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Fruticultura de clima temperado...

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Academic year: 2021

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B1BUÕTEC/'

U N I V E R S I D A D E F E D E R A L DE S A N T A C A T A R I N A C E N T R O DE C I Ê N C I A S A G R A R I A S C O O R D E N A D O R I A DE E S T A G I O D I S C I P L I N A F I T 5140 O RI E N T A D O R : M I G U E L P E D R O G U E R R A # 0 REI_ATOR I O DEZ E B T A G I CD U P E R V I S I Ü N A D O EE M F R U T I C U L T U R A de: c l i m a t e i m r e r adcd a ; ( P E S S E G O , UVA E KI WI ) i o> (0 CM CO W M A R C O A N T 0 N I 0 M E D E I R O S J U N I O R R E L A T O R I O A P R E S E N T A D O A D I S C I P L I N A DE E S T Á G I O S C O M O UM DOS R E Q U E R I M E N T O S N E C E S S Á R I O S P A R A A O B T E N Ç Ã O DE G R A U DE E N G E N H E I R O * A G R 0 N 0 M 0 . F L O R I A N O P O L I S , D E Z E M B R O DE 1992

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A G R A D E C I M F N T O S . A o p r o f e s s o r Miguel P e d r o G u e r r a p e l o a p o i o prestado. Ao s u p e r v i s o r do estágio, C a n g u s su S i l v e i r a Mattos, p e l a d e d i c a ç a o e amizade. » A diretoria.

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SUMARIO SUMARIO 1 - A P R E S E N T A Ç R O ... 05 2 - A ESTAÇftO E X P E R I M E N T A L DE V I D E I R A ... 06 3 - R E F E R E N C I A L T E Ü R I C O ... 08 3.1 - A c u l t u r a d * p ê s s e g o e n e c t a r i n a ... . 08 3.1.1 - O r i g e m e c l a s s i f i c a ç ã o b o t â n i c a ... 08 3 . 1 . 2 - A s p e c t o s e c o n ô m i c o s ... 09 3 . 1 . 3 - C u l t i v a r e s de p ê s s e g o e n e c t a r i n a r e c o m e n d a d a s para S a n t a C a t a r i n a ... 10 3 .1 .4 - P e r s p e c t i v a s ... 15 3.2 - A c u l t u r a da u v a ... 16 3.2.1 - O r i g e m e c l a s s i f i c a ç ã o b o t â n i c a ... 16 3 . 2 . 2 - A s p e c t o s e c o n ô m i c o s ... 17 3 . 2 . 3 - S i s t e m a d e conduçâto r e c o m e n d a d o para c u l t i v o s c o m e r c i a i s d e v i d e i r a no e s t a d o de vf S a n t a C a t a r i n a ... 18 3 . 2 . 4 - P e r s p e c t i v a s ... 19 3.3 - A c u l tura do k i w i ... 20 3.3.1 - O r i g e m e c l a s s i f i c a ç ã o ... ... .20 3 . 3 . 2 - A s p e c t o s E c o n ô m i c o s ...21 3 . 3 . 3 - C u l t i v a r e s ... ...25 3 . 3 . 4 - P o l i n i z a ç ã o ... ... 28 3 . 3 . 5 - E x i g ê n c i a s e d a f ocl i m á t i c a s ... ...29 3 . 3 . 6 - P r á t i c a s c u l t u r a i s ... 30 3.3. 6 . 1 - Conduçâto e p o d a ... 30

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3 . 3 . 6 . 3 - S i s t e m a d e c u l t i v o ... 36 3 . 3 . 7 - P r o p a g a ç ã o ... 37 3 . 3 . 7 . 1 - P r o p a g a ç ã o por s e m e n t e s ... . 37 3 . 3 . 7 . 2 - P r o p a g a ç ã o por e s t a c a s ... 38 3 . 3 . 8 - F i t o s s a n i d a d e ... 40 3 . 3 . 9 - R e n d i m e n t o ... 41 3 . 3 . 1 0 - A r m a z e n a g e m ... 41 3 .3.11 - P e r s p e c t i v a s ... 42 4 + A T I V I D A D E S A C O M P A N H A D A S D U R A N T E P E R I 0 D 0 DE E S T A G I O ... 43 4.1 S e l e ç ã o de c u l t i v a r e s de P ê s s e g o e N e c t a r i n a C P r u n u s p é r s i c a ( L. ) B a t s c h ] para o E s t a d o de S a n t a C a t a r i n a ... 43 4 . 1 . 1 ♦ S e l e ç ã o de c u l t i v a r e s para r eg i ü e s com p e r ig o d e g e a d a s t a r d i as ( cl ima cf b ) ... 45 4 . 1 . 2 S e l e ç ã o de c u l t i v a r e s pa r a o u t r a s r e g i & e s do Estado, livre d e g e a d a s t a r d i a s ( c l i m a cfa ) ... 47 4. 2 ^ Q u e b r a de d o r m ê n c i a em P e s s e g u e i r o ( P r u n u s p é r s i ca ( L ) B a t s c h cv Rubidowjf u t i l i z a n d o d or m e x ( c i a n a m i d a h i d r o g e n a d a ) ... 49 4.3 «jk C o n d u ç ã o de v i d e i r a v i s a n d o um a rápida e n t r a d a em p r o d u ç ã o ... ... 52 4.4 ^ Quebra de d o r m ê n c i a em p l a n t a s d e kiwi ( A c t i n i d e a d e i i c i o s a P l a n c h ) cv B r u n o e Hay wa r d ... . 56

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4 . 4 . 1 +■ Q u e b r a de d o r m ê n c i a em cv H a y w a r d ... 57 4 . 4 . 2 4» Q u e b r a de d o r m ê n c i a e m cv B r u n o ... 58 4 . 5 ^ U t i l i z a ç ã o de C P P U e D R O P P e m p o m a r e s de kiwi A c t i n i d e a dei i c i o s a . P l a n c h ... 59 5 * C O N S I D E R A Ç 0 E S FINAIS-... ... 63 6 * B I B L I O G R A F I A ... 64 7 > A N E X O S ... 72

A N E X O 1 - Total de G e a d a s Mensal anulai r e g i s t r a d o na E.E. V i d e i r a no P e r í o d o de 1 9 7 1 - 1 9 9 1 ... 72

A N E X O 2 - M í n i m a a b s o l u t a r e g i s t r a d o na E . E . V i d e i r a n o p e r í o d o de 1 9 7 1 - 1 9 9 1 ... 73

A N E X O 3 - H o r a s de frio a b a i x o ou igual à 7 ,2 ° C r e g i s t r a d o na E . E . V i d e i r a no P e r í o d o de 1 9 7 1 - 1 9 9 1 ... 74

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E s t e r e l a t ó r i o r e f e r e - s e ao e s t á g i o c u r r i c u l a r o b r i g a t ó r i o do c u r so de a g r o n o m i a da U n i v e r s i d a d e F e d e r a l d e S a n t a C a t a r i n a .

O e s t á g i o tem como., o b j e t i v o c o l o c a r e m c o n t a t o o e s t u d a n t e com o c a mpo de t r a b a l h o e m que e s t e p o d e r á atuar. D e s s a f o r m a o e s t u d a n t e se f a m i l i a r i z a com os c o n h e c i m e n t o s m a i s e s p e c í f i c o s do i m e n s o c am p o da E n g e n h a r i a A gr o n ô m i c a . E ss e e s t á g i o a b r a n g e u a á r e a de f r u t i c u l t u r a de c l i m a t e m p e r a d o e foi r e a l i z a d o na E s t a ç ã o E x p e r i m e n t a l d e V i deira, l o c a l i z a d o no m u n i c í p i o de Vid e i r a , d u r a n t e o p e r í o d o d e 2 4 / 0 7 / 9 2 a 18/08/92. D e n t r e as a t i v i d a d e s d e s e n v o l v i d a s na e s t a ç ã o t e v e - s e a o p o r t u n i d a d e d e a c o m p a n h a r os s e g u i n t e s t r a b a l h o s : s e l e ç ã o de c u l t i v a r e s de p ê s s e g o e n e c t a r i n a para o E s t a d o de S a n t a C a t a r i n a ^ ft c o n d u ç ã o de p l a n t a s de v i d e i r a v i s a n d o u m a rá p i d a e n t r a d a em p r o d u ç ã o , q u e b r a d e d o r m ê n c i a e m p ê s s e g o cv R u b i d o u x u t i l i z a n d o dormex( c i a n a m i d a h i d r o g e n a d a ), q u e b r a d e d o r m ê n c i a em kiwi cv B r u n o e H ayward, u t i l i z a ç ã o de C P P U e D R O P P em p o m a r e s de kiwi.

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2 - A ESTAÇRO EXPERIMENTAL DE VIDEIRA

A Estação experimental de Videira foi fundada em

06/12/1936. Originalmente a estação pertencia ao Instituto de Fermentação do Ministério da Agricultura e tinha por objetivos difundir a viticultura e fiscalizar o comércio de bebidas elaboradas com uva em todo o país.

Em 1969 o Instituto de Fermentação foi extinto e a estação passou a integrar a Rede Experimental Catarinense, subordinada ao Instituto de Pesquisas Agropecuárias do Sul( IPEAS ), também do Ministério da Agricultura. Em 1972 a estação foi incorporada a EMBRAPA e em 1975 passou a integrar as unidades de pesquisa da EMPASC.

^Reeen-fcemenJte-y no ano de 1991, o governo propôs a extinção

da estrutura operacional existente na pesquisa agrícola e

extensão rural, criando um novo arranjo. A pesquisa agropecuária ( EMPASC ) se funde com a entidade de extensão rural( ACARESC ) e desenvolve suas atividades na geração e difusão de tecnologia. Dessa forma foi criada a Empresa de Pesquisa Agrícola e Difusão de Tecnologia( EPAGRI ).

A Estação Experimental de Videira em 1991 passou a integrar suas atividades a EPAGRI, sendo que a principal função da estação continuou sendo a geração de tecnologia. Mas hoje

existe um maior intercâmbio com o setor de difusão de

tecnologias.

No início da década de 70, quando a fruticultura de clima temperado foi incentivada, a Estação Experimental de Videira

(8)

empreendeu esforços em pesquisas que contribuíram significativamente para o êxito da cultura da Macieira no Sul do Brasi1.

Em 1982, face a realidade sócio-econômica da viticultura

catarinense, os trabalhos dessa estação experimental foram

redirecionados, concentrando maior esforço nas pesquisas com uva e vinho.

Atualmente a Estação Experimental de Videira têm como objetivos aumentar a produtividade, melhorar a qualidade e atualizar sistemas de produção das culturas de pêssego, ameixa e

. w X — uva.

Como a produção agricola das propriedades catarinenses

possuem a caracteristica de serem bastante diversificadas, a

pesquisa com frutíferas não poderia ficar por aí. Estão sendo desenvolvidos sistemas de produção de outras frutíferas de clima

temperado que permitam uma exploração lucrativa, tais como :

figo, kiwi, caqui, goiaba da serra, e amora preta.

Além disso a estação desenvolve e adapta tecnologias, visando viabilizar as novas opç&es ou melhorar a produtividade daquelas já disponíveis.

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3 - R E F E R E N C I A L T E O R I C O 3 . 1 - A C U L T U R A D O P E S S E G O E N E C T A R I N A : 3 . 1 . 1 - O R I G E M E C L A S S I F I C A Ç R O B O T A N I C A s , O p e s s e g u e i r o é u m a p l an ta de o r i g e m a s i á t i c a , t e n d o co m o c e n t r o de o r i g e m a China. E x i s t e m r e f e r ê n c i a s d e s u a e x i s t ê n c i a a 500 a n o s a.c. os e u r o p e u s t o m a r a m c o n h e c i m e n t o d e l e a t r a v é s da P é r sia. Daí L i n e u t ê -l o c l a s s i f i c a d o co m o e s p é c i e P_;_ p é r s i c a q u e a t é h o j e é man t i d a ( SIMAO, 1971 ).

No Brasil, o p e s s e g u e i r o foi i n t r o d u z i d o em 1532 por M a r t i m A f o n s o de Souza, a t r a v é s d e m u d a s t r a z i d a s d a Ilha da M a d e i r a e p l a n t a d a s e m Sâ(o V i c e n t e - SP( SIMAO, 1971; SACHS, 1984 ) . 0 p e s s e g u e i r o p e r t e n c e á f a m i l i a R o s a ce ae , s u b f a m i l i a P r u n o i d e a e g ê n e r o P r u n u s ( L ) e s u b - g ê n e r o A m i a d a l u s . T o d o s os c u l t i v a r e s c o m e r c i a i s p e r t e n c e m a P r u n u s p é r s i c a ( L ) Batsch( SACHS, 1984 ). S ã o a d m i t i d a s 3 v a r i e d a d e s b o t â n i c a s , p e r t e n c e n t e s à P r u n u s p é r s i c a ( L ) B a t s c h : a ) v u l a a r i s : P ê s s e g o c o m u m ; b )n u c i p é r s i c a ; N e c t a r i n a ; c ) p l a t i c a r p a B a i l e y : p ê s s e g o a c h a t a d o A v a r i e d a d e v u l a a r i s inclui a m a i o r i a d o s c u l t i v a r e s de v a l o r e c o n ô m i c o pa r a c o n s u m o co m o f r u t a f r e s c a ou c o n s erva, as q u a i s s ã o o r i u n d a s da ra ç a p e r s a ou e u r o p é i a , de f r u t o s g r andes, de p o l p a a m arela, livre e sucosa. A s r a ç a s do n o r t e d a C h i n a s ã o d e p o l p a a m arela, f i r m e de c a r o ç o pegado; e as r a ç a s d o sul da China, de p o lpa branca, d o c e e s u c o s a e p l a n t a a d a p t a d a a c l i m a s

(10)

mais amenos.

A variedade nucipersica produz frutos de epiderme glabra e geralmente muito colorida, denominados de nectarinas ou pêssegos pelados. A ausência de pêlos deve-se a um fator genético recessivo. Presentemente existe um bom número de cultivares de nectarina de valor econômico.

A variedade platicarpa produz frutos achatados, conhecidos por "pêssego achatado". Essa forma deve-se a um fator genético dominante raramente explorado( SACHS,1984 ).

3.1.2 - ASPECTOS ECONOMICOS:

0

pêssegOo^s», devido a seu refinado paladar, a suculência

de sua polpa e sua beleza, fazem-no uma das frutas mais

apreciadas f de grande e geral emprego como fruta fresca de fácil consumo e de grande utilidade para a produção de uma extensa variedade de produtos industrializados. Por isso é que essa foi a frutífera que mais rapidamente se difundiu pelo mundo inteiro( SACHS,1984 ).

Além dos Estados Unidos, que é a nação de maior produção de pêssego, são grandes produtores os paises europeus que margeiam o mediterrâneo, a Russia,a Turquia, a China, o Japão, a Africa do Sul, a Austrália, o Brasil e a Argentina( SACHS,1984 )

Segundo dados do IBGE( 1991 ), os Estados produtores de pêssego no Brasil são :

(11)

Quadro 1 - Estados Produtores, Area Col hida, Produção Obtida e Rendimento no ano de 1991. Estados Produtores Area Colhida(Ha) Produção Obtida(t ) Rendimento(Kg/ha) BA ... ... 15 ... ... 442 ... 29.466 MB ... .... 670 ... . ... 57.147 ... 85.294 ES ... . . .

10

... .... 1.312 ... 131.200 RJ ... ... 3 ... .... 288 ... 96.000 SP ... .... 1.458 ... 158.588 ... 108.770 SC ... .... 510 .... .... 14.498 ... 28.427 RÇ? _____ __

1

ARFi _____ __.009 ... 38.595 Total ... ... 18.864 ... . ... 871.508 ... 46.199 Fonte: ( IBGE,1991)

0 Brasil atualmente é auto-suficiente na produção de

pêssego, tanto para consumo "in natura" como para consumo em

conserva. A produção nacional atinge 871.508 toneladas de frutos, sendo que 57'/. dessa produção é destinada ao consumo "in natura" e 43% para a indústria( IBGE,1991 ).

3.1.3 - CULTIVARES RECOMENDADAS PARA SANTA CATARINA:

As cultivares de Pêssego e Nectarina recomendadas

atualmente para o Estado de Santa Catarina são: Premier, Sulina, Cardeal, BR 3, Cascata( nectarin=||, Princesa, Coral, Coral Tardio, BR 1, Vila Nova, Chiripá e Cai.( EMPASC,1991 ).

(12)

- Premier:

Essa cultura é oriunda de um cruzamento de "cardeal" com "15 de novembro" feito na EEFT em 1958 e testado na EEFT e na UEPAE da Cascata. Esse lançamento é a mais precoce cultivar de polpa branca para o consumo ao natural( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

A "Premier" requer aproximadamente 150 horas de frio hibernai para uma perfeita quebra de dormência. A floração é muito precoce, tornando-a susceptível às injúrias causadas por geadas( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

Essa é uma planta vigorosa e produtiva, Entretanto, é altamente susceptível a bacteriose causada por Xanthomonas pruni e poderá sofrer uma queda prematura das folhas em caso de severa

infecção( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

Seus frutos são de tamanho médio, polpa de cor branca e caroço semi-aderente( EMPASC,1991 ).

— Sulina:

Essa cultura de pêssego foi desenvolvida pela UEPAE de Cascata. Selecionada em 1974 entre os "seedlings" na primeira geração de um cruzamento entre "Princesa" e "Premier"( EMBRAPA- UEPAE, 1981 ).

A planta é vigorosa e produtiva, com moderada

susceptibilidade a mancha bacteriana da folha, causada por

Xanthomonas pruni( EMBRAPA-UEPAE,1981 ).

A cultivar "sulina" é de baixa exigência em frio( estima- se em torno de 150 a 200 horas ), não devendo ser cultivada em

zonas com incidência de geadas( EMBRAPA-UEPAE, 1981 ).

- Cardeal:

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produçato comercial pela EEFT e UEPAE de Cascata. Essa cultivar é

um F

2

do cruzamento 338-90 FV feito em Fort Valley, Georgia-USA.

0 "seedling" foi avaliado no EEFT em 1959( EMBRAPA-UEPAE,1979 ). Essa cultivar possui uma boa adaptação ao sul do Brasil, requerendo aproximadamente 250 horas de frio hibernai para uma efetiva quebra de dormência, mas devendo ser evitado seu plantio em regiOes com perigo de geadas tardias( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

é uma planta vigorosa e de tamanho grande, p o r é m os ramos se quebram fácil e quando expostos a ventos fortes ou a produçfces excessivas. é muito produtiva, mas moderadamente susceptível à bacteriose causada por Xanthomonas pruni( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

Seus frutos sâo de tamanho médio a grande, sua polpa é de coloração amarela e possui caroço aderente( EMPASC,1991 ).

- BR 3:

□ "BR3" é uma cultivar oriunda de polinização livre da

cultivar "Pala" que é um hibrido de primeira geração do

cruzamento entre "Coral" e "Panamint". Esse melhoramento foi efetuado na UEPAE de Cascata no ano de 1971 à 1973( EMBRAPA- UEPAE, 1979 ).

Essa cultivar veio para preencher a necessidade de uma cultivar de polpa branca que amadureça entre út "Premier" e <X

"Coral"( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

As plantas dessa cultivar são bastantes vigorosas e

produtivas.

0

fruto é de tamanho médio, aspecto atrativo e forma

arredondada. A polpa é branca com traços de vermelho, firmeza

média, caroço livre e sabor doce, com leve adstringência.

0

(14)

horas de frio hibernai( MORAES et. al.,1988 ). - Gascata:

Essa é uma nectarina obtida de uma polinização livre( F

2

)

do cruzamento das cultivares de pêssego "Sunhig x Redcrest", onde a "Redcrest" é um heterozigoto para a nectarina. O cruzamento original foi feito na Rutgers University, New Jersey-USA. As sementes foram para a UEPAE de Cascata em 1967 e já em 1971 a cultivar foi lançada( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

Essa é uma cultivar que requer aproximadamente 500 horas

de frio hibernai. As plantas são de vigor médio, produtividade

média a alta e moderadamente resistente a bacteriose( MORAES et, alé,1988 ).

Os frutos são de tamanho médio, a cor da polpa é amarela e o caroço é semi aderentef EMPASC,1991 ).

- Princesa:

"Princesa" é um F

3

do cruzamento "Hawai x Southland"

plantado na EEFT e na UEPAE de Cascata em 1961. O lançamento em cultivar se deu em 1966( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

Essa cultivar requer aproximadamente 250 horas de frio hibernai para uma perfeita quebra de dormência. As plantas são muito produtivas, mas seu plantio deve ser feito em regiões livres de geadas tardias para que essa produção não seja comprometida( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

Seus frutos são de tamanho grande, a cor da polpa é amarela e o caroço é semi-aderente( EMPASC,1991 ).

- Coral:

0 "Coral" é um do cruzamento entre "Delicioso x

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cultivar na UEPAE de Cascata, onde foi testado( EMBRAPA- UEPAE, 1979 ).

□ "Coral" requer 350 horas de frio hibernai para a quebra

de dormência( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

Suas plantas são vigorosas e produtivas, mas é susceptível a bacteriose e a podridão parda( MORAES et. al.,1988 ).

Os frutos são de tamanho grande, com coloração da polpa branca e caroço semi aderente( EMPASC,1991 ).

— Coral Tardio:

0 "Coral Tardio" é uma cultivar que requer aproximadamente 400 horas de frio para uma completa quebra de dormência( EMPASC,1991 ).

Essa cultivar possui baixo vigor e sua produtividade pode ser boa se plantados em espaçamentos mais adensados que o normal( MEDEIROS,1992 : observações de campo ).

Seus frutos são grandes, de polpa branca e de caroço semi-aderente, exatamente como o "Coral"( EMPASC,1991 ).

- BR 1:

0 "BR 1" é uma cultivar oriunda da do cruzamento das

cultivares "Delicioso x Panamint" efetuado na UEPAE de Cascata em 1970. A cultivar foi selecionada 2 anos após, no ano de 1972( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

As plantas são de porte médio e de boa produtividade. 0 requerimento em horas de frio é de aproximadamente 300( MORAES et, al»,1988 ).

Entretanto a EMPASC( 1991 ) não recomenda seu plantio em regi&es com perigo de geadas tardias.

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Seus frutos são de tamanho médio, coloração da polpa branca e caroço aderente( EMPASC,1991 ).

Uma das principais características dessa cultivar é a firmeza de sua polpa, o que a torna a cultivar mais resistente ao transporte a longas distâncias( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

— Vila Nova:

A cultivar "Vila Nova" é um F^ do cruzamento entre "Cristal x Princesa", realizado na UEPAE de Cascata em 1964.

Essa cultivar é de grande porte, produtiva, mas

susceptível a bacteriose. O requerimento em frio é de

aproximadamente 400 horas( NAKASU et alé,1984 ).

Seus frutos são de tamanho grande, com a cor da polpa amarela e com caroço livre( EMPASC,1991 ).

- Chiripà:

"Chiripá" é um F^ do cruzamento "Delicioso x Nectared-5", realizado no UEPAE de Cascata em 1964. Ela foi lançada em 1968 e tem como características importantes a sua floração e maturação tardias, e os seus frutos de polpa branca, sabor doce e caroço 1ivre( EMBRAPA-UEPAE,1979 ).

Suas plantas são vigorosas com ramos bem distribuídos produtivos. 0 requerimento em frio é de aproximadamente 500 horas de frio hibernai( IPAGR0,1988 ).

- Cai:

A cultivar "Caí" é uma cultivar bem adaptada a regiòes frias do Estado, requerendo aproximadamente 550 horas de frio hibernai para uma completa quebra de dormência( EMPASC,1991 ).

Seus frutos são de tamanho grande, com polpa de coloração amarelada e caroço livre( EMPASC,1991 ).

(17)

3.1.4 - PERSPECTIVAS!

O E s t a d o de S a n t a C a t a r i n a possui c o n d i ç õ e s de c l i m a e s o l o q u e o p e s s e g u e i r o se a d a p t a m u i t o bem. No e n t a n t o n o s s a á r e a de c u l t i v o n ã o u l t r a p a s s a os 6 0 0 ha( I B G E , 1991 ). ü s e t o r de p e s q u i s a no E s t a d o e s t á b a s t a n t e d e s e n v o l v i d o , s en do q u e a to d o ano, n o v a s t e c n o l o g i a s s ã o g e r a d a s e n o v a s c u l t i v a r e s m u i t o p r o m i s s o r a s s ã o lançadas. ü q u e f a l t a no n o s s o E s t a d o é um m a i o r e s t i m u l o aos p r o d u t o r e s . E s t i m u l o e s s e q u e d e v e r i a v i r d o g o v e r n o d o E s t a d o no s e n t i d o de d i f u n d i r m e l h o r o c u l t i v o d o p ê s s e g o t a n t o pa r a os s e u s t é c n i c o s q u a n t o para os p r o du to re s.

3.2 - A CULTURA DA UVA:

3.2.1) ORIGEM E CLASSIFICAÇRO BOTANICA:

A v i d e i r a v e m s e n d o c u l t i v a d a d e s d e t e m p o s remotos, e p a r e c e ser uma d a s p r i m e i r a s f r u t a s a p r o v e i t a d a p e l o homem, t e n d o co m o c e n t r o d e o r i g e m a r e g i ã o d o M a r C á s p i o e Negro( W I N K L E R ,1962 ). 0 c u l t i v o da v ideira, s e g u n d o C H A U V E T e R E Y N I E R ( 1979 ) fCt c o m p o s t o de 3 e t a p a s : $ A p r i m e i r a e t a p a foi a c o l h e i t a d a s b a g as s e l v a g e n s ; # A s e g u n d a e t a p a foi u m a d o m e s t i c a ç ã o da v i n h a pela m u l t i p l i c a ç ã o por e s t a c a s e a sua c ul t u r a f ei t a p e r t o d e árvores, pois a t r a v é s da p r á t i c a da poda permitia, ao m e s m o tempo, r e g u la r o c r e s c i m e n t o do s u p o r t e e o da latada. E s s a f orma de d o m e s t i c a ç ã o n o s c o n f i n s d a s flo r e s t a s , p a s s o u a v i z i n h a n ç a das p o v o a ç & e s , m a n t e v e - s e c e r t a m e n t e por m u i t o t e m p o e e m a l g u n s c a s o s até os n o s s o s dias.

(18)

JK Terceira etapa : a região citada era muito populosa e a viticultura conquistou outras regiões com a migração dos homens.

A videira pertence a família Vitaceae que possui 11 gêneros e aproximadamente 450 espécies. 0 gênero mais importante é o V^itis com quase 50 espécies conhecidas. Dessas 50 espécies, 30 delas são originárias do continente Norte-Americano, e as demais da Asia Menor até as Indias( SIMPiO,1971 ).

Das Vfdeiras valor econômico ou para fins de melhoramento, distinguem-se aproximadamente 35 espécies, destacando entre elas a Vitis vinifera. denominada européia, porém também originária da Asia ocidental, e as demais provenientes do continente americano,

tais como V_;_ labrusca^V. labruscana^V. ber landi eri ^ V . rupertriSy

V . riparia( vulpina )p etc( SIMA0,1971 )« 3.2.2 - ASPECTOS EC0N0MIC0S:

A produção de uva é voltada para as mais diversificadas formas de consumo, tais como : consumo em estado fresco, seco ou prensado( CHAUVET & REVNIER, 1979 ).

ü continente europeu no ano de 1977 possuía 7.350.000ha

plantados, seguidos da Asia com 1.453.000ha, América com

929.000ha, Africa com 4é>0.000ha e Oceania com 68.000ha plantados( CHAUVET & REYNIER,1979 ).

No Brasil, a produção concentra-se nas regiões Sul e Sudeste e alguns vinhedos no Nordeste. A produção de uva

(19)

Quadro 2 - Area Colhida de Uva no Brasil, Produção Obtida e Rendimento Médio em 1991.

AREA COLHIDA(ha) PRODUÇÃO OBTIDA(t) RENDIMENTO(Kg/ha)

RS ... 40.027 .... . . 538.705 ... 13.459 SP ... 8.789 ....,.... 126.224 ... 14.362 SC ... 4.708 .... .... 70.805 ... 15.039 PR ... 2.729 . . . ... 36.000 ... 13.192 pr _____

1

.

1

^9 ____ _ . _ . 14.4B3 ... 12.716 TOTAL ____ 57.392 ____ ____ 786.217 ... 13.699 ( FONTE : IBGE,1991 )

0 Estado de Santa Catarina ocupa o terceiro lugar na viticultura nacional. A microrregião que mais se destaca é a

colonial do Rio do Peixe, com 62,2’/. da área plantada com videira

na safra 1984/85( EMPASC/EMATER/ACARESC,1989 ).

3 . 2 . 3 K 0 SISTEMA DE CONDUÇÃO RECOMENDADO PARA SANTA CATARINA:

0

atual sistema de condução recomendado para a instalação

de vinhedos no Estado de Santa Catarina é o sistema de conduçâto em latada.

é evidente que existe um elevado incremento da produção em

parreirais conduzidos na forma latada, em detrimento das

condiçòes em espaldeiras( PELAEZ & NAZRALA,1973; VEGA,1976 ). Isso ocorre devido a vários fatores :

(20)

v i t i c o l a é a c a r ê n c i a d e g e m a s por planta. Isso p r o v o c a u m a v i t i c u l t u r a c a r a c t e r i z a d a em b a i x a e x i g ê n c i a n u t r i c i o n a l e c o n s e q ü e n t e m e n t e b ai x a p r o d ução( C H A U V E T & R E Y N I E R , 1 9 7 9 ). A c o n f o r m a ç ã o d a s p l a n t a s e m s i s t e m a latado, p e r m i t e uma r e a l i z a ç ã o de poda m a i s rica q u e c o n d i c i o n a r e n d i m e n t o s m a i s p r o d u t i v o s . ( V E G A , 1 9 7 6; F R I U L I , 1 9 8 1 ). 2 ) P r e c o c i d a d e d e produção: □ s i s t e m a de c o n d u ç ã o em latada, i n i ci a s u a p r o d u ç ã o s i g n i f i c a t i v a n o s p r i m e i r o s anos, bem a n t e s da p r o d u ç ã o em e s p a ld ei ra ( P E L AE Z & N A Z R A L A ,1973 ).

É c o m p r o v a d o e s t a t i s t i c a m e n t e q u e o s i s t e m a de cor>dução em la t a d a produz m a i s e com u m m e s m o te o r d e açúc a r , s e c o m p a r a d o com o s i s t e m a e m e s p a l d e i r a s ( P E L A E Z & N A Z R A L A , 19 7 3 ). 3) D i s t r i b u i ç ã o da carga: S e g u n d o C A R G N E L L O ( 19 8 0 ), o c o n j u n t o d e c o r d B e s d e t e r m i n a u m a s i t u a ç ã o m u i t o e q u i l i b r a d a ao longo do c o r d ã o p ri nc i p a l , r e s u l t a n d o m a i o r q u a l i d a d e d o produto. Co m a boa d i s t r i b u i ç ã o da c ar g a no s i s t e m a latada, se c o n s e g u e m a i o r s a n i d a d e e m e l h o r c o n f o r m a ç ã o d o s c a c h o s d e uva, m a i o r u n i f o r m i d a d e d e c o l o r a ç ã o d o s bagos, etc( P E L A E Z & N A Z R A L A , 1973 ). A l é m d i s s o f a c i l i t a m u i t o na r e a l i z a ç ã o de a l g u m a s p r á t i c a s c u l t u r a i s p r ó p r i a s d e uva d e m es a c om o : r a l e i o de c a c h o s e grãos, d e sf ol ha s, i n c i s ò e s a ne l a r e s , etc( P EL A E Z & N A Z R A L A , 1973 ). S e g u n d o P E LA EZ & N A Z R A L A ( 1973 ), n a s v a r i e d a d e s q u e se d e s t i n a m a v i n i f i c a ç ã o , a v a n t a g e m p r i n c i p a l d e s s e s i s t e m a é a o b t e n ç ã o de boa s a n i d ad e, b e n e f i c i o q u e s e r á n o tá ve l q u a n d o se t ra t a d e v a r i e d a d e s s e n s í v e i s a e n f e r m i d a d e s , e s p e c i a l m e n t e c ri pt og â m i c a s .

(21)

4) A l t u r a do tronco: S e g u n d o P E L A E Z & N A Z R A L A ( 19 7 3 ), e x p e r i ê n c i a s c o n d u z i d a s no INTA( p r o v í n c i a de M e n d o z a ),

d e m o n s t r a r a m e s t a t i s t i c a m e n t e u m a c o r r e l a ç ã o p o s i t i v a e n t r e a l t u r a d o tronco, p r o d u ç ã o e vigor. VEGA( 1976 ) t a m b é m c o n f i r m a e s s a a f i r m a ç ã o .

3.2.4) Perspectivas:

A á r e a d e c u l t i v o no E s t a d o tem d i m i n u í d o n o s ü l t i m o s anos. E s s a d i m i n u i ç ã o se d e v e em p a r te d e v i d o ao d e c l í n i o de p o m a r e s a t a c a d o s por M a r g a r o d e s . ü d e c l i n e o d e s s e s p o m a r e s d e s e s t i m u l a o p r o d u t o r a i n s t a l a r n o v o s pomares, já q u e a t é q u e u m n o v o p omar e n t r e em fa s e de p r o d u ç ã o , m u i t o s a n o s se passaram. 0 o b j e t i v o da p e s q u i s a h o j e d e v e se v o l t a r a p r o d u ç ã o de c u l t i v a r e s r e s i s t e n t e s a m a r g a r o d e s , ou ao m e n o s t o l e r a n t e a e s s a praga. No ent a n t o , os n o v o s p o m a r e s a s e r e m i n s t a l a d o s d e v e m t^ser c o n d u z i d o s de f o r m a a i n i c i a r s u a p r o d u ç ã o p r e c o c e m e n t e s e m c o m p r o m e t e r as plantas( M E D E I R O S ,1992 - O b s e r v a ç õ e s do E s t á g i o ).

3.3 - A CULTURA DO KIWI:

3.3.1 - ORIGEM E CLASSIFICAÇAO:

A a c t i n í d e a da China( A c t i n i d e a c h i n e s i s . P l a n c h ) é uma p l a n t a da f a m í l i a das a c t i n i d a c e a s e o r i g i n á r i a d o leste da Asia ( sul da C h i n a )( C A S T R O & S O T O M A Y O R ,1979 ).A a c t i n i d e a é u m a e s p é c i e dióica, ca d a p l a n t a d e s e n v o l v e flK f l o r e s e s t a m i n i f e r a s ou f l o r e s p i s t i 1i f e r a s . Mas a m b a s as f l o r e s c o n t é m i n d í c i o s de ó r g ã o s do o u t r o sexo( C A C I O P P O ,1989 ). S u a r e g i ã o de o r i g e m se e s t e n d e e n t r e os p a r a l e l o s 20° e 30° .Essa p l a n t a c r e s c e as m a r g e n s do R i o V a n g t z e a 8 0 0 - 2 0 0 0 m e t r o s de a l t i t u d e , o n d e c r e s c e à s o m b r a d a s flo r e s t a s , na f o r m a de cipó( N I N H 0 U L , 1 9 7 6 ).

(22)

Essa planta foi levada para Nova Zelândia em 1906 por A.Allison, iniciando assim a cultura de uma espécie que em pouco mais de meio século teve enorme difusão por outros continentes : Europa, Asia, América e Africa( CACIÜPPÜ,1989 ).

0

mérito de a actinidea ter se tornado popular respeita de

qualquer modo o viveirista Bruno( neozelandês ), que efetuou um intenso trabalho de seleção sobre essa planta. Wright Hayward foi outro viveirista que seguiu o exemplo de Brunof CACI0PP0,1989 ).

Durante muito tempo o fruto de actinidea foi conhecido

pelo nome de groselha chinesa( chinese gooseberry ). Quando

começou a ser comercializado pelos neozelandeses na América eles passaram a dar o nome de kiwi( ave símbolo da Nova Zelândia ). Atualmente o fruto é comercializado em todo o mundo com esse

nome, tornando-se de tal modo popular que tem suplantado o nome

botânico( CACIOPPQ,1989 ).

No Brasil o kiwi foi introduzido em 1971 no Instituto Agronômico de Campinas( IAC ) com a finalidade de adaptar seu

cultivo às condiçfâes nacionais. Já em 1973,GERMECK, pesquisador

do IAC apresentou no IIo Congresso Brasileiro de Fruticultura, um

trabalho sobre a multiplicação dessa frutífera, prevendo o

desenvolvimento da cultura no país.( GERMECK,1973 ). 3.3.2 - ASPECTOS EC0N0MIC0S

Em Santa Catarina a estação experimental de Videira vêm desenvolvendo trabalhos com a finalidade de viabilizar seu cultivo nesse Estado.

Dados de 1990 da IK0( Organização Mundial do Produtores de

(23)

plantada( ha ) dos. produtores mundiais e sua projeção até 1995.

■ i. é nn»w.

Quadro 3 - Evolução de área plantada( ha ) no mundo e sua projeção até 1995. HEMISFÉRIO NORTE 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1995 área plantada( ha ) I TAL IA 6232 8969 12848 15926 18070 19758

21000

FRANÇA 2775 3977 4549 - - 4600 5000 JAPAO 3340 3360 4370 4730 - 4300 4500 USA 3122 3324 3527 3729 3830 3729 4034 GRÉCIA 1030 1420 1897 - -

2000

2200

ESPANHA - 580 800 - - 1900

2000

PORTUGAL

120

200

350 600 - 900

1000

COREA - - - 900

1000

OUTROS _ — _ _ — 4700 9500 HEMISFÉRIO SUL 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1995 area plantada( ha ) NOVA ZELANDIA 17978 18316 18708 18905 18905 16000 17000 CHILE 2000 3000 6200 9000 9500 10000 10000 AUSTRALIA 900 920 1030 1100 1150 1000 1000

SUL DA AFRICA _ _ _ _ _ 50o 500

(24)

Outro quadro mostra a evoluçaQ da produção( míl toneladas ) mundial por pais desde 1985 até 1990 com projeção para 1995 apresentados na conferência da IK0( 1990 ) mostrado por ULL0A( 1990 ) .

Quadro 4 - Evolução da produção mundial de kiwi( 1000 t )

e sua projeçâío até 1995 :

HEMISFÉRIO NORTE 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1995 produçãof

1000

ton ) ITALIA

2 2 ,0

49,0 115,0 143,0 170,0 240,0 400,0 FRANÇA 13,8

2 2,8

31,6 - - 45,0 80,0 JAPA0 16,5 28,5 34,8 - - 35,0 70,0 USA 18,1

2 1 , 2

24,1 26,4 28,8 39,0 70,0 GRÉCIA 2,5 5,0 2,5 7,6 - 5,0 30,0 OUTROS - - -

6 , 0

80,0 HEMISFÉRIO SUL 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1995 produção(

1000

ton ) NOVA ZELANDIA 105,0 140,0 191,0

220,0

191,0 230,0 300,0 CHILE 0,4

1 , 1

4,3

1 1 , 6

18,4 28,9

1 20,0

AUSTRAL IA 1,9 3,5 8,4

1 1 , 0

13,0 14,6 17,7 OUTROS — — - - -

1 0 ,0

2 0 ,0

(25)

Como podemos ver a Itália é o maior produtor de kiwi. Esse sucesso se deve segundo CACIOPPO( 1989 ) a vários fatores além da publicidade :

a) Os resultados positivos das plantações ;

b) O desejo de se substituírem velhos pomares ou vinhedos

localizados em zonas não vocacionadas, ou que produziam uva

destinada ao fabrico de vinhos sem denominação de origem

controlada, podendo beneficiar subvenções comunitárias, pelo

arranque das próprias vinhas, como também de subsídios regionais destinadas a novas plantações de actinidea.

c) Adoção de uma técnica de cultivo que, no seu conjunto, se torna de aplicação relativamente fácil.

d) A facilidade de colocação do produto a preços elevados. No Brasil o cultivo do kiwi é muito recente e promete se desenvolver bastante nos próximos anos. Santa Catarina é um Estado que produz muito aquém do que consome.Em vista disso, o preço do kiwi no atacado( CEASA-SC ) em outubro de 1992 estava em torno de 10 dólares a caixa com 23 frutos da cultivar Hayward, vindo do Chile.

0 Estado de Santa Catarina possui atualmente cerca de 60 hectares plantados, sendo que 40 hectares são de um só produtor em Fraiburgo e 17 hectares são de outro produtor em Campo Belo do Sul .

Os 40 hectares de Fraiburgo foram implantados com a cultivar Hayward. Essa cultivar não se adapta bem às nossas condições, e a produtividade desse pomar não ultrapassa os

600kg/ha no

6

o ano de idade.

(26)

cultivar Bruno, que apesar de apresentar frutas menores que os da cultivar Hayward, suaà produtividadeyí jâ ultrapasse os 25t/ha no 7o ano de idade( MEDEIROS,1992 - anotações de estágios ).

3.3.3 - CULTIVARES:

Os cultivares de kiwi atualmente difundidos foram quase todos obtidos na Nova Zelândia( CACIOPPO,1989 ).

As cultivares que existem atualmente no Brasil são : Hayward, Bruno, Monty, Allison, Tomuri e Matua. Todas essas cultivares foram selecionadas na Nova Zelândia( CACIOPPO,1989 ).

- Hayward:

Essa cultivar foi selecionada por volta de 1920 pelo viveirista Wright Hayward e é A cultivar que desfruta os melhores preços( CACIOPPO,1989 ).

É uma cultivar com floração muito tardia. Seu fruto é de formato el ipsoidal-ovulado na secção longitudinal e elíptico na

transversal( CASTRO & S0T0MAI0R, 1979 ). Possui coloração

verde-acastanhada, com pilosidade sedosa e possui peso médio de

80 - 120g( CACIOPPO, 1989 ). — Bruno:

Selecionada em 1920 por Bruno M. Just e comercializada dez anos mais tarde( CACIOPPO,1989 ).

é uma cultivar que possui baixa exigência em frio. Floresce quase ao mesmo tempo que a Allison( CASTRO & S0T0MAY0R, 1979 ). Seu fruto é de forma cilíndrica, alongada de calibre

médio( CERVERA & ALIAGA,1988 ). 0 fruto é de coloração

acastanhada mais escura que os outros cultivares e é recoberto por uma penugem curta e densa. Seus frutos possuem peso-médio

(27)

entre 60-80g( CACIOPPO,1989 ). — Allison:

Essa cultivar é uma seleção da cultivar ABBOTT, é uma das cultivares mais precoces a se florescer( CASTRO & SOTOMAYOR,1979

)

-Os frutos são de tamanho médio e de forma oblonga, revestidos de densa penugem( mais que a CV.Monty ). 0 peso-médio dos frutos oscila entre 60 e 80g e seu formato é elipsoidal e

alongado na secção longitudinal e redonda na transversal(

CACIOPPO,1989 ).

A cv. Allison possui precocidade média e os frutos não admitem conservação prolongada em comparação com os outros cultivares( CACI0PP0,1989 ).

- Monty:

Essa é uma cultura muito vigorosa selecionada em 1950 por MOUAT & FLETCHER( CACIOPPO,1989 ).

Seus frutos são oblongos e achatados recobertos por pêlos medianamente fortes de baixa densidade e de aproximadamente l,5mm. 0 peso médio dos frutos varia de 60 a 80g( CERVERA & ALLIAGA,1989 ).

é uma cultivar com floração bastante tardia . Possui

tendência de sobreprodução, razão pela qual o tamanho do fruto é pequeno. Fazendo-se um bom raleio pode se chegar ao tamanho de um fruto de Allison( CASTRO & SOTOMAYOR,1979 ).

(28)

/ - ----

---PRINCIPALES VARIEDADES DE KIWI

* D IM tM SIO N IS R I A tlS

Fonte: ROSEMBERG; KÜLCZELWSKI( 1982 ).

- Matua:

Selecionado por volta de 1950 por FLETCHER & MOUAT, este polinizador, caracteriza-se por uma floração abundante e precoce, apresentando geralmente as flores reunidas em grupos de três no mesmo pedúnculo. Outra característica importante é a longa duração da floração que permite satisfazer as exigências de

polinização mesmo do Hayward, cultivar de floração tardia(

CACIOPPO,1989 ). - Tomuri:

Também foi selecionado por FLETCHER & MOUAT por volta de 1950. Entra em floração mais tarde que o Matua. Geralmente as flores encontram-se reunidas em grupos de cinco( CACIOPPO,1989 ).

(29)

3.3.4 - POLINIZAÇBO:

Como já se referiu a actinidea é uma planta dióica, necessitando então que as plantas femininas sejam polinizadas pel<|s masculinas para que haja a fecundação e conseqüente formação do fruto. CACIOPPO( 1989 ), cita que os fatores que irão afetar a polinização são : existência de abelhas, relação entre planta masculina e feminina, clima e sistema de condução de plantas.

Alguns autores, nas primeiras publicações, davam ação

prioritária aos ventos como agente polinizante. é certo que os grãos de pólen são bastante leves e secos, e poderiam ser facilmente transportados pelo vento. Mas devido á vegetação abundante, esse agente não parece ter maior significância.( ROSENBERG & KULCZEWSKI,1982 ).

CACIÜPPÜ( 1989 ) cita que para haver uma boa polinização,

devemos usar

8

colméias fortes por hectare.

As relações normais entre polinizadores e plantas

femininas são de

1 : 6

e

1 : 8

e em situações difíceis recomenda-se

1:5( CACIOPPO,1989 ). DUCROQUET< 1977 ) ainda cita que mais importante que isso é a época do florescimento das plantas masculinas e femininas, que devem coincidir. Com a finalidade de garantir a polinização frente a qualquer adversidade climática, devem lançar mão de duas variedades diferentes de polinizadores distribuídos num mesmo pomar. Dessa forma nôs garante-|^f um maior

espectro de polinização durante a época de florescimento(

ROSENBERG & KULCZEWSKI,1982 ).

Deve-se destacar que o tamanho final que alcançará cada fruto depende do número de sementes que o mesmo contém. Então

(30)

quanto maior o número de sementes que o fruto contenha, maior será o seu tamanho final na época da colheita.( ROSENBERG & KULCZEWSKI,1982; CASTRO & SOTOMAYOR,1979 ).

é óbvio que polinização exerce influência no número de sementes, no volume dos frutos e até nos seus componentes( DAVISON,1977 ).

3.3.5 - EXIGÊNCIAS EDAFOCLIMATICAS:

0

kiwi necessita de muita umidade para se desenvolver e é

favorecida por chuvas e regas durante o seu periodo de

desenvolvimento. Ele requer chuvas bem distribuídas durante o ano com precipitações variando de 1250 a 2500mm anuaisf CASTRO & SOTOMAYOR,1979 ).

0

kiwi para romper sua dormência necessita de um período

de frio hibernai( abaixo de 7,2°C ), e não deve ser cultivado em

áreas de invernos quentes ou muito suaves( CASTRO &

SOTOMAYOR,1979 ).

A sua exigência em frio hibernai varia de 200 á 1000 horas, dependendo da cultivar( CACIOPPO,1989 ).

A planta é muito sensível a danos causados por vento(

CACIOPPO,1989; CASTRO & SOTOMAYOR,1979; ROSENBERG,1981 ).

ROSENBERG( 1981 ) e CACI0PP0( 1989 ), recomendam plantar quebra- ventos de crescimento rápido 1 ou 2 anos antes do plantio. Um

quebra-ventos de

10

metros de altura protege um comprimento

horizontal de 60 a 80 metros) CACIOPPO,1989 ).

0

crescimento radicular do kiwi está diretamente

relacionado com a estrutura física do solo, como mostra a figurajj (VALENZUELA & G0D0Y,1990 ).

(31)

em diferentes solos : A. S U E L O F R A N C O B. S U E L O A R E N O S O C. S U E L O A R C 1 LLO S O ---,— ---h --- --- T---W M ü z : 1,1 g r /c m 3 : S g g p | | | ! 1 • m i m ' i da: 0 ,8 g r /c m 3 • 1 í 1" d a 1,6 gr)cn>3 j

0

1

F U N

2

O I D A 3 D (m

Buen desarrollo en profundidati. Buen desarrollo JateraL

Densidad radicular media. Raices ocupan un gran volum en de suelo.

— Buen desarrollo en profundidad. — Pobre desarrollo latera'

— Densidad radicular media — R a ices ocupan un volum en m é­

dio ae suelo.

— Pobre desarrollo en proiundidac — Pobre desarrollo lateral.

— A lta densidad radicuiar

— Raiz restringida en volurrven pe­ queno de sueio

Fonte: VALENZUELA; GODOY( 1990 ).

Os solos requeridos por esse cultivo devem ser solos com baixo teor salino( especialmente sódio e cloro ) e PH neutro a ligeiramente ácido( CASTRO & SOTOMAYOR,1979 ).

3.3.6 - PRATICAS CULTURAIS: 3.3.6.1 - CONDUÇÃO E PODA:

0

sistema vegetativo é similar ao de videira, empregando-

se os mesmos sistemas de conduçào( DUCROQUET,1977 ).

CACI0PP0( 1989 ), propõe que a condução das plantas seja

feita da seguinte forma :

A) Plantio : Novembro, deixando-se 2 caules ;

B) Ju1ho-Agosto( Io ano ) : Desponte de uma vara de 30cm

e retirada da outra vara, originando um monocaule ;

cc

(32)

C) Novembro-Janeiro : Quando o monocaule alcançar o fio

horizontal de lata^l poda-se *a AtWft* solo para

estimular a produção de rebentos laterais. Dois desses são conduzidos em sentidos opostos ao longo do arame para formarem os cordões permanentes ;

D) Ju1ho-Agosto( 2o ano ) : Atarraca-se os dois cordões,

eliminando-lhes a parte herbácea.

FIGURA 3 - Poda de formação do kiwi :

(33)

brotarâto e produzirão frutos.

BLANCHET( 1989 ), propôs uma nova poda que poderia ser

feita sobre esses cordões de

1

ano, com a finalidade de fazermos

renovações constantes nos ramos de produção, sem afastarmos a produção do centro da planta. Isso seria feito da seguinte forma:

E) Julho-Agosto : Poda-se os ramos d C ano na base,

deixando-se apenas gemas casqueiras latentes ;

F) Dessas gemas^ uma delas irá» brotar e poderá frutificar;

G) Julho-Agosto : Poda-se o ramo que brotou no ano

anterior, deixando-se

20

gemas aproximadamente ;

H) Dessas 20 gemas, metade brota e frutifica( 4-5

frutos/gema ). Na base desse ramo, rente ao cordão, brotarão mais gemas latentes com crescimento indeterminado que irá brotar e produzir no ano seguinte.

I) Segundo CDSTA & TEST0LIN( 1990 ) a melhor distância

entre os ramos produtivos de 20 gemas é de aproximadamente de 40 cm.

(34)

b i b l i o t e c a

c c a - UFSC

o S W 2 - - 6 9 / - M FIGURA 4 - Poda de renovação e de prolongamento em kiwi:

í

(35)

Fonte: BLANCHET( 1989 )

YOUSSEF et. al.( 1988 ) ainda recomendam que seja feito poda verde nas plantas de kiwi com a finalidade de manter um certo equílibrio das partes vegetativas e reprodutivas. Esses autores fizeram vários experimentos e constataram que a poda verde deve ser leve e após ao fruit set, resultando em maiores produções e maior peso médio dos frutos.

3.3.6.2 - ADUBAÇRO:

A correçâto do solo deve ser feita a 40 cm de profundidade ajustando-se o PH para 6,5 - 7,0( CASTRO & SOTOMAYOR,1979 ).

(36)

TABELA 9 :

A no*

E lem en to » f e r tiliz a n te s /h a (400 p la n ta s ) Q u a n tid a d e » p o r p l a n t a

A z o to (kg) A n i d r i d o r o i f ó r ic o (k g ) Ô x id o de p o t â s u o < k |) A z o lo (I ) A n id r id o í o i í ô n c o (g) Ô x id o de p o t i u i o « I i . ° 5 0 2 5 5 0 1 2 0 6 0 1 2 0 2 . ° 1 0 0 5 0 1 0 0 2 5 0 1 2 0 2 5 0 3 . ° 1 5 0 7 5 1 5 0 3 7 0 I S O 3 7 0 4 . ° 2 0 0 1 0 0 2 0 0 5 0 0 2 5 0 5 0 0 5 . ° 2 5 0 1 2 5 2 5 0 6 2 0 3 1 0 6 2 0 6 . ° e s e g u i n t e s 3 0 0 1 2 5 3 0 0 7 5 0 3 1 0 7 5 0 Fonte: CACCIOPOÍ 1989 )

O mesmo autor ainda cita que análises foliares poderiam ser feitos quando a planta estivesse em produção. Coletaríamos a primeira folha depois do último fruto de um ramo lateral, que tenha no minimo seis folhas, além da escolhida e um núimero de

frutos compreendido entre 3 a 6, colhendo-se 24 folhas por

amostra.

Os dados obtidos poderiam ser comparados com os dados padrões tabelados pela análise foliar conforme mostra a tabela

(37)

f lcmcnlo (eriibujite Tcoíet

Circme Baixo Oplimo A.1I0 Extern* o

Azoto <2,14 2,15-2,36 2,37-2,58 2,59-2,80 >2,81 fósforo <0,08 0,09-0,16 0,17-0,23 0,24-0.30 >0,31 Potássio <1,19 1,20-1,53 1,54-1,87 1,88-2,21 >2,22 Cálcio <2,36 2,37-3,10 3,11-3,84 3,85-4,58 >4,59 Magnésio <0,26 0.27-0,39 0,40-0.51 0,52-0,62 >0,63 Fonte: CACCI0P0( 1989 )

Comparando-se os dados da análise foliar, com os dados padrSes( Tabela 10 ), as adubações recomendadas na Tabela 9 poderiam ser ajustados para mais ou para menos conforme os

resu

1

tados.

3.3.6.3 - SISTEMAS DE CULTIVO: - C0NS0RCIAÇRQ:

Com o objetivo de reduzir o passivo derivado da falta( ou

da escassez ) das produções, nos primeiros

2

anos podem

cultivar-se entre as linhas de actinidea diversas horticolas. Tem-se constatado que a consorciaçâo beneficia o desenvolvimento da actinidea em virtude da grande quantidade de água cedida pelas

plantas consorciadas, a qual, por outro lado, impede a

prol if eraçòlo das infestantes e exerce uma açáo termor regu

1

adora

(38)

- COBERTURA VERDE:

Se a cobertura verde for utilizada em todo o terreno, a

retenção de calor é menor que um solo limpo e se houverem geadas, essas poderão ser muito p r e j u d i c i a i s ( HERTER,1987 ).

A utili z a ç ã o de cobertura verde na entrelinha é preferida,

devendo esta ser roçada periodicamente. A linha é mantida limpa

por capina superficial ou por meio de herbicidas para não

prejudicar o e n ra i zamento s u p e r f i c i a l ( N I N H O U L ,1976 ).

Segundo CACIOPPO( 1989 ), o principal incoveniente das

capinas superficiais é que elas provocam o aprofun d a m e n t o do

sistema radicular da planta, em virtude do remeximento da camada

superficial do solo. Em solos compactos pode suceder que o

aparelho radicular, caminhando em profundidade, seja obrigado a

ocupar camadas de solo asfixiantes, com graves c o nseqüências para

a própria planta. Uma delas poderá ser a manifestação de

fenômenos de clorose.

3.3.7 - PROPAGAÇAO:

0 kiwi pode ser propagado por estacas, como a videiraf

sistema mais usado na Nova Zelândia ), ou por enxertia sobre as

plantas originadas de semente( utilizado especia l m e n t e nos

Estados Unidos ). As plantas produzidas por qualquer um dos

sistemas são igualmente produtivas e têm um d e s e nv olvimento

similar durante sua vida útil( CASTRO & S O T O M A Y O R ,1979 ). 3.3.7.1 - PROPAGAÇAO POR SEMENTES:

A propagação por sementes é utilizada atualmente para

obter porta-enxertos e para a o b tenção de novas variedades. As

plantas assim obtidas irão apresentar características genéticas

(39)

GARDIAZABAL & SAIEG( 1984 ) recomendam extrair a semente e semear imediatamente^» secar à sombra por alguns dias. Dessa forma

ela poderá ser armazenada, mas antes de ser semeada deve ser

feito tratamento do es t r a t i f i c a ç â o para que possa sair da

dormência. Essa estratificaçâo pode ser feito da seguinte forma : * E s t r a ti f i c a ç ã o úmida a 4 - 7°C por quatro semanas : ou

# Estratif icaçâto com alternância de temperatura) 20°C por

16h e 10°C por 8h ) .

üs melhores autores recomendam semear quando a temperatura

do s ubstrato^?iver entre 18°C e 24°C. ü substrato deve ter boa

retenção de água, porém, com boa drenagem e devem ser previamente

fumigados. Depois de 4 a 5 semanas as sementes g e r m i n a r ã o e

tratamento contra os fungos de solo deverão ser feitos,

utilizando-se produtos como C A P T A N ,MANCOZEB ou ZINEB. Essa

semeaduras é feita em canteiros e quando as plantas atingirem

altura de 7 cm e possuir 3 a 4 folhas verdadeiras, elas devem ser

transplantadas em bolsas ou diretamente à campo. Quando as

plantas tiverem o d i âmetro de enxertia já no final da primeira

temporada de crescimento procede-se a enxertia a 10 - 25 cm do

solo e se prefere enxertar quando a planta começa a mostrar

a t i v i d a d e .

3.3.7.2 - PROPAGAÇftO POR ESTACAS:

A propagação por estacas tem como a principal vantagem a

o b tenção de plantas homogêneas por ser uma propagação c l o n a l (

PONCE & G A R D I A Z A B A L , 1983 ).

PONCE & GARDIAZABAL) 1983 ) constataram que na ausência de

(40)

estacas herbáceas devem ser utilizadas em sistemas de

nebulizaçâo. Essa nebulizaçâo molha i ntermitentemente as estacas

com folhas, evitando com que as mesmas desidratem e caiam.

Vários experimentos foram feitos tentando observar o

efeito da combinação de calor e AIB sobre o enr a i z a me n t o de

estacas herbáceas bem como o efeito combinado de lesão e AIB(

tabelas 1 e 2 ).

TABELA 1 - Efeito da temperatura basal e AIB sobre a

porcentagem de e n r a i zamento em estacas de HAYWARD( SIM &

L A W E S ,1 9 B 1 . Citado por PONCE & G A R D I A Z A B A L ,1983 ).

TRATAMENTO 7. E N R A IZAMENTO

- CALOR / - A I B ... 0 , Od

- CALOR / + AIB ... 52,5b

+ CALOR / - AIB ... 2,5c

+ CALOR / + AIB ... 90,0a

TABELA 2 - Efeito da lesão basal e AIB sobre estacas de

H a y w a r d ( SIM & L A W E S , 1981. Citado por PONCE & G A R D I A Z A B A L ,1983 ).

TRATAMENTO 7. ENRAIZAMENTO

- LESAO / - AIB ... 0,Od

- LESAO / + AIB ... 25, Ob

+ LESAO / - AIB ... 15,0c

(41)

3.3.8 - FITOSSANIDADE:

Por enquanto, n»o há maiores problemas com pragas e

doenças no Brasil. No entanto e s p o r a dicamente podem ocorrer

ataques de cochonilhas brancas.

A doença fúngica mais importante que ataca a cultura é o

bolor cinzento! Botrytis cinerea )( NINH0U1,1979 ). Essa doença é

favorecida pelo sistema de condução latada e pela adubaçáo

n itrogenada excessiva. Essa doença mereceu muitos cuidados

porque, os kiwis quando armazenados em câmara frigorífica

manifestam a sintomatologia tipica do bolor cinzento com grandes

1esftes( C A C I O P P O ,1989 ).

CACIOPPD( 1989 ) propõe* várias práticas para controlar o

bolor cinzento. Sâ(o elas :

1) Práticas culturais - Podas adequadas, visando arejar o

pomar e evitar o e m aranhamento dos ramos, especia l m e n t e nas

plantações conduzidas em latadAs em zonas que existam muitas

v i n h a s ;

- Adubações nitrogenadas racionais.

No entanto o emprego de meios agronômicos nãto é suficiente para

evitar os ataques de bolor cinzento, dado que a actinidea exige

ambientes com alta percentagem de umidade relativa e grandes

q uantidades de água de rega, razão por que se deve recorrer aos

meios quimicos.

2) Meios quimicos - Aplicaçòes de antibióticos no

periodo que decorre desde a floraçáo( novembro ) até pouco antes

(42)

3.3.9 - RENDIMENTO:

No Brasil não existem dados publicados de rendimento de

kiwi, e ntretanto a informação estrangeira de países produtores é

a seguinte :

Rendimento DE KIWI ( t/ha ) nos primeiros países

produtores : I D A D E ( AUSTRALIA ( 300 A 400 PLANTAS/ha) anos )T0N/ha NOVA ZELANDIA ( 300 PLANTAS/ha) TON/ha USA( CALIFÓRNIA ) ( 370 PLANTAS/ha ) TON/ha ...r <i .2^ .... , . . £ 2 , 2 - 6,0 .... .... 2,2 - 6,6 .. C v .... 12.0 ... 12,0 - 17,0 .... .... 11,0 - 18,0 10 .... 16,8 ...., .. 1 7 , 5 - 2 1 , 0 .... 11,0 - 18,0 12 .... 17,0 ....,.. 17,5 - 21 ,0 . . . ... 11,0 - 18,0 20 ... 1 7 , 0 / , .. 17,5 - 21,0

FONTE : CASTRO & SOTOMAYOR - 1989

3.3.10 - ARMAZENAGEM:

Os frutos de kiwi que serão armazenados devem estar em

perfeitas condições e ter um conteúdo de sólidos solúveis totais

entre 7 - 9'/., para que possam assegurar um longo periodo de

c o n s e r v a ç ã o ( MERINO & URIARTE,1989 ).

Os frutos vindos da lavoura, devem ser selecionados e

submetidos a ref rigeraçâto dentro de no máximo 48 horas(

C A C I O P P O , 1989; MERINO & URIARTE,1989 ).

(43)

controle de etileno em virtude ÍBJeste h i d r o c a r b o n e t o ( que pode derivar de produção endógena, ou de produção exógena ) induzir os frutos a maturaçâo( C A C I O P P O ,1989 ).

A temperatura de armazenamento deve estar entre -0,5 e

+0,5 e a umidade relativa entre 90 - 95'/.. Existe também

necessidade de se prever a depuração da atmosfera dos ambientes

de conservação com a finalidade de reduzir a taxa de etileno e

proporcionar uma conservação adequada ao kiwi( MERINO &

U R I A R T E ,1989 ).

3.3.11 - PERSPECTIVAS:

A cultura do kiwi tem se mostrado muito promissora e com

uma boa a d a p t a b i 1 idade em nosso Estado, desde que bem planejada e conduz i d a .

Algumas adaptações nos sistemas de produção dessa cultura

ainda precisam ser feitos, mas a cultura do kiwi em Santa

Catarina é plenamente possível e altamente viável se lançarmos

mão de tecnologias já desenvolvidas para o nosso Estado.

Já estão definidas as cultivares mais adaptadas às nossas

condições, mas alguns problemas existem em relação a essas

(44)

4 - ATIVIDADES ACOMPANHADAS DURANTE O PERÍODO DE ESTAGIOs

4.1) S E LEÇRO DE CULTIVARES DE PESSEGO PARA SANTA CATARINA:

O Estado de Santa Catarina se encontra entre os principais

produtores de pêssego do Brasil. Dentro do Estado, a região do

Alto Vale do Rio do Peixe é a que mais se destaca nessa

a t i v i d a d e .

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Difusão de Tecnologia

de Santa Catarina através da Estação Experimental de Videira

procede a e laboração e execução de projetos de pesquisa que

envolvem essa frutífera no Estado.

Dentre os projetos de pesquisa, está a seleção de

cultivares de pêssego para o Estado de Santa Catarina.

Santa Catarina é um Estado que possui situações de clima e

relevo muito variados. □ Estado é dividido em 22 microrr e g i ô e s

diferentes entre s í .

Estas mi c r o r r e gi ô e s estão inseridas basicamente em dois

tipos diferentes de clima, o cfa e o cfb. 0 clima cfa é

subtropical úmido com verões quentes, apresenta temperatura média

no mês mais quente superior a 22°C e no mês mais frio inferior a

18°C, com geadas menos freqüentes. Esse clima não tem estação

seca definida, e apresenta precipitação superior a 30mm no mês

mais seco. 0 clima cfb é subtropical úmido, m e s otérmico com

verões quentes, apresenta temperatura média no mês mais quente

inferior a 1B°C, sendo que em 11 meses a temperatura se encontra

(45)

vezes pode até ocorrer neve.

A coleção de cultivares de pêssego está localizada na

Estação Experimental de Videira no município de Videira.

Atualmente o responsável pela seleção de cultivares de pêssego e

nectarina para o Estado de Santa Catarina é o pesquisador

Cangussú Silveira Mattos. No período do estágio teve-se

oportunidade de acompanhar o pesquisador durante o periodo de

brotação e floração da maioria das cultivares, o b servando-se a

m etodologia de suas anotaç&es.

A Estação Experimental de Videira recebe materiais

g enéticos de pêssego e nectarina de várias instituiçòes que

trabalham com cruzamentos e m e lhoramentos genético. Dentre as

instituições de pesquisa que mais se destacam nessa área, está a

Unidade de E x ecução de Pesquisa de Ambito Estadual de Cascata.

Os materiais chegam na estação e são e nxertados sobre

porta-enxertos seminiferos provenientes na sua maioria de

cultivares Aldrighi, Capdebosq e N e m a g u a r d . Esses ma t e riais são

levados á campo e plantados na coleção de cultivares em

e s p açamento de 6 metros entre filas e 5 metros entre plantas.

A coleção é disposta da seguinte forma : são plantadas 3

plantas de cada cultivar seguidas uma da outra na linha de

p l a n t i o .

Atualmente a coleção da Estação Experimental de Videira

possui 100 cultivares diferentes plantadas em 4 talhòes.

Anualmente, no periodo de inverno é coletado o dado médio da

secção do tronco das 3 plantas de cada cultivar.

Durante o periodo de brotação e floração, o pesquisador

(46)

inicio da floraçâof 5% das flores abertas ), plena f l a r a ç à o ( # l C

707. das flores abertas ), final da floração( todas as flores já

abriram ), início da brotação e final da brotação de cada

cultivar! média das 3 plantas ).

Na colheita, são registradas as datas de maturação, o

rendimento médio de frutos por cultivar, o número de frutos e o

peso médio dos frutos. As q ualidades o r g a n o 1é p t i c a s , as

resistência ao armazenamento e ao transporte também são

a v a 1i a d a s .

A estação possui uma estação m e teorológica onde são

registrados todos os dados climáticos. Dessa forma o pesquisador

tem condições de ao longo dos anos determinar a exigência em frio e o somatório té|||*ico de cada cultivar.

4.1.1 - SELEÇfiO DE CULTIVARES PARA REGIÕES COM PERIGO DE

G E ADAS T A R D I A S ( CLIMA Cfb ):

Essas regióes estão entre as mais frias do Estado. 0 clima

da região onde se encontra a coleção de cultivares possui essas

c a r a c t e r í s t i c a s .

0 principal fator de seleção das cultivares propícias para

essa região é a época de floração e brotação das cultivares. As

cultivares propicias para essa região devem florar e brotar

tardiamente, após o mês de agosto ou setembro. Isso porque a

incidência de geadas é muito freqüente em meses anteriores a

estes( vide anexo 1 ).

Segundo CATECHINI & T O M B E S I ( 1970 ), o pêssego no período

da antese é altamente susceptível a baixas t e m p e r a t u r a s . A geada

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