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A Produção de Resíduos Sólidos no Centro de Ensino Superior do Seridó - CERES - Caicó

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ – CAMPUS DE CAICÓ

DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA – DCG

JAQUELINE DE AZEVEDO BORGES

A PRODUÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ - CERES - CAICÓ-RN

CAICÓ-RN 2016

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JAQUELINE DE AZEVEDO BORGES

A PRODUÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ - CERES - CAICÓ-RN

Monografia apresentada ao curso de Geografia da UFRN-CERES, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título de Bacharel em Geografia.

Orientadora: Profª. Dra. Sandra Kelly de Araújo.

CAICÓ-RN 2016

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JAQUELINE DE AZEVEDO BORGES

A PRODUÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ - CERES - CAICÓ-RN

A monografia A Produção de Resíduos Sólidos no Centro de Ensino Superior do Seridó - CERES - na Cidade de Caicó-RN apresentada por Jaqueline de Azevedo Borges foi ________________ como requisito para obtenção de Grau de Bacharel em Geografia. Aprovada em ___/___/___

BANCA EXAMINADORA Prof(a). Dr(a). Sandra Kelly de Araújo Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Prof(a). Ms(a). Isabel Cristina dos Santos Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Prof(a). Esp. Regina Maria de Brito Lopes Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Prof(a). Dr(a). Jeane Medeiros Silva Universidade Federal do Rio Grande do Norte

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Aos meus pais João e Nazaré que tanto batalharam pela minha educação e minhas irmãs Jeane e Gerlânia pelo amor de sempre. Aos meus filhos Laênio, Bruno e Letícia por ser motivo de incentivo e força nos momentos difíceis e por entenderem minha ausência em alguns momentos no decorrer da graduação. A todos os meus amigos pelas palavras de conforto, companheirismo e ajuda quando pensei em desistir de tudo, a todos, meu muito obrigada.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus por me permitir concluir essa etapa da minha vida, por ser meu refúgio nos momentos difíceis. A nossa senhora da Conceição, minha padroeira que me abençoa e ilumina sempre.

A minha querida família. Meus pais, João e Nazaré, que sempre me guiaram pelo caminho do bem, minhas irmãs Jeane e Gerlânia pelo carinho de sempre, aos meus filhos, Laênio, Bruno e Letícia que são minha vida e o motivo de buscar sempre uma vida melhor. Sou grata a vocês!

Aos meus colegas de curso e tantas outras pessoas que conheci do decorrer da graduação e com certeza levarei para sempre. Em especial aos amigos Amós Fonseca, Adriana Oliveira, Júlia Maria Medeiros de Azevedo, Heloisa Cristina Neves Batista, Daniely Maria de Medeiros e Ileane Dantas (INESQUECÍVEIS); vocês foram muito importante nessa fase e muito obrigada pelos momentos felizes e por estarem comigo em todos os instantes de dificuldade, me apoiando e acolhendo em tudo. Vocês são inesquecíveis.

A três pessoas da minha família que sempre acreditaram em mim independente de qualquer coisa, são elas: minha tia Ana Célia de Azevedo (Naninha), minha prima Andréia Silva da Fonseca e Maria das Graças Borges (Tia Mara), vocês me ensinaram a nunca desistir com suas palavras de incentivo e força.

A minha orientadora Sandra Kelly de Araújo, que sempre me estendeu a mão quando precisei e não pensou duas vezes em entrar comigo nessa batalha, confiando sempre na minha capacidade. Ao Engenheiro Civil do CERES, o senhor Elísio Pereira de Araújo Júnior, que não mediu esforços para me ajudar a concluir este trabalho. Serei sempre grata por terem me ajudado e me fazer acreditar que essa luta um dia acaba.

Aos demais mestres que fizeram parte dessa caminhada, cada um contribuiu do seu modo para meu aprendizado, em especial ao professor Rubson Pinheiro Maia, Gleydson Pinheiro Albano, Renato de Medeiros Rocha, Ione Moraes, Diógenes Costa e Isabel Cristina dos Santos, vocês foram imprescindíveis para minha formação acadêmica.

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O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis.

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José de Alencar RESUMO

Este trabalho trata sobre a produção de resíduos sólidos no Centro de Ensino Superior do Seridó - CERES - na cidade de Caicó-RN. Os procedimentos metodológicos utilizados foram estudo em campo com observações in loco, como também, foram feitas entrevistas com os usuários do campus objetivando entender como as pessoas que lá frequentam manejam os resíduos gerados através dos seus conceitos e costumes. A temática dos resíduos sólidos e coleta seletiva vêm sendo discutindo a tempos pela legislação, uma vez que esse assunto requer atenção devido os problemas acarretados com o manejo inadequado desses resíduos. Este trabalho tem como objetivo entender as etapas da produção e gerenciamento dos resíduos sólidos no Centro de Ensino Superior do Seridó-CERES na cidade de Caicó-RN. Dessa maneira, esta pesquisa servirá de ajuda teórica e prática para a gestão e usuários do Campus, versando que para se ter um bom descarte dos resíduos sólidos é preciso planejamento e controle das etapas voltadas para o gerenciamento dos resíduos sólidos.

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ABSTRACT

This work deals with the production of solid waste in Centro de Ensino Superior do Seridó - CERES - in the city of Caicó-RN. The methodological procedures used were field study with observations in loco, as well, interviews were conducted with users of the campus aiming to understand how people who go there handle the waste generated through their concepts and customs. The theme of solid waste and selective collection have been discussing to time by legislation, since the matter requires attention because of the problems caused by inadequate management of this waste. This study aims to understand the stages of production and management of solid waste in Centro de Ensino Superior do Seridó - CERES - in the city of Caicó-RN. Thus, this research will provide the theoretical and practical help for the management and users of the Campus, dealing that to have a good disposal of solid waste is precise planning and control of the steps aimed at the management of solid waste.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 01 – Mapa de localização da área do CERES – Caicó-RN ... 29

Figura 02 – Mapa de expansão do CERES... 31

Figura 03 – Resíduos misturados ... 34

Figura 04 – Local de disposição dos resíduos ... 34

Figura 05 – Sistema de captação da água dos aparelhos de ar condicionados ... 36

Figura 06 – Perfuração de poços no CERES ... 37

Figura 07 – Área de estacionamento com plantas regadas pelo sistema de captação da água dos aparelhos de ar condicionados ... 38

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LISTA DE QUADROS

Quadro 01 – Características dos principais materiais recicláveis ... 26 Quadro 02 – Resíduos produzidos no CERES... 33

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LISTA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas

ABRELPE Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Urbana ASCAMARCA Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Caicó BEC Batalhão de Engenharia de Construção

CAERN Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte CEMPRE Compromissa Empresarial para Reciclagem

CERES Centro de Ensino Superior do Seridó CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente CONSEPE Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão

CONSUNI Conselho Universitário da Universidade do Rio de Janeiro IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

LIMPURB Departamento de Limpeza Urbana PEV Pronta Entrega Voluntária

PNRS Plano Nacional de Resíduos Sólidos PBR Programa Brasileiro de Reciclagem

RCC Resíduos da Construção Civil e Demolição RSD Resíduos Sólidos Domiciliares

RSU Resíduos Sólidos Urbanos

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 01 – Onde você coloca o seu lixo aqui no CERES ... 39 Gráfico 02 – Você tem conhecimento da existência da associação dos resíduos sólidos na cidade de Caicó? Já visitou ou conhece alguém que trabalha lá? ... 40 Gráfico 03 – Na sua opinião, qual o maior problema ambiental existente no CERES ... 41

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 13 1.1 OBJETIVOS ... 15 1.1.1 OBJETIVO GERAL ... 15 1.1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 15 2 RESÍDUOS SÓLIDOS ... 16

2.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS ... 17

2.2 EDUCAÇÃO AMBIENTAL ... 20 2.3 COLETA SELETIVA ... 21 2.4 RECICLAGEM ... 25 2.5 LEGISLAÇÃO ... 27 3 ÁREA DE ESTUDO ... 30 3.1 LEVANTAMENTO DE ESTUDOS ... 33

3.2 IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS PRODUZIDOS NO CERES ... 33

3.3 ANÁLISE DE COMO SÃO ACONDICIONADOS OS RESÍDUOS SÓLIDOS E SUA DESTINAÇÃO FINAL ... 34

3.4 AÇÕES NA ÁREA AMBIENTAL QUE O CERES EXERCE ... 36

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 42

REFERÊNCIAS ... 43

APÊNDICE ... 46

APÊNDICE A: MODELO DA ENTREVISTA APLICADA AO ASSESSOR ADMINISTRATIVO DO CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ – CERES – CAICÓ-RN ... 47

APÊNDICE B: MODELO DE ENTREVISTA APLICADA AOS USUÁRIOS DO CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ – CERES - CAICÓ/RN ... 48

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1 INTRODUÇÃO

O crescimento da população mundial, o desenvolvimento industrial, a urbanização, a intensificação das grandes obras de engenharia e consequentemente as mudanças de hábitos vem resultando num aumento significativo de geração de resíduos sólidos, evento esse que vem agredindo o meio ambiente de forma desastrosa, preocupando assim a sociedade e os governantes interessados em solucionar esse problema conhecido como um dos maiores desafios da atualidade. Nas palavras de Silva e Joia (2008), devemos admitir que a sociedade na atualidade passa por constantes transformações que contribui para a geração exagerada de resíduos sólidos. E essas transformações são consequências também do surgimento de novas tecnologias ligadas ao desenvolvimento industrial que introduzem novos produtos que estimulam o consumismo demasiado, fator esse que contribui para a problemática dos resíduos sólidos.

Segundo as pesquisas de Reis (2009 apud GIOPATO, 2006) a geração anual de resíduos sólidos em todo o globo terrestre é de aproximadamente 400 milhões de toneladas, sendo que desse número, 80% poderia ser reaproveitado através da reciclagem.

No Brasil, a realidade não foge à regra, a maioria das cidades coletam os resíduos e dá como destino o solo a céu aberto em lixões, aterros controlados e aterros sanitários (ALENCAR, 2005). Mas sabemos que a disposição desses resíduos sem compactação e cobertura adequada causa a proliferação de animais vetores que transmitem doenças e tantos outros danos à saúde da população.

Para que possa fazer uma gestão adequada dos resíduos sólidos é necessário adquirir uma sequência de etapas desde a coleta dos resíduos até a disposição final ambientalmente correta, levando em consideração que a união seja capaz de influenciar a etapa seguinte de acordo com as diretrizes do desenvolvimento sustentável (BARROS, 2012).

Entendemos, assim que é importante adotar medidas para minimizar a questão dos resíduos sólidos e para se reverter essa situação do desperdício é importante aderir as três regras básicas: a redução, a reutilização e a reciclagem. Medidas essas que ajudam a combater a agressão ao meio ambiente, uma vez que o reaproveitamento dos resíduos por meio da seleção desses materiais reciclados

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como (vidro, metal, papel e plástico) são utilizados como matéria-prima na indústria da reciclagem.

Para melhor compreensão sobre o assunto, Nogueira Júnior (2006), relata que um dos maiores problemas no meio ambiente está relacionado à disposição final dos resíduos sólidos, pois o despejo desses materiais em lugares inadequados e de forma ilegal propicia a geração do chorume, líquido de cheiro forte e desagradável, proveniente da disposição de matéria orgânica que por sua vez pode chegar ao lençol freático, poluindo assim os mananciais que são usados para armazenar água para o consumo humano.

De acordo com Wiemes (1999), os recursos naturais que em tempos remotos eram vistos como inesgotáveis, apresentam vulnerabilidade devido o desenvolvimento da revolução industrial e o uso exagerado desses recursos sem a preocupação em preservá-los. As atividades humanas são vistas como um dos principais fatores que contribuem para esse problema, desafiando atualmente a sociedade em buscar soluções imediatas para isso.

A participação do poder público juntamente com a sociedade é um fator importante para o sucesso no gerenciamento dos resíduos sólidos, pois sabemos que essa parceria é fundamental na busca por melhoria na qualidade de vida e que é do setor público que surge as leis que determinam as formas de gerenciamento desses resíduos.

Este trabalho buscou compreender o gerenciamento dos resíduos sólidos produzidos no CERES da cidade de Caicó-RN, através de visitas técnicas in loco e entrevistas com os seus usuários. As informações adquiridas serviram para se chegar a uma conclusão de como é importante o gerenciamento adequado desses resíduos para um ambiente limpo, dessa forma, também existe a economia de gastos públicos com o sistema de limpeza da instituição se cada um fizer a sua parte depositando os seus resíduos nas lixeiras adequadas para cada tipo de resíduo. Também devemos ressaltar que um ambiente limpo favorece a saúde das pessoas e do meio ambiente como um todo. Buscou-se ainda que essa pesquisa contribua para a gestão do CERES no tocante a apresentação de dados qualitativo-quantitativo da realidade da problemática envolvendo o Centro de Ensino Superior do Seridó-CERES.

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1.1 OBJETIVOS 1.1.1 Objetivo Geral

 Compreender como funciona o gerenciamento dos resíduos sólidos no Centro de Ensino Superior do Seridó - CERES na cidade de Caicó-RN.

1.1.2 Objetivos Específicos

 Identificar os diversos tipos de resíduos;

 Levantar dados qualitativo-quantitativos desses resíduos;

 Verificar se os usuários do CERES manejam os resíduos adequadamente;

 Analisar se existe parceria entre o CERES e a Associação dos Catadores de Caicó – RN.

2 RESÍDUOS SÓLIDOS

O lixo é tudo aquilo que já foi utilizado e é jogado fora, são materiais provenientes das atividades humanas, que sujos e misturados com rejeitos, resíduos orgânicos e resíduos recicláveis atraem animais vetores transmissíveis de doenças, causando assim um sério problema para a saúde pública. Da mesma forma que limpos e separados podem ser reutilizados no ciclo de produção de que saíram por meio da reciclagem.

Sabendo que o lixo e o esgoto são os maiores problemas ambientais no Brasil, despertou assim a preocupação em desenvolver algo que reduzisse esses problemas, foi então que no ano de 2010 foi sancionada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) aprovada por meio da Lei nº 12.305/10 que depois de vinte anos de tramitação no Congresso Nacional passou a ser prioridade.

De acordo com a ABNT (2006, p.07), os resíduos são classificados em:

Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos, cujas

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particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.

Segundo Galbiati (2005), a composição do lixo urbano depende de algumas características do município como o porte e os hábitos de sua população, as proporções de acordo com a literatura ficam em torno de 65% de matéria orgânica, 15% de papelão e papel, 7% de plásticos, 3% de metais, 2% de vidros, sendo eles, materiais com alto potencial de reciclabilidade. O restante se divide em outros materiais como madeira, borracha, trapo, louças, couro, terra, com baixo potencial para reciclagem, e por último se destaca como potencial poluidor: as pilhas, lâmpadas fluorescentes e baterias.

No entanto, os resíduos sólidos urbanos compõem todos os materiais descartados nas atividades domésticas, comerciais, industriais e serviços públicos como feiras livres, varrição, poda e outros (DIAS, 2003).

Observa-se nitidamente que, nos últimos tempos, muitos problemas ambientais vêm sendo acarretado devido à produção de lixo, como por exemplo: o crescimento das grandes cidades, a sociedade capitalista com o consumo demasiado e o aumento dos produtos industrializados. Como nos estudos de Mucelin e Bellini (2008) retratam que o crescimento urbano gera a ampliação dos impactos ambientais negativos.

Diante dessa situação, podemos observar que os esforços atualmente feitos em relação ao lixo para reverter a questão do desperdício está configurada em três regras básicas, os chamados 3 Rs - Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Sabendo que o mais importante dessas medidas é a redução. As pesquisas de Alencar (2005) relatam que a coleta seletiva é um instrumento de conscientização e incentivo à reutilização e redução do material para reciclagem, causando assim uma mudança de comportamento na população, principalmente no tocante ao desperdício. Compreendendo que é necessário diminuir a produção de rejeitos e aumentar a reutilização, diminuindo assim agressões ao meio ambiente.

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A classificação quanto à origem dos resíduos utilizada nessa pesquisa será de acordo com O Plano de Gestão dos Resíduos Sólidos (2012) que se baseia na Lei Federal n° 12.305/2010, art.13, Inciso I, descrita a seguir:

a) Resíduos Sólidos Domiciliares – RSD

São resíduos originários de atividades domésticas em residências urbanas e são classificados em resíduos secos e úmidos (RSU). Os resíduos secos são compostos por embalagens plásticas, papéis, vidros e metais, como também, são compostos por embalagens “longos vida” e outros.

b) Resíduos Sólidos Domiciliares – Rejeitos.

São aqueles que contêm parcelas contaminadas de resíduos domiciliares, como embalagens que não se preservaram secas, resíduos úmidos que não podem ser processados juntamente com os demais e resíduos oriundos de higiene pessoal como papel higiênico, fraldas descartáveis, lencinhos, e outros. Segundo as pesquisas que embasaram o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, esses correspondem a 16,7% do total, em uma caracterização média nacional (MMA, 2011).

c) Resíduos da Limpeza Pública

São resíduos provenientes das atividades de varrição, podas, capina e atividades correlatas, limpeza de monumentos, escadarias, abrigos, sanitários e outros; remoção de terra e areia em logradouros públicos, limpeza e desobstrução de bueiros, bocas de lobo, limpeza dos resíduos das feiras públicas e eventos de acesso aberto ao público.

d) Resíduos da Construção Civil e demolição- RCC

Nesse sentido, predominam os resíduos trituráveis como concretos, restos de alvenarias, argamassas, asfalto e solo, todos eles classificados como RCC classe A (reutilizáveis e recicláveis). Correspondem, a 80% da composição típica desse material. Ainda se enquadra os materiais facilmente recicláveis, como tubos, fiação, madeira, metais e o gesso. Sendo esses classificados de classe B (recicláveis para outras destinações), correspondem a quase 20% do total sendo que metade é retirada as madeiras. O restante dos RCC são resíduos que ainda não foram desenvolvidas as tecnologias e aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem e os resíduos potencialmente perigosos como graxas, alguns tipos de óleos, solventes, baterias de ferramentas e tintas.

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e) Resíduos Volumosos

São caracterizados por peças de grandes dimensões como utensílios domésticos inservíveis e móveis, podas, grandes embalagens e outros resíduos de origem não industrial e que não são coletados pelo sistema de coleta domiciliar convencional. Os resíduos mais comuns são a madeira e os metais.

f) Resíduos Verdes

Constituem-se em resíduos provenientes da manutenção de praças, parques, áreas verdes e jardins, redes de distribuição de energia elétrica e telefonia. São comumente classificados em troncos, folhas, raízes, galharia fina e material de capina. Boa parte desses resíduos coincide com resíduos de limpeza pública.

g) Resíduos dos Serviços de Saúde

Os resíduos dos serviços de saúde são divididos em grupos para melhor controle e gerenciamento, a divisão acontece da seguinte forma: Grupo A (potencialmente infectante: bolsas transfusionais, produtos biológicos, filtros de ar, peças anatômicas, gases, etc.); Grupo B (químicos), Grupo C (rejeitos radioativos), Grupo D (resíduos comuns) e Grupo E (perfurocortantes). Os estudos e observações dos estabelecimentos de serviços de saúde tem demonstrado que os resíduos do Grupo A, B, C e E são no conjunto, 25% do volume total. Já o grupo D (resíduos comuns e passíveis de reciclagem, como as embalagens) corresponde a 75% do volume.

h) Resíduos com Logística Reversa Obrigatória

Constituem-se em produtos eletroeletrônicos; baterias e pilhas; pneus; lâmpadas fluorescentes (vapor de sódio, de luz mista e mercúrio); os agrotóxicos com seus resíduos e embalagens, e por último os óleos lubrificantes, também com seus resíduos e embalagens. Alguns dos resíduos com logística reversa já têm a gestão disciplinada por resoluções específicas do CONAMA.

i) Resíduos dos Serviços Públicos de Saneamento Básico

São aqueles gerados em atividades relacionadas às seguintes modalidades do saneamento básico: tratamento de água e esgoto, manutenção dos sistemas de drenagem e manejo das águas pluviais.

j) Resíduos Sólidos Cemiteriais

Os resíduos gerados nos cemitérios devem ser diagnosticados. Muitos deles são resíduos da construção e manutenção de jazigos, dos resíduos secos e dos

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resíduos verdes dos arranjos florais, como também dos resíduos de madeira provenientes de esquifes. Os resíduos da decomposição de cadáver (como ossos e outros) provenientes do processo de exumação são específicos deste tipo de instalação.

l) Resíduos de óleos comestíveis

Constituem de resíduos de óleos gerados no processo de preparo de alimentos. Provém de fábricas de produtos alimentícios, de domicílios e do comércio especializado como bares restaurantes e congêneres. Apesar de gerado em pequenos volumes, são resíduos preocupantes pelo grande impacto que provocam na rede de saneamento e em cursos d’ água.

m) Resíduos Industriais

Esses são resíduos bastantes diversificados. São resíduos de indústrias de preparação de couros e fabricação de artefatos de couro; refino de petróleo; fabricação de coque; produção de álcool e elaboração de combustíveis nucleares; fabricação de produtos químicos; fabricação de produtos de metal; metalúrgica básica.

n) Resíduos dos Serviços de Transportes

São resíduos de atividades de transporte rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário, inclusive os provenientes de instalações de trânsito de usuários como as rodoviárias, aeroportos, portos e passagens de fronteiras. São resíduos tidos como passíveis de propagar doenças entre cidades, estados e países.

o) Resíduos Agrosilvopastoris

São resíduos que precisam ser analisados de acordo com suas características orgânicas e inorgânicas. Os de natureza orgânica são considerados resíduos de culturas perenes (café, banana, coco, laranja, etc) e temporárias (cana, milho, soja, mandioca, feijão, etc.).

p) Resíduos de Mineração

Constituem em rejeitos de atividades de extração de minérios. Esses resíduos são específicos de algumas regiões brasileiras que, devido suas condições geográficas têm essas atividades mais bem desenvolvidas. Os dois tipos gerados em maior quantidade e que mais se destacam são os estéreis e os rejeitos. Os estéreis são materiais extraídos da cobertura ou das laterais de depósitos mineralizados pelo fato de não ter valor econômico. Enquanto que os rejeitos são

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resíduos provenientes do beneficiamento dos minerais, para incremento de pureza, redução de dimensões e atividades afins.

2.2 EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Segundo a Lei Federal n° 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, “entende-se por Educação Ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”. A educação ambiental busca disseminar o conhecimento sobre o ambiente e despertar em todos a consciência de que o ser humano é parte do meio e responsável por ele.

Nas palavras de Dias (2003), a Educação Ambiental é o primeiro passo para as mudanças de comportamento da sociedade ou de resultados, o seu conceito se define pela relação direta entre a informação e o comportamento. A partir do momento que os indivíduos têm a informação sobre as consequências e danos fatais dos seus atos, e compreendam corretamente os conceitos necessários da relação entre o processo social e natural e que estejam prontos para transformarem os seus hábitos em atitudes.

O autor ainda frisa que a Educação Ambiental provoca um pensamento disciplinado e uma abordagem geral do problema. No tocante ao processo educativo, os valores e as razões são evidentes para um novo sentido à vida, e valoriza os estudos, assim como as experiências em grupo juntamente com a comunidade. Essas práticas, geralmente são desenvolvidas por organizações não governamentais, comunitárias e ambientalistas.

Nos projetos de coleta seletiva, a educação ambiental é de extrema importância para orientação dos grupos de trabalho e dos catadores de resíduos sólidos, pois nas palavras de Galbiati (2001, p. 02):

Na gestão de resíduos sólidos, a sustentabilidade ambiental e social se constrói a partir de modelos e sistemas integrados, que possibilitem tanto a redução do lixo gerado pela população, como a reutilização de materiais descartados e a reciclagem dos materiais que possam servir de matéria prima para a indústria, diminuindo o desperdício e gerando renda.

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Quando o assunto é Educação Ambiental observa-se que a mesma é um princípio de sustentação de qualquer projeto na área ambiental, a partir da conscientização da sociedade é que podemos esperar que suas atitudes mudassem em relação ao meio em que vivemos.

Também vale ressaltar que a Educação Ambiental não consiste apenas em separar o lixo adequadamente, mas também em economizar água, energia, não desmatar e procurar agredir cada vez menos o meio ambiente.

2.3 COLETA SELETIVA

A coleta seletiva consiste numa forma de recolhimento de resíduos sólidos como: plásticos, vidros, papel, metais e orgânicos, são previamente separados em sua fonte geradora e reaproveitados ou reciclados. Segundo os estudos de Besen; Ribeiro (2011, p. 161):

A coleta seletiva possibilita o reuso, a reciclagem, a economia de matérias primas, energia e recursos naturais, consiste numa das etapas importantes no gerenciamento dos resíduos sólidos e contribui com a sustentabilidade ambiental, econômica e social urbana.

Já nas pesquisas de Ribeiro; Lima (2000), a reutilização dos resíduos mediante a coleta seletiva tem um papel importante na nossa economia, uma vez que a coleta seletiva tem uma grande contribuição na geração do trabalho, retirando os catadores dos lixões e o integrando na sociedade com um ofício mais reconhecido e oferecendo melhores condições de trabalho e salários.

O catador de resíduos sólidos deve ser visto como agente de transformação, pois, seu ofício consiste em recolher materiais que não tem mais utilidade para população, mas é um grande problema para o meio ambiente, é através da coleta desses resíduos que eles tiram o seu sustento e de suas famílias, trabalhando em locais impróprios como lixões e colocam sua saúde em risco e não são remunerados como deveriam.

Nas palavras de Layragues, (2002, apud FADINI et. Al. 2001), a figura dos catadores surge como resultado da economia de mercado na qual estamos inseridos, uma economia de mercado pelo alto padrão de consumo e pela ampliação da exclusão social. Como resultado direto do modelo econômico capitalista e da

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lógica do mercado em produzir cada vez mais, os resíduos surgem, por um lado, como um dos grandes problemas ambientais na atualidade.

Diante disso, a implantação da coleta seletiva é de fundamental importância para minimizar os impactos gerados pelos resíduos sólidos. Sabendo que é uma alternativa ecologicamente correta para a preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida da população.

De acordo com a Resolução n° 275/2001 (CONAMA, 2001), foi estabelecido um código de cores a ser adotado para diferenciar os coletores de cada material: o vermelho para plásticos, o azul para papéis, amarelo para metais e o verde para vidros.

No Brasil, a falta de definições políticas e diretrizes para a questão dos resíduos sólidos nos três níveis de governo: federal, estadual e municipal, está ligada a escassez de recursos técnicos e financeiros voltados para a solução desse problema (SCHALCH, 2002). Pois, sabemos que quando o assunto é meio ambiente e seus problemas, sempre ficam para segundo plano, o governo sempre alega falta de recursos para colocar os projetos em prática.

No tocante ao assunto em pauta em esfera local, pode-se observar nas palavras de Ribeiro; Besen, 2007) os programas de coleta seletiva são desenvolvidos unicamente pelas prefeituras, geralmente contratam empresas particulares para essa finalidade, ou promovem uma parceria com os catadores organizados em cooperativas ou associações.

Enquanto nas pesquisas de Barros (2012), ela retrata que a Coleta dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) constitui-se em responsabilidade da prefeitura, com exceção dos grandes geradores, sendo esses, responsáveis pelos gerenciamentos de seus resíduos. Os recursos de uma prefeitura são precários e esse tipo de serviço necessita de uma grande parcela de desembolso. Por essa razão, a situação de alguns municípios muitas vezes é lamentável, com a falta de recursos para manter e ampliar esses programas, existindo casos, onde muitas vezes, esses projetos nem chegam a sair do papel.

Nos estudos de Oliveira (2015), muitas prefeituras procuram desenvolver os projetos de coleta seletiva, mas não conseguem alcançar os objetivos, com exemplos de projetos que fracassaram por falta de uma gestão feita com clareza

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pela administração, juntamente com a falta de informação interdisciplinar com conhecimento ambiental.

Dando continuidade ao assunto, mesmo com todas as deficiências supracitadas acima, a coleta seletiva vem crescendo no Brasil nos últimos anos, apoiada pelas políticas públicas voltadas para essa ideia encontra-se alternativas de por em prática esses programas.

De inicio, o projeto de coleta seletiva deve ser implantada começando por um bairro ou área da cidade, tido como um projeto piloto, para depois ser ampliado para os outros setores, de preferência, que nesse bairro exista todos os serviços públicos como escolas, unidades de saúde, comercio local, vias pavimentadas, estrutura de esgoto, água, energia, telefone (RIBEIRO; LIMA, 2000). Isso porque é de extrema importância que exista a realização de palestras e visitas a domicílio voltadas para os moradores dessas comunidades, com o intuito de informar a importância que o projeto tem para o meio ambiente, como também, formar multiplicadores da ideia de promover a coleta seletiva dos resíduos sólidos. Uma vez que a informação é de suma importância para que ocorra a conscientização da sociedade.

Os estudos de Mucelin; Bellini (2008), fala que: a cultura de um povo ou comunidade caracteriza a forma de uso do ambiente, os hábitos e costumes de consumo de água e produtos industrializados. No meio urbano, esses hábitos e costumes complicam a produção exagerada de lixo e a forma como os mesmos são gerenciados após o descarte, agredindo assim o contexto urbano e não urbano.

Diante dessa explanação, devemos ter ciência que o programa de coleta seletiva tem que ser de acordo com a realidade de seu município, também levando em consideração suas principais atividades econômicas e industriais, se existem catadores vivendo nos lixões é de grande importância a integração entre essas pessoas e o programa de coleta seletiva através de treinamentos, capacitações e inclusão social, deverá também ser estimulado a criação de associações e cooperativas. A função da cooperativa é coletar, separar, prensar e comercializar os materiais (GALBIATI, 2005).

Ainda nas palavras do mesmo autor, ele fala que: O Programa Nacional de Resíduos Sólidos integra quatro ministérios e tem como objetivos principais: a organização dos catadores, visando sua independência econômica; a ampliação dos serviços, com inclusão social e sustentável dos empreendimentos de limpeza

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urbana; redução, reutilização e reciclagem dos materiais, assim também como a erradicação dos lixões.

No Brasil, estudos mostram que a coleta porta a porta tem sido a modalidade mais utilizada, tanto na coleta seletiva, como na coleta do lixo misturado. Dessa forma, os catadores percorrem vários bairros da cidade coletando porta a porta os resíduos, carregando os sacos de lixo que chegam até 50 kg (RIBEIRO E LIMA 2000).

Os estudos de Ribeiro e Besen (2006) mostram que a primeira tentativa organizada de coleta seletiva no Brasil ocorreu no ano de 1986, vindo se destacar apenas na década de 1990; a princípio as administrações municipais se organizavam em associações e cooperativas, para a realização dos programas. Essa iniciativa se destaca, pois além de reduzir os custos dos programas de coleta seletiva e inclusão social dos catadores, ainda gera renda aos mesmos. Vale salientar que, em se tratando de coleta seletiva, a participação da população é voluntária, feita através de sensibilização e campanhas promovidas nos bairros, escolas, comércio, condomínios, empresas, entre outros.

Existem várias técnicas de coleta seletiva que promovem a reciclagem, segundo Santos (2008), são:

a) Porta a porta: trata-se daquela onde os materiais recicláveis são coletados por sua composição, em lixo seco e lixo úmido, também conhecido como lixo orgânico, geralmente são separados, embalados e colocados para coleta regular. Essa modalidade traz maior comodidade para a população por ser realizada em sua residência, não necessitando o deslocamento para outros locais.

b) Entrega Voluntária: dessa forma, o gerador se desloca para ao posto de entrega voluntária (PEV); são postos estratégicos para depositar o material descartável em contêineres.

c) Posto de troca: consiste no modelo onde geralmente é promovido pelo setor privado; corresponde à troca de resíduos por um valor monetário, correspondente ao valor de mercado.

d) Catadores e os Carrinheiros Autônomos: Exerce a coleta seletiva percorrendo as vias públicas da cidade, pelo comércio, residências e outros pontos geradores. Nessa modalidade, a comercialização e o valor do produto é o que conta na separação.

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2.4 RECICLAGEM

Reciclar significa transformar materiais usados em novos produtos para o consumo. Essa necessidade foi despertada a partir do momento em que se percebeu a importância dos benefícios que esse procedimento trás para o meio ambiente.

Para Alencar (2005), a reciclagem consiste no resultado de um conjunto de técnicas e procedimentos que tem como aproveitamento a matéria prima dos produtos que se tornaria lixo, reaproveitando-as e reutilizando-as, depois de coletadas, separadas e processadas, são transformadas em novos produtos. A reciclagem é definida como um processo de recuperação dos resíduos sólidos, onde todas as matérias primas são separadas e transformadas, esse processo envolve economia de energia, água e matéria-prima, valorizando assim os resíduos e preservando o meio ambiente.

Diante de tantos problemas relacionados à degradação do meio ambiente, cresce a preocupação em desenvolver alternativas de minimizar esses impactos, a reciclagem tem sido uma iniciativa das mais utilizadas nesse contexto. Nos estudos de Peixoto, Campos e D’Agosto (2005) dizem que: nos últimos anos é notável uma tendência mundial de reutilização e reaproveitamento dos resíduos jogados no lixo para fabricação de novos produtos através da reciclagem. Dessa forma, o conceito de lixo vem mudando, podendo ser visto como algo de utilidade e que pode trazer benefícios para o homem.

Ainda nas pesquisas de Alencar (2005): o momento que a reciclagem surgiu foi tido como uma solução para amenizar o problema do lixo no ambiente. Para tanto, ela veio ajudar bastante os problemas acarretados pela grande quantidade de lixo jogada e amontoados em locais impróprios. Observamos assim que o único propósito da reciclagem é buscar soluções para a problemática do lixo e bem estar da população. Na atualidade, a reciclagem vem crescendo muito nos Países de Primeiro Mundo, enquanto que nos países menos desenvolvidos vem sendo realizada de forma irracional, rudimentar e desorganizada.

O trabalho de Barros (2012) mostra que a reciclagem do papel é feita na reinserção deste material em sua forma pré-consumo ou pós-consumo, mais uma vez em seu processo produtivo. Já o plástico é visto como um produto de alta

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relevância devido o mesmo ser derivado de petróleo. Enquanto que as embalagens Tetra-Park são mais utilizadas no mercado devido conservar por mais tempo os alimentos, no entanto, essas embalagens tornam-se um problema no âmbito da gestão dos resíduos sólidos devido possuírem camadas de diferentes materiais (quadro 01), o que dificulta bastante a recuperação e reciclagem de cada componente deste material.

Após esclarecer de várias formas que a reciclagem é de grande importância, pois a matéria-prima dos materiais consomem bastante os recursos naturais que são esgotáveis e demoram muito tempo para se decompuser na natureza, segue um quadro abaixo com algumas informações necessárias sobre alguns materiais:

Quadro 01 – Características dos principais materiais recicláveis

MATERIAL PRESERVAÇÃO DECOMPOSIÇÃO

Lata de alumínio 5.000 kg de minério 100 a 500 anos Garrafa PET Milhares litros de petróleo 200 a 450 anos Embalagem Longa-vida Corte 20 árvores 1 a 3 meses Papel branco Corte 20 árvores 1 a 3 meses

Papelão Corte 20 árvores 1 a 3 meses

Vidro incolor 1.300 kg areia 4000 anos

Fonte: Departamento de Limpeza Urbana (LIMPURB), Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Urbana (ABRELPE), Instituto Pólis e Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE).

De acordo com o Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) foi realizada dois levantamentos comparativos com os dados do Brasil e outros países do mundo, os Estados Unidos no ano de 2001 era a nação que mais gerava resíduos sólidos urbanos (RSU) por habitante e não se destaca no ranking dos que mais reciclam, com exceção apenas dos resíduos orgânicos (59,3%), possivelmente esse quadro não deve ter mudado muito nos últimos anos. Enquanto os países como Alemanha, Suécia, Reino Unido, Itália e França reduzirem a destinação dos resíduos para incineração ou para aterros e aderiram mais a participação na reciclagem. (NALINI, 2008).

Ainda nas palavras de Nalini 2008, a reciclagem envolve de maneira indissociável fatores econômicos, sociais e ambientais. Segundo o Programa Brasileiro de Reciclagem (PBR) tem como objetivo promover a reciclagem de embalagens e desenvolver mecanismos para sua expansão, aumentando assim os índices já atingidos no Brasil.

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No país existem unidades industriais com condições para reciclar vários tipos de produtos, como também, empresas transformadoras de matéria-prima, recicladores, fabricantes de embalagens e recuperadores. Há tipos de resíduos que não são passíveis de reciclagem, como: lâmpadas fluorescentes, porcelanas, papel higiênico, papel celofane, fraudas descartáveis, absorventes, filtros de ar de veículos, pilhas (ALENCAR, 2005).

2.5 LEGISLAÇÃO

Foi um marco para legislação ambiental no Brasil a incorporação da questão ambiental ter sido acrescentada na Constituição Brasileira, pois até 30 anos atrás não existia sua implantação e a mesma ocorreu de forma rápida (SILVA, 2012). Segundo o autor, a legislação dos resíduos sólidos apresenta soluções específicas para o tratamento e destinação dos mesmos, como também, estabelece normas e critérios de licenciamento das atividades com potencial de poluição, realiza ainda pesquisas com alternativas das consequências ambientais de projetos privados ou públicos.

Durante os 20 anos de discussão no Congresso Nacional para aprovação do Plano Nacional dos Resíduos Sólidos – PNRS, teve como consequência um forte envolvimento entre as três esferas: nacional, estadual e municipal, como também o setor produtivo na busca por melhores soluções para a problemática do lixo, abrangendo e comprometendo a qualidade de vida das pessoas (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2012).

Finalmente, em 02/08/2010 foi aprovado o Plano Nacional dos resíduos Sólidos – PNRS- sendo um dos objetivos fundamentais a Lei 12.305:

A ordem de prioridade para a gestão dos resíduos, que deixa de ser voluntária e passa a ser obrigatória: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Como também, a Lei estabelece a diferença entre o resíduo e o rejeito: resíduos devem ser reaproveitados e reciclados e apenas os rejeitos devem ter disposição final. (Ministério do Meio Ambiente, p. 23).

Ainda de acordo com a Lei supracitada, é obrigatório implementar e estruturar o sistema de logística reversa, almejando retorno dos produtos após o uso pelo consumidor. Isso, para os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes

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de: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e embalagens; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletrônicos e seus componentes (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2012).

Como também, os geradores ou operadores de produtos perigosos são obrigados por lei a comprovar capacidade econômica e técnica para exercer essa atividade através de inscrição no Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos. Os mesmos deverão elaborar um plano de gerenciamento de resíduos perigosos, submetendo-o aos órgãos competentes (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2012).

É fato a importância em ressaltar a ênfase dada ao planejamento em todas as esferas, do nacional ao local, como também, ao planejamento do gerenciamento de determinados resíduos. Outro fato que merece destaque é a Responsabilidade Compartilhada que faz dos fabricantes, consumidores, importadores, comerciantes, distribuidores e titulares de serviços públicos de limpeza urbana, e de manejo de resíduos sólidos, responsáveis pelo ciclo de vida dos resíduos. (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2012).

Ressaltando mais uma vez que todos têm responsabilidades, o poder público deve apresentar planos para o manejo adequado dos resíduos sólidos, às empresas, cabe o recolhimento dos produtos após o uso, enquanto que a sociedade compete participar dos programas de coleta seletiva, separando os resíduos adequadamente e de forma diferenciada por tipo, como também, adquirir mudanças de hábitos para reduzir o consumo e a consequente geração dos RS (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2012).

3 ÁREA DE ESTUDO

A área de estudo (figura 01) encontra-se localizada na zona urbana da cidade de Caicó no Rio Grande do Norte, município este localizado na microrregião do Seridó Ocidental e mesorregião central do estado, a 260 km da capital Natal-RN. Limita-se com os municípios de Jucurutu (norte), São João do Sabugi (sul), Florânia, Cruzeta, São José do Seridó, Jardim do Seridó e Ouro Branco (leste) e Serra Negra

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do Norte, Timbaúba dos Batistas, São Fernando e Jardim de Piranhas (oeste), próximo à divisa com o estado da Paraíba. De coordenadas 06°27’28,8” de latitude sul e 37°05’52,8” de longitude oeste, possui uma área territorial de 1.228,57 km² e sua sede tem altitude média de 151m (IBGE, 2010).

Figura 01 – Mapa de Localização do CERES - Caicó-RN.

Fonte: Elaborado por Jucielho Pedro da Silva, 2016.

Enquadrando-se na zona climática 7, caracterizada por clima quente e seco e de acordo com o perfil do município o clima é muito quente e semiárido, por esse motivo a presença de vegetação no campus é de extrema importância do ponto de vista bioclimático, pois contribui para o aumento de umidificação do ar, o controle de temperaturas, o sombreamento, os direcionamentos dos ventos e a filtração do ar (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2014).

Na porção norte noroeste da área do CERES existe uma importante reserva de vegetação constituída por espécies nativas, sendo essas resistentes a períodos sem chuvas, evento esse muito comum no Seridó, enquanto que nos períodos chuvosos essa vegetação se amplia consideravelmente. As demais áreas de vegetação são esparsas, são árvores de médio porte que promovem sombreamento

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para os usuários do Campus (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2014).

No tocante ao contexto histórico do CERES sabe-se que a primeira tentativa de criação da sua sede aconteceu no ano de 1977, a partir da Resolução 59/77- CONSUNI, de 21/12/1977. Entretanto, o CERES só adquiriu sede própria no ano de 1979, quando foi inaugurado o primeiro bloco, esse com apenas dez salas de aula. Consequentemente, foi anunciada a construção de mais dois blocos de sala de aula, formando assim, vinte salas de aula, além do prédio da coordenadoria do Centro. Nesse tempo, funcionavam os cursos de Administração, Geografia, História, Letras, Ciências Contábeis, Matemática e Pedagogia (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2014).

Já o título de Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) só foi criado por meio da Resolução n° 004/95-CONSUNI, de 28/04/1995, para uma melhor organização da instituição foi criados os Departamentos Acadêmicos de Ciências Exatas e Aplicadas e os de Estudos Educacionais e Sociais no campus de Caicó; enquanto que os de Ciências Sociais e Humanas ficaram no polo de Currais Novos (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2014).

Nessa vertente, o campus de Caicó sediava o curso de Licenciaturas em História, Matemática, Pedagogia e Geografia e o de Bacharelado em Ciências Contábeis, enquanto que os cursos de Letras e Administração passaram a funcionar apenas no polo de Currais Novos. Mais uma conquista significativa para o CERES foi a implantação do curso de Direito, com base na Resolução n°052/97 - CONSEPE, de 01/07/1997 (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2014).

No ano de 2008, foram criados os cursos de Bacharelados em Geografia, História e Sistemas de Informações no CERES. Na questão de Educação à distância o CERES de Caicó oferece os cursos de licenciatura em Letras, Geografia, Biologia, Matemática, Pedagogia e Química e o bacharelado em Administração Pública (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, 2014).

Após relatar sobre a localização, aspectos naturais e contexto histórico do CERES, o mapa de n° 02 mostra a expansão desde sua fundação até os dias atuais:

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Figura 02 – Mapa de expansão do CERES - Caicó- RN

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3.1 LEVANTAMENTO DE DADOS

A metodologia utilizada na pesquisa foi de natureza exploratória com a finalidade de obter dados quanti-qualitativos sobre a geração de resíduos sólidos no Centro de Ensino Superior do Seridó-CERES.

Para o desenvolvimento dessa pesquisa, foi feito um levantamento bibliográfico constituído principalmente de livros, teses, dissertações, artigos científicos e monografias com temas relacionados aos resíduos sólidos e sua destinação final. No tocante a coleta de dados, foi realizada uma entrevista com o Assessor Administrativo do CERES, o senhor José Alexandre Pereira. Para realização da pesquisa, as perguntas da entrevista foram estruturadas em seis campos, o primeiro descrevendo quais os tipos de materiais produzidos no CERES, o segundo quais as formas de acondicionamento, o terceiro como é realizada atualmente a destinação desses resíduos, a quarta indaga qual o período da coleta para a destinação final, a quinta para saber quais as dificuldades encontradas pela Universidade para destinação dos resíduos da logística reversa, e por fim quais os benefícios adquiridos com a destinação final adequada dos resíduos.

Para uma melhor compreensão das questões que envolvem o Campus Universitário e seus usuários, foram aplicadas 10 entrevistas com os usuários do CERES para adquirir informações específicas. Foram produzidos registros fotográficos derivados de visitas técnicas para observação do comportamento dos seus usuários in loco. Como também, para a elaboração do mapa foi utilizado imagens de satélite do Google Earth Pro, georreferencidas e vetorizadas no ArcGis 10.3 licença acadêmica.

3.2 IDENTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS PRODUZIDOS NO CERES

O diagnóstico dos resíduos produzidos no CERES (caracterização qualitativa e sua classificação) mostra que são gerados cerca de cinco tipos de resíduos, dentre eles, apenas um tipo que se enquadra na posição de rejeito que são papel higiênico e guardanapos, ou seja, não possui aproveitamento após descarte, sendo assim, a coleta do rejeito é de responsabilidade exclusiva do município.

O quadro 02 mostra uma descrição de cada tipo de resíduo produzido no CERES. Salientando que foi coletado as amostras no período de 03 (três) dias no

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início das férias e os resíduos foram separados por tipo pelos funcionários do setor de limpeza do Campus.

Quadro 02 – Resíduos produzidos no CERES.

Resíduos produzidos no CERES

Resíduos Classificação Peso

Papel Não inerte 14,400 KG

Papelão Não inerte 18,200 KG

Isopor Não inerte 2,000 KG

Plástico Não inerte 9,700 KG

Rejeito Não inerte 9,800 KG

Fonte: Elaborado pelo autor.

Salientando que também são gerados resíduos com logística reversa obrigatória como pilhas, baterias, lâmpadas e materiais de informática, sendo esses guardados no almoxarifado e no setor de patrimônio do CERES e em seguida, são encaminhados para o Campus Central da UFRN em Natal onde é dado um destino adequado a esses resíduos.

3.3 ANÁLISE DE COMO SÃO ACONDICIONADOS OS RESÍDUOS E SUA DESTINAÇÃO FINAL

A análise de como são acondicionados os resíduos sólidos do CERES foi verificado a partir de visitas e registros fotográficos que indicam que não existe uma separação prévia dos resíduos, existe as lixeiras com as normas estabelecidas pela Resolução CONAMA n° 275 de 25 de Abril de 2001, que estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos a serem depositados, mas os usuários do CERES não adquiriram ainda esse hábito, ocasionando assim que os resíduos sejam misturados e isso dificulta o trabalho dos catadores no momento da coleta. Na Figura 03, observamos os resíduos depositados de forma misturada e na lixeira incorreta, uma vez que a cor amarela corresponde ao metal.

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Figura 03 – Resíduos misturados.

Fonte: Acervo do autor.

No tocante a coleta, a mesma é feita por catadores de resíduos da (ASCAMARCA) que é a Associação dos Catadores de Resíduos Sólidos da cidade de Caicó-RN, como também, por catadores que trabalham de forma clandestina, no entanto, os resíduos (figura 03) que não são coletados por eles são recolhidos pelo caminhão do lixo do município duas vezes por semana, tendo como destino o aterro controlado da cidade de Caicó.

Figura 04 – Local de disposição dos resíduos.

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Em entrevista realizada com o Assessor Administrativo do CERES, o senhor José Alexandre Pereira, ele relata que existe dificuldade por parte do CERES em dar destinação adequada a esses resíduos, pois não existe treinamento para saber lidar com os diversos tipos de resíduos, e quando indagado sobre a questão dos benefícios adquiridos com a coleta seletiva, o assessor afirma que não está em prática e não existe qualquer convenio com a ASCAMARCA ou qualquer outra instituição que recolha os resíduos, mas que a universidade se preocupa com essa questão e tem interesse em firmar parceria.

Na questão do sistema do esgoto do CERES, o mesmo é lançado para rede geral e ainda recebe esgoto de outras casas do bairro Penedo onde se encontra localizado. Questão essa que mostra que o Campus também tem esse problema ambiental.

3.4 AÇÕES NA ÁREA AMBIENTAL QUE O CERES EXERCE

O Campus universitário em estudo vem passando por adequações nos últimos tempos, muitas dessas adequações são devido à questão da falta de chuva no Seridó, fato esse que castiga bastante sua população. A atual gestão do CERES vem buscando soluções para amenizar os problemas ambientais, tais como, a utilização da água dos aparelhos de ar condicionados, sabendo que quase todas as salas do Campus são climatizadas e esses equipamentos produzem água no momento do seu funcionamento, despertou a ideia de utilizar essa água para regar as plantas, iniciativa essa que vem dando ao Campus uma visão diferente, pois pode assim, aumentar a arborização e manter suas árvores vivas e com um porte considerável, questão essa que seria difícil de manter caso a aguação dessas plantas dependesse da água da CAERN, pois devido à escassez de água, a prioridade é do consumo humano, ficando a preservação das plantas para segundo plano.

A figura 05 mostra o sistema implantado para captar a água do ar condicionado que em seguida é utilizada para regar as plantas do Campus Universitário:

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Figura 05 – Sistema de captação da água dos aparelhos de ar condicionados.

Fonte: Acervo do autor.

Ainda falando sobre as ações mitigadoras que a gestão do CERES vem exercendo, é importante enfatizar que tem sido solicitado a perfuração de poços realizada pelo Exército Brasileiro em busca de águas subterrâneas, evento esse que procura amenizar a questão da falta de água, salientando que uma instituição que abrange um número significativo de pessoas o consumo de água é significativo. A figura 06 mostra a perfuração de um poço realizado pela equipe do Exército do 1° BEC de Caicó.

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Figura 06: Perfuração de poços no CERES.

Fonte: Acervo do autor.

Paralelamente a questão da utilização da água para regar plantas é notável a expansão da arborização do Campus, fato esse que contribui bastante para os benefícios que as plantas trazem ao meio ambiente, como a questão do sombreamento, das áreas abrigadas, do aumento da umidificação do ar, o controle de temperaturas, a captação da poluição do ar, os direcionamentos dos ventos e tantos outros benefícios.

A figura 07 retrata os benefícios que o sistema de captação de água traz e a expansão da arborização servindo de sombreamento aos usuários do Campus.

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Figura 07: Área de estacionamento com plantas regadas pelo sistema de captação da água dos aparelhos de ar condicionados.

Fonte: Acervo do autor.

Diante das ações expostas, as entrevistas semiestruturadas buscaram completar a visão também dos usuários do CERES, onde 10 (dez) pessoas entre alunos, professores e funcionários do campus foram entrevistados sobre algumas questões relacionadas aos resíduos sólidos e sua percepção ambiental sobre o CERES.

Gráfico 01: Onde você coloca o seu lixo aqui no CERES.

Fonte: Pesquisa direta.

Onde você coloca seu lixo?

Não colocam nas lixeiras adequadas

Colocam nas lixeiras adequadas

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Quando perguntados onde são depositados o lixo que cada usuário produz e se são depositados nas lixeiras adequadas para cada tipo, o gráfico 01 demonstra que cerca de 40% das pessoas dos 10 entrevistados colocam os resíduos nas lixeiras adequadas por tipo, enquanto que 60% das pessoas afirmaram que depositam na primeira lixeira que encontram.

A pergunta de n° 02 da entrevista questionou se os usuários do CERES concordam com o lixão a céu aberto e majoritariamente os 10 entrevistados responderam que não concordam com o lixão a céu aberta.

Gráfico 02: Você tem conhecimento da existência da associação dos resíduos sólidos na cidade de Caicó? Já visitou ou conhece alguém que trabalha lá?

Fonte: Pesquisa direta.

Já o gráfico 02 mostra que 40% dos entrevistados tem o conhecimento da existência da Associação dos catadores de resíduos sólidos em Caicó, já visitaram ou conhecem alguém que trabalha lá, enquanto que 60% dos entrevistados não tinha qualquer conhecimento da existência da associação, nunca visitaram, nem conhecem ninguém que trabalha lá.

A pergunta de número 04 questiona se existe cartaz ou algum tipo de propaganda incentivando os usuários do CERES a fazer a separação adequada do lixo, mas uma vez, os dez entrevistados responderam desconhecer qualquer trabalho relacionado a propagandas ou cartazes incentivando os usuários a separar o lixo gerado.

A pergunta de número 05 indaga se os usuários do CERES participariam de alguma campanha educativa incentivando a coleta seletiva na instituição e 100%

Conhecimento do grupo estudado sobre

a existência da ASCAMARCA?

Tem conhecimento da existência da ASCAMARCA Não tem conhecimento da existência da ASCAMARCA

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dos entrevistados responderam que sim, que participariam de campanhas educativas promovendo a coleta seletiva no CERES.

Gráfico 03: Na sua opinião, qual o maior problema ambiental existente no CERES?

Fonte: Pesquisa direta.

Por último, os entrevistados foram provocados a pensar qual o maior problema ambiental existente no CERES, onde 05 entrevistados responderam que o maior problema na concepção deles é a questão do esgoto e de empate técnico, os outros 05 entrevistados responderam que o maior problema para eles é a questão do lixo ser misturado, não havendo assim uma separação prévia adequada para uma melhor destinação desses resíduos.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A questão da implantação da coleta seletiva de resíduos sólidos é um desafio a ser enfrentado pela atual gestão do CERES, tendo em vista que necessita de um planejamento adequado para que as etapas da coleta sejam todas obedecidas.

Nesta etapa conclusiva, compreende-se que existe uma preocupação por parte dos gestores em dar uma destinação adequada aos resíduos, porém, a falta de recursos por parte de outras instituições que deveriam contribuir para a realização desse evento acaba dificultando o processo de implantação.

Quanto às ações exercidas pela gestão dos CERES no intuito de minimizar os tantos impactos que uma instituição pode trazer ao meio ambiente caso algumas medidas não sejam tomadas, é notável que existem ações adotadas como a

Qual o maior problema ambiental

existente no CERES?

Questão do esgoto

Lixo misturado e sem separação prévia adequada

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utilização da água dos aparelhos de ar condicionado para a regar a arborização do Campus, a captação da água de poços perfurados pelo Exército Brasileiro e a preocupação em manter a instituição sempre limpa.

No tocante as observações feitas in loco, podemos observar que os usuários do CERES tem pouco acesso à informação da importância de depositar os resíduos nas lixeiras adequadas para cada tipo de resíduo, como também, falta informação da existência da associação dos catadores de resíduos sólidos na cidade de Caicó (ASCAMARCA), realidade essa que muda o cenário de um município que tem uma instituição voltada para uma questão tão importante como o recolhimento dos resíduos, onde existem pessoas envolvidas, trabalhando com o propósito de amenizar um dos tantos problemas ambientais que cerca o ser humano. Isso mostra que deveria haver mais mobilizações como campanhas educativas, palestras, oficinas e tantas outras formas de divulgação, sensibilização e motivação para os usuários do Campus Universitário de Caicó.

Dessa forma, foi dada a iniciativa de discutir sobre esse assunto no Campus Universitário, ficando aberta a possibilidade de outras pesquisas aprofundarem os estudos nessa vertente.

Portanto, o presente trabalho buscou contribuir para incentivo dos usuários do CERES e sua gestão sobre a necessidade de um gerenciamento estruturado e para que possa sanar o problema da geração de resíduos sólidos no Centro de Ensino Superior do Seridó-Caicó/RN.

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APÊNDICE

APÊNDICE A: MODELO DA ENTREVISTA APLICADO AO ASSESSOR ADMINISTRATIVO DO CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ – CERES –

NA CIDADE DE CAICÓ-RN

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRAANDE DO NORTE CERES/CAICÓ – DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA

CURSO: GEOGRAFIA

Nome da disciplina: Monografia II

Nome do professor: Dra. Sandra Kelly de Araújo Aluna: Jaqueline de Azevedo Borges Nome do entrevistado: José Alexandre Pereira

Função: Assessor Administrativo do CERES

Referências

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