• Nenhum resultado encontrado

Aula 04: Potencial Elétrico

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "Aula 04: Potencial Elétrico"

Copied!
34
0
0

Texto

(1)

Aula 04: Potencial El´ etrico

Felipe Russman

[email protected]

Maio de 2017

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(2)

Energia Potencial El´ etrica

A for¸ ca el´ etrica depende apenas da distˆ ancia relativa entre as part´ıculas carregadas (F ∝ 1/r 2 ). Assim, podemos associar ` a esta uma fun¸ c˜ ao chamada - no nosso caso - Energia Potencial El´ etrica. As for¸ cas que admitem esta associa¸ c˜ ao s˜ ao ditas for¸ cas conservativas. A motiva¸c˜ ao para associar uma energia potencial a uma for¸ca ´ e o fato de que isso permite aplicar a lei de conserva¸ c˜ ao da energia mecˆ anica a sistemas fechados que envolvam a for¸ ca.

Tamb´ em, enquanto for¸ cas e campos tˆ em car´ ater vetorial, a ener-

gia potencial tem car´ ater escalar, o que facilita, possivelmente, o

estudo dos sistemas.

(3)

Energia Potencial El´ etrica

Quando uma for¸ca eletrost´ atica age entre duas ou mais part´ıculas de um sistema, podemos associar uma energia potencial el´ etrica U ao sistema.

Se a configura¸ c˜ ao do sistema muda de um estado inicial i para um estado final f , a for¸ ca eletrost´ atica realiza um trabalho W sobre as part´ıculas. A varia¸ c˜ ao de energia potencial associada ´ e dada por ∆U = U f − U i = −W . Como acontece com qualquer for¸ ca conservativa, o trabalho realizado pela for¸ ca eletrost´ atica ´ e independente da

trajet´ oria.

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(4)

1 Part´ıcula Carregada em um Campo El´ etrico Uniforme

2 Diferen¸ca de Potencial El´ etrico (ddp)

3 Superf´ıcies Equipotenciais

4 C´ alculo do Potencial El´ etrico a partir do Campo El´ etrico

5 Potencial de uma Distribui¸ c˜ ao Cont´ınua de Cargas

(5)

Part´ıcula Carregada em um Campo El´ etrico Uniforme

A figura ao lado mostra um par de placas met´ alicas par- alelas carregadas que produzem um campo el´ etrico uniforme com m´ odulo E.

Vamos calcular o trabalho real- izado pela for¸ ca el´ etrica em ter- mos das quantidades conhecidas.

W a→b = −∆U = q 0

→ E · − → d

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(6)

Part´ıcula Carregada em um Campo El´ etrico Uniforme

(a) Carga positiva que se desloca no sentido do campo el´ etrico.

U diminui;

O campo realiza trabalho

positivo sobre a carga.

(7)

Part´ıcula Carregada em um Campo El´ etrico Uniforme

(b) Carga positiva que se desloca no sentido oposto do campo el´ etrico.

U aumenta;

O campo realiza trabalho negativo sobre a carga.

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(8)

Part´ıcula Carregada em um Campo El´ etrico Uniforme

(c) Carga negtiva que se desloca no sentido do campo el´ etrico.

U aumenta;

O campo realiza trabalho

negativo sobre a carga.

(9)

Part´ıcula Carregada em um Campo El´ etrico Uniforme

(d) Carga negtiva que se desloca no sentido do campo el´ etrico.

U diminui;

O campo realiza trabalho positivo sobre a carga.

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(10)

Part´ıcula Carregada em um Campo El´ etrico Uniforme

Exemplo:

(11)

Diferen¸ca de Potencial El´ etrico (ddp)

A energia potencial por unidade de carga associada a um campo el´ etrico ´ e chamada de potencial el´ etrico (ou, simplesmente, potencial) e representada pela letra V . Assim,

V = U q

A diferen¸ca de potencial el´ etrico entre dois pontos i e f ´ e igual ` a diferen¸ ca entre os potenciais el´ etricos dos dois pontos. Assim,

∆V = V f − V i = U f

q − U i

q = ∆U

q = − W q

A diferen¸ ca de potencial entre dois pontos ´ e, portanto, o negativo do trabalho realizado pela for¸ ca eletrost´ atica para transportar uma carga unit´ aria de um ponto at´ e o outro.

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(12)

Diferen¸ca de Potencial El´ etrico (ddp)

Se tomarmos U i = 0 no infinito como referˆ encia para a energia potencial, o potencial el´ etrico no infinito tamb´ em ser´ a nulo. Nesse caso, podemos definir o potencial el´ etrico em qualquer ponto do espa¸co atrav´ es da rela¸ c˜ ao

V = − W ∞

q

onde W ∞ ´ e o trabalho realizado pelo campo el´ etrico sobre

uma part´ıcula carregada quando a part´ıcula ´ e deslocada do

infinito para o ponto f .

(13)

Diferen¸ca de Potencial El´ etrico (ddp)

A unidade no SI de potencial el´ etrico ´ e chamada de volt (1V), em homenagem ao cientista italiano e pesquisador experimental da eletricidade Alessandro Volta (1745-1827), sendo igual a 1 joule por coulomb:

1 V = 1 J/C

A voltagem desta pilha ´ e igual

`

a diferen¸ ca de potencial V ab = V a − V b

entre o terminal positivo (ponto a) e o terminal negativo (ponto b).

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(14)

Diferen¸ca de Potencial El´ etrico (ddp)

A defini¸c˜ ao de volt permite adotar uma unidade mais conveniente para o campo el´ etrico, que at´ e agora vem sendo expresso em newtons por coulomb. Com duas convers˜ oes de unidades, obtemos

Um el´ etron-volt (eV) ´ e a energia igual ao trabalho necess´ ario

para deslocar uma carga elementar e atrav´ es de uma diferen¸ ca

de potencial de um volt. Como o valor absoluto desse tra-

balho ´ e q∆V , temos:

(15)

Superf´ıcies Equipotenciais

Os potenciais em diversos pontos de um campo el´ etrico po- dem ser representados graficamente por superf´ıcies equipo- tenciais.

Elas empregam a mesma ideia b´ asica de mapas topogr´ aficos, como os usados por excursionistas e alpinistas.

Por analogia ` as linhas de contorno em um mapa topogr´ afico, uma superf´ıcie equipotencial ´ e uma superf´ıcie em trˆ es di- mens˜ oes, sobre a qual o potencial el´ etrico V permanece con- stante em todos os seus pontos.

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(16)

Superf´ıcies Equipotenciais

As linhas de contorno em um mapa topogr´ afico s˜ ao curvas

que ligam pontos com a mesma altura e, portanto, com en-

ergia potencial gravitacional constante.

(17)

Superf´ıcies Equipotenciais

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(18)

Superf´ıcies Equipotenciais

(19)

Superf´ıcies Equipotenciais

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(20)

Superf´ıcies Equipotenciais

(21)

Superf´ıcies Equipotenciais

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(22)

Superf´ıcies Equipotenciais

Quando todas as cargas est˜ ao

em repouso, a superf´ıcie de

um condutor ´ e sempre uma su-

perf´ıcie equipotencial. As lin-

has de campo el´ etrico pene-

tram perpendicularmente na su-

perf´ıcie desse condutor

(23)

C´ alculo do Potencial El´ etrico a partir do Campo El´ etrico

Dada uma configura¸ c˜ ao de campo el´ etrico queremos deter- minar a diferen¸ ca de potencial entre os pontos i e f. Tomando V i = 0 vamos concluir que

V = − Z f

i

→ E · − → ds

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(24)

C´ alculo do Potencial El´ etrico a partir do Campo

El´ etrico

(25)

C´ alculo do Potencial El´ etrico a partir do Campo El´ etrico

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(26)

Potencial El´ etrico produzido por Cargas Puntiformes

Consideremos um ponto

P situado a uma distˆ ancia

R de uma part´ıcula fixa

de carga positiva q. Imag-

ine que uma carga de

prova positiva q 0 ´ e deslo-

cada do ponto P at´ e o

infinito. Como a tra-

jet´ oria seguida pela carga

de prova ´ e irrelevante,

podemos escolher a mais

simples: uma reta que liga

a part´ıcula fixa ao ponto

(27)

Potencial El´ etrico produzido por Cargas Puntiformes

Podemos calcular o potencial produzido em um ponto do espa¸ co por um grupo de cargas pontuais usando o princ´ıpio de super- posi¸ c˜ ao. Para isso, calculamos separadamente os potenciais pro- duzidos pelas cargas no ponto dado e somamos os potenciais. No caso de n cargas, o potencial ´ e dado por:

V =

n

X

i=1

V i = 1 4π 0

n

X

i=1

q i

r i

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(28)

Potencial El´ etrico produzido por Cargas Puntiformes

(29)

Potencial El´ etrico produzido por Cargas Puntiformes

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(30)

Potencial produzido por um Dipolo El´ etrico

No ponto P , a carga pon-

tual positiva -que est´ a a uma

distˆ ancia r (+) - produz um po-

tencial V (+) e a carga negativa

-que est´ a a uma distˆ ancia r (−) -

produz um potencial V (−) .

(31)

Potencial produzido por um Dipolo El´ etrico

Os dipolos que ocorrem natural- mente tˆ em dimens˜ oes reduzidas.

Assim, normalmente estamos in- teressados em pontos distantes do dipolo, tais que r d, onde d ´ e a distˆ ancia entre as cargas.

r (−) − r (+) ≈ d cos(θ) r (−) r (+) ≈ r 2

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(32)

Potencial de uma Distribui¸c˜ ao Cont´ınua de Cargas

(33)

Potencial de uma Distribui¸c˜ ao Cont´ınua de Cargas

Exemplo 1: Uma barra fina, uniformemente carregada, produz um potencial el´ etrico V no ponto P .

Felipe Russman (FIS1182) F´ısica Geral - Eletromagnetismo

(34)

Potencial de uma Distribui¸c˜ ao Cont´ınua de Cargas

Exemplo 2: Disco fino de raio R com uma densidade de cargas

uniforme σ na superf´ıcie superior que produz um potencial V

no ponto P.

Referências

Documentos relacionados

Após serem obtidos os escores de eficiência técnica das lavouras de arroz, procura-se determinar, na próxima seção, as variáveis explicativas dos mesmos, por meio do

sonderianus, foram encontrados por Souza (2009), em uma análise de um fragmento de caatinga no açude Jatobá, na região de Patos-PB, assim como Pinheiro e Alves

Iniciei meu interesse sobre os músicos profissionais “da noite” por causa da amizade que meu avô (Dinarte Rodrigues) tinha com alguns artistas de Porto Alegre,

Dessa maneira, este estudo teve como objetivo contribuir para o conhecimento ecológico das bromeliáceas na Região Norte do Brasil, avaliando a diversidade da família na fl oresta

O propósito desta pesquisa experimental foi verificar a utilização de mecanismos de teoria dos jogos aplicados a alocação dinâmica de banda em redes, que utiliza

Cozinhar o feijão fradinho com água até que fique cosido sem estar muito quebrado, ou seja, ao ponto, depois fazer um refogado a parte com dendê, camarão e cebola e misturar no

Os contribuintes poderão efetuar doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente nacional, distrital, estaduais ou municipais, devidamente comprovadas,

a) defender os interesses dos sujeitos da pesquisa em sua integridade e dignidade, e contribuir no desenvolvimento da pesquisa dentro dos padrões ético-científicos. b) encarregar-se