Sistema Setorial de
Inovaçãoes
Modelos bem-sucedidos no Brasil
Francisco José Peixoto Rosário, Dr.
Universidade Federal de Alagoas
Agenda
1. Premissas da abordagem
2. Por que inovar?
3. Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil
4. Sistemas setoriais baseado em commodities
1. Sistema setorial de produção de alimentos.
2. Sistema setorial sucroenergético.
3. Sistema setorial de P&G.
5. Conclusões
Conhecimento aplicado • Capacitação Tecnológica • Empreendedorismo Ativos tecnológicos e de mercado • Setor empresarial e mercado (interno/externo) • Fomento a inovação Capital Intelectual • Pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico • Universidades e centros de pesquisa
Premissas
Desenvolviment o Econômico 3Por que Inovar?
Assumindo a América Latina como fornecedora de matérias-primas (Carlota Perez,
2010)
IDENTIFICANDO UMA OPORTUNIDADE PARA A AL COMO
COMPLEMENTAR A RETOMADA MUNDIAL (ASIA) (Perez, 2010)
Abundancia de mão-de-obra de baixo custo Alta especialização em montagem/manufatura de produtos
Crescimento por incorporação de novos consumidores e novos territórios Recursos naturais insuficientes
(materiais e alimentos); histórico de alta e crescente taxa de
importação
• Abundancia e variedade de recursos
naturais
• Pouca densidade populacional
• Capacitações tradicionais em recursos
naturais e seu processamento
• Proximidade com grandes mercados
mundiais
• Aumento da demanda mundial e
aumento dos preços de energia e produtos (bruto e processado)
• Empresas que produzem e utilizam
insumos brutos então envolvidas numa reorientação estratégica
ESPECIFICIDADES E VANTAGENS DA AMÉRICA LATINA
Pode os recursos naturais ser uma plataforma de desenvolvimento?
CARACTERÍSTICAS DA ÁSIA
Fonte: MDIC, Brasil, 2010. Consulta em 10/02/2011 (ton/us$ fob. circuitos importados. minério de ferro e grãos de soja exportados, 2010)
Para importar
uma tonelada de circuitos integrados
(US$ 848.871,43)
O Brasil precisa exportar
21.445 toneladas de minério de ferro
(US$39,58/ton)
ou
1.742 toneladas de soja
(US$ 487,36/ton)
Relevância da Inovação
6 6Balança comercial brasileira de produtos da indústria de transformação por intensidade tecnológica – US$ milhões (FOB). (Fonte: Secex/ALICE. Elaboração própria com base na taxonomia da OCDE/ Standatabase.)
Fonte: Arbix, 2011 7
Ciência, Tecnologia e Inovação no
Brasil
11,4 mil doutores titulados em 2009 38,8 mil mestres titulados em 2009
Mestres e Doutores titulados anualmente
Fonte: Arbix, 2011 9 0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 35.000 40.000 45.000 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09
Produção Científica
Artigos brasileiros publicados em periódicos científicos indexados (ISI) e participação do Brasil na América Latina e no Mundo (1985-2009)
10 Fonte: Arbix, 2011
1982 1985 1988 1991 1994 1997 2000 2003 2006 2009 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 Brasil Mundo Fonte: Capes/MEC
Crescimento médio anual de 10,5% em 28 anos 3 x a média mundial 2,69% da produção mundial em 2009 V al o r re la ti vo
O número de publicações aumentou 205% entre 2000 e 2009 (de 10.521 artigos em 2000 à 32.100 artigos em 2009)
Crescimento da produção científica
Fonte: Elaborado com base em www.mct.gov.br.
Investimento Público e Empresarial
em P&D (% PIB)
Nos países avançados, mais de 70% dos dispêndios em inovação
são realizados pelas empresas.
Investimento Estatal Investimento Empresarial
2010:
1,26%
12 2,67 2,36 1,86 1,72 1,01 0,89 0,88 0,58 0,48 0,30 0,54 0,80 0,75 0,70 0,36 0,56 0,61 0,55 0,59 0,67 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 Japão (2007) Coreia (2007) Estados Unidos (2008) Alemanha (2007) China (2007) Reino Unido (2008) Canadá (2008) Espanha (2007) Brasil (2008) Rússia (2008)Cientistas e Engenheiros em P&D na
indústria
Fonte: UNESCO 2009, Plano Nacional de Pós-graduação PNPG 2010-2020
Bra
sil
13
CINETISTAS e ENGENHEIROS em P&D na INDUSTRIA
0 20 40 60 80 100 120 140 1978 1983 1988 1993 1998 2003 2008 Ano C ie n tis ta s e E n g e n h e ir o s / 1 0 .0 0 0 T ra b a lh a d o re s USA JAPÃO ALEMANHA FRANÇA ITÁLIA CANÁDA INGLATERRA CORÉIA CHINA BRASIL
Sistemas setoriais de inovação
brasileiros: a opção tecnológica
por commodities.
O Sistema Setorial de Alimentos
• A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) como
organização chave na estrutura do sistema
Missão
“Viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, em benefício da sociedade brasileira.”
Perfil Institucional
» Fundada em 1973
» 9.506 empregados
» 2.355 pesquisadores
» 2061 Doutores (PhD)
» 47 Centros de Pesquisa e Serviços
» Cooperação Internacional: Américas, Europa, Ásia e África
» Orçamento: R$ 2 bilhões a.a.
Embrapa
Embrapa
Embrapa
Parcerias
Parcerias Acesso a Tecnologias de Terceiros
Retorno sobre o Investimento de Pesquisa
PI como Modelo de Negócios
Inovação e Propriedade Intelectual
Parcerias
Parcerias Acesso a Tecnologias de Terceiros
Retorno sobre o Investimento de Pesquisa
PI como Modelo de Negócios
Parcerias
Lei de Inovação Tecnológica
Art. 9º
É facultado à ICT celebrar acordos de parceria para realização de atividades
conjuntas de pesquisa científica e tecnológica e desenvolvimento de tecnologia, produto
ou processo, com instituições públicas e privadas.
As partes deverão prever, em contrato, a titularidade da propriedade intelectual e a participação nos resultados da exploração das criações resultantes da parceria,
assegurando aos signatários o direito ao licenciamento, observado o disposto nos
§§ 4o e 5o do art. 6o desta Lei.
Pesquisa Desenvolvimento Transferência Recurso do Tesouro $ $ Parceiro Licenciado $ / P&D $ $ C/ ou S/ Exclusividade $ / P&D
Parcerias
21- Contratos de Parceria com diversas Empresas e Fundações, que agregam centenas de produtores;
- Mais de R$ 5 milhões investidos em pesquisa pelo setor privado; Cerca de R$ 15 milhões
arrecadados com royalties; Cerca de R$ 10 milhões com vendas de sementes; totalizando cerca de R$ 30 milhões movimentados nas parcerias para geração de cultivares em 2010;
+ de 250 pontos de testes de novas cultivares nas mais diversas condições edafoclimáticas brasileiras e em pelo menos outros 5 países da América Latina;
- Centenas de novas cultivares protegidas nos últimos 11 anos;
- Definição do produto (cultivares) feita em conjunto entre os pesquisadores da Embrapa e a equipe técnica e de mercado do parceiro privado;
- Possibilidade de atuação em parceria no mercado com pequenos, médios e grandes produtores;
- Possibilidade de participação de diversas empresas de sementes no processo de pesquisa e desenvolvimento de novas variedades.
Parcerias Embrapa – Exemplos
Parcerias
Parcerias
Parcerias Acesso a Tecnologias de Terceiros
Retorno sobre o Investimento de Pesquisa
PI como Modelo de Negócios
Acesso a Tecnologias de Terceiros
Global Map of Biotech Crop Countries and Mega-Countries in 2010
Source: Clive James, 2010
Acesso a Tecnologias de Terceiros
Parcerias
Parcerias Acesso a Tecnologias de Terceiros
Retorno sobre o Investimento de Pesquisa
PI como Modelo de Negócios
Retorno para Investimento em Pesquisa
Variedades de Interesse Social Variedades de Interesse Comercial
PI: Reinvestimento em pesquisas; Base de modelo de negócio para
parcerias públicas e privadas
PI: Reconhecimento de autoria
Soja Hortaliças* Feijão Trigo Milho Arroz 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 1,9 2,06 2,18 2,92 3,04 3,51
Aumento de Produtividade (1975~2010)
em n.º de vezes
* De 1985~2004Retorno para Investimento em Pesquisa
* De 1985~2004
Retorno para Investimento em Pesquisa
Preço Real da Cesta Básica (Base 100 / Jan. 1975 – Fev. 2011) 28
Área de Adaptação de Soja no Brasil
1960
1975
2005
Retorno para Investimento em Pesquisa
O Sistema Setorial Sucroenegético
• 48 anos de experiência em P&D em cana de açúcar;
• Duas regiões produtoras
• Duas plantas comerciais em etanol de 2ª geração
• Profissionalização dos produtores e entrada de multinacionais
• Aumento do nº de coprodutos da cana
• Advento da cana-energia
• 19 projetos em Biocombustíveis ligados a cana e biomassa.
A Agroindústria sucroenergética - Brasil
Estrutura produtiva 434 plantas (2010¹) Fornecedores de cana 70.000
Postos de trabalho formais 1,28 milhão²
Movimentação Econômica aprox R$ 90 bilhões / U$ 53 billhões Investimentos diretos aprox US$ 30 bilhões (2006-2010)
Redução de emissões CO2 >600 milhões toneladas desde 1975
Elaboração: UNICA. Nota: 2010¹ - posição em 12/07/2010; ² dados de 2008 da Rais (Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego); ³ Neves, Marcos Fava et. al, (2009) - Mapeamento da cadeia sucroenergética
Fronteira Tecnológica
da Cana
Fonte: UNICA 32
Incrementos Tecnológicos
• Aumento na produtividade agrícola: variedades de cana, manejo da cultura etc.
• Redução no consumo industrial de água
• Aumento na eficiência da fermentação
• Aumento da eficiência energética & cogeração
• Redução no consumo de agroquímicos (fertilizantes, defensivos etc.)
• Geração de energia da vinhaça (biogás)
• Gestão ambiental & eco-eficiência
• Co-produtos (leveduras, CO2 etc.)
“Biofuel fever” - 2009
Fonte: Vitor Bomtempo – EQ/UFRJ 34
EMPRESA BACKGROUND PARCERIAS INOVAÇÃO
Iogen biotecnologia JV com Shell Etanol a partir de lignocelulose, hidrólise enzimática, planta
demonstração (2,5 mi litros)
Abengoa Engenharia, TI Etanol a partir de lignocelulose, hidrolise enzimática, planta piloto
Mascoma biotecnologia GM, Marathon Etanol a partir de lignocelulose, hidrólise enzimática direta
Ceres Biotecnologia, eng genética
Melhor produtividade (switchgrass, cana, sorgo)
Arbogen biotecnologia Melhor produtividade (eucalipto, pinus e álamo)
CanaVialis biotecnologia Produtividade da cana
Alellyx biotecnologia Modificação genética para aumentar teor sacarose
Synthetic Genomics
Engenharia genética Produção e extração de óleos de algas
Amyris biotecnologia Crystalsev Isoprenoides para substituir diesel a partir da cana de açúcar
Fonte: Vitor Bomtempo – EQ/UFRJ 35
EMPRESA BACKGROUND PARCERIAS INOVAÇÃO
Choren Shell, Daimler,
Volkswagen
BTL (syngas + FT), planta demonstração em 2008
Coskata biotecnologia GM Etanol a partir do syngas por clostridium
Codexis biotecnologia Shell, participação no capital
Novos produtos a partir do açúcar
Danisco Du Pont Novos produtos a partir do açúcar
Virent química Shell Conversão química de açúcares em combustíveis
Cellana JV Shell- HR Petroleum Planta piloto para produzir biodiesel a partir de algas
EBI
(Lawrence Berkeley Nat Lab e Univ Illinois)
BP Pesquisas, US$ 500 mi em 10 anos
Georgia Inst. Technology
Chevron Pesquisas, US$ 12 mi em 5 anos
BP/Du Pont Biobutanol por fermentação, produção comercial
anunciada
Petrobrás EQ Piloto para produção de etanol a partir de
Açúcar Açúcar e Etanol Açúcar, etanol, biodiesel, biogás e bioplásticos Açúcar, etanol, biodiesel, biogás, bioplásticos, etanol de 2ª geração, Biorrefinarias, etc...
Evolução da Indústria
AçúcarSistema de Produção e Inovação
Firmas e outras organizações
- Unidades produtoras (usinas e destilarias); - Fornecedores de máquinas e equipamentos;
- Fornecedores de matéria prima.
- Cooperativas de Plantadores de Cana
- Confederação da Agricultura do Brasil;
- Sindicatos da Indústria do Açúcar e do Álcool;
- Câmara setorial da agroindústria sucroalcooleira (MDIC);
- Confederação Nacional da Industria (CNI)
- Banco Nacional para Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES;
- Banco do Nordeste do Brasil – BNB;
- Bancos comerciais privados.
Infraestrutura de Conhecimento
- Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro – RIDESA + 10 universidades federais;
- Centro de Tecnologias Canavieira (CTC/ SP)
- Sociedade dos Técnicos do Açúcar do Brasil – STAB
- Sistema S: SEBRAE, SENAI, SENAC;
Instituições (e políticas de apoio)
-
Proálcool (1974)
-
Pagamento pelo Teor de Sacarose da cana (1982)
-
Desregulamentação e fim do IAA (1990)
- Acordos de transferências de tecnologias da RIDESA/PMGCA e fornecedores de
equipamentos;
- Acordo para venda conjunta através da cooperativas;
- Cooperação no uso de equipamentos e empréstimos quando há quebra
(mesmo em usinas concorrentes);
-
Acordos para redução da queima da cana.
-
Lei Federal nº 10.973 referente à incentivos em inovação e à pesquisa
científica;
- Decreto nº 5.798 sobre incentivos fiscais à inovação tecnológica;
- Lei federal nº 9.456 de proteção de cultivares.
O Sistema Setorial de Petróleo e Gás: o
protagonismo da Petrobrás.
• Investimentos de 2010-2014 de US$224 bilhões
• 4ª maior empresa de energia do mundo;
• Marca Petrobras: R$ 19,27 bilhões;
• A mais socialmente responsável do Brasil;
• A mais lembrada na categoria combustível;
• 8ª maior empresa global
• A maior do Brasil
• 4º lugar mais respeitadas do mundo.
Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento
CENPES
Instalações de P&D
Frentes de Inovação
Projetos mais inovadores
• Perfuração de poços em águas profundas
• Processamento submarino do petróleo produzido
• Formulação de novos combustíveis
• Liquefação do gás natural a bordo de navios
• Produção de biocombustíveis a partir de resíduos vegetais - como o bagaço de
cana de açúcar
• Reuso de água nas instalações industriais
• Captura e o armazenamento de CO2 gerado nas operações industriais.
• Tecnológica para exploração e produção em águas profundas e ultra profundas,
especialmente para o pré-sal
Programa Inova Petro
O Programa INOVA PETRO é uma iniciativa conjunta da Finep e do BNDES com o apoio técnico da Petrobras, para fomento a projetos que contemplem pesquisa, desenvolvimento, engenharia
e/ou absorção tecnológica, produção e comercialização de produtos, processos e/ou serviços inovadores, visando ao desenvolvimento de fornecedores brasileiros para a cadeia produtiva da
indústria de petróleo e gás natural, contribuindo dessa forma para a política de aumento de conteúdo local e para a competitividade e sustentabilidade da indústria nacional.
O Programa INOVA PETRO visa também:
Apoiar as empresas brasileiras no desenvolvimento de tecnologias para a cadeia produtiva da indústria de petróleo e gás natural, reforçando a sua sustentabilidade e expansão.
Apoiar projetos de desenvolvimento incremental de tecnologias maduras e desenvolvimento de
tecnologias inovadoras voltadas para atender às demandas tecnológicas da cadeia produtiva de três linhas principais:
Processamento de Superfície; Instalações Submarinas; e Instalações de Poços.