P
REVICOKE
S
OCIEDADE DE
P
REVIDÊNCIA
P
RIVADA
POLÍTICA DE INVESTIMENTOS
2014
Í
NDICE1.
I
NTRODUÇÃO... 3
2.
O
BJETIVOS EC
ARACTERÍSTICAS DOP
LANOCD ... 3
2.1 Empresas Patrocinadoras... 3
2.2 Tipo de Plano... 3
3.
R
ESPONSABILIDADE DAP
OLÍTICA DDEI
NVESTIMENTOS... 3
4.
M
ODALIDADE DAG
ESTÃO EI
NSTITUIÇÕESG
ESTORAS... 4
5.
S
EGMENTOS LEGAIS DEA
PLICAÇÃO,
C
LASSES DE ATIVOS EP
ERFIS... 5
5.1 Segmentos Legais ... 5
5.2 Classes de Ativos ... 5
5.3 Metas de Rentabilidade das Classes de Ativos ... 6
5.4 Perfis de Investimentos ... 6
6.
P
REMISSAS DEC
URTO EL
ONGOP
RAZOS... 7
7.
D
IRETRIZES PARAA
LOCAÇÃO DER
ECURSOS... 9
7.1 Segmento de Renda Fixa ... 9
7.2 Segmento de Renda Variável ... 10
7.3 Segmento de Investimentos Estruturados ... 10
7.4 Segmento de Investimentos no Exterior... 11
7.5 Segmento de Investimentos Imobiliários ... 11
7.6 Segmento de Operações com Participantes ... 11
7.7 Operações com Derivativos ... 11
7.8 Vedações ... 12
8.
L
IMITES DEA
LOCAÇÃO EC
ONCENTRAÇÃO... 13
9.
P
RECIFICAÇÃO DEA
TIVOS... 15
10.
C
ONTROLE DER
ISCOS... 15
10.1 Relatório Mensal de Investimentos - PREVICOKE ... 15
10.2 Relatório de Investimentos - Consultoria ... 15
11.
T
ERMO DER
ESPONSABILIDADE... 16
12.
V
IGÊNCIA... 16
1. INTRODUÇÃO
Esta Política de Investimentos estabelece as diretrizes gerais e limites de aplicação e gestão dos ativos do Plano de Contribuição Definida (Plano CD) da Previcoke - Sociedade de Previdência Privada, considerando seus objetivos e características, visando a otimização do retorno dos investimentos para seus participantes e sua qualidade de vida futura.
2. OBJETIVOS E CARACTERÍSTICAS DO PLANO CD
O Plano CD tem o objetivo de gerar poupança de longo prazo, utilizando-se da melhor relação retorno/risco de seus investimentos, para cada um de seus perfis (descritos adiante), com diversificação de Carteira, buscando atingir retorno global de longo prazo superior a INPC + 4,5% a.a. A adequação desta meta de rentabilidade (para o Perfil Conservador) ao cenário de longo prazo está suportada pelo estudo técnico do Relatório de Análise de Investimentos RAI/007/2013 da Previcoke.
2.1 Empresas Patrocinadoras
Recofarma Indústria do Amazonas
Coca-Cola Indústrias Ltda.
Previcoke Sociedade de Previdência Privada
Itacan Refrigerantes Ltda.
2.2 Tipo de Plano
Plano de Contrubuição Definida.
3. RESPONSABILIDADE DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS
O Diretor-Superintendente da Previcoke - Sociedade de Previdência Privada, Sr. Marcus Rubim de Moura, certificado pelo Instituto de Certificação da Seguridade Social (ICSS), está designado como Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado (AETQ).
4. MODALIDADE DA GESTÃO E INSTITUIÇÕES GESTORAS
A gestão dos recursos é mista, sendo majioritariamente terceirizada com uma pequena carteira própria para operações específicas. Esse modelo é utilizado atualmente devido ao tamanho do quadro funcional da Entidade, sendo mais adequado, no momento, a aplicação em fundos de investimento, selecionados e monitorados de modo a se atingir os objetivos do Plano.
A escolha dos veículos de investimento e gestores é feita com base em parâmetros quantitativos e qualitativos, assim como a relação entre os ativos, mantendo o foco na Carteira Global do Plano, assim como em suas Sub-Carteiras. Alguns dos critérios avaliados são:
Experiência em administração de recursos no Brasil;
Qualificação e experiência dos profissionais responsáveis pelos serviços;
Estrutura organizacional e processos de gestão;
Sistemas operacionais e Recursos de pesquisa;
Regras estabelecidas e seguidas pelo gestor, no sentido de que a legislação, os contratos, e as normas e procedimentos definidos pelas autoridades (e.g., Banco Central e CVM) e por outros participantes (e.g., bolsas e centrais de liquidação) sejam cumpridas;
Resultados históricos, em termos de Retornos/Riscos, em diferentes janelas temporais;
Correlação com outros investimentos da Sub-Carteira em de que fará parte;
Qualidade dos serviços de relatórios ao cliente, incluindo a presteza no envio de informações;
Qualidade dos serviços de custódia de títulos e valores mobiliários;
Credenciamento, perante a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil, como administrador de recursos de investidores institucionais
5. SEGMENTOS LEGAIS DE APLICAÇÃO, CLASSES DE ATIVOS E PERFIS
A Entidade está predisposta a realizar investimentos em empresas com alto grau de governança corporativa e sustentabilidade, respeitando os princípios de diversificação e liquidez e os limites da legislação vigente. Assim, esse pode ser mais um critério na avaliação de ativos.5.1 Segmentos Legais
Conforme a legislação vigente, os recursos do Plano se dividem entre os seguintes segmentos:
Segmento de Renda Fixa
Segmento de Renda Variável
Segmento de Investimentos Estruturados
Segmento de Investimentos no Exterior
Segmento de Imóveis
Segmento Operações com Participantes
5.2 Classes de Ativos
O Plano possui duas Classes de Ativos (Sub-Carteiras), denominadas RENDA FIXA e RENDA VARIÁVEL. Cada uma é composta por um grupo de ativos, servindo como lastro para os perfis de investimento, escolhidos pelos próprios participantes. Essas Classes não se confundem com os Segmentos de Aplicação citados anteriormente, definidos pela legislação. Os ativos do Segmento Investimentos Estruturados podem compor ambas as Classes, e essa definição é feita pela Diretoria-Executiva, caso a caso. A composição dos ativos das Classes é a seguinte:
Renda Fixa
Possui ativos dos Segmentos Legais: Renda Fixa, Investimentos Estruturados (de menor risco e volatilidade), Imóveis e Operações com Participantes.
Renda Variável
Possui ativos dos Segmentos Legais: Renda Variável, Investimentos no Exterior e Investimentos Estruturados (de maior risco e volatilidade).
5.3 Metas de Rentabilidade das Classes de Ativos
Cada Classe de Ativos possui uma meta de rentabilidade, que espera-se atingir em janelas temporais de 24 meses. Essas metas não se confundem com as metas dos Segmentos e Sub-Segmentos legais, apresentadas no capítulo “Diretrizes para a Alocação de Recursos”. Como citado, as Classes são compostas por alocações nos Segmentos legais, de modo que a rentabilidade do conjunto de ativos em uma Classe deve superar sua meta de rentabilidade; ainda que, individualmente, cada Segmento ou Sub-Segmento apresente metas próprias, proporcionais a seus níveis de risco.
Renda Fixa: Meta de Rentabilidade: 110% do CDI Renda Variável: Meta de Rentabilidade: IBrX + 2% a.a.
5.4 Perfis de Investimentos
Cada participante escolhe um perfil de investimento, podendo alterá-lo duas vezes ao ano. Todos os cinco perfis são lastreados pela Classe Renda Fixa (de menor risco), e quatro possuem também a Classe Renda Variável (de maior risco), sendo o percentual máximo de alocação nesta exatamente o que os diferencia. Por ter um risco superior, espera-se da Classe Renda Variável um maior retorno de longo prazo, assim como uma maior volatilidade, sobretudo de curto prazo.
Faixas de Alocação por Perfil
Os cinco perfis de investimento oferecidos ao participante apresentam os seguintes limites:
Perfil Renda Fixa Renda Variável
Conservador 100% do patrimônio 0% do patrimônio
Moderado Até 100% do patrimônio Até 15% do patrimônio Agressivo Até 100% do patrimônio Até 30% do patrimônio Agressivo Plus Até 100% do patrimônio Até 50% do patrimônio Audacioso Até 100% do patrimônio Até 70% do patrimônio
Entendidas as Classes Renda Fixa e Renda Variável conforme descritas anteriormente, os limites de alocação do Capítulo 8 são restringidos adicionalmente, em cada perfil, pelos da tabela acima. Em casos de desenquadramento passivo, isto é, por conta da valorização dos ativos da Classe Renda Variavel, e não de movimentação, a Diretoria-Executiva avaliará a conveniência e oportunidade de reenquadramento, sempre observando as disposições legais aplicáveis.
6. PREMISSAS DE CURTO E LONGO PRAZOS
O RAI/006/2013 e o RAI/007/2013 estabeleceram premissas gerais de investimentos de longo prazo, utilizadas por esta Política de Investimentos. A análise apresentada no primeiro relatório concluiu que existe um excesso de retorno de longo prazo do IBrX sobre o CDI que tenderia a superar os 5% a.a. em períodos superiores a 10 anos, não fosse a redução significativa da ordem de grandeza do CDI, de 17% a.a. nos últimos 18 anos, para 10% a.a. no presente e futuro projetado. Assim, foi estimado um ganho marginal de longo prazo de 3,5% a.a. para o IBrX em relação ao CDI.
A razão pela qual estima-se um excesso que também respeite uma proporção entre os índices se deve ao simples fato de que o CDI representa o ativo livre de risco e, portanto, o custo de oportunidade primário do mercado. Assim, em períodos de CDI de 8%, por exemplo, será bem mais improvável observar-se altas de bolsa de 100% do que quando essa taxa superava os 25%. É mais factível que a Renda Variável renda 3 ou 4 vezes o retorno da Renda Fixa, do que 10 ou 15 vezes. Dada a estimativa sobre Renda Variável, seguem as demais premissas para o longo prazo:
PIB: O pleno emprego do Brasil tem colaborado, em contrapartida a certas políticas do governo federal, que têm impactado negativamente. Assim, estima-se um retorno de curto prazo pouco abaixo da média histórica, e um de longo em linha, respectivamente, 2,0% a.a. e 3,0% a.a.
Inflação: Apesar de criticas que se possam fazer, como interferência política ao BACEN, o governo tem permitido a contenção da inflação em patamares inferiores à banda superior da meta. É provável que essa postura continue, com alguma melhora no longo prazo. Assim, projetam-se 6,0% para o IPCA/INPC de curto prazo, e 5,0% para o longo prazo.
SELIC/CDI: Apesar da tentativa recente de baixar a SELIC e, consequentemente, o CDI, para patamares de um dígito, a resposta da economia mostrou ser pouco provável a manutenção dessas taxas; salvo após mudanças mais estruturais no país. Assim, serão utilizados 10,5% e
10,0% no curto e longo prazos.
IBrX: Em linha com o estudo feito, e seu excesso de retorno estimado sobre o CDI em 3,5% a.a., o retorno médio anual do IBrx de longo prazo fica estimado em 13,5% a.a. No curto prazo, qualquer estimativa apresentaria grande margem de erro. No entanto, seu nível atual se encontra abaixo da média histórica, e em níveis nominais equivalentes a 2007, ou seja, 6 anos atrás. Conforme estudo realizado no RAI/006/2013, em janelas de 7 anos o IBrX rende positivo em 70% das vezes, o que nos deixa uma grande defasagem a ser compensada, que aumenta com o passar do tempo. Para se ter uma ideia desse “atraso”, um investidor que tivesse aplicado recursos em IbrX no topo histórico (TH) de 2008, teria hoje menos da metade do valor que outro que investiu em CDI, no mesmo período. Isso proporciona uma boa lazera na estimativa de que a rentabilidade de médio prazo do IbrX tende a superar o CDI, muito acima do prêmio histórico projetado. Assim, sua projeção de curto prazo foi arbitrada para 2 vezes a do CDI, em 21,0% a.a.
Síntese das Projeções de Curto e Longo Prazos:
Índice Curto Prazo Longo Prazo
PIB 2,0% 3,0%
INPC/IPCA 6,0% 5,0%
SELIC/CDI 10,5% 10,0%
7. DIRETRIZES PARA ALOCAÇÃO DE RECURSOS
Os Recursos do Plano poderão ser alocados nos Segmentos e Sub-Segmentos Legais, conforme limites estabelecidos por esta Política, em seu Capítulo 8. São apresentados a seguir os índices de referência (benchmarks), metas de rentabilidade e limites de risco para cada grupo.
Em 2014, deverá ser efetivada a primeira alocação do Plano CD em Fundo de Investimento de Participações, de caráter imobiliário, e em Investimentos no Exterior. Além disso, será dada continuidade à expansão da Carteira de Empréstimos a participantes, iniciada em 2013; assim como às estratégias com títulos públicos federais em Carteira Própria.
7.1 Segmento de Renda Fixa
A Renda Fixa do Plano se divide em dois grupos: A Carteira Própria e os demais ativos de Renda Fixa.
Carteira Própria de Renda Fixa
Desde 2013, o Plano BD conta com uma Carteira Própria de Renda Fixa, cujo principal objetivo é aproveitar distorções importantes nos mercados de títulos públicos federais. Adquirindo inicialmente NTN-B’s, as operações visam obtenção de ganho entre 30 e 60 pontos base nas taxas dos papéis, entre sua compra e venda, independentemente do prazo da operação.
Benchmark Meta de Rentabilidade Limite de Risco
CDI 110% do CDI N/A
Outros Investimentos em Renda Fixa
Demais investimentos em Renda Fixa são feitos através de fundos de investimentos. Benchmark Meta de Rentabilidade Limite de Risco
CDI 110% do CDI 3,2% de VaR*
7.2 Segmento de Renda Variável
Os investimentos em Renda Variável visam produzir ganhos de longo prazo superiores à Renda Fixa, buscando premiar os participantes com perfil mais agressivo, ao custo de uma maior volatilidade no curto prazo. Contudo, conforme abordado no RAI/006/2013, não se pode afirmar que em prazos maiores a Renda Variável tenha realmente um risco maior, tornando-a mais atrativa ainda.
Benchmark Meta de Rentabilidade Limite de Risco
IBrX IbrX + 2% a.a. 150% do VaR* do IBrX
*(21 dias / paramétrico / 95% de confiança)
7.3 Segmento de Investimentos Estruturados
A alocação de recursos no Segmento Investimentos Estruturados se divide entre alguns de seus Sub-Segmentos legais, sendo os Fundos de Investimento Multimercado o mais importante.
Fundos de Investimento Multimercado
A Carteira de fundos de investimento multimercado do Segmento Investimentos Estruturados da Previcoke tem por objetivo superar os 120% do CDI, sendo portanto um portfolio de baixa volatilidade, apenas um pouco superior à da Renda Fixa.
Benchmark Meta de Rentabilidade Limite de Risco
CDI 120% do CDI 5% de VaR*
*(21 dias / paramétrico / 95% de confiança)
Outros Investimentos Estruturados
Podendo incluir fundos de participações, imobiliários, e outros investimentos, esse grupo pressupõe um maior risco, ainda que não mensurável em termos de volatilidade. Por isso, possui meta maior.
Benchmark Meta de Rentabilidade Limite de Risco
7.4 Segmento de Investimentos no Exterior
Os Investimentos no Exterior se darão essencialmente em fundo de investimentos constituído no Brasil, através do qual serão adquiridas ações de empresas estrangeiras, sem hedge cambial, produzindo assim um hedge natural, devido à baixa correlação entre moedas estrangeiras e o mercado de capitais local. Por se tratar de ações, seu benchmark será o IbrX, ainda que o prêmio em questão possa ser modesto. De fato, o maior ganho nessa aplicação é a diversificação do portfolio.
Benchmark Meta de Rentabilidade Limite de Risco
IBrX IbrX + 2% a.a. 150% do VaR* do IBrX
*(21 dias / paramétrico / 95% de confiança)
7.5 Segmento de Investimentos Imobiliários
Benchmark Meta de Rentabilidade Limite de Risco
CDI 130% do CDI N/A
*(21 dias / paramétrico / 95% de confiança)
7.6 Segmento de Operações com Participantes
O Plano CD iniciou sua operação de Empréstimo a participantes em setembro de 2013, fechando o ano com um Carteira de valor próximo a 0,5% do patrimônio do Plano. A intenção para 2014 é expandir esse percentual para cerca de 1,5%, colaborando para a redução do custo de financiamento dos participantes, além de representar um investimento com baixíssimo risco e bom retorno.
Benchmark Meta de Rentabilidade Limite de Risco
CDI 120% do CDI N/A
7.7 Operações com Derivativos
A Previcoke poderá realizar operações com derivativos para hedge de posições, assim como para capturar ganhos em cenários de distorção dos mercados.
Hedge de Posições em Renda Fixa e Renda Variável
A Previcoke poderá realizar operações estruturadas com derivativos de Renda Fixa e Variável, com objetivo de hedge das posições nestes segmentos, de modo que o resultado líquido negativo do
hedge (todas as pontas) em nenhum cenário possa superar 10% dos ativos do Plano. A referência
Estratégias de Retorno Assimétrico
Para o exercício de 2014, já está aprovado orçamento específico de R$300.000 a ser aplicado em opções de compra (calls) e de venda (puts) dos seguintes tipos de ativos-objeto:
Ações ou Índices de Ações (opções alocadas no Segmento Legal Renda Variável)
Juros e Câmbio (opções alocadas no Segmento Legal Renda Fixa)
O orçamento de R$300.000 tem como objetivo capturar oportunidades em momentos de grande distorção dos mercados; podendo ser usado também como hedge para determinados cenários. São chamadas estratégias de retorno assimétrico pois em caso de sucesso, o ganho deve superar em mais de 3 vezes o custo da operação, podendo atingir múltiplos tão altos como 6 ou 10 vezes.
Atualmente, com a defasagem presente nos índices de Renda Variável, conforme apresentado anteriormente, torna-se cada vez mais provável uma disparada dos mesmos, independentemente do cenário macro desenhado, devido ao prêmio de longo prazo da Renda Variável sobre a Renda Fixa. Em geral, o cenário muda sem avisos, e quando se percebe, o mercado simplesmente já subiu. Nesse caso, pelo perfil descorrelacionado dos índices do portfolio de Renda Variável da Previcoke, seria provável que nossa Carteira apresentasse prêmio negativo, ao menos no curto prazo.
Posições em calls de Ibovespa/IbrX fora do dinheiro, assim como call-spread’s (em que se compra uma call e se vende outra de exercício mais fora do dinheiro), tendem a ser uma maneira muito interessante de se proteger contra esse tipo de cenário, pois dependendo de como montadas, podem apresentar retorno assimétrico altamente positivo.
Em se tratando de compras secas de calls e puts, assim como call-spreads e put-spreads, não é requerida margem, ficando o limite legal apenas sobre o valor de prêmio desembolsado.
Tais operações deverão ser desenhadas pelo Gerente-Geral da Previcoke e aprovadas pelo Diretor Financeiro, ficando a operacionalização e zeragem das mesmas a cargo do primeiro.
7.8 Vedações
Estão vedadas aplicações nos seguintes ativos:
Títulos de instituições financeiras e de empresas não financeiras com classificação de risco de Crédito inferior a “Baixo”, conforme definição do Anexo A;
Cotas subordinadas de fundos de investimento em direitos creditórios e de fundos de investimento em cotas de fundos de investimento em direitos creditórios.
Venda a descoberto de opções de compra ou de venda, assim como quaisquer operações que possam gerar perdas indeterminadas em função de variações nos preços de mercado.
8. LIMITES DE ALOCAÇÃO E CONCENTRAÇÃO
Plano Limites
1. Renda Fixa 100%
Títulos do Tesouro Nacional (TTN) 100% 100% 100%
Outros de Ativos Renda Fixa (excluindo títulos públicos) 80% 80%
CCB, CCCB e Notas Promissórias 20% 10%
NCE e CCE 20% 0%
FIDC e FICFIDC 20%
CRI 20%
CCI 20%
CPR, CDCA, CRA e Warrant Agropecuário (WA) 20% 0%
Demais títulos e valores mob.s de emissão de cia. aberta 20% 0%
2. Renda Variável 70%
Novo Mercado 70% 70%
Nível 2 60% 60%
Bovespa Mais 50% 50%
Nível 1 45% 45%
Demais companhias de capital aberto 35% 35%
FI de Índice Ref. em Ações admitidas à negociação em bolsa 35% 35%
Títulos de emissão de SPE 20% 20%
Demais investimentos de renda variável 3% 0%
3. Investimentos Estruturados 20%
Fundos de Participações 20% 10%
Fundos de Empresas Emergentes 20% 10%
Fundos de Investimento Imobiliário 10% 10%
FI ou FIC multimercado 10% 10%
4. Investimentos no Exterior 5%
Ativos emitidos no exterior via FI constituídos no Brasil 10% 5%
FI e FIC Dívida Externa 10% 3%
FI de índice estrangeiros negociados em bolsa no Brasil 10% 3%
Brazilian Depositary Receipts (BDR) 10% 5%
Ações de Cias sediadas no Mercosul 10% 0%
5. Imóveis 8%
Empreendimentos imobiliários 8% 8%
Imóveis para aluguel e renda 8% 8%
Outros imóveis 8% 8%
6. Operações com Participantes 15%
Empréstimos 15% 15% Financiamentos Imobiliários 15% 0% 8% 15% 15% Sublimites 70% 20% 20% 10% 10% 8% 70%
Alocação dos Recursos de Cada Plano Res. CMN 3792
100%
80%
Res. 3792 Plano
Alocação por Emissor
Tesouro Nacional 100% 100%
Instituição Financeira autorizada pelo BC 20% 20%
Tesouro Estadual ou Municipal 10% 0%
Companhia aberta com registro na CVM 10% 10%
Organismo Multilateral 10% 0%
Companhia Securitizadora 10% 5%
Patrocinador do Plano de Benefícios 10% 5%
FIDC e FICFIDC 10% 10%
Fundo de Índice Referenciado em Cesta de Ações de companhias abertas 10% 10%
SPE 10% 5%
FI ou FIC do Segmento de Investimentos Estruturados 10% 5%
Demais emissores 5% 3%
Concentração por Emissor
Capital total de uma mesma companhia aberta ou SPE 25% 25%
Capital votante de uma mesma companhia aberta 25% 25%
Patrimônio líquido de uma mesma Instituição Financeira 25% 25%
Patrimônio líquido de um mesmo: -
Fundo de Índice Referenciado em Cesta de Ações de Cia Abertas 25% 25%
FI do Segmento de Investimentos Estruturados 25% 25%
FI do Segmento de Investimentos no Exterior 25% 25%
FI de Índice do Exterior admitido à negociação em bolsa do Brasil 25% 25% Patrimônio separado constituído nas emissões de certificado de recebíveis
com a adoção de regime fiduciário 25% 25%
Concentração por Investimento
Mesma série de títulos ou valores mobiliários 25% 10%
Mesma classe ou série de cotas de FIDC 25% 10%
Mesmo empreendimento imobiliário 25% 10%
Derivativos - depósito de margem Derivativos - valor total dos prêmios
Obs 1. 15% da posição em TTN, Tít. De IF ou ações do Ibovespa Obs 2. 5% da posição em TTN, Tít. De IF ou ações do Ibovespa
Limites
Obs 1 Obs 2
9. PRECIFICAÇÃO DE ATIVOS
Todos os títulos de Renda Fixa do Plano CD da Previcoke são classificados como títulos para negociação e serão marcados a mercado.
De acordo com o Art. 4º da resolução CGPC nº 21 de 25/09/2006 para a EFPC, “sempre que o preço efetivamente negociado, em operações de compra, for superior, ou em operações de venda, for inferior ao valor de mercado ou intervalo referencial de preços de que trata o Art. 2º, a EFPC deverá elaborar, no prazo máximo de 10 (dez) dias após a negociação do referido título ou valor mobiliário, relatório circunstanciado(...)”. Sendo a gestão terceirizada, fica a cargo do gestor notificar previamente e disponibilizar o relatório circunstanciado contendo as informações referidas no Art. 4º, dentro do prazo estipulado, para que esta possa enviá-lo ao Conselho Fiscal.
10. CONTROLE DE RISCOS
Os ativos selecionados para integrarem a carteira de investimentos estão sujeitos aos riscos inerentes aos mercados e a exposição a estes riscos deve ser observada em sua precificação. Dentre outros, na seleção de ativos, o gestor deve observar os riscos de mercado, crédito, liquidez, operacional, legal e sistêmico. O controle dos riscos citados é feito por departamentos específicos dos gestores, cabendo a eles zelar pela adequada gestão dos riscos dos investimentos da Entidade.
10.1 Relatório Mensal de Investimentos - PREVICOKE
Do ponto de vista da Carteira Global do Plano, e das Classes de Ativos, os Fundos de Investimento são tidos como ativos finais, apenas para efeito de avaliação de risco, não de enquadramento legal. Assim, são produzidos pela própria Entidade relatórios periódicos de Risco e Performance dos investimentos do Plano, que acompanham o desempenho de fundos e grupos de fundos no tempo, ponderando, inclusive, risco de mercado em termos absolutos e relativos, assim como a evolução da correlação entre os diversos ativos, fator determinante para a mitigação de risco.
10.2 Relatório de Investimentos - Consultoria
Adicionamente ao Relatório de Investimentos da Previcoke, é produzido outro material, por Consultoria especializada, que apresenta outros tipos de consolidação de Carteira, avaliação de risco e performance, além de enquadramento legal.
11. TERMO DE RESPONSABILIDADE
Considerando que a contratação dos gestores está fundamentada em sua expertise em estabelecer estratégias de investimentos através de uma criteriosa análise e seleção de ativos de renda fixa e variável, objetivando maximizar o retorno dos investimentos e propiciar o crescimento patrimonial, cumprindo fielmente o propósito para o qual foi contratado, no caso de prejuízo decorrente de descumprimento das regras apresentadas nesta Política, incluindo penalidades relacionadas ao não cumprimento das normas legais, ocorrências decorrentes de falhas na gestão, imperícia comprovada, operações fora dos padrões éticos aceitáveis ou má fé, o gestor se responsabilizará por todos os danos causados, inclusive pelo ressarcimento financeiro de eventual prejuízo causado à Previcoke.
Vale ressaltar que o gestor deve obedecer aos limites e restrições válidos para o patrimônio de cada modalidade de gestão, sendo responsável apenas pelo percentual por ele administrado.
12. VIGÊNCIA
Esta política entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2014, podendo ser revista a qualquer momento pela Previcoke, dentro das regras estabelecidas pela legislação, e comunicada por escrito às instituições administradoras dos recursos da Entidade.
Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2013.
P
REVICOKE-
S
OCIEDADE DEP
REVIDÊNCIAP
RIVADA__________________________________ ___________________________________ Marcus Rubim de Moura, ICSS Guilherme de Sequeira Toledo
Diretor Superintendente / AETQ Diretor Financeiro
__________________________________ ___________________________________ Juan Carlos Vilarnovo Gesto Rodrigo Carvalho de Oliveira, CNPI-P/ICSS
ANEXO A: TABELA DE RATINGS DE CRÉDITO
CP LP CP LP CP LP
br AAA Aaa br AAA (bra) Quase Nulo
A+1 br AA+ P1 Aa1 br F1+ AA+ (bra)
br AA Aa2 br AA (bra)
br AA- Aa3 br AA- (bra)
A1 br A+ A1 br F1 A+ (bra) br A P2 A2 br A (bra) A2 br A- A3 br F2 A- (bra) br BBB+ Baa1 br BBB+ (bra) A3 br BBB P3 Baa2 br F3 BBB (bra) br BBB- Baa3 br BBB- (bra) br BB+ Ba1 BB+(bra) br BB Ba2 B BB(bra) B br BB- Ba3 BB-(bra) br B+ B1 B+(bra) br B B2 B(bra) br B- B3 B-(bra)
C br CCC Caa C CCC (bra) Muito Alto br CC Ca CC (bra) Extremo br C C C (bra) Máximo D br D D D (bra) Perda LP = Longo Prazo CP = Curto Prazo Módico Mediano Alto Risco
Standard & Poors Moody´s Fitch Atlantic
Muito Baixo