KARIDJA KALLIANY CARLOS DE FREITAS. Espaçamentos e épocas de plantio no desempenho produtivo da rúcula

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Texto

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KARIDJA KALLIANY CARLOS DE FREITAS

Espaçamentos e épocas de plantio no desempenho

produtivo da rúcula

Mossoró-RN 2006

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Ficha catalográfica preparada pelo setor de classificação e

Catalogação da Biblioteca “Orlando Teixeira” da UFERSA

F862e Freitas, Karidja Kalliany Carlos de .

Espaçamentos e épocas de plantio no desempenho produtivo da rúcula / Karidja Kalliany Carlos de Freitas. – Mossoró: 2006.

50f.

Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) – Universidade Federal Rural do Semi-árido. Coordenação de Pós-Graduação.

Orientador: Prof. PhD. Francisco Bezerra Neto.

1. Eruca sativa. 2.Arranjo de plantas. 3.

Rendimento. 4. Indicadores econômicos. I. Título. CDD: 635.5

Bibliotecária: Keina Cristina Santos Sousa CRB/4 1254

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KARIDJA KALLIANY CARLOS DE FREITAS

Espaçamentos e épocas de plantio no desempenho

produtivo da rúcula

Dissertação apresentada à Universidade Federal Rural do Semi-Árido, como parte das exigências para a obtenção do título de Mestre em Fitotecnia.

ORIENTADOR: FRANCISCO BEZERRA NETO, PhD

Mossoró-RN 2006

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KARIDJA KALLIANY CARLOS DE FREITAS

Espaçamentos e épocas de plantio no desempenho

produtivo da rúcula

Dissertação apresentada à Universidade Federal Rural do Semi-Árido, como parte das exigências para a obtenção do título de Mestre Fitotecnia.

APROVADA EM: _____/____/_____

________________________________ ____________________________________ Prof. DSc Leilson da Costa Grangeiro Prof. DSc Ramiro Gustavo Valera Camacho UFERSA - Mossoró-RN UERN – Mossoró-RN

Conselheiro Conselheiro _______________________________

Prof. PhD Francisco Bezerra Neto UFERSA - Mossoró-RN

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Aos meus amados pais Ivete e Girolando, pelo amor, dedicação, incentivo e confiança em mim depositados. Aos meus irmãos Gil, Jakellis, Dorrelly e Júnior pelo carinho, amizade e agradável convívio.

DEDICO

Ao meu noivo Kallyo, por todo amor, carinho, pelo incentivo e compreensão

ao longo do nosso convívio. OFEREÇO

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AGRADECIMENTOS

A Deus pelo dom da vida, do pensamento, do raciocínio, da aprendizagem; pela fé e coragem de erguer a cabeça e seguir em frente na luta diária dessa longa caminhada.

Aos meus pais, Francisco Girolando de Freitas e Antônia Ivete Carlos de Freitas, pelo amor, carinho e dedicação em todos esses anos da minha vida.

Aos meus irmãos, José Gilliano Carlos de Freitas, Jakellis Duemita Carlos de Freitas, Duemita Dorrelly Carlos de Freitas e Francisco Girolando de Freitas Júnior, pelos inúmeros momentos de alegrias compartilhados.

Ao meu noivo, Kallyo Halyson Santos Moura, pelo carinho e apoio no dia-a-dia. À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela concessão da bolsa de pesquisa.

Ao meu primo e quase irmão Guilherme Carlos Ferreira, pela amizade afetuosa. A Maria Divanir dos Santos Moura pelo apoio e amizade nesses anos de convivência. A todos os meus familiares e amigos, próximos ou distantes, que num simples gesto ou palavra, contribuíram de alguma forma para essa vitória.

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido, pela oportunidade de realizar este trabalho e pela mehoria dos meus conhecimentos.

Ao professor Francisco Bezerra Neto, pela dedicação na orientação, ensinamentos transmitidos, e amizade conquistada nesses anos de convívio.

Aos professores Leilson da Costa Grangeiro e Ramiro Gustavo Valera Camacho pela participação na banca examinadora, pelas sugestões para elaboração desta dissertação. A professora Maria Zuleide de Negreiros pelos valiosos ensinamentos, e acima de tudo pela amizade.

Aos funcionários da horta, pela ajuda dada ao experimento na fase de campo, em especial ao Sr. Antônio e Josimar, pela ajuda na condução do experimento e agradável convívio.

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A Jailma Suerda, pelo apoio na realização deste trabalho, pela amizade leal e companheirismo no decorrer do curso.

A Francisca das Chagas de Oliveira pelos cuidados e dedicação no dia-a-dia.

Aos colegas da pós-gradução em espacial a Giselle Medeiros, Damiana Cleuma de Medeiros e Jackeline Viana pela convivência e amizade construída ao longo do curso. Finalmente, a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que esse trabalho fosse realizado.

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BIOGRAFIA

KARIDJA KALLIANY CARLOS DE FREITAS, filha de Francisco Girolando de Freitas e Antônia Ivete Carlos de Freitas, nasceu em Patu – RN, em 27 de junho de 1979. Concluiu o 2º grau no Colégio Diocesano Santa Luzia em 1996. Ingressou na Escola Superior de Agricultura de Mossoró, no segundo semestre de 1998, concluindo o curso de Engenharia Agronômica em julho de 2003. Em março de 2004, iniciou o curso de Mestrado em Fitotecnia, concluindo-o em fevereiro de 2006.

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RESUMO

FREITAS, Karidja Kalliany Carlos de. Espaçamentos e épocas de plantio no desempenho produtivo da rúcula. 2006. 50f. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) - Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN, 2006.

Dois experimentos foram conduzidos na horta do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN, com o objetivo de avaliar a influência de diferentes espaçamentos entre e dentre fileiras em duas épocas de plantio no desempenho produtivo da rúcula. O primeiro experimento foi conduzido no período de junho a agosto de 2005 e o segundo no período de setembro a outubro de 2005. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados completos em esquema fatorial 3 x 4, com quatro repetições. Os tratamentos do fatorial consistiram da combinação de três espaçamentos entre fileiras (20, 25 e 30cm) e quatro espaçamentos dentre fileiras (5, 6, 7 e 10cm). A cultivar de rúcula utilizada foi a Cultivada. As características avaliadas foram: altura de plantas, número de folhas por planta, massa seca da parte aérea e rendimento de massa verde. Também foram utilizados alguns indicadores econômicos como: renda bruta, renda líquida, taxa de retorno e índice de lucratividade. Houve interação significativa entre épocas de plantio e espaçamentos entre fileiras e entre épocas de plantio e espaçamentos dentre fileiras na massa seca da parte aérea e no rendimento de massa verde. Por outro lado, não se observou interação significativa entre espaçamentos entre fileiras e espaçamentos dentre fileiras em nenhuma das características avaliadas na rebrota da rúcula. As melhores performances agronômicas da rúcula foram observadas na segunda época de plantio e na rebrota, nos espaçamentos de 25cm x 6cm e 20cm x 5cm, respectivamente. As maiores eficiências econômicas foram observadas também na segunda época de plantio e na rebrota, nos espaçamentos de 25cm x 6cm e 20cm x 5cm, respectivamente. O rendimento de massa verde da rúcula na rebrota foi 78% superior ao do primeiro cultivo.

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ABSTRACT

FREITAS, Karidja Kalliany Carlos de. Effects of different spacings and planting times on rocket yield performance. 2006. 50f. Thesis (MS in Plant Science) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN, 2006.

Two experiments were carried out in the vegetable garden of Plant Science Department at Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN, to evaluate the influence of different spacings between and within rows and planting times on rocket yield performance. The first experiment was conducted from June to August of 2005 and the second one from September to October of 2005. The experimental design used was of randomized complete blocks in a 3 x 4 factorial scheme with four replications. The treatments of the factorial consisted of the combination of three between row spacings (20, 25 and 30cm) with four within row spacings (5, 6, 7 and 10cm). The rocket cultivar grown was the ‘Cultivada’. Evaluations for plant height, number of leaves per plant, shoot dry mass, and green mass yield were made in the rocket. Economics indicators such as gross and net incomes, rate of return and profit margin were determined. There was a significant interaction between planting times and between row spacings and between planting times and within row spacings on shoot dry mass and green mass yield. On the other hand, it was not observed a significant interaction between within row spacings and between row spacings for any evaluated trait in the regrowth. The best agronomic performances of rocket were observed in the second planting time and in the regrowth, and in the spacings of 25cm x 6cm and 20cm x 5cm, respectively. The highest economic indicators were also observed in the second planting time and in the regrowth, and in the spacings of 25cm x 6cm and 20cm x 5cm, respectively. The rocket green mass yield was about 78% higher in the regrowth as compared with those of the first growing.

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LISTA DE TABELAS

TABELA

1

Análises químicas do solo da área experimental na camada de 0 a 20cm em duas épocas de plantio. Mossoró-RN, UFERSA,

2005... 22

TABELA 2 Espaçamentos entre e dentre fileiras, densidades de plantas por metro linear e por hectare, área útil, número de plantas da área útil, número de

fileiras por parcela e da área útil. Mossoró-RN, UFERSA,

2005... 24

TABELA 3 Médias de altura de plantas e número de folhas por planta de rúcula em função de épocas de plantio. Mossoró-RN, UFERSA,

2005... 28

TABELA 4 Médias de massa seca da parte aérea e rendimento de massa verde de rúcula em função de espaçamentos dentre e entre fileiras na primeira e segunda época de plantio. Mossoró-RN, UFERSA, 2005... 32 TABELA 5 Renda bruta (RB), renda líquida (RL), taxa de retorno (TR) e índice de

lucratividade (IL) da rúcula em diferentes espaçamentos, épocas de cultivo e na rebrota. Mossoró-RN, UFERSA, 2005

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LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 Temperaturas mínima, média, máxima e insolação no período de junho a outubro de 2005. Mossoró-RN, UFERSA,

2005... 23

FIGURA 2 Altura de plantas de rúcula em função de espaçamentos dentre e entre fileiras. Mossoró-RN, UFERSA, 2005... 30 FIGURA 3 Número de folhas por planta de rúcula em função de espaçamentos dentre e

entre fileiras. Mossoró-RN, UFERSA, 2005... 31 FIGURA 4 Massa seca da parte aérea de rúcula em função de espaçamentos

dentre e entre fileiras nas épocas de plantio de junho a agosto e setembro a outubro de 2005. Mossoró-RN, UFERSA,

2005... 33

FIGURA 5 Rendimento de massa verde de rúcula em função de espaçamentos dentre e entre fileiras nas épocas de plantio de junho a agosto e de

setembro a outubro de 2005. Mossoró-RN, UFERSA,

2005... 34 FIGURA 6 Número de folhas por planta de rúcula em função de espaçamentos

dentre fileiras na rebrota. Mossoró-RN, UFERSA, 2005

... 36 FIGURA 7 Superfície de resposta da massa seca da parte aérea de rúcula em

função de espaçamentos dentre e entre fileiras na rebrota. Mossoró-RN, UFERSA,

2005... ...

37

FIGURA 8 Rendimento de massa verde de rúcula em função de espaçamentos dentre fileiras na rebrota. Mossoró-RN, UFERSA, 2005

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LISTA DE TABELAS DO APÊNDICE

TABELA

1A

Valores de F para altura de plantas (AP), número de folhas por planta (NF), massa seca da parte aérea (MS) e rendimento de massa verde (REND) de rúcula. Mossoró-RN, UFERSA, 2005... 45 TABELA 2A Valores de F para altura de plantas (AP), número de folhas por planta (NF),

massa seca da parte aérea (MS) e rendimento de massa verde (REND) de rúcula na rebrota. Mossoró-RN, UFERSA, 2005... 45 TABELA 3A Médias de altura de plantas (AP), número de folhas por planta (NF), massa

seca da parte aérea (MS) e rendimento de massa verde (REND) na primeira época de plantio da rúcula. Mossoró-RN, UFERSA, 2005...

46

TABELA 4A Médias de altura de plantas (AP), número de folhas por planta (NF), massa seca da parte aérea (MS) e rendimento de massa verde (REND)

na segunda época de plantio da rúcula. Mossoró-RN, UFERSA,

2005... 47

TABELA 5A Médias de altura de plantas (AP), número de folhas por planta (NF), massa seca da parte aérea (MS) e rendimento de massa verde (REND) na rebrota da rúcula na primeira época de plantio. Mossoró-RN, UFERSA, 2005... 48 TABELA 6A Coeficientes de custos de produção de 1 ha de rúcula. Mossoró-RN,

UFERSA,

2005... ...

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LISTA DE FIGURAS DO ANEXO

FIGURA 1A Experimento de rúcula na época de plantio de junho a agosto de 2005. Mossoró-RN, UFERSA,

2005... 50

FIGURA 2A Experimento de rúcula na época de plantio de setembro a outubro de 2005. Mossoró-RN, UFERSA,

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO... 15

2 REVISÃO DE LITERATURA... 17

2.1 Considerações gerais sobre a cultura da rúcula ... 17

2.2 Espaçamento e população de plantas ... 18

2.3 Época de plantio ... 20

3 MATERIAL E MÉTODOS... 22

3.1 Caracterização da área experimental ... 22

3.2 Delineamento experimental e tratamentos ... 24

3.3 Instalação e condução do experimento ...………….. 25

3.4 Características avaliadas ... 25

3.4.1 Altura de plantas ... 25

3.4.2 Número de folhas por planta... 26

3.4.3 Massa seca da parte aérea ... 26

3.4.4 Rendimento de massa verde ... 26

3.5 Indicadores econômicos ... 26

3.5.1 Renda bruta (RB) ... 26

3.5.2 Renda líquida (RL) ... 26

3.5.3 Taxa de retorno (TR) ... 27

3.5.4 Índice de lucratividade (IL) ... 27

3.6 Análise estatística ... 27

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 28

4.1 Primeiro cultivo da rúcula ... 28

4.1.1 Altura de plantas e número de folhas por planta ... 28

4.1.2 Massa seca da parte aérea e rendimento de massa verde ... 29

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4.2.1 Altura de plantas e número de folhas por planta... 35

4.2.2 Massa seca da parte aérea e rendimento de massa verde ... 36

4.3 Indicadores econômicos ... 38

5 CONCLUSÕES ... 40

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 41

7 APÊNDICE ... 45

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1 INTRODUÇÃO

A rúcula (Eruca sativa L.) é uma hortaliça pertencente à família Brassicaceae, cujas folhas são consumidas principalmente em saladas, conservando todas as suas propriedades nutritivas. É rica em vitamina C, potássio, enxofre e ferro, além de apresentar efeitos anti-inflamatório e desintoxicante para o organismo (TRANI e PASSOS, 1998).

O consumo de hortaliças tem aumentado no mundo, não só pelo crescente aumento da população, mas também pela tendência de mudança no hábito alimentar do consumidor. Este consumidor, por sua vez, tem se tornado mais exigente, havendo necessidade de o produtor aumentar a qualidade sem, no entanto, deixar decrescer a produção total e a regularidade de fornecimento (OHSE

et al., 2001).

Nos últimos anos, a rúcula vem apresentando acentuado crescimento no seu cultivo quando comparada com outras folhosas. Estima-se que a área cultivada no Brasil seja de 6.000 ha/ano sendo que 85% da produção nacional concentram-se no sudeste do país (SALA et al, 2004). Além disso, seu cultivo está em expansão também por apresentar ao produtor preços bem atrativos, que nos últimos anos têm sido mais elevados do que os de outras folhosas como alface, chicória, almeirão e couve (COSTA et al., 2005).

No Rio Grande do Norte, o consumo e cultivo desta hortaliça é pequeno, bem como as informações sobre os fatores de produção, tais como cultivares, espaçamentos, época de semeadura, entre outros, que são limitantes. Embora a rúcula seja adaptada à condição de clima mais ameno (FILGUEIRA, 2000), preenche requisitos importantes para ser aceita no cultivo regional, pois seu ciclo e forma de condução se assemelham muito aos de espécies como alface e coentro, amplamente cultivados na região.

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As propostas de espaçamento e densidade de plantio, para as culturas em geral, têm procurado atender às necessidades específicas dos tratos culturais e à melhoria da produtividade. Todavia, alterações em espaçamento e densidade induzem a uma série de modificações no crescimento e no desenvolvimento das plantas e precisam ser mais bem conhecidas.

Com o intuito de fornecer subsídios para o desenvolvimento de tecnologias para o cultivo da rúcula no estado do Rio Grande do Norte, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a influência de diferentes espaçamentos entre e dentre fileiras em duas épocas de plantio no desempenho produtivo da rúcula.

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2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Considerações gerais sobre a cultura da rúcula

A rúcula é originária da região mediterrânea da Europa e da parte ocidental da Ásia. No Brasil foi introduzida pelos imigrantes italianos, sendo mais consumida na região sul, onde justamente a colonização italiana foi mais intensa. Mas, outras regiões brasileiras estão começando a cultivá-la (ISLA, 2004).

A rúcula é bastante utilizada em saladas por proporcionar uma opção mais picante junto às folhas mais suaves. Mas a sua utilização na culinária vai muito além das saladas. Junto com o tomate seco, ela forma uma parceria já consagrada na cobertura de pizzas ou no recheio de calzones, além de uma variedade de receitas como: molhos para massas, carpaccio com rúcula, sanduíche de lingüiça calabresa com rúcula e até sopa de rúcula (ISLA, 2004).

Ela é uma hortaliça herbácea anual, baixa, possuindo normalmente altura de 15-20cm. As sementes são muito pequenas, possuindo em um grama cerca de 650 sementes. As folhas são relativamente espessas e divididas (REGHIN et al., 2004). O limbo foliar tem coloração verde e as nervuras são verde-claras (SALA et al., 2004).

A semeadura da rúcula é feita em canteiros definitivos, com 20 a 25cm de altura, em fileiras distanciadas de 20 a 30cm, à profundidade de 1cm. Quando as plantas atingirem 4 a 5cm, faz-se um desbaste, deixando um espaçamento de 5 a 10 cm entre plantas. O início da colheita acontece entre 35 e 65 dias, dependendo da variedade e da época do ano. A rebrota é fácil para todas as variedades. Para comercialização, a planta pode ser arrancada com a raiz e acondicionada em sacos plásticos individuais, e outra alternativa é cortar as folhas para serem vendidas em molhos.

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Existem no mercado várias cultivares de rúcula, entre elas, a Cultivada, a Folha Larga, a Cultivada Gigante e a Silvestre. A diferença entre elas está no tamanho, formato, sabor e coloração das folhas. Porém, a variedade mais plantada é a Cultivada, que produz plantas vigorosas, podendo ser semeada durante o ano todo em diversas regiões, sendo que naquelas onde ocorrem altas temperaturas pode haver prejuízo na produção de folhas, que se tornam menores, mais ásperas, apresentando pungência e sabor mais forte (TRANI e PASSOS, 1992).

2.2 Espaçamento e população de plantas

O espaçamento entre plantas envolve dois fatores distintos: a densidade de plantio (número de plantas por unidade de área) e o arranjo de plantas (distribuição espacial delas) (NICOLS, 1987). O arranjo espacial define o modelo de distribuição de plantas, o qual determina a forma da área disponível para a planta individual. Para as culturas regularmente arranjadas em fileiras, o arranjo espacial pode ser definido concisamente pela retangularidade, relação do espaçamento entre fileiras e o espaçamento dentro da fileira (HOLLIDAY, 1963). Alguns pesquisadores consideram a variação do espaçamento entre linhas como fator mais influente sobre a produtividade do que a densidade de semeadura. Outros mencionam que com espaçamento entre linhas próximo do espaçamento entre plantas dentro da linha obtém-se maior produtividade (EGLI, 1994).

A população de plantas por unidade de área é determinada por três critérios básicos: espaçamento entre fileiras, espaçamento dentre fileiras e número de plantas por cova. Para determinadas condições de solo, clima, cultivar e tratos culturais, há um número ideal de plantas por unidade de área para se atingir a mais alta produção. A população ótima é aquela cujo número de plantas é capaz de explorar, de maneira mais eficiente e completa, uma determinada área do solo (SILVA, 1999).

As pressões exercidas pela população de plantas afetam de modo marcante o seu próprio desenvolvimento. Quando essas populações aumentam por unidade de área, um ponto é atingido, em que cada planta começa a competir por alguns dos fatores essenciais de crescimento, como nutrientes, água e luz, sendo denominado ponto de competição (ARISMENDI, 1975; MENDONZA, 1982; CHOAIRY e FERNENDES, 1983), o qual exerce uma grande influência sobre a arquitetura e outras características, com reflexos na produtividade (MONDIM, 1988).

A produtividade aumenta com o aumento da população de plantas por unidade de área, porém até um certo limite, a partir do qual a competição por luz, água e nutrientes prejudica o desenvolvimento individual delas, gerando queda no rendimento (JANICK, 1986). Mondim (1988) considera a competição benéfica,

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dentro de certos limites, pois é em geral aproveitada pela agricultura, para aumento do rendimento e conseqüentemente de produtividade.

Larcher (1986), referindo-se ao rendimento por unidade de área do solo, relata que uma comunidade menos densa de plantas é menos produtiva do que uma de maior densidade. Entretanto, se as plantas estiverem muito próximas umas das outras e a folhagem se sobrepuser em grande extensão, a luz, na maioria dos lugares sombreados, não será mais suficiente para manter o balanço de CO2 e,

conseqüentemente, o rendimento da cultura será reduzido.

O espaçamento exerce grande influência no comportamento das plantas, afetando-lhes a arquitetura, o desenvolvimento, o peso, a qualidade e conseqüentemente a produção (JANICK, 1986). A maior vantagem dos plantios adensados é o ganho de produtividade, com menor custo de produção, pela utilização mais eficiente da radiação solar, da água e dos nutrientes, pelo melhor controle natural das plantas invasoras (GADUM et al., 2005).

Alguns trabalhos têm sido realizados com esta hortaliça envolvendo espaçamentos e densidades de plantio.

Em Mossoró-RN, Barros Júnior et al. (2004), estudando a produção de rúcula em diferentes espaçamentos dentro da linha de plantio, observaram que no espaçamento de 10cm foram registrados os maiores valores de altura de plantas, massa fresca e seca da parte aérea e produtividade de rúcula.

Nas condições de Campo Grande-MS, Gadum et al. (2005), estudando a produção de rúcula em diferentes espaçamentos entre linhas e em diferentes volumes de substratos, observaram que bandejas com maior volume de célula e plantadas em maior espaçamento produziram plantas mais produtivas, porém, considerando a produção por m², no espaçamento de 5cm entre plantas houve maior produção de rúcula, já que se têm mais plantas por área.

Em Belém-PA, Pegado et al. (2004), estudando a densidade de plantio de rúcula em sistemas de cultivo protegido, observaram que o espaçamento de 5cm x 10cm foi superior àquele obtido com 10cm x 10cm na característica de produção por unidade de área.

Em Botucatu-SP, Purqueiro et al. (2005), estudando a produção de rúcula cultivada com diferentes doses de nitrogênio em cobertura via fertirrigação e espaçamento dentre fileiras em campo e ambiente protegido no inverno em Botucatu-SP, observaram que as plantas espaçadas de 10cm registraram maiores médias de massa fresca e seca, porém a maior produtividade foi obtida no espaçamento de 5cm, devido ao maior número de plantas por m².

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2.3 Épocas de plantio

As hortaliças de modo geral, principalmente àquelas denominadas folhosas como é o caso da rúcula, têm seu desenvolvimento afetado quando produzidas em locais de altas temperaturas e de precipitações elevadas. Segundo Setubal e Silva (1992), a qualidade do vegetal como alimento está relacionada ao desenvolvimento normal da cultura, o que depende da ação conjunta de fatores genéticos, ambientais e nutricionais. Porém, o uso de cultivares adaptadas à essas condições ambientais, como também o emprego de práticas que visem diminuir os efeitos da luminosidade e temperatura, podem contribuir para o aumento de sua produtividade.

Cada cultura em uma determinada região tem sua época mais adequada de plantio. A semeadura deve ser programada de forma a não coincidir com a época de chuvas. De acordo com Rodrigues et al. (2001), o rendimento e qualidade são bastante reduzidos, decorrentes da alta incidência de chuvas em determinado período do ano, bem como de temperaturas elevadas que contribuem para ocorrência de doenças, dificultando assim o seu cultivo.

Cada espécie apresenta uma temperatura mínima, máxima e ótima para a germinação, e dentro de cada espécie podem existir diferenças marcantes entre as cultivares quanto à germinação nas diferentes temperaturas (NASCIMENTO, 2000). Temperaturas muito baixas ou muito altas poderão alterar tanto a velocidade quanto a porcentagem final de germinação.

A época de semeadura adequada e a correspondente população de plantas, associadas à escolha de cultivares adaptadas à região de produção, têm-se constituído em estratégias de manejo para a obtenção de elevadas produtividades (MARTINS, 1999).

Apesar de ser recomendada para semeadura o ano todo, o seu desenvolvimento é favorecido nas condições de temperaturas amenas. As temperaturas altas estimulam a planta a antecipar a fase reprodutiva, emitindo pendão floral prematuramente, tornando suas folhas rígidas e mais picantes (FILGUEIRA, 2000).

Nas condições do trópico úmido em Belém-PA, Gusmão et al. (2003), estudando o cultivo da rúcula, observaram que não houve diferenças entre épocas de plantio e ambientes de cultivo.

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Em Jaboticabal-SP, Costa et al. (2005), estudando o custo de produção e rentabilidade da cultura da rúcula, em duas épocas de cultivo, observaram que as produtividades, as receitas bruta e líquida obtidas foram respectivamente, de 6.075 Kg.ha•¹, R$ 11.421,00 e R$ 8.623,49 para o outono-inverno (maio a agosto) e, na primavera (setembro a novembro), foi de 9.950 Kg.ha•¹, R$ 14.228,50 e R$ 11.201,09.

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3 MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Caracterização da área experimental

Dois experimentos foram conduzidos na horta do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN, sendo o primeiro conduzido no período de junho a agosto de 2005 e o segundo no período de setembro a outubro de 2005, em solo classificado como Argissolo Vermelho Amarelo Eutrófico (EMBRAPA, 1999). Das áreas experimentais foram retiradas amostras de solo cujos resultados encontram-se na Tabela 1.

O município de Mossoró está situado a 5º 11’ de latitude sul e 37º 20’ de longitude oeste e altitude de 18m. Segundo Thornthwaite, o clima da região é semi-árido e, de acordo com Köppen é BSwh’, seco e muito quente, com duas estações climáticas: uma seca, que vai geralmente de junho a janeiro e uma chuvosa, de fevereiro a maio (CARMO FILHO et al., 1991). Os dados de temperatura e insolação durante a condução dos experimentos encontram-se na Figura 1.

TABELA 1 - Análises químicas do solo da área experimental na camada de 0 a 20cm em duas épocas de plantio. Mossoró-RN, UFERSA, 2005 1.

Características do solo Época 1 (junho-agosto) Época 2 (setembro-outubro) pH (água 1:2,5) 7,30 8,20 Ca (cmolc dm-3) 5,80 5,30 Mg (cmolc dm-3) 2,50 2,80 K (cmolc dm-3) 0,41 0,67 Na (cmolc dm-3) 1,45 1,64 Al (cmolc dm-3) 0,00 0,00 P (cmolc dm-3) 112,35 176,10

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FIGURA 1 - Temperaturas mínima, média, máxima e insolação no período de junho a outubro de 2005. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

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3.2 Delineamento experimental e tratamentos

O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados completos em esquema fatorial 3 x 4, com quatro repetições. Os tratamentos do fatorial consistiram da combinação de três espaçamentos entre fileiras (20, 25 e 30cm) com quatro espaçamentos dentre fileiras (5, 6, 7 e 10cm). A cultivar de rúcula utilizada foi a

Cultivada, que apresenta folhas lisas e recortadas, de coloração verde-escura,

sabor picante, com altura entre 10-15cm e de fácil rebrota (ISLA, 2004).

As parcelas tinham uma área total de 2,16m² (1,20m x 1,80m), com áreas úteis que variavam de 1,0m² a 1,25m², de acordo com o espaçamento de plantio. O espaçamento de plantio, bem como o número de plantas na área útil, variou de acordo com cada nível populacional em cada tratamento, conforme descrito na Tabela 2.

TABELA 2 - Espaçamentos entre e dentre fileiras, densidades de plantas por metro

linear e por hectare, área útil, número de plantas na área útil, número de fileiras por parcela e da área útil. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

Trata- mentos Esp. Entre fileiras (cm) Esp. dentre fileiras (cm) Densidade s plantas.ml -1 Densidade s plantas.ha -1 Área útil Nº plantas área útil Nº fileiras por parcela Nº fileiras uteis T1 20 5 20 1.000.000 1,00 100 9 5 T2 20 6 18 850.000 1,00 85 9 5 T3 20 7 14 700.000 1,00 70 9 5 T4 20 10 10 500.000 1,00 50 9 5 T5 25 5 20 800.000 1,25 100 7 5 T6 25 6 18 680.000 1,25 85 7 5 T7 25 7 14 560.000 1,25 70 7 5 T8 25 10 10 400.000 1,25 50 7 5 T9 30 5 20 666.666 1,20 80 6 4 T10 30 6 18 566.666 1,20 72 6 4 T11 30 7 14 466.666 1,20 56 6 4 T12 30 10 10 333.333 1,20 40 6 4

(27)

3.3 Instalação e condução do experimento

O preparo do solo consistiu de uma gradagem seguida de levantamento dos canteiros. A adubação de fundação foi realizada com base na análise do solo, sendo aplicados 80t.ha-1 de esterco de bovinos, 40kg.ha-1 de nitrogênio na forma de sulfato de amônio, 60kg.ha-1 de P2O5 na forma de superfosfato simples, e 30kg.ha-1 de K2O na forma de cloreto de potássio.

A semeadura direta foi realizada em covas de aproximadamente 2cm de profundidade, colocando-se cinco a sete sementes por cova. O desbaste foi realizado dez dias após o plantio, nas duas épocas, deixando-se apenas uma planta por cova.

As irrigações foram efetuadas por micro-aspersão, com turno de rega diária parcelada em duas aplicações (manhã e tarde), fornecendo-se uma lâmina de água em média de 8 mm.dia-1. Como tratos culturais foram realizadas capinas manuais sempre que necessário. As adubações foliares foram efetuadas com 30mL.20L-1 de água da formulação 14% de N, 4% de P

2O5, 6% de K2O, 0,8% de S, 1,5% de Mg, 2% de Zn, 1,5% de Mn, 0,1% de B e 0,05% de Mo.

O procedimento utilizado para a realização da colheita, idêntico para as duas

épocas de plantio, consistiu em cortar as plantas rente ao solo, visando favorecer

a rebrota das mesmas. As colheitas das épocas 1 e 2 foram realizadas aos 35 dias

e 37 dias após a semeadura, respectivamente, quando as plantas atingiram o

máximo de desenvolvimento vegetativo.

Depois de cortadas, as plantas permaneceram em campo, onde foram

irrigadas diariamente seguindo a mesma lâmina de água do primeiro cultivo e

mantidas no limpo. A colheita foi realizada 27 dias após o corte.

3.4 Características avaliadas

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Determinada em uma amostra de vinte plantas, retiradas aleatoriamente da área útil, através de uma régua, a partir do nível do solo até a extremidade das folhas mais altas, e expressa em centímetros.

3.4.2 Número de folhas por planta

Determinado na mesma amostra de vinte plantas, contando o número de folhas maiores que cinco centímetros de comprimento, partindo-se das folhas basais até a última folha aberta.

3.4.3 Massa seca da parte aérea

Tomada da amostra anterior, na qual se determinou a massa seca em estufa com circulação forçada de ar a 70o C, até atingir peso constante, e expressa em g.planta-1.

3.4.4 Rendimento de massa verde

Determinado da massa fresca da parte aérea de todas as plantas da parcela útil, e expresso em t.ha-1.

3.5 Indicadores econômicos 3.5.1 Renda bruta (RB)

Foi obtida multiplicando-se a produtividade da cultura de cada tratamento pelo valor do produto pago ao produtor, conforme levantamento feito na região, no mês de dezembro de 2005, que foi de R$ 2,06 por quilo de rúcula, e expressa em reais.

(29)

Calculada subtraindo-se da renda bruta os custos de produção (CP) provenientes de insumos mais serviços. Estes custos de produção foram calculados para cada tratamento, baseados nos coeficientes de custos e serviços utilizados em um hectare de rúcula. Foram considerados os preços de insumos e serviços vigentes no mês de dezembro de 2005, na cidade de Mossoró-RN, e expressa em reais.

RL = RB – CT

3.5.3 Taxa de retorno (TR)

Foi obtida por meio da relação entre a renda bruta (RB) e o total dos custos de produção (CT) de cada tratamento.

TR = RB/CT

3.5.4 Índice de lucratividade (IL)

Obtido da relação entre a renda líquida (RL) e a renda bruta (RB), e expresso em percentagem.

IL=RB/RL

3.6 Análise estatística

Uma análise de variância para o delineamento de blocos completos casualizados foi utilizada para avaliar as características da rúcula, em cada época, através do Sisvar (FERREIRA, 2003). Em seguida, foram efetuadas análises conjuntas envolvendo as duas épocas de plantio. Os efeitos dos espaçamentos foram avaliados pelos procedimentos de ajustamento de curvas de respostas através do Software Table Curve Package (JANDEL SCIENTIFIC, 1991).

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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 Primeiro cultivo da rúcula

4.1.1 Altura de plantas e número de folhas por planta

Não houve interação significativa entre épocas de plantio e espaçamentos entre e dentre fileiras, ou

mesmo entre espaçamentos entre fileiras e espaçamentos dentre fileiras na altura de plantas e no número de folhas por planta. No entanto, observou-se efeito significativo de cada fator isolado nestas características. Constatou-se que a segunda época de plantio propiciou maior altura de plantas e maior número de folhas por planta, independentemente dos espaçamentos estudados (TABELA 3). Isto evidencia a adaptabilidade da rúcula as condições de temperaturas elevadas. Os maiores teores de nutrientes na área experimental na segunda época de plantio, também, devem ter favorecido esse resultado (TABELA 1).

TABELA 3 - Médias de altura de plantas e número de folhas por planta de rúcula em função de épocas de plantio. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

Épocas Altura de plantas Número de folhas por (cm) planta *

1 24,18B 10,39B 2 26,08A 12,45A

* Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Comportamento decrescente foi observado na altura de plantas, à medida que se aumentaram os espaçamentos dentre fileiras (Figura 2A), indicando que o plantio mais adensado de rúcula favoreceu a utilização mais eficiente dos recursos como água, luz e nutrientes. Este resultado se assemelha aos obtidos por Barros Júnior et al. (2004), que observaram comportamento decrescente, com o aumento dos espaçamentos dentre fileiras. Por outro lado, verificou-se um aumento inicial na altura de plantas, seguido de estabilidade, à medida que se aumentaram os espaçamentos entre fileiras (FIGURA 2B).

O número de folhas por planta aumentou, com o aumento dos espaçamentos dentre fileiras (FIGURA 3A). Esse maior número de folhas por planta no maior espaçamento se deve a um menor número de plantas por área, permitindo um maior e melhor desenvolvimento das plantas. Por outro lado, foi observado um aumento

(31)

inicial no número de folhas, seguido de estabilidade, à medida que se aumentaram os espaçamentos entre fileiras (FIGURA 3B).

4.1.2 Massa seca da parte aérea e rendimento de massa verde

Houve interação significativa entre épocas de plantio e espaçamentos dentre fileiras e entre épocas de

plantio e espaçamentos entre fileiras para massa seca da parte aérea e rendimento de massa verde da rúcula (TABELA 4). Observando-se as médias da massa seca da parte aérea e do rendimento de massa verde nas duas épocas de plantio, em cada nível dos espaçamentos dentre e entre fileiras, verifica-se que não houve alteração no seu ordenamento. Na segunda época de plantio, a massa seca da parte aérea e o rendimento de massa verde foram superiores àqueles obtidos na primeira época de plantio, ratificando a interação simples. Estes resultados discordam dos de Filgueira (2000), onde relata que sob temperatura elevada, há emissão prematura de pendão floral, e as folhas se tornam menores e rijas.

Curvas de respostas destas variáveis em função de espaçamentos para cada época de plantio foram ajustadas (FIGURAS 4A, 4B, 5A e 5B). O fato de a magnitude da diferença entre as médias da primeira e segunda épocas de plantio aumentar com o incremento dos espaçamentos dentre e entre fileiras evidencia a presença da interação simples entre os fatores estudados (FIGURAS 4A e 4B).

Verificou-se comportamento crescente da massa seca da parte aérea na segunda época de plantio à medida que se aumentaram os espaçamentos dentre e entre fileiras (FIGURAS 4A e 4B). Esse comportamento é esperado, uma vez que maiores espaçamentos permitem um maior e melhor desenvolvimento das plantas de rúcula, sendo que uma maior densidade de

(32)

FIGURA 2 – Altura de plantas de rúcula em função de espaçamentos dentre e entre fileiras. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

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FIGURA 3 - Número de folhas por planta de rúcula em função de espaçamentos dentre e entre fileiras.

Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

TABELA 4 - Médias de massa seca da parte aérea e rendimento de massa verde de rúcula em função de espaçamentos dentre e entre fileiras na primeira e segunda

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Massa seca da parte aérea Rendimento de massa verde

(t.ha-1) (t.ha-1)

Espaçamentos dentre fileiras (cm)

5 6 7 10 5 6 7 10 *

Época 1 0,89b 0,63b 0,60b 0,47b 15,42b 12,41b 12,16b 9,58b

Época 2 1,64a 1,84a 1,82a 2,12a 21,16a 25,00a 18,25a

14,61a

Espaçamentos entre fileiras (cm)

20 25 30 20 25 30 Época 1 0,73b 0,63b 0,58b 13,06b 12,94b 11,19b

Época 2 1,56a 1,73a 2,29a 16,37a 22,88a 19,87a

* Médias seguidas por letras diferentes na coluna diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

cultivo provoca um maior requerimento de nutrientes. Uma vez que as quantidades de nutrientes fornecidas foram iguais, houve menor disponibilidade de nutrientes nos tratamentos com maior número de plantas. Todavia, na primeira época de plantio, houve um decréscimo da massa seca da parte aérea em função do aumento dos espaçamentos dentre fileiras. Esse resultado confirma os obtidos por Barros Júnior et al. (2004), os quais observaram que a massa seca da parte aérea diminuiu com o aumento dos espaçamentos dentre fileiras de rúcula, e discordam dos obtidos por Purqueiro et al. (2005), os quais observaram que o aumento dos espaçamentos dentre fileiras aumentou a massa seca da parte aérea.

Observou-se um aumento no rendimento de massa verde até o espaçamento de 5,64cm, decrescendo após este, com o aumento dos espaçamentos dentre fileiras, na segunda época de plantio (Figura 5A). Gangnebin e Bonnet (1979) afirmam que espaçamentos menores proporcionam maior produção por unidade de área, mas apresentam produtos de qualidade inferior. Na primeira época de plantio observou-se comportamento decrescente do rendimento de massa verde com o aumento dos espaçamentos dentre fileiras (Figura 5B). Este resultado se assemelha aos obtidos por

(35)

Gadum et al. (2005) e Barros Júnior et al. (2004), que obtiveram maiores produtividades em espaçamentos menores. Janick (1986) afirmou que à

FIGURA 4 - Massa seca da parte aérea de rúcula em função de espaçamentos dentre e entre fileiras nas épocas

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FIGURA 5 - Rendimento de massa verde de rúcula em função de espaçamentos dentre e entre fileiras nas épocas

de plantio de junho a agosto e setembro a outubro de 2005. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

medida que o espaçamento diminui e a densidade populacional aumenta, dentro de

certos limites, há um aumento na produção total por área, podendo resultar em maior rentabilidade para o produtor.

(37)

Na segunda época de plantio, observou-se um crescimento inicial no rendimento de massa verde de rúcula até o espaçamento entre fileiras de 22,5cm, estabilizando-se a partir deste espaçamento (FIGURA 5B). Silva (1999) afirma que espaçamentos maiores contribuem para retardar o crescimento do caule principal, e isso proporciona menor competição entre plantas, favorecendo um maior desenvolvimento da parte aérea. Por outro lado, na primeira época de plantio, o rendimento de massa verde de rúcula permaneceu estável até o espaçamento entre fileiras de 24,8cm, decrescendo após este espaçamento entre fileiras (FIGURA 5B). O maior rendimento nessa época foi ocasionado, provavelmente, pelo maior número de plantas por área.

4.2 Rebrota da rúcula

Não se observou interação significativa entre espaçamentos entre fileiras e espaçamentos dentre fileiras em nenhuma das características avaliadas na rebrota. No entanto, um ajustamento de curva de resposta em função dos espaçamentos estudados foi realizado nas características altura de plantas, número de folhas por planta, massa seca da parte aérea e rendimento de massa verde (FIGURAS 6, 7 e 8). Esses dados da rebrota referem-se ao primeiro cultivo, uma vez que na rebrota do segundo cultivo ocorreu um ataque severo de fungos na área experimental.

4.2.1 Altura de plantas e número de folhas por planta

Não se obteve nenhuma curva de resposta em função dos espaçamentos dentre e entre fileiras para altura de plantas. Comportamento inverso ao do primeiro cultivo foi observado no número de folhas por planta da rúcula na rebrota, que aumentou com o aumento dos espaçamentos dentre fileiras (FIGURA 6). Este número foi praticamente o dobro do observado no primeiro cultivo. Nenhuma curva de resposta foi encontrada em função dos espaçamentos entre fileiras.

Essa diferença de comportamento observada entre o primeiro cultivo e a rebrota pode ser explicada pela maior disponibilidade de nutrientes, uma vez que na rebrota as plantas aproveitaram melhor os nutrientes.

(38)

FIGURA 6 - Número de folhas por planta de rúcula em função de espaçamentos dentre fileiras na rebrota.

Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

4.2.2 Massa seca da parte aérea e rendimento de massa verde

Foi ajustada uma superfície de resposta em função dos espaçamentos dentre e entre fileiras na massa

seca da parte aérea (FIGURA 7). À medida que se aumentaram tanto os espaçamentos dentre fileiras como os espaçamentos entre fileiras, houve um decréscimo na massa seca da parte aérea da rúcula. O maior valor (1,37 t.ha -1) foi obtido na combinação dos

espaçamentos 20cm x 5cm. Esse resultado se deve a um maior número de plantas por unidade de área. Um comportamento decrescente do rendimento foi observado com o aumento dos espaçamentos dentre fileiras (FIGURA 8). O maior rendimento foi registrado no espaçamento de 5cm dentre fileiras. Este se deve ao maior número de plantas por área, o que favorece a utilização mais eficiente dos recursos ambientais. Nenhuma curva de resposta foi encontrada em função dos espaçamentos entre fileiras.

Maiores valores tanto da massa seca da parte aérea quanto do rendimento de massa verde foram observados na rebrota com relação ao primeiro cultivo. Esses valores se devem a uma melhor utilização dos recursos ambientais disponíveis, uma vez que o sistema radicular já estava formado e as plantas utilizaram suas reservas apenas na parte aérea.

FIGURA 7 - Superfície de resposta da massa seca da parte aérea de rúcula em função de espaçamentos dentre e entre fileiras na rebrota. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

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FIGURA 8 - Rendimento de massa verde de rúcula em função de espaçamentos dentre fileiras na rebrota.

Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

4.3 Indicadores econômicos

Os indicadores econômicos de desempenho produtivo da rúcula em função dos espaçamentos no primeiro e no segundo cultivo e na rebrota encontram-se na Tabela 5. Maiores valores desses indicadores foram observados na rebrota, seguido do segundo e primeiro cultivo. Esses valores na rebrota se devem a uma melhor utilização dos recursos ambientais disponíveis, uma vez que o sistema radicular já estava formado e as plantas utilizaram suas reservas apenas na parte aérea. Entre os espaçamentos estudados, os maiores indicadores econômicos foram observados no espaçamento de 20cm x 5cm no primeiro cultivo e na rebrota, e no espaçamento de 25cm x 6cm no segundo cultivo (Tabela 5). Em termos médios, as rendas bruta e líquida na rebrota foram superiores às do primeiro e segundo cultivo em 79% e 13%; 137% e 30%, respectivamente. Para a taxa de retorno e índice de lucratividade, essa superioridade foi da ordem de 448% e 245%; 34% e 17%, para o primeiro e segundo cultivo, respectivamente (Tabela 5). Segundo Beltrão et al. (1984), a renda líquida expressa melhor o valor econômico que a renda bruta, porque nelas se encontram deduzidos os custos de produção. Costa et al. (2005), estudando o custo de produção e rentabilidade da rúcula, em duas épocas de cultivo em Jaboticabal-SP, observaram maiores rendas bruta e líquida (R$ 14.228,50 e R$ 11.121,09) na segunda época de plantio (setembro a novembro).

Esses resultados permitem ao produtor um leque de possibilidades de escolha de espaçamentos em termos de eficiência econômica, independentemente da época de cultivo e da rebrota.

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TABELA 5 - Renda bruta (RB), renda líquida (RL), taxa de retorno (TR) e índice de lucratividade (IL) da rúcula em diferentes espaçamentos, épocas de cultivo e na rebrota. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

TRAT. RB(R$/ha) RL(R$/ha) TR IL(%)

1º 2º REB. 1º 2º REB. 1º 2º REB. 1º 2º REB.

20 X 5cm 33.289,60 41.261,80 56.464,60 26.131,93 34.104,13 54.137,94 4,65 5,76

24,27 78,50 82,65 95,87

20 X 6cm 25.997,20 36.523,80 52.550,60 18.839,53 29.366,13 50.223,94 3,63 5,10

22,58 72,47 80,40 95,57

20 X 7cm 26.017,80 28.510,40 45.155,20 18.860,13 21.352,73 42.828,54 3,64 3,98

19,41 72,49 74,90 94,84

20 X 10cm 22.124,40 28.386,80 47.071,00 14.966,73 21.229,13 44.744,34 3,09 3,96

20,23 67,65 74,78 95,05

25 X 5cm 32.795,20 47.112,20 39.566,00 25.637,53 39.954,53 37.239,34 4,58 6,58

17,00 78,17 84,81 94,12

25 X 6cm 26.656,40 63.736,40 43.033,40 19.498,73 56.578,73 40.706,74 3,72 8,90 18,49 69,77 88,77 94,59

25 X 7cm 25.956,00 47.441,80 38.233,60 18,796,33 40.284,13 35.906,94 3,62 6,63

16,43 68,95 84,91 93,91

25 x 10cm 19.899,60 28.407,40 45.258,20 12.741,93 21.249,73 42.931,54 2,78 3,97 19,45 59,51 74,80 94,86 30 x 5cm 28.572,20 41.509,00 53.065,60 21.414,53 34.351,33 50.738,94 3,99 5,80 22,81 71,79 82,75 95,61 30 X 6cm 23.463,40 53.663,00 44.228,20 16.305,73 46.505,33 41.901,54 3,28 7,4 19,01 65,65 86,66 94,74

30 X 7cm 22.927,80 37.141,80 43.878,00 15.770,13 29.984,13 41.551,34 3,20 5,19

18,86 64,85 80,73 94,69

30 X 10cm 17.015,60 30.941,20 38.171,80 9.857,93 23.783,53 35.845,14 2,38 4,32

16,40 52,64 76,86 93,90

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Média Geral 25.396,68 40.386,30 45.556,35 18.235,09 33.228,63 43.229,69 3,54

5,63 19,41 70,83 81,08 94,81

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5 CONCLUSÕES

As melhores performances agronômicas da rúcula foram observadas na segunda época de plantio e na rebrota, nos espaçamentos de 25cm x 6cm e 20cm x 5cm, respectivamente.

As maiores eficiências econômicas foram observadas também na segunda época de plantio e na rebrota, nos espaçamentos de 25cm x 6cm e 20cm x 5cm, respectivamente.

A segunda época de plantio foi superior à primeira época de plantio.

A performance de rendimento de massa verde da rúcula na rebrota foi 78% superior ao do primeiro cultivo.

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MONDIM, M. Influência de espaçamentos, métodos de plantio e de sementes nuas e peletizadas na produção de duas cultivares de alface. 1988. 59f.

Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) – Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras.

NASCIMENTO, W.M. Temperatura x germinação. Seednews, Pelotas, ano IV, n.4, p.44-45, 2000.

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OHSE, S; DOURADO NETO, D.; MANFRON, P. A.; SANTOS, O. S. dos .Qualidade de cultivares de alface produzidas em hidroponia. Scientia Agricola, Piracicaba, v.58, n.1, p.181-185, jan./mar. 2001.

PEGADO, D. S.; GUSMÃO, S. A. L. de; SILVESTRE W.V. D. ; LOPES, P. R. de A.; GUSMÃO M. T. A.; SILVA, C. L. P.; FERREIRA, S. G.; SANTANA, L. F. S. Densidade de plantio de rúcula, em sistemas de cultivo protegido. Horticultura Brasileira, Brasília, v.22, n.2, jul. 2004. Suplemento. CD-ROM. (Trabalho apresentado no 44º Congresso Brasileiro de Olericultura, 2004).

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RODRIGUES, R. C.; LOPES, P. R. A.; SILVESTRE, W. V. D.; RODRIGUES, J. C. M.; VIDAL, A. C. Avaliação do comportamento vegetativo de coentro cv. verdão cultivado em diferentes arquiteturas de ambiente protegido nas condições climáticas de Belém-PA. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 19, n.2, jul. 2001. Suplemento. CD-ROM. (Trabalho apresentado no 41º Congresso Brasileiro de Olericultura, 2001).

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(46)

SETUBAL, W. J. & SILVA, A. R. Avaliação do comportamento de alface de verão em condições de calor no município de Teresina–PI. Teresina: UFPI, 1992, 17p.

(Mimeografado).

SILVA, V. F. Cultivares de alface em diferentes espaçamentos sob temperatura e luminosidade elevadas. 1999. 25f. Dissertação (Mestrado em Agronomia: Fitotecnia) - Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), Mossoró.

TRANI, P. E.; PASSOS, F. A. Rúcula (pinchão Eruca sativa (Mill.) Thell. In: FAHL, J. I.; CAMARGO, M. B. P. de; PIZZINATTO, M. A.; BETTI, J. A.; MELO, A. M. T.; DEMARIA, I. C.; FURLANI, A. M. C. Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas. 6 ed. Campinas: Instituto Agronômico, 1998. p.241-242. (Boletim Técnico, 200).

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7 APÊNDICE

TABELA 1A - Valores de F para altura de plantas (AP), número de folhas por planta (NF), massa seca da parte aérea (MS) e rendimento de massa verde (REND) de rúcula. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

FV GL AP NF MS REND Blocos 3 2,704* 0,374* 0,813* 1,960* Época (E) 1 2,916* 23,740* 272,234* 87,191* Esp. entre fileira (F) 2 2,020* 5,144* 5,052* 5,172* Esp. dentre fileira (D) 3 3,061* 5,210* 0,134ns 15,399* F x D 6 1,450ns 0,747ns 0,784ns 1,581ns E x F 2 0,698ns 1,088ns 13,236* 6,764* E x D 3 1,921ns 2,210ns 6,425* 4,396* E x F x D 6 0,969ns 0,011ns 0,888ns 1,010ns CV (%) = 10,21 18,01 28,53 24,20 * = P < 0,05 ns = não significativo

TABELA 2A

- Valores de F para altura de plantas (AP), número de

folhas por planta (NF), massa seca da parte aérea (MS) e rendimento de

massa verde (REND) de rúcula na rebrota na primeira época de plantio.

Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

FV GL AP NF MS REND Blocos 3 2,187ns 0,40ns 1,185ns 1,686ns Esp. entre fileiras (F) 2 2,105ns 1,191ns 0,972ns 2,786ns Esp. dentre fileiras (D) 3 0,806ns 2,692ns 4,075* 1,155ns F x D 6 1,324ns 0,090ns 0,123ns 0,747ns CV(%) - 13,05 24,67 33,18 23,31 * = P < 0,05 ns = não significativo

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TABELA 3A - Médias de altura de plantas (AP), número de folhas por planta (NF), massa seca da parte aérea (MS) e rendimento de massa verde (REND) na primeira época de plantio da rúcula. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

TRAT F D AP NF MS REND (cm) (cm) (cm) (t.ha-1) (t.ha-1) T1 20 5 25,27 8,81 1,35 16,16 T2 20 6 23,65 9,25 1,08 12,62 T3 20 7 25,27 8,81 1,10 12,63 T4 20 10 23,17 10,84 0,98 10,74 T5 25 5 25,80 10,98 1,15 15,92 T6 25 6 24,80 9,38 0,99 12,94 T7 25 7 24,35 10,32 0,98 12,60 T8 25 10 23,80 11,85 0,95 9,66 T9 30 5 25,07 10,71 1,15 13,87 T10 30 6 22,70 10,40 0,98 11,39 T11 30 7 25,02 11,24 0,95 11,13 T12 30 10 23,02 12,10 0,92 9,26 TRAT = Tratamentos F = Espaçamentos entre fileiras D = Espaçamentos dentre fileiras

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TABELA 4A - Médias de altura de plantas (AP), número de folhas por planta (NF), massa seca da parte aérea (MS) e rendimento (REND) na segunda época de plantio da rúcula, Mossoró-RN, UFERSA, 2005. TRAT F D AP NF MS REND (cm) (cm) (cm) (t.ha-1) (t.ha-1) T1 20 5 26,44 8,76 1,46 20,03 T2 20 6 24,49 12,25 1,59 17,73 T3 20 7 23,74 11,31 1,36 13,84 T4 20 10 25,83 13,75 1,85 13,78 T5 25 5 26,28 12,26 1,67 22,87 T6 25 6 30,96 13,18 2,51 30,94 T7 25 7 26,71 13,63 1,59 13,79 T8 25 10 23,15 14,58 1,95 23,03 T9 30 5 26,28 10,59 1,80 20,15 T10 30 6 27,99 12,70 2,23 26,05 T11 30 7 26,38 13,29 1,71 18,03 T12 30 10 25,35 13,51 2,49 15,02 TRAT = Tratamentos F = Espaçamentos entre fileiras D = Espaçamentos dentre fileiras

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TABELA 5A - Médias de altura de plantas (AP), número de folhas por planta (NF), massa seca da parte aérea (MS) e rendimento de massa verde (REND) na rebrota da rúcula na primeira época de plantio. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

TRAT F D AP NF MS REND (cm) (cm) (cm) (t.ha-1) (t.ha-1) T1 20 5 24,74 18,00 1,39 27,41 T2 20 6 20,89 21,10 1,35 25,51 T3 20 7 21,41 19,14 1,01 21,92 T4 20 10 23,81 25,32 0,98 22,85 T5 25 5 20,80 19,01 1,30 19,25 T6 25 6 22,46 22,19 1,29 20,89 T7 25 7 20,81 20,89 1,01 18,56 T8 25 10 24,32 24,11 0,88 21,97 T9 30 5 25,92 22,18 1,32 25,76 T10 30 6 24,08 23,92 1,05 21,47 T11 30 7 24,15 21,62 0,89 21,30 T12 30 10 22,75 27,19 0,79 18,53 TRAT = Tratamentos F = Espaçamentos entre fileiras D = Espaçamentos dentre fileiras

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TABELA 6A – Coeficientes de custos de produção de 1 ha de rúcula. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

Descrição Unidade Quantidade Total

I – Insumos

- Sementes: Cultivada Kg 05 160,00 Sub-total I 160,00 - Esterco bovino t 80 2.000,00 - Sufalto de Amônia Kg 182 136,60 - Superfosfato Simples Kg 334 250,16 - Cloreto de Potássio Kg 104 114,40 - Mastermins L 1 24,85 Sub-total II 2.526,01

II – Mão-de-obra

- Confecção de canteiros d/h* 40 600,00 - Distribuição e Incorporação dos Adubos d/h* 08 120,00 - Plantio da rúcula d/h* 60 900,00 - Desbate da rúcula d/h* 25 375,00 - Capina manual** d/h* 40 600,00 - Adububação Foliar d/h* 10 150,00 - Irrigaçãopor microaspersão + energia** mm 496 826,66 - Colheita da rúcula** d/h* 40 600,00 - Transporte da rúcula** d/h* 20 300,00 Sub-total III 4.471,66 Sub-total IV** 2.326,66 Total 8.057,67 * d/h= dia/homem

(52)

8 ANEXO

FIGURA 1A - Experimento de rúcula na época de plantio de junho a agosto de 2005. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

FIGURA 2A - Experimento de rúcula na época de plantio de setembro a outubro de 2005. Mossoró-RN, UFERSA, 2005.

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Referências

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