As características transmídia em torno da comunicação da série Stranger Things
Texto
(2) 1. UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO FACULDADE DE ARTES E COMUNICAÇÃO CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA. NATASCHA LONGHI DO VALE. AS CARACTERÍSTICAS TRANSMÍDIA EM TORNO DA COMUNICAÇÃO DA SÉRIE STRANGER THINGS. Passo Fundo, 2016.
(3) 2. NATASCHA LONGHI DO VALE. AS CARACTERÍSTICAS TRANSMÍDIA EM TORNO DA COMUNICAÇÃO DA SÉRIE STRANGER THINGS. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Publicidade e Propaganda, da Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Passo Fundo, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Publicidade e Propaganda, sob orientação do Ms. Olmiro Cristiano Lara Schaeffer.. Passo Fundo 2016.
(4) 3. NATASCHA LONGHI DO VALE. AS CARACTERÍSTICAS TRANSMÍDIA EM TORNO DA COMUNICAÇÃO DA SÉRIE STRANGER THINGS. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Publicidade e Propaganda, da Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Passo Fundo, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Publicidade e Propaganda, sob orientação do Ms. Olmiro Cristiano Lara Schaeffer.. Aprovada em ___ de______________de_____.. BANCA EXAMINADORA. _______________________________________ Ms. Olmiro Cristiano Lara Schaeffer – UPF. _______________________________________ Prof. Dr. ____________________-______. _______________________________________ Prof. Dr. ____________________-______.
(5) 4. AGRADECIMENTOS. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer à minha mãe, Beatriz, por sua enorme paciência, apoio, amor incondicional e levantamento de espírito, obrigada por estar sempre presente cuidando para que tudo esteja bem. Em segundo, obrigada aos amigos, os que entenderam minha ausência em suas noites de sexta e sábado mas não desistiram de sair comigo, e os que só me apoiaram nessa jornada, compartilhando experiências, choros, risadas e momentos. Em terceiro, mas não menos importante, um grande agradecimento ao Mestre Olmiro, que com muito entusiasmo acolheu meu tema e só me incentivou, abrindo meus olhos para possibilidades que nunca haviam passado pela minha cabeça, obrigada por fazer desse último semestre da faculdade o melhor..
(6) 5. “We're always running away And we don't even stop to think about it The worlds in our hands They don't need to understand We do it our own way No matter what they try to say about about it We've got our own plans They don't need to understand” Andy Black.
(7) 6. Dedico este trabalho à minha família, orientador, amigos e cachorros, que me acompanharam e deram todo o apoio que eu precisava nesta caminhada..
(8) 7. RESUMO. O presente trabalho tem como objetivo analisar as características transmídia em torno da comunicação da série Stranger Things no site de redes sociais Facebook por meio de uma análise de conteúdo. Utilizando-se de autores que escreveram sobre interação e diálogo, como Lima, Primo e Freire, tanto como redes sociais na internet, como Recuero, Gabriel e Moura, busca-se formar uma base teórica para analisar as publicações referentes aos meses de junho, julho, agosto, setembro e outubro de 2016. Após a análise de conteúdo, percebeu-se que grande parte das publicações é reprodução da história da série, mas há também produção de conteúdo e continuação da história, característica transmídia. Palavras-chave: Comunicação; Transmídia; Interação e diálogo; Redes sociais; Stranger Things; Netflix..
(9) 8. LISTA DE FIGURAS. Figura 1: Modelo de comunicação de Shannon e Weaver ................................................ 15 Figura 2: Modelo de comunicação de Paulo Freire ................................................................ 15 Figura 3: Pirâmide de Engajamento ....................................................................................... 18 Figura 4: Página de login e cadastro do Facebook ................................................................. 19 Figura 5: Página inicial do Facebook ..................................................................................... 20 Figura 6: Página inicial setorizada do Facebook .................................................................... 20 Figura 7: Página do Facebook ................................................................................................ 22 Figura 8: Grupo do Facebook ................................................................................................. 22 Figura 9: EdgeRank ................................................................................................................ 23 Figura 10: Reações do Facebook ............................................................................................ 24 Figura 11: Metodologia .......................................................................................................... 27 Figura 12: Planilha de análise do Microsoft Excel ................................................................. 29 Figura 13: Página inicial Netflix ............................................................................................. 30 Figura 14: Planos Netflix ........................................................................................................ 31 Figura 15: Perfis Netflix ......................................................................................................... 31 Figura 16: Configuração de perfil Netflix .............................................................................. 32 Figura 17: Catálogo Netflix .................................................................................................... 32 Figura 18: Menu da série ........................................................................................................ 33 Figura 19: Notícia sobre o elenco ........................................................................................... 34 Figura 20: Elenco .................................................................................................................... 35 Figura 21: Stranger Things ..................................................................................................... 36 Figura 22: Publicação 23, categoria “crianças” ...................................................................... 37 Figura 23: Publicação 18, categoria “crianças + mistério” ..................................................... 38 Figura 24: Publicação 17, categoria “mistério” ...................................................................... 38 Figura 25: Publicação 16, categoria “crianças + mistério + luzes” ........................................ 39 Figura 26: Publicação 15, categoria “frame da série” ............................................................. 40 Figura 27: Publicação 4, categoria “trailer” ............................................................................ 40 Figura 28: Publicação 45, categoria “mistério + luzes” .......................................................... 41 Figura 29: Publicação 56, categoria “itens da série” .............................................................. 42 Figura 30: Horários das publicações ...................................................................................... 43 Figura 31: Conteúdo das publicações ..................................................................................... 44 Figura 32: Reações das publicações ........................................................................................ 44 Figura 33: Compartilhamentos das publicações ..................................................................... 44 Figura 34: Comentários das publicações ................................................................................ 45 Figura 35: Publicação 39 ......................................................................................................... 46 Figura 36: Publicação 57 ......................................................................................................... 47 Figura 37: Gif da parede, mensagem: “Pague a série B” ........................................................ 48 Figura 38: Gif da parede, mensagem: “Peguei sua palheta” ................................................... 49 Figura 39: Gif da parede, mensagem: “Reabertura” ............................................................... 50 Figura 40: Gif da parede, mensagem: “Noiva pode tudo” ...................................................... 51.
(10) 9. SUMÁRIO. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 10 PARTE I – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .......................................................................... 11 1. DA PUBLICIDADE AO DIÁLOGO ............................................................................ 12 1.1. Publicidade e Propaganda .......................................................................................... 12. 1.2. Interação e diálogo ..................................................................................................... 13. 2. REDES SOCIAIS NA INTERNET E TRANSMÍDIA ................................................ 17. 2.1. Redes sociais na internet................................................................................................ 17 2.1.1. 2.2. Facebook ............................................................................................................. 19. Transmídia ................................................................................................................. 24. PARTE II - #STRANGERTHINGS ..................................................................................... 26 1. METODOLOGIA ........................................................................................................... 27. 2. STRANGER THINGS ................................................................................................... 30. 3. 2.1. Netflix ........................................................................................................................ 30. 2.2. A série ........................................................................................................................ 33. 2.3. Calendário .................................................................................................................. 34. ANÁLISE DE COMUNICAÇÃO ................................................................................. 36 3.1. Fanpage ...................................................................................................................... 36. 3.2. #StrangerThings ......................................................................................................... 47. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................. 52 REFERÊNCIAS...................................................................................................................... 54.
(11) 10 INTRODUÇÃO. Na cultura contemporânea, há uma emergência das narrativas seriadas, séries e webseries. Elas tem ganhado cada vez mais força e recebem investimentos compatíveis com o cinema. Em 2016, uma destas séries alcançou altos índices de popularidade, a série Stranger Things. A comunicação da série, especialmente nas redes sociais digitais, com características transmídia, sempre foi muito presente, despertando a curiosidade das pessoas. As pessoas se apropriaram de cenas da série para passarem mensagens próprias. Neste contexto, este trabalho tem como objetivo de estudo investigar as características transmídia na comunicação em torno da série Stranger Things nos meses de junho a outubro de 2016, através de uma análise de conteúdo no Facebook. Ainda apresenta como objetivos específicos conceituar publicidade e propaganda, interação, diálogo e redes sociais na internet, descrever e contextualizar a plataforma Facebook, conceituar transmídia e cultura da convergência. Decidiu-se por uma divisão do trabalho em duas partes. A parte I consiste na pesquisa bibliográfica e é dividida em dois capítulos. O primeiro capítulo trata de uma revisão teórica acerca do tema publicidade e propaganda e diálogo, também tratando sobre interação reativa e mútua. Já o segundo capítulo trata de redes sociais na internet, especificamente o Facebook, e aborda os conceitos de transmídia e a cultura da convergência. A parte II apresenta o detalhamento metodológico, a descrição da série e a análise de sua comunicação. O primeiro capítulo da parte II aborda a metodologia, especificando-a. No capítulo seguinte a este, é abordada a série Stranger Things; o sistema que a hospeda, a Netflix; e o calendário da série. No terceiro capítulo encontra-se o mapeamento da comunicação da série e a análise de conteúdo de suas mensagens e, posteriormente, no final deste trabalho, encontram-se as considerações finais..
(12) 11 PARTE I – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. A pesquisa bibliográfica refere-se a análise de conceitos referentes ao objeto de estudo, as características transmídia em torno da comunicação da série Stranger Things. Esta revisão bibliográfica está dividida em dois capítulos. O capítulo 1 discorre sobre o conceito de publicidade e propaganda a partir de Sant’Anna, Rocha Júnior e Garcia (2009) e Gomes (2001), além disso, vê-se também os conceitos interação e diálogo, a partir de Lima (2004), Primo (2000) e Freire (1983). O capítulo 2 discorre sobre redes sociais na internet a partir de Recuero (2009), Bagatini (2014), Gabriel (2010) e Moura (2014), Facebook e Twitter, além de conceituar cultura da convergência e transmídia a partir de Jenkins (2009) para ajustar conceitos fundamentais para a revisão bibliográfica..
(13) 12 1. DA PUBLICIDADE AO DIÁLOGO. Neste capítulo será abordada a origem da publicidade e propaganda, suas definições e como ela pode ser considerada um processo de comunicação. Além disso, conceitua-se interação e diálogo e é trazida a relação entre ambos os conceitos e como se conectam.. 1.1 Publicidade e Propaganda. Conforme afirmam Sant’Anna, Rocha Júnior e Garcia (2009, p. 59), publicidade e propaganda, apesar de serem conceitos utilizados como sinônimos, possuem significados diferentes. Gomes (2001) explica que o uso dessas palavras como sinônimos se dá pelo fato de que no Brasil não existe unanimidade de critério quanto ao uso técnico dos vocábulos, o que resulta em um “fenômeno nacional que vem criando alguns problemas de comunicação na comunidade acadêmica e, sobretudo, no ensino de comunicação” (GOMES, 2001, p. 119). Segundo Sant’Anna, Rocha Júnior e Garcia (2009, p. 59), publicidade deriva de público, significando tornar público um fato ou uma ideia. Já a propaganda é definida como a propagação de princípios e teorias, tendo origem no latim propagare, que significa enterrar o rebento de uma planta no solo. Ainda conforme os autores, foi traduzida pelo papa Clemente VII ao fundar a Congregação da Propaganda, em 1597, com o objetivo de propagar a fé católica. Por outro lado, publicidade é um meio de tornar conhecido um produto, marca ou serviço; tem como objetivo despertar nos consumidores o desejo pelo o que é anunciado ou mostrar diferenças que o destaquem da concorrência; “Ela faz isso abertamente, sem encobrir o nome e as intenções do anunciante” (SANT’ANNA; ROCHA JÚNIOR; GARCIA, 2009, p. 60).. A publicidade é uma técnica de comunicação de massa, paga, com a finalidade precípua de fornecer informações, desenvolver atitudes e provocar ações benéficas para os anunciantes, geralmente para vender produtos ou serviços. Ela serve para realizar as tarefas de comunicação de massa com economia, velocidade e colume maiores que os obtidos com quaisquer outros meios. (SANT’ANNA; ROCHA JÚNIOR; GARCIA, 2009).
(14) 13 Gomes (2003) destaca o caráter estratégico do processo publicitário contemporâneo e sua relação com o marketing, baseado em objetivos estabelecidos, estratégicas e táticas para o seu alcance e métodos de avaliação para o seu desenvolvimento, e a publicidade como processo de comunicação.. O processo publicitário se inicia com o estabelecimento dos objetivos de gestão do produto ou da marca (empresariais), normalmente expressos em termos de lucros, margens e benefícios. Após, são fixados os objetivos de marketing, mediante fatores tais como a penetração do consumidor, a distribuição e a participação no mercado, que são, na realidade, estratégias através das quais os objetivos comerciais podem ser alcançados. (GOMES, 2003, p.13). Para Gomes, em 2003, a publicidade como processo de comunicação era definida como tendo a necessidade do uso de meios de difusão de massa, os veículos, porém, na comunicação contemporânea, vê-se que o processo se amplia, utilizam-se outros meios de modo integrado, especialmente recursos associados à internet. O que caracteriza a internet é a sua forma interativa, e enquanto que nos meios de massa a transmissão é por meio de difusão, na internet a propagação é em rede, bidirecional, onde o sujeito comunicador é emissor e receptor.. 1.2 Interação e diálogo. Segundo Lima (2004), cada vez mais se fazem necessárias discussões conceituais interligadas à cultura, devido a emergência de novas e revolucionárias tecnologias interativas de comunicação (em particular, a internet). “Uma das tendências, particularmente promissora, que pode ser identificada como característica do novo cenário tecnológico, integrado e integrador, é a interatividade, isto é, a possibilidade de interação simultânea entre emissor e receptor” (LIMA, 2004, p. 54). O conceito de interação, apesar de ser utilizado para identificar uma grande gama de fenômenos (de videogames a reality shows), para Primo (2000), geralmente é utilizado de forma errônea. Partindo do conceito de Watzlawick, Beavin e Jackson (1967), que consideram interação como “uma série complexa de mensagens trocadas entre as pessoas”.
(15) 14 (WATZLAWICK, BEAVIN E JACKSON apud PRIMO, 2000, p. 83), Primo (2000) conceitua dois tipos de interação: interação reativa e interação mútua. Mas antes de entrarmos nesses conceitos, é necessário diferenciar interativo de reativo. Para Machado, “um sistema interativo deveria dar total autonomia ao espectador, [...] enquanto os sistemas reativos trabalhariam com uma gama pré-determinada de escolhas” (MACHADO apud PRIMO, 2000, p. 85). Interação reativa, segundo Primo (2000), são interações pré-programadas, como as respostas de videogames e as mensagens da caixa-postal. Já a interação mútua envolve uma troca de informações e um verdadeiro diálogo, onde os participantes tenham o mesmo peso na relação. Além do meio potencialmente interativo, para a interação mútua ocorrer é necessário a predisposição dos sujeitos ao diálogo. O diálogo, enquanto conceito para interação entre os Sujeitos, foi investigado por Paulo Freire (1983) em seus estudos sobre a comunicação e Venício de Lima (2004) em seu livro “Mídia: teoria e política”. Segundo Freire, a comunicação é o gerador da educação humana. Para ele, “o mundo social humano não existiria se não fosse um mundo capaz de se comunicar [portanto] o mundo dos seres humanos é um mundo de comunicação” (FREIRE apud LIMA, 2004, p. 60).. O Sujeito pensante não pode pensar sozinho. Não pode pensar acerca dos objetos sem a co-participação de outro Sujeito. Não existe um “eu penso”, mas sim um “nós pensamos”. É o “nós pensamos” que estabelece o “eu penso” e não o oposto. Esta coparticipação dos Sujeitos no ato de conhecer se dá na comunicação. (FREIRE apud LIMA, 2004, p. 61). Freire sente a necessidade de compreender o que é a comunicação e chega no fundamento diálogo. “O que caracteriza a comunicação enquanto este comunicar comunicando-se é que ela é diálogo, assim como o diálogo é comunicativo”, “a comunicação implica uma reciprocidade que não pode ser rompida” (FREIRE apud LIMA, 2004, p. 61). Para Freire, trata-se de um “encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados” (FREIRE apud LIMA, 2004, p. 61). Freire define a comunicação como “situação social em que as pessoas criam conhecimento juntas, transformando e humanizando o mundo, em vez de transmiti-lo, dá-lo.
(16) 15 ou impô-lo” (LIMA, 2004, p. 62). A comunicação é uma interação entre Sujeitos iguais e criativos, mas para esta interação acontecer, é necessário diálogo. Compreende-se assim, que, para a comunicação dialógica ocorrer, é necessário existir uma postura dialógica, ou seja, além de expressar-se, o diálogo consiste na capacidade do sujeito de ouvir. Sem ambos não se constitui uma posição comunicativa. Trata-se de uma superação do conceito de comunicação funcionalista, proposto por diversos autores ao longo do século XX, como Shannon e Weaver (Figura 1) por um módulo mais dialógico que dê conta dos processos interativos da comunicação contemporânea (Figura 2).. Figura 1: modelo de comunicação de Shannon e Weaver Fonte: adaptado pela autora (2016). Figura 2: modelo de comunicação de Paulo Freire Fonte: adaptado pela autora (2016). Etimologicamente, a palavra Comunicação tem origem no Latim communicatio que significa “ação de tornar algo comum a muitos” (POYARES, 1970). Segundo Gomes, “comunicação deriva-se, por sua vez, do adjetivo latino commune (comum, pertencente a todos ou muitos). Portanto, quando alguém se comunica, estabelece uma ‘comunidade’ com os outros” (GOMES, 2003, p. 18). Teixeira (2012) traduz a visão baseada na figura 1 argumentando que a comunicação ocorre quando o emissor traduz a sua ideia para uma linguagem ou código que possa ser compreendido pelo receptor. Já na figura 2, proposta por Freire (apud Lima, 2004), comunicação/diálogo não é apenas co-participação e reciprocidade, mas sim um processo significativo que é compartilhado por Sujeitos iguais numa relação também de igualdade. Para ele, “a comunicação deve ser vivida em sua dimensão política”, isto é, “a comunicação humana deve.
(17) 16 ser vivida pelos seres humanos como a sua vocação humana” (FREIRE apud LIMA, 2004, p. 63). A dimensão política do diálogo faz parte da natureza humana. Freire argumenta que “a existência, porque humana, não pode ser muda, silenciosa, nem tampouco nutrir-se de falsas palavras, mas de palavras verdadeiras, com que os homens transformam o mundo. Existir, humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá-lo” (grifado no original; FREIRE apud LIMA, 2004, p. 65). Lima (2004) faz um breve resumo do pensamento de Freire. Comunicação implica um diálogo entre Sujeitos mediado pelo objeto de conhecimento que por sua vez decorre da experiência e do trabalho cotidiano. [...] A comunicação é, portanto, por definição, dialógica. Fora dessas premissas não haverá comunicação, não se produzirá cultura. (LIMA, 2004, p. 67). O conceito de Freire tem sido resgatado na contemporaneidade em função das mídias associadas a internet, meios de comunicação que, diferentes dos tradicionais, que limitavam o diálogo por não possuírem canal de retorno, permitem a criação de uma rede de interação entre os sujeitos, assim possibilitando uma possível comunicação dialógica..
(18) 17 2. REDES SOCIAIS NA INTERNET E TRANSMÍDIA. Neste capítulo será abordado o conceito de redes sociais, o site de redes sociais Facebook e a Pirâmide de Engajamento. Também será analisado o conceito de cultura da convergência e transmídia.. 2.1 Redes sociais na internet. Redes sociais, segundo Recuero (2009), são grupos sociais. É necessário diferenciar redes sociais e sites de redes sociais. Enquanto redes sociais são grupos de pessoas que interagem socialmente, sites de redes sociais são suportes informáticos que proporcionam que as pessoas possam demonstrar sua rede social, construí-la ou até mesmo complexificá-la, porém, esses sites em si não constituem rede, eles são apenas um instrumento de conexão. “Sites de redes sociais são os espaços utilizados para a expressão das redes sociais na Internet” (RECUERO, 2009, p. 102). A rede é constituída por pessoas – os atores – e as interações são trocadas através do site. As pessoas se apropriam da tecnologia para interagirem com outras pessoas e grupos via internet, mas isso não é uma característica determinada pelos sites.. Esses sites, como todas as tecnologias de comunicação mediada pelo computador, são elementos de suporte, mas não grupos sociais. Sua existência não é determinante para a existência dos grupos, mas sua apropriação, sim. É possível, por exemplo, que um desses sites não seja apropriado ou utilizado por nenhum grupo social. Ainda assim, o site não deixaria de existir. Mas não seria associado a uma comunidade virtual, pois não há grupos que o utilizem. (RECUERO, 2007). Segundo Recuero, sites de redes sociais foram definidos por Boyd & Ellison em 2007 como sistemas que permitem: 1) a construção de uma persona através de um perfil ou página pessoal; 2) a interação através de comentários; 3) a exposição pública da rede social de cada ator..
(19) 18 Os sites de redes sociais possibilitam ao consumidor “atuar, escolher, opinar, criar, influenciar e consumir de acordo com as suas vontades” (GABRIEL, 2010,. p. 74),. considerando que, sob a hiperconexão, “transcrevemos nossos grupos sociais e, através do suporte, geramos novas formas de circulação, filtragem e difusão dessas informações” (RECUERO, 2014, p. 14). “Levando em consideração a Pirâmide de Engajamento proposta por Li (apud MOURA, 2014, p. 22), selecionam-se as potencialidades das mídias sociais como facilitadoras do diálogo e descentralizadoras da informação” (BAGATINI, 2014, p. 47). Moura (2014, p. 17) explica, ao visualizar as mídias sociais, que “os internautas estão submetidos a diferentes níveis de engajamento”, de um clique, uma curtida, a produção de conteúdo. Gabriel (2010, p. 109) aponta que “o público alvo não é mais apenas alvo, mas passou a também ser mídia e gerador de mídia”. Li (apud MOURA, 2014, p. 21) delineia a Pirâmide de Engajamento, figura 3, a partir das atividades e papéis desenvolvidos pelos usuários nas redes sociais.. Figura 3: Pirâmide de Engajamento Fonte: Li (apud MOURA, 2014, p. 22). Segundo Li (2011, p. 83), “a vantagem da pirâmide de engajamento é que ela facilita a identificação, a observação e a medição desses comportamentos”..
(20) 19 2.1.1 Facebook. O Facebook é um site de redes sociais. Foi lançado no dia 4 de fevereiro de 2004, por Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes (CARLSON, 2010). É o maior site de redes sociais do mundo, possuindo 1,48 bilhões de usuários inscritos (CRUZ, 2016).. O foco inicial do Facebook era criar uma rede de contatos em um momento crucial da vida de um jovem universitário: o momento em que este sai da escola e vai para a universidade, o que, nos Estados Unidos, quase sempre representa uma mudança de cidade e um espectro novo de relações sociais. O sistema, no entanto, era focado em escolas e colégios e, para entrar nele, era preciso ser membro de alguma das instituições reconhecidas. Começou apenas disponível para os alunos de Harvard (2004), posteriormente sendo aberto para escolas secundárias (2005). (RECUERO, 2009, p. 171).. A página inicial do Facebook pede login ou cadastro, como apresenta a figura 4, porém isso não é necessário para a visualização de seu conteúdo.. Figura 4: Página de login e cadastro do Facebook Fonte: Facebook (2016a).
(21) 20 Após o login, o usuário se depara com a página inicial do site, como pode ser visto na figura 5.. Figura 5: Página inicial do Facebook Fonte: Facebook (2016b). A figura 6, a seguir, mostra a página inicial dividida em setores representados por letras (grifos da autora) e descritos a seguir.. Figura 6: Página inicial setorizada do Facebook Fonte: Facebook (2016c). Na figura 6, o campo da letra A representa o primeiro setor destacado, o cabeçalho do Facebook. Ele é estático, ou seja, permanece sempre na tela. Nele encontra-se a caixa de.
(22) 21 busca, o atalho para o perfil do usuário e para atualizar a página inicial, além disso, encontrase os botões para ver as solicitações de amizade, as conversas e as notificações. Por último encontra-se o botão de privacidade e o de configurações. A letra B representa o menu, nele há links fixos e links editáveis. Pode ser visto outro atalho para o perfil do usuário e um para editar o perfil do mesmo. O menu pode ser dividido em Favoritos, Páginas, Grupos, Aplicativos, Amigos, Interesses, Eventos e Pagamentos. A letra C representa a barra de status, a qual pergunta ao usuário “No que você está pensando?”. Ela permite ao usuário postar frases, textos, imagens, links, eventos, gifs e vídeos, pode-se marcar amigos, locais e marcar o que o usuário está fazendo e como está se sentindo. As publicações podem ser restritas a somente o usuário, aos amigos, público ou personalizada. A letra D é destinada ao espaço de lembretes, como eventos e aniversários e, além disso, conta com anúncios e jogos. A letra E representa o Feed de notícias do Facebook. Nela o usuário vê atualizações de seus amigos e das páginas que curtiu, ranqueados através de um algoritmo próprio, descrito a seguir. A letra F é o espaço de registro de atividade dos amigos do usuário, ele é atualizado constantemente. A letra G é referente ao bate-papo, nela o usuário pode buscar seus amigos ou outros usuários do Facebook e criar uma conversa privada ou em grupo. Além de possibilitar a criação de perfis pessoais, o Facebook também permite a criação de páginas e grupos. As páginas, conforme a figura 6, servem para marcas, organizações, celebridades e empresas manterem contato com o usuário. Existe a possibilidade de criar anúncios pagos, botões de ação e respostas automáticas para mensagens recebidas. Existe a opção de curtir ou salvar para ver em outro momento, assim como existe a função de compartilhar a página com os seus amigos e seguidores..
(23) 22. Figura 7: Página do Facebook Fonte: Facebook (2016d). Já os grupos do Facebook, como mostra a figura 8, funcionam como espaços onde se pode compartilhar atualizações, fotos e documentos apenas com determinadas pessoas, as que estiverem no grupo. Os grupos podem ser abertos para visualização de todos, fechados ou secretos apenas para membros convidados.. Figura 8: Grupo do Facebook Fonte: Facebook (2016e). O Facebook possui um algoritmo que define automaticamente o que é mais relevante para os usuários, o EdgeRank, que monitora tudo o que o usuário faz, como os links que ele.
(24) 23 clica, as fotos que ele vê, os conteúdos que ele curte, comenta e compartilha, as páginas que ele acessa e os aplicativos que usa. O EdgeRank é composto por três elementos, mostrados na figura abaixo.. Figura 9: EdgeRank Fonte: Porto (2013, p. 26). A afinidade (u) retrata a aproximação entre uma marca e um fã ou entre usuários. É construída por repetidas interações com os edges da marca, ou seja, quanto mais curtido, compartilhado e comentado o conteúdo do usuário for, mais visualizado ele será. O peso (w) diz respeito ao tipo de interação que a pessoa tomou em frente ao conteúdo postado. Segundo o Facebook, compartilhar é a interação de mais peso, seguido de comentar, curtir e clicar. Por fim, temos o tempo (d), ele define que quanto mais antiga for a publicação, menos valor será dado ao engajamento com ela. Outra funcionalidade do Facebook são as hashtags, explicadas por Lemos e Santaella no livro Redes Sociais Digitais: a cognição conectiva do Twitter. Apesar de o livro ser sobre o Twitter, a explicação se aplica às hashtags do Facebook também.. As hashtags são indexadoras de temas, tópicos e/ou palavras-chave que agregam todos os tweets [posts] que as contem em um mesmo fluxo, onde é possível observar a formação de uma comunidade ao redor do uso específico da #hashtag. Este fluxo comum possibilita a todos os usuários acompanhar a discussão de um tema e/ou divulgar informações pertinentes em tempo real (LEMOS e SANTAELLA, 2010, p. 108) . Em fevereiro de 2016, o Facebook liberou novas opções para reagir a um publicação, onde antes só havia a possibilidade de curtir, agora existe a possibilidade de clicar “Amei”, “Haha”, “Uau”, “Triste” ou “Grr”, noticia GOMES (2016), para o site G1..
(25) 24. Figura 10: Reações Facebook Fonte: Facebook (2016f). 2.2 Transmídia. Cultura da convergência, segundo Jenkins (2009), não se dá por meio de aparelhos, independente de quão sofisticados estes sejam. Para ele, a convergência ocorre em dentro do cérebro de cada indivíduo e em suas interações sociais com outros.. Cada um de nós constrói a própria mitologia pessoal, a partir de pedaços e fragmentos de informações extraídos do fluxo midiático e transformados em recursos através dos quais compreendemos nossa vida cotidiana. Por haver mais informações sobre determinado assunto do que alguém possa guardar na cabeça, há um incentivo extra para que conversemos entre nós sobre a mídia que consumimos. (JENKINS, 2009, p. 30). Essas conversas, segundo Jenkins (2009), são cada vez mais valorizadas pelo mercado das mídias. O consumo tornou-se um processo coletivo, e é isso que Jenkins entende por inteligência coletiva, expressão cunhada por Lévy. Para Jenkins, ninguém pode saber de tudo, mas cada um sabe alguma coisa, sendo assim, pode-se juntar as peças, associando recursos e unindo habilidades. A inteligência coletiva pode ser vista como fonte alternativa de poder midiático e “refere-se a capacidade das comunidades virtuais de alavancar a expertise combinada de seus membros”, diz Jenkins (2009)..
(26) 25 Transmídia, para Jenkins,. Uma história transmídia desenrola-se através de múltiplas plataformas de mídia, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo. Na forma ideal de narrativa transmídia, cada meio faz o que faz de melhor - a fim de que a história possa ser introduzida num filme, ser expandida pela televisão, romances e quadrinhos; seu universo possa ser explorado em games ou experimentado como atração de um parque de diversões. Cada acesso à franquia deve ser autônomo, para que não seja necessário ver o filme para gostar do game, e vice-versa. Cada produto determinado é um ponto de acesso à franquia como um todo. A compreensão obtida por meio de diversas mídias sustenta uma profundidade de experiência que motiva mais consumo. (JENKINS, 2009, p. 138). Jenkins (2007) sintetiza o significado de narrativa transmídia de maneira muito eficiente: “Transmídia storytelling representa um processo onde elementos integrantes de uma ficção se dispersam sistematicamente através de múltiplos canais, com a proposta de criar uma experiência única e coordenada e no qual, de forma ideal, cada meio faz uma contribuição única para a história”, “transmídia reflete a economia da consolidação da mídia ou o que observadores da indústria chamam de sinergia”, ou seja, podemos dizer que transmídia é um sistema sinérgico, cujo resultado é a execução de um movimento ou a realização de uma função orgânica. Jenkins ainda diz que a narrativa transmídia é a arte da criação de um universo. Conforme Ebert e Schaeffer (2016), “para ser transmídia, essa narrativa precisa ser apresentada em diversos gêneros e em diferentes mídias correspondentes, de modo que cada suporte represente não só uma parte da narrativa principal que existe na soma de todos os gêneros, mas também como uma narrativa individual, com sentido e desenvolvimento próprio” (EBERT; SCHAEFFER, 2016, p. 5).. .
(27) 26 PARTE II - #STRANGERTHINGS. O primeiro capítulo da Parte II refere-se a proposta metodológica, a análise da plataforma Netflix, a série Stranger Things e ao calendário da série. Já o segundo é uma análise das características transmídia da comunicação da página da série Stranger Things no Facebook, juntamente com uma análise empírica da hashtag #StrangerThings. ..
(28) 27 1. METODOLOGIA. Levando em consideração o objetivo deste estudo, que é investigar as características transmídia em torno da comunicação da série Stranger Things, desenvolveu-se um estudo exploratório dividido em duas partes: pesquisa bibliográfica e análise de conteúdo, conforme apresenta a figura 11.. Figura 11: Metodologia Fonte: autora (2016). Para Gil (2010), a pesquisa bibliográfica tem como objetivo analisar várias posições sobre determinado assunto e se baseia em materiais já publicados. A pesquisa bibliográfica desenvolveu-se a partir dos seguintes conceitos, abordados pelos respectivos autores, conforme o quadro 1. DELINEAMENTO DA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA Capítulo I. Publicidade e propaganda. Sant’Anna, Rocha Junior e Garcia; Gomes.. Interação e diálogo. Lima; Primo; Machado; Watzlawick, Beavin e Jackson; Freire; Poyares.. Capítulo II. Redes sociais na internet. Recuero; Bagatini; Gabriel;.
(29) 28 Moura; Boyd e Ellison. Facebook. Carlson; Cruz; Recuero (2009); Porto.. Transmídia. Jenkins; Ebert; Schaeffer.. Quadro 1: Delineamento da pesquisa bibliográfica Fonte: autora (2016). Análise de conteúdo, para Bardin (2011), é composta por 3 fases: a pré-análise, a exploração do material e o tratamento dos resultados, interferência e interpretação. Para Silva e Fossá (2015), a primeira fase, pré-análise, é feita para sistematizar as ideias inicias e estabelecer indicadores para a interpretação das informações coletadas. É composta por quatro processos: leitura flutuante, primeiro contato com os documentos da coleta de dados, onde começa a se conhecer os textos e demais fontes a serem analisadas; escolha dos documentos: é a definição do corpus de análise; formulação de hipóteses e objetivos: a partir da leitura inicial dos dados; elaboração de indicadores: a fim de interpretar o material coletado. Sobre a segunda fase, “a exploração do material consiste na construção das operações de codificação, considerando-se os recortes dos textos em unidades de registros, a definição de regras de contagem e a classificação e agregação das informações em categorias simbólicas ou temáticas” (SILVA; FOSSÁ, 2015, p. 3). No caso deste estudo, utilizou-se a Planilha de análise de fanpage, que pode ser vista a seguir. Na terceira e última fase, tratamento dos resultados, interferência e interpretação, os resultados brutos são tratados para serem significantes, informações são destacadas para análise reflexiva e crítica. A relação entre os dados obtidos e a fundamentação teórica é o que deve dar sentido à interpretação (BARDIN, 2011 apud PANISSON, 2015). A pesquisa bibliográfica foi realizada de 01 de agosto de 2016 a 06 de outubro de 2016, já a coleta e análise de conteúdo foi realizada de 07 de outubro de 2016 a 07 de novembro de 2016. Foi feita uma análise de conteúdo de 68 publicações na página do Facebook Stranger Things do Brasil, publicadas nos meses de junho a outubro de 2016, analisando também a hashtag StrangerThings no Facebook. Ao final dessa análise, foram selecionadas as 2 publicações de maior engajamento e estas também foram analisadas e explicadas..
(30) 29 Para a coleta de dados foi utilizado computador e internet, para a análise de conteúdo foi utilizada uma planilha do Microsoft Excel (Anexo A), buscando registrar a data de cada uma das 68 publicações no Facebook, a hora em que foram publicadas, a categoria em que se enquadram, quantas curtidas possuem, as reações que receberam, quantos compartilhamentos e comentários receberam, a análise desses comentários, qual o conteúdo das publicações (se texto, imagem, link, hashtag ou vídeo), e a quantidade de visualizações do vídeo.. Figura 12: Planilha de análise do Microsoft Excel Fonte: autora (2016).
(31) 30 2. STRANGER THINGS. Stranger Things é uma produção da plataforma de streaming Netflix. Deste modo, nesse capítulo será analisada e contextualizada a empresa Netflix, a série e seu calendário.. 2.1 Netflix. A Netflix foi lançada em 1997, originalmente com um sistema de entrega através dos correios e hoje como plataforma de streaming (meio de transmissão de dados de áudio e vídeo de forma instantânea, que dispensa a necessidade de fazer download do programa). Atualmente, o serviço é considerado um dos maiores do ramo, possuindo mais de 60 milhões de usuários em todo o mundo (POZZEBON, 2015). O serviço conta com um catálogo de centenas de filmes, séries, desenhos e animes, que podem ser acessados de diversas plataformas, como notebooks, tablets, celulares, videogames, Smart TVs, aparelhos de streaming e computadores. Na página inicial da Netflix, o novo usuário tem a opção de se cadastrar e receber o primeiro mês de serviço grátis, para que possa experimentar e conhecer melhor o que a Netflix tem a oferecer..
(32) 31 Figura 13: Página inicial Netflix Fonte: Netflix (2016a). Após o período de teste, existem 3 opções de planos, cada um com características distintas, como mostra a figura a seguir.. Figura 14: Planos Netflix Fonte: Netflix (2016b). Para usuários já registrados, a página inicial é a de escolha de perfis (figura 15). A Netflix permite a criação de até 5 perfis, para que várias pessoas em uma mesma família possam utilizar o serviço, por exemplo.. Figura 15: Perfis Netflix Fonte: Netflix (2016c).
(33) 32 Nas configurações, existem as opções de mudança de idioma, foto de perfil, nome e de delineamento de maturidade (opção “Kids”), como mostra a figura 16.. Figura 16: Configuração de perfil Netflix Fonte: Netflix (2016d). Após a escolha de perfil, o usuário se depara com o catálogo Netflix, como mostra a figura 17.. Figura 17: Catálogo Netflix Fonte: Netflix (2016e).
(34) 33 Ao passar o mouse sobre um título, surge a opção de ver mais informações sobre, como sua sinopse, quantas estrelas possui, o ano em que saiu, quantas temporadas estão disponíveis, quem atua no título, os gêneros em que se enquadra. Além disso, oferece a opção de escolher o episódio o qual quer assistir, trailers, títulos semelhantes e detalhes.. Figura 18: Menu da série Fonte: Netflix (2016f). 2.2 A série. Stranger Things é uma série produzida pela Netflix, a partir de uma pesquisa e criação de um algoritmo que prevê o que o espectador mais quer ver, provedora global de filmes e séries de televisão via streaming. Estreou em 15 de julho de 2016 e possui oito episódios com cerca de uma hora cada. Passa-se na década de 1980, na cidade fictícia de Hawkins, Indiana, onde um menino, Will Byers, desaparece misteriosamente. Seus amigos e familiares entram em uma jornada em sua busca, enfrentando coisas estranhas e extraordinárias. Nessa jornada, seus amigos conhecem Eleven, uma menina com poderes, que irá ajudá-los a encontrar Will. Devido ao grande sucesso da série, menos de dois meses depois de sua estreia, a Netflix anunciou uma segunda temporada, prevista para 2017. Para Laitano (2016), do site Zero Hora TV, “Stranger Things retrata os anos 1980 em toda sua glória low tech, surfando na onda retrô que parece se alimentar exatamente das ilimitadas possibilidades de consumo nostálgico que a tecnologia oferece”..
(35) 34 Segundo Laitano (2016), “O segredo do sucesso de Stranger things, porém, não está na profusão de referências ou na trama de suspense (um tanto sem pé nem cabeça, para falar a verdade), mas no adorável elenco infantil, (...) A turma de garotos não fica atrás, com desempenhos sobrenaturalmente graciosos e convincentes”. O elenco jovem da série conquistou o mundo com o seu carisma e boa atuação, além disso, é bastante presente nas redes sociais.. 2.3 Calendário. De acordo com Spangler, da Variety, o elenco jovem foi escolhido no mês de agosto de 2015, conforme mostra a figura a seguir.. Figura 19: Notícia sobre o elenco Fonte: Variety (2016). Em uma publicação no Facebook da mãe do ator Gaten Matarazzo, conforme mostra a figura a seguir, podemos ver o primeiro registro do elenco junto, no dia 29 de março de 2016..
(36) 35. Figura 20: Elenco Fonte: Facebook (2016g). Já no dia 18 de maio de 2016, foram liberadas as primeiras imagens da série para a imprensa, conforme noticia Telling para o site People. Em 06 de junho de 2016 é criada a página da série no Facebook e nos dias que se seguem começam a ser liberadas novas fotos, vídeos e trailers. A série estreou no dia 15 de julho de 2016..
(37) 36 3. ANÁLISE DE COMUNICAÇÃO. A partir da metodologia de pesquisa escolhida, apresenta-se neste capítulo a análise dos dados obtidos na página Stranger Things no Facebook em 2016 para verificar características da comunicação e indicadores de uma narrativa transmídia.. 3.1 Fanpage. A fanpage Stranger Things no site de redes sociais Facebook, conforme apresentado na figura 21, pode ser encontrada no mecanismo de busca do Facebook, seu link é https://www.facebook.com/strangerthingsbr. Contava com 3.072.010 curtidas na data de recolhimento dos dados e foi criada no dia 06 de junho de 2016. É a fanpage oficial da série Stranger Things, da Netflix, no Brasil.. Figura 21: Stranger Things Fonte: Facebook (2016h). Para este estudo, foram selecionadas 68 publicações da fanpage Stranger Things no Facebook, abrangendo os meses junho, julho, agosto, setembro e outubro do ano de 2016. A coleta de dados foi feita no dia 07 de novembro de 2016. As publicações foram registradas em arquivo eletrônico PDF incluso no Anexo A. A partir da planilha de análise de fanpage.
(38) 37 (apresentada na Metodologia do trabalho) as publicações foram classificadas e consta em arquivo do Microsoft Excel no Anexo A. As publicações foram classificadas em 10 categorias, descritas na Tabela 1:
(39)
(40)
(41) .
(42) .
(43) .
(44)
(45) .
(46) # . . Tabela 1: Categorias das publicações Fonte: autora (2016). A categoria “crianças” envolve 17 publicações e é definida por toda publicação em que apareça apenas o elenco jovem, esteja este envolvido na série ou não.. Figura 22: Publicação 23, categoria “crianças” Fonte: Facebook (2016i).
(47) 38. A categoria “crianças + mistério” abrange 14 publicações em que o conteúdo visto envolve o elenco jovem da série e o gênero mistério.. Figura 23: Publicação 18, categoria “crianças + mistério” Fonte: Facebook (2016j). A categoria “mistério” conta com 9 publicações e envolve conteúdos como vídeos e gifs, deixando claro o gênero da série.. Figura 24: Publicação 17, categoria “mistério” Fonte: Facebook (2016k).
(48) 39 A categoria “crianças + mistério + luzes” trata-se de 7 publicações onde o conteúdo visto envolve o elenco jovem da série, o gênero mistério e as luzes.. Figura 25: Publicação 16, categoria “crianças + mistério + luzes” Fonte: Facebook (2016l). A categoria “frame da série” caracteriza-se por publicações em que o conteúdo publicado são fotos de partes da série, ao todo são 6 publicações..
(49) 40. Figura 26: Publicação 15, categoria “frame da série” Fonte: Facebook (2016m). A categoria “trailer” consiste em 3 publicações de vídeos, onde pode-se ver trailers e vídeos sobre a série..
(50) 41 Figura 27: Publicação 4, categoria “trailer” Fonte: Facebook (2016n). A categoria “mistério + luzes” trata-se de 2 publicações de gifs cujo conteúdo apresenta luzes, objeto importante na série, e mistério, gênero principal da série.. Figura 28: Publicação 45, categoria “mistério + luzes” Fonte: Facebook (2016o). A categoria “Itens da série” consiste em 2 publicações em imagem, onde pode-se ver vários objetos característicos da série, espalhados organizadamente na imagem..
(51) 42. Figura 29: Publicação 56, categoria “itens da série” Fonte: Facebook (2016p). A categoria “Vídeo Xuxa” trata-se de um vídeo com participação especial da atriz e apresentadora Xuxa Meneghel, ambientado nos anos 80, assim como a série, onde Xuxa continua a história da série. A categoria “Vídeo de confirmação da 2ª temporada” consiste em uma publicação apenas, tratando-se de um vídeo que confirma uma segunda temporada da série em 2017. As duas últimas categorias, por terem sido as que mais geraram engajamento, são analisadas a seguir. Pode-se analisar que o maior número de publicações se concentra nas categorias “Crianças” e “Crianças + mistério”, que são, basicamente, o cenário da série Stranger Things. Sobre a periodicidade, no mês de junho pode-se ver 11 publicações, sendo o primeiro no dia 06/06/2016, aproximadamente um mês antes do lançamento da série. Eles não seguem um espaço de tempo específico entre uma publicação e outra, postando, por exemplo, dia sim e dia não. Como era o período pré-lançamento da série, percebe-se que a página só postava quando necessário, postando fotos de capa e perfil, trailers e vídeos curtos de partes da série,.
(52) 43 material de divulgação da série em geral. O conteúdo dos vídeos, que são curtos, geralmente são frames da série que deixam um ar de mistério. No mês de julho, mês de estreia da série, podemos perceber que a página permanece postando sem seguir um espaço de tempo específico entre uma publicação e outra, tendo períodos em que são postadas publicações todos os dias por vários dias seguidos, e períodos em que nada é postado, mas percebe-se uma frequência maior de conteúdo postado, em relação ao mês anterior, contabilizando, ao fim do mês, 24 publicações. No mês de agosto, foram publicadas publicações em vários dias seguidos, sem intervalo e, após, intercalando dia sim, dia não, totalizando, ao fim do mês, 22 publicações. Já nos meses de setembro e outubro as publicações são bem espaçadas, de dois em dois dias cada uma e, ao final do mês de setembro, com vários dias de espaço entre uma e outra. Em setembro vemos 9 publicações e em outubro vemos só 2, um no dia 07 de outubro 2016 e outro no dia 28 de outubro 2016. Sobre os horários das publicações, conforme figura 30, percebe-se que não há horário fixo estipulado para publicá-las, porém, nota-se predominância nos horários das 10 horas às 12 horas, e das 13 horas às 15 horas.. Figura 30: Horários das publicações Fonte: autora (2016). Ao analisar o conteúdo publicado, conforme figura 31, percebe-se que a fanpage produz publicações que utilizam predominantemente texto (78%). Em metade das publicações há imagem (50%) ou Vídeo (50%). Ou seja, 99% das publicações utilizam recursos visuais.
(53) 44 (imagem estática ou em movimento), e algumas poucas que utilizam link e hashtag. Grande parte das publicações de texto são acompanhadas de imagem ou vídeo. Texto Imagem. Link. Hashtag. Vídeo. "!!- )!-. ()- &!-. '!-. %*-. %!- #!-. %-. "$-. !- ". #. $. %. &. Figura 31: Conteúdo das publicações Fonte: autora (2016). Quanto às reações, conforme mostra a figura 32, pode-se observar no gráfico de reações causadas pelo algoritmo do Facebook, o EdgeRank. Segundo Tramontini (2016), “depois de cada publicação com mais reações há uma queda gradual nas reações, ou seja, é o EdgeRank da página que vai perdendo força conforme o desempenho das publicações”. Para melhor compreensão do gráfico: as colunas em vermelho representam o total de reações acumuladas para cada uma das publicações. Com este gráfico, podemos concluir, por exemplo, que a publicação de número 39 foi a que mais acumulou reações, seguida da publicação de número 64 e de 57.. Figura 32: Reações das publicações Fonte: autora (2016). Quanto aos compartilhamentos, conforme a figura 33, percebe-se nitidamente que as publicações que mais geraram compartilhamentos foram as de número 39, 57 e 23..
(54) 45. Figura 33: Compartilhamentos das publicações Fonte: autora (2016). Sobre os comentários, percebe-se que as publicações que mais receberam comentários foram as de número 39, 57 e 46. Quanto ao conteúdo desses comentários, geralmente são elogios à série e ao elenco, pessoas pedindo a segunda temporada e outras recomendando a série para amigos. Há ainda os que criam teorias sobre a série e comentam.. Figura 34: Comentários das publicações Fonte: autora (2016). As publicações de número 39 e 57 podem ser vistas em destaque nos três gráficos, portanto, estas serão analisadas a seguir. Publicação 39: conforme a figura 35, trata-se de um vídeo com participação especial da atriz e apresentadora Xuxa Meneghel, onde Xuxa “entra” para dentro da história da série, ao ler uma carta da mãe de Will Byers, personagem da série Stranger Things, no seu programa, e ainda está sendo assistida por Eleven. Foi a publicação com maior engajamento entre. todas. as. publicações. analisadas,. com. 13.653.533. visualizações,. 141.445. compartilhamentos, 60.019 comentários, 144.682 curtidas, 16.958 “amei”, 28.434 “haha”, 514 “uau”, 48 “triste” e 80 “grr”..
(55) 46. Figura 35: Publicação 39 Fonte: Facebook (2016q). Publicação 57: conforme a figura 36, trata-se do vídeo de confirmação da segunda temporada da série Stranger Things. Foi a segunda publicação com maior engajamento entre todas as publicações analisadas, com 3.524.246 visualizações, 57.840 compartilhamentos, 19.982 comentários, 57.607 curtidas, 16.260 “amei”, 119 “haha”, 1.844 “uau”, 39 “triste” e 10 “grr”..
(56) 47. Figura 36: Publicação 57 Fonte: Facebook (2016r). 3.2 #StrangerThings. Foi percebido no uso da hashtag #StrangerThings a apropriação de vários elementos da série pelo público. Um exemplo recorrente é o gif das luzes de natal na parede, cena importante da série, que a Netflix disponibilizou um site para criar o seu próprio (https://strangergif.com/), com a mensagem que o usuário quisesse. Alguns exemplos podem ser vistos a seguir. Na figura a seguir, a página Olé do Brasil faz uma brincadeira sobre futebol, reproduzindo a mensagem “pague a série B”. Percebe-se que a frase não tem ligação nenhuma com a série, mas quem conhece futebol a entendeu, e quem entende de futebol e assistiu a série com certeza achou interessante..
(57) 48. Figura 37: Gif da parede, mensagem: “Pague a série B” Fonte: Facebook (2016s). Já a figura a seguir, da página Cifra Club, mostra a publicação que reproduz a mensagem “peguei sua palheta”. Para quem está habituado a tocar violão, sabe-se bem como é fácil perder palhetas, então, caso a pessoa tenha visto a série e visto a publicação, provavelmente ela entenderá que perder a palheta é coisa do “outro mundo”, o mundo invertido da série..
(58) 49. Figura 38: Gif da parede, mensagem: “Peguei sua palheta” Fonte: Facebook (2016t). A figura a seguir, da página da Universidade de Passo Fundo, mostra a publicação que reproduz a mensagem “reabertura”. Ela ainda introduz em texto conteúdo que só será entendido completamente por quem assistiu a série..
(59) 50. Figura 39: Gif da parede, mensagem: “Reabertura” Fonte: Facebook (2016u). A figura a seguir, da página da Mariée Weddings, mostra a publicação que reproduz a mensagem “noiva pode tudo”..
(60) 51. Figura 40: Gif da parede, mensagem: “Noiva pode tudo” Fonte: Facebook (2016v). Percebe-se que os usuários utilizam o gif mesmo que ele não tenha ligação com o conteúdo de suas publicações, pois mesmo que o gif seja extraído da série, ele não perde o sentido se apresentado sozinho..
(61) 52 CONSIDERAÇÕES FINAIS. Observando o objetivo do presente trabalho, analisar as características transmídia em torno da comunicação da série Stranger Things utilizando os conceitos interação e diálogo, série que, como mostrado durante este estudo, foi lançada recentemente e já é um sucesso para a Netflix, pode-se apontar características e indicativos de estratégias. Apesar da Netflix possuir uma página em que posta conteúdos de todas as suas séries, percebe-se também que ela trata a série Stranger Things como um produto individual, que necessita de sua própria página, com seus próprios conteúdos. Um dos pontos analisados neste trabalho foram as publicações da página. Nota-se que não são programadas, mas, apesar disso, seguem faixas de horários determinados, indicando que há uma atenção dos moderadores da página em relação a faixas de horários em que o conteúdo é postado. Nota-se que a página quase não publica links, então supõe-se que o objetivo deles não é levar os usuários para outros lugares, e sim manter os usuários na página Stranger Things. Observou-se que poucos comentários foram respondidos pela página, o que demonstra que ela não tem como objetivo principal dialogar com o seu público, e sim publicar conteúdos sobre a série. Quanto às curtidas e às reações do Facebook, percebe-se que o mais utilizado ainda é o botão curtir, seguido da reação “amei”, outras reações ainda são pouco utilizadas. Grande parte das publicações é reprodução da história da série, mas há também produção de conteúdo e continuação da história, característica transmídia. A comunicação da série não possui todos os traços da comunicação transmídia, mas possui características como produção de conteúdo, continuação da história e trazer referências de outras histórias para dentro da série e sua comunicação, como aconteceu no vídeo da Xuxa. Não vemos as características apenas no Facebook, mas sim no conjunto do Facebook com a série. A comunicação transmídia é o futuro da comunicação e da propaganda. Visto que este trabalho foi feito com uma mostra limitada e muito recente em relação a criação da série e da página Stranger Things no Facebook, sugere-se que a pesquisa continue sendo feita, em busca de resultados mais definitivos. Além disso, a segunda temporada da.
(62) 53 série estreia no ano de 2017, o que caracteriza-se como uma oportunidade para observar a comunicação da página Stranger Things no Facebook nesse período e fazer um comparativo..
(63) 54 REFERÊNCIAS. ARAÚJO, Ronaldo F. de. Atores e ações de informação em redes sociais na internet: pensando os regimes de informação em ambientes digitais. Disponível em: <http://www.dzg.org.br/jun14/Art_04.htm> Acesso em 27 de novembro de 2016. BAGATINI, Francine. A metáfora do espetáculo: o diálogo das empresas no site de rede social Facebook. 2014. Trabalho de conclusão de curso em Publicidade e Propaganda, Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, 2014. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2011. CARLSON, Nicholas. At Last – The Full Story Of How Facebook Was Founded. In Business Insider. 5 de março de 2010. Disponível em: <http://www.businessinsider.com/howfacebook-was-founded-2010-3#we-can-talk-about-that-after-i-get-all-the-basic-functionalityup-tomorrow-night-1> Acesso em: 17 de setembro de 2016. CRUZ, Melissa. Facebook revela dados do Brasil na CPBR9 e WhatsApp 'vira ZapZap'. Techtudo. Publicado dia 28/01/2016. Disponível em: <http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2016/01/facebook-revela-dados-do-brasil-nacpbr9-e-whatsapp-vira-zapzap.html> Acesso em: 17 de setembro de 2016. EBERT, Vagner; SCHAEFFER, Olmiro Cristiano Lara. Logus: Comunicação, Educação e Conhecimento. In: XXXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2016, São Paulo. Disponível em: <http://portalintercom.org.br/anais/nacional2016/resumos/R11-18671.pdf> Acesso em: 27 de novembro de 2016. FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? 7. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. GABRIEL, Martha. Marketing na era digital: conceitos, plataformas e estratégias. São Paulo: Novatec, 2010. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 2010. GOMES, Helton Simões. Facebook libera cinco novos botões alternativos ao ‘curtir’. Disponível em: <http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/02/facebook-libera-cinconovos-botoes-alternativos-ao-curtir.html> Acesso em: 22 de novembro de 2016. GOMES, Neusa Demartini. Publicidade: comunicação persuasiva. Porto Alegre: Sulina, 2003. GOMES, Neusa Demartini. Publicidade ou Propaganda? É isso aí!. Revista FAMECOS, Porto Alegre, v.1, n. 16, p. 111-121, dez. 2001. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/3142/2413>. Acesso em: 15 de agosto 2016. JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2009..
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Vimos também respostas como: falta de evolução do aluno, que está intimamente ligado a mesma conseqüência da reposta já citado que seria a falta de sucesso