UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE - UFRN
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CCS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA - DEF
PROPOSTA PARA UM
QUESTIONÁRIO SOBRE CROSS
TRAINING
RENATO HUGO SILVA DE ALMEIDA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE - UFRN
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CCS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
PROPOSTA DE
QUESTIONÁRIO SOBRE O
CROSS TRAINING
RENATO HUGO SILVA DE ALMEIDA
Projeto de Conclusão de Curso Bacharelado em Educação Física
sob a orientação do Prof Paulo Moreira Silva Dantas
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
Sistema de Bibliotecas - SISBI
Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca
Setorial do Centro Ciências da Saúde - CCS
Almeida, Renato Hugo Silva de.
Proposta para questionário sobre Cross Training / Renato Hugo Silva de Almeida. - 2019.
16f.: il.
Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (Graduação em Educação Física) - Universidade Federal do Rio Grande do
Norte, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Educação Física. Natal, RN, 2019.
Orientador: Paulo Moreira Silva Dantas.
1. Exercícios físicos - TCC. 2. Cross training - TCC. 3. Questionário - TCC. 4. Novos praticantes - TCC. I.
Dantas, Paulo Moreira Silva. II. Título.
RN/UF/BS-CCS CDU 796
Elaborado por ANA CRISTINA DA SILVA LOPES - CRB-15/263
A minha mãe, por sempre acreditar e confiar em mim e a minha esposa por estar sempre ao meu lado.
Renato Hugo Silva de Almeida
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo a proposta de um questionário para análise do que as pessoas (praticantes e não-praticantes) pensam a respeito do Cross Training como modalidade esportiva. O trabalho será validado por especialistas e consistirá em um questionário direto, que possa permitir a correta análise de dados sem que as perguntas contidas no questionário conduzam as respostas dos entrevistados. Para que então, a partir deste, gestores de academias possam adotar medidas
estratégicas com o intuito de atrair novos praticantes.
Palavras-chave: Questionário. Cross Training. Modalidade esportiva. Novos
Sumário INTRODUÇÃO .………. 6 METODOLOGIA E DISCUSSÃO ………. 8 RESULTADOS ..……… 10 CONCLUSÃO .………. 11 REFERÊNCIAS .………... 12 ANEXOS ....……….. 13 INTRODUÇÃO
Grande do Norte e possui cada vez mais adeptos conforme o passar do tempo. Porém, é notório que existem enormes divergências quando se trata do conhecimento da modalidade como um todo. Há algumas pessoas que acreditam que a modalidade é bem adaptável e pode ser praticada por todas as pessoas, inclusive aquelas que participam de grupos especiais, tais como idosos, cardíacos, diabéticos e obesos. Enquanto outras acreditam que apenas pessoas bem condicionadas, que já praticam uma atividade física intensa, podem iniciar a prática da modalidade.
Este presente trabalho busca apresentar a produção de um questionário acerca das atividades de Cross Training. A fim de fazer uma análise quantificativa, de maneira direta do que praticantes, não-praticantes e pessoas leigas em relação ao assunto, pensam a respeito da modalidade. Pretende-se ter uma perspectiva de como a prática do Cross Training é vista e se isto realmente condiz com a realidade que é praticada nas academias. Além disto, o resultado deste questionário será utilizado para auxiliar gestores de academias voltadas à área de Cross Training a traçar novas estratégias a fim de desmitificar o pensamento daqueles que vêem a modalidade de forma exclusiva. Que, por conseguinte, irá melhorar a imagem do Cross Training e como ele é aceito pela população com o propósito de cativar novos praticantes.
Praticar exercícios físicos regularmente é cada vez mais mencionado como um componente indispensável para quem busca uma melhor qualidade de vida. Um fato importante sobre atividades físicas é que elas também podem ser utilizadas não só para evitar lesões, mas também para tratá-las[1].
Existem inúmeros questionários envolvendo a prática esportiva do Cross Training, no entanto, em sua imensa maioria são questionários não científicos com questionamentos relativamente simples tais como, “Você já se lesionou? Qual a lesão? Foi em virtude do treino?”.[2][3][4]
Quando passamos a analisar artigos científicos voltados para a modalidade, a partir de 2015 foram encontrados 250 artigos, sendo que, cerca de 80% são artigos relacionados à lesões, sendo elas de uma forma geral, ou lesões específicas causadas pela modalidade.[5][6][7]
Dito isto, ao buscar uma análise voltada para gestão de uma academia de Cross Training, com intuito de conhecer o que o consumidor final (praticante e futuro praticante) do produto pensa a respeito da modalidade, não foi encontrado pesquisas relacionadas a este tópico.
METODOLOGIA E DISCUSSÃO
Para a elaboração do trabalho foi necessário desenvolver um questionário completo envolvendo perguntas com informações pessoais dos participantes, tais como nome, sexo e se o indivíduo é praticante da modalidade ou não.
Também foram gerados questionamentos que pessoas leigas poderiam entender. São perguntas gerais, com problemas comuns, por exemplo, “dores nas costas” ou
“problemas cardíacos”.
Além disto, outros questionamentos foram feitos com informações técnicas, que é necessário conhecimento específico para o mesmo. Caso o indivíduo não possua conhecimento na área, ele poderá selecionar a opção “Prefiro não opinar”. Assim poderemos analisar se as respostas têm algum embasamento ou se apenas se resumem ao que o indivíduo pensa a respeito.
O intuito de tais perguntas é englobar todos os grupos envolvidos na pesquisa sendo eles: praticantes, não-praticantes, ex-praticantes, profissionais da saúde, treinadores do cross e pessoas totalmente leigas à modalidade.
Após a elaboração das perguntas e organização do questionário, foi feito o envio de cartas a profissionais da área para aprovação, verificação de viabilidade e feedback do trabalho. Nestas cartas havia a explicação do tema, o objetivo e a justificativa da necessidade do questionário. Todos os envolvidos estão diretamente envolvidos com a prática do Cross Training, sejam eles como administradores e/ou treinadores da modalidade.
Inicialmente pensamos em enviar o questionário para ser analisado por especialista na área de pesquisa, pessoas com grande bagagem acadêmica. Porém, vimos ser necessária um conhecimento prático na área e que esta análise não poderia ser feita por pesquisadores, mas sim por pessoas diretamente envolvidas no processo como professores e administradores das boxes.
Este júri foi essencial para verificar se foram cobertas todas as áreas desejadas, para avaliar se as perguntas contidas no questionário poderia induzir os participantes a alguma resposta específica e, principalmente, realizar a verificação junto a eles da viabilidade da aplicação prática deste questionário e dos possíveis benefícios para a gestão.
Segundo Aarker at al. (2001)[8], a construção de um questionário não é uma “arte perfeita”. Não há como garantir que os resultados sejam de boa qualidade. Entretanto há uma certa ordem de etapas que um pesquisador deve seguir, são elas:
- Planejamento do que será analisado;
- Formulação de perguntas para obter as informações desejadas; - Definir a ordem das perguntas e o visual do questionário;
- Testar o questionário;
Ainda na parte de formulação do questionário, Gil (1999)[9] destaca que as perguntas devem ser realizadas de maneira clara e precisa, levando em consideração o nível de informação dos entrevistados e ainda, as perguntas devem possibilitar uma única interpretação para a mesma. Adicionalmente, estas não devem induzir a nenhuma resposta e tratar de uma única idéia por vez.
Gil ainda destaca que o número de perguntas deve ser levado em consideração. Um número muito elevado destas pode levar ao desinteresse do preenchimento por meio do entrevistado.
Levando em consideração estes dois autores, vemos que a formulação de um questionário requer planejamento e há diversos detalhes a serem considerados. Seguir as etapas sugeridas por Aarker at al (2001) torna a formulação de um questionário mais organizada e, durante a etapa de formulação das perguntas, é, de fato, necessário levar em conta o nível de informação dos entrevistados. Este ponto foi amplamente mencionado ao enviar o questionário aos especialistas conforme mencionaremos nos resultados.
RESULTADOS
Apesar de ter enviado o questionário a 20 pessoas entre gestores, proprietários e professores, o feedback foi muito pequeno, tendo resposta de apenas 5 deles. Apesar disso as respostas ao questionário foram muito positivas, não só com sugestões para melhorias do mesmo, como também pedindo que, após concluído, o mesmo fosse enviado para que pudessem aplicar em suas respectivas empresas.
Um ponto comum entre os que responderam às cartas foi a remoção das perguntas técnicas pois estas tornavam o questionário redundante aos que conheciam os termos e intimidador aos que não conheciam. Além deste ponto, foi sugerida a inserção de uma caixa de comentários abaixo de cada pergunta para que, caso tenha interesse, o
entrevistado possa melhor descrever sua resposta e/ou inserir algum comentário pertinente à pergunta realizada.
Posteriormente ao feedback dado pelos gestores e treinadores da modalidade, modificações foram feitas no questionário, perguntas foram inseridas para melhor avaliar os entrevistados. Por outro lado algumas perguntas e alternativas foram alteradas para não direcionar as respostas dos entrevistados.
Apesar de ter sido visto como altamente benéfico para o mercado por alguns gestores e professores, a maioria se absteve de responder às cartas. Estando na área já há alguns anos, acredito que isso se deva ao fato de que a categoria é extremamente desunida e não colabora com idéias vindas de outras empresas mesmo que estas venham a ajudar no futuro. De qualquer forma, as respostas obtidas foram excelentes para a finalização do questionário.
CONCLUSÃO
Após a verificação na comunidade científica de que não existem questionários semelhantes sobre a prática esportiva do Cross Training voltado para o que o público em geral pensa sobre a modalidade. Conclui-se que este se torna um questionário interessante para gestores de academias utilizarem o mesmo como uma análise de mercado.
Seguir uma sequência lógica na formulação do questionário se mostrou uma maneira muito mais organizada para seu desenvolvimento. Percebe-se também que se colocar no lugar do entrevistado pode ser muito interessante no momento da formulação das perguntas. Inicialmente pensamos que perguntas técnicas/científicas fariam um diferencial na qualidade do questionário. Porém esta idéia foi amplamente rebatida pelos especialista e, também, vimos que o questionário ficou muito longo e complexo podendo
gerar desinteresse durante seu preenchimento comprometendo assim os resultados. Finalizamos então o questionário com um total de 30 perguntas. Entre elas 6 perguntas pessoais e 24 perguntas gerais sobre a modalidade e o que o indivíduo pensa sobre a modalidade. As perguntas se encaixam onde as empresas atualmente não focam seu marketing. Assim, o questionário irá trazer uma visão do que a população em geral pensa sobre a modalidade e se, de fato, isto condiz com a realidade vivida por cada box.
O próximo passo será a aplicação e a verificação de dados para que, com base nos mesmos, seja possível modificar a forma que futuros clientes são abordados, que também possam atrair novos clientes e, possivelmente, alterar a forma como a modalidade é apresentada no dia-a-dia, para que possa ser mais atrativa a um grupo maior de pessoas.
REFERÊNCIAS
[1] RAMOS, Gabriel A. ARLIANI, Gustavo G. ASTUR, Diego C. Pochini Alberto, EJNISMAN, Benno. COHEN, Moisés. REABILITAÇÃO NAS LESÕES MUSCULARES
DOS ISQUIOTIBIAIS: REVISÃO DA LITERATURA. 2017. 16f. Artigo de Revisão -
Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2017.
[2] Questionário para praticante de CrossFit do Brasil. Disponível em: <https://www.survio.com/survey/d/Q9G8M9V1V6W4U2B3U>. Acesso em 20 de Maio de 2019
[3] Questionário sobre lesões no CrossFit. Disponível em:
<https://pt.surveymonkey.com/r/SQXQPWS> . Acesso em 20 de Maio de 2019.
[4] CrossFit Machuca? Resultados da Pesquisa. Disponível em:
< https://barsnrings.wordpress.com/2015/06/17/crossfit-machuca-resultados-da-pesquisa/>. Acesso em 20 de Maio de 2019.
[5] TIBANA, Ramires A. SOUSA, Nuno M F. PRESTES, Jonato. CROSSFIT: UMA
ANÁLISE BASEADA EM EVIDÊNCIAS. 2018. 9f. Periódico - Universidade Federal do
[6] MARTINS, Murilo B. SOUZA, Vivian M. JIMEZ, Bruno O C. SILVA, Lucas F. CARMINATI, Bárbara C. CROSSFIT: RISCOS E TAXAS DE LESÕES. 2018. 8f. Revisão da Literatura - Universidade Federal de Grandes Dourados , 2018.
Danilo Da Fonseca MARINS; Julio Cezar ENEZIO
[7] MARINS, Danilo da F. ENEZIO, Julio C. INCIDÊNCIA DE LESÕES EM PRATICANTES
DE CROSSFIT. 1f.
[8] AAKER, ET AL (2001) “Marketing Research” (7th Ed.), New York: John Wiley & Sons, Inc
[9] GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999. Projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
ANEXO A - Questionário
PERGUNTAS PESSOAIS: 1. Qual sua idade?
a. Até 18 anos b. De 18 a 25 anos c. De 25 a 35 anos d. De 35 a 50 anos e. Acima de 50 anos 2. Sexo: a. Masculino b. Feminino
c. Prefiro não responder 3. Qual seu perfil?
a. Treinador b. Atleta
c. Não praticante
a. Nunca pratiquei b. Há menos de 6 meses c. Entre 6 e 12 meses d. Entre 12 e 24 meses e. Acima de 24 meses 5. Já praticou a modalidade? a. Nunca pratiquei
b. Sou praticante atualmente c. Pratiquei mas parei
6. Você se considera um praticante: a. Experiente
b. Intermediário c. Iniciante d. Não Pratica
PERGUNTAS GERAIS:
7. Você acha que a modalidade pode ser adaptada para qualquer indivíduo? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
8. A modalidade pode ser praticada individualmente? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
9. É possível que o Cross seja praticado por pessoas de qualquer faixa etária? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
10. É preciso já ter um bom condicionamento físico para iniciar a prática? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
11. Você acha que crianças (entre 5 e 8 anos) podem praticar? a. Sim
c. Prefiro não opinar
12. Você acha que idosos podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
13. Pessoas com problemas no joelho podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
14. Pessoas com problemas no quadril podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
15. Pessoas com problemas no ombro podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
16. Pessoas com problemas nas costas podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
17. Pessoas com pressão alta podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
18. Pessoas cegas podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
19. Pessoas surdas podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
20. Pessoas com diabetes podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
21. Pessoas com deficiência motora (cadeirantes por exemplo) podem praticar? a. Sim
c. Prefiro não opinar
22. Pessoas com problemas ósseos e nas articulações podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
23. Pessoas obesas podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar 24. Hipertensos podem praticar?
a. Sim b. Não
c. Prefiro não opinar
25. Pessoas com mais de 80 anos podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
26. Crianças com 5 anos ou menos podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
27. Pessoas com obesidade grau 2 ou superior podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
28. Pessoas com amputação de braço ou perna podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
29. Pessoas com lombalgia podem praticar? a. Sim
b. Não
c. Prefiro não opinar
30. Pessoas com hérnia de disco podem praticar? a. Sim
b. Não