• Nenhum resultado encontrado

Rev. adm. empres. vol.33 número1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Rev. adm. empres. vol.33 número1"

Copied!
1
0
0

Texto

(1)

EDITORIAL

"Quando a forma supera o conteúdo,

o poder não lil>erta

ᄋセッーイゥュ・M

e o

marketíng não facilita a escolira- alierut."

A

s questões da liberdade e da escolha de opção estão in-timamente ligadas à vida do homem e das organiza-ções. Liberdade sem escolha de opção é tão frustrante quanto a escolha de opção sem liberdade.

Diariamente as organizações submetem seus funcioná-rios, dirigentes e clientes a estas duas modalídades de frus-trações com evidentes prejuízos de produtividade, de qua-lidade e de competitividade de suas operações, compro-metendo, ertfim, a satisfação de seus clterttes e a qualidade de vída de seus recursos humanos.

Ao níveJ do consumidor esta frustraçào é provocada, por exemplo, l,'eia baixa "customização" dos produtos e serviços oferectdos ou mesmo por qualquer prática de po-líticas de precificação cartelizada.

Ao nível da organização esta frustração aparece por conta daquilo que se conhece como "'responsabilidade sem autoridade'' (a recíproca é bastante verdadeira nas buro-cracias formalizadas).

Embora a frustração pela responsabilidade sem 。オエッイゥセ@

dade seja intemalizada P'?los recursos humanos de qual-quer organização, ela pode ser percebida em qualquer elo da cadeia que vai desde o projeto do produto e do pro-cesso até as operações de produção de bens e serviços, de distribuição física e mercadológica e de atendimento ao

cliente.

Ao longo desta cadeia, liberdade e escolha de opção estão presentes em situações variadas de ação e decisão humanas, associadas fundamentalmente a processos de troca na busca da satisfação e razão de viver,

Marketing é essencialmente uma função de facilitação destes processos de troca, Não existe efetividade nesta fun-ção se ambas as partes- ofertante e demandante- não saí-rem satisfeitas nas relações de troca que estabeiecem, razão por que qualquer ação de

Marketing

deve ser avaliada pelo grau de satisfação percebida tanto pelo lado da oferta quanto pelo lado da demanda. Se houver desequilíbrio entre estes dois lados, a busca de compensações compro-meterá a satisfação percebida por ambos,

Na busca da compensação de perdasT num dado pro-cesso de trocas, a parte que se julga perdedora procurará recuperar vantagens sobre expectativas construídas, ouso-bre eventuais direitos adqwrídos, que se traduzem nas práticas comerciais em exploração de ubrechas" contra-tuais, em devoluções e cancelamento de pedidos, em exi-gências de franquias e garantias adicionais, em atrasos de cronograma ou em cumprimento "à risca" de níveis míni-mos de desempenho e qualidade.

É o momento onde a forma passa a superar o conteúdo, crlando condições para que novos poderes apareçam 」ッョウセ@

truindo dificuldades para venda de facilídades, ou criando condíções para que o poder do marketing seja utilizado para o marketing do poder.

No momento em que as administrações se voltam para a qualidade total oferecida ao cliente, nunca foi tão impor-tante a compreénsão de qualquer processo de troca- inclu-sive aqueles que ocorrem entre duas estações ou seções de trabalho ofertantes e demandantes - são processos de marketing e, corno tal, o grau de satisfação obtido nos mes-mos passa pela compatibílídade entre liberdade e escolha de opção.

Como a Programação Matemática nos ュッウエイ。セ@ a esco-lha de opção está restringida pelos recursos disponíveis ..

Da mesma forma, como a Sociologia nos mostra, a liberda-de está condicionada à educação. Falar-se em satisfação liberda-de cliente implica investimentos e desembolso, coisas que processos recessivos parecem desconhecer.

Pro f. Marilson Alves Gonçalves

Diretor e Editor da RAE

Organizações

VOLUME<!: NÚMER01

JAN./FEV. j

como Configurações

de Poder

6

Primo Falcini

Um

exame

das idéias de

Hemy

Mintzberg sobre as configurações

do poder que permeíam as organizações.

A Ética no Marketing

das Indústrias de Bens

de Consumo no Brasil

Maria Cecília Coutinho de Arruda

16

Os

refereru:íais éticos assumem ímporfilricÚl para nortear a atuação

dos profissumais de

marketing,

em todas as suas nwdalidades.

Uma Estratégia de Marketing

para Cooperativas de

Artesanato: o caso do

Rio Grande do Norte

30

Tereza de Souza

As cooperativas de artesanato devem ser vistas como empresas,

·mesmo sendo organizações sem fins lucrativos.

Maquiavel Funcionário:

produtividade e poder

nas organizações

40

Hermano Roberto Thiry-Cherques

A rela{i!O entre o esforço produtivo e a luta pelo poder

IWS

Referências

Documentos relacionados

Em conti- nuação, o artigo (ref. 046) salienta que uma sólida re- putação torna o consumidor desejoso por pagar mais pelo produto ou serviço, pois ele próprio se sente va- lorizado

um governo orientado para resultados: governos em- preendedores buscam atingir mais resultados com menos investimento, pois as pessoas já não aceitam tão facilmente o

Movendo-se dentro de uma estrutura de pensa- mento político-econón:úco que vai do mais puro apelo neoclássico do livre-mercado até o completo planeja- mento da atividade

trabalho da autora, que proporcionará - sem dúvida - um alimento estimulante para a reflexão sobre o tipo de ensino, o tipo de compromisso que educadores e es- colas de

O livro está dividido em três partes; So- ciedade, Política e Conhecimento, dimensões centrais do que Drucker considera a sociedade pós-capitalista, designação

A grande onda de privatização, portanto, tem varri- do o planeta, estando entre os mais importantes acon- tecimentos das últimas décadas: países distintos como Alemanha,

A capacidade de se articularem para estabelecer relações de reciprocidade- como demonstra o caso japonês- e de valorizarem o capttal humano é vital para a inovação e

O esta- belecimento de condições gerais de acesso aos bens e serviços sociais, para um exer- cício real das liberdades e a igualdade; a participação e o controle que deverão