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EDUCOMUNICAÇÃO E CIDADANIA: TRANSFORMANDO
REALIDADES, CONTEXTOS E SUJEITOS
Andreia de Almeida Marques1
Fernanda Vasques Ferreira2
VIANA, C. E.; ROSA, R.; MACHADO, S. Educomunicação e diversidade: integrando práticas. São Paulo: ABPEducom, 2016. E-book. Disponível em: https://issuu.com/abpeducom/docs/ebook_3_-_integrando_praticas_-_v01. Acesso em 05 de novembro de 2017.
Envio: 13/03/2018 Revisão: 15/03/2018 Aceite: 25/06/2018
O e-book Educomunicação e diversidade: integrando práticas, possui 301 páginas, foi organizado em 23 artigos, que relatam experiências de educomunicação em diferentes realidades. A obra é resultado das ações realizadas pela ABPeducom, oriundos do VI Educom e III EducomSul. O livro foi organizado por Claudemir Viana, Rosane Rosa e Satíra Machado. Os 23 artigos estão divididos em três partes: Educomunicação e Diversidade nos processos
educativos do Ensino Básico; Educomunicação e Diversidade nos processos educativos do Ensino Superior; Educomunicação e Diversidade nos processos de educação em comunidades.
A primeira parte é composta por 11 artigos relacionados à educação básica; a segunda parte composta por 09 artigos, trazendo em comum experiências realizadas no ensino superior; a terceira parte é composta por 03 artigos relacionados às experiências que envolvem o ensino em comunidades.
À educomunicação importa especialmente o fenômeno da interface comunicação/educação, tomando os processos comunicativos com preocupações voltadas aos processos educativos neles envolvidos, bem como voltadas às práticas comunicativas em uso na sociedade. [...]. Entendemos que práticas educomunicativas nos processos educativos podem ocorrer nos diferentes tipos de educação se considerarmos a classificação mais conhecida, isto é, a educação formal, a educação não formal, e a educação informal. Em
1 Graduanda em Publicidade e Propaganda. Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). E-mail:
2 Doutoranda em Comunicação pela Universidade de Brasília. Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB).
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cada um dos tipos de processos educativos, há aspectos particulares de comoa Educomunicação poderia intervir e com que objetivos. (VIANA, 2016, P. 29).
O primeiro artigo Escolas das Águas no Pantanal: uma experiência de valorização da
diversidade cultural e ambiental por meio da educomunicação de autoria de Patrícia Honorato
Zerlotti faz uma reflexão sobre a experiência de educomunicação, realizadas em escolas do município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, utilizando ferramentas de comunicação.
Segundo Zerlotti (apud VIANA 2016) “para os alunos foram oferecidas oficinas de rádio, jornal escolar, fotografia e teatro, onde puderam expressar de diferentes maneiras suas opiniões e conhecimentos”. A escola das Águas é de difícil localização de forma que os professores possuem um regime especial para o melhor desenvolvimento e rendimento do trabalho educativo “[...] precisam morar nas Extensões Escolares durante o período das aulas. Retornam para suas casas, em Corumbá, ao final de cada bimestre e permanecem na cidade por uma ou duas semanas. Nesse período, têm compromissos escolares” (ZERLOTTI apud VIANA 2016, p.39).
Segundo a autora, no início do ano letivo os professores puderam escolher dentre atividades a que melhor correspondesse considerando a realidade ambiental e cultural da comunidade e as peculiaridades dos pantanais. Nesse sentido o Jornal Mural das Aguas foi o escolhido. “[...] 1) foi a ferramenta de comunicação que melhor contribuiu para integração das Extensões Escolares, promovendo a troca de informações e a valorização cultural; 2) houve interesse inicial e crescente dos professores e alunos”. (ZERLOTTI apud VIANA 2016, p.42). As informações publicadas no jornal eram escolhidas pelos alunos, abordavam temas que faziam parte da cultura e da vida da comunidade, a participação dos estudantes estava em todo o processo de criação do jornal. “O veículo promoveu o diálogo e a interação entre aluno-aluno, professor-aluno, professor-professor, aluno-comunidade escola”. (ZERLOTTI apud VIANA 2016, p.47).
O segundo capítulo A Educomunicação na perspectiva do ensino híbrido: um relato de
experimentação e inovação na sala de aula, de autoria de Barbara Endo, Valdenice Minatel e
Verônica Cannatá narra experiências da oficina realizada nos ensinos Fundamental II e Médio do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Segundo Endo, Minatel e Cannatá (apud Viana 2016, p. 52), “A oficina foi concebida no formato híbrido – isto é, há oito anos seu
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funcionamento se dá nos modelos presencial e a distância”. “Os objetivos conceituais da oficina, desde a sua concepção, propiciam ao aluno a autonomia e o protagonismo, obtidos pelo domínio da linguagem da técnica jornalística e pela compreensão da leitura de mundo”. (ENDO, MINATEL E CANNATÁ apud VIANA 2016, p.52).
Para Endo, Minatel e Cannatá (apud Viana 2016, p. 56) “na perspectiva do ensino híbrido, as inovações na sala de aula provêm de uma forma sustentada ou de uma forma disruptiva [...] é preciso romper processos antigos e propor novas estratégias com uma integração verticalizada”.
O jornal escolar para a criação de espaços para o protagonismo juvenil na Escola Estadual Victor Geraldo Simonsen - um relato da experiência do legado jovem é o terceiro
artigo da obra, de autoria de Felipe Schadt. O autor faz o relato de experiências com o
Jornaleiro, projeto do curso de comunicação social dos alunos da Faculdade Campo Limpo
Paulista. “O Jornaleiro precisou entender as realidades escolares presentes na cidade de Campo Limpo Paulista para só depois implantar as experiências que deram certo na Faccamp” (SCHADT apud VIANA 2016, p.66). Segundo Schadt, ao criar ações que modifiquem o espaço escolar, transformando-o em um local onde o jovem deixe de ser mero elemento da educação para se transformar em agente criador, a educomunicação cumpre um papel fundamental.
O quarto artigo IV Festival de Cinema davE.E.M. Santa Catarina, de autoria de Marcélia De Ávilla, Ione Brandalise Biazus e Maria Valésia Silva da Silva, relata a experiência do festival de cinema que aconteceu em quatro edições. Os estudantes escolhiam o tema para a construção do roteiro nas três primeiras edições. “Já o IV Festival apresentou um tema gerador para a produção dos curtas e documentários. O tema escolhido pela maioria dos professores, [...] “Relações de Poder” (ÁVILLA, BIAZUS e SILVA apud VIANA 2016, p.75). Ao término do projeto os estudantes haviam produzido 21 curtas e 40 documentários.
O quinto artigo Metodologias educomunicativas no projeto Digo Não ao Álcool, Sim,
Senhor!, de autoria de Maribel da Costa Dal Bem. Projeto desenvolvido “na Escola Estadual de
Ensino Médio Cilon Rosa, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, com jovens entre 13 a 17 anos que são educandos do 1º ano do Ensino Médio” (BEM apud VIANA 2016, p.82). BEM (apud VIANA 2016, 82) relata que “em uma primeira pesquisa realizada através de diálogo com os educandos, verificou-se que 60% deles possuíam familiares envolvidos com o abuso de álcool”.
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Bem (apud VIANA 2016, 83) mostra que, “a prática de uma metodologia educomunicativa propicia a diversidade de atividades e atrai a atenção dos adolescentes, que constroem o projeto de forma conjunta, humana, criativa e dialógica”. De acordo BEM (apud VIANA 2016), a partir dos textos produzidos na aula de redação, foi confeccionada a cartilha. A capa foi produzida por cada estudante em uma oficina de fanzine. Depois de concluída, a cartilha foi distribuída na comunidade escolar.
O sexto artigo O mundo editado: Um relato de experiência sobre exercícios de ver e de
produção midiática é um relato de experiência, de autoria de Juliana Pádua Silva Medeiros, que
discorre sobre um projeto de investigação que está em andamento no Ensino Médio (Colégio São Domingos) e cuja proposta é promover a leitura crítica dos meios de comunicação e a produção de bens midiáticos.Segundo Medeiros (apud Viana 2016, p. 102), “[...] os alunos estão sendo convidados a refletir sobre a construção dos sentidos em textos imagéticos, sonoros, audiovisuais e hipermidiáticos a partir de uma pesquisa-ação”. O projeto possibilitou a participação ativa dos alunos no processo ensino aprendizagem, nas leituras e estudos de caso, simulações e confecção de produtos midiáticos que impulsionaram para a formação do pensamento crítico. (MEDEIROS apud VIANA 2016, p. 102).
O sétimo artigo Cinema na grade curricular: Uma experiência educomunicativa dentro
da pedagogia Freinet, de autoria de Saulo de Sousa Silva, é um relato de experiência realizada
no Colégio Santa Felicidade, em Jundiaí, São Paulo. Silva (apud Viana 2016), fala sobre a abertura que o Colégio deu para as ações educomunicativas no início de 2015. Mostra como a mudança da metodologia do ensino contribuiu para o raciocino crítico dos estudantes. “Com a utilização de novas tecnologias da informação e comunicação (TICS), procuramos empoderar os alunos para que por si próprios compreendam as fórmulas e representações midiáticas e possam produzir novos conteúdos” (SILVA apud VIANA 2016, p.111).
O oitavo artigo Rádio Escola CETN: Uma ferramenta pedagógica e interdisciplinar de
aprendizagem midiática”, de autoria de Janaína da Silva Marinho relatou o processo inicial de
construção de uma rádio escolar, e o desenvolvimento de suas atividades, a partir de um projeto desenvolvido no Colégio Estadual Tancredo Neves, localizado na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Esse projeto mostra a importância dos espaços educativos atuarem na realidade de desenvolvimento da sociedade, e utilize dos recursos tecnológicos e midiáticos na construção do saber.
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O nono artigo Projeto de mídias escolares: Rádio Morro da Cruz, cruzando linguagens, de autoria de Jossiane Boyen Bitencourt traz o relato de um projeto iniciado em 2013, com as turmas do 6º ano, cujo objetivo foi trabalhar com as diferentes linguagens de comunicação e com equipamentos midiáticos. Para Bitencourt (apud VIANA 2016, p.129), “as mídias são aproveitadas como mediação na construção da cidadania, da qualificação das relações e na produção do conhecimento, fazendo fluir melhor a comunicação no interior da escola”.
No décimo artigo da primeira parte do livro, Márcia Koffermann apresenta a prática educativa transversal no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) a partir de 2002. A
educomunicação nas escolas salesianas do Brasil: A experiência da Semana da Cidadania em Rio do Sul, Santa Catarina” mostra a realização de estudos que implanta a educomunicação nas
escolas salesianas e cria a revista bimestral Educomunicação.
O artigo A escola contemporânea e o diálogo com a geração Z: Estudo de caso de
educomunicação no Ensino Médio do Colégio Israelita Brasileiro, de autoria de Fernando Zatz
e André Rodrigues Iribure é o último trabalho que integra a primeira parte do livro e tem como objetivo investigar a inter-relação entre Comunicação e Educação no contexto escolar de ensino médio. Os autores apontam a importância de estimular a curiosidade e a participação dos educandos por meio daquilo que valorizam, para que se sintam estimulados tanto aos processos de ensino-aprendizagem quanto ao ambiente escolar.
Na segunda parte do e-book, “Educomunicação e Diversidade nos processos educativos do Ensino Superior”, o artigo Campanhas educativas no rádio: as vivências de uma oficina
educomunicativa no sertão cearense, de autoria de Roberta Cavalcante de França, Italo de
Oliveira Santos, Marco Leonel Fukuda, Andrea Pinheiro Paiva Cavalcante e Cátia Luzia Oliveira da Silva. Os autores fazem o relato das “Campanhas Educativas no Rádio”, promovida pela disciplina de Educomunicação, ofertada no Bacharelado em Sistemas e Mídias Digitais (SMD), da Universidade Federal do Ceará (UFC), no primeiro semestre de 2015. Segundo França et al. (apud VIANA 2016, p.170) “a educomunicação tem a intenção de contribuir com uma formação mais crítica, mais humanista e mais comprometida com as demandas sociais”.
O artigo Readequar, disponibilizar e ampliar o acervo do Núcleo de Comunicação e Educação – NACE- NCE ECA/USP, na Licenciatura em Educomunicação: Experiências de Intervenção Educomunicativa em Pesquisa com o “Caça aos Tesouros do NCE”, de autoria de Carlos Alberto Maffei Filho e Claudemir Edson Viana, promove maior diálogo com o curso,
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de maneira que trabalhos das disciplinas da graduação tornem-se parte do acervo e fonte de inspiração e conhecimento epistemológico em Educomunicação”. O Caça ao Tesouro é um jogo que visa abrir o espaço e o acervo deste Núcleo para a investigação pelos alunos da licenciatura em Educomunicação.
O HQ em Sala de Aula de autoria de Luiz Miguel Lisboa Machado é um relato sobe o uso da tecnologia na criação de histórias em quadrinho para ser utilizada nas diversas disciplinas. Segundo Machado, as atividades com quadrinhos também auxiliam e desenvolvem a leitura e escrita, de uma forma lúdica e prazerosa.
O artigo Educomunicação como metodologia para resgate da memória de autoria de Marcelo Mauricio Miranda faz o relato das atividades desenvolvidas por estudantes da disciplina de Comunicação Cultura e Educação do curso de Pedagogia da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), unidade Barbacena a partir da realização de atividade educomunicativa na produção de documentários sobre personalidades da cidade, esquecidas, ao longo dos anos, pelos próprios barbacenenses.
Plataformas de Educação Virtual: Dois Diferentes Contextos de Interação, de autoria
de Arlete dos Santos Petry e Vanice dos Santos é um relato que aborda o uso da de plataforma virtual a serviço do ensino aprendizagem. A metodologia de pesquisa utilizada foi a observação participante e o registro de todas as intervenções nas duas plataformas.
O artigo Educomunicação e Filosofia: uma experiência de jornal mural temático como
prática educomunicativa na formação inicial de professores, de autoria de Maria José Netto
Andrade traz relatos dos estudos desenvolvidos por um grupo interdisciplinar de estudantes do curso de Comunicação e Jornalismo em 2013, sendo ampliado em 2014 com a participação de bolsistas do Pibid de História. “[...] socializa, de forma sucinta, a experiência de construção coletiva de um jornal mural temático e sua importância na formação docente dos estudantes de Filosofia, participantes do PIBID da Universidade Federal de São João del-Rei”. (ANDRADE apud VIANA 2016, p.224).
O artigo Heróis e educadores: duas oficinas educomunicativas desconstruindo
estereótipos, de autoria de Marciel A. Consani e Natália Sierpinski relata a realização de
oficinas pelo curso de Licenciatura em Educomunicação em 2013 e 2014. Foi utilizada a linguagem da história em quadrinho uma oficina voltada aos professores e outra aos estudantes. “[...] a importância das HQs, enquanto objeto de estudo da Educomunicação, deriva do fato de
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que elas, longe de serem apenas formas de entretenimento, pertencem ao universo midiático da comunicação contemporânea [...]”. (CONSANI e SIERPINSKI apud VIANA 2016, p. 237). Consani e Sierpinski (apud VIANA 2016) narram como foi interessante o envolvimento provocado pelas oficinas e destacam a escolha das mídias impressas em ambas as oficinas, pois consideraram os suportes midiáticos pré-existentes que faz jus à tradição da leitura mais crítica da mídia.
O Uso da Tecnologia MidiáticaI (blog) em Curso de Administração em uma Instituição de Ensino Superior em Guarulhos, de autoria de Robson Soares Costa, que relata a experiência
em desenvolvimento em sala de aula com a utilização de uma tecnologia midiática, Blog, em algumas disciplinas de curso de Graduação em Administração em uma IES em Guarulhos. O autor explica que “nos dias atuais, encontramos várias mídias que viabilizam a comunicação, porém o que vai agregar maior peso a essas tecnologias são a interação e a colaboração de cada uma delas” (COSTA apud VIANA 2016, p. 250). Entre os benefícios esse projeto proporcionou uma nova interação entre o professor e o estudante e contribuiu para o aprofundamento do conteúdo da disciplina.
O artigo Processos Editoriais na Escola, de autoria de Maura da Costa e Silva, Raquel Scremin e Rosane Rosa, é resultado de projeto realizado na Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi com alunos do sétimo e oitavo ano do ensino fundamental. O projeto contemplou professores e alunos de escolas públicas por meio de oficinas que possibilitam a troca de saberes e a aquisição de conhecimentos sobre a produção editorial a partir da produção de um livro.
A terceira parte do e-book Educomunicação e diversidade nos processos educativos em
comunidades” apresenta o artigo A voz da e na periferia: as experiências do Blog Mural e do Nós, Mulheres da Periferia, de autoria de Regiany Silva de Freitas e Vagner de Alencar Silva
em que os autores buscaram relatar a experiência do Blog Mural e o coletivo Nós, Mulheres da Periferia e a contribuição desses produtos para a representação da periferia e da questão de gênero
Do cotidiano à redação: o processo educomunicativo na produção de pautas da Revista Se Liga, de autoria de Eveline Teixeira Baptistella e Antonia Alves Pereira é um projeto de
extensão do Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Mato Grosso, Campus Alto Araguaia. Baptistella e Pereira (apud VIANA 2016, p.288) ressaltam “enquanto paradigma de
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atuação, a Educomunicação proporciona a criação de um ambiente acolhedor que se pauta no diálogo e na aceitação das vozes de todos os atores sociais envolvidos na ação”.
Um clique, dois cliques, três cliques: o uso de telefones celulares como proposta educomunicativa com jovens de comunidade popular, de autoria de Romulo Tondo relata o uso
da tecnologia para a produção do conhecimento com o foco no uso do telefone celular e na captação de imagens. O projeto foi desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria – RS, sob orientação da professora doutora Sandra Rubia da Silva, com os jovens moradores do Bairro Jardim Aurora, zona oeste de Santa Maria, em que os participantes da oficina refletiram sobre a mídia, a vida na escola e no ambiente comunitário, além de produzir imagens que estivessem interligadas à comunidade, captadas por meio de fragmentos da realidade comunitária.
O e-book é formado por um conjunto de artigos que trazem a importância da prática educomunicativa no processo de ensino aprendizagem. Nesse processo todos os atores são valorizados: pais, professores, estudantes e a comunidade sob a ótica da construção e do fortalecimento da cidadania. Importante ressaltar que as experiências contemplaram as diversas faixas etárias: crianças, jovens e adultos.