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Gerenciamento de evasão dos discentes em uma instituição de ensino superior do vale do paraíba / Event management of discents in a higher education institution in the paraíba valley

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Academic year: 2020

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Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p.45786-45802 jul. 2020. ISSN 2525-8761

Gerenciamento de evasão dos discentes em uma instituição de ensino superior

do Vale do Paraíba

Event management of discents in a higher education institution in the Paraíba

Valley

DOI:10.34117/bjdv6n7-270

Recebimento dos originais: 03/06/2020 Aceitação para publicação: 13/07/2020

Claudio Alberto Langui

Graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Bauru – UNESP Afiliação Institucional: Professor na Faculdade de Tecnologia de Taubaté – FATEC

Endereço: Av. Tomé Portes Del Rey, 525, Vila São José, Taubaté – S.P, Brasil. E-mail: [email protected]

Érica Josiane Coelho Gouvêa

Doutora em Computação Aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE-S.J.C Afiliação Institucional: Professora na Universidade de Taubaté – UNITAU

Endereço: Rua Daniel Daneli, s/n, Jardim Morumbi, Campus da Juta, Taubaté – S.P, Brasil. E-mail: [email protected]

RESUMO

Este artigo é um estudo de caso em uma Instituição de Ensino Superior (IES), aqui tratada como uma empresa de gestão educacional, que busca a excelência na aplicação do ensino. O objetivo do trabalho é identificar quais as causas que estão influenciando os índices de evasão dos discentes, e através desta identificação executar uma gestão de implantação de ações para os discentes que apresentam tais dificuldades. São utilizadas ferramentas de gestão encontradas no ambiente das empresas para análise dos dados e verificação do processo de produção educacional, identificando as e propondo melhorias para a instituição e discentes. O processo de produção educacional em estudo apresenta a análise de dois cursos superiores de tecnologias: Eletrônica Automotiva e Análise de Desenvolvimento de Sistemas. As vantagens iniciais desses cursos é que atualmente estão com alta demanda no vestibular, dentro da cidade de Taubaté.

Palavras-Chave: Evasão de Discente, Instituição de Ensino Superior, Curso de Nivelamento.

ABSTRACT

This article is a case study in a Higher Education Institution (HEI), treated here as an educational management company, which seeks excellence in the application of teaching. The objective of the work is to identify the causes that are influencing the dropout rates of students, and through this identification to perform a management of the implementation of actions for students who have such difficulties. Management tools found in the companies' environment are used for data analysis and verification of the educational production process, identifying and proposing improvements for the institution and students. The educational production process under study presents the analysis of two higher technology courses: Automotive Electronics and Systems Development Analysis. The initial advantages of these courses are that they are currently in high demand in the entrance exam, within the city of Taubaté.

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Keywords: Student Evasion, Higher Education Institution, Leveling Course.

1 INTRODUÇÂO

O gerenciamento de disciplinas em que os discentes estão com dificuldades contribui para um mapeamento da situação educacional da universidade, fator importante para integração das informações e ações a fim de buscar a excelência no ensino, além de possibilitar uma possível redução da evasão escolar. Este levantamento propicia uma maior precisão das informações recebidas dentro da cadeia estudantil, minimizando a propagação de erros de comunicações dentro da cadeia institucional.

Quando as IES passam a se preocupar com seus discentes, gera um ambiente de apoio educacional na geração de conhecimentos e os discentes sentem que estão sendo bem acolhidos, logo, a situação da evasão começa a ser revertida.

Outro grande fator é a percepção inicial dos discentes, quando conseguem serem aprovados no vestibular da Instituição, o nível motivacional no início é grande, mas quando os discentes começam a sentir as dificuldades no decorrer inicial dos cursos e alguns resultados desanimadores nas primeiras avaliações, os mesmos passam a repensar a continuidade dos cursos, agravando gradativamente o quadro com as perdas de discentes e consequentemente uma redução de formandos, com a eminencia no fechamento gradativo dos cursos em grade educacional.

Atualmente, o índice de evasão é um dos indicadores que retratam o interesse dos discentes, perante os anseios de crescimento profissionais. Existem diversas circunstâncias que podem afetar o cliente final (discente), que será levantado ao decorrer da pesquisa: seja um emprego novo, mudança de turno no emprego, demissão, perda da motivação causada por um desconforto com o quadro de colaboradores (docentes), dificuldade de aprendizagem, base educacional, motivos particulares, dentre outros. Todas essas circunstâncias são itens que as IES necessitam conhecer para que sejam antecipadas ações de suporte aos discentes, com a finalidade de mostrar a preocupação da empresa (Instituição) com a eminência da evasão do cliente final (discente).

Para buscar informações junto ao cliente final foi elaborado o VOC (Voice of the Customer) onde foram verificadas quais as expectativas do cliente em relação à empresa de produção educacional. Analisou-se que o cliente final espera adquirir conhecimentos diferenciados visando o sucesso no emprego, seja novo ou velho, obtendo uma melhor remuneração e ainda o desenvolvimento de empreender, conforme apresenta a Figura 1.

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Figura 1 - Histórico da Voz do Cliente (Discentes).

Fonte: Autor

Na etapa seguinte, foi elaborado o SIPOC (Supplier, Input, Process, Outputs, Customer) que é uma ferramenta para mapear os processos que ajudam a identificar os pontos relevantes para avaliação. Este formulário ajuda a criar uma visão macro dos processos, definindo onde começa e onde terminam, e destacam os pontos de coletas de dados, ajudando a enxergar os possíveis pontos de melhorias (Praveen, 2012).

A Figura 2 apresenta os principais fornecedores, matérias primas e clientes da empresa (Instituição).

Figura 2 – SIPOC do Projeto

Fonte: Praveen (2012). Adaptado 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18

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2 CORPO DO TRABALHO

2.1 MÉTODOS

Com o intuito de reduzir a evasão, a IES está implantando medidas preventivas, os quais estão sendo monitoradas para validação do processo.

A Instituição aqui analisada executa propagandas em todos meios de comunicações com a finalidade de aumentar a demanda pela procura do vestibular. Neste caso, os possíveis clientes finais (discentes) se sentem que estão se inscrevendo em uma instituição de ensino que busca o aprimoramento profissional de seus clientes.

Por sua vez, o cliente final somente se inscreve no vestibular se sentir que o curso agregará um conhecimento profissional ou o mercado possuir uma demanda de mão obra para os profissionais específicos, ou ainda se a Instituição possuir um renome no mercado das empresas.

O anseio dos discentes é buscar o conhecimento e muitos possuem a intenção de melhorar seus salários perante a empresa onde trabalham; mudar de emprego agregando valor ao profissional, e muitas vezes melhorar o seu “Curriculum” para que consigam um estágio ou emprego na área que está a se formar.

A busca pela excelência educacional trás para a instituição a venda de sua marca, melhores investimentos em materiais didáticos, desenvolve e refina os conhecimentos do seu corpo técnico e mantém uma demanda maior pelo ingresso na instituição de ensino superior. Quando a demanda aumenta, o grau educacional dos estudantes são maiores, pois os estudantes precisam se preparar com maior esforço, o que trás bons resultados de aproveitamento escolar dentro da instituição e o indicador de evasão é reduzido.

Conforme o Sistema de Gestão da Qualidade (NBR ISO 9000), itens relacionados à melhoria continua (Item 3.2.13 – NBR ISO 9000), possuem dois tipos de ações que são utilizados dentro do controle de evasão:

- Ação Preventiva (Item 3.6.4– NBR ISO 9000): ação para prevenir a ocorrência de uma potencial não conformidade (evasão).

- Ação Corretiva (Item 3.6.5– NBR ISO 9000): ação para eliminar a causa de uma potencial não conformidade (evasão).

Neste trabalho, destacam-se dois tipos de controles de evasão, conforme apresenta a Figura 3.

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Figura 3 – Processos de Controle de Evasão

Fonte: NBR ISO 9000 Adaptado

A instituição deve padronizar um índice de nível de serviço, lincando a este índice o número mínimo aceitável de evasão do cliente final. E como segurança, a instituição deve aumentar o controle sobre este indicador de qualidade.

Sabe-se que uma variação na qualidade dos serviços ofertados dentro da instituição para o cliente final causará uma flutuação da demanda de discentes, o que refletirá consequentemente no aumento do número da evasão, perdendo o nível de serviço e o grau de importância do cliente final para com a instituição.

Este comportamento muitas vezes não refletirá á real importância dos cursos nas demandas de mercado, a visão momentânea do discente em referencia ao nível de aprendizado causará frustação e a importância daquele curso para o crescimento profissional do discente é massacrada pela desmotivação e consequentemente pelo aumento da evasão.

Dessa forma, o monitoramento das causas da evasão é um ponto crucial para a instituição, pois conhecendo estas causas a equipe gestora poderá lançar ações para sanar os problemas identificáveis e controláveis pela instituição.

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Figura 4 – Fluxograma das Fases do Processo de Controle de Evasão.

Fonte: Autor

Um dos meios lançados pela instituição para obter informações dos discentes é a utilização da técnica de controle de produção adaptada ao meio educacional existente, este método é chamado dentro das empresas de “Kanban”.

O “Kanban” é um termo que originou da cultura japonesa e significa literalmente "cartão" ou "sinalização". Este é um procedimento relacionado com a utilização de cartões para indicação do andamento e controle dos fluxos de produção em empresas de fabricação em série, (Pereira e Longhi, 2016, pg.844).

O Kanban foi inventado por Taiichi Ohno em 1953 e significa “cartão visual”. Ele normalmente é colocado em um envelope retangular de vinil. Ohno o descreve como um nervo autonômico na linha de produção. (Santana, 2018, pg.25).

Na década de 50, não existiam softwares e ainda sim a Toyota conseguia operar com maestria sua produção. Com o uso desses simples cartões consegue-se gerenciar uma fábrica inteira sem a necessidade de complexos sistemas de computação. Taiichi Ohno ainda destaca que, com o Kanban, os funcionários trabalham por eles mesmos, sem a necessidade de receberem instruções sobre o que deve ser feito constantemente. (LEANIT, s.d.)

A instituição baseou-se nesta técnica adaptando ao seu controle de evasão o procedimento informativo dos sinais motivacionais dos discentes:

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Figura 5 – Fluxograma das Fases do Kanban Educacional

Fonte: Autor

O Kanban Educacional, elaborado pela instituição serve para identificação destes sinais motivacionais utilizando as cores dos cartões como alerta ao controle de evasão, para todos os professores e coordenadores que estão em contato com alunos e o quadro do Kanban, dentro da sala de aula de seus respectivos semestres e cursos.

Cada discente possui um envelope plástico com seu nome e dentro dele, temos três cartões que segue com o aluno desde o primeiro semestre até o término do curso, fixado em quadros dentro da sala de aula.

Cada envelope plástico possui três cartões de cores: vermelho, amarelo, verde e com fundo pardo, com diversos significados motivacional, movimentado pelos próprios discentes.

Figura 6 – Processo de Identificação do Kanban Educacional.

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Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p.45786-45802 jul. 2020. ISSN 2525-8761 O grau de motivação do discente é diretamente proporcional à satisfação de sair de casa e se deslocar a instituição (muitas vezes de cidades vizinhas) para investir em sua carreira profissional. Como todo cliente, ele analisa: a parte financeira despendida é compatível com seu poder aquisitivo? A parte emocionalmente está em ordem? Como está a absorção de conhecimento novo (formação profissional)? Dentre outros itens importantes para cada tipo de perfil de discente.

Quando o cliente analisa os itens acima e não consegue visualizar a conclusão de seus planos, sem pestanejar, o discente sente-se desorientado e sozinho dentro de uma situação conflitante e desmotivadora. É nesta hora que entra o Kanban Educacional, os professores ou coordenadores da instituição observam as cores dos cartões diariamente no painel, e lança mão dos seguintes procedimentos:

- Cartão Verde: instituição observando o desenvolvimento do discente motivado;

- Cartão Amarelo: instituição inicia o processo de suporte ao discente, através de conversas particulares e ações preventivas de acolhimento e orientação;

- Cartão Vermelho: instituição inicia o processo de orientação ao discente e ações corretivas do processo para que aquela situação não ocorra novamente;

- Fundo Pardo: instituição observa os discentes que não querem expor seus sentimentos motivacionais, estes discentes são acompanhados com mais atenção pelo corpo docente.

O quebra-cabeça da figura é uma adaptação de uma analogia composto por cinco itens que juntos formam o ambiente institucional, onde esta concentrada em projetar um sistema operacional que previne e executa ações para redução de evasão, similar a uma sistema “just in time” (método de aumento de produtividade).

Figura 7 – Processo de Qualidade Total (“Just in Time”).

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Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p.45786-45802 jul. 2020. ISSN 2525-8761 2.2 SEQUÊNCIA DE ANALISE DOS DADOS

Para analise dos dados e execução do gerenciamento de evasão a instituição lançou mão de vários procedimentos internos e utilização de bancos de dados para tabelamento das informações e controle apurado da situação de cada docente perante os cursos.

Primeiramente foram levantados os números totais de discentes que estão matriculados nos Cursos de Eletrônica Automotiva (E.A.) e Analise Desenvolvimento de Sistemas (A.D.S.).

Os dados são apresentados na Tabela 1.

Tabela 1 – Controle de Discentes Matriculados – Início em 2018-1. Alunos 1° Sem. 2° Sem. 3° Sem. 4° Sem. 5° Sem. 6° Sem.

E.A 40 30 26 26 20 23

A.D.S 40 36 35 32 30 30

Fonte: Autor

Com a utilização do banco de dados foi executado um levantamento dos números de discentes em evasão, localizados em seus respectivos semestres para conhecimento de quais semestres são os mais críticos no processo de evasão dos cursos.

Figura 8 – Gráfico de Evasão dos Discentes – Somatório por Semestre

Fonte: Autor

Observar se no gráfico da Figura 8 os números de discentes com maior evasão que está concentrada nos primeiros semestres, evidenciando uma situação critica e uma coincidência de

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50

1° Semestre 2° Semestre 3° Semestre 4° Semestre 5 Sem. 6 Sem.

Docentes: Evadidos de 2018-1 a 2019-2

E.A A.D.S

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Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p.45786-45802 jul. 2020. ISSN 2525-8761 evasão nos dois cursos. Para que tenhamos uma comparação no grau importância entre os semestres à Figura 9 mostra a porcentagem de evasão de cada semestre em relação ao total de evasão de cada curso.

Figura 9 – Gráfico Comparativo de Evasão dos Discentes

Fonte: Autor

Pode-se observar na Figura 9 ao somar as porcentagens dos 1° e 2° semestres de cada curso, obtemos como resultado 46% das evasões para o Curso E.A. e 52% das evasões para o curso A.D.S.

Isto demonstra o grau de importância destes dois semestres, afim do discente conseguir superar os desafios e dificuldades que são impostos para cada um. Em um trabalho de Montmarquette, Mahseredjian e Houle (2001), na avaliação das causas da evasão na Universidade de Montreal, eles discutem que a quantidade de discentes da sala e o tipo de programa da instituição influenciam muito a evasão. É interessante ressaltar que os autores mostram que após os primeiros semestres, quanto maior o desempenho acadêmico, maior a chance do discente permanecer no curso.

Tinto (1993) afirma que a evasão ocorre sobre as influências da sociedade que exercem sobre a vontade dos discentes em ficar na instituição. Em seu estudo, Tinto apresenta a influência de alguns fatores sobre a vontade de evadir: atributos anteriores à entrada na instituição, estrutura familiar, habilidade e escolaridade; a relação entre os objetivos e comprometimento da instituição e dos discentes; relações formais e informais dentro do ambiente institucional, desempenho acadêmico, interação com os colaboradores da instituição, atividades extracurriculares; e, por fim, a integração acadêmica e a integração social que os itens anteriores proporcionam. O estudo reforça a importância da adaptação dos discentes da passagem de uma instituição do ensino médio para outra realidade do

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Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p.45786-45802 jul. 2020. ISSN 2525-8761 ensino superior. Estes conjuntos de fatores levantados mostra a decisão de cada discente em ficar ou não na sua instituição.

Com a intenção de se conhecer os reais motivos da evasão e seguindo com a utilização do “Kanban Educacional”, implementado pela instituição para monitoramento dos discentes durante os semestres, foi interessante observar o andamento de acolhimento dos discentes durante as aulas para alcançar o máximo número de docentes, os quais eram representados pelas suas movimentações de cartões com suas devidas cores nos painéis dentro das salas de aula ao decorrer dos semestres e o interesse da instituição em executar o levantamento dos motivos reais de cada docente sobre a evasão. Durante o processo de acompanhamento foram descobertos diversos problemas motivacionais e observados os fatores atribuídos e citados acima por Tinto (1993), que foram revertidos com a atenção e orientação particular para cada discente. Observa se, com isto, que o discente tem a necessidade de ser visto e acompanhado, sentindo-se como acolhido pela nova instituição escolhida e orientado além da área educacional, muitas vezes nas áreas social e profissional. Este tipo de acolhimento traz a instituição muito mais do que a formação educacional, mas também dá ao discente uma estrutura emocional para vencer seus receios e medos que são obstáculos para seu crescimento pessoal. Os docentes precisam captar estes receios através do painel “kanban educacional” e transformar estes sinais em ações positivas para com os discentes.

As Figuras 10 e 11 descrevem os diversos motivos das evasões de cada discente do Curso E.A., mostrado no decorrer dos semestres no levantamento da pesquisa de 2018-1 a 2019-2.

Figura 10 – Tabela dos Motivos de Evasão dos Discentes – E.A.

Fonte: Autor

Itens Motivos Evasão Motivos Evasão

3 Problema Pessoal 1 Problema Pessoal 6 Trabalho - Mudança de Turno 5 Trabalho - Mudança de Turno 4 Mudança de Área Profissional 2 Mudança de Área Profissional

1 Mudança de Área Profissional 2 Mudança de Área Profissional

2 Problema Pessoal 5 Trabalho - Mudança de Turno

2 Trabalho - Mudança de Turno 2 Problema Pessoal 2 Mudança de Área Profissional 3 Trabalho - Mudança de Turno 2 Trabalho - Mudança de Turno

1 Problema Pessoal

DISCENTES EVADIDOS E.A.

8

9 13

Trabalho - Mudança de Turno 1

2

1 1

Trabalho - Mudança de Turno Mudança de Área Profissional

4

2 2

4

1

Problema Pessoal Trabalho - Mudança de Turno

3° Semestre 4

4° Semestre 2

Trabalho - Mudança de Turno Trabalho - Mudança de Turno Mudança de Área Profissional Mudança de Área Profissional

3 2018-1 2018-2 2 1° Semestre 2° Semestre 5° Semestre 4 5 6° Semestre 3 1 1

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Figura 11 – Tabela dos Motivos de Evasão dos Discentes – E.A.

Fonte: Autor.

As Figuras 12 e 13 descrevem os diversos motivos das evasões de cada discente evadido do Curso A.D.S., mostrado no decorrer dos semestres no levantamento da pesquisa de 2018- a 2019-2.

Figura 12 – Tabela dos Motivos de Evasão dos Discentes – A.D.S.

Fonte: Autor.

Itens Motivos Evasão Motivos Evasão

3 Problema Pessoal 2 Problema Pessoal

5 Trabalho - Mudança de Turno 5 Trabalho - Mudança de Turno 5 Mudança de Cidade 4 Mudança de Área Profissional

1 Problema Pessoal 2 Trabalho - Mudança de Turno 2 Mudança de Área Profissional 1 Mudança de Área Profissional

2 Problema Pessoal 2 Dificuldade em Materias 2 Trabalho - Mudança de Turno 3 Trabalho - Mudança de Turno 2 Mudança de Cidade 2 Mudança de Área Profissional 1 Problema Pessoal

2 Mudança de Cidade 3 Trabalho - Mudança de Turno 3 Mudança de Área Profissional

2 Trabalho - Mudança de Turno 1 Desemprego 1 Mudança de Cidade 3 Trabalho - Mudança de Turno

DISCENTES EVADIDOS E.A. 2019-2 1 2 1 2019-1 1 1 1 13

Mudança de Área Profissional

1

Mudança de Cidade

Trabalho - Mudança de Turno

5 3 Dificuldade em Materias 11 4 9 3 3° Semestre 4° Semestre 9 1° Semestre 2° Semestre 5° Semestre 3

6° Semestre Trabalho - Mudança de Turno

4

1 Trabalho - Mudança de Turno

Itens Motivos Evasão Motivos Evasão

3 Problema Pessoal 1 Trabalho - Mudança de Turno 2 Mudança de Área Profissional

3 Mudança de Área Profissional

1 Problema Pessoal 2 Trabalho - Mudança de Turno

2 Problema Pessoal 1 Trabalho - Mudança de Turno 2 Problema Pessoal 2 Trabalho - Mudança de Turno 1 Trabalho - Mudança de Turno

2 Mudança de Área Profissional

6° Semestre 2 4

5° Semestre 1 3

1 Mudança de Área Profissional 1 Mudança de Área Profissional

1 Desemprego

Mudança de Área Profissional

4° Semestre 2

1 Trabalho - Mudança de Turno

2

3° Semestre 6

3 Mudança de Área Profissional

1 1

2 Dificuldade em Materias 2° Semestre 5 2 Trabalho - Mudança de Turno 2

1° Semestre 6 1 1 Trabalho - Mudança de Turno

2018-1 2018-2

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Figura 13 – Tabela dos Motivos de Evasão dos Discentes – A.D.S.

Fonte: Autor.

Para que uma sintetização das informações e maior compreensão dos motivos e seus pesos perante a decisão de evasão, os dados são organizados para analise.

Figura 14 – Somatório dos Motivos de Evasão dos Discentes – E.A.

Fonte: Autor.

Itens Motivos Evasão Motivos Evasão

1 Problema Pessoal 4 Problema Pessoal

3 Trabalho - Mudança de Turno 5 Trabalho - Mudança de Turno 1 Mudança de Área Profissional 2 Mudança de Área Profissional

1 Problema Pessoal 1 Problema Pessoal

3 Trabalho - Mudança de Turno 2 Trabalho - Mudança de Turno 1 Mudança de Cidade 1 Mudança de Área Profissional

1 Mudança de Área Profissional

2 Trabalho - Mudança de Turno 2 Mudança de Cidade

DISCENTES EVADIDOS - ADS

1 Trabalho - Mudança de Turno 1 Trabalho - Mudança de Turno Trabalho - Mudança de Turno 1

6° Semestre 1 1

5° Semestre 4 1

1 Trabalho - Mudança de Turno 2 Trabalho - Mudança de Turno

1 Problema Pessoal

2 2

1 1 Trabalho - Mudança de Turno 3

4° Semestre

3° Semestre 2 Trabalho - Mudança de Turno

4 2° Semestre 5 1° Semestre 5 11 2019-1 2019-2 0 10 20 30 40 50 60 70

Motivos das Evasões - E.A.

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Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p.45786-45802 jul. 2020. ISSN 2525-8761 Observa-se que as maiores incidências de motivo de evasão no Curso E.A. esta ligada á área profissional (72%), que direciona os discentes para as tomadas de decisões, principalmente devido à subsistência e oportunidades profissionais.

Figura 15 – Porcentagens dos Motivos de Evasão dos Discentes – E.A.

Fonte: Autor.

Seguindo o mesmo principio executado a analise para o Curso A.D.S., o que nos mostrou uma coincidência nos resultados.

Figura 16 – Somatório dos Motivos de Evasão dos Discentes – A.D.S.

Fonte: Autor. 0 5 10 15 20 25 30 35 40

Numeros Evasões - A.D.S.

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Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p.45786-45802 jul. 2020. ISSN 2525-8761 Observa-se que as maiores incidências dentro do motivo de evasão no Curso A.D.S esta ligada á área profissional (71%), uma coincidência de números e motivos comparado com o Curso E.A.

Figura 18 – Porcentagens dos Motivos de Evasão dos Discentes – A.D.S.

Fonte: Autor

Um dos fatores que deixa a instituição em consonância com o aluno é o fato dos motivos de evasões não estarem relacionados, dentro da pesquisa, com os seus procedimentos, programa e posturas dos docentes educacionais, e também não confirmou os itens dos estudos de Montmarquette, Mahseredjian e Houle (2001).

Um exemplo importante é à assistência social ao discente publicado pela Revista Brazilian Journal of Development (Naysa e Thelma, 2020), mostrando a importância deste tipo acolhimento aos discentes, que impactam significativamente nos resultados de redução da evasão.

Esta consonância esta muito relacionada com o acompanhamento da instituição aos seus discentes, dando atenção, orientação e apoio quando surgem as dificuldades. Devido aos cursos superiores possuírem uma duração de 3 anos, concluímos que existirão diversas dificuldades, que exigirão do aluno uma postura motivacional e de solução e quando não encontrar esta solução tentar procurar a instituição como meio de encontrar um caminho e a instituição por sua vez, estar ligada com o desempenho do mesmo.

2.3 RESULTADOS DA PESQUISA E DISCUSSÃO

A pesquisa demonstrou que com a utilização do “Kanban Educacional” levou a instituição de ensino a ter um gerenciamento da evasão de uma maneira mais próxima ao docente e ao mesmo

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Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p.45786-45802 jul. 2020. ISSN 2525-8761 tempo fez com que a classe de aula melhorasse a interação, pois quando um colega de classe observava o painel e visse um cartão amarelo de outro colega, criou um ambiente motivacional de mutua ajuda e inter-relacionado.

Os discentes passaram a perceber uma união maior entre os docentes, com uma distribuição de conhecimento do colega que tinha facilidade de uma matéria para ajudar ao colega que tinha dificuldade.

Um dos pontos fortes foi às ações de prevenção e correção utilizadas para acertar os procedimentos institucionais, o que foi comprovado com o levantamento dos motivos de evasões, pois devido aos relatos dos docentes não foi constatado problemas internos relacionados à mesma.

Pontos a melhorar, conforme a pesquisa são os itens de desemprego e dificuldade com matérias, em torno de 4% de evasão para cada curso, não foram identificados a tempo para tentarem ser sanado com a utilização do “Kanban Educacional”, necessitando ser executadas correções nos procedimentos a fim de melhorar, ainda mais, o acompanhamento pela instituição aos sinais do aluno. Foi concluído que o índice de evasão é influenciado por diversas situações dos discentes e a instituição necessita estar atenta a lançar mão de várias ferramentas de controle para não perder as oportunidades de melhoria e sanar a raiz dos problemas que surgem no decorrer dos cursos da grade educacional.

AGRADECIMENTO

Agradeço a Faculdade de Tecnologia de Taubaté pelo apoio didático com a liberação de dados acadêmicos e pelo aporte financeiro liberado para o projeto.

REFERÊNCIAS

COUTO, Prof. Dr. Ítalo Francisco Couto, "Desistência Escolar nos Cursos de Graduação em

Ensino a Distância: um problema com características brasileiras”, Novembro 2018;

DAVENPORT, T. H., & PRUSAK, L. Conhecimento Empresarial: como as organizações

gerenciam o seu capital intelectual, 10. ed., Rio de Janeiro, Campus, 2003.

HANSEN, M., Nohria, N., & Tierney, T. Qual é a sua estratégia para Gestão do conhecimento?

In Aprendizagem organizacional Harvard Business Review. (pp.61-63), Rio de Janeiro, 2001.

HOFFMANN, I. L.; NUNES, R. C.; MULLER, F. M.; HOFFMANN, D. De La V. “Metodologia

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Figura 2 – SIPOC do Projeto
Figura 6 – Processo de Identificação do Kanban Educacional.
Figura 7 – Processo de Qualidade Total (“Just in Time”).
Figura 8 – Gráfico de Evasão dos Discentes – Somatório por Semestre
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Referências

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