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JAMES PATTERSON. Tradução: Bárbara Menezes

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Academic year: 2021

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Texto

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JAMES PATTERSON

Tradução: Bárbara Menezes

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ALERTA

Se você ousar ler esta história, vai

virar parte do Experimento. Sei que

isso parece um pouco misterioso... Mas

é tudo o que posso dizer agora.

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PRÓLOGO

P

arabéns. O fato de você estar lendo isto significa que deu

um passo gigantesco e ficou mais perto de sobreviver até seu próximo aniversário. Sim, você, parado aí, folheando estas páginas. Não largue este livro. Falo muito sério... Sua vida pode depender disso.

Esta é minha história, a história da minha família, mas poderia facilmente ser a sua história também. Todos nós estamos juntos nessa; acredite em mim.

Nunca fiz nada do tipo, por isso vou simplesmente começar, e você tenta me acompanhar.

Certo. Meu nome é Max. Tenho quatorze anos. Moro com mi-nha família, cinco crianças que não são meus parentes de sangue, mas ainda assim são completamente minha família.

Nós somos... Bem, nós somos meio fantásticos. Não quero pare-cer arrogante, mas não nos parecemos com nada que você já tenha visto antes.

Basicamente, somos superlegais, educados, espertos... Mas não “comuns”, de forma nenhuma. Nós seis — eu, Fang, Iggy, Nudge, Gasman e Angel — fomos feitos de propósito, pelos “cientistas” mais doentios e horríveis que você possa imaginar. Eles nos criaram como um experimento. Um experimento em que permanecemos apenas 98% humanos. Os outros 2% tiveram grande impacto. Vou contar a você.

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Crescemos em um laboratório/prisão chamado a Escola, em gaiolas, como ratos cobaias. É bem surpreendente que a gente con-siga pensar e falar. Mas conseguimos... E muito mais.

Apenas outro experimento da Escola conseguiu ultrapassar a in-fância. Parte humano, parte lobo... Predador total: são os chamados Apagadores. São durões, espertos e difíceis de controlar. Parecem humanos, mas, quando querem, conseguem se transformar em homens-lobo — com tudo: pelos, caninos e garras. A Escola os usa como guardas, policiais... e carrascos.

Para eles, nós somos seis alvos móveis: presas inteligentes o bas-tante para serem um desafio divertido. Basicamente, eles querem rasgar nossa garganta. E garantir que o mundo nunca descubra que existimos.

Mas não vou me render ainda. Estou contando a você, certo? Esta história poderia ser a sua... ou a de seus filhos. Se não hoje, então logo. Por isso, por favor, por favor, leve isto a sério. Estou ar-riscando tudo o que é importante para mim ao contar a você... Mas

você precisa saber.

Continue lendo — não deixe ninguém o deter.

— Max. E minha família: Fang, Iggy, Nudge, Gasman e Angel. Bem-vindo ao nosso pesadelo.

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Parte 1

SUSTO NO BANDO

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1

O

engraçado em enfrentar a morte iminente é que isso realmente

coloca todo o resto na perspectiva certa. Veja este momento, por exemplo.

Corra! Vamos, corra! Você sabe que pode fazer isso.

Inspirei o máximo de ar que pude. Meu cérebro estava em hi-perpotência; eu estava correndo para salvar minha vida. Meu único objetivo era escapar. Nada mais importava.

Meus braços sendo arranhados e cortados por um arbusto espi-nhoso pelo qual eu passava? Nada demais.

Meus pés descalços atingindo cada pedra afiada, raiz dura, gra-veto pontudo? Sem problemas.

Meus pulmões doendo em busca de ar? Eu podia lidar com isso. Desde que conseguisse me distanciar o máximo possível dos Apagadores.

Sim, Apagadores. Mutantes: meio homens, meio lobos, em geral armados, sempre sedentos por sangue. Neste momento, eles estão atrás de mim.

Viu? Isso coloca tudo na perspectiva certa.

Corra. Você é mais rápida que eles. Você pode deixar qualquer um para trás.

Eu nunca estivera tão longe da Escola antes. Estava totalmente perdida. Ainda assim, meus braços subiam e desciam ao meu lado, meus pés esmagavam a vegetação rasteira, meus olhos examinavam

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à frente, ansiosos, pela meia-luz. Eu podia deixá-los para trás. Eu podia achar uma clareira com espaço suficiente para...

Ah, não. Ah, não. O latido antinatural de sabujos soava por

entre as árvores, e eu fiquei enjoada. Eu podia correr mais que homens... Todos nós podíamos, até mesmo Angel, e ela só tem seis anos. Mas nenhum de nós conseguia correr mais que um ca-chorro grande.

Cachorros, cachorros, vão embora, deixem-me viver mais um dia.

Eles estavam se aproximando. A luz fraca era filtrada pelas plantas em frente a mim... Uma clareira? Por favor, por favor... Uma clareira me salvaria.

Atravessei entre as árvores, o peito arfando, um leve reflexo de suor frio na pele.

Sim!

Não... Ah, não!

Derrapei até parar, os braços balançando, meus pés tentando ir para trás sobre a terra rochosa.

Não era uma clareira. Diante de mim havia um penhasco, uma simples parede de rocha que caía para um chão impossível de ver centenas de metros abaixo.

Atrás de mim estava o bosque cheio de sabujos babando e Apa-gadores psicopatas com armas.

As duas opções eram péssimas.

Os cães estavam latindo animados... Haviam encontrado a pre-sa: moi.

Olhei para a queda mortal.

Não havia escolha mesmo. Se você fosse eu, teria feito a mesma coisa.

Fechei os olhos, abri os braços... e me deixei cair pela borda do penhasco.

Os Apagadores gritaram com raiva, os cães latiram histéricos, e, depois, tudo o que pude ouvir foi o som do ar passando depressa por mim.

Foi tanta paz por um segundo. Sorri.

Depois, respirando fundo, estendi minhas asas o mais forte e rápido que pude.

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Quatro metros de uma ponta à outra, marrom-claras com riscas brancas e pontos marrons parecidos com sardas, elas seguraram o ar e, de repente, fui puxada para cima, com força, como se um pa-raquedas tivesse acabado de abrir. Ai!

Lembrete para mim mesma: nada de estender as asas de repente.

Retraindo o corpo, empurrei as asas para baixo com toda a força e, depois, puxei-as para cima; em seguida, empurrei-as para baixo de novo.

Ai, meu Deus, eu estava voando... Como sempre sonhara. A base do penhasco, coberta de sombra, recuou abaixo de mim. Ri e subi sentindo o puxão dos meus músculos, o ar assoviando pe-las minhas penas secundárias, a brisa secando o suor do meu rosto. Voei para cima e passei a borda do penhasco, os cães abismados e os Apagadores furiosos.

Um deles, com o rosto peludo, os caninos pingando, levantou a arma. Um ponto vermelho de luz apareceu na minha camisola ras-gada. Hoje não, seu idiota, pensei, virando de repente para o oeste, para o sol fi car nos olhos loucos de ódio dele.

Não vou morrer hoje.

Referências

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