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Volumetria de Complexação Parte 1

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Academic year: 2019

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(1)

Volumetria de Complexação

Parte 1

Lilian Silva

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Instituto de Ciências Exatas

Depto. de Química

Juiz de Fora, 2011

(2)

Titulações Complexométricas

Baseia-se em reações que envolvem um íon metálico M e um ligante

L com formação de complexo suficientemente estável. O caso mais simples é o de uma reação que origina um complexo do tipo 1:1.

Os íons metálicos são ácidos de Lewis, receptores de pares de elétrons de um ligante doador de elétrons que são bases de Lewis.

A constante de equilíbrio da reação do metal com um ligante é

chamada de constante de formação absoluta (Kabs ou Kf).

(3)

Titulações Complexométricas

Ligante  íon ou molécula que forma ligação covalente com um cátion pela doação de um par de elétrons, os quais são compartilhados pelos dois.

Ligante monodentado  São bases de Lewis que doam somente um par de elétrons, ou seja, liga-se ao íon metálico através de apenas um átomo.

Ex: :NH3; :CN

-• Ligante bi e polidentados  São também conhecidos como ligantes quelantes, eles doam dois ou mais pares de elétrons, ou seja, ligam-se ao íon metálico através de dois ou mais átomos.

(4)

Titulações Complexométricas

O efeito quelato  capacidade de ligantes multidentados formarem complexos mais estáveis que os formados por ligantes monodentados que tenham estrutura semelhante.

* O termo quelato vem do grego “chele” e significa “prender com garras”.

Kf = 8 x 109

(5)

Titulações Complexométricas

Muitos

íons metálicos formam complexos estáveis,

solúveis em água, com um grande número de aminas

terciárias contendo grupos carboxílicos

A formação desses complexos serve como base a

titulação complexométrica

(6)

Titulações Complexométricas

H

4

Y + H

2

O H

3

O

+

+ H

3

Y

-

K

a1

= 1,02x10

-2

H

3

Y

-

+ H

2

O H

3

O

+

+ H

2

Y

-2

K

a2

= 2,14x10

-3

H

2

Y

2-

+ H

2

O

H

3

O

+

+ HY

-3

K

a3

= 6,92x10

-7

HY

3-

+ H

(7)
(8)
(9)

Variação das Espécies de EDTA em função do pH

• EDTA  ácido fraco - pKa1 = 2,0 (1,0 x 10-2),

– pKa2 = 2,66 (2,2 x 10-3),

– pKa3 = 6,16 (6,9 x 10-7) e

– pKa4 = 10,26 (5,5 x 10-11)

EDTA  H4Y

Dissociação do EDTA:

H4Y H+ + H

3Y- Ka1 = 1,0 x 10-2 = ([H+] . [H3Y-])/[H4Y]

H3Y- H+ + H

2Y-2 Ka2 = 2,2 x 10-3 = ([H+] . [H2Y-2])/[H3Y-]

H2Y-2 H+ + HY-3 Ka

3 = 6,9 x 10-7 = ([H+] . [HY-3])/[H2Y-2]

HY-3 H+ + Y-4 Ka

4 = 5,5 x 10-11 = ([H+] . [Y-4])/[HY-3]

(10)

Variação das Espécies de EDTA em função do pH

Composição de uma solução de EDTA em função do pH

H4Y H+ + H 3Y

-H3Y- H+ + H 2Y-2

H2Y2- H+ + HY-3

HY3- H+ + Y-4

Logo:

pH 3 - 6  predomina a espécie H2Y

2-pH 6 - 10  predomina a espécie HY

3-pH > 10  predomina a espécie Y

(11)

Variação das Espécies de EDTA em função do pH

Fração das Espécies Aniônicas em Solução

Tendência de formar quelato

não depende apenas da

constante de formação absoluta (K

f

), diferente do K

ps

e K

a

M

n+

+ Y

-4

MY

-(4-n)

K

f

= ([MY

-(4-n)

])/[M

+n

] . [Y

-4

]

K

f

Constante de formação absoluta (constante de

estabilidade)

Zn

+2

+ H

2

Y

-2

ZnY

-2

+ 2H

+

(12)

Variação das Espécies de EDTA em função do pH

Como a fração de cada espécie de EDTA varia em função do pH, nota-se que a tendência de formar o quelato num determinado valor de pH não é determinada diretamente a partir do valor da Kf do quelato em questão.

Mn+ + Y4- MY n-4

]

][

[

]

[

4 4

 

Y

M

MY

K

n

n

MY

A expressão que dá a fração de EDTA na forma Y4- pode ser obtida através

da equação que relaciona a concentração total das espécies de EDTA (Ca) não complexadas no equilíbrio.

Ca = [H4Y] + [ H3Y-] + [H

(13)

Variação das Espécies de EDTA em função do pH

Escrevendo as constantes de dissociação do EDTA e reorganizando-as em função de [H3O+] e [Y-4]:

H4Y + H2O H3O+ + H 3Y

-H3Y- + H

2O H3O+ + H2Y-2

H2Y2- + H

2O H3O+ + HY-3

HY3- + H

2O H3O+ + Y-4

(14)

Variação das Espécies de EDTA em função do pH

●Logo temos 4 equações relacionando as concentrações de cada espécie presente num determinado pH com [H3O+] e [Y-4]:

4 3 2 1 4 3 3 3 4

]

[

]

][

[

]

[

K

K

K

K

Y

O

H

O

H

Y

H

  

4 3 2 4 2 3 3 3

]

[

]

][

[

]

[

K

K

K

Y

O

H

O

H

Y

H

   

4 3 4 3 3 2 2 ] ][ ][ [ ] [ K K Y O H O H Y H     4 4 3

3

[

][

]

]

[

K

Y

O

H

HY

  

Substituindo essas equações na Equação 1 e rearranjando, temos que:

Logo:

Y 4-Ca =

Ka1Ka2Ka3Ka4

Ka1Ka2 H3O+

H3O+ 4 +Ka1 H3O+ 3+ 2+Ka1Ka2Ka3 H3O+ +Ka1Ka2Ka3Ka4

Y 4-Ca =

44

(15)

4-Variação das Espécies de EDTA em função do pH

Onde 4 é a fração de EDTA na forma Y4-:

4 3 2 1 3 3 2 1 2 3 2 1 3 3 1 4 3 4 3 2 1 4

]

[

]

[

]

[

]

[

H

O

k

H

O

K

K

H

O

K

K

K

H

O

K

K

K

K

K

K

K

K

Como a constante de formação do quelato EDTA e metal é dada por:

Substituindo a relação Ca = 4 na expressão de KMY , temos: [Y4-]

Ca

M

MY

K

Ca

M

MY

K

Y

M

MY

K

n n f n n MY n n MY

]

[

]

[

´

]

[

]

[

]

][

[

]

[

4 4

4 4 4       

Logo:

Onde Kf ’ é a constante de formação condicional, a qual é dependente do pH no qual

4é aplicável.

As constantes condicionais são diretamente calculadas e fornecem uma forma simples pela qual as concentrações de equilíbrio do íon metálico e do complexo podem ser calculadas no ponto de equivalência e onde houver excesso de reagente.

4

´

MY

f

K

(16)

Variação das Espécies de EDTA em função do pH

• A constante de estabilidade condicional  varia com o pH (depende de 4) ao contrário da constante de estabilidade absoluta (Kf)

• Vantagem  Kf´ mostra tendência real para ocorrer a formação do quelato metálico em um determinado pH.

(17)

Valores de

4

para diferentes pH´s

Obs 1: os valores de 4 aumentam com o aumento do pH.. Pois 4 é a fração de EDTA na forma Y

4-Obs 2: Para que o complexo seja utilizado na volumetria de complexação é necessário que sua constante de formação condicional seja maior que 108.

Qual o valor de Kf’ para a titulação do Mn 2+ com EDTA em pH = 8,00?

Mn2+ + Y4- MnY2- K

f = 6,2 x 1013

Kf’ = Kf x 4 = 6,2 x 1013 x 5,1 x 10-3

(18)

Referências Bibliográficas

• D. A. SKOOG, D. M. WEST e F. J. HOLLER – Fundamentals of Analytical Chemistry, 6a ed., Saunders, 1991.

• Baccan, N., Química Analítica Quantitativa Elementar. 3a Ed. Edgard

Blucher LTDA

• Ohlweiler, O. A., Química Analítica Quantitativa, Volume 2. 4a Ed. Livros

Técnicos e Científicos Editora S.A. 1981

• Vogel, A., Análise Química Quantitativa, 4a Ed., LTC, 2002.

Referências

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