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PROBLEMÁTICA DA TUBERCULOSE EM UNGULADOS DOMÉSTICOS E SELVAGENS

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Academic year: 2021

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(1)

António Pina Fonseca

PROBLEMÁTICA DA TUBERCULOSE

EM UNGULADOS DOMÉSTICOS E

SELVAGENS

(2)

o que se pretende?

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

intervenientes mais informados, e

com maior envolvimento,

tendo

em conta que o controlo da

tuberculose é cada vez mais

responsabilidade de

(3)

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

nas fases finais da erradicação de uma

doença,

devemos fazer uma autocrítica,

a todos os níveis, serviços veterinários,

equipas de campo, produtores,

entidades gestoras de caça,

caçadores, etc.,

para avaliar os

pontos críticos e cada

entidade assumir a sua

(4)

agenda

1. introdução

2. tuberculose bovina

3. tuberculose nos veados e javalis

4. conclusões

(5)

1

introdução

(6)

tuberculose

bovina

doença infecto-contagiosa,

causada por uma bactéria,

naturalmente

transmissível directa

ou indirectamente

entre os animais e o

homem

(7)
(8)
(9)

Mycobacterium

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

homem

pode-se contaminar

directa ou

indirectamente

(10)

tuberculose bovina

• doença de

progressão

lenta

• animal pode nunca apresentar

sintomas

• um só animal infectado

(doméstico ou

selvagem), durante toda a sua vida,

pode

infectar muitos outros animais

(11)

biossegurança

um conjunto de medidas

relacionadas com as

instalações e com o maneio

,

orientadas para proteger os

animais presentes na

exploração da

entrada e

difusão de doenças

infecto-contagiosas

(12)

erradicação

remover a infecção da população

animal, numa determinada região

(animais e meio ambiente)

(13)

quais os benefícios da

erradicação?

-contribuir para o aumento da

competitividade

das

diferentes actividades

-benefícios para toda a sociedade

(proteger

a saúde pública, cuidados médicos, meios financeiros, ...)

-garantir a confiança dos

consumidores

-credibilidade

junto aos parceiros europeus e dos

países terceiros, tendo em conta o elevado padrão

sanitário exigível para o

comércio

(14)

TUBERCULOSE BOVINA

Decisão 2003/467/EC

Actualização: 18 Setembro 2009

Legenda

Oficialmente indemne

Não oficialmente indemne

(15)

2

tuberculose bovina

(16)

programa de erradicação da tuberculose bovina

caracterização da população bovina controlada

Ano

Evolução

2000

2010

%

n.º explorações

77.577

34.401

< 55,7%

n.º animais

1.146.969

1.036.310

< 9,6%

2010

Encabeçamento

30,1

(

14,8

em 2000)

(17)

• Situação epidemiológica

• Medidas de profilaxia e policia sanitária

• Testes de diagnóstico

• Abate sanitário

• Abate total

• Sequestro sanitário

• Repovoamento

• Medidas em caso de resultado positivo

• Classificação sanitária dos efectivos

• Circulação animal

www.dgv.min-agricultura.pt/,

saúde animal, programas de

controlo e de erradicação e vigilância das doenças dos animais

programa de erradicação da

tuberculose dos bovinos em Portugal

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

PROGRAMA ESPECIAL DE ERRADICAÇÃO DA

TUBERCULOSE BOVINA PARA A

REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES

2011

DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE VETERINÁRIA

DIRECÇÃO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DA TUBERCULOSE BOVINA 2011 PORTUGAL

DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE E PROTECÇÃO ANIMAL

(18)

prova da tuberculina

Fonte:

José Maria Cipriano (OPP de Coruche)

(19)
(20)
(21)

179 178 136 104 70 43 76 312 1221 955 647 425 414 264 885 2702 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

ano

n.º

n.º explorações positivas

n.º animais positivos

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

programa de erradicação da tuberculose bovina

n.º explorações positivas / n.º animais positivos

(22)

o programa de

erradicação da

tuberculose

bovina pode

ser posto em

causa

(23)
(24)
(25)

%

n=254

Inquérito Epidemiológico (IE)

% fontes de infecção

2010

15 19 26 6 2 7

44 contacto directo com outras explorações contacto directo com espécies selváticas introdução animais

testes pré-movimnetação partilha equipamentos reocorrência

origem desconhecida/outras origens

Ava

lia

çã

o e

pi

de

miol

óg

ic

a

- 2010

TESTES PRÉ-MOV (***) 7 1 7 32 8 14 4 6 19 53 4 26 5 5 1 53 95 5 2 7 3 2 14 10 1 1 1 12 39 98 1 1 14 3 48 52 14 15 5 19 113 254 CAPRINOS (6) REOCORRÊNCIA

(****) EFECTUADOSTOTAIS I.E OUTRAS ORIGENS (**) (4) INTRODUÇÃO DE ANIMAIS (5) PARTILHA DE EQUIPAMENTOS ESPÉCIES SILVÁTICAS (3) CONTACTO DIRECTO C/ OUTROS ANIMAIS NÃO CONFORME EXPLORAÇÕE S

(***) É considerada reocorrência desde que se tenham registado nos ultimos 5 anos casos de tuberculose no efectivo .

ORIGEM E DIFUSÃO DA INFECÇÃO (PONTO 3 DO MODELO DE INQUERITO EPIDEMIOLOGICO)

(2) CONTACTO COM EXPL. DE RUMINANTES DO MESMO DETENTOR (7) OUTRAS ORIGENS DA INFECÇÃO

I.E.= Inquérito(s) Epidémiológico(s)

1, 2, 3, 4, 5, 6,7 corresponde ao n.º de IE em que no ano em causa foram identificadas como origem da infecção as situações referidas bem como a percentagem relativa face ao n.º total de IE efectuados. (*) Introdução de animais a partir de feiras, mercados, leilões, centros de agrupamento ou comerciantes.

(**) Introdução de animais não conforme com as regras de aplicação dos testes de pré-movimentação. OBSERVAÇÕES:

%

(26)

3

tuberculose nos veados e javalis

(27)

Fonte: António José Mendes Manteigas

(28)

Fonte: F. Vitorino Lopes - AFN

(29)

Fonte: António José Mendes Manteigas

(30)

Fonte: João Carvalho - ANPC

(31)

há observação

directa de caça

maior, mesmo

quando há

bastantes

recursos

alimentares

Fonte: António José Mendes Manteigas

(32)

Veados e javalis

infectados

2008/2010

Nº animais

testados

animais

infectados

%

infectados

511

352

68,9%

TB 2008-2010

(33)

o gado bovino é o

principal reservatório da

tuberculose para a sua

espécie, contudo a

sobrepopulação de

caça maior em algumas

zonas do país tem

impacto na transmissão

da doença,

funcionando como

reservatórios para os

(34)

quanto mais se avança na

erradicação da tuberculose

bovina,

maior a importância

relativa dos reservatórios

selvagens

(veado, javali, corso

e muflão)

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

“reservatório”

são animais (doentes ou não)

que mantêm e transmitem a

tuberculose bovina a outros

animais

e a eliminam para o

(35)

caça

enquanto actividade de lazer mais popular em Portugal”

Fonte: João Carvalho - ANPC

(36)
(37)
(38)

há evidência de

transmissão da

tuberculose

entre bovinos,

veados e javalis

e

vice versa

Spoligotype diversity of

Mycobacterium bovis and Mycobacterium caprae animal isolates

E.L. Duarte

a,b

, M. Domingos

a

, A. Amado

a

, A. Botelho

a

*

aLNIV-Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, Departamento de Bacteriologia, Estrada de Benfica 701, 1549-011 Lisbon, Portugal bUniversidade de Évora, Laboratório de Sanidade Animal/CAM, Apartado 94,7002-554 Évora codex, Portugal

(39)

lesões em veados e javalis

Fonte:

João Alberto

(UTAD)

Fonte:

António José

Mendes

Manteigas

(40)

caça maior

(41)

EDITAL Nº1/DGV

TUBERCULOSE EM CAÇA MAIOR

29 de ABRIL 2011

(42)

Área epidemiológica

DSVR

Concelho

Freguesias

C

Castelo Branco

Malpica do Tejo / /Monforte da Beira

Idanha-a-Nova

todas

Penamacor

Águas/ Ald. Bispo/ Ald. João Pires/ Aranhas/

Bemposta/ Pedrógão S. Pedro/ Penamacor/

Salvador

Vila Velha de Ródão

todas

ALT

Alandroal

todas

Arronches

todas

Barrancos

todas

Campo Maior

todas

Castelo de Vide

todas

Crato

todas

Elvas

todas

Marvão

todas

Moura

todas

Mourão

todas

Nisa

todas

Portalegre

todas

Reguengos de

Monsaraz

todas

Serpa

todas

Vila Viçosa

todas

(43)

plano controlo

medidas extraordinárias a implementar na área epidemiológica de risco

(1) exame inicial

das peças de caça,

por médico

veterinário,

para reforço da salubridade das carnes para

consumo e

protecção da saúde

dos manipuladores e

dos próprios caçadores

(2) encaminhamento e eliminação dos

subprodutos

,

por parte das entidades gestoras das zonas de

caça

,

para garantir a interrupção do ciclo de contaminação ambiental e

disseminação da tuberculose

(3) recolha de informação

para conhecimento da situação real do

problema, avaliação do risco

e definição de estratégias de controlo

(44)

porquê a preocupação com a

caça maior?

1. tuberculose bovina é uma doença

de fácil

contágio

e desenvolvimento lento

2. veados e javalis são

importantes reservatórios e

são

transmissores persistentes

da

tuberculose

(real risco de disseminação ambiental da doença)

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

(45)

3. densidade

elevada

de veados, javalis e bovinos

em regime de pastoreio extensivo, em determinadas

regiões do país

4. aumento de contactos

dos veados e javalis com os bovinos

5. partilha das mesmas

áreas de

pastoreio e/ou abeberamento

6.

movimentos dos animais

(carências alimentares/água e época reprodutiva)

porquê a preocupação com a

caça maior?

2/3

(46)

7. crescimento significativo

da população de

veados e javalis nos últimos anos, em Portugal e

Espanha

8.

“Os ungulados selvagens

(corço, veado e javali)

têm

sofrido uma forte expansão em Portugal.

Assim, cada

vez mais é necessário saber gerir correctamente

essas populações.” -

http://socpvs.org

(Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem)

porquê a preocupação com a

caça maior?

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

(47)

Gestão das Populações

Cinegéticas e dos seus Habitats”

livro, coordenado cientificamente pelo

Prof. Dr. Carlos Fonseca

,

docente e investigador

do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro

,

onde são abordadas temáticas

relacionadas com a gestão populacional e dos habitats do javali e dos

cervídeos, entre outras

espécies cinegéticas

Editado pela Federação de Caça e Pesca da Beira Litoral (FCPBL),

“…ciente da necessidade das bases técnicas e

científicas na gestão das populações

cinegéticas e dos seus habitats, particularmente

importantes no momento actual”

(48)

é importante falar sobre a

necessidade de existir uma

gestão equilibrada da

população de javalis e

cervídeos,

sustentada no

conhecimento da população

selvagem, em censos credíveis

e dados resultantes da

exploração da caça maior

(49)

3

conclusões

(50)

factores de risco para a

transmissão da tuberculose

1.

elevada densidade de animais

2.

pontos de alimentação

(alimentadores artificiais) e de

abeberamento

3.

concentração de animais em determinadas zonas e em

determinadas épocas do ano

4.

inadequado encaminhamento de subprodutos de animais

infectados

(permanência do Mycobacterium bovis durante 6

semanas nos cadáveres e 4 semanas no solo)

(51)

risco acrescido de

transmissão da

tuberculose bovina nos

locais de grande

concentração de veados,

javalis e bovinos

(52)

controlo da doença

1.

continuar a

intensificar a erradicação

da tuberculose nas

explorações de bovinos

2.

melhorar a

separação física

entre bovinos e caça maior

3.

encaminhamento dos subprodutos dos javalis e cervídeos

infectados,

para diminuir a contaminação ambiental

4.

acompanhamento das batidas, montarias e acções de

correcção de densidade

para reforço da vigilância da

tuberculose em veados e javalis

5.

controlar a densidade de

javalis e cervídeos

infectados

(53)

as entidades gestoras de caça

devem equacionar a

redução

da densidade

(numérica e não

selectiva)

de veados e javalis,

tendo em vista a diminuição da

excreção para o meio ambiente

(reservatórios)

o equilíbrio

biológico de populações

(54)

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

El Consejo de Caza de

Extremadura acuerda actuar sobre

la densidad de especies para evitar

transmisión de enfermedades

“El Consejo Regional extremeño de Caza acordó

hoy suscribir la propuesta de la Consejería de

Industria, Energía y Medio Ambiente sobre el

control de la población de especies cinegéticas con

el objetivo de evitar posibles contagios de

enfermedades como la tuberculosis.”

(55)

sucesso do controlo da

tuberculose irá depender

(todos os intervenientes)

• do nível de conhecimento

• do querer

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

(56)

sucesso do controlo da

tuberculose irá

depender também

do total

envolvimento e

comprometimento

dos

caçadores e entidades

gestoras de caça

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

(57)

intervenientes mais informados, e

com maior envolvimento,

tendo

em conta que o controlo da

tuberculose é cada vez mais

responsabilidade de

todos

o que se pretende?

DIRECÇÃO GERAL DE VETERINÁRIA

as doenças da caça maior são um tema

actual, pelo que,

caçadores, entidades

gestoras de caça, associações,

federações, médicos veterinários,

serviços oficiais, produtores

e

entidades fiscalizadoras,

devem

trabalhar em conjunto

na

vigilância da tuberculose e devem-se

empenhar em encontrar uma estratégia

(58)

criação de bovinos em

regime extensivo e a

caça são actividades

obrigadas a

entenderem-se

(59)

Fonte: Plano de Gestão Florestal - Perímetro Florestal da Contenda - AFN

(60)

Grupo de veados na Contenda Norte (VL)

Fonte: Plano de Gestão Florestal - Perímetro Florestal da Contenda - AFN

http://www.afn.min-agricultura.pt/portal/gestao-florestal/pgf/resource/ficheiros/2010/pf-contenda/PGF_Contenda_Mar2009_Vrs00.pdf

“uma boa

gestão dos recursos da

caça

, é uma óptima alternativa para o

aproveitamento sustentado dos espaços

rurais e o fomento da biodiversidade”

(61)

Fonte: António José Mendes Manteigas

(62)

http://www.renctas.org.br

http://ecodanoticia.net

(63)

tuberculose

combate-se

com

atitude

(64)

Fontes bibliográficas

Guia de boas práticas higio-sanitárias – caça maior, DVG, AFN, CNPC, CMN, ANPC,

FENCAÇA, CPM, 2010

Edital N.º 1 – tuberculose em caça maior, DGV, 2011

Plano de controlo e erradicação de tuberculose em caça maior, DGV, 2011

Importância do controlo da TB em caça maior em Portugal - enquadramento actual,

Madalena Vieira Pinto, UTAD - Lisboa, 2010

Tuberculosis bovina en ungulados salvajes en España – Relación con los animales

domésticos – Técnicas de diagnóstico y limitaciones, Lucas Domínguez, VISAVET - Faro,

2009

O papel da Fauna selvagem na transmissão de tuberculose bovina: primeiras evidências

em Portugal, Ana Botelho e outros, LNIV e Universidade de Évora, 2008

Spoligotype of Mycobacterium bovis and Mycobacterium caprae animal isolates, E. L.

Duarte e outros, LNIV e Universidade de Évora, 2008

Controlo oficial da tuberculose em caça – Plano de acção nas regiões de risco em Portugal,

António Pina Fonseca, DGV, 2011

Jornadas de debate sobre la erradicación de la tuberculosis bovina en España, Santander,

Espanha, 2010

Gestão das Populações Cinegéticas e dos seus Habitats”, Edição da Federação de Caça e

Pesca da Beira Litoral (FCPBL) - Prof. Dr. Carlos Fonseca, docente e investigador do

Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro

Javali que futuro? - Filipe Pedroso de Lima Domingos, 2007

Portal da DGV: http://www.dgv.min-agricultura.pt

(65)

Obrigado

Referências

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