UNIVERSIDADE
FEDERAL
DE
SANTA cATAR1NA
CENTRD
DE
CIÊNCIAS
AGRARIAS
RELATÓRID
DEESTÁGID CURRICULAR
; .
FLORIANOPOLIS
-SC
`ABRIL
DE
1997 -.. . --,...›.- . __ R 175 Ex.1 ' ' I . P_
Ê ...___ ____ _____._,_, ______' I: _ _ l'~UNIVERSIDADE
FEDERAL
DE SANTA
CATARINA
_CENTRO DE
CIÊNCIAS
AGRÁRIAS
_DEPARTAMENTO
DE
CIENCIA E
TECNOLOGIA DE
ALIMENTOS
PRODUÇÃO
DE
SEMENTE
-INÓCULO DE
Lzminuza
edodzs(SHIITAKE)
Relatório de estágio curricular apresentado
à Universidade Federal de Santa Catarina pelo acadêmico
RODOLFO
MORICONI
FREIRE
comouma
das exigências docurso para obtenção do grau de Eng°
Agrônomo.
Orientador:
ELIANE
MORETTO
Supervisor:
AUGUSTO
FERREIRA
DA
EIRA
Florianópolis -
SC
5355?
IDENTIFICAÇÃO
TÍTULO:
PRODUÇÃO
DE SEMENTE
-INÓCULO
DE
Lentinula edodes(SHIITAKE)
OLOCAL:
Faculdade de CiênciasAgronômicas
-UNESP/BOTUCATU
(Departamento de Defesa Fitossanitária -
Área
de Biotecnologia eMicrobiologia Agrícola)
no
MÓDULO
DE
COGUMELOS
COMESTÍVEIS
(MCC)
PERÍODO:
05DE
AGOSTO
A
05DE
SETEMBRO DE
1996
ORIENTADOR:
ProfäELIANE
MORETTO
(DepartamentoDe
Tecnologia de Alimentos -
CCA
-UNIVERSIDADE FEDERAL
DE
SANTA
CATARINA)
SUPERVISOR:
Prof”.AUGUSTO
FERREIRA
DA
EIRA
- z
(UNESP/BOTUCATU)
BANCA
EXAMINADORA:
ELIANE
MORETTO
LUCIANO
GONZAGA
MARCOS
KRIEGER
APRESENTAÇAO
O
estágio foi realizado durante o período de 05 de agosto a 05 de setembro de1996
no
Módulo
deCogumelos
Comestíveis -FCA/
UNESP/Botucatu
-com
orientaçãodo
Prof.Augusto
Ferreira da Eira(Professor Titular
Coordenador
dos Projetos) eacompanhamento
da equipetécnica.
A
partir de 1986, foi criado oMódulo
deCogumelos
Comestíveis,no
Departamento
de Defesa Fitossanitária, área de Biotecnologia eMicrobiologia Agrícola da Faculdade de Ciências
Agronômicas
(FCA)
-UNESP/Botucatu,
administrado pelaFEPAF
(Ftmdação de Estudos ePesquisas Agrícolas e Florestais).
O
Módulo
deCogumelos
Comestíveis desenvolve pesquisas sobre aprodução de semente de
cogumelos
comestíveis e seu cultivo, voltado paracondições brasileiras, e repassa a tecnologia para produtores através de
cursos, palestras e publicações de apostilas.
Além
da
pesquisa oMódulo
produz semente para comercialização,.assim
como,
cultiva cogtnnelos, produz equipamentos e toras já inoculadasJUSTIFICATIVA
A
crescentedemanda
de alimentos naturaiscomo
alternativa paraassegurar
uma
alimentação saudável é fato atuahnente. Neste caso o shiitakeapresenta-se
como
uma
boa
altemativa, sendoum
alimento saboroso quepode
ser cultivado naturahnente e possuindo propriedades terapêuticas.Segundo
TATEZAWA
(1992) descobertas recentesmostraram
que oshiitake apresenta elevados teores de proteínas
da
mais alta qualidade, fibrasdietéticas, vitaminas, sais minerais
além
de sua atuação farmacêuticacomo
regulador da hipertensão, possuindo propriedades preventivas
da
gripe e dosprocessos cancerígenos.
Desta forma o cultivo deste
cogumelo
tem
aumentado, aliadotambém
a fatores de cultivo
como:
baixos investimentos epequenos
espaçosnecessários, ajudando
como
maisuma
atividadena
propriedade.Nesse
sentido, a produção de semente-inóculo (“spawn”) paraatender esta
demanda,
é maisuma
atividade altemativa para atuaçãodo
Engenheiro
Agrônomo.
Neste sentido, veio o interesse de realizar o estágio
com
produção desemente-inóculo de
cogumelos
“shiitake”, junto a Faculdade de CiênciasAgronômicas
-UNESP/Botucatu
(Departamento deDefesa
Fitossanitária -Área
de Biotecnologia e Microbiologia Agrícola)no
MÓDULO
DE
SUMÁRIO
1.
INTRODUÇÃO
... ..2.
REVISÃO
BIBLIOGRÁPICA
... ..2.1
CARACTERÍSTICAS GERAIS
DOS
COGUMELOS
.2.2
SELEÇÃO
DE
MATRIZES
... ..2.3
OBTENÇÃO
DE
MATRIZES
... ..2.4
CONSERVAÇÃO
DA
MATRIZ
PRIMÁRIAz
... ..2.5
MATRIZ SECUNDÁRIA
... ._2.6
PRODUÇÃO
DE
SEMENTE-INÓCULO
(“SPAWN”)
2.7
TIPOS
DE
INÓCULO
(SEMENTE)
... ..2.7.1
CAVILHA
... ..2.7.2
SERRAGEM
... ..2.7.3
OUTROS
TIPOS
DE SEMENTE
... ..2.8
MEIOS
DE
CULTURA
... .. 2.9EMBALAGENS
... .. 2.10INSTALAÇÕES
... ._ 2.11CONSERVAÇÃO
... .. 3.MATERIAL
E
MÉTODOS
... .. 3.1PRODUÇÃO
DE
MATRIZES
... ..3.2
SUBSTRATO PARA SEMENTE
... ..3.3
PRODUÇÃO
DE
MATRIZ SECUNDÁRIA
... ..3.4
PRODUÇÃO
DA
SEMENTE
(“SPAwN”)
... ..29
3.5
INSTALAÇÕES
... ..3.ó
EMBALAGENS
... ._4.
RESULTADOS
E
DISCUSSÃO
... ..5.
CONCLUSÃO
... ..ó.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
... ..1.
INTRODUÇÃO
O
consumo
decogumelos
écomum
em
grande partedo mundo.
Em
muitos países europeus, por exemplo, são
comuns
excursões às matas paracoleta de
cogmnelos
utilizadosna
preparação de pratos,em
fmais desemana
ou
férias(BONONI
et al, 1665). Jáem
países orientais oconsumo
decogumelos
é regular, existindouma
grande variedade de pratos utilizandocogumelos. Desta forma gerou-se a necessidade de cultivo de cogumelos.
Os
cogumelos
mais cultivados são o Agaricus bísporus e o Lentínulaedodes.
Segundo
ZADRAZIL
(1983) inEIRA
et al (1996) o gêneroAgarícus representava
70%
da produção mundialem
1983, enquanto oLentínula cerca de
14%.
Este último tendo sua produção dobrada na décadaentre 1983 e 1993
(FERMOR,
1993 inEIRA
et al, 1996).O
cogumelo
Lentínula edodes é conhecidocomo
shiitake, cogtunelojaponês,
cogumelo
da floresta etambém
cogumelo
chinês. Registros indicama
China
como
primeiro a cultivar este cogumelo, pertodo
ano 1100 D.C.,sendo mais tarde introduzido
no
Japão. Atuahnente o Japão é o maiorprodutor,
com
mais de 130.000 toneladas por ano.Segundo Tatezawa
(UNGARETTI,
1995) o shiitakedesembarcou no
ocidente a alguns anos, conquistando paladares mais exigentes nos
EUA
eem
alguns países da Europa,chegando
no
Brasilno
inicio da década de 90,através de descendentes de origem japonesa.
A
partirdo
momento
em
que o shiitakecomeçou
a ser cultivado, foinecessário desenvolver maneiras de propagar o fungo, para que ele pfgçdesse
ser inoculado
no
substrato de cultivo.Segundo
QUIMIO
et al (1990) oprimeiro tipo de inóculo foi obtido de suspensão de esporos, o qual era
PRODUÇÃO DE SEMEJWE - INÓCULO DE Lentinula edodes
colocado
em
furos feitosem
toras.Depois
desta etapa, a produção desemente-inóculo evoluiu bastante, baseada
no
conhecimentodo
ciclo de vidados fungos aliado às necessidades de cultivo. .
PRZYBYLOWICZ
& DONOGHUE
(1990) eEIRA
et al (1996)citam a produção de semente-inóculo (spawn) utilizando
como
substrato aserragem
ou
a cavilha,como
sendo osmeios
mais utilizados na produção de semente de Lentinula edodes.O
presente trabalho teve por objetivo buscaruma
forma de produçãode semente-inóculo de Lentinula edodes, visando o cultivo tradicional
em
toras de Eucalzpto, tendo
em
vistauma
sementecom
boa
produçãoem
condições climáticas de Santa Catarina.PRODUÇÃO DE SEMENTE- 1NÓCULODELe›zzimz1zz zúødzs 2
›
~ r
2;
REVISAO
BIBLIOGRAFICA
2.1
CARACTERÍSTICAS GERAIS
DOS COGUMELOS
O
tenno cogumelo,em
português,pode
ser utilizadocomo
sinônimode fungo, sendo, de
modo
geral, usado para designarum
tipo macroscópicoe que
tem
aforma
de guarda-chuva(BONONI
et al, 1995).Os
fungos constituemum
grupo de seres vivoscom
grande variedadede formas, cores e tamanhos.
Há
os que são unicelulares e microscópios e osque
chegam
a ter mais deum
metro de diâmetro(BONONI
et al, 1995).São
organismos eucariontes, aclorofilados e aeróbios.Todos
osfungos são heterotróficos,
podendo
ser saprófitos, parasitasou
simbiontes,mas
as substâncias nutritivas sãosempre
assimiladas por absorção apósterem sido parciahnente degradadas por enzimas extracelulares.
São
divididosem
dois grandes grupos, os unicelularesou
leveduras e ospluricelulares
ou
bolores(RAVEN,
EVERT
&
CURTIS,
1978 inBEUX;
1995)
Os
fungos reproduzem-se sexuadamente por intermédio de esporosou
assexuadamente (reprodução vegetativa), pela multiplicação de qualquer
fiagmento
do
corpo de fiutificaçãoou do
micélio(BONONI
et al, 1995).A
reprodução sexuada inicia-se pela germinaçãodo
esporo originado das basídias localizada nas lamelas sob o chapéu, produzindo filamentosdenominados
de hifas. Primeiro são multinucleadas,mas
logoformam-se
septos
tomando-as
mononucleadas.As
hifas multiplicam-seno
soloou
sobre outro substrato,
ou
aindano
laboratório,em
meio
de cultura,formando
o micélio. Pela união de duas hifas de sexualidade diferente
mas
compatíveisentre si, forma-se o micélio secundário (binucleado),
onde
ocorre opareamento dos nucléolos de hifas diferentes e, mais tarde e sob condições
ambientais favoráveis, fonna-se o micélio terciário que dará origem aos
basídios
onde
ocorre a fusão nuclear, sendo este processodenominado
de cariogamia e posteriormente seguido pela meiose que originará osbasidiósporos
(EIRA
et al, 1996). (Í5ig.l)O
cogumelo
é, portanto,um
corpo de frutificaçãocom
formacaracterística para cada espécie,
formado
por diferenciações morfológicas e fisiológicasdo
micélio.Segundo
CHANG &
MILES
(1989)apud
BEUX
(1995), a formação
do
micélio terciário (corpo de fiutificação) estánormalmente
condicionada à variação de fatores físicoscomo
decréscimo detémperatura e
aumento
de umidade.FIGURA
1: Ciclo de vidado
shiitakeO
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Basldeosporo -.K M|ceI|o Primário F/ Imz
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Fumtei PRZYBYLUWICZ 8: DCIHCIGUE [1990]
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PRODUÇÃO DE SEIMENTÉ - INÓCUZO DE Lentinula edodes
4
O
cogumelo
éformado
pelo estipeou pé
eum
chapéu denominado
pí1eo¿ Na, superficie inferiordo
píleo, voltada para o solo, encontra-seem
tecido diferenciado, o himênio,
formado
por lamelas, porosou
tubos atravésdos quais há a liberação dos esporos
(BONONI
et al, 1995).Após
os fungosserem
enquadrados entre os vegetais durante muitosanos, chegou-se à definição que é hoje aceita e que os coloca
num
reino àparte dos vegetais e animais,
denominado
deReino
Fungi. Este reino ésubdividido
em
cinco Classes: Chytridiomycetes,Oomycetes,
Zygomycetes,Ascomycetes
e Basidiomycetes(BEUX,
1995).Acredita-se hoje que existam cerca de 200.000 espécies diferentes de
fungos, distribuídas
na
natureza nos diferentes ambientes(BONONI
et al,1995)
'“São
conhecidas cerca de600
espécies comestíveis,no
entantoapenas algumas são comerciahnente cultivadas.
A
grande maioria destas espécies, pertence à Classe dos Basidiomycetes, fungos filamentososcomumente
conhecidoscomo
basidiomicetosou
cogumelos. Entre estasapenas o Agaricus, o Lentinula, o Pleurotus, o
Flammulina
e 0 Volvaríellaalcançaram níveis de produção mundial
como
alimento”(CHANG
&
MILES,
1989apud
BEUX,
1995).No
Brasil apenas as três primeirasespéciês são cultivadas comerciahnente.
Segundo
ZADRAZIL
(1983)apud
EIRA
et al (1996) a espécieAgaricus bisporus representa
70%
da produção mundial e a espécieLentínula edodes cerca de
14%.
Esta última conhecidacomo
shiitake,cogmnelo
japonês,cogumelo
da floresta,cogumelo
chinês(ZADRAZIL
&
GRABBE,
1983 inEIRA
et al,,1996) teve sua produção dobradana
décadaentre 1983 e 1993
(FERMOR,
1993 inEIRA.et
al, 1996).PRODUÇÃO DE SEA/ENTE - INÓCULO DE Lentinula edodes
5
FERRI
(1985)apud
BEUX
(1995) caracteriza morfologicamente obasidiocarpo
do
Lentinula edodes da seguinte maneira: o píleo apresentaforma convexa, circular
ou
reniforme,com
5cm
de diâmetro e de bordas onduladasna
maturidade; a coloraçãoda
epiderme superior varia de acre- claro à marrom-escuro e o himênio é de cor creme.As
lamelasdo
Lentinula edodes são aderidas ao estipe.O
estipe écilíndrico de 3
cm
à 7cm
decomprimento
e 8mm
à 15mm
de diâmetro,posicionado central
ou
excentricamente ao píleo, não possui volvanem
véu,restos da
membrana
que cobre certos basidiocarpos(PEGLER,
1983apud
BEUX,
1995).A
reprodução assexuadaou
vegetativa ocorre por multiplicação dequalquer fragmento
do
cogumelo,quando
sobreum
substrato favorável econdições ambientais adequadas, principahnente
em
relação àumidade
e àtemperatura
(BONON1,
1 995).A
classificação atualdo
shiitake (Lentínula edodes Pegler, 1970)segundo
STAMETS
(1993)apud
BEUX
(1995):Reino: Fungi
Divisão:
Mycota
Classe: Basidiomycetes
Sub
Classe: Holobasidiomycetidae 'Ordem:
AgaricalesFamília: Tricholomataceae
Gênero: Lentinula
Espécie: Lentinula edodes Pegler, 1970
`i
Segundo
PRZYBYLOWICZ
& DONOGHUE
(1990) Lentínulaedodes (Berk.) Pegler é o
nome
científico' para shiitake. “(Berk)” é a__abreviatura de Berkeley, primeiro a descrever a espécie,
mas
em
gênerodiferente. Pegler foi
quem
colocou a espécieno
gênero Lentinula.Na
literatura encontra-se pelo
menos
quinze sinônimos para L. edodes.PR0DUçÃ0DEs1;1m5NTE-1NÓcUz,oDELz›zzifzu1zz zaúzizs
'
6
O
cultivo de Lentinula edodes (Berk.) Pegler, conhecido por “shiang-gu” na
China
e “shiitake”no
Japão, foi originado naChina
entre o ano de 1000 a1100 D.C. Nesta
época apareceram os primeiros cultivosna
regiãomontanhosa
da China, localizado nas Províncias de Llung-Chyan, Ching-Yuan
e Jung-Ning.Alguns
autores acreditam que as técnicas de cultivodesenvolvidas
na China
foram mais tarde introduzidasno
Japão, hoje omaior produtor de L. edodes
(QUIMIO,
CHANG
&
ROYSE,
1990).O
hábitat natural destecogumelo compreende
a zona temperadado
Nordeste Asiático,
onde
ocorreem
troncos de madeira de árvores deeíduas9principalmente
do
gêneroQuercus
spp.(BONONI
et al, 1995).TABELA
1: Terapêutica e valor nutritivo do Shiitake:Substância nutritiva Terapêutica . Órgão de pesquisa
Lentinan Tumores
Inibição do câncer
Centro Nacional de Cancerologia,
Faculdade de Medicina de Kobe, Faculdade
de Medicina de Mie, Faculdade Feminina
de Farmácia de Kobe, Universidade de
Medicina de Tohoku, Faculdade de
Medicina de Toyama
Ácido ribonucléico Interferon (inibe o vírus)
Impede a multiplicação do
vírus da gripe
Faculdade de Medicina de Kobe,
Universidade de Tohoku, Universidade de
Michigan (EUA)
Ertadenin Abaixa o nivel de
colesterol e estabiliza a pressão arterial
Centro Nacional de Pesquisas de Saúde,
Centro Nacional de Nutrição, Universidade
de Tohoku, Universidade da Califómia
(EUA)
Glicoproteina Impede a multiplicação do
vírus da AIDS
Universidade de Yamaguchi
Proteína básica Impede a infecção por
virus
Universidade de Ibaragi
Ergosterol Transforma-se em
vitamina
D
e acelera ocrescimento do osso
Centro Nacional de Pesquisas de Saúde e
outros órgãos
Lentionin Aroma Universidade Feminina Ocha-no-mizu
Guanylic acid Condimentos (sabor) Universidade Feminina Ocha-no-mizu
Fonte: TATEZAWA ( 1 992)
PRODUÇÃO DE SEAENTE - INÓCULO DE Lenünuln edødes
7
_
O
interesse pela produção de Lentinula edodesnão
é apenas pelosabor característico muito apreciado na culinária mundial,
mas
também
peloseu valor nutricional e medicinal
(TATEZAWA,
1992).No
Japão e naChina
o shiitaketem
sido exaltadocomo
o alimentoda
longevidade desde a antiguidade. Descobertas recentes
no
campo
da
ciênciamostraram
que o shiitake apresenta elevados teores de proteínas da mais alta qualidade, fibras dietéticas, vitaminas, sais mineraisalém
de sua atuaçãofarmacêutica
como
reguladorda
hipertensão, possuindo propriedadespreventivas
da
gripe e dos processos cancerígenos(TATEZAWA,
1992),conforme Tabela 1.
Com
relação ao cultivodo
shiitake,Tatezawa
(UNGARETTI,
1995)garante que as exigências são mínimas: requer
pouco
espaço (apenasum
local sombreado), para 2.000 troncos são suficientes
70
m2
(EIRA
et al,1996), e se adapta aos climas tropical e subtropical.
Além
disso, por ser defácil manejo,
pode
ser conduzido paralelamente à atividade principal dapropriedade.
Desta forma a produção de shiitake (Lentínula edodes) se
toma
uma
alternativa a maisna
propriedade, dispondo de baixos investimentos. Isto jáé realidade para
90
produtoresdo
extremo oeste de Santa Catarina, projetoencabeçado
pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais dos Municípios,com
previsão de ampliar para
350
produtores(PAIM,
1997).2.2
SELEÇÃO
DE
MA
TRIZES
A
linhagem utilizada aliada aos nutrientesdo
substrato são osprincipais fatores
na
determinaçãoda
qualidadedo
inóculo.A
falta deuma
seleção prévia acarreta
uma
fiutificação insatisfatória(BEUX,
1995).PRODUÇÃO DE SEMENÍE - INÓCULO DE Lentinula edoda'
A
seleção deve se basear nas condiçõesdo
ambienteno
local decultivo. Linhagens melhor adaptadas
influem
em
diferentes aspectos: taxa decrescimento, resistência a competição de outros fungos, propensão a
frutificação, temperatura ótima para frutificação e qualidade
do cogumelo
(PRZYBYLOWICZ
&
DONOGHUE,
1990).A
temperatura ótima para frutificação se divideem
linhagens de calor(10° - 27°C), produzindo melhor
no
verão; linhagens de fiio (7° - 16°C),produzindo
em
condições de inverno,onde
a frutificação geralmente é maislenta devido a redução
do
metabolismo; e linhagens adaptadas ao calor etemperaturas mais amenas, assim
como,
adaptadas ao frio tolerandotemperaturas mais altas
(PRZYBYLOWICZ
&
DONOGHUE,
1990).Deve-
se ressaltar que estes tipos de linhagens são descritas para países
do
hemisfério norte,
no
caso de paísescom
clima tropical e subtropical aprocura de linhagens adaptadas é imprescindível.
A
qualidadedo cogumelo
é baseadano
tamanho, forma e espessurado
píleo e haste, intensidadedo aroma
e sabor, densidade da polpa eumidade do cogumelo
fresco(PRZYBYLOWICZ
&
DONOGHUE,
1990).Muitos
destes fatoresdependem
da linhagem,ou
seja, da genética destalinhagem,
mas
também
existe a influência das condições ambientais durantea fiutificação.
Um
exemplo
disto seria a coloraçãomeio
escuraou
clara,influenciada pela intensidade de luz durante a frutificação.
Quanto
à taxa de crescimento o shiitake apresenta características detempo
para a colonização da tora etempo
necessário desde a inoculação atéa fiutificação. Linhagens agressivas são interessantes porque colonizam
rapidamente o substrato (tora) e
reduzem
a possibilidade de contaminação. Porém, a velocidade de colonização não é diretamente relacionadacom
otempo
até a frutificação. Linhagens de rápida frutificaçãotendem
a tercolonização agressiva,
embora
algumastenham
longo período de incubação(PRZYBYLOWICZ
&
DONOGHUE,
1990).No
cultivo comercial,onde
a incubação se dáem
temperaturaambiente não controlada, a linhagem ideal deve ser adaptada a este
ambiente, tendo
em
vista omercado
consumidor que determina a qualidadedo
cogumelo.A
matriz depois de ser selecionada deve passar por análiseslaboratoriais, verificando-se o crescimento radial das hifas
em
placas dePetri, segundo
SCI-IIMIDT
&
DITTBERNER
(1989),TAN
& CHANG
(1989),
OHGA
(1990) eSOCCOL
(1994)apud
BEUX
(1995).2.3
OBTENÇÃO DE
MA
TRIZES
A
obtenção das matrizespode
ser através de laboratórios especializados.EIRA
et al (1996) cita algumas cepas encontradas a nívelmundial:
:>
Cepa
#465 do
InstitutoAmori
(JAPAN)
(ATCC
#5 8742)(BADHOM,
1988);
:>
Cepas do
Yamamoto
Mycological Research Laboratory, ShiitakeCociety of Japan
(ITAVAARA,
1989);=>
Cepas do
Horticultural Research Institute of OntarioMushroom
Culture Colection
(RINKER,
1991);:>
Cepas do
Elisc Corporation of Arvonia, Virginia(VAN,
1989).Para implementar a produção de inóculo (semente), 0 laboratório deve
produzir linhagens próprias, adaptadas a região
onde
será cultivada. Estaslinhagens
devem
ser isoladas de basidiocarpos existentesem
propriedadeslocais
(EIRA
et al, 1996).PRODUÇÃO DE SEIVENTE - INÓCULO DE Lentinula edødas'
As
matrizespodem
ser «obtidas através defiagmento
de basidiocarpos(micélio dicariótico terciário).
Segundo
EIRA
et al (1996), esta técnicatem
o objetivo de evitar a recombinação genética e manter as características
do
fungo selecionado,
além
de manter o poder de frutificação.O
corpo de fiutificaçãoou cogumelo
selecionado deve ser muitobem
lavado
com
água destilada.Em
câmara
defluxo
laminar o basidiocarpo épartido
manuahnente
e da parte intema são retiradosfiagmentos
de 2 a 5mm
(milímetros)com
um
escalpeloou
alça de platina, colocando-se entãono
centrodo
meio
de culturado
tubo de ensaio(EIRA
et al, 1996).A
inoculação é feitaem
tubos devido a algumas vantagens: aprobabilidade de contaminar é
menor
do
que sefossem
utilizadas placas dePetri, devido a maior área de trocas gasosas; tem-se
uma
economia
de meio,pois
em
placas recomenda-se20 ml
(vinte mililitros) enquantono
tubocoloca-se 5
ml
(cinco mililitros) e qualquerproblema
de contaminaçãoperde-se
menos
meio; e o espaço fisico para incubar e armazenar émenor
(EIRA
et al, 1996).Estas operações
devem
ser realizadascom
muito cuidado e rapidezpara evitar contaminações. Deve-se utilizar
meio
previamente esterilizado,bem
como
câmara
defluxo
laminar, bico deBunsen
e álcool que sãoutilizados para
flambar
todos os materiais (pinças, alças, tubos de ensaiocom
meio
inclinado antes e depois de abri-los, durante o processo detransferência de micélio para o
meio
de cultura)(EIRA
et al, 1996).Deve-se
inocular omáximo
de tubos possíveis, de30
a40
tubos, osquais são incubados a
25°C
poraproximadamente
15 dias. Durante esteperíodo deve-se fazer
uma
seleção, retirando tubos contaminadoscom
outros
fimgos
e bactérias.Também
deve-se dar preferência ao micéliorizomórfico, apresentando
um
crescimento vigoroso eramificado
(EIRA
etal, 1996).
Os
tubos que apresentarem o crescimento muito lentotambém
devem
ser descartados.Quando
omeio
estiver totahnentetomado
pelo micéliodo
fungo(Lentinula edodes) a matriz esta pronta para produção
da
matriz secundáriaou
para ser annazenada.Segundo
EIRA
et al (1996)quando
se utiliza fragmentos debasidiocarpos, recomenda-se o uso de estreptomicina na
dosagem
de20
mg/l, para evitar possíveis contaminações por bactérias,
quando
faz-se 'isolamentoem
placa de Petri.O
sulfato de estreptomicina deve ser diluídoem
5ml
de água destilada esterilizados,em
seguida é adicionado aomeio
decultura esterilizado antes de verter nas placas de Petri.
Após
a esterilização aguardar que a temperatura baixe até que sejatolerado pela
mão,
e verteraproximadamente 20
ml
do meio
em
placas dePetri previamente esterilizada
(BONONI
et al, 1995).Após
a solidificação,as placas deverão ser invertidas para evitar qualquer tipo de contaminação
do
meio. Esta operação deve ser realizadacom
omáximo
de assepsia, onderecomenda-se a utilização de bico se
Bunsen
paraflambar
as bordas dosfrascos e das placas antes de abrí-los,
devendo
ser realizado o mais rápidopossível,
sempre
em
câmara
defluxo
laminar(EIRA
et al, 1996).`
Para tubos de ensaio, coloca-se 5
ml
demeio
de cultura previamentefundido
com
auxílio deuma
pipeta esterilizada, veda-secom
algodão, cobre-se
com
papel sulfite e esteriliza-seem
autoclave por 15 minutos a121°C
e,em
seguida, deixa-se os tubosem
posição inclinada para solidificar(EIRA
et al, 1996).A
produção de matriz a partir de esporos (isolamentomonospórico
e/ou multiespórico) requer
uma
série de testes de qualidade e capacidade decolonizar o substrato antes de se produzir a semente (“spawn”) para
PRODUÇÃO DE SEAENTE - INÓCULO DE Lentinula edodes
comercialização, devido a recombinações genéticas que
ocorrem
neste tipode reprodução
(EIRA
et al, 1996).Segundo
EIRA
et al (1996) o isolamento utilizando a técnica demultiesporos (suspensão de esporos)
pode
ser usadana
produção desemente de Shiitake (Lentinula edodes). Neste caso cada porção da semente
pode
~representar Luna linhagem,
ou
seja, omesmo
substrato (tora) estásendo inoculado
com
várias linhagens. Isto é importante para obter-seprodução
em
condições naturais muito variáveis durante as diferentesépocas
do
ano.Além
de ser importante para trabalhos demelhoramento
genético.
Na
produção de sementes comerciaisnão
é recomendado.A
técnica consisteem
colocarem
uma
placa de Petri cerca de20
a30
papéis manteiga de 2
cm2
e esterilizar por30
minutos a l2l°C.O
basidiocarpo desejado é coletado e colocado na placa de Petri esterilizada,
deixando
em
descanso por24
horas.Depois
coloca-seum
dos papéis de 2cmz
em
um
frascocom
1ml
de água estéril para suspender os esporos,agitando-os manualmente. Então coloca-se 1
ml
da suspensão de esporosem
uma
placa de Petri eem
seguida verte-se omeio
de cultura (20mL)
ou
0,1mL
da
suspensão por placacom
meio
solidificado.As
placas são incubadasna ausência de luz à temperatura de
25°C
durante 7 - 10 dias(EIRA
et al,1996)
A
técnica de cultura monospóricatambém
é usadaem
programas de melhoramento. Segue-se osmesmos
passos da técnica de multiesporos atéobter a suspensão de esporos.
A
partir da suspensão concentrada de esporosem
tubo de ensaio, retira-se lml
e transfere-se paraum
tubo de ensaiocom
9
ml
de água destilada esterilizada, agitando-semanualmente
(diluição 1:10). Transfere-se lml
da suspensão de 1:10 paraum
tubocom
9ml
deágua esterilizada, agita-se
manualmente
e obtem-se (l:100), e assimPRODUÇÃO DE SEIWÉNIE - INÓCULO DE Lentimlla ellodä
sucessivamente até 1:l0.000.
Depois
faz-se o plaqueamento damesma
forma que a outra técnica.
A
incubação é realizadatambém
a25°C
por 5 -10 dias
(EIRA
et al, 1996).Se houver compatibilidade genética as hifas diferentes se unirão
formando
o micélio secundário.A
incompatibilidade genética é notada pelaformação da “linha de lise”,
onde
se vêuma
linha separando as hifasdiferentes.
Na
natureza, a compatibilidade ocorre25%
entre os esporos defungos.
A
partirda
culturamonospórica
pode-se isolar as colônias e fazer diferentes cruzamentos(EIRA
et al, 1996).2.4
CONSERVAÇÃO
DA
MATRIZ
PRIMÁRIA:
Após
ser obtida a matriz primária, deve-se conservá-la pelo maiortempo
possível.A
conservação é feitaem
geladeira a maisou
menos
4°C,em
tubo de ensaiocom
meio
de cultura inclinado evedado
com
filme dePVC.
Nesta
temperatura a atividade metabólicado
fungo é baixa e ocrescimento e absorção de nutrientes são pequenos.
A
matrizpode
durar até6
meses
destaforma
(BONONI
et al, 1995).Outro
método
para ser utilizadono
laboratório é cobrir o micéliocom
óleo mineral esterilizado, tipo Nujol,
no
tubo de ensaio e guardarem
geladeira à 4°C. Culturas preservadas desta maneira continuarão viáveis
após dois anos,
no
mínimo, sendo necessário renovar estemeio
de cultura acada dois anos. Para se obter a linhagem novamente, deve-se inverter o tubo
para escorrer o óleo mineral e então incubar a 26°C.
Após
três semanas, asculturas
devem
recomeçar o crescimento epodem
ser usadas(BONONI
etal, 1995).
PRODUÇÃO DE SEMENTE - INÓCÚLO DE Lentinula edmies ‹
Pode-se conservar
também
em
nitrogênio líquidoou
com
liofilizaçãodas culturas
(BONONI
et al, 1995;EIRA
et al, 1996).2.5
MATRIZ
sEcuNoÁRIA
A
produção de matriz secundária visa facilitar o processo deinoculação
do
substrato “semente”,aumentando
o rendimento durante a fasede produção da “semente”,
bem
como
servir de controle de qualidade dasmatrizes produzidas quanto ao nível de contaminação deste substrato
(EIRA
et al, 1996).
O
substrato utilizado para matriz secundária é igual ao substrato parasemente (“spawn”).
A
inoculação consistena
transferência de pequenosfragmentos de micélio da matriz primária para o substrato da matriz
secundária,
em
condições totahnente assépticas.Deve-se
incubarem
ausência de luz
com
temperatura de 25°C, estando totahnente colonizadoapós
20
a30
dias(EIRA
et al, 1996).2.6
PRODUÇÃO DE
SEMENTE-INÓCULO
(“SPAWN")
CHANG
&
MILES
(1989)apud
BEUX
(1995),comentam
que oinóculo é conhecido
também como
“spawn”.O
termo é derivadodo
vocábulo francês “espandre” que significa expandir, propagar.
Em
portuguêsnão
setem
uma
tradução exata desta palavra, sendo utilizado inóculoou
semente.
H
A
semente-inóculo é o substratono
qual o micélio é repicado e apóspropagação é utilizado
como
“semente” nos substratos de frutificação(BEUX,
1995).segundo
FERR1
(1985)apud
BEUX
(i99s)‹› inóculoconsiste de
um
suporte nutritivocomo
cereais, serragemou
madeira,colonizado por filamentos micelianos, cuja função é inseminar o substrato
destinado a produzir corpos de fiutificação, de
forma
afomecer na
inoculação vários pontos de contato.
O
primeiro tipo de inóculo utilizado foi obtido por suspensão deesporos.
Os
esporoseram
obtidos de basidiocarpos de populações nativasou
decogumelos
cultivados.Os
esporosem
suspensãoeram
colocadosem
furos feitos
em
toras de madeira. Estemétodo
era bruto e inseguro,não
chegando
auma
cultura purado
fungo(QUIMIO,
CHANG
&
ROYSE,
1990)
“De
uma
maneira geral, a preparaçãodo
inóculo é muito exigentequanto aos
métodos
de assepsiano
laboratório, esterilização dos materiais aserem
utilizados,bem
como
demeio
de cultura,além da
necessidade demão
de obra qualificada, sendo portanto realizado porpoucos
laboratórios”(EIRA
et al, 1996).2.7
TIPOS
DE
INÓCULO
(SEMENTE)
A
“semente” de shiitakepode
ser encontrada basicamenteem
duasformas: cavilha (“plug”)
ou
serragem.Também
existem outras formas deinóculo (“spawn”), testadas experimentahnente e
não
muito disponíveis.A
escolha
do
inóculodepende
de vários fatores: custo, viabilidade, clima,número
de toras e sistema de inoculação(PRZYBYLOWICZ
&
DONOGHUE,
1990).2.7.1
CAVILHA
O
inóculoem
cavilha consisteem
pequenos
cilindros de madeiracolonizado pelo micélio de shiitake.
Normalmente
os cilindrostem
12mm
(milímetros) de diâmetro e
20
mm
(milímetros) de comprimento.Podem
serlevemente cônicos para facilitar a inserção
na
tora.É uma
forma vantajosade inóculo
no
sentido denão
precisar de ferramenta especial parainoculação,
além
de diminuir otempo
e cuidados necessários na inoculação.E
devido a área superficial de exposição ser menor, resiste melhor àsituações de seca.
A
cavilha foi desenvolvidano
Japão, sendopouco
utilizadaem
outrospaíses.
No
Brasil a comercialização deste tipo de “semente” é quaseinsignificante,
podendo
ser encontrada naAPAN
(Associação dosProdutores de Agricultura Natural-
São
Paulo-SP).Atuahnente a produção deste tipo de “semente”
tem
um
custo altoem
relação a “semente” produzidaem
meio
de serragem(EIRA
et al, 1996).2.7.2
SERRAGEM
O
inóculo (semente) é preparadoem
meio
de serragem suplementadocom
nutrientes variados(HARRIS,
1993).O
meio pode
ser formuladocom
diferentes ingredientes, utilizando inclusive farelos de arroz, de trigoou
quirela de milho,dependendo
daâispózúbiliàaàe e preço
(EIRA
et al, 1996).A
relação carbono/nitrogênio (C/N)do
substrato deve ser semelhanteà relação
C/N
que o fungo está adaptado.Em
média
o Lentinula edodesdegrada o substrato
com
a relação de 30/1(SONG
&
CHO,
1987).É
importante que acomposição do meio
nãofique
totalmentediferente ao substrato de cultivo, porque desta forma diminui-se a fase de adaptação
do
fungo aomeio
(fase lag), antecipando a fase de crescimento.Desta forma produz-se
um
inóculo de melhor qualidade(EIRA
et al, 1996).A
tabela 2 apresentaum
exemplo
de formulação utilizado porCHANG
&
MILES
(1989) inEIRA
et al (1996):Tabela 2:
Composição do
substratoSerragem 800 g Farelo de arroz 200 g Dextrose 30 g Nitrato de potássio 4 g Carbonato de cálcio 6 g
Água
2000m1
Fome: (CHANG
&
MILES, 1989).O
substrato é preparado,embalado
em
frascos de vidroou
sacos depolipropileno e esterilizado
em
autoclave.Em
câmara
defluxo
laminarinocula-se o substrato
com
micélio de Lentinula edodes.A
“semente” é inoculadaem
toras através de inoculadores especiais.TATEZAWA
(1994) indica que a quantidade de furos ideal éem
número
equivalente a
4
(quatro) vezes o diâmetro da tora.Normahnente
são abertosde 38 a
40
furosem
toras de 1 (um) metro.Os
furostem
12mm
(milímetros)de diâmetro e
20
mm
(milímetros) de profundidade.H
Este tipo de inóculo requerer
um
tempo
maiorno
processo deinoculação, necessitando de cuidados especiais
com
relação a assepsia.Outra
desvantagem
refere-se a maior suscetibilidade de ressecar durante aetapa de incubação. Isto decorre da natureza
do
material ter maior áreasuperficial
em
relação aovolume da
“semente”(HARRIS,
1993).Economicamente
o inóculoem
serragem custa35%
menos
que oinóculo
em
cavilhas(HARRIS,
1993).O
desenvolvimentodo
micéliocomeça
mais rápido, reduzindo as chances de contaminação da tora.Devido
a estes fatores a grande maioria da comercialização de inóculoé
com
serragem.No
Brasil, isto ocorre, principalmente, porque é maisfacihnente encontrado e a
mão
de obra é barata.2.7.3
OUTROS
TIPOS
DE
SEMENTE
2. 7.3.1
“COMB
SPA
WN”
Considerado
um
novo
tipo de “semente” desenvolvidano
Japão, seriametade
deuma
fatia de tora, colonizada pelo Lentínula edodes (Figura 2).Utilizando
uma
serra circular para fazer os cortes, insere-se doze metades defatia, para toras de
lm
de comprimento.O
tamanho do
corte e das metadesdas fatias
dependem
do
diâmetroda
tora (Tabelas 3 e 4).Segundo
HARRIS
(1993), o
“comb
spawn”
é produzidoem
cinco diferentes tamanhos:FIGURA
2:Formato do
“comb
spawn”
Wi:
K
Comprimento
H
Fonte; HARRIS (1993)
ATUG
Tabela 3: l\/[EDIDA
DO
“COMB
SPAWN”
Comprimento (centímetros): 4,5 6,0 7,8 9, 5 1 3,0
Altura (centímetros): 1 ,3 1 ,8 2,2 2,7 3,2
~
PRODUÇÃO DE SEIVIENT E - INÓCULO DE Lenünula edndes
Tabela 4:
MEDIDA
DA
TORA
Diâmetro (centímetros): 6,0 6,0-7,9 7,9-10,2 10,2-12,1 12,1
Altura do corte (centímetros): 1,9 2,5 2,9 3,8 4,8
Fonte: HARRIS (1993)
Este
método
permite queuma
pessoa inocule300
toras de lm, contra100 toras por pessoa
com
“semente”em
serragem.É
um
método
que reduzo gasto de energia, são feitas apenas doze cortes,
também
diminui acontaminação por outros fungos pois
o
“comb
spawn”
em
contatocom
atora
promove
uma
colonização mais rápida (maior área de contato)(HARRIS,
1993).Este
método não
é encontradono
Brasil epode
significarum
maiorcusto de produção para o laboratório, pois
modifica
a maneira atual deprodução
(HARRIS,
1993). 92.7.3.2
1NÓcULo
EMMEIO
LÍQUIDO
Os
métodos
usuais de produção de Lentinula edodesenvolvem
o usode inóculo sólido (cereais, serragem
ou
madeira).No
entanto,SONG
et al(1989)
apud
BEUX
(1995) utilizaramum
meio
líquido formuladocom
glicose, cloreto de amônia, cloreto de cálcio, ácido aspártico, tiamina e sulfato de
magnésio
eem
um
fermentador produzirampequenos
“pellets”micelianos que serviram
como
inóculo. Estamassa
miceliana foi inoculadaem
substrato sólidocomposto
por casca de semente de algodão misturada acasca de café.
Os
corpos de fiutificação apareceram69
dias após ainoculação.
Segundo
estes autores o inóculo produzidoem
meio
líquidocoloniza mais rapidamente o substrato por fornecer maior superfície de
contato.
Em
contrapartida,RAASKA
(1989) eLEATHAM
&
GRIFFIN
(1984)
apud
BEUX
(1995) consideram que apesar da biomassa formada ser superior, o inóculo produzidoem
meio
líquidonão
se adapta facilmente asubstratos sólidos e por esta razão
não
é comerciahnente utilizado.Segundo
PRZYBYLOWICZ
& DONOGHUE
(1990), o inóculoproduzido
em
meio
líquido consisteem
suspensão de micélios, o qual é injetadona
tora, obtendo-se resultados infelizes. Isto se dá provavehnente devido apequena
área de contato que se estabelece entre o substrato (tora) eo inóculo.
Em
substrato de serragem, o inóculo produzidoem
meio
líquidotem
o poder de infiltrar profundamente,aumentando
os pontos de contato e,consequentemente, obtendo-se bons resultados referentes a colonização de
substrato.
2. 7.3.3
INÓCULO
EM
DISCOS
(“SPA lWVDISK”)
O
experimento realizado porSAN ANTÔNIO
&
HANNERS
(1983),sugere a utilização de inóculo
em
meio
de grãos para inoculação de toras.O
inóculo é colocado
em
contato diretocom
a superficie dos cortes da tora ecoberto
com
papel aluminioou
fihne
dePVC.
Segundo
SAN ANTÔNIO
&
HANNERS
(1983) estemétodo
mostroubons resultados
no
cultivo decogumelos
em
toras, tendocomo
principaisvantagens o fácil e rápido processo de inoculação, redução
da
perda deumidade da
tora durante o cultivo e redução de fungos contaminantes devidoa proteção nas extremidades
da
tora.PRZYBYLOWICZ
&
DONOGHUE
(1990)comentam
o sucesso depequenos
testes utilizando esta fonna de inóculo.2.8
MEIOS
DE CULTURA
“O
meio
de cultura deverá oferecer todas as necessidades nutricionaisdo
fungo para que hajaum
bom
desenvolvimentodo
micéliosem
possibilitaro crescimento de contaminantes que são competidores
do
fungo”(EIRA
etal, 1996).
O
meio
mais utilizadoem
laboratório é oBDA
(Batata-dextrose-ágar) que
pode
ser adquiridoem
casas de produtos químicosou
serpreparado
com uma
receita simples(BONONI
et al, 1995;EIRA
et al,1996)
Outros
meios
de cultura poderão ser utilizados,como
Milho-dextrose-ágar
(MDA),
Arroz-dextrose-ágar, Bagaço-dextrose-ágar(BgDA),
Serragem-dextrose-ágar
(SDA)
ou
enriquecidocom
farelo(EIRA
et al,1996)
O
meio
de cultura utilizado para matriz primária de Lentínula edodesnonnahnente
é a base de extrato de serragem-ágar.Segtmdo
EIRA
et al(1996) a utilização de meios de cultura muito ricos e completamente
diferentes dos substratos de cultivo,
podem
levar à seleção de mutantesnutricionais (saltações paramorfogênicas adaptadas ao meio) que
podem
perder características microbiologicamente muito importantes.
Uma
sementemuito vigorosa
pode
representaruma
linhagem desadaptada para o substratode cultivo (Pesquisa
em
andamento no
Módulo
deCogumelos
Comestíveis,FCA/UNESP/Botucatu).
O
meio
de serragem-dextrose-ágartem
a seguintecomposição
(Tabela 5):
Tabela 5:
Composição do meio
serragem-dextrose-ágar¬
Componente
Quantidade Agar 13g
Dextrose 10g
Serragem 400 gÁgua
1mm
Fonte: EIRA et al (1996)A
serragem deve ser trituradaem
liquidificadorcom
água. Faz-se o cozimentoda
serragem trituradaem
500 ml
de água, por 10 a 15 minutos,passando
em
seguida porum
filtro de algodãoou
gaze, sendo que este extrato deverá ter seuvolume
completadocom
água destilada paraum
litro.O
extrato filtrado deve ter opH
corrigido para 6.8com
carbonato de cálcio5%.
Verter o extratoem
um
fi'asco e adicionar o ágar e a dextrose, tamparcom
algodão e recobrircom
papel.Em
seguida o material deverá ser esterilizadoem
autoclave por30
minutos à l21°C.2.9
EMBALAGENS
As
embalagens utilizadasna
produção de inóculodevem
ser resistentes a autoclavagem,ou
seja,devem
resistir .a temperaturas de121°C
por duas horas
(EIRA
et al, 1996).A
variedade de materiais é grande, sendo atualmente utilizadoem
frascos de vidro, sacos de prolipropileno (plástico) e a nível de exterior
em
garrafas “pet” (material plástico)(EIRA
et al, 1996).A
escolhado
tipo deembalagem
deve levarem
consideração o seucusto, a proximidade
do mercado
consumidor (produtores de shiitake) e aqualidade dos materiais
(EIRA
et al, 1996).PRODUÇÃO DE SEMENTE - INÓCULO DE Lenanula edades
2. 10
INSTALAÇOES
A
produção de inóculo engloba atividades realizadas sob condições de extrema assepsia,podendo comprometer
completamente a produção senão
for seguido(BONONI
et al, 1995).Basicamente o laboratório deve possuir duas alas:
uma
onde
se trabalhasem
o controle microbiológicodo
ambiente e outra onde semantém
o ambiente dentro dos padrões de esterilidade.
Na
primeira ala se realizamas etapas de cozimento,
envazamento
e autoclavagem dos substratosutilizados.
Na
segunda se realizam as manipulaçõesdo
micélio(BONONI
etal, 1995).
A
ala não estéril deve terum
galpão para ferramentas e substratosvariados (serragem, farelos, gesso, carbonato de cálcio entre outros),
bancada
para manipulação e envasamento, pia paralavagem do
material utilizado, e local para os equipamentos básicoscomo
autoclave, fogão, balança, destilador, geladeira e estufa(BONONI
et al, 1995).2. 11
CONSERVAÇÃO
A
semente (“spawn”)quando
não forbem
cuidadaou quando
envelhece perde a força de crescimento. Desta
forma
faz-se necessáriouma
produção
programada
da semente (“spaWn”) evitando períodos dearmazenagem,
para que o inóculo seja utilizadoem
sua total atividade enão
receba
choque
relativos a temperaturas dearmazenagem
(TATEZAWA,
1992)
Segundo
BONONI
et al (1995) a semente prontapode
ser guardadaem
geladeira (4°C) porno
máximo
quatro meses,porém
o melhor é utilizá-larecém
preparada. Para utilização, retirar da geladeira algumas horas antesdo
uso e inocular
quando
estiver à temperatura ambiente.PRODUÇÃO DE SEIVENTE - INÓCULO DE Lentinula :dades
3. |v|ATER|A|.
E |v|ÉToDos
O
estágio foi realizado durante o período de 5 de agosto à 5 de setembro de 1996,em
instalaçõesdo
Módulo
deCogumelos
Comestíveis,pertencente ao
Departamento
de Defesa Fitossanitária da Faculdade deCiências
Agronômicas
-UNESP,
campus
de Botucatu.3.1
PRODUÇAO DE
MA
TRIZES
As
matrizes utilizadas foram desenvolvidas peloMódulo
deCogumelos
Comestíveis -FCA/UNESP/Botucatu,
isoladas de basidiocarposde várias regiões e Estados brasileiros.
Todas
obtidas a partirdo
micélioterciário dicariótico dos basidiocarpos (fragmento de basidiocarpo).
Foram
classificadas
como
linhagens de inverno, de verão e precoces.O
corpo de frutificaçãoou cogumelo
selecionado foi cuidadosamentelavado
com
água destilada.Em
câmara
defluxo
laminar o basidiocarpo foipartido
manualmente
e da parte intema retirou-se fragmentos de dois acinco milímetros,
com
a ajuda deuma
alça de platina, colocando-se entãono
centro
do meio
de culturado
tubo de ensaio (previamente preparado).Estas operações foram realizadas
com
muito cuidado e rapidezevitando contaminações. Foi utilizado
meio
previamente esterilizado (serádescrito posteriormente),
bem
como
câmara
defluxo
laminar, bico deBunsen
e álcool que são usados paraflambar
todos os materiais (pinças,alças, tubos de ensaio
com
meio
inclinado antes e depois de abri-los,durante o processo de transferência de micélio para o
meio
de cultura).O
cogumelo
foi aproveitado aomáximo,
sendo inoculados de30
a40
tubos de ensaio.
Depois
foram colocadosem
estufas de incubação, a25°C
PRODUÇÃO DE SEMENTE - INÓCULO DE Lentinulu ednda'
por
aproximadamente
15 dias. Durante este período foi feitouma
seleção, retirando tubos contaminadoscom
outros fungos e bactérias.Também
deu- se preferência ao micélio rizomórfico, pois apresentaum
crescimentovigoroso e
ramificado
(EIRA
et al, 1996).Os
tubos que apresentaramcrescimento muito lento
também
foram descartados.Quando
omeio
apresentou-se totahnentetomado
pelo micéliodo
fungo (Lentinula edodes) a matriz estava pronta para produção da matriz
secundária
ou
para ser armazenada.O
meio
de cultura utilizado para matriz primária de Lentínula edodesfoi a base de extrato de serragem (serragem-dextrose-ágar-SDA) (Tabela 6).
Tabela 6:
Composição do meio
SDA
Componente
QuantidadeÃgar
13 g Dextrose 10 g Serragem 400 gÁgua
1 litro Fonte: EIRA et al (1996)A
serragem foi trituradaem
liquidificadorcom
100mL
de água,fazendo-se o cozimento
da
serragem trituradaem
500
mL
de água, por 10 a15 minutos, passando
em
seguida porum
filtro de algodãoou
gaze, sendoque este extrato teve o seu
volume
completadocom
água destilada paraum
litro.
O
extrato filtrado teve opH
corrigido para 6.8 utilizando-se carbonatode cálcio
5%.
Verteu-se o extratoem
um
frasco e foi adicionado o ágar e adextrose.
Em
seguida colocou-se 5ml do meio
em
tubos de ensaio,com
oauxílio de
uma
pipeta esterilizada, vedou-se os tubos de ensaiocom
algodão, cobriu
com
papel sulfite e esterilizou-seem
autoclave por 15minutos a 1 atm.
ou
l20°C.Logo
após os tubos ainda quenteforam
colocados
em
posição inclinada para solidificar.A
conservação foi feitaem
geladeira a maisou
menos
4°C,em
tubode ensaio
com
meio
de cultura inclinado evedado
com
fihne
dePVC.
Também
utilizou-se ométodo
de conservaçãoonde
o micélio écoberto
com
óleo mineral esterilizado, tipo Nujol,em
tubo de ensaio eguardado
em
geladeira à 4°C.3.2
SUBSTRA
TO
PARA SEMENTE
A
semente foi produzidaem
meio
de serragem.A
formulação está descrita na Tabela 7.Tabela 7:
Composição do
substrato de serragemCOMPONENTE
QUANTIDADE
Serragem (comprada) 8 baldes
Serragem (tora verde) 8 baldes
Quirela 12
Kg
Gesso 3Kg
Calcário 2,5Kg
Carbonato de cálcio 2Kg
Agua
35 litros Fonte: EIRA (1996)Utilizou-se a unidade de balde,
com
volurne de 10 litros, paraserragem devido a praticidade
no
momento
de preparar o substrato.A
serragem
comprada
é proveniente de serrarias próximas a cidade (Botucatu-SP).
Enquanto
a serragem de tora verde é obtida da serragem de torasrecém
cortadas, através deuma
serra circular adaptada aum
tomo, serrando-seapenas a casca e o córtex.
A
mistura dos ingredientes é realizado através deuma
betoneiramovida
pormotor
elétrico. Primeiramente coloca-se os materiais sólidos,depois
da
mistura estarhomogênea
acrescenta-se a água aospoucos
(aumidade
deve ficar entre60
e65%).
O
material é colocadoem
vidros (matriz secundária) eem
sacos depolipropileno (semente) através de
um
funil apropriado.Veda-se
orecipiente
com
algodão e tapa-secom
papel.O
material é esterilizado através de autoclave àl20°C
duranteuma
hora.O
substratopode
ser utilizadoquando
estiver a temperatura ambiente.3.3
PRODUÇAO DE
MATRIZ
SECUNDÁRIA
A
matriz primária é inoculadaem
substrato de serragem anteriormentepreparado.
O
processo é feitoem
câmara
defluxo
laminar, utilizando bicode Bunsen, álcool, alça de platina. Flambando-se antes a boca, e
com
alçatambém
flambada,
retira-seum
pequeno pedaço
de micélio e transfere-separa o pote de vidro
com
substrato de serragem,também
flambando
a boca.O
substrato inoculado é identificadocom
onome
da
matriz.A
matriz secundária foi incubada à 25°C.3.4
PRODUÇÃO
DA SEMENTE
(“SPAWN”)
A
semente foi obtida através da inoculação depequena
quantidade demicélio da matriz secundária
no
substrato de serragem, sob condições deassepsia.
A
inoculação foi realizadacom
osmesmos
cuidados citadosanteriormente. Neste caso foi utilizado
uma
pequena
colhercom
cabocomprido
na
manipulaçãodo
micélio.O
vidro (frasco)com
matrizsecundária
pennaneceu
inclinado enquanto esteve aberto ecom
movimentos
firmes
afiouxou-se
a serragemcom
micélio e retirou-se pequenasquantidades.
O
recipientecom
substrato foi aberto e rapidamente colocou-seo inóculo. Esta operação deve ser feita por duas pessoas.
A
sementeinoculada foi identificada e incubada.
A
incubaçãoda
semente foi feitaem
sala de incubação,com
temperatura controlada (25°C) através de ar condicionado e tennostato
ligado a
uma
resistência elétrica.3.5
INSTALAÇOES
A
alanão
estérilfica
em
módulo
diferente da ala estéril, fazendocom
que
o
material depois de esterilizado fosse transportado por Lms50
metrosao ar livre.
Da
mesma
forma
as salas de incubação para sementeficam
no
módulo da
alanão
estéril, tendo que percorrer omesmo
trajeto ao sair da inoculação.Quanto
as salas de incubação de semente, o revestimento interno dasparedes é de reboco pintado
com
tinta de parede e as estantes são demadeira pintada.
Algumas
das prateleiras são forradascom
plástico.A
sala de incubação e conservação de matrizes primárias esecundárias
possuem
revestimento de cerâmica até ametade
das paredes.Os
tubos de ensaiocom
matrizes são guardadosem
armário de ferro, e asmatrizes secundárias
em
caixas de plástico sobre a sala.3. 6
EMBALAGENS
O
laboratório utilizou embalagens de vidrocom
volume
de 0,800litros e sacos de prolipropileno
com
volume
de 1,200 litros de inóculo. -O
manejo
utilizado para os vidros foi de preencher até “Á (trêsquartos) de seu voltune, a
tampa
foi furada (oito milímetros de diâmetro) e olocal preenchido
com
algodãoou
papel filtro, sendo coberto depoiscom
papel sulfite
ou
papel alumínio paraserem
autoclavados. Estaembalagem
foi utilizada para matriz secundária.
Os
sacosforam
preenchidos até ovolume
de 1,2 litros de inóculo,fez-se
um
bocal nos sacos, utilizando-seum
pedaço
de cano dePVC
%”,
tapou-se
com
algodão e depois foi cobertocom
papel para ser autoclavado.Quando
um
lote de semente apresentou altos indices de contaminação foirealizado o teste da água. Este teste consistiu
em
encher 100 sacos de semente contaminadascom
água e observar indícios de furos nos sacos,ainda observando o local
do
furo.Em
seguida o substrato foi autoclavado por duas horas a l2l°C.Após
a autoclavagem