Plano de Ações de Melhoria
CAF - Common Assessment Framework
(Estrutura Comum de Avaliação)
Disponibilizado sob licença “
texto
Creative Commons” 2.5 – PortugalÍndice
OBJETIVO ... 1
1 INTRODUÇÃO ... 1
2 ESTRUTURA DO PAM ... 2
3 PLANO DE AÇÕES DE MELHORIA ... 3
3.1 IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA ... 3
3.2 IDENTIFICAÇÃO DAS AÇÕES DE MELHORIA... 3
3.3 MATRIZ DE PRIORIZAÇÃO DAS AÇÕES DE MELHORIA ... 8
3.3.1 Tabela de priorização das Ações de Melhoria ... 8
Objetivo
É objetivo deste documento servir de suporte à implementação de Ações de Melhoria no Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita do Cartaxo.
1 Introdução
O plano de ações de melhoria (PAM) resulta do relatório da autoavaliação, baseando-se, assim, em evidências e dados provenientes da própria escola e, sobretudo, na perspetiva da comunidade escolar. O PAM pode ainda incorporar ações de melhoria identificadas no Observatório (da Qualidade ou de Satisfação), resultantes das recomendações dos Grupos de Reflexão, da Autoavaliação da Biblioteca Escolar, bem como do Relatório da Avaliação Externa (IGE) e outras fontes de diagnóstico internas.
O PAM a elaborar é determinado pelas ações de melhoria selecionadas pela Equipa de Autoavaliação. Este deve conduzir diretamente ao plano de ações para melhorar o desempenho da escola.
O PAM é um dos principais objetivos da autoavaliação e as ações que constam do plano representam atividades fundamentais para o bom desempenho das pessoas e da própria organização. Estas ações, no seu conjunto, representam aquilo que poderá determinar, de forma positiva ou negativa, a identificação e o empenho das pessoas nos objetivos de melhoria do serviço, assim como mostrar à organização que o esforço que lhes foi solicitado ao longo de todo este processo tem, de fato, resultados concretos.
2 Estrutura do PAM
O relatório de autoavaliação tem como objetivo apoiar a Direção do Agrupamento na implementação de um conjunto de ações que permitam melhorar o desempenho organizacional, através da definição de um Plano de Ações de Melhoria, contribuindo assim para uma maior qualidade, eficiência e eficácia da escola.
Os Pontos que foram considerados como Fortes devem também ser objeto de acompanhamento, de modo a reforçar a vantagem competitiva e sustentabilidade dos esforços já realizados.
Os Aspetos a Melhorar são analisados pela equipa de autoavaliação e de seguida são hierarquizados como ações de melhoria.
Vejamos a estrutura do PAM:
Tabela 1 – Estrutura do documento “Plano de Ações de Melhoria”
Capítulo
Descrição
Identificação da Escola
Designação e Contactos da Organização
Nome e contactos do Coordenador da EAA (Equipa de Autoavaliação)
Período da Autoavaliação (diagnóstico CAF) Áreas de Melhoria Lista de aspetos a melhorar agregadas por áreas Identificação das AM Lista de ações de melhoria relevantes
Matriz de priorização das AM
Critérios de priorização das ações de melhoria e tabela de ranking
3 Plano de Ações de Melhoria
3.1 Identificação da Escola
Tabela 2 – Elementos da escola
Elementos da Escola Descrição
Designação da Organização Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita do Cartaxo
Nome do Coordenador da EAA Jorge Garradas
Contacto do Coordenador [email protected] Período da Autoavaliação
(diagnóstico CAF)
2010/2011 (JI, 1.º, 2.º, 3.º CEB) 2012/2013 (Escola Secundária)
3.2 Identificação das Ações de Melhoria
Aspetos a Melhorar: estão elencados os aspetos a melhorar decorrentes do relatório de autoavaliação CAF (e de outros documentos, como por exemplo o relatório da avaliação externa);
Áreas de Melhoria: estão agregados os aspetos a melhorar em áreas de melhoria abrangentes e relevantes, ou seja, estão reunidos todos os aspetos a melhorar comuns numa mesma área;
Ações de Melhoria: estão formuladas as ações de melhoria, garantindo que cada área de melhoria está associada a uma ação.
Tabela 3 – Identificação das Ações de Melhoria
Aspetos a Melhorar Áreas de Melhoria Ações de Melhoria Melhorar a ação junto do Pessoal
Auxiliar visando responder de forma eficaz às suas expectativas e problemas.
LIDERANÇA Reforçar a importância do Projeto Educativo como documento orientador e de referência Reuniões da Direção com o pessoal não
docente para divulgar a missão e objetivos do Agrupamento explicitados no Projeto Educativo.
Criação de mecanismos que possibilitem uma maior participação de todos os docentes nas questões institucionais da escola.
Aspetos a Melhorar Áreas de Melhoria Ações de Melhoria Os princípios e os objetivos do Projeto
Educativo não são devidamente assumidos pelo pessoal não docente. O Conselho Pedagógico propõe, em articulação com o seu centro de
formação, o plano anual de formação do pessoal não docente, tendo em
consideração não só as necessidades do agrupamento, mas também as necessidades e expectativas daqueles. A Direção define claramente o papel e a responsabilidade das pessoas na concretização do Projeto Educativo. A Direção incentiva à participação em ações de formação que visem o melhoramento profissional.
A frágil assunção do Plano Anual de Atividades como um planeamento aglutinador de todas as iniciativas desenvolvidas.
PLANEAMENTO E ESTRATÉGIA
Tornar o Plano Anual de Atividades um documento planificado e
aglutinador Desenvolver um Plano de Ação para
alunos com graves dificuldades económicas.
Desenvolver a prática de troca de experiências com outras escolas visando a melhoria da gestão.
O Projeto Educativo foi elaborado com base num diagnóstico/caraterização do agrupamento, que contempla os diferentes aspetos da vida do agrupamento e do seu desempenho. A Direção em articulação com o coordenador do pessoal não docente analisa o resultado do seu desempenho com base nos indicadores de
desempenho interno definidos. O agrupamento está organizado para que o pessoal não docente apoie os alunos no seu percurso escolar. Tomada em consideração da opinião e do sentir dos parceiros educativos.
PESSOAS
Promover um maior envolvimento do Pessoal Não Docente na vida do Agrupamento Excesso de burocratização.
Ajustamento de procedimentos com base na informação contida nos relatórios periódicos.
Aspetos a Melhorar Áreas de Melhoria Ações de Melhoria No processo de avaliação do
desempenho, a Escola avalia os
funcionários de forma justa e de forma a incentivar a qualidade do seu trabalho. A Escola identifica, reconhece e valoriza o mérito e a excelência do pessoal não docente.
Atribuição do serviço letivo mais de acordo com as habilitações e a
experiência de cada docente, tendo em consideração as suas propostas e sugestões.
A Direção faz uma boa gestão dos recursos humanos do agrupamento. Na distribuição do serviço e na definição dos horários, a Direção aplica critérios claros, estimulando a melhoria do trabalho desenvolvido.
O agrupamento incentiva e facilita a frequência de ações de formação por parte do pessoal não docente,
motivando-o para o seu aperfeiçoamento profissional.
A Direção promove uma cultura de abertura, incentivando e motivando os funcionários a empenharem-se na melhoria contínua do agrupamento. Reforçar a parceria com as Associações de Pais. PARCERIAS E RECURSOS Criar mecanismos sólidos de trocas de informação e
experiências com outras escolas e/ou
agrupamentos Reforçar práticas de reciclagem de
resíduos.
Reforço da importância e da frequência de realização dos simulacros de segurança.
Melhoria das condições das instalações escolares.
Criação de sínteses das linhas fundamentais do Projeto Educativo de modo a fazê-las chegar aos alunos e encarregados de educação.
O agrupamento, através dos seus órgãos competentes, gere adequada e equilibradamente os recursos financeiros disponíveis, de acordo com critérios claros e objetivos de aplicação da
Aspetos a Melhorar Áreas de Melhoria Ações de Melhoria despesa.
Melhorar o processo de recolha de informação/avaliação das dificuldades sentidas pelo Pessoal Não Docente.
PROCESSOS Garantir a equidade na constituição de turmas Melhorar o acompanhamento do
processo educativo ao nível do Conselho de Turma.
Gestão das aulas de recuperação de modo a corresponder a todas as solicitações.
A pouca equidade e justiça nos critérios de constituição de algumas turmas. A falta de continuidade das medidas específicas de apoio no 1.º ciclo; A inexistência de articulação entre os docentes da educação especial e os dos apoios educativos;
A inadequada determinação de metas e indicadores de medida na educação pré-escolar;
A Direção utiliza inquéritos ao pessoal não docente, de forma a conhecer a sua perceção relativamente ao desempenho do Agrupamento e dos serviços que presta à comunidade. Dinamizar o processo de reconhecimento de comportamentos meritórios de valor. RESULTADOS ORIENTADOS PARA OS ALUNOS E PAIS / ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO Melhorar os mecanismos de envolvimento dos alunos na conservação e preservação do património escolar Melhorar os mecanismos de
envolvimento dos alunos na conservação e preservação do património escolar.
Os alunos contribuem para a
conservação, higiene e segurança das instalações da Escola.
Segurança insuficiente na entrada traseira da Escola Secundária.
Há uma boa relação entre o pessoal não docente e os restantes intervenientes da comunidade educativa.
As regras de disciplina na escola desenvolvem o sentido de
responsabilidade e fomentam um bom ambiente escolar.
Aspetos a Melhorar Áreas de Melhoria Ações de Melhoria Partilha da informação adquirida em
ações de formação pelo Pessoal Não Docente. RESULTADOS RELATIVOS AO PESSOAL DOCENTE E NÃO DOCENTE Melhorar a divulgação do processo e dos resultados da autoavaliação Aumento da participação do pessoal não
docente na construção das decisões. A Direção comunica de forma clara ao pessoal não docente os seus critérios de gestão e as suas orientações quanto aos procedimentos e tarefas.
A insuficiente divulgação dos resultados do trabalho de autoavaliação. Melhorar a articulação de projetos/iniciativas/atividades convergentes. IMPACTO NA SOCIEDADE Diminuir o impacto sofrido pelos alunos nas
transições de ciclo Potenciar experiências e conhecimentos
profissionais na comunidade local. Criar mecanismos que permitam reduzir o número de pedidos de transferência de alunos para outras escolas.
Melhorar os processos de organização interna, rentabilizando os
procedimentos.
RESULTADOS DO DESEMPENHO CHAVE Melhorar o clima de escola, criando
unidade e uma cultura de escola participada.
Gerir os recursos humanos criando novas oportunidades.
Evolução sustentável dos resultados obtidos.
3.3 Matriz de priorização das Ações de Melhoria
3.3.1 Tabela de priorização das Ações de MelhoriaUma das formas de priorizar as AM consiste em combinar três critérios: impacto, capacidade e satisfação. Deste modo, as ações de melhoria são priorizadasde acordo com a capacidade da escola em as implementar num determinado período de tempo, bem como na capacidade de mobilizar os recursos necessários, tendo sempre em conta o impacto que cada ação de melhoria irá ter no desempenho da escola e o que poderá contribuir para a melhoria da satisfação da comunidade escolar.
Tabela 4 – Pontuação a usar na priorização das AM
Níveis a usar para pontuar cada AM
Nível Baixo
(0 pontos)
Nível Médio
(3 pontos)
Nível Elevado
(5 pontos)
ImpactoÉ improvável que tenha impacto em qualquer objetivo da organização ou indicador de desempenho Terá um impacto em pelo menos um objetivo da organização ou indicadores de desempenho Terá um impacto significativo em mais do que um objetivo da organização ou indicadores de desempenho Capacidade Improvável de ser implementada no curto prazo; requer um número significativo de recursos que a
organização não possui
É possível implementar no curto prazo; requer um número razoável de recursos Pode ser implementada no curto prazo; requer recursos que a organização possui ou irá possuir a curto prazo
Satisfação
Improvável impacto na satisfação da
comunidade escolar
A ação tem impacto indireto na melhoria da satisfação da
comunidade escolar
A ação tem impacto direto na satisfação da comunidade escolar
Tabela 5 – Priorização das Ações de Melhoria Ação de Melhoria (identificadas na Tabela 3) Impacto (a) Capacidade (b) Satisfação (c) Pontuação (a x b x c) Prioridade Reforçar a importância do Projeto Educativo como documento orientador e de referência 5 5 5 125 1
Tornar o Plano Anual de Atividades um documento planificado e aglutinador 5 5 5 125 2 Garantir a equidade na constituição de turmas 5 5 5 125 3 Diminuir o impacto sofrido pelos alunos
nas transições de ciclo 5 3 5 75 4 Melhorar os mecanismos de envolvimento dos alunos na conservação e preservação do património escolar 5 3 5 75 5 Melhorar a divulgação do processo e dos resultados da autoavaliação 3 5 5 75 6 Promover um maior envolvimento do Pessoal Não Docente
na vida do Agrupamento 3 3 5 45 7 Criar mecanismos sólidos de trocas de informação e experiências com outras escolas e/ou
agrupamentos
3.4 Ficha da Ação de Melhoria
A
ÇÃO DEM
ELHORIA1
Designação da Ação de Melhoria:Reforçar a importância do Projeto Educativo como documento orientador e de referência.
Critério dominante da CAF: Liderança
Objetivo (s) da ação de melhoria:
Divulgar, por toda a comunidade educativa, as linhas orientadoras do Projeto Educativo do Agrupamento.
Atividades a realizar:
Entregar aos encarregados de educação, no início de cada ano letivo, um desdobrável contendo o resumo das ideias chave presentes no Projeto Educativo.
Programar reuniões com os delegados de turma da Escola Secundária do Cartaxo para fomentar o debate acerca do Projeto Educativo do Agrupamento e de outros documentos orientadores.
A
ÇÃO DEM
ELHORIA2
Designação da Ação de Melhoria:Tornar o Plano Anual de Atividades um documento planificado e aglutinador.
Critério dominante da CAF: Planeamento e estratégia
Objetivo (s) da ação de melhoria:
Contribuir para a construção de um Plano Anual de Atividades que reflita os princípios do Projeto Educativo e que seja um documento homogéneo e consistente.
Atividades a realizar:
Fomentar, através de sessões de informação, a elaboração de propostas para o Plano Anual de Atividades que vão de encontro às metas definidas no Projeto Educativo do Agrupamento.
Construir uma plataforma online que facilite a elaboração, calendarização e consulta das atividades constantes do Plano Anual de Atividades.
A
ÇÃO DEM
ELHORIA3
Designação da Ação de Melhoria:
Garantir a equidade na constituição de turmas.
Critério dominante da CAF: Processos
Objetivo (s) da ação de melhoria:
Contribuir para a criação de turmas equilibradas ao nível do aproveitamento, comportamento, género e origem socioeconómica dos seus alunos.
Atividades a realizar:
Criar quotas para os alunos com matrícula condicional em todas as escolas do 1.º ciclo, evitando assim a sua acumulação na Escola Básica n.º 1 do Cartaxo.
Constituir turmas garantindo o equilíbrio de género e de origem socioeconómica dos alunos.
Garantir a distribuição justa e equitativa dos alunos repetentes pelas diversas turmas. Criar mecanismos de integração de alunos oriundos de outros agrupamentos.
A
ÇÃO DEM
ELHORIA4
Designação da Ação de Melhoria:Diminuir o impacto sofrido pelos alunos nas transições de ciclo.
Critério dominante da CAF: Resultados do desempenho chave
Objetivo (s) da ação de melhoria:
Criar condições para uma transição mais natural entre os vários ciclos de ensino. Reduzir o insucesso escolar nos anos iniciais de cada ciclo.
Proporcionar um maior acompanhamento aos alunos ao longo do seu percurso escolar.
Atividades a realizar:
Generalizar nas diversas áreas disciplinares, tanto quanto possível, a prática de lecionação aos vários ciclos de ensino, através de projetos, oferta complementar, atividades extracurriculares, etc.
Garantir acompanhamento pedagógico por parte de professores habilitados para a continuidade programática ao longo de diferentes ciclos de ensino.
A
ÇÃO DEM
ELHORIA5
Designação da Ação de Melhoria:Melhorar os mecanismos de envolvimento dos alunos na conservação e preservação do património escolar.
Critério dominante da CAF: Resultados orientados para os alunos e pais / encarregados de educação
Objetivo (s) da ação de melhoria:
Criar mecanismos que garantam a conservação do património escolar. Fomentar o trabalho entre pares.
Aumentar o nível de identificação dos alunos com o seu Agrupamento.
Incitar a Associação de Estudantes a participar ativamente nos projetos que envolvam os seus representados.
Exigir às Associações de Estudantes as responsabilidades que lhes são inerentes.
Atividades a realizar:
Criar diversas equipas, com alunos de vários anos, as quais ficarão responsáveis pela manutenção de espaços específicos nas escolas do Agrupamento.
Promover ações de sensibilização dentro do espaço escolar relativas à reciclagem e poupança de meios.
Lançar projetos artísticos de modo a reabilitar espaços degradados com “trabalhos de autor”.