Esla these está conforme aos Estatutos.
Rio de Janeiro 1.° de Novembrode 1847.
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<&44v4r*i/
''íZ.^.PíC^^cÀ.^^£*-xs*-x&1/Z*4M>_
DISSERTAÇÃO
sobreAS
OPERAÇÕES
SIGAULTIANA
E
CESARIANA.
THESE
APRESENTADA,
E
PUBLICAMENTE
SUSTENTADA
PERANTE
A
FACULDADE
DE MEDICINA
DA BAHIA
EM
O DIA 11 DE DEZEMBRO DE184^
PORJosé Teixeira da
Matta
Bacellar,
Natural da
mesma
Cidade,PARA OBTER
GRÃO
DE DOUTOR
EM
MEDICINA;
Miseris succurrere disco. Virgílio.
Typographia
de Epifânio Pedroza.Rua
do Pão-de-Lócaza n.37, 1845.FACULDADE
DE
MEDICINA
I)A
BAHIA.
—
g—
"pr*• 1*DIRECTOR.
Sr. Doutor João Francisco de Almeida.
LENTES
PROPRIETÁRIOS.
MATÉRIAS,
QUE
LECC10NÀO.
CS SENHORES DOUTORES.
>!S
r°
S
M
M. ReboõcasExaminador
. Botânica Medica, e princípioselcmen-\ (ares de Zoologia.
1
\ V. V. de Magalhães, Examinador. Physica Medica.
E
F Franca Chimica Medica, c princípios elemen 2 j ''
tiires de Mineralogia. ( J Abbott ,
Examinador
.. . Anatomia geral, e descriptiva.
« ) i. Abbott Me"». .
•O
.1. (laS (lomes Physiologia.r
J V de F.A. Ataliba Palhologia iuterna\
J de Souza Velho Pharmacia, Matéria Medica,cspccial-* ) ' mento a Brasileira
, Thorapeutica ,
J
o Arte de Formular.C
M
L
Aranha Dantas Examinador Palhologia externa.t F.'m. Gesteira Partos, Moléstias de mulheres
poja-\
das. c de meninos recem-nascidos,^'
} J. J. de Alencastre Medicina operatória , Apparclhos ,
f e Anatomia topographica,
. \ J. F. deAlmeida Medicina Legal. "•
) .1. R.dos Anjos .
....••
Hygiene, c Historia da Medicina.A
P. Cabral Clinica interna e AnatomiaPalholo-gica annexa aos 5. e 6 annos. J A. de A. Chaves Presidente. . . . Dita externa annexa aos 2., 3., 4.,
5.e6. annos.
LENTES
SUR3TITUTOS.A. J. de Queiroz Secção Medica.
M. A. dos Santos
Sciencias Accessorias. ç. F. Souto
E.J Pedroza
Examinador
....
Sccçâo Cirúrgica. M. M. Sampaio
SECRETARIO.
Aos
Manes
de
Meos
Queridos
Paes,
O
Illustrissimo SenhorFELICIANO TEIXEIRA DA
MATTA
BACELLAR,
A
Illustrissima Senhora D.FRANCISCA DOUOT1IEA
DA
MATTA
BACELLAR
Lá onde venturosos repousaes, Bebendo auras o luz da Eternidade, Pintar-vos hoje vão minha saudade Ternos suspiros, magoados ais.
Manes queridos! Manes de meos PaesI
Ouvi as tristes vozes da orfandade Ah! nao vos esqueçaes da humanidade
Vós que já pertenceis aos immortaes! Nesta hora solemne
em
quemeo nome
Maior grão vai tomar, maior valiaSomente a vossa falta
me
consome.Mas se não tenho a vossa companhia ,
Ao
pobre escriplomeo
dará renome Memoria vossa que meos actos guia.A'
MEO
IRMÃO,
MEO
VERDADEIRO AMIGO
O ILLUSTRISSDIO SEMIOR
FELICÍANO TEIXEIRA DA
MATTA
BACELLAR.
Vós,
meo
estimadíssimo irmão, que na falta de nosso carinhoso Pacfi-castes, nao
como
irmão, porím simcomo
um
Pae. e P.ic zeloso de mi-nha educação , recebei o primeiro frueto de meos tão longos trabalhose radigas. E
quem
em
minhas circunstancias deixaria de ser eternamente grato a aquelle que menospresando sacrifícios, tudo daria pelo praser de rcr-me dora avante pertencer áuma
classe tão honrosa c respeitável/! Sim, a vos he, que pertence este louro queme
vai cingir a froule, serei eu seo simples instrumento.A*
MINHAS CARINHOSAS IRMÃES
AS ILLLSTRISS1MAS SEMIORASD.
JOANVA
DOROTIIEA DA
MATTA
BACELLAR
ELIMA,
D.
MARIA
FRANCISCA
DA
MATTA
BACELLAR
ANTUNES.
Certo da parte, que de praser tomaes pelo titulo que
me
vai ser confe-rido, peeo-vos, que acceiteis esta mesquinha offertacomo
signal do muitoA'
minha
Tia
e
Madrinha,
A EXCELLENTISS1MA SENHORA
D.
ANNA
JOAQUINA
REBELLO
BACELLAR.
Sincero teslcuiunho de amisadc c respeilo.
A'
TODOS
OS
MEOS PARENTES
E
AMIGOS
ESPECIALMENTE
A'MEO
PRIMO
O ILLUSTR1SSIM0 SENHOR CAPITÃO
António
José de
Lima.
Spiííi diíçno de censura, se deixasse de dedicar-vos este
meo
imperfeito trabalho, porém acecilai-ocomo
prova da maissincera c verdadeira amisado.A'
MEOS
1LLUSTRADOS
LENTES
OS ILLESTKISSIMOS SENHORES DOUTORESJOÃO
FRANCISCO
DE ALMEIDA,
JOÃO
ANTUNES
D'AZEVEDO
CHAVES,
ANTÓNIO
POLICARPO
CABRAL,
MANOEL
MAURÍCIO
RE
130UCAS.
Eslima e respeilo.
AO ILLUSTRISSIMO SENHOR
DOUTOR
PRUDENCIO
JOSÉ
DE SOUSA BR1TT0
GOTIGÍPE.
Amisadc e sjmpalhia.
AO ILLUSTRISSIMO SBNIIOR
PEDRO
ANTÓNIO
DE
OLIVEIRA
BOTELHO.
Recebei nesla dimiuuta offerla
um
tributo de gratidão.AO ILLUSTRISSIMO SENHOR
JOSÉ
CARLOS NOVAES
LINS.
Homenagem
de eslima.PROLOGO.
Por nós
com
a cxisleucia principião Da mulher os extremos, sim e ella Q' no seo seio nove meses guarda,O
frueto<Je hyminco,tãotristeàsveses;K
no leito da dor, da suaá custo, Vida lhe dá; heella que votadaAo
novo Ente, lheconsagra atlentos Cuidados,que noberço exigeainfância.Borges de Barros,
Depois de
havermos
lactáriocom
immensos
trabalhos por tãolongo espaço de annos, eis-nos finalmente
chegado
ámeta
dosnossos desejos,
terminando
o nosso tirocínioAcadémico,
sitiver-mos
a venturade
serbem
suecedido na sustentação desta nossa these, cuja apresentação he para nòsuma
exigênciabem
onerosi,mas
urna exigência legal , c absolutamente indispensável para aobtenção
do
mui
distincto e honorifico Titulo, áquo
nósaspira-mos.
Sendo-nos
livre escolher o seo objectoem
todo odomínio da
Medicina, fixamos nossas vistas
em
um
ponto tokologl o,que
ofíerece grandes vantagens áhumanidade,
(1), vantagens,que
com
quanto
não possáo ser tãoamplamente
demonstradas,
como
dese-járamos, pela tenuidade de nossas forças,nem
porisso deixarãode ser apreciadas,
quanto
á sua importância, pelos exímios Pre-ceptores,que
nostem
de julgar.Tracta-se de
uma
mãe,
em
cujo seio está openhor
de sua3 mais ternas e uaturaes aíleições,um
heroe,um
ente precioso tal-vez, áquem
em
um
dVsscs mais arriscados e terríveismomentos
da vida,cumpre
aoMedico prudentemente
salvar (2), e darentra-da
no
mundo,
quando
perdida de todo a esperança de vel-o,ou
de fazei o nascer. A espécie
humana,
que
na escala zoológicatem
de
preencher
os mais altos destinos, nãohe
isempta de sofFrerem
sua organisacâoaberrações,que
difficnltem,ealè impossibilitem o me->cinismo
deuma
ou
outra desuas respectivas funeções: d'onde bera(1) Os interesses da humanidade
em
todos os géneros são a seara le-gitima do Medico philosophico—
Zirmemman
-Trat da exp.(2)
O
Medico êum
segundo Deos, moralmente faltando....E
que pro-fissão haverá mais nobre e Divina? nenhuma outra por certo. A medicinanão está sugeila ,
como
muitas outras profissões, aos caprichos d'umgo-verno, ou d'um liran.no.
Nenhuma
«cieacia ha pois tão iudependeule!....—
O
—
se poderá dizer,
que
cilatem
tanto mais obstáculos a vencer,quan-to hc
mais
elevadaem
sua própria excellencia.Daqui
vem,
que,não sendo
sempre
livre de trabalhos e riscos o acto da concepção,muito menos
o hetambém
em
certos casos, o da parlurição:quan-tas veses não
tem
sido arrebatadas á esta vida, aogrémio
de suas famílias, as mais ternas ereaturasno
momento
mesmo,
em
que
sejul-gaváo mães, e esperaváo ter
em
seos braços o caro frueto de seoamor.
maternal?!.Os
deveres conjugaes tão estreitamente ligados aos da propa-gação da espécie, eque
fazemem
grande
parte as delicias daSocie-dade,
mantendo-lhe
sua duração e bons costumes, são enlutados,ás vezes, por acontecimentos tanto mais dolorosos e cruéis,
quanto
pareciãomenos
esperados!.. Assim, si a Medicinaalquando poda
conjurar seos valiosos recursos, e favorável prestar-se ao
cumpri-mento
do
mais
importante voto da natureza;em
outras occasiôesem
balde se exforçaria amão
do Operador
para conseguirinerme
tão feliz resultado:
he
necessário então,que
o Medico,arma.i-dose
doscompetentes
instrumento',procure
com
os maiores sa-ciificios praticar oque
só á elle, e á sua sciencia parece ter sido reservado.Então
um
profundo conhecimento anatómico
das partes,em
que
os tiver de applicar ha de sobrerm
do
ajudai o: elle deve termuito
cm
vista a cabeçado
feto, e a cavidade pclviana, dirigin-do-secom
toda a circunspecção n'esteárduo
exame...Kquaudo
se tracta de salvar aMãe
e o filho,ou
de sacrificar este poramor
d'aquella, o Medico,
moralmente
(aliando,não
deixade
assimilhar-se aoSupremo
Creador. São graves as consequências, e gravesde-vem
ser todos os seoj juisos! As convnlçóes, as hcmorrhagias, 6 congestões, a prostração de forças e mil outros accidontes seriio |áde
sobra para o teremem
completa
hesitação.Mas
como
o suceessoacompunha
} naturalmente, aoconhecimento
e á razão das Òoizas,c a disposição
premeditada
paraqualquer
acção, aque
nos propo. zemos, previne sobre os actuaes, e supervenientes acconteciment>3ou
obstáculosmenos
conhecidos e apreciados, o certo he,que
ahu-manidade
o reclama, e oMedico
não
a pode, enem
a deve aban. donar. Os Irmãos Machabeosem
Cesárea se lançarão ás flammas poramorda Religião.
O
Rei Cecropio obedecendo ao Oráculo se immolara pela a-dorada Alhenas. Mucio Scevola redusia á cinzas aquellamão
, que menoscerteira não livrara
Roma
doseo siliador Porcena. fó tanta dedicação e heroísmo,que
nos revèlão as paginas da historia, nos não tocarão para no nosso foro medico, e sobre feitos por demais úteis, adqui-rirmostambém
algum
nome,
e respeitoj?!Que
esle nosso trabalhotem
grandes imperfeições, e defeitos,ma-—
7
—
leria,
cm
relaçáocom
a no9sapequena
capacidade inlellcctual, sâomotivos assaz poderosos para os explicar.
Fizemos
quanto
nos foi possível, não para obter louvores, poréaitão
somente
obedecer ao preceito.$) Vilavi dcnique cu1pam
t
JSon laudem merui.
CONSIDERAÇÕES
GERAES.
A applicaçâo dos instrumentos cortantes
no corpo
damulher
tem algumas
veses por fim salvar omenino,
que
nãopode
passar pelas vias naturaes, e d'est'arto dar-lheum
caminho
mais fácil. Estesinstrumentos trazem
sempre
a tristesa, e consternação ás .famílias, e muitas vezespõem
termo á vida da infeliz parturiente.Convém
pois ,
que
só sejâoempregados
,quando
houver
impossibilidadeabsoluta de nascer o
menino
pelocaminho,que
anaturesatem
prescri-plo, e
quando
elle estiver vivo. Se não observar-mos estas duascondições, seremos, e
com
razão, considerados antes flag*I os dahumanidade,
do que
ministros da naturesa, seremos anteshom
ci-das, doque
prudentes parteiros. Assim,quando
nãohouver
uma
impossibilidade physica da sahida ou extraçáo
do
feto pela fieira natural, ouquando
o feto estivermorto no
ventre materno,nunca
deveremos
lançarmáo
de similhantes instrumentos,porque
a arfe possue outros meios mais favoráveis á parturienteHá
circunstanciasporem,
em
que
náo obstante amorte do
feto, faz-se necessária á applicaçâo dos instrumentos;quando
porexemplo houver
impossi-bilidade nó
emprego
daembryotomia,
quando
na rupturado
útero o fato cahir noabdomem,
ou
quando
finalmenteem
huma
concep-ção extrauterina, nas trompas,
ou
nos ovários, setem
desenvolvido.Nestes casos, felizmente raros,
sempre
se tende a salvar amulher,
cujamorte
seria certa; eque
parteiro,em
similhantes casos, se tornariamero
expectador damorte
da infeliz? certoque
seal°um
tem
havido, he mais por ignorância,do que
pordeshumanidade
que
deve de ser considerada a sua reprehensivel conduetaReconhecer
edeterminar quaes ascausas,que exigem
a applica-çâo dos instrumentos cortantes sobre o corpo damulher,
èuma
dascousas a
que cuidadosamente
deve o parteiro attender.Uma
im-perloraçáo fortuita
ou
pathologica da vulva, da vagina,ou do
colodo
útero; e particularmente a excessiva estreilêsa da bacia,—
10
—
sihilitão a passagem <lo feio.
Cada
uma
tVestas cauzas exi<*cdiííe-»entes indicações, aíiin de ajudar a natureza ora
menos
potente. JNo í° caso, deve-se abrir ocaminho
ao feto atravez dos órfãos genitaes damulher;
nada
complica esta operação, tudonVUa
è simpies: iNo2
oou
se !iá-dc alargar a bacio,ou
dar sahida ao fetopor colre as paredes abdominaes: difficil e perigosa empreza!....,
Más dado
o eaxn,alguém
se halembrado
de diminuir ovolume
do
íeto para facilitar a sua sahida: oque
comtudo
nos repugna,porque
seria faserhuma
victima e sacrificarum
ente por cujaconservação se
devem
fazer os maiores exforços.Não
aadoptaríamos,embora
aconselhado por práticos recomendáveis da InglaterraJá
que
falíamos na estreiteza da bacia e na impossibilidadeda sahida
do
feto, nãoommittamoso
que
se sabe á respeitod'uim
outra pratica seguida
em
Inglaterra,Alemanha
etcqueremos
fal-)ardo
parto provocado.Desde
o século passadoque
alguns par-teiros, considerando a impossibilidadedo
parto nas mulheres, cujas bacias eráo viciadas, e altendendo á certesa da viabilidadedo
feto,procurarão provocar oparto antes
do
tempo
prescripto pol a na« turesa:segundo
nosrefere Kelly,Macanlay
foi o primeiro,que
pozeiripratica simelhante operação;
uns
dizem,que
fora A, Petitquem
primeiro concebera símilhante idéa , outrosporem
attribuem-naa Puzos: há na historia
grande
escuridão eembaraço
á este respeito.Comtudo,
pouco
importa á sciencia,que
fosse Deventcr, Macanlay,ou
L}uzos o primeiro,que
se lembrasse d'esta pratica; oque
iflrt* portaporem
é dar lhe oque
de valimento merecer. Harlowpubli-cou
uma
memoria,
em
que demonstrou,
que
o parto forçado de-?ia ser substituído pelas operações Cesariana e Sigualtiana,MM.
1),Davis, Clough,
Wigand,
Bange, Blundelltem
ao depois susten-tado a doctrina de Borlow; e entre os Fraucezcs o pirtoprovoca-do
há desde muito cabidoem
desuso,Erti verdade,
nada
há de mais repugnante aos prineipios dar»te, de mais incerto, e
que
ponha
maisem
risco a vida dome«
nino e da
mãe
,do
que
similhante pratica ! Demais,como
conhecer a época ,
em
que
se deve provocar o parto ? (-ornose poderá determinar
no
ventre materno, ecom
certeza, a relação entre o feto e a bacia ?.Hè
um
attentado contra as leis Divinas bhumanas,
diz Capuront é
uma
praticasobremodo
arriscada.
A
quantos males se nãoexporia a infeliz
mulher?
determinarum
parto antesdo
tempo,que
a naturezatem
julgado conveniente, è forçal-a, e expol-a á graves accidentes, e seria,alem
de imprudeuci.i, cri.minoza
arrogância no Medico, JNãomenos
há
sido lembrada a destruiçãodo
embrião, fo aborto provocado) e á favor desta cruel-
11
—
aborto. Aetio, e Paulo d'F,gina o aconselhavão,
quanda
o diâmetro, sacro-pubianno tinhamenos
de duas polegadas, e então opunhâo
em
praticado
3 ° aob*
mez
! Era outro sacrifício náo
menos
cruel o submottér individuo», cuja conservação nos
impõem
osmaiores disvellos, á tão cariáveis
presumpçÕes
K antes de tão mortificante certeza, e dolorozo sacrifício, não
Vie preferível esperar pelo
lempo do
trabalho? ; eum
d'esseseven-tos
,
que
muitas vezes nãoprevemos,
não se poderá manifestar? Serámelhor
acabarcom
a vidad'um
ser da nossa espécie, doque
fa»er a operação Cesariana
ou
StgaullianalResponda
um
juizoim-parcial, e pratique-a
um
Medico
sábio e experiente.A
symphysiotomia
sendoum
meio,que
pode
augmentar
os diâmetros da bacia, e a operação Cesariana sendo por extençáòeste
meio
levado ao ultimoextremo,
recorramos á elles,sim,
mas
deixemosque
antes a naturesa desen?olva suas leis, cma»
nifestc os seos mistérios.
DA SYMPHYSIOTOMIA
,OU OPERAÇÃO
SIGAUL-TIAKAi
Sobre a origem e historia desta operação, ha
em
verdadegrande
duvida na sciencia.porém
não teve ella seoincremento
desde a mais alta antiguidade,
como
suppoem
osmodernos
le-vados por essas tradições vulgares, deque
falia Riolano (4), ePare ( >), fazendo crer,
que
em
diversos paizes sequebraváo
os ossos púbis ás mulheres, desde seo nascimento , á fim de lhesfacilitar a parturiçáo Galeno diz
—
non tantum dilatari, sed et secari Xuio possunt, ul inlernis suecurratur—Por
este juizo pareceter sido este author o primeiro
que
projectou similhante operação,bem
que
fossesommte
apresentada 14 séculos depois por Pineau, emesmo
assim poí*muito
tempo
hesilando-se sobre suas conse» quencias, diz Lauverget,ninguém
ousará praticai a sobremulher
\iva ,
quando
um
estudante de medicina, Sigault, apresentou átal respeito
em
i768uma
memoria
áAcademia
de Chirurgiade
Pariz. Foi grande a opposiçâo feita ao novoAuthor,
eden-tre outros dó reconhecido mérito
Blumenbach
foi ,quem
mais(\) Manual anatómico.
—
12
—
contrariou a sua prctençâo,
suppondo,
que
a separarão dopú-bis era devida ao relaxamento (ias parles mollcs. Entretanto
que
llhcederor,achando
possivela separação articular, julgava a cabeçado
fvtomuito
molle paramanter
separados os ossos púbis. Knào
obstante as allusões , e intrigas fulminadas contra ojovem
inventor, este nâo vaciliou
um
sómomento,
continuandointrépi-do
em
muitas observações cadavéricas,quando
alguns ânuos de» pois a praticouem
presença de Leroy, e teve a gloria de salvar am
ãe e filho ! Foi geral o enlhusiasmo,que
se devotou á aquelle, áquem
aAcademia
de Chirurgia levianamente havia menospresado; todos o olharãocomo
um
bem
feitor dahumanidade,
e até aAcademia
de Me-dicinade
Pariz lhe fez dadivad'uma
medalha
gravadaem
suahonra
[6).Hum
similhante invento devia infalivelmente despertar a inveja, ecom
ella trazer inimigos ao seo author;em
verda»de assim aconleceo,
A
Academia
de Medicinade
Pariz defendia, e sustentava as idéas de Sigault,em
quanto que
aAcademia
deChirurgia bastante pertinaz lhe fazia viva guerra;
d'uma
e outra parte forão prodigalisados sarcasmos e injurias ; os médicos sedividirão , e
com
elles toda a Europa.Os
Cesarianos eSym»
physianos entrarãoem
liça, e se baterão até o principio do século actual.Plench, Siebold, Leroy, Raudelocque,'e Salcombe, entrando na arena, sentirão a injustiça de simeihante guerra, pois d,:
qudqu
rdas partes se seguia oexclusivismo.
Com
eífeito Sigault apresentava a svmplivíiotomia para substi-tuir a operação Ceáariana, Girárid eBondiu
a julgavão inn.itil, e sustentaváoque
somente
se devia preferil-a á operação Cesariana,no
caso de exostose do estreito superior e quarl lo o diam<Irosicro-pubianno
tivessemenos
d'uma
polegada;porem
hojeque
essas riva-lidades desapparecerão,como
ofumo, que condensava
entãoaatmos-phera
da seierteia, hoje,que
a guerra eopposiço
aos inventos teirisido banidas d'entre os
homens
de letras; todossabem, que
esta operaçãotem
suas applicações, vantagens, e perigos, eque
ella nãotem
preferencia absoluta sobre a operação Cezariana e a Cepha-lotomia,A
symphysiotomiâ
que
na sua accepção ctymologica querdiser secção dasymphyse
(isto é da união natural entredons
ossos) òuma
operação obstetricia,que
consisteem
incisar sobre a linha mediaíiado
púbis as partes molles, è as fibro-carlilagená da articu-lação, à fim de destruir a união natural dos essos, e de permittir o seu afastamento.(ti\ Si^.mlt quatro anãos antes de praticar similhante operação, a
—
13
—
Esta operação
nâo
he
em
verdade omeio
único, e exclusivode soecorrer
uma
parturienteem
vexames, qaaiquerque
seja amá
conformação
da bacia;nem
lambem
éum
meio
tão trabalhoso, perigoso, e infruetifero, paraque
o despresemos; julgar assim seria procurarsempre
os limites, e fugir da verdade, seria antes doctrinad'um
Medico pertinaz,do
que
d'um
Sábio e experieote parteiro.Porem
a imparcialidade, servindo de buçola ao Medico,que
tende á soecorrer a
humanidade,
fazcom
que
elle desprese estas doctrinas de gabinete, e siga a vantajosa pratica,Assim
quem
em
urgentes circunstancias menospresariauma
operação,
cm
verdade dolorosa, ealgumas
veses perigosa, afimde
sustentar seus vãos caprixos? Seriasimdhante
áaquelleque
em
menor
trabalho se armasse
d'um
instrumento para executar amesma
opera-ção, pelo
menos
innutil,quando
a naturesa estivesse prestes usoccor-T«r a infeliz
E
quem
n'este caso teria omenor
momento
decalma
e soc^go ? ! Assim pois, procurando-se
sempre
a verdade, e longe dos extremos dir-se-ha,que
é útil e vantajozaem
algumas
circuns-tancias,
bem
que
diííiceis de delorminar.lie esta a maneira de pensar mais rasonvel
de
dois parteiros Ilustrados,Baudelocque
e Gardien, pensarporem mui
diversodo
de Cascau, Mauriec3U,
M
csBoivin e Lachapelle; o
meio
o maisse-guro
comtudo
de conhecer a razão,cm
qualquer
dos ladosque
ella milite, é analyzaras experiências, observações e pratica de todos e seguir a
que
de accordocom
nossa razão estiver acobertadacom
author.dade de reconhecido mérito.
Uma
questão se nos apresenta, relativa aomechanismo
destaoperação. Será possível praticar-se
em
todos os casosd'uma
má
conformação
aSymphysiotomia?
Ou
será ellaem
alguns casoscon-traindicada e innutil?...
Certos partidistas desta operação, e seus enthusiastas,
em
suasobservações e experiências
suppunhão, que sempre
na secçãoda
sym-physe
haviaum
afastamento de duas á trez polegadas, e entãoquando
a bacia era
muito
malconformada,
praticavão»na sempre.Trabalhos
porem
de muitos práticos, e entre estesBaudelocque,
oChaly, prováoque
entre os púbis nãopode
haveruma
separação deduas
á trez polegadas, sendo apenas a abertura,qne
o primeiro dcllestem
encontrado, de trez á seis linhasimmediatamente
depois da operação; esta abertura, continua aquelle auetor,
pôde
seraugmentada
atéduas
polegadas e meia fazendo descrever as coxasunj angulo recto
com
o tronco. íle verdade,que
convém
em
taes circunstancias todo o cuidado e circunspecção, afim de acautelar-se a dilaceração, e separaçãodo
periostio e dos ligamentos, vistocomo
—
li
—
transversal
do
estreito superiortem
sempre
lomaio
maior cifett âddo que
odo
estreito inferior, oambos
maisdo
que
o diâmetro aolero-posterior respectivo. A arcadado
pubissuperiormentetem
à apresen-tadoum
intervallp quasi igual ao afastamento dos ossos, e opequeno
diâmetro
do
estreito superior sótem
lido oaugmento
de quatro á seis linhasno
afastamento deduas
polegadas emeia
dos ossos pubis. Taltem
sido o resultado das experiênciasdo
Sr. Haudelocque, o qualtem
concluído,que
em
todos os casos esta operação unohe
suíTioicnte para fazer desapparecer a disproporçâo d.i bacia coai a cabeçado menino:
E'esletambém
omodo
de
pensar deChdv,
Dezauz,
Mauriceaux
eM
n,c Boivin.Em
verdadecomo
poder-se hi»suppôr
ulil similiiante operaçãoem uma
bacia, cnji largura fossede
duas
polegadas, de quinze linhas, emesmo
de seis,como
háexemplos?
Há
observações tendentes á provar osmãos
rrzultados dasym-physiotomia, ella
tem
sido por tanto muitas veses praticada inoulil-mente. A historia nos apontamulheres
operadassem
suecesso, èmesmo
algumas
houve,que
o forãosem
necessidade,quando
osta-vãono
caso de parir naturalmente. Outras tinhâo lido muitòí filhos antesde
solfrerem esta operação, e muitas outras,emfim
tem
baixado aotúmido
com
o charo írueto da concepção! iNósestamos
longede
approvar similhantes abusos,que
são as conse. queneiat, de lodo oenthusiasmo
illimi'ado prelos inventos de qualquer natureàáque
sejâo:más
cremn?,quu
opporlunamenle
applicada, èsla operação è da maior utilidade, por issoque
muitas veses teui sido seguida dos mais felizes rezultadosMr
Capurom
pretende,que
sialgum
sucesso ellatem
tido,tem
sidoem
mulheres que
podiáo parir naturalmente. Esta opinião, snpposto sejamuito
respeitável,não
pôde
ser sustentada a vista de factosbem
verificados na historiada
Chirtirgia obstetrícia.Em
lacedo
exposto é incontestável,que
será vantajozamente indicada esta operação ,
quando
opequeno
diâmetro
do
estreito superior for"maior
de duas polegadas,quando
rinco
ou
seis li.ihas de mais permittirempassagem
á cabeça do feto, equando
finalmente o íorceps for insufficiente. Esta prati-ca éem
verdadebem
opposla á de Gardien,que
diz,que quanto
maisviciada for
uma
bacia, tanto maisamplitude
lhe oflerecerá a Symphy-siolomia: o Sr.Capuron
sustenta ser infundada esta opinião, e diz,que
ella devemerecer
pouco
conceito por não ser frneto da pro» piia experiênciado
seoauthor
c sim de alheios trabalhos.Con-forme
o Sr* Gardien,suppondo-se
uma
estreites^immensa
do
diâmetro da bacia, ainda assim o feto passará pormeio
dasym-physiotomia ,
com
tantoque
a cabeça apresente diagonalmenteuma
das bossasno
espaço inlerpelvianof e a outra
-ia
uma
dassymphyscs
sacro iliacas.Porém,
comd
poderá haver á posição diagonal,quando
uma
das bossas exislir no espaçointer-pobiano
?Sendo
assim , a outra deverá corresponder á escavaçãodo
sacro, e então não ha adiagonalidade, e não temos porcon-seguinte a principal condicçâo
do
Sr. Gardien.Demais
será tão fácil executar tão violentasmanobras,
como
quer este pratico?Quando
uma
bacia émaí
conformada,
não
ha
diífíeuldade e quasique
impossibilidade na introducçáo damão,
para fazer Toltar a cabeçado
fetocomprimida
pelo útero, e trazel-a á po-sição diagonal ? Seem
verdade é isto fácil na theoria, naprati-ca é
muito
didicil.E
oque
fará a conlraClibilidade própria dos órgãos levados àum
certo giao de erectismo e rigidez?Não
serámais
um
obstáculo a vencer?Em
um
milhão
de fetos,que
se extra-hisse assim, diz o SrCapnron,
talvezum
só se salvasse.Emfím,
não
obstante a confiançaque
devem
merecer as experiências dosSrs, Giruiid e Ansiaux, sobre as quaes o Sr Gardien
tem
basea-do
a sua theoria, éuma
cousa duvidosa, e quasi impossível ase-paração de trez polegadas
do
púbissem
oseparamento
dassym»
pnyses Facro iliacas. Verdadeiras
como
são as pred ttas experiências; oaugmento
do
diâmetro antero posterior nãopodendo
serde
mais de cinco á seis linhas, ( posto
que
digaMr
Pclrunte,que
se
pode
obter atéuma
polegada e meia deaugmento
em
todosos diâmetros
do
estreito superior) a cabeçado
feto não passaráem
uma
baciamal conformada,
quando
não obstante oaugmen*
to dos seus diâmetros, ainda assim não fique cila
em
relaçãocom
rs da cabeça ilo feto Peloque
hemos
dilto,bem
se poderá ava«iiar,
quanto
ó erróneo o pensar deOsborm,
Demman,
e Lauver-jat , os quaesquerem
éque
se rejeite esta operaçãoem
lodos oâcasos.
Quando
não bastasse o seumechanismo
pára provar a suá utilidade, equando
também
não fosse assax sufficientetudo
quan-to ha de physico na possibilidade de semilhante operação, ahi es-tão estas estatísticas
em
que veremos
uma
proporção de quatro paraum
em
todos os casos.Em
verdade naEuropa
, e principalmente naFrança
èonde
se
tem
postoem
pratica esta operação ecom
mais proveito (7), e ccom
as estatísticas d'estes lugares,que
se vê,que
entre cincomulheres
operadasuma
sósuccnmbio.
Ahi estão os bons sueces-sos obtidos por Sigault, Ausinaux, e para logonem
seatenuem
os suecessos, e
nem
seexagerem
os perigos. ííe, pois asymphy-siotomia o único
meio
de
salvação,quando
a cabeça, jà na esca-(7; Entre nós, onde a Cltirurgia estáem
lastimoso atraso, esta opera-ção nao tem sido praticada; consta-nos queem
Pernambuco o fora, porém—
1G
—
vaçaô,
tem
atravessadoum
estreito superior bastante apertado ,«jwando o aperto
do
estreito inferior atem
feito parar , equando
finalmente estando vivo o
menino,
sco tronco estiver lodo de fo-ra, e a cabeça na impossibilidade de passar.Em
todas estascir-cunstancias deve a operação,
de que
nosoceupamos,
ser preferida á operação Cesarianaporque
ha mais partes á dividir, maisdo-res á sollrer, mais
tempo
á gastar, e mais perigos á correr na ex-tracçãodo
feto peloabdomem.
Outras circunstancias naõmenos
urgentes reclamaõ
também
oemprego
da symphvsiotomia, e assimalem
d'estas estreilesas de diâmetros, ha tumores, e exostoses,que
saô outras tantas barreiras á sabidado
feto: n'esses encravamentos da cabeça, necessitando-se deuma
sabida mais ampla,emprega
selambem
asymphy6Íolomia
,que
deverá ser pralicada ,quando
ofeio,
gosando
de vida, estiverem uma
posição natural, paraque
inaó seja necessário tra/el-o pel-os pès,
quando
o coilo uterino es-tiver bastante dilatado para dar-lhe sabidaimmediatamente
depois•lo
augmento
dos diamelros, equando
alfim amulher
for aindamoça
paraque
naõ
se receie a existência de anchyloses na bacia.PROCESSO
OPERATÓRIO.
Si a
mulher pode
dealguma
maneira lisongearsecom
osa-grado
titulo demãe,
à cilatambém
em
recompensa
cabe os mais acerbosmomentos
em
todas as phases da vida!Teremos
aqui ornaSenhora
alliva e orgulhosa, entregue ásmãos
do
operador, eetn-jpenhandose
pela possedo
frueto das suas ternas atFeiçòes, ali ou-tra Ioda tímida e vergonhosa, eque
vacilla entre a vida c a mor-te, por fim se submtllc.... e porque, ri... ainda pelo frueto de suas aíFei(;óes!..Si(Y) á estas vicissitudes todas estão sujeitas tanto a rica,como
a pobre, a fidalga, e a plebéa.Os fumos
das classes, c as pretenções sociaescedem
ao brada da natureza, perante a qualtudo
se anivella .... são igualmentesuas creaturas, e nada mais!...
Ao
parteirocumpre,
fallandoaomo-ral, por todos os meios procurar attenuar a dor da afilicta partu-riente, e mostrar-lhe ,
como
únicomeio
em
certos casos, aope-ração
que
tende á salvar asduas
preciosas vidas,De
seo lado a parturiente, depositando toda q confiançano
operador, deve con-sideraras*1 nãocomo
uma
victima.
mas
como
uma
judiciosa mãe,que
procura a vida para si e seu filhinho.Apoz
de todos os meios moraes, deque
o parteiro se deve servir , para captar a confian-ça da parturiente , outros ha nãomenos
importantes aoado
daoperação,
Convém
por
tauto—
17
—
leito conserve
«ma
posiçió(como
na inlroducçaódo
fórceps)com;
Uwida,
que
dò lugar ao operador manejar os instrumento*, tendo tili as <ô\as e pernasem
flexão, afastadas . c segaras porajudan-tes intelSigetites , probos , e
humanos.
O
Chirurgiaõ situado ádi-ii.ita,
on
entre as pernas damulher,
munido d'um
bislorilcon-vexo e
bem
amolado,
fazuma
incisãocomeyando
um
pouco
áci-ma
dasjmphvse,
ecstendendoa
alé juntodo
clitórisum
pouco
á•squerda: lista m.cisâo
comprehende
a pelle e todas as partes mo|. Irs,
que
constituem omonte
de Vénus: cila deve ser parallela álinha
mediana
e corresponder o mais possível á articulação, aindaqne
inferiormente seja mais enclinada paraum
dos lados afim do evitarem
algum
tertipo dilacerações,que
devem
ser prevenidas.Concluído
este primeirotempo
da operaçáo,começa
osegun-do; e então o operador
com
toda segurança e dextresa corta acartilagem.
Unà
dizem,que
secomece
decima
para baixo, outosde
baixo para cima, algunstem
aconselhado de dentro para fora,ou
vice versa:também
tem-se usado de diversos instrumentos—
como
bistoris simples,ou
abotoados, facas de Ailken, escalpelos&c.
Que
o oj orador execUte-ãcom
todo ócuidado,
e pelomeio
que
lhe for maiscommodo
e habitual, é oque convém,
porém
é u.ais seguro e preferívelcomeçar de cima
para baixo, e de forapara dentro, afiai de nâó offender o reservatório da urina, para o
que
antes de principiar a operação, devera praticar o calhcteris*mo
, servitauVse aomesmo
tempo
da sonda para alfastar o canaldu ureira para o lado direito
E quanto
mais o operador tiver pre-cisão de profundar o instrumento, tantomaior cuidado
deverá hirrmpre^ando
alé cortar todo o ligamento; oque
ébem
conhecido
pela falta de resistência,
qne
encontra o instrumento. Muitas vezes asymphysc
se acha ossiíicada,como
nas bacias citadas por Wierl-inann, Lauverj.íi, Bóer. e M. Lachapelle, e essas anomaliasnaò
Síiàô sufllcieules, para
que
se naó pratique asymphysiotomia
?Assim
osnppomos,
riaô obstante VI.Capuron,
e Siebdl dizerem,que
se deve serrar a articulação [81.liis pois Ioda a
marcha
do
processo operatório.Que
se
ima.
giucm
agora os accidentes,que
muitas vezesaccompanhaó
à esta(8)
O
professor Católico substituo á symphysiotomiauma
oulra opp-rnçso, que 6cm
verdadeuma
modificação do que linha proposto Desgran-ges Chanpion. Consiste essa nova modificição ria secção dos corpos, e doramo d» pwbis entrei os 2 buracos sob-pubianos, dos lados. E'
cm
verda-deuma
operação, que,bem
avaliada, apresenta bastantes utilidades: assim » bexiga está mais isenta dos instrumentos, a consolidação é fácil, nada de abcessos , caries , e fistulas ele.Em
fimum
juizo imparcial c siucero que—
18
—
operação, e os
que
lliesobrevêm,
e entaô dir-se-ha, tjfhc èuma
operação
simples,porém
de duvidosa execução! Infelizmente lodosos solTrimentos da parturiente náo se limilaô ao
acabamento
da operação, poisque
às vezosoccorrem
contracções uterinas, e mil acciderites,que
exigem
Ioda a altençaódo
operador. Outrasvo-ises
porém
a naturesam<
nospreza estes aCcidentes , e progride áum
benigno eprompto
restabelecimento.E
se o úteronáo
reage , maoifestando languidez e atonia,cum-pre entáo ser activo e enérgico,
devendo
sequanto
antesproce-der á versão (9),
ou
a applicaçáodo
fórceps,conforme
as cir-cunstancias , até se extrahir o fetoTerminado
desta maneira o parlo, si a crulhcr, estiver agitada , e seo systema nervosomuito
excitado, a circulaçãoaugmeotada,
o cérebro e as vias digestivassvmpaticamente
aíIVctadas, e os seos órgãos genitaes lesados, ha necessidade de novos cuidados c disvellos; e entáoum
curativoapropriado concorrerá para o feliz exilo desta operação.
DO
CURATIVO.
terminado
o parto pela symphysiotoníia, soccorrosdiííe-rentes reclama a mulher. Líquidos banhfâo a parte
qne
foiope-rada, então necessário é o maioi aceio
Os
ossos separadosde-vem
ser unidos emantidos
com
gtaocLs ataduras à fim deha-ver
prompla
consolidação; a posição sobre o dorso e o repousotthsoInlO são condições necessárias
no
tratamento desla operação.Durante
todo otempo
indispensável para a consolidação dassym*
physes, dever-se hà consprvar as coxas
immovcis,
e e;>tar de baixodo regimem
das graves operações, à fim de secomballer
todo equalquer
accidente,que
possa apparecer.INáo se limita à isto o importante papel
do Medico
n'este caso; tlle dete velar sobre todos os órgãos, principalmente o utero,que
é a sede da secreção dos lochios , à fim deque
estes náodesap-parecáo repentinamente: injecções emollienles,
ou
adstringentes às vezes são necessárias.Conforme
a observação, a consolidação dos ossos sótem
logar depois dedons mezes
(lo^; é paia o fim des»te
tempo, que
devera ser permittido amulher
levantar-se eandar'A
historia apresentaexemplos de
mulheres,
cujassymphyses
seconsolidarão
em
quinze dias, e atéem
menos
—
Assim
amulher
Laforest, deque
falia Lauverjat,pôde caminhar
quinze dias dcp«is(9;
O
Sr. Velpeau prefere antes administrar o centeio espigado á par-turiente, do que lazer a versãoem
siniilhante caso.-
19
—
da operação, e ainda irais maravilhoso é o
exemplo d'nma
mulher
onerada
por Després(m),
a qual no dia depois da operaçãoaban-donou
o leito.A
consolidaçáo dassymphvses
é a cousa,que
maisse
lem
a desejar,porém
mulheres
tem
havido,em
quem
esta consolidação não se hapodido
obter ; não obstante, ellas andão, « saltãosem
seencomodarem
; oque
se exj>lica, diz o Sr. Vel*V
au*
pda
graade solidez,
que
aseimphyses
adquirirãoposteri-ormente
(12).OPERAÇÃO
CESARIANA.
Tendo
nós destemodo
ditto oque
nos foi possível sobre asymphysiòlomia
,um
dos últimos recursos d'arte, levaremos as nossas distas sobre a operação Cesariana, ultimo soccorroque
sepode
prestar ámulher,
que
em
um
parto laborioso arrostando amorte
, procura desvur-sedo
seo golpe e ao charo objecto,que
conservaem
suas entranhas, \l* a operação Cesarianaum
nobre attrevimento doengenho
humano;
ella consisteem
uma
abertura feita no
abdómen,
e outra no útero, para dar sabida aò feto,que
nãopôde
nascer naturalmente (15).As
lesões das paredes abdomíoaes, peritoneo, e útero,bem
rtemonslrão ser dia
uma
operação dolorosa , e gravíssima', cuiaexecução
seria incrível, se a historia não nos apontasse âl»unirxemplos
favoráveis á sorte das infelizes,que
á ella setem
sub-iiieltido.A
suaorigem
perde-se na escuridão dos séculos, e fazcrerque
sobre ella se não esteja de accordo.Os
tempos
fabulosoiapontao
IWclio
, filho de Júpiter, tiradodo
ventrede
Semeléa
por Mercúrio.
Os
Romanos
disseráo,que
Esculápio foi tiradodo
ventre
materno
porApollo,quando
aquellaqueo
traziaem
seo ventrel»ia ser entregue ás
chammas
da fogueira,que
deviaconsumir
os seos restos e osdo
seo filho (l^). Virgíliotambém
nos con.ta o nascimento de Lico, e diz,
que
foi dessa maneira,que
elleveio ao
mundo.
Todas
estas tradições. cerla3 passagens de Plinioe
algumas
Leysromanas,
fazem-nos crer,que
a operação Cesa.
riauu era praticada nos
tempos
os mais remotos.M.
Mansfeld nós(1!) M. Matisuy e Duboi referem factos idênticos (12) Partos tomo 2., png. 438.
(13)
Também
se tem chamado operação Cesariana vaginal a inrisffn**tS:,no
es.
d
° COl,° d° UlCr°' ' f,m d° daV *
W0
**m
a°K.
WuS°oS
de
^^au^
nÇa Cntfe
—
20
—
refere a prntíca desla operação entre os Jodeos,
que
sr^undo*eIIe, iião admittiáo o direito de primogenitura aomenino,
que
nas eia pela secçãodo
ventre. Jaschi atem
descripto, e diz,qu«
asmulheres,
que
á ella se submelliâo eslavào exoneradas dos qua-renta dias de purificação.listas tradicçôes vagas,
pouco
authenticas , não obstante,ín-liicâo
que
esta operação era desdemuito
conhecida; provas,com-tudo,
sótemos
delia ser praticada,em
mulheres
em
vida,do
século
decimo
quinto por diante,Não
devemos
Ommillir
entre-tanto oque
nos refereGoulim
sobre amulher
de Craon,que
FoííYeo a operação Cesarianaem
\l\2f\t a qual ella c soo filhinhosobreviverão.
Os
antigosMédicos
gregos e latinos hão laHão desta«operação. Gtiy Chauliac,
que
primeiro a descreveo, diz, quoella to»maia
o seonome
de Júlio Cczar (i5).Outros tem
dito,que
este Ge-neral tirara o seonome
(Testa operação ^16 .Emfim
as observaçõesde
lodos os aulhores antigos e
modernos
tem alguma
cousa de incerto, enos
mostráo
a duvida,cm
que
se labora na sciencia sobre aetimo-logia , e origem desta operação,
No
emtauto
consici rada eílacomo
um
meio
de salvar amulher,
quando
esta se acha impossibilitada de paiír naturalmente, parecedc-\er remootar-se ao fim
do decimo
quinto século, epooaem
que,se-cundo
Gaspar
Bauhin, foi praticada porum
Capador
em
suapró-pria
mulher,
que
se achava nos afllietítos transes deum
parto labo» lioso. Sim, foi este Capador,quem
deshumahamehlc
praticou aoacaso similhanic operação (1/ , e teve a lorluna de por meio dtlla
salvar sua própria consorte, e seo innoccnle filhinho!!! l)esl'arte quasi
sempre
tem
incremento os mais admiráveis Inventos: foi poi* o authortia mais formidável dos opera ô>9 chirurgicas
hm homem
obscuro,e
sem
nome
algum
social,em summa
um
Cápndòr.-.. .Honssel foi o pr meiro,
que
sustentou,que
sepod
a e devia pra-ticar a operação Cesariana namulher
viva.Além
de muitasobserva-ções e experiências, eíle cita sete mulheres,
que
com
feliz êxito linhão solfrida similhante operação; certo, si a historia não nos referisseex-emplos
demulheres
muitas veses operadas, ebem
socctdidas,po;i-(15J Guy Chauliac diz. queella tomara o seo
nome
de Júlio César, segun 3o a seguinte passagem de Plinio.—
Auspicatiús, enceta parente, gignuníur. sicul ScipioAfrieanus priornalus, primusqúeteesus, coeso matris útero, dictus,qua de causa, c.esones appcllati, simili
modo
oatus est Manliusqúi Carlhagi-necncum
exercitu intravit.(16) Baylcd z, queAurélia
mãe
de César \ivia ainda no tempo,em
queseo filho veio á Bretanha, e que por conseguinte se devesuppor fabulosa a historia referida por Plínio.—
21
—
cos
cmpunharião
o instrumento Cesariano!E
quem
som
pasmo
oíi*
virá a historia dVssa famosa
Godon
sete vezes operada!Que
guerreiro ousaria tanto ? Ainda ahitemos
as observações de Rousset, Bauhin,e
Simon;
e poder se liaeom
razãoápplaudir áMarchant
e Mauriceau,quando
diseni,que
esta operação é inútil ?....E
aindamenos
ao impassível Dionis,
quando
dizque
se devia punir aosque
apraticassem?
...
A
opfração Cesariana, dizBaudelocque,
tem
por muitas veses obtido suecessos.As
observações de Lauverjat, asde
Saoson, de Bourret, Deuleurye, e de Millot são incontestáveis, e nos mostráo,que
muitasmulheres
setem
salvado pormeio
da operaçãoCesariana. I êiâo«see relèiâo se as observações, e estatísticas
do
Sr.Yelpoau. e então concordar se-ha,
que
esta operação deve serempre-gada
como
o ultimo soccorro,que
sepode
prestará infeliz parturi-ente.Mas
quem
negará o perigo de similhante operação? Siporem
para omenino
é elU omeio
mais fácil, e seguro de terminar o parto, poisque
o livra dos perigos,comque
oameação
todos os outrosmethodos
d'e\tracção, ainda os mais simples, não é assim paraain-feliz mãe, para
quem
as consequências d*esta operaçãoem
geral são temíveis.Que
seconsiderem
os accidenteS;que
podem
accompa*
nhal-a, essas hemorrhagias, essas inflamações dos intestinos, edo
peritoneo, asuppuração,
a gangrena, oderramamento
dos lochio*n<>
abdómen,
essas hérnias consecutivas, e então avalie se o perigo, áque
íicãosugeitas a3 mulheres,que
infelizmentetem
de ser ope^radas:
com
tudo náo é razão assaz poderosa, paraque
se não prati»que
namulher
viva,como
fasiãoMauriceau, e De La VlolteO
modo
de
prnsar (Testes dois práticos naõé isento decensura;porque
elles muitas v<ses sacrificariáo dois indivíduos aomesmo
tempo,
entretantoque
poderião
sempre
salvaráum,
e muitas veses áambos-
A
falta debons
resultadosdWe
methodo,
deveseattribuirà opinião,que
ellesti-nhão
d'estaoperaçãoOutra que
nãoessa leriio elles, si tivessem lido, e consultado os annaes da sciencia, e as observações feitas à tal respeita.Ueconhecidas
as vantagens d'esta operação não é permittidomais
deixarde
admittil-a eono
o ultimo recurso d'arte.O
exemplo do
feliz êxito,que
teve amulher
operada sete vezes, éum
irrefragavelteste-hiuuhu
das suas felizes probabilidades.Tenon
conta setentamulheres
no
Hotel de l)."em Pariz,que
sobreviverão: Miehel,Weidemau
citãoum
prodigiosonumero
demulheres operadas,Baudelocque
refere,que
em
cento eonze, quarenta e oito salvarão-se : oque
faz mais deum
terço
i\ o mais valioso
documento, que
sepode
apresentará Boerhave, Bóer, e algunsoutros,que tem
ditto,que apenasseobtém
um
suecesso—
22
—
rrh qunlorze operações! A verdide fa/ ralar, e
impor
silencio as opi-niõesdo
qnemquer
que
seja, emesmo
á aquclle cellehre lloeihavc.Sãofactos, é a observação,
que
falia. Kquem
duvidará dos succ<ssos obtidos por Millol, Lauverjal e porHaqoa
? A operarão (lesariam,longe pois de
abundar
de victimas, ollerece ao contrarioum
meio
seguro de salvar
sempre
omenino,
e muitas ve.ses amie
Dado
o caso,(
sempre
negado
) deque
ella fosse qwasisempre
mortal, não sede-veria por isso
empregar?
Seria pois errobem
prejudicial áhumani-dade, e indesculpável ao
Medico
o proscreverem
todos os ca3osuma
operarão Ião coroada de felises resultados, e
que
conta tantos sue-r.essosem
seo favor.E
graças aoengrandecimento
dosconhecimentos
do
génerohumano!
. . • achirurgia de hoje nãoéa
desses séculos tenebrosos; a idade actual não èa de ferro: todos pois considerão esta operaçãocomo
praticável, ecomo
o ultimo recurso d'urteA operação Cesariana é praticada,
quer
namulher
viva, quer na morta; c então òs cuidadosque
ella reclama sendo diíierentes,lambem
novas indicaçõesapparecem,
querem
um
f querem
outro«\sia<b>;
examinaremos,
pois, cadahum
de por si. INamulher
vivaquando
se deve praticar similhante operação?Levret
suppunha
esta operação necessária,quando
não
sp po-dia introduzir amão
no
útero,em
rasão da grande estreitesa da bacia;ou
quando
havia impossibilidade absoluta de cxfrahir o feto, depoisde. o haver agarrado
em
a:n dos pésPorém,
como
poder-se avaliar o gtào de estreitesa pelvianasomente
pela diííicoldade,ou
impassibili-dade
da introdução damão
na bacia, e utero?Ora
não se vô,que
sendo diílicil,ou
impossível a iulroducçáod'uma
mão
grossa, é po<-siv(d e até fácil a deuma
delicada e delgada? K a possibilidade de in-liodu/ir amão
na baciae no utero, e deextrahir omenino
pelos pés,Mipporà
sempre
a possibilidade de lhesdvar
a vida? Amão
a maisgrossa, dii Batidclòcqiie, atravessalivremente
uma
bacia, cujaentra-da
tem somente duas
polegadas emeia
de largura, euma
maispe-quena
peneira igualmenteno
uté:o, postoque
a largura sejasomente
de
duas polegadasMas,
em
casos destesdons
grãos de estreitesa, quantosmeninos
se poderãosalvar,puxando-se
pèl »s pez, se elles são íletermo
ed'uma
prenhez ordinária?Nenhum,
«n~ o Sr. Capuron;assim, pois, não é pela impossibilidade na extracção
do
feto pelos pés,que
$c faz indispensável aoperação
Cesariana.Quando
uma
bacii émal conformada,
os seos diâmetros sãore-lativamente
menores,
que
os da cabeçado
feto: assim,quando
o es-treito soperior tivermenos
de duas polegadas e meia , a naluresapendo
impotente para expellir o feto, amão eo
fórceps insufiicienles para extrahir, a operação Cesariana torna-se indispensável, sendo—
23
—
doas polegadas , pois
que
então odesmembramento
do foto srríamais perigoso para á infeliz
mãe.
do
que
a operação Cesariana.Des-graçadamente
outras circunstancias ainda tornão necessária, e indis-peusatt'1 esta operação; é assim,que
muitas \ezes as tentativas deversão, e a applicação do fórceps occasionáo
uma
larga rupturatítere•vaginal ; a bacia è
mal
conformada,
o fetosem
vida appresenta aface ; a vulva, a vagina, e todos os demais orȇos contidos na bacia,
estando
vermelhos,
inílammados
eendurecidos:
omesmo
útero quasi a despregar se da va»ina, amulher
fraca e abatida e quasi atxalar os últimos suspiros....
Em
similhanfes circunstancias, nãoK'rá preferível a operação á
uma
morte
certa? E*um
momento
deiocertesa para o Medico,
porem
antes vêl-amorrer
debaixodo
ins-trumento
Cesariano,do que no
trabalhodo
parto, esem
soccorro.Em
caso idêntico praticou o Sr. Velpeauem
1833
esta operaçãoem
pre-sença dosMM.
May»rier, IVJonlin, llalma-Grand, e Bientou,porem
leve a infelicidade de ver a infeliz
suecumbir
algum
tempo
de-pois antes isso
A operação Cesariana ainda é
bem
indicada, todas as vesesque
uma
exostose da baciaou
um
tumor
das partes molles fazemum
o-bstacolo invencível á naturesa, ámão,
ou ao fórcepsPorem
quantasexcepções, felizmente não se appresenlão na pratica? Moitas veses,
mulheres que tem
sido sentenciadas a faca Cesariana,parem
natural-mente:
simpodemos
avaliar n>aisou
menos
com
o pelvímetro
oucom
os dedos, as dimensões da bacia ; o
mesmo
não se dá infelizmentepelo
que
respeita asdimensões
e solide/, da cabeçado
feto: eis a ra-yão,porque
a natureza moitas vezes parecezombar
dos nossosculcu-los Ora, si o
menino
tem
a cabeçamuito
estreita e delgada, nãopo-derá passar por
uma
bacia estreita ;nada
ha mais natural, poisque
ha relação dos diâmetros da bacia aos da cabeça
do
feto Mas, infe-lizmente (repetimos) são raríssimos estesexemplos
A infelizmulher
que
no trabalhodo
seu partotem suecumbido, ou
então durante osúltimos
mezes
da prenhe» (18)sem
expellir o leto, devenecessaria-mente
ser operada,devendose
então attender,qu3
assimcomo
omenino
è quasisempre
o primeiro á perder a existência,também
ac
contece
que
por vezes depois damorte
damãe,
elle conserva a vida; se é possível crer n'essas observações de meninos,que
setem
conser*vado
vivos depois de J2, 2j, cmesmo
Í\S horasalém
damorte
ma-terna
A Princesa de
Schwarlzemberg,
fallecidaem
Parizem
consequen-(18) Antes do sétimo mez o feto não se deve suppor viável, mas não obstante isto, dever-se-ha praticar a operarão antes d*esse tempo, á tini de baplisal-o. E' este o costume
cm
todos os paizes Calholicos.—
21
—
cía flr
uma
queimadura,
foi abertano
dia seguinte, c o feio aindase achava vivo.
Mdlot
refere-nos o raso déum»
mulher,
cujo feto ainda posava. de vida .'|S horas depois d'ellamorta
Si similhantis succes&os sãoiovo-rossimeis, não accontece o
mesmo
á cerca de alguns outros, deque
a historia é fiel depositário, eèassim,que
Guillemeao, Deteau e outrostem
snlvado ámuitos
meninos immedialaroente
depois damorte
dasmães.
M
Huguier
obteve omesmo
resultadoem
uma
mulher
phthisieamorta
no hospital de S Luiz.Porem,
não obstante to la n preslosa, muitas veses não se chega a tirardo
seiomaterno
senãoum
cadáver: osexemplos
referidos pelos Srs, .lollv. Lauverjat, e Rieche moslrãoevidentemente
oque
hemos
dito.km
verdade
Como
continuar à viver o feto,quando
jánão
existecommunicaçâo
circulatória directa entre h placenta e o útero?Morta
poisamãe,
omenino não
poderá gosrrde vida, senão por alguns minutos: e eotáo é
bem
inútil a operaçãoCesariana. Entrelaito a ley
Romana
(lex Regia* ordenava aos Médicos a abertura dismulheres, que
morrião nos últimosmezes
dapre-nhez,
O
Senado
de Veneza decretouem
1708, e 17*21 punição aosCediços,
qoe
nãooperassem
com
omesmo
cuidado,que
durante a vida, amulher
suppostamorta
Fm
verdade esse cuidado deve tertodo o Medico,
que
procurar fazer a operação Cesariana 01mulher
merta,porque
muitas vezes éuma
morte
apparente, e então a inctv ria a realisaria,nem
è issouma
cousa sen»exemplos
Quantas
mulli•-res, não
tem
havido,que
nos lúgubres andrajos damorte
leni revi-vido?Van-Swielem,
eBaudelocque
cilío trez observações de mulheresjulgadas mortas, nas qoaes se hia praticar a operação Cesariana,
quan-do
tornarão á sido
lelhargo.em
que
de hamuito
jazião.Heu
come-çava a incisar,quando
amulher
fezum
movimento acompanhado
darangidos de dentes. Tieochiuitli, Rigaudeau.x, e outros relerem idên-ticos exemplos.
Convém
pois, diz o Sr. Velpeau,(W) que
oMedico
crnmado
para veruma
mulher,
que
acaba de fallecer no trabalhodo
parto, exa«ni-ne a bacia, o útero e feio , e procure extrahil-o pelas vias naturaes ,
quando
houver
possibilidade.E
n'estc casosendo
indispensável aope-ração Cesariana, pratiqne-a
segundo
asmesmas
regras, ecom
omes-mo
cuidado
como
sobre amulher
vi\aBem
provada a urgente necessidade desubmetter
a infeliz mu-lher no trabalho i\o seo parlo á esta Ião dolorosa operarão ;convém
praticai a, não ao acaso,