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Informativo nº 84 de 03.05.2016

Í N D I C E

1. DEFINIDO O PRAZO PARA CONSOLIDAÇÃO DOS DÉBITOS PREVIDENCIÁRIOS NO REFIS DA COPA (LEI Nº 12.996/14) ________________________________p.02 2. SENADO – C.A.S. APROVA FIM DA MULTA DE 10% DO FGTS EM DEMISSÃO SEM JUSTA CAUSA ____________________________________________________p.03 3. CONVÊNIO ICMS Nº 31/2016 – INSTITUIÇÃO DE FUNDOS DE

DESENVOLVIMENTO E EQUILÍBRIO FISCAL – LIMITAÇÃO A FRUIÇÃO DE BENEFÍCIOS E INCENTIVOS FISCAIS DO ICMS _________________________p.05 4. TRF1 - TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO RESTABELECE A

DESONERAÇÃO DE PIS E COFINS PARA EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA (LEI DO BEM ________________________________________________________p.06 5. TRF3 – REFORMA DECISÃO MONOCRÁTICA E PENHORA VAGAS DE GARAGEM POR TER MATRÍCULA PRÓPRIA – EXCEÇÃO A IMPENHORABILIDADE PELA ALEGAÇÃO QUANTO A SER BEM DE FAMÍLIA _______________________p.07 6. PARA O STJ A OBRIGAÇÃO DE PAGAR O CONDOMÍNIO PODE SER DO

COMPRADOR, AINDA QUE NÃO TENHA O REGISTRO _________________p.09

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Este informativo foi redigido meramente para fins de informação e debate, não devendo ser considerado opinião legal para qualquer operação ou negócio específico. Direitos autorais reservados a Micheloni

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2 DEFINIDO O PRAZO PARA CONSOLIDAÇÃO DOS DÉBITOS

PREVIDENCIÁRIOS NO REFIS DA COPA (LEI Nº 12.996/14)

Por meio da Portaria nº 550, a Receita Federal do Brasil e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional enfim, regulamentaram a consolidação dos débitos previdenciários que serão incluídos no chamado Refis da Copa, instituído em 2014.

O prazo concedido pela norma vai de 7 a 24 de junho quando, finalmente, os contribuintes que não tenham outras pendências poderão obter certidão positiva com efeitos de negativa.

Interessante destacar que até os contribuintes que aderiram apenas ao parcelamento de débitos não previdenciários poderão indicar suas dívidas previdenciárias vencidas até dezembro de 2013, desde que quitem a antecipação (de 5% a 20% do montante dos débitos) e as

parcelas devidas com juros e multa.

Por sua vez, aquele contribuinte que desejar incluir saldos de parcelamentos em curso deverá desistir do mesmo até o dia 6 de maio, ou seja, até a próxima sexta-feira.

Finalmente, recomendamos cautela na escolha dos débitos que serão incluídos na consolidação do Refis da Copa, em especial para aqueles que aguardam a consolidação do parcelamento da Lei nº 12.973/14 (reabertura do parcelamento da Lei nº 11.941/09) cuja consolidação para débitos vencidos até novembro de 2008 ainda não foi divulgada pelo Fisco Federal.

A cautela é necessária, pois a inclusão indevida de débitos que seriam parcelados por meio da Lei

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nº 12.973/14 poderá gerar uma discrepância entre o valor consolidado e aquele usado para calcular a antecipação e as

parcelas pré-consolidação, obrigando o contribuinte a quitar essa diferença à vista com incidência de juros e multa.

SENADO – C.A.S. APROVA FIM DA MULTA DE 10% DO FGTS EM DEMISSÃO SEM JUSTA CAUSA

Voltamos ao assunto de grande interesse a sociedade empresaria em geral, diante da circunstância, de ser devedor da Contribuição Social, a época instituída pela Lei Complementar nº. 110, que exige a multa de 10% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), paga pelos empregadores nas demissões, sem justa causa, poderá acabar. Existe um projeto -, PLS 550/2015-, aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado -, CAS de autoria do senador Cássio Cunha Lima do PSDB da Paraíba, para extinção da multa adicional, sob o argumento de que a razão de ser de sua legitimada de, diante da obrigação do Governo Federal

repor os saldos das contas vinculadas as perdas diante dos chamados “expurgos inflacionários”

já foram cobertas. A relatora, senadora Ana Amélia do PP do Rio Grande, concorda que já não há motivo para a cobrança.

E ainda para a relatora, em sua avaliação que a proposta não alterara nada para o trabalhador, mas garante sim, um alívio para os empresários. Vejam: "Recomposto o patrimônio do FGTS, não há

motivo que justifique a

manutenção da contribuição em foco, que só aumenta o custo da mão de obra no país" concluiu.

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Essa determinação, decorreu da decisão do Supremo Tribunal Federal, e foi estimada em cerca de R$ 42 bilhões. O objetivo do STF foi que o FGTS cumprisse a função de operar políticas sociais. A recomposição foi alcançada em 2012, segundo o Senador. Por isso, segundo ele: "inexistem motivos para que essa contribuição se perpetue."

E acrescentou que o Congresso Nacional, recentemente aprovou projeto do então senador Renato Casagrande que acabava com a contribuição social -, PLS 198/2007, mas que foi vetado pela presidente da República. Agora a proposta segue para análise do Plenário do Senado.

Importante atentarem que, em tese e em breve tal exigência deverá ser extirpada, mas não representa que o que foi pago nos últimos 5 anos, seja reconhecido como indevido ou direito de crédito. Ao contrário, todo mês que transcorre, a prescrição atinge o que foi pago, retroativamente.

Caso não tenham ingressado com sua medida judicial, reflitam, avaliem pois esse projeto reforça ainda mais a ideia, de que a cobrança dos 10% sobre o saldo do FGTS é indevida, com essa vertente de fundamentação, quanto aos valores pretéritos.

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5 CONVÊNIO ICMS nº 31/2016 – INSTITUIÇÃO DE FUNDOS DE DESENVOLVIMENTO E

EQUILÍBRIO FISCAL – LIMITAÇÃO A FRUIÇÃO DE BENEFÍCIOS E INCENTIVOS FISCAIS DO ICMS

No início de abril foi publicado Convênio ICMS autorizando os Estados e Municípios a “condicionar a fruição de incentivos e benefícios fiscais, financeiro-fiscais, e dos regimes especiais de apuração que resultem em redução do ICMS a ser pago, inclusive dos que ainda vierem a ser concedidos as

empresas beneficiadas”, ao

depósito de percentual, de no mínimo 10% (dez por cento), em fundos de desenvolvimento e equilíbrio fiscal.

O referido Convênio ainda fixa que será pago um percentual sobre o benefício concedido, que deverá ser pago mensalmente e depositado na data fixada pela legislação estadual ou distrital, obviamente quando da interiorização do referido regramento. Neste, ainda resta pactuado que a inadimplência

superior a 03 (três) meses, importará na perda do benefício ou incentivo financeiro-fiscal, financeiro ou de regime especial de apuração.

Em que pese, do ponto de vista prático, o Convênio ainda não produzir seus regulares efeitos, duvidas não existem pela possibilidade de discussão do tema, dependendo de maiores elementos que somente serão fornecidos no caso de implementação de cada ente político às suas legislações específicas.

Portanto, necessário o acompanhamento detido da evolução legislativa a fim de permitir, se for o caso, a defesa dos direitos de empresas beneficiadas, em especial as que já estejam usufruindo dos benefícios, sem tal imposição, respeitando-se o direito

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adquirido na hipótese da compulsoriedade da referida

contribuição sui generis.

TRF1 – TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO RESTABELECE A DESONERAÇÃO DE PIS E COFINS PARA EQUIPAMENTOS

DE INFORMÁTICA (LEI DO BEM)

A Oitava Turma do TRF1 reconheceu, em sede de antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional, que a desoneração do PIS e da COFINS instituída pela Lei nº 11.196/05 não poderia ter sido revogada pela Medida Provisória nº 690/15.

Segundo o autor da ação, o benefício fiscal denominado Programa de Inclusão Digital (redução das alíquotas do PIS e da COFINS a zero para computadores, tablets e smartphones) foi concedido por prazo determinado e, por isso, não poderia ser revogado antecipadamente.

Reconhecendo que os fabricantes de tais equipamentos investiram para aumentar a escala de produção dos referidos produtos, tendo como base a tributação menor, os desembargadores entenderam estar presente a ofensa aos princípios da segurança jurídica e da boa-fé, além de violar o direito adquirido e o ato jurídico perfeito.

Segundo os componentes da Oitava Turma do TRF1, a necessidade de decisão, ainda que provisória, decorre do risco da demora de uma manifestação do Poder Judiciário em razão do seguinte cenário “a empresa investe pesadamente na aquisição de insumos para aumento da

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escala de produção e venda de seus produtos e, inesperadamente, é surpreendida com a elevação dos custos de seu produto e com a consequente baixa das vendas,

tendo que arcar com os

pagamentos de fornecedores e

milhares de trabalhadores

empregados da empresa”.

Por fim, destacamos que, além dos argumentos expostos

acima, o Código Tributário também impede que os benefícios fiscais concedidos por prazo determinado sejam revogados antes de expirado tal prazo, razão pela qual a desoneração do PIS e da COFINS para os produtos de informática tem grandes chances de ser mantida até 2018 pelo

Poder Judiciário.

TRF3 – REFORMA DECISÃO MONOCRÁTICA E PENHORA VAGAS DE GARAGEM POR TER MATRÍCULA PRÓPRIA – EXCEÇÃO A IMPENHORABILIDADE PELA

ALEGAÇÃO QUANTO A SER BEM DE FAMÍLIA

Decisão da Desembargadora Monica Nobre, reformou a que em primeiro grau, o juiz considerou como bens impenhoráveis, as duas vagas de garagem, através de defesa em Embargos de Terceiro propostos pela ex-esposa do Executado em uma Ação de Execução Fiscal.

Em sua fundamentação, se baseava no artigo 1º da Lei nº 8.009/90, no sentido de que o imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responde por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele

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residam, salvo nas hipóteses excetuadas na lei, assim, defendia que sendo o imóvel bem de família, estendendo-se as vagas de garagem, por ser utilizado como residência da entidade familiar.

Entretanto a Quarta Turma do TRF da 3ª Região acompanhou o voto e foi firmado a penhora das vagas que possuem números de matrícula separados da unidade principal, que é o apartamento, este sim considerado impenhorável por ser bem de família.

Portanto, ficou provado que, o apartamento tem destinação para moradia da embargante e seu filho, conforme os comprovantes tais como: contas de luz, gás, telefone, condomínio, IPVA, IPTU e etc. e, como não existem outros bens imóveis, há de ser protegido na forma do artigo 1º. da Lei nº 8.009/90, diante de sua evidente, impenhorabilidade.

Assim, quanto às vagas de garagem, a relatora entendeu que de acordo com a Súmula 449 do Superior Tribunal de Justiça, “a vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis não constitui bem de família para efeito de penhora”.

Em acréscimo a Desembargadora citou outras decisões, dentre as quais, uma em destaque: “A jurisprudência desta

Corte já decidiu que as vagas de

garagem, desde que tenham matrícula e registro próprios, como no caso em exame, são penhoráveis,

independentemente de estarem relacionadas a imóvel considerado bem de família” STJ - AgRg no REsp 1554911/PR). nº do Processo: 0046594-14.2012.4.03.6182.

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9 PARA O STJ A OBRIGAÇÃO DE PAGAR O CONDOMÍNIO PODE SER DO

COMPRADOR, AINDA QUE NÃO TENHA O REGISTRO

Para os ministros do STJ, a análise quanto ao pagamento do Condomínio tem que ser feita caso a caso, para verificar a real relação de posse com o imóvel. Prevaleceu o entendimento de que o que irá definir a responsabilidade jurídica, sobre o pagamento das taxas condominiais, é a relação jurídica material com o imóvel, que pode ser comprovada ainda que não exista formalmente o registro oficial do compromisso de compra entabulado entre as partes.

Vejamos o que foi disponibilizado na pesquisa pronta, nova modalidade de informação para o público em geral, acessando o site, acerca de um tema, onde no caso em concreto é possível identificar um acórdão de repetitivo no REsp nº 1.345.331/RS e mais 162 redigidos por ministros do STJ. Assim disponibilizado:

“O que define a

responsabilidade pelo pagamento das obrigações condominiais não é o registro do compromisso de compra e venda, mas a relação jurídica material com o imóvel, representada pela imissão na posse pelo promissário comprador e pela ciência inequívoca do condomínio acerca da transação”.

Do julgamento, os ministros alertaram para o fato de que o condomínio precisa ter conhecimento incontestável da posse do imóvel, nos casos de alienação, transferência ou venda.

Assim, para que não corra o risco de vir a assumir e pagar as taxas condominiais, o vendedor do imóvel, deve se certificar da comunicação do fato consumado ao condomínio, bem como, da certificação da posse ao comprador, de modo a não deixar

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dúvida sobre o assunto, para ambas as partes. Vejamos os parâmetros para condição:

“Se restar comprovado:

i. que o promissário comprador

imitira-se na posse; e

ii. o Condomínio teve ciência

inequívoca da transação, afasta-se a legitimidade passiva do promitente vendedor para responder

por despesas

condominiais relativas a período em que a posse

foi exercida pelo

promissário comprador”.

Estamos atento ao tema, pois essa orientação acaba por refletir indiretamente na circunstância de que os débitos de Condomínio, são de responsabilidade do comprador, ainda que este não tenha o registro oficial de aquisição. Dessa forma, também importante esclarecer que por esse entendimento, o vendedor que comunique à Administração do Condomínio a venda, eventual inadimplência a partir desta, legitima a cobrança do atual comprador.

Advogados responsáveis pela redação e revisão:

Ricardo Micheloni da Silva Av. Churchill, 129 – Grupo 1003

Eduardo Landi De Vitto Centro – Rio de Janeiro

Rafael Ribeiro Campos (21) 2533-2613

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