RELATÓRIO E CONTAS 2009

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Texto

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RELATÓRIO E CONTAS

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RELATÓRIO E CONTAS

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Índice

Pág.

I - VALORES CARACTERÍSTICOS ... 2

II – MENSAGEM DO PRESIDENTE ... 3

III – RELATÓRIO, PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS E CONTAS CONSOLIDADAS ... 6

III.A

RELATÓRIO

CONSOLIDADO

DE

GESTÃO

SEGMENTO

ELECTRICIDADE ... 7

1 - COMERCIAL ... 8

Facturação de energia eléctrica... 10

Indisponibilidades ... 11

2 - SISTEMAS ELECTROPRODUTORES... 12

3 - A REGULAÇÃO ECONÓMICA ... 15

PPEC – Plano de Promoção da Eficiência no Consumo ... 16

PPDA - Plano de Promoção do Desempenho Ambiental ... 17

4 - INVESTIMENTO ... 19

Principais Empreendimentos ... 20

5 - RECURSOS HUMANOS ... 24

Evolução dos efectivos... 24

Formação ... 24 Prevenção e Segurança... 25 Medicina do Trabalho ... 26 6 - SISTEMAS DE INFORMAÇÃO ... 27 7 – COMUNICAÇÃO ... 28 8 – QUALIDADE E AMBIENTE ... 29 Qualidade... 29 Ambiente ... 30

III.B

RELATÓRIO

CONSOLIDADO

DE

GESTÃO

OUTROS ... 34

BALEDA, S.A. ... 34

NORMA AÇORES, S.A. ... 38

III.C

-

EVOLUÇÃO

ECONÓMICA

E

FINANCEIRA ... 43

Demonstração dos resultados consolidada ... 43

Evolução do Balanço consolidado ... 45

Resultados do Exercício ... 46

Política de Gestão Financeira ... 47

Dívida Financeira ... 49

Rating ... 51

Gestão dos Riscos Operacionais Seguráveis ... 52

Fundo de Pensões... 52

Gestão dos Activos de Carbono ... 53

III.D

-

UNIVERSO

DA

CONSOLIDAÇÃO ... 54

III.E

-

PROPOSTA

DE

APLICAÇÃO

DOS

RESULTADOS ... 55

III.F

-

CONTAS

CONSOLIDADAS ... 56

1 – Demonstrações Financeiras Consolidadas - 31 de Dezembro de 2009 ... 56

2 - Índice das demonstrações financeiras consolidadas... 57

Demonstração da posição financeira consolidada ... 58

Demonstração do rendimento integral consolidado... 59

Demonstração da alteração dos capitais próprios ... 60

Demonstração de fluxos de caixa consolidados... 61

Anexo às demonstrações financeiras consolidadas ... 62

3 - Declaração prevista na alínea c) do n.º 1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários ...132

4 - Apreciação e certificação de contas consolidadas ...134

RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL ... 135

CERTIFICAÇÃO LEGAL E RELATÓRIO DE AUDITORIA DAS CONTAS CONSOLIDADAS ... 138

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I - VALORES CARACTERÍSTICOS

2005 2006 2007 2008 2009 COMERCIAL Nº de Clientes - electricidade 109.523 111.872 113.995 115.747 117.661 Consumo de Energia (GWh): 668 703 728 754 757 Doméstico 230 241 248 254 256 Comércio e Serviços 216 227 240 252 251 Serviços Públicos 82 86 84 89 88 Industriais 112 119 125 126 127 Iluminação Pública 29 31 31 33 34 PRODUÇÃO

Produção Total Electricidade (GWh) 750 781 805 824 829

Produção Térmica (GWh) 634 650 580 606 614

EQUIPAMENTO

Centrais Térmicas a Fuel (nº) 3 3 3 3 3

Centrais Térm. Gasóleo (nº) * 9 9 9 8 7 Centrais Térm. Fuel e Gás. (nº) 1 1 1 1 1 Centrais Geotérmicas (nº) 2 2 2 2 2 Centrais Hídricas (nº) 11 12 12 12 12 Parques Eólicos (nº) 6 6 6 7 7

Potência Instalada em Centrais (MW) 240 253 259 253 254

Redes Transporte e Distribuição MT (km) 1.617 1.654 1.659 1.710 1.727

Postos de Transformação (nº) 1.637 1.671 1.718 1.750 1.801

Potência Instalada em PT (MVA) 414 434 477 489 514

ECONÓMICO-FINANCEIROS

Volume de Negócios (mil euros) - - - 162.446 161.423

Resultado Operacional - EBIT (mil euros) - - - 25.359 33.336

EBITDA (mil euros) - - - 49.556 58.180

Activo Líquido (mil euros) - - - 511.165 558.594

Investimento – Segmento Energia (mil euros) 69.205 58.020 46.677 53.611 66.823 * - Inc lui centrais Comunitárias

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II – MENSAGEM DO PRESIDENTE

Senhores Accionistas,

O ano de 2009 decorreu ainda num ambiente de recessão económica mundial, com efeitos fortemente negativos na actividade económica em geral, nomeadamente na confiança dos agentes económicos e nas condições de acesso ao crédito. Um ano em que o nosso país registou um crescimento económico negativo de 2,7% do PIB depois de, no ano anterior, ter tido um crescimento nulo. Nos Açores, não existem dados comparativos disponíveis do PIB Regional para estes dois anos, mas a avaliar por outros indicadores indirectos da actividade económica, os efeitos recessivos negativos deverão ter-se feito sentir de forma mais atenuada. A procura de electricidade, por exemplo, teve neste mesmo período um acréscimo de 0,7% nos Açores, enquanto, no Continente o que se verificou foi um decréscimo de 1,4%.

Apesar deste enquadramento económico e financeiro, ainda de crise, o ano de 2009 foi um ano em que o Grupo EDA se tornou um grupo empresarial mais forte, tendo registado um crescimento orgânico considerável, com a quase generalidade das suas empresas associadas a registarem resultados de exploração superiores aos do ano anterior; um ano em que o valor do activo consolidado do Grupo aumentou 9,2%, os seus capitais próprios 16,3% e o seu passivo apenas 7,1%. Foi neste enquadramento geral que, já quase no final do ano de 2009, conseguimos que a Agência Internacional Moody’s mantivesse a mesma apreciação feita à EDA, pela primeira vez, no ano anterior. Isto, numa altura em que a quase generalidade dos países, regiões e empresas à nossa volta estão a ver as suas notações de rating serem revistas em baixa. Esta boa notação de rating por parte da Moody’s (“A3 – Stable Outlook”) e, principalmente, a sua manutenção nas circunstâncias adversas actuais, é o reconhecimento de que a EDA e todas as empresas do Grupo EDA têm desenvolvido com eficiência a sua actividade, têm conseguido afirmar-se nos mercados em que operam, têm planos de investimentos ousados mas exequíveis e adequados à realidade envolvente, têm bons profissionais, bons quadros técnicos e têm sabido manter uma gestão equilibrada, prudente e realista.

Uma boa notação de rating é essencial, quer se trate de um país, uma região ou uma empresa. No nosso caso concreto, uma boa notação de rating constitui um excelente cartão de apresentação nos mercados de capitais nacionais e internacionais, o que facilita, consideravelmente, a obtenção dos meios financeiros necessários para a realização dos nossos planos de investimento; é, também, uma garantia de que esses meios financeiros serão contratualizados em melhores condições de taxa de juros e de prazos e sem necessidade de outras garantias suplementares; constitui, igualmente, uma segurança dada a todos os nossos stakeholders de que o Grupo EDA é um grupo empresarial estável, solidamente implantado e que tem vindo a dotar-se, progressivamente, de capacidade e de meios técnicos, materiais e financeiros suficientes para dar resposta aos desafios do futuro; em suma, a boa notação de rating que a Agência Internacional Moody’s atribuiu à EDA, constitui um poderoso instrumento de gestão que importa preservar, consolidar e, se possível, melhorar.

O ano de 2009 foi um ano em que continuámos a dar às energias renováveis uma atenção muito especial, nomeadamente, em todo o processo de planeamento das empresas do Grupo do segmento electricidade. O objectivo central é assegurar para o sistema produtor de cada uma das ilhas da Região e em cada momento, o mix de produção ideal, a combinação que

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maximiza o contributo das diferentes fontes de energia renovável. Daí que o planeamento do sistema electroprodutor da Região seja uma realidade que está sempre em permanente observação e que obriga a EDA a estar atenta a todas as novas soluções técnicas disponibilizadas pelo mercado. Neste sentido, no ano de 2009, destacam-se o envolvimento da EDA num projecto de armazenagem de electricidade em baterias, no âmbito do qual foi inaugurada, em Berlim, em Julho, uma estrutura de simulação da exploração do sistema eléctrico da ilha Graciosa à escala de 1/3, bem como o aprofundamento da utilização de volantes de inércia na maximização da penetração de energias renováveis, através do contacto com diversas situações reais existentes na Austrália e estudo da sua aplicação nos Açores.

O Plano Estratégico Plurianual de Investimento das empresas do segmento electricidade para o período 2010/2014 atingirá os 342.3 milhões de euros, dos quais 37% (125 milhões de euros) respeitam a investimentos em energias renováveis a serem efectuados, directamente, pelas empresas associadas SOGEO, GEOTERCEIRA e EEG.

Com este Plano Estratégico, a capacidade de produção de energias renováveis nos Açores será aumentada em mais 43 MW, valor que duplicará a actual capacidade instalada e fará com que o perfil de produção de electricidade nos Açores se altere profundamente, passando os pouco mais de 26% de penetração de energias renováveis de hoje para um valor à volta dos 50% em 2014. Esta maior produção de electricidade, proveniente de fontes renováveis, evitará a emissão de mais cerca de 170 mil toneladas de CO2 por ano que, somadas às 140 mil toneladas que já hoje são evitadas, conduzirão a uma não emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera de 310 mil toneladas/ano. É um objectivo que está em consonância com os fixados para a União Europeia e para o nosso país e constituirá, sem dúvida alguma, um contributo muito importante do Grupo EDA para a melhoria do ambiente e da qualidade de vida de todos quantos trabalham e vivem nos Açores.

O ano de 2009 fica também assinalado por ser o primeiro de um novo período regulatório, que se estende até 2011. As alterações metodológicas introduzidas pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos para este novo período, têm como objectivo assegurar uma maior estabilidade à gestão da empresa, ao estabelecer, ao nível da área de aquisição de energia eléctrica e gestão do sistema, um outro critério de aceitação de custos de produção, mais transparente e adaptado à realidade arquipelágica em que desenvolvemos a nossa actividade, e, ao nível das áreas de distribuição e de comercialização de energia, uma nova forma de regulação por “price cap”, metodologia esta que permite o conhecimento prévio da base de custos aceites para efeito de cálculo da compensação tarifária a atribuir.

As contas que, agora, vos apresentamos, são as primeiras em que os documentos em base consolidada foram elaborados em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), tal como adoptadas na União Europeia. Esta alteração surge como consequência de um empréstimo obrigacionista de 50 milhões de euros, contraído pela EDA para financiamento do Plano de Investimentos do Grupo em meados de 2009 e que foi admitido para negociação na Euronext Lisboa - Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, em Outubro de 2009. Com esta admissão à cotação na Euronext Lisboa, a EDA passou a ficar obrigada a apresentar as suas contas consolidadas segundo o normativo das IFRS, ficando, assim, dispensada de continuar a apresentá-las de acordo com o normativo nacional. No entanto, os documentos de prestação de contas em base individual continuam a ser apresentados de acordo com o normativo do Plano Oficial de Contabilidade (POC), em vigor naquela data.

De referir ainda que, aproveitando a oportunidade da entrada em vigor do novo normativo - Sistema de Normalização Contabilística (SNC), a partir de 1 de Janeiro de 2010, decidimos repensar e redefinir a estratégia a prosseguir para as infra-estruturas informáticas de todo o Grupo EDA. Assim, procedemos ao reforço dos Sistemas SAP, através da optimização e parametrização das soluções já existentes, bem como à integração, na mesma plataforma, de novas aplicações (Gestão de Desempenho e SAP Portal). Em simultâneo, desenvolvemos os trabalhos de desenho dos processos necessários à

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implementação dos projectos “Project System” (PS) e “Product Maintenance” (PM), que entrarão em produtivo durante o corrente ano.

A uniformização e integração das soluções informáticas para todo o grupo permitirão uma maior uniformidade de processos e de metodologias que, por sua vez, contribuirão para o aumento da eficiência de toda a actividade empresarial do grupo. Este é um importante passo mais no sentido da melhoria da coesão interna e da criação de condições propícias à criação de mais valor no interior do grupo.

O Grupo EDA é hoje um grupo empresarial forte, dotado de capacidade técnica e financeira suficiente para prosseguir os objectivos fixados no seu ambicioso Plano Estratégico Plurianual de Investimentos. Um Plano que, conjuntamente com as acções que já estão a ser desenvolvidas pelo Governo Regional, fará dos Açores uma região ambientalmente mais limpa e mais autónoma em termos energéticos. Um plano que, simultaneamente, contribuirá para o fortalecimento e crescimento do próprio Grupo EDA e para a expansão da actividade de algumas das suas empresas para outros espaços económicos mais amplos.

A finalizar, cumpre-me expressar uma palavra de agradecimento aos senhores accionistas pela confiança, apoio e estímulo que sempre nos deram e que contribuíram, decisivamente, para a sustentabilidade do crescimento de todo o Grupo EDA. Uma palavra também de agradecimento a todos os trabalhadores, quadros dirigentes e administradores das empresas do nosso Grupo, pelo seu profissionalismo, entusiasmo e competência postos no desempenho das suas funções e que, para além de terem possibilitado os bons resultados alcançados, são garantia de que seremos capazes de prosseguir, com êxito, os inúmeros desafios que temos pela frente.

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III – RELATÓRIO, PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS E CONTAS

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1 -

COMERCIAL

No ano de 2009, a procura de electricidade referida ao consumo ascendeu a 757 GWh, resultando num crescimento global de 0,4% relativamente ao ano anterior, verificando-se uma variação de -0,4% ao nível da Média Tensão e 0,9% ao nível da Baixa Tensão.

No mesmo ano, a rede de distribuição abasteceu 117 661 instalações de clientes, correspondendo a um aumento de 1,7%.

Var.% 2005 2006 2007 2008 2009 2008/09 Nº de Clientes 109 523 111 872 113 995 115 747 117 661 1,7 Baixa Tensão 108 906 111 258 113 368 115 101 117 001 1,7 Média Tensão 617 614 627 646 660 2,2 Consumo de Energia (GWh): 667,5 703,2 728,3 753,7 756,7 0,4 Doméstico 229,8 240,9 248,2 253,5 256,5 1,2 Comérc. e Serviços 215,8 227,0 239,7 252,3 251,0 -0,5 Serviços Públicos 81,6 86,0 84,0 89,0 87,8 -1,4 Industriais 111,7 118,8 125,0 125,6 127,3 1,4 Ilumin. Pública 28,6 30,5 31,3 33,4 34,2 2,4

O mercado da Região caracteriza-se pela sua reduzida dimensão e grande dispersão, predominando o consumo do comércio e serviços (incluindo serviços públicos), com 44,8% da estrutura de consumos, seguido dos usos domésticos e industriais, com 33,9% e 16,8%, respectivamente. É ainda de salientar que as ilhas de S. Miguel e Terceira foram responsáveis por 79,2% do fornecimento de energia eléctrica e 73,2% dos contratos com clientes.

O consumo anual “per capita”* tem revelado um aumento sucessivo nos últimos anos, apresentando taxas de crescimento nos últimos cinco anos que, em média, se situaram na ordem dos 3,86%, sendo, no total da Região e em 2009, de 3 091 kWh/habitante. Neste ano, o valor mais elevado verificou-se na ilha Terceira, com 3 438 kWh/habitante, e o mais baixo na ilha do Corvo, com 2 424 kWh/habitante. Em 2008, o consumo médio anual ascendeu a 3 079 kWh/habitante, apresentando um crescimento em 2009, face a esse ano, de 0,4%.

*No cálculo do consumo anual “per capita”, foram utilizadas as estimativas do número de habitantes publicadas pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores para os anos de 2004 a 2008.

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* - Consumo de 2009 e estimativa do número de habitantes de 2008

1 500 2 000 2 500 3 000 3 500 4 000

SMA SMG TER GRA SJG PIC FAI FLO COR

k W h /h a b

Capitação (consumo/hab)

2004 2005 2006 2007 2008 2009 * 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 0 10 20 30 40 50 60 70

SMA SMG TER GRA SJG PIC FAI FLO COR

C o n s u m o N º d e in st al a çõ e s

Consumo e Nº de instalações

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Facturação de energia eléctrica

A facturação de energia eléctrica atingiu, em 2009, o montante de 96 355 mil euros, correspondendo 68 588 mil euros a fornecimentos de energia em Baixa Tensão, enquanto 27 767 mil euros referem-se a fornecimentos em Média Tensão. É de realçar que estes últimos representam 28,8% do valor total, embora concentrados em apenas 0,56% do número de contratos de fornecimento de energia eléctrica (excluindo iluminação pública).

Relativamente ao ano anterior, a facturação cresceu cerca de 5,1%, em resultado do aumento de 0,4% na procura de electricidade e do acréscimo do preço médio de venda em 4,7%.

2005 2006 2007 2008 2009 Facturação * (mil €) 74.614 80.852 86.405 91.687 96. 355 Média Tensão 23.093 25.334 26.150 27.170 27. 767 Baixa Tensão 51.521 55.518 60.255 64.518 68. 588 Energia Facturada ** (GWh) 666,1 701,3 726,4 751,7 754,8 Média Tensão 253,4 264,6 275,1 283,0 281,9 Baixa Tensão 412,7 436,7 451,3 468,7 473,0

Preço Médio Venda 2005 2006 2007 2008 2009

(c€/kWh) 11,20 11,53 11,90 12,20 12,77

Média Tensão 9,11 9,58 9,51 9,60 9,85

Baixa Tensão

12,49 12,71 13,35 13,76 14,50

* Não inclui energia em contadores e compensação tarifária. ** Não inclui consumos próprios

8,00 9,00 10,00 11,00 12,00 13,00 14,00 15,00 2005 2006 2007 2008 2009

cen t€/kWh

Evolução do preço médio de venda 2005/2009

PMV EDA PMV MT PMV BT

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Indisponibilidades

O indicador geral de continuidade de serviço TIEPI (Tempo de Interrupção Equivalente da Potência Instalada) encontra-se evidenciado no gráfico seguinte. Os valores apresentados incluem indisponibilidades dos sistemas electroprodutores, das redes e instalações de clientes, para interrupções curtas e longas (≤ 3 minutos e > 3 minutos), para todo o tipo de causas.

O ano de 2009 apresenta um agravamento do indicador TIEPI em várias das ilhas da Região. Este ano foi marcado por diversas adversidades, fortemente influenciadas pelos factores climatéricos adversos que marcaram o ano.

A ilha de Santa Maria apresenta um comportamento global idêntico ao de 2008, tendo-se verificado uma evolução negativa deste indicador nas ilhas de São Miguel, Terceira, São Jorge, Pico e Faial. As ilhas Graciosa, Flores e Corvo apresentam uma evolução manifestamente positiva, tendo reduzido substancialmente o valor deste indicador, face a 2008.

De salientar que este indicador inclui todas as interrupções verificadas, intrínsecas aos sistemas da EDA ou devido a problemas nas instalações dos clientes.

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2 - SISTEMAS ELECTROPRODUTORES

Em 2009, o Sistema Electroprodutor explorado directamente pela EDA era constituído por nove Centrais Termoeléctricas com uma potência total instalada de 212 MW. Explorados pela EEG, empresa participada pela EDA, existiam sete Parques Eólicos nas ilhas de Santa Maria, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial e Flores, com uma potência total instalada de 11,6 MW, doze Centrais Hídricas, com uma potência total de 8,2 MW, e ainda duas Centrais Geotérmicas, pertencentes à SOGEO, com uma potência instalada de 23,0 MW. A EDA deu ainda apoio à exploração de três Centrais Comunitárias, na ilha de São Jorge.

A produção anual de electricidade atingiu os 829,1 GWh, correspondendo a um aumento de 0,7% relativamente ao ano anterior. Dessa produção, o parque termoeléctrico contribuiu com 74%, com preponderância da produção a fuel, com 65,9%.

No âmbito das energias renováveis, destaca-se a emissão de energia de origem geotérmica, que contribuiu com 19,9% do total e 37% do total da ilha de São Miguel. Face a 2008, verifica-se um decréscimo da produção de energia com origem geotérmica, devido à indisponibilidade de grupos para a execução de manutenções programadas. A energia com origem hídrica apresentou, face ao ano transacto, um decréscimo de 11%, justificado pelos baixos níveis de pluviosidade verificados na Região ao longo de quase todo o ano. Por outro lado, a energia eólica apresenta um crescimento de 42%, em resultado da entrada, em meados de 2008, do parque eólico da Serra do Cume, na ilha Terceira.

Emissão de energia (GWh) - Açores

2005 2006 (*) 2007(*) 2008(*) 2009(*) Var.% 08/09 Térmica 615,6 632,0 563,1 587,7 595,5 1,3 Fuel 561,2 574,0 504,2 525,4 530,1 0,9 Gasóleo 54,4 58,1 58,8 62,3 65,4 5,0 Hídrica 30,9 29,7 31,3 25,3 22,4 -11,3 Geotérmica 70,7 83,8 177,5 170,3 161,7 -5,0 Eólica e Outras 15,0 16,8 15,8 21,9 31,2 42,4 Total 732,2 762,4 787,6 805,2 810,9 0,7 (*)

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As ilhas de São Miguel e Terceira contribuíram com 53,9% e 25,2%, respectivamente, do total da energia emitida para as redes. Realça-se o facto das centrais do Caldeirão, em São Miguel, e do Belo Jardim, na Terceira, terem uma produção correspondente a cerca de 55% do total da energia emitida na região, o que é elucidativo da dificuldade na obtenção dos benefícios das economias de escala, face à descontinuidade geográfica da Região.

Emissão de energia eléctrica por ilha

(GWh)

2005 2006 2007 2008 2009 Var.% 08/09 Santa Maria 18,0 18,9 19,1 19,7 20,4 3,6 São Miguel 394,4 407,8 424,1 435,3 437,1 0,4 Terceira 187,0 196,6 201,6 203,5 204,2 0,3 Graciosa 11,2 11,9 12,7 13,3 13,3 -0,2 São Jorge 24,4 25,4 26,1 27,3 28,8 5,3 Pico 38,3 40,8 41,7 42,9 43,9 2,5 Faial 47,7 49,1 50,1 50,6 50,2 -0,7 Flores 10,2 10,8 11,1 11,4 11,7 2,6 Corvo 1,0 1,1 1,2 1,2 1,3 8,7 732,2 762,4 787,6 805,2 810,9 0,7 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 700,0 800,0 900,0 2004 2005 2006 2007 2008 2009

Emissão Energia (GWh)

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As pontas máximas em cada uma das ilhas, nos últimos cinco anos, ocorreram maioritariamente no 2º semestre de cada ano, com excepção das ilhas da Graciosa e do Corvo, nas quais, em 2007 e 2008, respectivamente, se verificou no 1º semestre. No que respeita à evolução da ponta relativamente a 2008, a maior foi registada na ilha da São Jorge, com 7,75%, seguida pelas ilhas das Flores e do Pico com, respectivamente, 5,11% e 4,77%.

Ponta máxima anual (kW)

2008 2009 Data da ocorrência em 2009

Santa Maria 3 510 3 457 19 de Agosto São Miguel 73 850 74 350 18 de Agosto Terceira 36 230 37 690 29 de Dezembro Graciosa 2 312 2 386 12 de Dezembro São Jorge 4 581 4 936 16 de Dezembro

Pico 7 464 7 820 14 de Dezembro

Faial 8 963 9 182 29 de Dezembro Flores 1 978 2 079 16 de Dezembro

Corvo 250 243 14 de Dezembro

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3 - A REGULAÇÃO ECONÓMICA

As tarifas de electricidade a cobrar aos consumidores são fixadas anualmente pela ERSE-Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, em função da regulamentação constante do Regulamento Tarifário, onde, para além da metodologia de determinação do nível de proveitos a proporcionar por cada tarifa, se caracteriza a metodologia de cálculo tarifário e a forma de determinação da estrutura das tarifas.

A estrutura das tarifas de Venda a Clientes Finais, tanto no Continente como nas Regiões Autónomas, resulta da aplicação do princípio da aditividade tarifária que consiste na definição de tarifas de Venda a Clientes Finais com preços que resultam da adição dos preços das tarifas por actividade aplicáveis em cada nível de tensão e opção tarifária aos clientes do comercializador de último recurso, nomeadamente: tarifas de Uso Global do Sistema, Uso da Rede de Transporte, Uso da Rede de Distribuição, Energia e Comercialização.

As tarifas são estabelecidas por forma a proporcionar à entidade concessionária da RNT e aos detentores de licença vinculada de distribuição um montante de proveitos calculados de acordo com as disposições constantes no Regulamento Tarifário, sendo construídas com base em estimativas de vendas de energia e custos operacionais e de investimento entregues pelas empresas reguladas, sendo previamente sujeitas a um processo de aceitação pelo regulador. Dado que as tarifas fixadas têm por base estimativas de venda de energia e custos aceites, existe um mecanismo de ajustamento que permite incluir nas tarifas do ano n+2 o valor do respectivo ajustamento e, desta forma, a empresa pode recuperar ou devolver aos consumidores o montante que resulta da aplicação deste mecanismo, referente ao ano n.

Os sobrecustos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira são incluídos na Tarifa de Uso Global do Sistema que é aplicada pelos distribuidores vinculados aos fornecimentos a clientes do comercializador de último recurso e às entregas a clientes no mercado liberalizado.

Desde 2003, primeiro ano da fixação pela ERSE das tarifas praticadas pela empresa concessionária do transporte e distribuição da RAA, a EDA – Electricidade dos Açores, S.A., até 2008, foi aplicada uma metodologia de regulação por custos aceites para todas as actividades reguladas da empresa. A partir de 2009, a ERSE alterou a forma de regulação das actividades de Distribuição de energia eléctrica e de Comercialização de energia eléctrica, que passou a ser efectuada por Price Cap, com o objectivo de incentivar a empresa a obter maiores ganhos de eficiência naquelas actividades.

Quanto à actividade Aquisição de Energia Eléctrica e Gestão do Sistema, mantém-se o mesmo tipo de regulação baseada em custos aceites e na aplicação de uma taxa de remuneração sobre os activos líquidos.

A EDA desenvolve assim as suas actividades de produção, distribuição e comercialização de energia eléctrica num contexto regulado pela legislação em vigor e pela regulamentação emitida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

Em Dezembro de 2008, a ERSE, para além de ter determinado as tarifas de electricidade para 2009, fixou também os parâmetros para o período de regulação 2009-2011. Relativamente à remuneração dos activos, destacam-se os seguintes parâmetros fixados para aquele período:

• A taxa de remuneração do activo fixo afecto à actividade de Aquisição de Energia Eléctrica e Gestão do Sistema foi indexada à rendibilidade média diária das OT a 10 anos, acrescida de 300 pontos percentuais e 400 pontos percentuais, para a actividade de Distribuição de energia eléctrica.

Refira-se que não foi fixado o parâmetro referente ao factor de eficiência associado aos custos com a descarga, armazenamento, transporte e comercialização do fuelóleo. A fixação deste parâmetro, assim como o custo unitário do fuelóleo para a produção de

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energia eléctrica praticado no mercado primário de referência, previsto no Artigo 88º. do Regulamento Tarifário, ficou dependente de um estudo que se encontra em curso, estando a ser realizado por um consultor externo, prevendo-se a sua conclusão em Junho de 2010.

Em 2009, prosseguiu-se com o processo de convergência das tarifas da Região para com as do Continente, constatando-se que o processo de convergência, em termos médios e por tipo de fornecimento, se encontra concluído.

Para o exercício de 2009, a compensação financeira previsional atribuída à EDA ascendeu a 66,5 milhões de euros.

Refira-se, porém, que através do Despacho de 3 de Outubro de 2008, o Ministro da Economia e Inovação determinou que o montante de 50 milhões de Euros, relativo ao valor de equilíbrio económico-financeiro previsto no Artigo 92º. do Decreto-Lei nº. 226 – A/2007, de 31 de Maio, fosse afectado à estabilização das tarifas mediante a redução do financiamento dos custos com a convergência tarifária de 2009 entre as Regiões Autónomas e o Continente. A componente correspondente à Electricidade dos Açores S.A. não foi transferida pela REN, conforme determinado pela ERSE aquando da publicação das tarifas de 2009, pela facto da REN não ter recebido qualquer valor previsto no Despacho anteriormente referenciado.

Refira-se também que a Lei 12/2008, de 26 de Fevereiro, relativa aos serviços públicos essenciais, determinou que os custos com contadores deixam de ser considerados no cálculo das tarifas de energia eléctrica, em resultado da proibição da cobrança aos utentes de qualquer importância a título de preço, aluguer, amortização ou inspecção periódica de contadores ou qualquer outra taxa de efeito equivalente independentemente da designação utilizada. Esta Lei tem como consequências a diminuição da base de activos a amortizar e a remunerar a partir de 2009, no âmbito da determinação do sobrecusto da actividade de distribuição de energia eléctrica.

PPEC – Plano de Promoção da Eficiência no Consumo

A medida “Auditoria Energética a Edifícios Escolares”, de carácter intangível, desenvolvida ao abrigo do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo, para o período 2009-2010, visa a realização de uma auditoria energética num estabelecimento de ensino público na Região Autónoma dos Açores (Escola Básica Integrada dos Arrifes).

O principal objectivo desta medida é, através da auditoria, identificar oportunidades de melhoria do desempenho energético que potencie a redução dos respectivos consumos, bem como avaliar técnica e economicamente os benefícios da implementação de soluções mais eficientes do ponto de vista energético nas instalações escolares do território açoriano.

Um segundo objectivo é a divulgação posterior das medidas de eficiência energética propostas junto dos restantes estabelecimentos de ensino e dos serviços regionais de educação. Pretende-se, assim, desenvolver um legado de conteúdos sobre os resultados obtidos na auditoria energética e sobre a importância e necessidade de poupar energia eléctrica como estratégia para estimular a mudança de comportamentos da população escolar para a redução do consumo de electricidade e seus impactos na redução das emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE).

Para uma maior eficácia desta divulgação, será impressa uma brochura informativa com os resultados e medidas da auditoria energética, bem como, a criação de um manual de eficiência energética em estabelecimentos escolares. Todos os materiais produzidos terão em devida consideração as condições específicas da Região Autónoma dos Açores, tais como as condicionantes de natureza climática e de recursos energéticos, os valores e as preocupações das escolas.

A medida contempla ainda o lançamento de um concurso de ideias interescolar que motive os alunos, organizados em grupos, a apresentar soluções no âmbito da promoção da eficiência energética e da redução de consumos, tendo em vista a sua

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implementação no curto prazo nos próprios estabelecimentos de ensino. Para a melhor ideia está prevista a atribuição de um prémio ao grupo vencedor, da responsabilidade do Promotor.

Ao nível da racionalização dos consumos de energia, a presente proposta irá incidir na realização de uma auditoria energética a uma instalação, que terá como objectivo caracterizar os consumos de energia, avaliando a actual situação energética da instalação, bem como identificar, estudar e propor medidas de redução de consumos de energia e dos custos associados. Todos estes objectivos têm como finalidade elaborar indicadores que constituam uma ferramenta duradoura de gestão de energia e que sirvam de benchmarking para outros estabelecimentos de ensino.

PPDA - Plano de Promoção do Desempenho Ambiental

No âmbito do Plano de Promoção de Desempenho Ambiental (PPDA) da EDA, referente ao período regulatório

2009-2011, apresenta-se o nível de execução referente ao ano de 2009, para as medidas aprovadas pela ERSE.

Legenda:

ANO 2009 [€]

Nível de

Execução

1

Projecto "Estudo dos eventuais efeitos dos Campos

Electromagnéticos nos sistemas biológicos", parceria com REN, EDA,

EEM e FFUL

44.000,00

2

Implementação de sistema de Gestão Ambiental (SGA) em quatro

Centrais da EDA

30.000,00

3

Implementação de sistema de Gestão Ambiental (SGA) na Exploração

de Distribuição

20.000,00

4

Protocolo com INOVA - Controlo de qualidade e uso eficiente da água

nas Centrais Termoeléctricas da EDA, S.A.

9.500,00

5

Estudos de Dispersão de poluentes e de Biomonitorização para as

Centrais Termoeléctricas da EDA, S.A.

9.000,00

6 Formação em matérias de natureza ambiental

13.000,00

7 Estudos de Impacte Ambiental (EIA) nas Centrais Termoeléctricas

11.000,00

8

Ordenamento do Território - Integração Paisagística de Subestações

(SE)

10.000,00

9

Ordenamento do Território - Integração Paisagística de Postos de

Transformação (PT) / Postos de Seccionamento (PS)

50.500,00

10

Ordenamento do Território - Integração Paisagística da rede de Baixa

Tensão (BT) e Média Tensão (MT)

30.000,00

11

Protocolo com a SPEA - Aplicação de medidas de correcção à rede de

transporte e distribuição de energia eléctrica dos Açores

80.000,00

12

Protocolo com a SPEA - Localização e mapeamento dos troços da rede

de transporte e distribuição de energia eléctrica dos Açores mais

utilizados pelo Estorninho-Malhado como dormitório

10.000,00

Medidas/Acções Previstas

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A EDA participou em vários Workshops, nomeadamente: na ilha da Madeira, intitulado “Aves e Linhas Eléctricas” e

que teve como objectivo a apresentação de resultados dos estudos decorrentes dos efeitos das linhas eléctricas na

Avifauna, nas ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias) e possíveis soluções a implementar para a

correcção das linhas eléctricas; no Centro Cultural de Belém, promovido pela ERSE, acerca das medidas aprovadas

pelo Painel de Avaliação, para o período regulatório 2009-2011; bem como um Encontro Técnico interno em Ponta

Delgada, intitulado “Interacção entre a Avifauna e as Linhas Eléctricas”.

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4 - INVESTIMENTO

O investimento a custos totais realizado no segmento de electricidade atingiu, em 2009, cerca de 69 milhões de euros. Do investimento realizado pela EDA, cerca de 36,1% foram utilizados no reforço do sistema electroprodutor, enquanto 36,5% corresponderam ao investimento na rede de transporte e distribuição, numa óptica de garantia da continuidade e qualidade do fornecimento de energia eléctrica. O investimento efectuado pela EEG diz respeito aos montantes dispendidos na construção/ampliação de parques eólicos e aproveitamentos hidroeléctricos. Decorrente da actividade da SOGEO e GEOTERCEIRA, foram investidos, em 2009, cerca de 19 milhões de euros no aproveitamento dos recursos geotérmicos.

Investimento (10

3

euros)

Actividade

Custos

Técnicos

Encargos

Financeiros

Total

Centros Produtores

35 594

1 406

37 000

Centrais Termoeléctricas

17 321

756

18 077

Parques Eólicos e Aproveitamentos

Hidroeléctricos

202

4

205

Aproveitamento Recursos Geotérmicos

18 071

647

18 718

Rede Transporte e Grande Distribuição

10 007

443

10 450

Rede Pequena Distribuição

7 621

213

7 833

Outros

13 601

92

13 693

Total

66 823

2 153

68 976

Os gráficos abaixo indicam a evolução, nos últimos exercícios, dos montantes investidos nas actividades de produção e transporte e distribuição de energia eléctrica, a preços correntes.

0 10 000 20 000 30 000 40 000 50 000 60 000 70 000 80 000 2005 2006 2007 2008 2009

10³ euros Investimento Total (preços correntes)

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Principais Empreendimentos

Relativamente aos projectos de investimento realizados em 2009, destacam-se como mais significativos os seguintes:

Produção - EDA

 Ampliação da Central Termoeléctrica do Aeroporto, em Santa Maria, com o início da instalação dos grupos VIII e XIX;  Execução de diversas obras de beneficiação da Central Termoeléctrica do Caldeirão (CTCAD), na ilha de São Miguel,

onde se inclui o tratamento das águas residuais (2ª Fase);

 Diversas obras de melhoramento da Central Termoeléctrica do Belo Jardim, na ilha Terceira, onde se inclui a beneficiação do edifício da central e das salas das máquinas 1 e 2, e a adaptação da central para a utilização de FUEL IFO380;

 Ampliação da Central Termoeléctrica do Caminho Novo, em São Jorge, com a conclusão da instalação dos grupos XI e XII;

 Ampliação da Central Termoeléctrica do Pico, na ilha do Pico, com a continuação da instalação do grupo VII;  Ampliação da Central Termoeléctrica de Santa Bárbara, no Faial, com a continuação da instalação do grupo VIII;  Continuação da construção da nova Central Termoeléctrica da Ribeira Além Fazenda, na ilha das Flores.

Produção – EEG

 Campanhas de medição de vento em dois locais alternativos da ilha do Faial, com vista a determinar a melhor localização para o novo parque eólico a construir naquela ilha;

0 10 000 20 000 30 000 40 000 50 000 60 000 70 000 80 000 2005 2006 2007 2008 2009

10³ euro s Investimento a Custos Técnicos (preços correntes)

Centrais Termoeléctricas Parques Eólicos e Aproveitamentos Hidroeléctricos Apro veitamento Recursos Geotérmicos Transp. Grande Distr.

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Produção – SOGEO

 Beneficiação da central Geotérmica da Ribeira Grande: trabalhos de beneficiação aos permutadores de calor pré-aquecedor e vaporizador do grupo gerador I; trabalhos de beneficiação do sistema de detecção e combate a incêndios;  Beneficiação da central Geotérmica do Pico Vermelho: desenvolvimento do projecto de aumento da capacidade actual de

separação e de transporte de geofluidos dos poços geotérmicos PV4 e PV7;

 Campanha de execução de poços geotérmicos, programada para contemplar a execução de diversos poços geotérmicos nos três sectores conhecidos do campo geotérmico — Cachaços - Lombadas, Pico Vermelho e Ribeira Grande — teve início no terreno em Abril, com a construção das primeiras plataformas para a execução dos poços geotérmicos.

Produção – GEOTERCEIRA

 O investimento realizado relaciona-se directamente com a Empreitada de Execução das Infra-estruturas para Acessos e Plataformas dos Poços Geotérmicos PA3, PA4 e PA8, a prestação dos serviços do contrato celebrado com a empresa Iceland Drilling com as actividades necessárias à intervenção técnica no poço geotérmico de avaliação PA2 e construção e ensaios dos poços geotérmicos PA3, PA4 e PA8.

Este reservatório geotérmico está ainda em observação do seu real potencial, com o acompanhamento da consultadoria externa especializada desta participada, perspectivando-se que o corrente ano de 2010 seja crucial para a prossecução e dimensionamento do projecto.

Transporte e Grande Distribuição

Na Ilha de Santa Maria, e ao nível das Subestações, a continuação da remodelação da Subestação do Aeroporto e, ao nível das Linhas de Distribuição, ampliação MT dos ramais 10 kV NAV-Cabrest e NAV-Faneca.

Na Ilha de São Miguel, ao nível de Subestações e Centros de Controlo e Telemedida, a reformulação da Subestação de São Roque (SESR) e dos sistemas de protecção da rede de 60 kV, a continuação da remodelação dos Sistemas de Protecção e de Comando e Controlo das Subestações dos Milhafres (CCSEMF) e da Lagoa. Na área das Linhas de Transporte em Alta Tensão (AT), continuação da construção da Linha de Transporte de 60 kV entre SELG – 30 Reis I. Nas Linhas de Distribuição, a continuação da remodelação da rede MT 10 kV da cidade de Ponta Delgada (3ª Fase) e das linhas 10/30 kV de Água de Pau e do Cabouco, e interligação dos ramais MT 30 kV – Rabo de Peixe.

Na Ilha Terceira, ao nível das Linhas de Transporte, e na Alta Tensão, a continuação da construção da Linha de Transporte 60 kV Cu 185 entre as Subestações do Belo Jardim e da Vinha Brava, enquanto,para a Média Tensão,a continuação da construção da Linha de Transporte 30 kV entre as Subestações das Quatro Ribeiras e a do Belo Jardim. Nas Linhas de Distribuição, a continuação da construção da saída subterrânea MT 15 kV da Subestação das Lajes e da saída 15 kV da Subestação de Vinha Brava – São Bartolomeu (Nó PT 95), a remodelação da linha MT Angra II e da linha e ramais 15 kV da Subestação das Quatro Ribeiras (Serreta).

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Na Ilha Graciosa e ao nível das Linhas de Distribuição, a construção da interligação MT 15 kV entre o PT26 e a linha da Guadalupe.

Na Ilha de São Jorge, ao nível dos Postos de Seccionamento, a continuação da construção do Posto de Seccionamento da Relvinha e, no que diz respeito às Linhas de Distribuição, a remodelação das linhas MT 15 kV das Manadas e a ampliação do ramal MT 15 kV Fajã dos Cubres.

Na Ilha do Pico, ao nível das Linhas de Distribuição, a continuação da remodelação da Linha e Ramais MT 15 kV São Roque – Piedade e ampliação do ramal MT 30kV da Casa Montanha.

Na Ilha do Faial, ao nível das Subestações e Postos de Seccionamento, a continuação da Remodelação da Subestação de Santa Bárbara e da construção do posto de seccionamento dos Cedros. Ao nível das Linhas de Distribuição, a remodelação da linha e ramais MT 15 kV Horta – Cedros – PTD8 – PTD20 e da Rede MT 15 kV subterrânea da Horta (Fecho do Anel), bem como a construção da saída subterrânea MT 15 kV cidade da Horta – Subestação de Santa Bárbara – PTC 1010 e do desdobramento da linha MT 15 kV Horta Varadouro (2ª Fase).

Na Ilha das Flores e ao nível dos Postos de Seccionamento, a reconfiguração do Posto de Seccionamento 3 – Fonte do Frade. No que diz respeito às Linhas de Distribuição, a continuação da remodelação da rede subterrânea MT 15 kV Santa Cruz (2ª Fase) e da construção das saídas MT 15 kV da nova central das Flores.

Pequena Distribuição

Em Santa Maria, ao nível de Postos de Transformação, a electrificação e alteração de potências e a remodelação dos quadros gerais de BT (QGBT) em diversos PT. Ao nível das Redes Rurais, a continuação da ampliação das Redes BT de Santa Maria.

Em São Miguel, ao nível de Postos de Transformação, a remodelação, a electrificação e alteração de potência em diversos PT. Ao nível das Redes Urbanas, a continuação da 2ª Fase da remodelação da Rede de Baixa Tensão da Cidade de Ponta Delgada. Quanto às Redes Rurais, a continuação da remodelação de diversos PT da Amoreira, da Bretanha, das Furnas, da Achada, entre outras localidades, para além de diversas ampliações da rede BT.

Na Terceira, ao nível de Postos de Transformação, a continuação da remodelação, da electrificação e de alterações nas potências de diversos PT. Ao nível das Redes Rurais, a remodelação da rede BT São Bartolomeu PT 30, 31 e 90, assim como a ampliação de redes BT.

Na Graciosa, ao nível das Redes Rurais, a remodelação da rede BT do PTD 14 – Brasileira, do PTD 15 – Manuel Gaspar e do PTD 28 – Almas.

Em São Jorge, ao nível de Postos de Transformação, a electrificação e alterações nas potências de PT e a construção de PT de cabine baixa da Fajã dos Cubres. Ao nível das Redes Rurais, a Remodelação de Redes BT da Calheta.

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No Pico, ao nível de Postos de Transformação, a continuação da remodelação 15/30 kV dos PT da linha São Roque – Piedade. Ao nível das Redes Urbanas, a remodelação da rede BT de são Roque. Quanto a Redes Rurais, a continuação da construção da rede BT do Lajido, o prosseguimento da ampliação de redes BT e a remodelação da rede BT – Àcruz (Santa Luzia).

No Faial e ao nível de Postos de Transformação, continuação de diversas electrificações e alterações de potência em PT e a remodelação do PTD 5 e do PTD 4 200 kVA –Cruz Bravo. Quanto a Redes Rurais, a construção de redes BT.

Nas Flores e ao nível das Redes Rurais, a Remodelação de diversas redes BT. Ao nível das Redes Urbanas, a remodelação da rede BT do Lajedo e da Ponta da Fajã.

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5 - RECURSOS HUMANOS

As organizações que desfrutam de uma longa vida assentam em fundações sólidas. Os colaboradores do grupo EDA constituem o activo mais valioso das empresas para a manutenção de elevados níveis de serviço, com capital humano altamente motivado e alinhado com os objectivos estratégicos, no sentido de alcançar a sustentabilidade a longo prazo, assegurar e reforçar continuamente valores como trabalho de equipa, inovação, partilha de saberes, integridade e actualização de conhecimentos.

Evolução dos efectivos

O número total de trabalhadores com vínculo ao Grupo EDA, no final de 2009, era de 937, representando assim um aumento de 1,08%, mais dez trabalhadores, relativamente ao ano anterior.

Trabalhadores com vínculo GRUPO EDA

2008 2009 % EDA 636 644 1,3 EEG 7 7 0,0 SOGEO 20 32 60,0 GLOBALEDA 63 66 4,8 SEGMA 50 51 2,0 GEOTERCEIRA 8 9 12,5 NORMAÇORES 53 54 1,89 CONTROLAUTO 12 12 0,0

Req./Cedidos Grupo EDA 55 39 -29,1

Requisitados Ent. Oficiais 23 23 0,0

Total 927 937 1,08

Formação

A actividade desenvolvida em 2009 demonstra o forte empenho que a nossa organização tem vindo a desenvolver ao propor aos colaboradores soluções e dispositivos adaptados a cada realidade, contribuindo assim para o êxito dos seus projectos de desenvolvimento. Nesse sentido, o Grupo centrou-se em dois grandes pilares: o Sistema de Gestão do Desempenho e a Formação Profissional.

No que concerne ao Sistema de Gestão de Desempenho, foi desenvolvida uma nova aplicação em portal SAP, no sentido de dar resposta a todas as situações particulares e singulares da maior parte das empresas do Grupo, tendo sempre em mente que a gestão de pessoas é das tarefas mais complexas que uma Empresa tem de desenvolver, no seu dia-a-dia.

A nossa perspectiva de longo prazo, o espírito de flexibilidade e de empreendedorismo, as características intrínsecas à cultura da EDA, permite-nos acreditar no crescimento do nosso capital humano. São estes os princípios orientadores, avaliando-se e explorando-se novas oportunidades que potenciem a criação de valor de grupo. Com o objectivo de atingir estes valores, desenvolvem-se continuamente acções de formação com incidência nas competências técnicas e comportamentais.

A Formação Profissional constitui o vector que consome maior volume de recursos financeiros e humanos, tanto na realização do levantamento de necessidades para 2010 como, e essencialmente, na execução do plano aprovado para 2009.

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O Plano de Formação anual reflecte o enquadramento estratégico das necessidades de desenvolvimento identificadas pelas várias empresas.

Regista-se, uma vez mais, a elevada taxa global de participação em acções de formação, o que não deixa de ser revelador da importância que os directores dão à formação enquanto elemento motivador e transmissor de conhecimentos e de capacitação dos colaboradores para o exercício de funções.

Prevenção e Segurança

Ao longo dos últimos anos o objectivo tem sido contribuir para a melhoria das condições de trabalho dos colaboradores do Grupo EDA e no ano de 2009 procedeu-se a consolidação de alguns processos associados à Higiene e Segurança no Trabalho, nomeadamente:

• Formação de Higiene e Segurança no Trabalho, Trabalhos em Altura, Gestão de Emergência (primeiros socorros e combate a incêndios);

• Auditorias de segurança a edifícios da área administrativa;

• Medidas de controlo de Higiene, através de medições de ruído e análise da qualidade do ar das centrais termoeléctricas; • Inspecção anual aos equipamentos de trabalhos em altura utilizados pelos operacionais das Direcções da Produção,

Distribuição e Comercial;

• Revisão dos manuais de Atmosferas Explosivas (ATEX) das Centrais Termoeléctricas do Caldeirão e Belo Jardim; • Acompanhamento às equipas operacionais da Direcção de Distribuição;

• Selecção de equipamentos de protecção individual;

• Realização de reuniões da Subcomissão de Segurança ao nível das diversas ilhas, assim como, a reunião anual da Comissão de Segurança.

Com o objectivo de testar a operacionalidade dos Planos de Emergência Internos das centrais de produção de energia, assim como os meios existentes nas instalações e os meios externos, realizaram-se simulacros nas Centrais do Caldeirão, Belo Jardim, Caminho Novo, Pico e Corvo.

Quanto à sinistralidade laboral no ano de 2009 relativamente à empresa EDA, registaram-se 18 acidentes, sendo 12 com baixa médica, não se verificando acidentes mortais.

Ano Acidentes Dias Perdidos

2009 18 631

2008 10 831

2007 19 735

Constata-se que, no ano de 2009, registou-se um aumento do número de acidentes de trabalho relativamente ao ano anterior, mas o número de dias perdidos por ausência ao trabalho registou uma diminuição, passando no ano de 2008 de 831 dias, para 631, no ano de 2009, ou seja, verificou-se uma menor gravidade nas consequências dos acidentes de trabalho.

De referir que, relativamente ao tipo de acidentes do ano de 2009, 28% dizem respeito a “Movimentos incorrectos ou sobre esforços” e 38% a quedas de trabalhadores, salientando o facto de não se ter registado acidentes de origem eléctrica.

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A sinistralidade laboral registada no ano de 2009 nas restantes empresas do Grupo EDA, foram os seguintes:

SOGEO SEGMA GLOBALEDA NORMA GEOTERCEIRA TOTAL

Nº ACIDENTES 5 3 1 3 1 13

Nº DIAS PERDIDOS 0 10 28 0 13 51

Registou-se uma baixa sinistralidade e um reduzido número de dias perdidos nestas empresas, factor esse que consideramos positivo e de realçar face a actividade laboral desenvolvida.

Medicina do Trabalho

Com o objectivo de garantir e promover o bem-estar profissional e social dentro da organização, a Medicina do Trabalho efectuou durante o ano o conjunto de actividades habituais: exames, vacinação e acompanhamento de processos de reforma. Ao longo do ano foram realizadas 49 visitas aos postos de trabalho.

VISITAS EDA 34 EEG 1 SOGEO 2 GLOBALEDA 5 SEGMA 4 GEOTERCEIRA 1 NORMA 2

A vacinação atingiu um total de 472 colaboradores e foram realizados 1102 exames médicos, com a seguinte repartição:

EXAMES

Admissão Periódico Ocasionais TOTAL

EDA 11 303 606 920 EEG 2 2 SOGEO 18 10 6 34 GLOBALEDA 7 30 4 41 SEGMA 13 18 15 46 GEOTERCEIRA 2 2 NORMA 4 22 30 56 CONTROLAUTO 1 1

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6 - SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

No início do ano de 2008, a EDA e a Novabase procederam à celebração do contrato de prestação de serviços informáticos, em regime de outsourcing. A prestação de serviços é constituída por quatro fases: Preparação, Transição, Prestação do Serviço e Devolução do mesmo (em caso de cessação).

Com a conclusão das duas primeiras fases, teve início, a 1 de Janeiro de 2009, a Fase de Prestação do Serviço, durante a qual a Novabase deverá prestar os serviços de acordo com as exigências e os níveis de serviço constantes do Contrato, sujeitando-se à aplicação das penalidades correspondentes por parte da EDA.

A Novabase é a única responsável pela gestão da arquitectura das tecnologias de informação. Assim, com vista à monitorização sistemática das prestações a efectuar pela Novabase e à avaliação por ambas as Partes de todos os aspectos conexos com a execução dos serviços, foram constituídos dois órgãos: um Comité de Gestão (com competência limitada a cada área de prestação de serviços) e um Comité de Direcção (com competência relativa à prestação dos serviços a prestar pela Novabase, globalmente considerados, constituído pelos Directores Gerais do Contrato).

Em 2009, a Novabase assegurou a operação e administração dos sistemas da EDA com as condições mínimas que garantiram a disponibilização de serviços de IT base. Verificaram-se atrasos significativos na implementação de processos operacionais e de gestão dos serviços, definição de políticas e normas, bem como nos mecanismos para a medição da qualidade dos serviços. A EDA constatou, por isso, que algumas das tarefas em causa não foram concluídas dentro dos prazos acordados, nem foram prestadas de acordo com os níveis exigidos contratualmente pelo que, nos termos contratuais, a prestação do serviço que não cumpra os níveis exigidos confere à EDA o direito a aplicar penalidades, por dedução nas facturas emitidas pela NOVABASE. Concluídos os estudos necessários e determinada a estratégia para as infra-estruturas futuras, 2009 foi o ano de partida para a implementação do Programa “Implementação dos Sistemas SAP no Grupo EDA”.

Foram implementados, em 2009, os projectos de optimização das soluções actualmente implementadas – Upgrade Técnico ERP 6.0 e Implementação PI.

Foi realizado o upgrade técnico da plataforma SAP, da versão SAP Enterprise 4.7 para a solução SAP ERP 2005 (ECC 6.0), de forma a assegurar a actualização da plataforma, a continuidade do suporte SAP e a redução de custos de manutenção associados. O projecto de upgrade técnico do SAP iniciou-se no dia 24 de Abril e é formalmente encerrado no dia 31 de Julho. O projecto de implementação do SAP PI, projecto desenvolvido pela SAP de implementação de um protótipo de utilização de uma solução de middleware para integração de informação externa a SAP (desenvolvimento das interfaces Galp Frota e Xequity – Taxas de Juros e Câmbios), iniciou-se no dia 2 de Março de 2009 e teve o seu fecho no dia 11 de Maio de 2009.

Na sequência das anomalias surgidas com a aplicação de Avaliação de Desempenho, desenvolvida pela LINK, que levou ao seu abandono, a NOVABASE Consulting, implementou, entre Setembro e Novembro de 2009, o sistema de suporte ao processo de avaliação de desempenho potenciando a plataforma SAP já existente e recorrendo a um conjunto de funcionalidades disponibilizadas na nova versão de SAP ECC 6.0, com enhancement package 4. Complementarmente, estendeu-se as funcionalidades de avaliação de desempenho ao ambiente SAP Portal, permitindo um acesso generalizado à solução e uma maior facilidade na sua utilização.

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7 – COMUNICAÇÃO

Em 2009, ao nível da Comunicação, a palavra-chave foi consolidação, uma vez que a campanha “Em Harmonia com a Natureza” foi implementada no final de 2008.

Assim, ao abrigo desta iniciativa, demos continuidade à divulgação dos conceitos das várias empresas do Grupo, recorrendo a diversos suportes.

Em 2009 deu-se inicio à renovação da imagem dos sites das empresas, para que os mesmos estivessem em sintonia com a mensagem divulgada. Neste sentido, o primeiro site a ser lançado foi a da empresa mãe que, para além de ter uma imagem refrescada, apresentou novas funcionalidades, tais como o EDAONLINE.

Sendo a internet uma das principais ferramentas de divulgação junto dos diversos públicos, e havendo a necessidade de apresentar mais facilidades aos nossos clientes, a EDA implementou o EDAONLINE, uma aplicação da internet que permite que os clientes tenham acesso à sua conta, gerindo de forma rápida, eficaz e cómoda o seu contrato.

De seguida, foi implementado o novo site da EEG, estando, actualmente, em curso os sites das restantes empresas.

No ano passado, e ainda ao nível da comunicação externa, foram feitos novos vídeos institucionais das empresas do Grupo, vídeos esses que aparecem, também, como novidade nos sites, para além de serem exibidos nas feiras e nas lojas EDA.

Paralelamente, e como reforço da imagem institucional criada, foram divulgadas publicidades, em diversos Órgãos de Comunicação Social, quer Regionais, quer Nacionais. Ainda na imprensa, mas regional, foram também divulgadas todas as indisponibilidades programadas, os concursos públicos e os recrutamentos.

Ao nível da Assessoria de Imprensa, a aposta recaiu na divulgação dos principais investimentos e resultados, quer através do envio de notas de imprensa, quer pela realização de entrevistas e conferências de imprensa.

Relativamente a eventos, para além da habitual participação em feiras, com o nosso stand, foram organizadas sessões públicas de esclarecimento, iniciativa da Direcção Comercial, nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, com o intuito de apresentar o Manual de Execução de Trabalhos em Equipamento de Contagem de Energia e de Controlo de Potência em instalações BTN.

No Dia da Energia, 29 de Maio, para além da apresentação do novo site da EDA e aplicação EDAONLINE, teve lugar um pequeno-almoço para jornalistas, onde o Conselho de Administração da EDA apresentou os principais investimentos a realizar.

Ao longo do ano realizaram-se, novamente, simulacros, desta feita nas centrais do Corvo (30 Junho) e Pico (24 Julho).

No âmbito da política de Responsabilidade Social, a EDA deu continuidade à política implementada, canalizando as verbas anteriormente utilizadas em ofertas a clientes para Instituições de Solidariedade Social da Região. Assim, atribuiu vários donativos no Natal de 2009, assim como durante o ano, para algumas acções.

Na vertente cultural, a empresa apoiou o “11º Festival ANGRAJAZZ”, o “Teatro Micaelense” e o “Coliseu Micaelense”.

Na vertente desportiva, os patrocínios foram concedidos ao GREDA – Grupo Desportivo e Recreativo da EDA. Paralelamente, a EDA apoiou a “46ª Corrida de São Silvestre”.

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8 – QUALIDADE E AMBIENTE

No decurso do ano 2009, destacam-se as seguintes actividades:

• Consolidação dos sistemas de Gestão da Qualidade e dinamização das acções de melhorias no domínio do Ambiente. • Realização de acções de monitorização, em conformidade com os requisitos de Lei, para as instalações de produção

térmica da EDA.

• Realização de investimentos nas instalações, com objectivo de redução de impactos de poluição do ar e da água/solos. • Releva-se a operacionalidade do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos e a consequente disciplina de gestão de

resíduos, por utilização de práticas adequadas.

• Foi dada continuidade à política interna de diminuição do impacto das actividades da EDA no Ambiente e melhorias de Qualidade, contribuindo assim para a obtenção de melhor desempenho e consequentes resultados positivos da actividade do sector energético.

Qualidade

Em 2009 foi dado continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da Qualidade, tendo sido cumprido o objectivo de proceder à transição dos Sistemas de Gestão da Qualidade implementados, para a NP EN ISO 9001:2008.

Os Sistemas de Gestão da Qualidade implementados na EDA, S.A., levam a que a organização perceba adequadamente as necessidades e expectativas do cliente, gere e forneça um produto e serviço de forma a satisfazer essas necessidades e expectativas, aumentando de forma consistente a satisfação, confiança e fidelização do cliente.

A nível interno conduz a uma clarificação, sistematização e formalização das responsabilidades e autoridades, da alocação de recursos, das metodologias a adoptar e dos controlos a efectuar, obtendo uma dinâmica de melhoria contínua. Todos estes factores conduzem a uma diminuição dos desperdícios, aumentando desta forma a sua competitividade.

Sistemas de Gestão da Qualidade Certificados segundo a NP EN ISO 9001:2008

• Direcção da Exploração da Produção cujo âmbito é a “Prestação de Serviços de Manutenção em Sistemas de Produção de Energia”.

• A Direcção Comercial cujo âmbito é a “Comercialização de Energia, Potência e Serviços Conexos”.

Os resultados de 2009 foram positivos, sendo estes reflectidos quer através do cumprimento dos planos de objectivos definidos, quer através dos resultados das Auditorias realizadas, externas ou internas, constatando-se que os Sistemas de Gestão da Qualidade Implementados são encarados como uma ferramenta de gestão.

No sentido de alcançar o seu objectivo estratégico, a EDA, S.A. concretizou ainda, os seguintes projectos em 2009:

Laboratório de Contadores da EDA, S.A.

De forma a dar continuidade ao trabalho desenvolvido, em Outubro de 2009 foi enviado ao IPAC o pedido de Acreditação do Laboratório de Contadores de Energia Eléctrica da EDA, S.A., segundo a NP EN ISO IEC 17025:2005, que se encontra reconhecido como Organismo de Verificação Metrológica (OVM) e tem como objectivo a obtenção da Acreditação até Dezembro de 2009.

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Direcção de Exploração da Distribuição

Manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade na Direcção de Exploração da Distribuição, com o seguinte âmbito: “Manutenção de SE, Linhas AT/MT, Equipamentos de Manobra da Rede e Análise de Projectos e Viabilidades ”.

Empresas Grupo EDA

Em 2009, foi também assegurada a Renovação da Certificação e transição para NP EN ISO 9001:2008 do Sistema de Gestão da Qualidade da Empresa do Grupo EDA, S.A., nomeadamente a Globaleda, que se revelou um potente instrumento de sistematização das boas práticas, evidenciando junto dos actuais e potenciais clientes a Qualidade da sua prestação de serviços, garantindo naturalmente um posicionamento estratégico, importante num mercado em constante e acelerada evolução tecnológica.

Ambiente

Efluentes Gasosos

Foram efectuadas 2 campanhas de monitorização pontual dos efluentes gasosos para todas as fontes das 9 centrais termoeléctricas, inferindo-se a quantidade de poluente emitida durante o ano de 2009.

A Central Termoeléctrica do Caldeirão e a Central Termoeléctrica do Belo Jardim, dispõem de monitorização em contínuo, tendo sido apresentados, no ano de 2009, os relatórios trimestrais à Direcção Regional do Ambiente.

Efluentes Líquidos

Durante o ano de 2009, para cumprimento da legislação, efectuaram-se 4 campanhas de recolha de águas residuais. Nas Centrais Termoeléctricas do Caldeirão e Belo Jardim procedeu--se a 6 recolhas, conforme exigência das respectivas licenças ambientais

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Licenciamento Ambiental (PCIP)

Foram realizadas acções de formação/sensibilização para o cumprimento das exigências ambientais, estipuladas nas Licenças Ambientais. 5.890 6.425 7.958 3.434 4.413 4.411 377 357 564 638 572 648 580.348 606.118 613.607 -7.000.000 -6.000.000 -5.000.000 -4.000.000 -3.000.000 -2.000.000 -1.000.000 0 1.000.000 2.000.000 0 1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 6.000 7.000 8.000 9.000 10.000 2007 2008 2009 NOX (ton) SO2 (ton) PTS (ton) CO (ton) Produção (MW)

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Foram entregues, na SRAM, os Planos de Promoção Ambiental (PDA) das Centrais Termoeléctricas do Caldeirão e do Belo Jardim, conforme estipulado nas respectivas Licenças Ambientais.

Participação da EDA-GQAMB no 1º Encontro Regional de Operadores PCIP-PRTR, que se realizou na Horta, ao qual se efectuou uma apresentação do desempenho ambiental das suas centrais PCIP.

Mercado de Carbono

Na Exploração de Produção deu-se continuidade à gestão das licenças de carbono, para o período 2008-2012, sendo que a Verificação das licenças de carbono, referente ao ano de 2009, será realizada no decurso do mês de Fevereiro de 2010, por uma entidade verificadora certificada.

Nos quadros seguintes apresenta-se o comparativo da gestão de licenças de carbono (tCO2) e os consumos específicos (kgCO2/kWh), para os anos de 2008 e 2009.

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Referências

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