PRODUÇÃO GRÁFICA. Prof. Augusto

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Texto

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P

RODUÇÃO GRÁFICA

Prof. Augusto

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1 - INTRODUÇÃO...4

2 - HISTÓRICO...5

Breve História da Imprensa...5

Prensa...6

Impressora Rotativa...7

Fotocomposição...7

3 - SISTEMAS DE IMPRESSÃO...8

Tipografia...8

Rotogravura...8

Flexografia...9

Serigrafia...9

Offset...10

Impressão Digital...11

4 - PAPEL...12

Histórico...12

Principais Características dos Papéis...13

Formatos de Papel...13

5 - O FLUXO PRODUTIVO GRÁFICO...15

Pré-impressão...15

Fontes...15

Cores...16

Formas de Composição das Cores...18

Faca Especial...19

Conversão do Texto em Curvas e Sangrias...20

Visualizando um Arquivo Fechado...21

Arquivos Abertos X Arquivos Fechados...22

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Pantones...24 Pós-Impressão...25 Acabamento...25 Aplicação de Verniz...25 Corte...25 Dobra...25 Montagem...26 Alceamento...26 Costura/grampo... 26

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1- INTRODUÇÃO

A maioria das pessoas ao aprender apenas as ferramentas de computação gráfica, enfrentam diversos problemas ao enviar seus arquivos para serem impressos numa gráfica. Devido a falta de um grau maior de conhecimento não sabem, por exemplo, qual prova escolher, ou qual o tipo de papel a ser usado na impressão, como será o acabamento e etc. O que pode acarretar na falta de aproveitamento dos diversos recursos gráficos que uma gráfica pode oferecer.

A matéria de produção gráfica, tem como principal objetivo o de transmitir ao aluno um abrangente conhecimento dos processos de produção gráfica. De modo a prepará-lo ao cotidiano informacional, capacitando-o a melhor elaborar e definir a forma de seus projetos.

Em primeiro lugar, veremos um breve histórico da imprensa e os sistemas que foram utilizados no princípio de seu exercício. Feito isso, buscaremos apontar os mais importantes sistemas de impressão. Em seguida, partiremos a observar amplamente o papel. Desde a sua descoberta, até as definições de seus formatos que muito facilitaram o processo gráfico. Para então, finalmente, observarmos o fluxo produtivo gráfico. O qual pode ser dividido entre pré-impressão, impressão e pós-impressão.

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2 - HISTÓRICO

dinheiro felicidade

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V X W Y Z

Breve História da Imprensa

Desde as épocas mais remotas de sua história, o homem sente a necessidade de transmitir o conhecimento que adquire para outros. De modo a preservar assim, seus sentimentos e ideias. No princípio, as paredes de grutas e cavernas eram escolhidas para registrar informações referentes à caça.

Essas pinturas rupestres foram o princípio da comunicação entre os homens até o desenvolvimento do alfabeto fonético pelos fenícios em 2.000 AC. Quando se deu o início da palavra escrita pela civilização ocidental.

Ao contrário dos alfabetos da época, que eram baseados em ideogramas que continham mais de 40.000 caracteres, o alfabeto fonético representou a redução da linguagem em apenas 26 símbolos.

Após a instituição do alfabeto fonético, não demorou muito para surgirem os primeiros livros manuscritos da história. Os quais contavam com uma rica carga estética, baseada em um aperfeiçoamento da caligrafia por parte daqueles que os escrevia e com divinas ilustrações.

A grande produção dos livros manuscritos ocorreu durante a idade média, onde os documentos históricos eram traduzidos do grego para o latim, pelos monges cristãos. Os quais faziam dos mosteiros, verdadeiras bibliotecas. No entanto, tal sistema logo entrou em declínio, uma vez que cada livro demorava a ser feito e seu exemplar era único. Fator que também dificultava a publicação das obras.

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Prensa

Em 1440, o alemão Johannes Gutenberg, observando uma prensa de uvas para fazer vinho, tem a brilhante idéia de utilizar essa tecnologia sobre caracteres moveis com as letras do alfabeto, gravadas em blocos de madeira ou

formar palavras e/ou chumbo. As quais serviam para

frases de um texto por completo. E desenvolve assim a imprensa.

O processo inventado por Gutenberg consistia em dispor os inúmeros caracteres móveis encaixados de modo invertido e em conjunto, num suporte de madeira. Uma espécie de caixa onde se delimitava a formatação do texto. Após isso, eram levemente umedecidos com tinta preta.

Sobre este suporte, utilizava a prensa adaptada com as páginas em branco para que estas, ao serem prensadas junto aos caracteres, eram marcadas com o texto já padronizado. Funcionando como uma espécie de carimbo

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A Impressora Rotativa

Fotocomposição

Durante pouco mais de quatro séculos, o sistema de impressão foi o inventado por Gutenberg. Quando, por volta de 1850, surgiram as impressoras rotativas de metal que substituíram as prensas planas de madeira.

Em 1944, surgem as primeiras máquinas que possibilitam a inserção de textos no papel sem a necessidade dos caracteres. No sistema de Fotocomposição, cada caractere do alfabeto era gravado em vazado num disco opaco. O desenvolvimento do sistema de impressão

através do atrito entre enormes cilindros, favoreceu às gráficas na produção de impressos em larga escala, e também a atenderem à uma demanda muito maior.

Quando o operador digitava determinada letra o disco era acionado e girava até o ponto em que aquela letra estava gravada.

Uma luz era usada para refletir a sombra vazada da letra numa das várias lentes que ficavam em um segundo disco. O tamanho da lente determinava o tamanho da fonte. Sendo refletiva por um objeto e projetada em um papel fotossensível.

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3 - SISTEMAS DE IMPRESSÃO

Tipografia - 1440

Rotogravura - 1860

O sistema tipográfico de impressão é o que mais se aproxima da prensa criada por Gutenberg em 1440, pois consiste na montagem de uma matriz em alto relevo. A qual é banhada de tinta por um sistema de distribuição entre vários rolos.

A tinta é posta no tinteiro, que por sua vez banha o rolo principal. Este irriga outros dois rolos menores colocados em um trilho. Quando a prensa com a matriz levanta, o trilho desliza por debaixo dela, e os rolos lhe transferem a tinta. Quando esta abaixa, carimba o papel corrente efetuando a impressão.

A formação da imagem no sistema de Rotogravura (de 1860, acompanhando o advento da imprensa rotativa em 1850) é obtida por intermédio de baixos relevos gravados em um cilindro revestido de cromo. Tais relevos (também chamados de alvéolos ou células) são uma espécie de pequenos sulcos onde a tinta é depositada conforme o cilindro passa pelo tinteiro. Por ser imerso no tinteiro, o cilindro acaba ficando com excesso de tinta. O qual é retirado com auxílio de uma lâmina raspadeira. Deixando no cilindro apenas a carga de tinta depositada nos alvéolos. O processo de imersão na tinta permite ao sistema de rotogravura trabalhar com tintas de maior fluidez. Ideal para a impressão sobre superfícies plásticas e tecidos. Ideal na confecção de embalagens.

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Flexografia - 1860

Serigrafia - 1900

A Flexografia também surgiu em 1860 como opção de imprensa rotativa. E assim como na Tipografia, este sistema também possui uma matriz em alto relevo, porém, feita com um material emborrachado de fotopolímeros chamado clichê.

Este clichê é fixado em

um cilindro central. O qual gira transferindo tinta à sua superfície e também, simultaneamente, o pressiona sobre o material a ser impresso. Efetuando assim, a impressão.

com uma fita dupla-face

Também conhecido como sistema de Silk Screen, a Serigrafia consiste na utilização de uma tela (screen) revestida com um tecido muito fino e resistente. O qual é extremamente esticado e preso às bordas desta. A imagem é definida por um processo de gravação onde passa-se em ambos os lados da tela uma emulsão colorida. Ao secar, a tela é levada a uma sala fechada, onde será colocada em uma mesa de luz, juntamente com o negativo da matriz da arte, chamado fotolito. A luz servirá para queimar toda a emulsão da tela, tornando-a impermeável.

Entretanto, o negativo da matriz servirá para evitar que a luz queime a emulsão em sua área correspondente na tela. Após este processo, a tela é lavada. A água então, retira a emulsão apenas desta área, deixando-a permeável. E assim, como podemos ver na figura ao lado, revelar o espaço correspondente à área de impressão.

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1. A tinta (pastosa) é depositada no canto superior

da tela levantada.

2. Coloca-se o papel a ser impresso encaixado em

um registro preso sobre a mesa.

3. Deita-se a tela sobre a mesa e, com auxilio de

uma lâmina emborrachada (rodo), espalhe a tinta de maneira uniforme por sobre toda a área de impressão.

4.

impresso pronto e deixe secar.

Levanta-se a tela, retirando do registro o

Offset - 1904

O sistema de impressão Offset é baseado na repulsão natural entre a água e substâncias gordurosas (no caso a tinta).

A imagem é gravada numa chapa em um sistema semelhante ao da tela serigráfica. No entanto, sua área de impressão é preparada para receber a tinta, ao passo que as demais áreas são preparadas para receber a água e repelir a tinta.

A chapa com a área de impressão definida é fixada em um cilindro próprio. O qual, ao girar, banha esta com água e tinta. Sob certo grau controlado de pressão, apenas a área de impressão na chapa é coberta de tinta.

Desse modo, este irá marcar a imagem em um segundo cilindro revestido de borracha, chamado Caucho ou blanqueta. O qual transferirá os dados nele marcados para o papel. Efetuando a impressão. Por isso, o sistema Offset é conhecido como modo de impressão indireta.

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Dados Comparativos Entre os Sistemas de Impressão Comparando-se os sistemas de impressão, temos:

Sistema

Tipografia Direta Lenta Lenta Baixa Baixa

Rotogravura Direta Rápida Rápida Altíssima

Altíssima Não Precisa Rápida Rápida Direta Digital Boa

Flexografia Direta Rápida Rápida Alta Boa

Serigrafia Direta Lenta Lenta Baixa Baixa

Offset Indireta Rápida Rápida Alta Alta

Tipos de Impressão Secagem da Tinta Velocidade da Impressão Resistência da Matriz na Tiragem Qualidade da Impressão Colorida Impressão Digital - 1985

O sistema de impressão Digital é o mais atual e rápido meio de imprimir determinada imagem ou material gráfico.

Isto porque o modo de produção da imagem ocorre a partir do envio de dados digitais do computador direto para a impressora.

Além disso, o sistema digital permite, trabalhar com diversos tamanhos de impressão. O que favorece a produção de imagens com um altíssimo nível de resolução. Só para se ter uma ideia da diferença em sua qualidade, para que uma imagem seja depositada na internet sem ficar muito pesada e difícil de ser carregada, deve conter uma média de 72 dpi (dots per inches = pontos por polegadas) em sua resolução. Já um impresso que é produzido em sistema Offset trabalha tendo como resolução ideal a quantia de 300 dpi.

No entanto, uma impressora digital que permita trabalha com grandes formatos, pode oferecer resoluções de até 2.400 dpi. Como podemos notar nas imagens ao lado, tais valores são praticamente imensuráveis. Entretanto estes garantem um impresso sem áreas serrilhadas, de cores extremamente vivas e brilhante.

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4 - PAPEL

Histórico

O papel é uma das principais preocupações do designer gráfico, pois, entre a infinita variedade de tipos disponíveis, deve-se saber escolher adequadamente o papel para a produção de seus projetos. Esta seleção pode ser mais fácil quando se conhecem todas as propriedades e características dos tipos de papeis. E é exatamente isto que veremos a partir de agora.

A origem da palavra ‘‘papel’’vem do termo grego

papyrus, que significa junco. Os gregos assim

denominaram o primeiro suporte para escrita inventado pelos egípcios, devido a utilização de plantas aquáticas em sua composição.

Por volta de 300 a.C., os egípcios produziam os papiros entrelaçando as fibras dos juncos extraídos no rio Nilo. Após esse minucioso trabalho, eles o ensopavam na água e batiam no chão para dar a liga necessária à escrita.

No entanto, o papiro egípcio também levou povos do antigo oriente a elaborar seu próprio sistema de escrita, nos séculos que antecederam a Era Cristã. Dentre os quais a China se destacou por sua intensa dedicação na produção e no aprimoramento do sistema de escrita. Em princípio, os chineses adotaram o mesmo sistema egípcio, onde entrelaçavam finas tiras de bambu para a confecção de seu suporte.

O resultado, entretanto, era um material fino, porém pouco flexível. Até que por volta do ano 105 d.C. eles passaram a reaproveitar os desperdícios texteis (trapos) em sua produção. Onde eram misturados com as tiras, molhados, e em seguida batidos por um longo tempo, até formarem uma pasta. Essa composição era depositada em peneiras quadradas para que a água pudesse escoar. Secando até virar uma folha de papel.

Esse sistema de produção foi extremamente significativo para a produção de suportes da escrita, pois, alterou a união das fibras, que antes eram entrelaçadas uma à outra (união física), para o entrelaçamento de modo hidrogênio (união química). Resultando na folha de papel, tal como conhecemos hoje. Um material extremamente fino, leve, flexível e totalmente impermeável. Totalmente apropriado para a escrita.

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Principais Características dos Papéis:

Formatos de Papel:

Gramatura: o peso de uma folha de papel é determinado de

acordo com a extensão de sua superfície em metro quadrado. Sendo expresso em gramas por metro quadrado (g/m²).

Com a invensão da imprensa e a expansão do setor gráfico em nível mundial, os produtores de papel viram a necessidade de padronizar sua produção. De modo a facilitar a comercialização, atendendo a todo tipo de demanda.

Resma: é o nome dado a certa quantidade junta de papel. No

mercado gráfico, a resma é formada por 500 folhas e serve para facilitar a comercialização do papel. Podendo ser dividida em dois (pacote c/ 250 folhas) ou quatro (pacote c/ 125 folhas).

Peso: como o peso do papel é praticamente imensurável, este só pode ser determinado se relacionados

a gramatura da folha com o peso de sua resma. Assim, se uma resma de 500 folhas pesar 2 quilos (2.000g), então cada folha terá aproximadamente 4 gramas.

Foi criado então um sistema mundial com medidas pré-definidas, onde grandes folhas uniformemente produzidas eram cortadas em vários formatos proporcionalmente menores. Os quais cada um receberia uma denominação específica, para auxiliar em sua distribuição aos comerciantes. E também na identificação feita pelos consumidores do tamanho ideal de papel a ser comprado de acordo com suas necessidades.

Ao longo dos tempos, existiram diversos padrões de medidas que auxiliaram no aprimoramento deste sistema, no entanto hoje há basicamente dois padrões em vigor: o popularmente conhecido sistema internacional (do formato A4 e seus derivados) que foi adotado na maioria dos países do mundo, e o sistema U.S. Standard. Com formatos como o Letter, por exemplo, utilizados por Estados Unidos e Canadá

Como podemos observar no esquema acima do atual sistema internacional vigente, esse agrupamento de vários formatos dentro de um maior, funciona na seguinte proporção crescente: A) a altura do tamanho

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Tabela dos Principais Formatos e suas Medidas

Tabela de Cortes Para o Papel em Folha Formato BB

SÉRIE A Formato mm SÉRIE B Formato mm SÉRIE C Formato mm

841 x 1189 594 x 841 420 x 594 297 x 420 210 x 297 148 x 210 105 x 148 74 x 105 52 x 74 37 x 52 26 x 37 18 x 26 13 x 18 1000 x 1414 707 x 1000 500 x 707 353 x 500 250 x 353 176 x 250 125 x 176 88 x 125 62 x 88 44 x 62 31 x 44 22 x 31 15 x 22 917 x 1297 648 x 917 458 x 648 324 x 458 229 x 324 162 x 229 114 x 162 81 x 114 57 x 81 40 x 57 28 x 40 20 x 28 14 x 20 A 0 A 1 A 2 A 3 A 4 A 5 A 6 A 7 A 8 A 9 A 1 0 A 11 A 1 2 B 0 B 1 B 2 B 3 B 4 B 5 B 6 B 7 B 8 B 9 B 1 0 B 11 B 1 2 C 0 C 1 C 2 C 3 C 4 C 5 C 6 C 7 C 8 C 9 C 1 0 C 11 C 1 2 Formato 66x96 1 Pedaço Formato 16,5x48 8 Pedaços Formato 48x66 2 Pedaços Formato 22x32 9 Pedaços Formato 32x66 3 Pedaços Formato 33x19,2 10 Pedaços Formato 33x48 4 Pedaços Formato 22x26 10 Pedaços Formato 32x34 5 Pedaços Formato 25x21 11 Pedaços Formato 33x24 8 Pedaços Formato 16,5x24 16 Pedaços Formato 33x32 6 Pedaços Formato 36x16 12 Pedaços Formato 42x24 6 Pedaços Formato 22x24 12 Pedaços Formato 22x48 6 Pedaços Formato 23,4x19,2 14 Pedaços Formato 37x22 7 Pedaços Formato 22x19,2 15 Pedaços

No padrão gráfico, o formato da folha BB, que corresponde às medidas 66x69 cm, é o mais utilizado em gráficas brasileiras. A tabela abaixo, ilustra o porque desta preferência, dadas as várias opções para montagem e distribuição das imagens dentro deste formato.

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5 - O FLUXO PRODUTIVO GRÁFICO

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É a fase produtiva responsável pela concretização das ideias de um artista gráfico, em um arquivo digital que possa ser reproduzido em sistemas de impressão, em escala industrial. É neste processo que a definição de todas as características do impresso serão definidas, tais como suas fontes, cores, imagens e até mesmo seu formato.

As fontes são conjuntos de caracteres e símbolos desenvolvidos em um mesmo desenho. Esse desenho de letra ou caractere é chamado de tipo. Atualmente, na área de editoração eletrônica, utilizamos as fontes redimensionáveis, ou seja, que podem ser ampliadas e reduzidas sem que percam a qualidade (vetoriais).

Existem, atualmente duas principais tecnologias de fontes para a área de editoração eletrônica: o padrão Adobe e o padrão True Type.

Fontes

Foram desenvolvidas pela Apple e Microsoft e incluídas como fontes de sistema tanto no Windows como no Mac OS. Por não serem diretamente compatíveis com a linguagem PostScript, têm de ser convertidas no padrão Adobe no momento da impressão em uma impressora profissional.

Fontes True Type

Também chamadas de fontes 1 ou de PostScript, foram desenvolvidas pela Adobe Systems para serem absolutamente compatíveis na linguagem PostScript. Em outras palavras, são totalmente adequadas para se trabalhar nos vários softwares gráficos como os próprios da Adobe (Photoshop, Illustrator, InDesign) e o CorelDRAW.

Fontes Adobe Pré-Impressão

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Gratuitamente, as fontes estão disponíveis nos CDs do Corel Draw (cerca de 1200) e nos CDs que acompanham o PageMaker e Adobe Illustrator. Elas também podem ser adquiridas por meio do Adobe Font Folio e Adobe Type and Call. Pela Internet você encontrará uma listagem das principais fontes no site My Fonts (www.myfonts.com).

Onde obter fontes

Cores

A cor é um fenômeno ocorrido entre a interação de três elementos: fonte luminosa, objeto e observador. Sem a presença de um destes três elementos não podemos falar sobre o fenômeno cor.

Assim, a primeira conclusão a que podemos chegar é que a cor é um fenômeno subjetivo, ou seja, que depende do observador. Mudando-se o observador a cor também será percebida de uma maneira diferente pois cada pessoa possui uma sensibilidade cromática diferente.

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Podemos definir a luz como uma forma de energia que se propaga em ondas eletromagnéticas. Quando o olho humano recebe uma onda com comprimento de 1 metro nada ocorre, porém ao

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receber ondas compreendidas entre 400 e 700 nm (nanômetros, 1nm = 10 metro = 0,000000001) temos a sensação das cores.

Esta parte eletromagnética, entre 400 e 700 nm é chamada de Espectro. A qual ao ser visível em três partes proporcionais teremos a predominância de três cores: Vermelho, Verde e Azul Violeta que traduzidas para o inglês serão: Red, Green and Blue, ou seja, RGB. A luz branca é luz formada pela adição destas três luzes coloridas RGB, no sistema conhecido como Síntese Aditiva que pode ser observado em qualquer monitor de computador ou televisão que possui somente pontos destas três cores em suas polegadas.

Pode-se criar cores através da mistura de pigmentos coloridos (Síntese subtrativa), e a maneira mais conhecida em Artes Gráficas, é a utilização das cores (Cyan, Magenta e Yellow) somadas ao pigmento Preto (Black) formando o também conhecido CMYK. Através da mistura em diferentes proporções de CMYK nós podemos formar todas as cores visualizadas em um material impresso.

O simples nome da cor não é suficiente para informarmos ao impressor que cor desejamos obter no trabalho impresso, se fazendo necessária a determinação numérica da cor para que possamos predizer o resultado desejado.

Determinando Valores Para as Cores

Então podemos determinar a cor por meio da combinação numérica do sistema RGB ou do sistema CMYK, também chamados espaços de cor. Por exemplo, uma cor pode ser informada da seguinte forma no espaço CMYK: 0% de ciano, 100% de magenta, 100% de amarelo e 0% de preto, ou no espaço RGB: 182 vermelho, 0 verde e 38 no azul. Desta maneira podemos informar as cores desejadas de maneira precisa.

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Formas de Composição das Cores

Existem sistemas menos complexos para determinação das cores, que apresentam certas limitações, mas podem ser de grande valia na ausência de sistemas informática. Talvez o sistema mais largamente conhecido seja a escala de cores Pantone, onde podemos especificar uma cor escolhendo-a em uma tabela impressa que possui a “fórmula” para sua confecção.

O sistema Pantone possui várias escalas de cor, sendo as mais conhecidas aquelas que se utilizam da mistura na composição das tintas (Formula Guide) e a que se utiliza da mistura de porcentagens de ponto das tintas CMYK (Color Process), ambas utilizando as tintas próprias da Pantone.

As escalas de cores Pantone já possuem aplicações digitais onde as cores são escolhidas e aplicadas diretamente no computador através do programa Pantone Color Drive, disponível tanto para Macintosh quanto para Windows.

Cores Pantone são cores especiais, para cada uma usada é necessário um filme e uma chapa pois as elas não podem ser diluídas no processo CMYK. As paletas Pantone (que são vendidas no mercado gráfico) indicam os percentuais para se atingir aquela cor específica. Quando a gráfica recebe de um cliente um arquivo com uma cor dessa paleta, ela é obrigada a gerar seus fotolitos, inclusive um especial para aquela cor Pantone, gravar as chapas e antes de imprimir misturar as tintas que compões tal cor. Utilizando, portanto, uma quinta cor.

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Faca Especial

Para que um impresso seja modificado em seu formato (podendo virar uma atrativa embalagem encrementada) é necessário também que se defina antes da impressão a área a ser aproveitada da impressão. Uma vez com tais definições de como aquela embalagem/impresso ficará, deve-se também desenhar a faca especial.

Assim como o material a ser impresso, o desenho da faca especial deverá constar no arquivo a ser enviado para o bureau ou gráfica. Afim de que este também seja filmado. A lâmina de fotolito deste deverá ser encaminhada

a um profissional que construirá uma boca (ou várias dependendo o tamanho) delimitada por uma superfície fina e cortante. A qual terá por suporte um pedaço de madeira.

Esta peça será colocada em uma máquina de corte e vinco (cuja o sistema utilizado é similar ao da prensa de Gutenberg) aonde o material impresso será colocado e refilado e vincado de acordo com a pressão sobre as áreas pré-determinadas pelo artista gráfico na faca especial. Demarcando assim, seu formato e suas áreas de dobras, para que seja colado, preso ou montado em uma embalagem ou peça gráfica (calendário, bloco de notas, etc.).

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Conversão do Texto em Curvas e Sangrias

Na hora de encaminhar um impresso a uma gráfica ou bureau, é necessário se certificar de duas coisas: a primeira é se o texto utilizado em sua produção será, ou não, convertido em curvas. Tudo dependerá se o arquivo irá aberto (para possibilitar a gráfica de efetuar qualquer correção neste) ou fechado (apenas para a impressão).

A segunda coisa a ser feita ao fechar um arquivo é certificar-se de que este esta com as devidas marcas de corte e com as respectivas áreas de sangria.

Como podemos notar no exemplo ao lado, as marcas do corte são colocadas no arquivo para delimitar a área a ser refilada do impresso. Aqui vemos duas imagens de um mesmo adesivo de duas cores em pantone: azul e laranja. O branco que seria a terceira cor não é necessário pois as outras duas serão impressas sobre o papel branco.

A necessidade da sangria é para evitar que, ao ser refilado, o material impresso apresente um encaixe apropriado para a guilhotina sem apresentar áreas

de desnivelamento brancas. Para isso, é necessário que se deixe de 2 à 3 mm de sangria nas áreas em volta do impresso que excedem seu espaço. Nesse caso, o artista gráfico elaborou o adesivo de modo que a única cor a ser sangrada é o laranja.

Ao converter um texto em curva, os caracteres que até então são editáveis em formato de texto passam para imagens vetorizadas conjuntas, permanecendo apenas com os formatos anteriores. Cada uma passa a ter sua área definida por nós, os quais podem ser manipulados, possibilitando sua edição.

Uma vez convertida em imagem vetorizada, a fonte não causará problemas de reconhecimento para o software gráfico na hora em que for abrir o arquivo.

Em caso apenas de impressão, um texto deve ser convertido pois, dependendo da fonte trabalhada, a gráfica/bureau pode não tê-la. De modo que, ao abrirem o arquivo, este pedirá as fontes utilizadas. Se não tiver estas em seu sistema, o software gráfico buscará substituí-las por fontes parecidas. Processo que altera a identidade visual criada pelo artista gráfico.

Pantone Pantone

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Visualizando um Arquivo Fechado

Até pouco tempo atrás, não havia como visualizar o arquivo fechado. Ele era enviado para a gráfica ou bureau e lá, então, conferido. Caso houvesse algum erro, era necessário seu reenvio. Hoje temos como visualizar um arquivo fechado, diminuindo dessa maneira um provável reenvio. Usaremos para isso dois programas: Adobe Acrobat Distiller e Adobe Acrobat Reader .

O Distiller é usado para converter o arquivo postscript (.ps) em arquivo com tecnologia PDF (Portable Document Format), que é um formato de arquivo criado pela Adobe e permite o envio de documentos formatados para que sejam vistos ou impressos em outro lugar, sem a presença do aplicativo que o gerou. O pdf foi concebido para distribuição eletrônica pois é um arquivo muito leve, logo depois criada uma compatibilidade com impressoras profissionais como image setters, por exemplo, passou a ser usado para substituir os arquivos ps na impressão profissional; com uma grande vantagem: o tamanho do arquivo é bem menor.

O uso do Distiller é muito simples. Ao abrir o arquivo com extensão ps, ele automaticamente entra na tela “Salvar como” para que salvemos em pdf. O Acrobat Reader, é um programa gratuito que vem junto com quase todos os programas hoje em dia, podendo também ser “baixado” pela Internet. Sua função é única e exclusivamente a de ler arquivos em pdf. Dessa maneira, podemos fechar o nosso arquivo normalmente, usar o Distiller para convertê-lo em pdf e depois abri-lo no Reader para conferir. Estando ok, há uma grande possibilidade que na gráfica tudo ocorra bem.

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Arquivos Abertos x Arquivos Fechados

O arquivo aberto é o arquivo criado pelo profissional (.cdr / .ps / .ai / .qxd) que pode ser aberto em qualquer computador que tenha o aplicativo que o gerou. Dessa maneira é necessário que se envie, na mesma pasta, o arquivo original, todas as fontes utilizadas e todos os vínculos. Esse sistema é mais demorado, pois na gráfica todos os vínculos serão checados, fontes instaladas e o original fechado. Essa demora gera um custo maior e, o que é pior, uma falta de segurança, pois o arquivo pode ser manipulado.

Um arquivo fechado nada mais é que um arquivo de impressão que ao invés de ser enviado para a impressora é gravado em disco. Esse arquivo é escrito na linguagem PostScript, que foi desenvolvida pela Adobe Systems e tem a finalidade de descrever às impressoras como os tipos (Fontes e letras) e as ilustrações devem ser posicionados na página a ser impressa. Inclui também informações sobre os ângulos e lineaturas das retículas.

Quando o usuário fecha um arquivo, ele está usando os parâmetros e fontes de sua própria máquina (diminui o risco de troca de fontes), torna a impressão do filme muito mais rápida e evita ter de pagar taxas adicionais que são cobradas quando o cliente envia o arquivo aberto. Sem contar na total segurança, pois na gráfica o arquivo só poderá ser visualizado e impresso.

A vantagem de enviar arquivos abertos é que ele permite correções de última hora. Ao encaminhá-lo no regime fechado o cliente conta com menor prazo de entrega, descontos maiores, uso de fontes e vínculos do seu próprio equipamento e acima de tudo segurança.

Apesar disso, estima-se que apenas 20% dos arquivos entregues para a impressão nos bureaus estejam no regime fechado. Vários fatores ajudam essa estatística, como por exemplo: falta de conhecimento para gerar arquivo fechado, expectativa que o bureau corrija eventuais erros na construção do arquivo, tamanho do arquivo fechado que por ser maior dá mais trabalho para transportar e principalmente por não querer assumir responsabilidade.

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Do Computador Para a Impressora (fotolito e chapa)

Certificadas as especificações do arquivo, é hora de preparar a chapa com a área de nosso impresso. Para preparar nossa matriz, entretanto, devemos primeiro gravar um filme (fotolito) que represente o negativo da imagem do impresso em questão.

Na pré-impressão convencional o original chegava impresso (arte-final) e era levado para a câmara escura, onde era fotografado (filme negativo) e revelado (revelador, fixador e água). Quando o negativo secava seguia diretamente para a mesa de luz onde seria retocado e as fotos seriam montadas (as fotos eram fotografadas e reveladas separadamente das páginas impressas). Com o negativo pronto gerava-se um filme positivo através duma exposição de luz ultra violeta numa expositora “vaccum printer”, o filme positivo (fotolito) era então revelado e secado.

Na pré-impressão digital, o arquivo é enviado diretamente do computador para o image-setter que grava a laser no filme positivo (perceba que já foi cortado o uso do filme negativo). Depois de gravado o filme é enviado para a processadora (ou reveladora) onde é revelado e secado. O fotolito já está então pronto para gravar a chapa, ou sendo mais precavido para realizar um prova contratual. O fluxo baseado em filme requer controle muito refinado dos processos de gravação de filme pelo image setter , revelação química dos filmes, cópia e revelação de chapas.

Agora vejamos o processo de gravação das chapas. Nessa possibilidade do processo produtivo a image setter , equipamento responsável pela confecção de filme é substituída por outro equipamento, a plate setter, que grava diretamente em chapas de impressão. Há também a possibilidade de se usar um duo setter, capaz de gravar tanto chapas quanto filmes.

Se a tecnologia de confecção de fotolitos já eliminava gravação e revelação de filmes negativos e positivos, podemos perceber que nesse processo não se tem contato com produto químico, pois, eliminamos também a cópia e revelação de chapas. Porém, devemos lembrar que a necessidade

do controle digital da fase de preparação do trabalho a ser enviado para a chapa deve ser ainda maior, visto que o custo das chapas é muito maior que o custo do filme. Trata-se de uma tecnologia com alto custo e sofisticação e seu funcionamento consiste nos seguintes passos: revelação, retoque, lavagem, endurecimento e armazenagem.

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É a fase produtiva onde a arte elaborada pelo artista gráfico ganha vida. Pode ser realizada por diversos processos (offset, rotogravura, serigrafia, flexografia e etc.) onde se transfere para um suporte (papel, plástico, metal...) a imagem do trabalho gráfico através da aplicação de pigmentos de diversas naturezas (tintas, verniz, e etc.). Para nós, entretanto, devemos nos atentar em duas informações: a tinta e os pantones.

Impressão

Tintas

Pantones

Este nome indica toda substância aplicada sobre um suporte para produzir uma imagem da matriz. Estas substâncias passam da matriz ao suporte sob o qual são fixados, originando o produto impresso.

Para a reprodução de cores especiais que requerem tintas misturadas para uma cor específica, pode-se recorrer ao Guia Pantone. Trata-se de um catálogo, internacionalmente aceito, cuidadosamente elaborado contendo cores impressas em papel couchê e offset, as quais são obtidas através de misturas. Vantagens da utilização do Guia Pantone:

As tintas devem servir a uma larga variedade de necessidades de impressão: tipografia, rotogravura, offset, flexografia e serigrafia, para citar algumas. Elas devem também ser capazes de imprimir em diversas superfícies, como papel, cartão, plástico, folhas metálicas, vidro, têxteis, metal e etc. Embora não seja de responsabilidade do produtor gráfico a preparação das tintas de impressão, será de muita valia entender suas características e os processos:

Boa cobertura por densidade Opacidade por espessura

Transparência Secatividade

Aderência

Uso internacional

Ampla gama de cores disponíveis

Precisão e facilidade na obtenção das tonalidades

Rapidez na obtenção de misturas ou encomendas de tintas

Evita desperdícios em misturas de tintas, pois as proporções já estão indicadas no guia

Custo reduzido na adquisição de tintas, pois por serem todas de linha dispensam fabricação de tonalidades especiais.

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Pós-Impressão

Acabamento

Aplicação de Verniz e Plastificação

Corte

Dobra

Também conhecida como Acabamento, essa fase de finalização do trabalho possibilita desde um simples corte final do impresso até finalizações mais complexas como dobras, relevos, vinco, verniz e etc...

Trata-se da finalização da produção industrial gráfica, onde o impresso receberá sua forma definitiva. O acabamento é o agrupamento das folhas em forma de cadernos, livros, revistas, catálogos, etc. A escolha de um acabamento em particular é baseada em uma variedade de fatores: praticabilidade, durabilidade e, talvez o mais importante, custo. A esta lista o planejador pode querer adicionar a estética.

Tratamento da superfície dos impressos como cartões de visita e panfletos em geral. Com a finalidade de aumentar seu brilho e/ou protegê-lo em sua manipulação.

É realizado em guilhotinas lineares. Alguns modelos dispõem programações eletrônicas que permite a automatização de cortes repetitivos. Possuem também dispositivos de segurança que evitam acidentes. O processo de refile consiste em aparar o papel, colocando-o no formato para a dobradeira ou então simplesmente refilando para a entrega ao cliente.

A folha, depois de impressa, é dobrada. Esta operação é feita normalmente em uma máquina dobradeira, capaz de fazer dobras simples ou múltiplas. Algumas máquinas, além de dobrar, podem executar outros serviços, tais como: colagem, picote, vinco e refile. Como existem diversos modelos de dobra e as dobradeiras podem ser ajustadas, é importante consultar o catálogo de dobras a fim de se verificar a dobra ideal para determinado trabalho, isto determinará a maneira como o

Assim a Indústria gráfica pode ser visualizada por seus principais processos, porém, sem nos esquecermos de que novas tecnologias podem tornar essa divisão teórica menos lógica. Veremos alguns processos que podem encurtar o fluxo produtivo, aproximando cada vez mais o criador do produto final.

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A montagem é o arranjo das páginas em uma folha impressa de tal forma que elas fiquem na seqüência correta quando as folhas forem dobradas e refiladas. Uma folha completa é impressa normalmente em unidades de 4,8,16 e 32 páginas. Depois de dobradas, essas unidades são chamadas cadernos.

Disposição dos cadernos impressos a fim formarem o volume final

Destina-se a unir os caderno com um grampo ou linha.

Montagem

Alceamento

Imagem

Referências

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