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RELATÓRIO FINAL
Mestrado Integrado em Medicina
Marta Dias Ramos | 2012278 | 6º ano
Regente: Professor Doutor Rui Maio
Orientadora: Mestre Catarina Machado França Gouveia
Ano letivo: 2017/2018
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Índice
1. Introdução ... 2
2. Objetivos Gerais ... 2
3. Descrição das atividades realizadas... 7
5. Reflexão Crítica ... 7
6. Anexos ... 10
I. Cronograma das atividades desenvolvidas;
II. Trabalhos realizados durante o estágio profissionalizante;
III. I Jornadas de Medicina Geral e Familiar;
IV. Certificado de Participação no iMed Conference 9.0;
V. Participação no Workshop de Uro-ginecologia no iMed Conference 9.0;
VI. Certificado de participação no CNEM;
VII. Certificado de presença na palestra Via Verde da Sépsis;
VIII. Certificado de presença na 1ª Reunião Unidade de Tiroide;
IX. Certificado de presença na palestra – Saúde Mental nos Cuidados de Saúde Primários –
Dúvidas Frequentes;
X. Certificado de presença na 7ª Reunião de Imunoalergologia de Lisboa;
XI. Certificado de presença na reunião de Hérnias da parede abdominal – upToDate;
XII. ATIVIDADES REALIZADAS EM ANOS LETIVOS ANTERIORES
1. Comissão organizadora do XV Hospital da Bonecada; 2. Participação no stand da NOVA na Futurália;
3. Estágio Voluntário e Autoproposto de Medicina Geral e Familiar; 4. Apoio aos sem-abrigo na área metropolitana de Lisboa;
5. Rastreios à periferia de Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus e Hipercolestrolémia;
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1. Introdução
O Estágio Profissionalizante engloba seis Estágios Parcelares - Saúde Mental, Medicina
Geral e Familiar (MGF), Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia e Medicina – estando
integrado no plano curricular do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Nova
Medical School. A este plano pertence também, uma Unidade Curricular Opcional e a Unidade
Curricular Preparação para Prática Clínica. Assim, é proporcionado diversos conhecimentos, competências teórico-práticas e sociais para que seja possível o desempenho da profissão pelos recém-licenciados. Este último ano é profissionalizante, onde a componente prática ganha grande importância possibilitando a aquisição de aptidões teórico-práticas, mas também competências para comunicar com os doentes e familiares e para intervir nas reuniões multidisciplinares, permitindo assim uma abordagem mais humana e holística, inerente à profissão médica. Este relatório descreve sucintamente o meu percurso académico, dando especial destaque às atividades desenvolvidas neste ano le tivo, bem como a descrição de atividades extracurriculares, finalizando com uma reflexão critica sobre os objetivos a que me propus inicialmente e sobre a minha evolução ao longo deste 6º ano do MIM.
2. Objetivos Gerais
Dado o 6º ano do MIM ser profissionalizante, iniciei este ano com os seguintes objetivos: aperfeiçoar e adquirir conhecimentos teóricos e práticos, usando-os para solucionar problemas médicos frequentes, para a elaboração de histórias clinicas, exame objetivo, hipóteses diagnósticas e para a formulação de um plano terapêutico individualizado; utilizar uma abordagem holística e biopsicossocial na avaliação de todos os doe ntes, permitindo olhar para o doente como um todo e não apenas pelas patologias que apresenta. Penso que a comunicação médico-doente e com os restantes profissionais se torna fundamental para uma boa prática médica. Pessoalmente destaco como objetivos pessoais: aquisição de autonomia gradual durante todos os estágios, assim como a cimentação de conhecimentos e competências, cumprindo todos os objetivos de cada estagio parcelar bem como gerir o estudo para a Prova Nacional de Seriação.
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3. Descrição das atividades realizadas
O estágio parcelar de Saúde Mental teve lugar no Hospital de Dia do Centro Hospitalar
Psiquiátrico de Lisboa (HD – CHPL), sob orientação do Dr. Rui Durval e da Dr.ª Cátia Moreira, de 11 de Setembro 2017 a 6 de Outubro de 2017.
Durante 4 semanas estive integrada na rotina da equipa médica onde assisti a entrevistas clinicas de doentes e de familiares, à execução do exame do estado mental, observei a sintomatologia frequente das diversas patologias, e constatei o impacto social e familiar nas mesmas. Assisti a 41 consultas, observando na maioria casos doentes estáveis e assintomáticos. As patologias mais observadas na consulta foram Depressão major, Doença Bipolar e Esquizofrenia. Semanalmente, assisti à discussão clinica dos doentes internados no Hospital de Dia, em reuniões de equipa. Frequentei o Serviço de Urgência (SU) no Hospital São José onde observei patologia em fase aguda (esquizofrenia e doença bipolar), tentativas de suicídio e episódio inaugural de psicose.
Face as particularidades inerentes a esta especialidade, este estágio tornou-se maioritariamente observacional, mas graças ao apoio constante dos meus tutores consegui adquirir competências para reconhecer e interpretar a sintomatologia mais frequente, para aconselhar algumas medidas farmacológicas e não farmacológicas nas patologias mais frequentes e identificar o momento onde deve ser feita a referenciação à especialidade. Percebi o grande impacto da relação médico-doente tanto no processo diagnóstico como na adesão à terapêutica.
O estágio parcelar de MGF teve lugar na USF Tejo, sob orientação da Dr.ª Avelina Pereira,
entre os dias 9 de Outubro a 3 de Novembro de 2017.
Dada a abrangência desta especialidade, estabeleci como objetivos adquirir competências para conseguir abordar o doente de forma integrativa e global, aprimorar e consolidar técnicas de entrevista clínica e da relação médico-doente, identificar e abordar fatores de risco e patologias mais prevalentes e perceber quando é necessário referenciar aos cuidados de saúde secundários. Face a versatilidade da especialidade, assisti e participei ativamente em consultas de Saúde
4 Adultos, Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus, Saúde Infantil e Juvenil, Saúde Materna e Planeamento Familiar, Rastreio Oncológico e consulta aberta para situações agudas.
De forma gradual, durante estas 4 semanas, fui adquirindo autonomia para conduzir consultas, permitindo o treino e a consolidação de formas para estabelecer uma boa relação -médico doente, crucial nesta especialidade. Treinei a execução do exame objetivo na maioria das consultas das diferentes faixas etárias e realizei de forma autónoma colpocitologias.
Destaco a importância da realização de domicílios, tendo conseguido perceber a realidade de uma grande parte da população - idosos com multimorbilidade, que residem sem apoio, com recursos económicos escassos. No final do estágio, apresentei uma revisão teórica sobre DPOC – a importância do MGF e analisei o indicador 049 da USF Tejo.
O estágio parcelar de Pediatria decorreu entre 06 de Novembro de 2017 a 30 de Novembro
de 2017, no CHLC – Hospital Dona Estefânia sob orientação da Dr.ª Marta Conde. A minha tutora dedicava a maioria da sua atividade clínica à Reumatologia Pediátrica. Nesta subespecialidade tive contacto com patologias que até então não estava familiarizada. As patologias mais prevalentes, foram: Artrite Idiopática Juvenil e Lupus Eritematoso Sistémico Juvenil. Observei-as nas suas fases distintas, remissão e fase aguda. Dada a complexidade, assisti a discussões com várias especialidades que avaliam estes doentes, tais como oftalmologia, cardiologia, nefrologia, entre outras. Por outro lado, foi objetivo conseguir percorrer inúmeras valências da especialidade durante estágio, tendo oportunidade de assistir a consultas de Pneumologia, Imunoalergologia e Hematologia. Frequentei, também, o serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital Santa Marta, tendo contacto com patologias maioritariamente congénitas. Por último, e dada a abrangência desta especialidade destaco a frequência das consultas e o internamento geral de Pediatria Geral. A presença semanal no SU possibilitou o contacto com as patologias agudas mais frequentes, nomeadamente, patologias infeciosas do trato respiratório e gastrointestinal, treinando o raciocínio clínico e abordagem terapêutica sistematizada de cada caso. Sendo esta faixa etária particular, a comunicação e abordagem destes doentes também se torna diferente, sendo fundamental o treino nessa área para uma boa abordagem ao doente.
5 Durante as 4 semanas, tanto nas consultas como no internamento e no SU, tive oportunidade de participar ativamente na colheita da anamnese, realização de exame físico, discussão de hipóteses diagnósticas e diagnóstico diferencial e propostas terapêuticas.
No âmbito formativo, assisti diariamente às reuniões de passagem dos doentes, apresentei uma história clínica sobre agudização de asma por infeção respiratória e apresentei, com os meus colegas, um trabalhado intitulado “Perturbação Hiperatividade e Défice de Atenção – Sobretratamento ou Sobrediagnóstico?”.
O estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia decorreu no Hospital CUF Descobertas
(HCD), no período de 4 de Dezembro de 2017 a 13 de Janeiro de 2018, sob tutela da Dr.ª Francisca Aleixo. Estabeleci os seguintes objetivos: aquisição de conhecimentos práticos e teóricos para no futuro identificar situações que precisem de ser referenciadas, desenvolver progressivamente autonomia na observação da mulher no contexto ginecológico e obstétrico. Durante o estágio frequentei a consultas de patologia trombótica e auto-imune, senologia, ginecologia, obstetrícia e assistir no Bloco de Exames à realização de histeroscopias, colposcopias e de Mona Lisa Touch®. Observei a realização de ecografias ginecológicas, obstétricas e amniocenteses. No Bloco operatório assisti e participei como 2º ajudante em 10 cirurgias: quistectomia anexial por via laparoscópica, perineoplastias, histerectomias por via vaginal e miomectomias abdominais.
Semanalmente, frequentei o SU durante 12 horas, onde tive contacto com patologias ginecológicas em contexto agudo, nomeadamente patologia infeciosa, e principalmente com doentes em trabalho de parto. Participei como 2º ajudante em 7 cesarianas segmentares transversais e 2 partos eutócicos. No âmbito formativo, apresentei um artigo original sobre quistectomia laparoscópica na gravidez e assisti a reuniões clínicas onde foram apresentados os temas: Biomarcadores de disfunção placentária no diagnóstico e prognóstico da pré-eclampsi a e sobre CMV – importância na Pediatria.
O estágio parcelar de Cirurgia teve lugar no serviço de Cirurgia Geral do HCD, sob
6 para este estágio alguns objetivos dos quais destaco: consolidação de conhecimentos sobre as principais patologias cirúrgicas e a sua abordagem terapêutica, distinguir as situações clínicas com indicação cirúrgica urgente ou eletiva, bem como aperfeiçoar conhecimentos de assepsia e desinfeção essenciais no bloco operatório. O estagio teve inicio com aulas teórico-práticas e curso
Trauma Evaluation and Management no Hospital Beatriz Ângelo (HBA) e 7 semanas de Cirurgia
no HCD. Assisti a 100 cirurgias, participando como 1ª/2ª ajudante em 73. Estive presente em 142 consultas, sendo estas primeiras consultas, seguimento ou de pós-operatório. A presença na consulta foi fundamental para aperfeiçoar a colheita de anamnese e exame objetivo. No âmbito formativo, assisti a reuniões multidisciplinares e a uma reunião intitulada de Hérnias da Parede
Abdominal (ver anexos). O estágio terminou com a apresentação de um caso clinico intitulado –
Desafio Diagnóstico – o Papel da Cirurgia, no mini-congresso no HBA.
O estágio de Medicina decorreu no serviço de Medicina III do Hospital São Francisco Xavier,
no período de 19 de Março a 18 de Maio de 2018, orientado pelo Dr. Hugo Moreira e pelo Dr. Manuel Araújo. Como objetivos principais para este estágio estabeleci: aquisição de autonomia gradual nas tarefas desempenhadas em contexto de enfermaria, desenvolvimento e aquisição de conhecimentos teóricos e práticos para abordar patologias mais frequentes no SU, melhorar a comunicação e a discussão de casos clínicos em equipa e com outros profissionais e adquirir estratégias para comunicar com familiares dos doentes. A participação ativa nas tarefas da enfermaria (elaboração de notas de alta, diários clínicos, prescrição de exames complementares de diagnóstico, elaboração de notas de alta e, apresentação de doentes na visita clinica semanal) permitiu que consolidasse técnicas de recolha de anamnese e de realização de exame objetivo assim como foi fundamental para adquirir competências para melhorar o meu raciocínio clinico e tomar, de forma semi-autónoma, decisões na abordagem terapêutica dos doentes internados. Tive oportunidade de acompanhar ao longo do estágio 41 doentes, onde os motivos de internamento mais frequentes foram do foro cardiovascular (Insuficiência Cardíaca Descompensada) e respiratório (Pneumonia Adquirida na Comunidade). A autonomia, que fui adquirindo de forma gradual, na realização das tarefas da enfermaria e no treino de procedimentos técnicos
7 (gasometrias, punções venosas e electrocardiogramas) foram fundamentais para se tornar ainda mais proveitoso a minha frequência sema nal no SU. No SU estive presenta nas duas inúmeras valências: Sala de Reanimação, Observação e Balcão Geral. Frequentei, semanalmente, a consulta de Medicina Interna e de Doenças Auto-imunes. Apresentei uma revisão teórica sobre cessação tabágica, uma vez que se traduz num problema comum na consulta.
Por ultimo, realizei o estágio clinico opcional no Serviço de Cirurgia Plástica e
Reconstrutiva do Hospital São José, sob orientação do Prof. Dr. Diogo Casal. A minha escolha deste estágio prendeu-se pelo meu interesse no papel desta especialidade em contexto de trauma e no papel fundamental na recuperação/reconstrução de estruturas lesadas e pela curiosidade da abordagem do doente queimado.
4. Preparação para a Prática Clínica
Esta Unidade Curricular tem como objetivo principal relacionar e integrar conhecimentos das diversas áreas da Medicina. Foi possível treinar o raciocínio clínico, consolidando conhecimentos e a abordagem diagnóstico perante sinais e sintomas comuns, sempre com uma visão multidisciplinar.
5. Reflexão Crítica
Terminada a formação pré-graduada, não posso deixar de destacar o contributo fundamental de cada estágio, de cada especialidade, e, ainda mais de cada tutor que acolheu e integrou na rotina de cada serviço, partilhando conhecimentos teórico-práticos e humanos para abordagem holística e biopsicossocial de cada doente. O sexto ano do MIM, foi o culminar de um percurso onde a prática clínica, o ensino por problemas e a estimulação constante do raciocínio se tornou fundamental para a aquisição gradual de autonomia, responsabilidade e resolução de problemas.
Considerando este ano repleto de grandes metas e objetivos, torna-se praticamente impossível não criar expectativas e receios, mas, com o termino deste percurso penso que consegui cumprir os objetivos propostos. Foi minha preocupação constante assumir uma postura proativa e interessada, com vista a retirar o máximo proveito de cada estágio, integrando as
8 atividades diárias das equipas médicas, retirando todos as valências que cada serviço ti nha para me oferecer. Assim, fui adquirindo competências diagnóstica e terapêuticas importantes para a minha formação e prática clínica. Aperfeiçoei as minhas competências sociais, especificamente, na comunicação com os doentes e cuidadores/familiares, na abordagem global do doente, na interação e integração do trabalho em equipa com outros profissionais de saúde e na tomada de decisões traçando planos individuais adequado a cada situação.
Relativamente ao meu percurso, tenho consciência que foi um crescimento gradual
acompanhando todos as competências adquiridas. Começando pelo o estágio de Saúde Mental,
este fez-me ver o doente noutra perspetiva, reforçando o papel da anamnese e da relação médico-doente. Dado ao carater particular desta especialidade, tornou-se na sua maioria observacional, mas sempre que possível participei de forma ativa nas atividades do (HD – CHPL). A passagem pelo HD e pelo SU permitiram me um contato com patologias em fase aguda, percebendo a sintomatologia e problemas mais comum das mesmas. A frequência da consulta permitiu o contacto com doentes estáveis, mostrando a importância de saber quando deve ser feita a
referenciação para a especialidade. Relativamente ao estágio de MGF, percecionei a
complexidade da medicina preventiva e do papel do médico na capacidade de alterar estilos de vida com impacto na morbilidade e mortalidade, através de uma boa relação médico-doente. Destaco a abrangência desta especialidade e a necessidade de atualização constante inerente a boa prática e na gestão de todos os problemas dos doentes. Por fim, a possibilidade de realizar domicílios fez com que tivesse percecionado algumas necessidades da população. No estágio de
Pediatria, como acima descrito, tive a oportunidade de contactar com inúmeras patologi as devido a passagem por subespecialidades. Destaco a frequência no SU e no Internamento Geral, como uma mais valia para adquirir competências para a minha prática futura: abordagem clinica e terapêutica das patologias mais frequentes, estimulando o racioc ínio e a aquisição de competências de comunicação e colheita de anamnese, desafiante nesta faixa etária. No estágio de Ginecologia e Obstetrícia, contribui de forma bastante positiva para a consolidação de conhecimentos na medicina da mulher em contexto ginecológico bem como obstétrico,
9 reconhecendo os principais sinais de alarme e patologias mais frequentes. Passando ao estágio de Cirurgia, destaco o rácio aluno tutor de 1:1, que contribui sem duvida para alcançar os meus objetivos. Das atividades desenvolvidas, destaco o papel ativo que assumi na minha permanência no bloco operatório, participando como ajudante 73 das 100 cirurgias observadas mas também na presença nas 142 consultas, percebendo quais as indicações cirúrgicas eletivas mais frequentes e treinando técnicas de exame objetivo. Como aspeto menos positivo destaco o contacto menos frequente com o SU, dado este funcionar em regime chamada. Sem duvida que o estágio de
Medicina foi o mais desafiante, pela autonomia e responsabilidades que assumia diariamente nas atividades do serviço, pelo trabalho em equipa com outros profissionais de saúde e com os médicos, bem como a complexidade de comunicar com os familiares/cuidadores, principalmente
quando é necessário transmitir más noticias. O estágio de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
permitiu o contacto com contextos que não tinha tido contacto ao longo de todo o MIM, nomeadamente com a unidade de queimados e trauma com necessidade de reconstrução pela especialidade. Assim, o EP superou largamente as minhas expectativas e foi fundamental na minha formação, mas penso que deve ser feito um esforço para que haja o máximo de igualdade possível nos objetivos e na carga horária nos diferentes locais de estágio, pois há momentos, em que se torna um desafia conciliar a exigência dos mesmo com o estudo para a PNS.
Terminado este percurso, considero que atingi todos os objetivos a que me propus, É gratificante perceber que fiz parte da rotina diária dos serviços que integrei. De forma gradual e positiva, preocupo-me mais em tratar pessoas do que só a patologia, estou mais alerta para fatores “não-médicos” que influenciam o curso clinico de cada patologia. As histórias que cada doente partilhou comigo foram sem duvida lições de vida que tornaram ainda mais rica a minha formação. Agradeço aos professores desta Faculdade pelo ensino de excelência ao longo destes 6 anos e também aos meus colegas pelo apoio constante em todos os momentos. Tentarei no futuro, transmitir sempre que possível os valores que aqui aprendi. Por ultimo, um agradecimento especial à minha família, pelo apoio continuo no longo caminho que me propus a percorrer: ser Médica.
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6.
ANEXOS
I. Cronograma das actividades desenvolvidas
Estágio parcelar Regente
Período de Estágio
Local de Estágio Tutor
Saúde Mental Professor Doutor Miguel Talina
11/09/17 a 06/10/17
CHPL – Hospital de
Dia Dr. Rui Durval Medicina Geral e
Familiar
Professora Doutora Maria Isabel Santos
09/10/17 a
03/11/17 USF Tejo Dr.ª Avelina Pereira Pediatria Professor Doutor Luís
Varandas
06/11/17 a 30/11/17
CHLC – Hospital
Dona Estefânica Dr.ª Marta Conde Ginecologia e Obstetrícia Professora Doutora Teresa Ventura 04/12/17 a 13/01/2018 Hospital CUF Descobertas Dr.ª Francisca Aleixo Cirurgia Professor Doutor Rui
Maio
22/01/18 a 16/03/18
Hospital CUF
Descobertas Dr. Nuno Pinheiro Medicina Interna Professor Doutor
Fernando Nolasco 19/03/18 a 18/05/18 CHLO - Hospital São Francisco Xavier Dr. Hugo Moreira e Dr. Manuel Araújo Estágio Clinico Opcional (Cirurgia Plástica e Reconstrutiva)
Professor Doutor José Alves
21/05/18 a 01/06/18
CHLC – Hospital São José
Prof. Doutor Diogo Casal
II. Trabalhos realizados durante o estágio profissionalizante
Estágio Parcelar Tema do trabalho apresentado
Medicina Geral e Familiar
DPOC – Importância do Médico MGF
Revisão teórica e análise do indicador 049 Marta Ramos
Pediatria Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção – Sobrediagnóstico e
Sobretratamento?
Bernardo Silva, César Martins, Helena Nunes, Marta Ramos, Pedro Felgueiras Ginecologia e
Obstetrícia
Quistectomia Laparoscópica na Gravidez
Artigo original: Laparoscopic cystectomy in pregnancy, a viable solution – a 14
years series
Marta Ramos
Cirurgia Desafio Diagnóstico – O Papel da Cirurgia
Caso clinico: Hérnia interna no ligamento largo do útero
Catarina Bizarro, Inês Pinto, Marta Ramos
Medicina Cessação Tabágica – Abordagem Prática
Revisão teórica Marta Ramos
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IX.
Certificado de presença na palestra – Saúde Mental nos Cuidados de
Saúde Primários – Dúvidas Frequentes
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XI.
Certificado de presença na reunião de Hérnias da Parede Abdominal -
upToDate
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XII. Atividades realizadas em anos letivos anteriores
Destaco a importância do investimento constante na formação profissional e pessoal para uma abordagem cada vez mais abrangente do doente. Assim realço algumas atividades que nesse sentido contribuíram de forma positiva na minha formação.
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5) Participação nos Rastreios à periferia de Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus e Hipercolestrolémia
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