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CORTES E TRATAMENTOS CONVENCIONAIS

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Academic year: 2019

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Depto. Expressão Gráfica

CORTES E TRATAMENTOS CONVENCIONAIS

1. INTRODUÇÃO

Há diversas situações na representação gráfica de objetos onde faz-se necessário apresentar, de forma clara e inequívoca, o interior das peças, cuja representação através das vistas ortográficas torna-se de difícil visualização, compreensão ou utilização (como por exemplo, para executar a cotagem).

Nesse sentido, as normas brasileiras NBR 10067 e 12298 estabelecem um conjunto de critérios e definições para a realização e a apresentação de cortes em desenho técnico, cujos aspectos principais serão mostrados a seguir.

2. CORTE, VISTA SECCIONAL e SEÇÃO

Os cortes, também chamados de vistas seccionais, são desenhos obtidos através da projeção cilíndrica ortogonal (tal qual as vistas ortográficas), considerando que a peça foi seccionada por um plano e a parte da peça localizada entre o observador e o plano secante foi removida, conforme ilustrado na Fig. 1.

As figuras planas (geralmente polígonos) formadas pela interseção do plano secante com a peça sólida, são chamadas de SEÇÕES. Ao representar a seção na vista seccional deve-se preencher a(s) área(s) com um padrão de desenho, denominado HACHURA, que depende do tipo de material onde se realizou o corte (veja Fig. 1(c)).

A vista seccional (ou corte) inclui a seção e o restante da peça (parte da peça posterior ao plano de corte) e é vista ortogonal ao plano de corte (Fig. 1(d)). Nas vistas seccionais não se representam as linhas invisíveis, pois o corte é executado exatamente para tornar mais evidente a informação contida no interior da peça. O corte deve ser usado como uma ferramenta para auxiliar a visualização e cotagem dos objetos, porém, se uma vista orográfica for substituída por um corte, deve-se verificar se não houve perda de informação sobre a compreensão total do objeto.

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Depto. Expressão Gráfica

Figura 1. Processo de obtenção da seção e da vista seccional (corte)

3. REPRESENTAÇÃO DOS CORTES

3.1 - Linha que define o plano secante

A norma brasileira NBR 8403 estabelece que deve-se utilizar uma LINHA TRAÇO E PONTO ESTREITA para se representar o plano de corte em uma vista ortográfica. Caso a linha que define o plano de corte possua mudança de direção (devido a uma translação ou rotação do mesmo), apenas no vértice do desvio, a linha TRAÇO E PONTO deverá se tornar LARGA. Veja o exemplo abaixo:

Figura 2 – Representação do Plano Secante

a) Peça original b) Definição do plano de corte

(plano secante)

c) Seção hachurada d) Vista seccional

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Depto. Expressão Gráfica

Nas extremidades da linha de corte deve-se incluir duas setas que indicam o sentido de visualização do corte, ou seja, as setas são perpendiculares à linha do plano secante e indicam a direção e o sentido de visualização do observador. Cada linha de corte deve ser identificada com letras, tais como AA, AB, CD ou CC’, para que na vista seccional possa existir uma legenda correspondente.

Peça a ser

representada Seção

Peça após o corte

Figura 3. Exemplo peça com corte

CORTE AA

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Depto. Expressão Gráfica

Exemplos

1)

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Depto. Expressão Gráfica

3.2 - Linha de Ruptura

Para evitar o desenho de peças longas e de configuração uniforme pode-se representá-las apresentando apenas as extremidades e duas linhas de ruptura, no meio, para indicar que entre as linhas de ruptura não há modificação na peça. A norma estabelece que as linhas de ruptura são LINHAS FINAS e CONTÍNUAS, com mostrado nos dois exemplos da Fig. 5.

Figura 5. Representação de linhas de ruptura

3.3

-

Hachuras

As hachuras são preenchimentos realizados nas SEÇÕES com padrões específicos, conforme o tipo de material da peça. O tipo de linha usado para o preenchimento da área com qualquer tipo de padrão deve ser LINHA FINA.

As hachuras devem ser uniformemente espaçadas, variando de 2 a 3 mm (compare os desenhos da Fig. 5). No caso de áreas muito grandes, não é necessário preencher toda a área da seção: realiza-se a hachura apenas próximo ao contorno, conforme mostrado nas Fig. 6.

Quando não há especificação do material, utilizam-se linhas inclinadas a 45º , 30º ou 60º. Para evitar o paralelismo com o contorno da seção e/ou para representar seções de diferentes materiais deve-se utilizar inclinações diferentes, como ilustrado na Fig. 7.

Os padrões de hachura mais comuns utilizados em desenho de engenharia podem ser observados na Fig. 8.

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Depto. Expressão Gráfica

Figura 5. Formas corretas e incorretas de representar a hachura

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Depto. Expressão Gráfica

Figura 7. Diferentes hachuras para vários materiais (conjunto)

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Depto. Expressão Gráfica

4. CLASSIFICAÇÃO DOS CORTES

Há diversas formas de classificação dos cortes, como mostrado a seguir:

4.1 – Posição do plano

4.1.1 – Corte Logitudinal

É definido quando o plano secante é paralelo à maior dimensão do objeto 4.1.2 – Corte Transversal

Ocorre quando o plano secante estiver paralelo à menor dimensão do objeto ou não estiver paralelo à maior dimensão.

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Depto. Expressão Gráfica

4.1.3 – Corte Horizontal x Vertical

Conforme a posição do plano secante em relação à vistas ortográficas

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Depto. Expressão Gráfica

4.2 – Extensão da linha de corte.

4.2.1 – Corte Pleno ou Total

Ocorre quando o plano secante atravessa toda a extensão da peça

Figura 11. Corte total

4.2.2 – Meia Vista ou Meio Corte

Quando a peça admite dois planos de simetria, é possível representar no mesmo desenho a metade da vista ortográfica e metade do corte, ou seja, metade do objeto permanece com a vista ortográfica externa (sem as partes internas), enquanto na outra metade é representado o corte, tornando as partes internas visíveis (por isso a meia vista é externa).

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Depto. Expressão Gráfica

Figura 12. Meia Vista – Meio Corte 4.2.3 – Corte Parcial

No corte parcial apenas parte do objeto é cortado. O principal é apresentar um detalhe interno específico da peça, sem a necessidade de executar um corte total.

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Depto. Expressão Gráfica

4.3 – Alteração da posição do plano de corte (Corte Composto)

Para evitar o uso de diversos planos de corte quando as peças possuem partes internas em diferentes posições, utiliza-se o recurso de desviar o plano de corte através de translação, rotação ou ambos.

4.3.1 – Translação do plano secante

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Depto. Expressão Gráfica

4.3.2 – Rotação do plano secante

Há casos em que torna-se mais fácil o desenho e a compreensão do interior das peças se for realizada uma mudança de direção do plano secante. Isto ocorre, geralmente, quando é necessário mostrar uma distância radial (por exemplo, a distância entre o centro de um furo e um eixo) que não apareceria em verdadeira grandeza na vista seccional.

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Depto. Expressão Gráfica

4.3.3 – Corte Misto

Quando o plano secante sofre translação e rotação.

CORTE AA

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Depto. Expressão Gráfica

4.4 – Seções e Cortes Rebatidos

Há diversos objetos cujo perfil varia ao longo de uma dimensão (geralmente a maior), como por exemplo a asa de um avião, um aerofólio, o casco de um navio ou o braço de um violão. Nestes casos, é interessante mostrar como esse perfil varia ao longo de uma direção e a forma mais conveniente para tal é realizar diversos cortes transversais e aplicar uma rotação da seção de perfil. Pode-se realizar essa rotação (também chamada de rebatimento, neste caso) em cortes, ou seja, realiza-se o corte e ao invés de apresentar apenas a seção rebatida, mostra-se a vista seccional rebatida relativa ao ponto onde houve o corte.

No caso de seções rebatidas, essas podem ser representadas de três formas:

• Dentro do contorno da vista, sem interrupção do traçado da vista;

Figura 17. Seção rebatida mostrada sem interromper a vista

• Dentro do controno da vista, com interrupção do traçado;

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Depto. Expressão Gráfica

• Transferido para outro local do desenho, fora do contorno da vista. Geralmente faz-sa a translação da seção rebatida mantendo o alinhamento com a linha de corte que gerou a seção.

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Depto. Expressão Gráfica

5. TRATAMENTOS CONVENCIONAIS

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Depto. Expressão Gráfica

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Depto. Expressão Gráfica

5.2 – Omissão de Hachuras

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Depto. Expressão Gráfica

(21)

Depto. Expressão Gráfica

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Depto. Expressão Gráfica

5.4 – Alinhamentos

Imagem

Figura 1. Processo de obtenção da seção e da vista seccional (corte)
Figura 3. Exemplo peça com corte
Figura 5. Representação de linhas de ruptura
Figura 5. Formas corretas e incorretas de representar a hachura
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Referências

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