemos os princípios básicos de uma boa redação. Aprendemos a diferença entre um conto, um poema, uma prosa.
Aprendemos a importância da ortografia e da gramática. Aprendemos a importância de se dominar a novas regras ortográficas que entraram em vigor a partir de 2009.
Está difícil memorizar tantas regras? Uma das melhores estratégias para interiorizar na sua mente todas elas é ler, ler, ler. Mas, leia livros escritos a partir de 2010, pois os textos escritos antes de 2009 não apresentam essas novas regras. E uma última orientação: escreva, escreva, escreva. Somente estudando, lendo e escrevendo você conseguirá produzir bons textos e boas redações.