QFL 1313 - Química Analítica III
Eletroforese Capilar
Cassiana Seimi Nomura
0.5 1.0 1.5
Espectros de absorção de diferentes substâncias
Métodos para Análise Química
Requer separação de analitos dos interferentes
Pouco específico
Pode ser feita por
• Métodos Clássicos: precipitação, destilação e extração
• Métodos instrumentais: Cromatografia e Eletroforese
capilar
Análise de especiação
As
As
+
Método de Separação
Souza JM, et al, Quim. Nova, Vol. 38, No. 1, 118-127, 2015
Método de detecção
(concentração total)
Detecta (quantifica) cada
uma das espécies
Qual o princípio da eletroforese?
É uma técnica de separação baseada na migração
diferencial de compostos iônicos ou ionizáveis
sob ação de um campo elétrico.
A velocidade de migração de uma espécie depende de sua carga e
tamanho. Separações são baseadas nas diferenças das relações
carga-tamanho dos vários analitos em uma amostra
J. W. Jorgenson, K.D. Lukacs, Analytical Chemistry, 53 (1981) 1298.
v
1v
2v
3v
41
2
Tipos de eletroforese?
Eletroforese em escala macro
(Arne Tiselius – 1930)
separações de proteínas do
soro sanguíneo eram feitas
em papel ou gel.
(Nobel de 1948)
Eletroforese em escala micro
ou nano
(J.W. Jorgenson – 1981)
Separações em tubo capilar
J. W. Jorgenson, K.D. Lukacs, Analytical Chemistry, 53 (1981) 1298.
Eletroforese Capilar
Princípio da Separação:
Solutos (analitos) diferentes possuem mobilidades
diferentes frente ao campo elétrico formado e, portanto,
migram através de um capilar com velocidades diferentes.
Espécies que podem ser separadas:
Cátions
Ânions
Espécies neutras: eletrocromatografia capilar
Componentes de um equipamento de Eletroforese Capilar
-+
Fonte de Tensão 5-30 kV Detector Coluna Capilar (~40-100 cm ) Eletrólito Eletrólito Sílica Fundida ~330 m Revestimento de poliimida ~15 m Cavidade Interna 10-100 m Fluxo Campo Elétrico 30 kV/0,5 m = 60 kV/m Direção do Fluxo Catodo AnodoEletroforese Capilar
Componentes principais:
Fonte de alta tensão (5 – 30 kV) ou corrente constante
(0 - 200 A) é usada para estabelecer um campo elétrico
ao longo do capilar
Catodo – pólo negativo (atração de espécies positivas)
Anodo – pólo positivo (atração de espécies negativas)
Capilar (sílica fundida)
Eletrodos (geralmente platina)
Detector (vários tipos)
Detectores
Espectrométricos
Ultravioleta
Raman
Fluorescência
Quimioluminescência
Lentes térmicas
Espectrometria de massas
Eletroquímicos
Condutividade
Potenciometria
Amperometria
Coluna Capilar
Sílica fundida – dióxido de silício (alta pureza)
✓permite dimensões precisas
✓alta constante dielétrica
✓baixa condutividade elétrica
✓alta condutividade térmica
✓boa resistência mecânica
✓maleabilidade
✓boa resistência química
✓alta transmitância óptica (190-900 nm)
Vidro
Teflon
*Capilar de sílica é importante por gerar o fluxo eletroosmótico
7
8
Princípio da Separação Eletroforética
Mobilidade Eletroforética
-+
Força elétrica Carga do íon Campo elétrico Força de atrito Viscosidade do meio Raio iônico efetivo Força de retardamentoEsfera iônica possui carga oposta ao do íon
Força de relaxação Tendência da esfera iônica em se redistribuir simetricamente ao redor do íon
= µ
e
E
Velocidade de
migração
(cm s
-1)
Mobilidade
eletroforética
(cm
2V
-1s
-1)
Campo elétrico
(V cm
-1)
carga iônica
1 / fator de atraso
por atrito
Força de atraso por atrito:
-Tamanho do íon
-Viscosidade do meio
Mobilidade Eletroforética
É proporcional à carga do íon (+) ou (-)
Moléculas de mesmo tamanho a mobilidade aumenta com a carga
(considerando mesmo solvente e mesma temperatura)
Mobilidade Eletroforética
É inversamente proporcional ao coeficiente de atrito (
ƒ)
HO2C CO2 -CO2H -O2C CO2 -CO2H -O2C CO2 -CO2 -ef= 2,54x10-8m2/V.s ef= 4,69x10-8m2/V.s ef= 5,95x10-8m2/V.s r = viscosidade ƒ = 6r Equação de Stokes
eletro= q/ ƒ
1 – K+ 2 - Ba2+ 3 – Ca2+ 4 – Na+ 5 – Mg2+ 6 – Li+ Solução 10 MEletroferograma de Cátions
Íons Mobilidade (m2/s.V) K+ 7,62 x 10-8 Ba2+ 6,59 x 10-8 Ca2+ 6,12 x 10-8 Na+ 5,19 x 10-8 Li+ 4,01 x 10-8Mobilidade de alguns íons em H
2O (25
oC)
Íons Mobilidade (m2/s.V) Íons Mobilidade (m2/s.V)
H+ 36,30 x 10-8 OH- 20,50 x 10-8 Rb+ 7,92 x 10-8 Fe(CN) 64- 11,45 x 10-8 K+ 7,62 x 10-8 Fe(CN) 63- 10,47 x 10-8 NH4+ 7,61 x 10-8 SO42- 8,27 x 10-8 La3+ 7,21 x 10-8 Br- 8,13 x 10-8 Ba2+ 6,59 x 10-8 I- 7,96 x 10-8 Ag+ 6,42 x 10-8 Cl- 7,91 x 10-8 Ca2+ 6,12 x 10-8 NO 3- 7,40 x 10-8 Cu2+ 5,56 x 10-8 ClO 4- 7,05 x 10-8 Na+ 5,19 x 10-8 F- 5,70 x 10-8 Li+ 4,01 x 10-8 HCO 3- 4,61 x 10-8 CH3CO2- 4,24 x 10-8
O que é o fluxo eletroosmótico?
Fluxo Eletroosmótico
Qual é a causa do fluxo eletroosmótico?
grupos silanóis desprotonados leva a formação
de uma dupla camada elétrica que se desenvolve na
interface sílica/solução
Quais espécies formam a dupla camada elétrica?
água, cátions livres e cátions solvatados do tampão
quando uma alta voltagem é aplicada nas extremidades
do capilar de sílica, preenchido com uma solução
tampão, um fluxo de solução é produzido, causando
uma migração do solvente (tampão de corrida) em
direção ao catodo ou anodo
13
14
Representação da estrutura
química da superfície do capilar
de sílica fundida
Fluxo eletroosmótico
Modelo para a interface capilar/solução
Seio da Solução cátions = ânions Parte difusa da dupla camada (rica em cátions) Cátions ligados aos grupos silanóis (pH > 3)
Parede da Sílica Fundida
Fluxo na direção do catodo Catodo Anodo
Fluxo Eletroosmótico
É possível controlar o fluxo eletroosmótico variando-se o pH. Aplicação do E: íons transportam moléculas de água, induzindo um fluxo de
solução como um todo (fluxo eletroosmótico)
Perfil do fluxo eletroosmótico observado na eletroforese capilar
Perfil da velocidade eletroosmótica (Fluxo eletroosmótico)
Anodo Catodo
Perfil da velocidade hidrodinâmica (Fluxo laminar) pressão
maior
pressão menor
A eletroosmose leva a um fluxo líquido da solução com perfil plano
através do tubo capilar devido a formação do fluxo nas paredes.
Eletroforese
Cromatografia
H
A + B/u
x+ Cu
xMobilidade Eletroosmótica
v
eo=
eoE
A mobilidade eletroosmótica (eo) é a constante de proporcionalidade entre
a velocidade eletroosmótica (veo) e a intensidade do campo elétrico aplicado
(E).
Como a velocidade eletroosmótica (veo) pode ser estimada?
distância entre o injetor e o detector
tempo de migração de uma molécula neutra
v
eo=
Exemplo:
Solução tampão 50 mmol/L (pH = 8,0)
Coluna Capilar = 50 cm
Potencial aplicado = 25 kV
Fluxo Eletroosmótico = 5 cm/min
Velocidade Eletroosmótico
J. D. Olechno, J.M.Y. Tso, J. Thayer, A. Wainright, Amer. Lab., 22 (1990) 51.
19
20
Mobilidade Eletroosmótica
Diretamente proporcional à densidade de carga na superfície da sílica
pH < 7 (a eletroosmose diminui)
Si-O- Si-OH (diminuição da densidade de carga superficial)
pH = 9 (tampão borato) o fluxo eletroosmótico é ~2 mm/s
pH = 3 (tampão citrato) o fluxo eletroosmótico é ~0.2 mm/s
Inversamente proporcional à força iônica do meio
Força iônica alta (a eletroosmose diminui) espessura da camada difusa ~ 10 nm ( = 1 mM)
~ 0,3 nm ( = 1 M)
Mobilidade Eletroosmótica
O fluxo eletroosmótico uniforme contribui para a alta resolução da eletroforese capilar
Fluxo de íons no capilar causa aquecimento Joule que causa mudança na uniformidade e consequente dispersão
Lei de Ohm: I = E/R Potência: P = E.I = I2.R
*Em condições normais o canal central do capilar está 0,02 a 0,3 K mais quente do que a parede
*Viscosidade menor na região mais quente
*Perturbação do fluxo eletroosmótico
☺Capilar fino (diâmetro 50 m) maior dissipação do calor Maior diâmetro do capilar maior gradiente de temperatura
Mobilidade Aparente
ap=
eletro+
eoA mobilidade aparente (ap) de um íon é a soma da mobilidade
eletroforética e da mobilidade eletroosmótica da solução.
Cátion do analito movendo-se na mesma direção do fluxo eletroosmótico (eletro
e eo) tem o mesmo sinal, portanto ap eletro
Ânion do analito movendo-se na direção oposta ao fluxo eletroosmótico (eletroe
eo) tem sinais opostos
✓pH 7 a eletroosmose transporta os ânions para o catodo (eletro eo)
✓pH 7 a eletroosmose é menos intensa e os ânions podem não alcançar o detector (eletro eo)
Velocidades na presença do fluxo eletroosmótico
++ +
-
--v
eov
eletro ++ +-
--v
total= v
eletro+ v
eoMobilidade Aparente
v
eletro=
eletroE
v
eo=
eoE
eletro= v
eletro/E
eo= v
eo/E
ap= v
eletro/E + v
eo/E
ap= v
total/E
ap=
eletro+
eoCálculo das Mobilidades
distância entre o injetor e o detector tempo de migração
v
total=
=
Ldt
potencial elétrico aplicado tamanho do total da coluna capilar
E =
=
V LtL
d/t
V / L
t=
ap=
vtotalE
L
d/t
neutroV / L
t=
eo=
veo(neutro)E
eletro=
ap-
eo Detector Ld25
26
27
28
Injeção de Amostra
Injeção hidrodinâmica
✓frasco de amostra é pressurizado na entrada do capilar ou faz-se um vácuo na saída (P conhecido)
✓frasco de amostra é elevado em relação ao outro (sifonagem) P = g h
✓o cálculo do volume injetado é dado por:
P = diferença de pressão entre as extremidades do capilar
d = diâmetro interno do capilar
t = tempo de injeção = viscosidade da amostra Lt= comprimento do capilar Pd4t 128Lt V =
Injeção de Amostra
Injeção hidrodinâmica✓frasco de amostra é pressurizado na entrada do capilar ou faz-se um vácuo na saída (P conhecido)
✓frasco de amostra é elevado em relação ao outro (sifonagem) P = g h
✓o cálculo do volume injetado é dado por:
P = diferença de pressão entre as extremidades do capilar
d = diâmetro interno do capilar
t = tempo de injeção = viscosidade da amostra Lt= comprimento do capilar Pd4t 128Lt V =
Injeção de Amostra
Injeção eletrocinética✓usa-se um campo elétrico para direcionar a amostra para o capilar ✓o cálculo do número de mols de cada íon em t segundos é dado por:
ap = mobilidade aparente (ap= eletro+ eo ) E = campo elétrico aplicado (V/m)
r = raio do capilar
C = concentração da amostra (mol/l) t = tempo de injeção
t/a= razão entre as condutividades do tampão e amostra
Problemas associados ✓mobilidade diferentes dos analitos
✓amostra injetada não tem a mesma composição da amostra original Mais indicada para eletroforese capilar em gel (alta viscosidade)
t
a
n = apE tr2C
Erros de amostragem devido à diferença na µ
Volume de analito
(V
a)
µ
5 V
a4 V
a8 V
aµ
V
a0,5V
a0,2 V
aPadrão interno:
Correção de erros de amostragem
Volume de analito
(V
a)
Volume de PI
(V
PI)
Razão
(Va / V
PI)
µ
5 V
a4 V
a8 V
a5 V
PI4 V
Pi8 V
PIµ
V
a0,5V
a0,2 V
aV
PI0,5 V
Pi0,2 V
PIV
a/ V
PIV
a/ V
PIV
a/ V
PIV
a/ V
PIV
a/ V
PIV
a/ V
PIPadrão Interno
É uma estratégia utilizada para calibração instrumental
Objetivo: melhorar precisão e a exatidão dos resultados
amostras RAZ Ã O SA /SPI CONCENTRAÇÃO soluções analíticas de referência
Adição do padrão interno
Sinal
ANALITOSinal
PI31
32
Curvas de Calibração de K
0 20 40 60 80 100 0.000 0.005 0.010 0.015 0.020 0.025 0.030 0.035 S ina l A na lí ti co Conc. K+ (µmol/L) 0 20 40 60 80 100 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 1.4 1.6 1.8 2.0 S ina l A na lí ti co /S ina l P ad rão I nterno Conc. K+ (µmol/L)Na ausência de Li como PI Na presença de Li como PI
Sinais analíticos K Sinais analíticos PI Sinal Corrigido 0,026 0,015 1,73 0,032 0,018 1,77 0,038 0,022 1,73
0,032±0,006 0,018±0,004 1,74±0,02 CV = 19% CV = 22% CV = 1,1%
Condições para escolha do padrão interno:
Estar presente na amostra em concentração não
detectável (< Limite de Detecção)
Ter mobilidade próxima a dos analitos
Ter comportamento semelhante ao dos analitos frente a
variação instrumental
concomitantes da amostra
sistema de detecção
Equação de van Deenter
H
A + B/u
x+ Cu
xux= vazão (velocidade da fase móvel) A = Caminhos múltiplos B/ux= Difusão longitudinal Cux= Equilíbrios
Cromatografia com coluna empacotada A B C 0
Cromatografia com coluna capilar A = 0 Eletroforese Capilar A C = 0
Resolução EC x HPLC
R es po st a do d et ec to r 4100 pratos 92000 pratos Eletroforese Capilar Cromatografia Líquida de Alta Resolução Tempo (min)Eletroforese Capilar
Vantagens da eletroforese capilar sobre outros métodos de
separação:
Não existe fase estacionária
Alta resolução
Pequenos volumes de amostra (1 a 10 nL)
Automação com possibilidade de injeção e detecção em fluxo
Compatível com muitos sistemas de detecção
Cromatografia Eletrocinética Micelar
Equilíbrio das moléculas neutras com a solução livre e
interior da micela Anodo Catodo Fluxo Eletrosmótico Fluxo Eletroforético
Separa espécies neutras e íons
Surfactante dodecil sulfato de sódio
(n-C12H25OSO3-Na+)
✓Atinge a concentração micelar crítica
37
38
Cromatografia Eletrocinética Micelar
Ausência de micelas, todas as moléculas neutras alcançam o detector no
mesmo tempo to
As micelas injetadas com a amostra alcançam o detector no tempo tmc
As moléculas neutras atingem o detector em um tempo entre toe tmc
Quanto maior o tempo em que uma molécula neutra permanecer no
interior de uma micela, menor será o seu tempo de migração.
Cátions e ânions interagem eletrostaticamente com as micelas, portanto o
tempo de migração também será afetado
Cromatografia Eletrocinética Micelar
Micelas são consideradas uma fase pseudo-estacionária
ux= vazão
A = Caminhos múltiplos
B/ux= Difusão longitudinal
Cux= Equilíbrios
Transferência de massa para dentro das micelas é rápido
Alargamento de bandas não é significativo
H
A + B/u
x+ Cu
xCromatografia Eletrocinética Micelar
Tipos de surfactantes
Solventes orgânicos aumentam a solubilidade dos analitos
orgânicos e mudam os coeficiente de partição entre as soluções e as micelas (acetonitrila e N-metilformamida)
Bibliografia:
1. Princípios da Análise Instrumental, D. A. Skoog (ref 1) 2. Análise Química Quantitativa, D. C. Harris (ref 2) 3. M. F. M. Tavares, Química Nova, 19(2), 173-181, 1996. 4. M. F. M. Tavares, Química Nova, 20(2), 493-511, 1997. 5. E. M. Richter, D. P. de Jesus, R. A. A. Muñoz, C. L. do Lago, L. Angnes,
Journal of the Brazilian Chemical Society, 16(6A) 1134-1139, 2005. 6. J. A. F. Silva, C. L. do Lago, Analytical Chemistry, 70, 4339-4343, 1998.
Água Mineral
1 – Cs
+2 – K
+3 – Ca
2+4 – Na
+5 – Mg
2+Íon Raio iônico, pm
Cs+ 167 K+ 138 Ca2+ 100 Na+ 118 Mg2+ 72 Li+ 57 Íon Mobilidade (m2/s.V) K+ 7,62 x 10-8 Ca2+ 6,12 x 10-8 Na+ 5,19 x 10-8
43
44
45
46
Padrão Interno
R
2= 0,76012
R
2= 0,99117
Tipo de injeção
Ânions
1 – Cl -2 – NO3 -3 – SO4-Pratos Teóricos
H
A + B/u
x+ Cu
x = 2Dt
v
total= L
d/t
t = L
d/
apE
E = V/L
t
apV L
d2D L
tN =
Pratos Teóricos
Cálculo dos pratos teóricos? ✓ap= 2 x 10-8m2/V.s
✓tempo de migração (t) = 10 min ✓coluna capilar Ld= 50 cm e Lt= 60 cm
✓E = 25 kV
Calculando o número de pratos teóricos para K+e soro albumina
✓D (K+) = 2,0 x 10-9m2/s (H 2O, 25oC) ✓D (soro albumina) = 0,059 x 10-9m2/s (H 2O, 20oC)
apV L
d2D L
tN =
N (K+) = 1,0 x 105pratosN (soro alb.) = 3,5 x 106pratos