1: Introdução 1
Arquitetura de Redes
Prof. Felipe Soares
Faculdades ASPER
Redes de Computadores
Antes de qualquer coisa!
Por que estudar REDES?
Qual a motivação?
Onde vamos aplicar este conhecimento?
Como seria os processos de comunicação na
sociedade hoje sem as redes de dados?
Onde vamos parar?
Até onde a tecnologia vai nos levar?
• Banda larga infinita, home network, cidades
inteligentes, computação em nuvem, redes humanas...
1: Introdução 3
Vamos assistir!
Primeiro vídeo –
Welcome to the Human
Network
Segundo vídeo –
Caso de Sucesso: Cidade
de Tiradentes
1: Introdução 5
Parte I: Introdução
Objetivo do capítulo:
entender o contexto,
visão geral das redes de computadores maior profundidade, detalhes posteriormente no curso Resumo: o que é a Internet o que é um protocolo? a borda da rede o núcleo da rede
rede de acesso e meio físico estrutura da Internet/ISPs desempenho: perda, atraso camadas de protocolos, modelos de serviço história
Roteiro do Capítulo 1
1.1 O Que
é
a Internet?
1.2 A Borda da Rede
1.3 O Núcleo da Rede
1.4 Rede de acesso e meios físicos
1.5 Estrutura da Internet e ISPs
1.6 Atraso e perda em redes comutadas por
pacotes
1.7 Camadas de protocolos, modelos de
serviços
1: Introdução 7
O que é a Internet: visão dos componentes
milhões de dispositivos de
computação conectados:
hosts = sistemas finais
rodando aplicações de rede enlaces (canais) de
comunicação
fibra, cobre, rádio, satélite Taxa de transmissão = largura
de banda (bandwidth)
roteadores:encaminham
pacotes (pedaços) de dados através da rede ISP local Rede da empresa ISP regional roteador workstation servidor móvel 1: Introdução 8
Aparelhos da internet
interessantes
O menor servidor Web do mundo
http://www-ccs.cs.umass.edu/~shri/iPic.html Porta retratos IP
http://www.ceiva.com/
Tostadeira habilitada para a Web + Previsão do tempo
Home Network
1: Introdução 9
Isso já é realidade!!
O que é a Internet: visão dos protocolos
protocolos: controla o envio
e recepção de mensagens
ex., TCP, IP, HTTP, FTP, PPP
Internet: “rede de redes”
livremente hierárquica Internet pública versus
intranet privada
Padrões Internet
RFC: Request for comments IETF: Internet Engineering
Task Force ISP local Rede da empresa ISP regional roteador workstation servidor móvel
1: Introdução 11
O que é a Internet: visão dos serviços
a infra-estrutura de comunicaçãopermite o uso de aplicações distribuídas: WWW, email, jogos, comércio eletrônico, compartilhamento de arquivos (MP3) serviços de comunicação disponibilizados:
sem conexões não confiável orientado a conexões e
confiável
1: Introdução 12
Surgimento da Internet
ARPA (Department of Defense’s
Advanced Reserch Projects Agency)
Criação de uma Rede Experimental (início
década de 60): ARPANET
O objetivo original da ARPANET era permitir
aos fornecedores do governo compartilhar caros e também escassos recursos
computacionais.
A ARPANET permitia que os Laboratórios de
Pesquisa dos EUA (Universidades: California, UTAH, Salt Lake City, Stanford Research Institute) trocassem informações entre si.
1: Introdução 13
O que é um protocolo?
protocolos humanos:
“que horas são?” “tenho uma dúvida” apresentações
… msgs específicas são enviadas
… ações específicas são realizadas quando as msgs são recebidas, ou acontecem outros eventos Protocolos de rede: máquinas ao invés de pessoas todas as atividades de comunicação na Internet são governadas por protocolos
protocolos definem o formato, ordem das msgs enviadas e recebidas pelas entidades da rede, e ações tomadas quando da transmissão ou recepção de
msgs
O que é um protocolo?
um protocolo humano e um protocolo de rede:
Oi Oi Que horas são? 2:00 TCP connection req. TCP connection reply. Get http://gaia.cs.umass.edu/index.htm <arquivo> tempo
1: Introdução 15
Roteiro do Capítulo 1
1.1 O Que
é
a Internet?
1.2 A Borda da Rede
1.3 O Núcleo da Rede
1.4 Rede de acesso e meios físicos
1.5 Estrutura da Internet e ISPs
1.6 Atraso e perda em redes comutadas por
pacotes
1.7 Camadas de protocolos, modelos de
serviços
1.8 História
1: Introdução 16
Uma olhada mais de perto na
estrutura da rede:
Borda da rede:
aplicações e
hospedeiros (
hosts
)
núcleo da rede:
roteadores rede de redes redes de acesso,
meio físico:
enlaces
de comunicação
1: Introdução 17
A borda da rede:
Sistemas finais (hosts):
rodam programas de aplicação ex., WWW, email
na “borda da rede”
modelo cliente/servidor
o host cliente faz os pedidos,
são atendidos pelos servidores
ex., cliente WWW (browser)/
servidor; cliente/servidor de email
modelo peer-peer:
uso mínimo (ou nenhum) de
servidores dedicados
ex.: Emule
Borda da rede: serviço orientado a
conexões
Objetivo:
transferência de dados entre sistemas finais. handshaking:
inicialização (prepara para) a transf. de dados
inicializa o “estado” em
dois hosts que desejam se comunicar TCP - Transmission Control Protocol serviço orientado a conexão da Internet
serviço TCP [RFC 793]
transferência de dados através de um fluxo de bytes ordenados e confiável perda: reconhecimentos e
retransmissões
controle de fluxo :
se baseia no tráfego ponto a
ponto. Sua tarefa é garantir que um transmissor rápido não sature um receptor lento
controle de
congestionamento :
1. Enviar tais informações para
dispositivos para que sejam tomadas providências
1: Introdução 19
Borda da rede: serviço sem conexão
Objetivo:
transferência de dados entre sistemas finais mesmo que antes!
UDP- User Datagram
Protocol [RFC 768]:
serviço sem conexão transferência de dados
não confiável
não controla o fluxo nem congestionamento
Aplicações que usam
TCP:
HTTP (WWW), FTP
(transferência de arquivo), Telnet (login remoto), SMTP (email)
Aplicações que usam
UDP:
streaming media, teleconferência, telefonia Internet 1: Introdução 20Roteiro do Capítulo 1
1.1 O Que
é
a Internet?
1.2 A Borda da Rede
1.3 O Núcleo da Rede
1.4 Rede de acesso e meios físicos
1.5 Estrutura da Internet e ISPs
1.6 Atraso e perda em redes comutadas por
pacotes
1.7 Camadas de protocolos, modelos de
serviços
1: Introdução 21
O Núcleo da Rede
Malha de roteadores
interconectados
a pergunta fundamental:
como os dados são transferidos através da rede?
comutação de circuitos:circuito dedicado por chamada: rede telefônica
comutação de pacotes:
os dados são enviados através da rede em pedaços discretos.
Núcleo da Rede: Comutação de
Circuitos
Recursos fim a fim são
reservados para a
chamada.
recursos dedicados: sem
compartilhamento
desempenho do circuito
(garantido)
necessita estabelecimento
1: Introdução 23
Núcleo da Rede: Comutação de
Circuitos
recursos da rede (ex.,
banda) são divididos em “pedaços”
pedaços alocados às
chamadas
o pedaço do recurso
fica ociosose não for usado pelo seu dono (não há
compartilhamento)
como é feita a divisão
da banda de um canal em “pedaços” (multiplexação) divisão de freqüência divisão de tempo 1: Introdução 24
Comutação de Circuitos: FDM e TDM
FDM freqüência tempo TDM freqüência tempo 4 usuários Exemplo:1: Introdução 25
Núcleo da Rede: Comutação de
Pacotes
Cada fluxo de dados fim a fim é dividido em pacotes
pacotes dos usuários A, B
compartilham os recursos da rede
cada pacote usa toda a
banda do canal
recursos são usados
quando necessário,
Disputa por recursos:
a demanda total pelos
recursos pode superar a quantidade disponível
congestionamento:
pacotes são enfileirados, esperam para usar o enlace
armazena e retransmite:
pacotes se deslocam uma etapa por vez
transmite num enlace espera a vez no
próximo
Divisão da banda em “pedaços” Alocação dedicada Reserva de recursos
Comutação de Pacotes: Multiplexação
Estatística
A seqüência de pacotes A & B não possuem um padrão constante multiplexação estatística
Em TDM cada host utiliza o mesmo slot em cada um dos quadros TDM. A B C Ethernet 10 Mbps 2 Mbps 34 Mbps D E multiplexação estatística fila de pacotes esperando pelo enlace de saída
1: Introdução 27
Comutação de pacotes versus comutação
de circuitos
Ótima para compartilhamento dos recursos
não necessita estabelecimento de conexão
Congestionamento excessivo:atraso e perda de
pacotes
necessita de protocolos para transferência
confiável de dados, controle de congestionamento
P: Como fornecer um comportamento do tipo
circuito?
São necessárias garantias de banda para
aplicações de áudio e vídeo
A comutação de pacotes ganha?
Comutação de pacotes versus
comutação de circuitos
Os defensores da
comutação por
pacotes sempre
argumentam que a
comutação por
circuito é
ineficiente pois
reserva o circuito
mesmo durante os
tempos de silêncio.
1: Introdução 281: Introdução 29
Redes comutadas por pacotes:
encaminhamento
(forwarding)
Objetivo: mover pacotes entre roteadores da
origem até o destino
serão estudados diversos algoritmos de escolha de
caminhos (Roteamento)
Existem duas formas: redes datagramas e circuitos
virtuais, a diferença básica esta na forma como os pacotes
são roteados em direção ao destino.
redes datagrama:
o endereço do destinodetermina próxima etapa rotas podem mudar durante a sessão
analogia: dirigir, pedindo informações, onde cada
entroncamento poderia ter varias rotas.
Analogia: serviços postais.
Cada pacote atravessa rede contendo um cabeçalho com
endereço do nó de destino, que como o endereço postal tem um padrão.
Redes comutadas por pacotes:
encaminhamento
(forwarding)
redes de circuitos virtuais:
caminho fixo determinado no estabelecimento da chamada,
permanece fixo durante a chamada
os roteadores mantêm estados para cada chamada
Diferença entre circuito virtuais e computação por
circuito:
Os enlaces individuais não ficam reservados durante a
comunicação, podendo durante a transmissão serem compartilhados com outras transmissões.
1: Introdução 31
Circuitos Virtuais
1: Introdução 32
Taxonomia (Classificação ) de Redes
Redes de Telecomunicações Redes comutadas por circuitos (Sistema Telefônico) FDM TDM Redes comutadas por pacotes (Redes de Computadores) Redes
com CVs datagramaRedes •A Internet provê tanto serviços orientados a conexão (TCP) quanto não-orientados a conexão (UDP) para as aplicações.
1: Introdução 33
Roteiro do Capítulo 1
1.1 O Que
é
a Internet?
1.2 A Borda da Rede
1.3 O Núcleo da Rede
1.4 Rede de acesso e meios físicos
1.5 Estrutura da Internet e ISPs
1.6 Atraso e perda em redes comutadas por
pacotes
1.7 Camadas de protocolos, modelos de
serviços
1.8 História
Redes de acesso e meios físicos
P: Como conectar os sistemasfinais aos roteadores de borda?
redes de acesso residencial redes de acesso
institucional (escola, empresa)
1: Introdução 35
Acesso residencial: acesso
ponto a ponto
Discado (Dialup) via modem acesso direto ao roteador
de até 56Kbps (teoricamente)
Não dá para surfar e
telefonar ao mesmo tempo!
ADSL:asymmetric
digital subscriber line Serviço Velox da
Telemar
1: Introdução 36
Acesso residencial: cable modems
HFC: hybrid fiber coax
redede cabos e fibra conectam as residências ao
roteador do ISP
implantação: disponível através de empresas de TV
1: Introdução 37
Arquitetura de redes a cabo: Visão Geral
cable headend
Rede de distribuição (simplificada)
casa
Classificação de Redes de Computadores
As redes de computadores podem ser
classificadas em função da sua abrangência
geográfica.
Temos:
Redes Locais (LAN)
Redes Metropolitanas (MAN)
1: Introdução 39
Acesso institucional: rede local
rede local (LAN -Local Area
Network) da empresa/univ. conecta sistemas finais ao roteador de borda
Ethernet:
cabos compartilhados ou
dedicados conectam o sistema final ao roteador
10 Mbs, 100Mbps, Gigabit
Ethernet
1: Introdução 40
Redes de acesso sem fio
(wireless)
rede de acesso compartilhado
sem fioconecta o sistema final ao roteador
Via estação base = “ponto de
acesso”
LANs sem fio:
ondas de rádio substituem os
fios 802.11b (WiFi): 54 Mbps estação base hosts móveis roteador
1: Introdução 41
Redes domésticas
Componentes típicos da rede doméstica:
ADSL ou cable modem roteador
Ethernet
Ponto de acesso wireless
Ponto de acesso wireless Laptops wireless roteador/ firewall cable modem do/para cable headend Ethernet (comutado)
Hosts
1: Introdução 43
Metropolitan Area Network
Podemos considerar uma MAN como uma rede cuja
abrangência compreenda uma área metropolitana.
Exemplo: Uma empresa onde o escritório central e
filiais estão geograficamente distantes, porém dentro de uma mesma cidade
1: Introdução 44
Metropolitan Area Network
1: Introdução 45
Wide Area Network
Podemos considerar uma WAN
quando interconectamos MANs (por meio de equipamentos de comunicação de
dados) em uma área de grande abrangência.
Exemplo: Pode-se considerar a Internet uma WAN de abrangência global
1: Introdução 47
Personal Area Network (PAN)
Considera-se uma PAN como uma rede de computadores
usada para comunicação entre dispositivo
“computadorizados”pessoais (tais como PDAs, Celulares, etc), incluindo a conexão destes dispositivos com a Internet.
O alcance de uma PAN é tipicamente de alguns metros. O meio de interconexão de uma PAN pode ser:
Por meio de cabos (usando conexões
USB, FireWire, entre outras)
Por meio de tecnologias “sem fio” ( por exemplo:
Infravermelho, Bluetooth, entre outras
1: Introdução 48
Personal Area Network (PAN)
1: Introdução 49
Human Area Network - HAN
HAN é um conceito de rede humana onde
se usa a superfície do corpo humano
como um meio de transmissão de alta
velocidade. Por exemplo:
O caminho de transmissão se estabelece assim
que alguma parte do corpo humano entra em contato com um transceiver (receptor)
1: Introdução 51
Meios Físicos
Bit: Propaga-se entre o
transmissor e o receptor
enlace físico: o que
está entre o transmissor e o receptor
meios guiados:
os sinais se propagam
em meios sólidos: cobre, fibra
meios não guiados:
os sinais se propagam
livremente, ex. rádio
Par Trançado (TP -Twisted Pair)
dois fios de cobre
isolados Categoria 3: fios tradicionais de telefonia, 10 Mbps Ethernet Categoria 5: 100Mbps Ethernet 1: Introdução 52
Meios físicos: com fio
Cabo coaxial:
fio (transporta o sinal)
dentro de outro fio (blindagem)
banda básica (baseband):
canal único no cabo
banda larga (broadband):
múltiplos canais num cabo
bidirecional
uso comum em Ethernet
10Mbps
Cabo de fibra óptica:
fibra de vidro transporta
pulsos de luz
opera em alta velocidade:
transmissão ponto a ponto
de alta velocidade (ex., 10 Gbps)
baixa taxa de erros:
repetidores mais
afastados; imune a ruído eletromagnético
1: Introdução 53
Meios físicos: com fio
Meios físicos: sem fio
sinal transportado em
ondas eletromagnéticas
não há “fio” físico bidirecional
efeitos do ambiente de
propagação:
reflexão
obstrução por objetos interferência
Tipos de enlaces de rádio:
LAN(ex., Wifi)
2Mbps, 11Mbps, 54Mbps, 155
Mbps
longa distância(ex., celular)
ex. 3G
1: Introdução 55
Meios físicos: sem fio
1: Introdução 56
Meios físicos: sem fio
1: Introdução 57
Roteiro do Capítulo 1
1.1 O Que
é
a Internet?
1.2 A Borda da Rede
1.3 O Núcleo da Rede
1.4 Rede de acesso e meios físicos
1.5 Estrutura da Internet e ISPs
1.6 Atraso e perda em redes comutadas por
pacotes
1.7 Camadas de protocolos, modelos de
serviços
1.8 História
No centro: ISPs “tier-1” (ex., UUNet, BBN/Genuity,
Sprint, AT&T), cobertura nacional/internacional
Tier 1 ISP Tier 1 ISP Tier 1 ISP Provedores Tier-1se interligam (peer) de forma privada NAP Provedores Tier-1 também se interligam em pontos de acesso de rede (NAPs) públicos
Estrutura da Internet: rede de redes
ISP de Nível 1: Sprint
1b: Introdução 59 … de/para usuários peering de/para backbone … . … … … POP: ponto-de-presençaISP de Nível 1: UUNET
ISP de Nível 1: AT&T
1: Introdução 61
1: Introdução 63
“Tier-2” ISPs: ISPs menores (freqüentemente
regionais)
Conexão a um ou mais ISPs tier-1, possivelmente a outros ISPs
tier-2 Tier 1 ISP Tier 1 ISP Tier 1 ISP NAP Tier-2 ISP Tier-2 ISP
Tier-2 ISP Tier-2 ISP
Tier-2 ISP Tier-2 ISP paga
ao tier-1 ISP pela conectividade ao resto da Internet tier-2 ISP é cliente do provedor tier-1 Tier-2 ISPs também se interligam privadamente e também ao NAP
Estrutura da Internet: rede de redes
1: Introdução 64
Provedor de
Backbone
Nacional
ex. Embratel
Provedor de
Backbone
Nacional
1: Introdução 65
1: Introdução 67
“Tier-3” ISPs e ISPs locais
rede de última milha (“acesso”) (próximo aos sistemas finais)
Tier 1 ISP Tier 1 ISP Tier 1 ISP NAP Tier-2 ISP Tier-2 ISP
Tier-2 ISP Tier-2 ISP
Tier-2 ISP local
ISP local
ISP localISP
local ISP local ISP Tier 3 ISP local
ISP localISP
local ISP ISPs locais e tier- 3 são clientesde ISPs superiores conectando-os ao resto da Internet
Estrutura da Internet: rede de redes
1: Introdução 68
um pacote passa através de diversas redes!
Tier 1 ISP Tier 1 ISP Tier 1 ISP NAP Tier-2 ISP Tier-2 ISP
Tier-2 ISP Tier-2 ISP
Tier-2 ISP local
ISP local
ISP localISP
local ISP local ISP Tier 3 ISP local
ISP localISP
local ISP
1: Introdução 69
Provedor de Backbone Local
“Tier-3” ISPs e ISPs locais
Ex. GVT, OI, NET, Provedores de Rádio
Roteiro do Capítulo 1
1.1 O Que
é
a Internet?
1.2 A Borda da Rede
1.3 O Núcleo da Rede
1.4 Rede de acesso e meios físicos
1.5 Estrutura da Internet e ISPs
1.6 Atraso e perda em redes comutadas por
pacotes
1.7 Camadas de protocolos, modelos de
serviços
1: Introdução 71
Como ocorrem as perdas e atrasos?
pacotes enfileiram nos buffers do roteador
taxa de chegada de pacotes ao enlace excede a
capacidade do link de saída.
pacotes enfileram, esperam pela vez
A B
pacote em transmissão (atraso)
enfileiramento de pacotes (atraso)
bufferslivres (disponíveis): pacotes que chegam são descartados (perda) se não houver bufferslivres
1: Introdução 72
Principais fontes de atraso dos
pacotes
1. processamento no nó: verificação de bits errados identificação do enlace de saída 2. enfileiramento tempo de espera no enlace de
saída até a transmissão
depende do nível de congestionamento do roteador A B propagação transmissão processamento no nó enfileiramento
1: Introdução 73
Atraso em redes comutadas por
pacotes
3. Atraso de transmissão: R=largura de banda do enlace (bps) L=compr. do pacote (bits) tempo para enviar os
bits no enlace = L/R A B propagação transmissão processamento no nó enfileiramento
Atrasos e rotas “reais” da
Internet
Como são os atrasos e as perdas reais da
Internet?
Programa Traceroute : fornece medições de
atraso da fonte até os diversos roteadores ao longo do caminho fim-a-fim até o destino.
Para cada i:
Envia n pacotes, que alcançarão o roteador i no caminho
até o destino.
O roteador i devolverá os pacotes ao transmissor O transmissor calcula o intervalo de tempo decorrido
1: Introdução 75
Atrasos e rotas “reais”
1 cs-gw (128.119.240.254) 1 ms 1 ms 2 ms 2 border1-rt-fa5-1-0.gw.umass.edu (128.119.3.145) 1 ms 1 ms 2 ms 3 cht-vbns.gw.umass.edu (128.119.3.130) 6 ms 5 ms 5 ms 4 jn1-at1-0-0-19.wor.vbns.net (204.147.132.129) 16 ms 11 ms 13 ms 5 jn1-so7-0-0-0.wae.vbns.net (204.147.136.136) 21 ms 18 ms 18 ms 6 abilene-vbns.abilene.ucaid.edu (198.32.11.9) 22 ms 18 ms 22 ms 7 nycm-wash.abilene.ucaid.edu (198.32.8.46) 22 ms 22 ms 22 ms 8 62.40.103.253 (62.40.103.253) 104 ms 109 ms 106 ms 9 de2-1.de1.de.geant.net (62.40.96.129) 109 ms 102 ms 104 ms 10 de.fr1.fr.geant.net (62.40.96.50) 113 ms 121 ms 114 ms 11 renater-gw.fr1.fr.geant.net (62.40.103.54) 112 ms 114 ms 112 ms 12 nio-n2.cssi.renater.fr (193.51.206.13) 111 ms 114 ms 116 ms 13 nice.cssi.renater.fr (195.220.98.102) 123 ms 125 ms 124 ms 14 r3t2-nice.cssi.renater.fr (195.220.98.110) 126 ms 126 ms 124 ms 15 eurecom-valbonne.r3t2.ft.net (193.48.50.54) 135 ms 128 ms 133 ms 16 194.214.211.25 (194.214.211.25) 126 ms 128 ms 126 ms 17 * * * 18 * * * 19 fantasia.eurecom.fr (193.55.113.142) 132 ms 128 ms 136 ms
traceroute:atrasos de ida e volta no caminho da origem até o destino 1: Introdução 76
Traceroute (www.traceroute.org)
1 thing-i.sdsc.edu (198.202.76.40) 0.415 ms 1.364 ms 0.478 ms 2 thunder.sdsc.edu (198.202.75.5) 1.027 ms 1.959 ms 0.845 ms 3 piranha.sdsc.edu (132.249.30.8) 1.392 ms 0.971 ms 1.256 ms 4 sdg-hpr--sdsc-sdsc2-ge.cenic.net (137.164.27.53) 1.107 ms 0.833 ms 1.646 ms 5 lax-hpr1--sdg-hpr1-10ge-l3.cenic.net (137.164.25.4) 12.299 ms 5.222 ms 4.129 ms 6 abilene-LA--hpr-lax-gsr1-10ge.cenic.net (137.164.25.3) 52.650 ms 5.328 ms 5.327 ms 7 snvang-losang.abilene.ucaid.edu (198.32.8.95) 13.085 ms 12.992 ms 13.272 ms 8 dnvrng-snvang.abilene.ucaid.edu (198.32.8.2) 42.376 ms 43.627 ms 36.447 ms 9 kscyng-dnvrng.abilene.ucaid.edu (198.32.8.14) 47.407 ms * 60.791 ms 10 iplsng-kscyng.abilene.ucaid.edu (198.32.8.80) 301.250 ms 298.888 ms * 11 chinng-iplsng.abilene.ucaid.edu (198.32.8.76) 61.772 ms 60.848 ms 71.536 ms 12 abilene.nl1.nl.geant.net (62.40.103.165) 161.640 ms 161.587 ms 161.617 ms 13 nl.de1.de.geant.net (62.40.96.101) 167.426 ms 167.697 ms 167.412 ms 14 de1-1.de2.de.geant.net (62.40.96.130) 167.437 ms 167.747 ms 167.421 ms 15 de.it1.it.geant.net (62.40.96.62) 176.583 ms 177.143 ms 176.567 ms 16 it.es1.es.geant.net (62.40.96.185) 198.889 ms 198.929 ms 198.888 ms 17 clara-br-gw.es1.es.geant.net (62.40.105.14) 398.838 ms 398.819 ms 398.783 ms 18 200.0.204.194 (200.0.204.194) 399.577 ms 399.352 ms 399.363 ms 19 rj-pos2-0.bb3.rnp.br (200.143.253.102) 405.552 ms 405.193 ms 405.176 ms 20 rj7507-fastethernet6-1.bb3.rnp.br (200.143.254.93) 406.627 ms 405.902 ms 405.965 ms 21 ba-serial4-1-0.bb3.rnp.br (200.143.253.90) 436.836 ms 437.363 ms 437.128 ms 22 200.128.6.147 (200.128.6.147) 437.582 ms 438.540 ms 440.072 ms 23 200.128.80.130 (200.128.80.130) 440.742 ms 439.366 ms 438.056 ms1: Introdução 77
Traceroute (www.traceroute.org)
1 thing-i.sdsc.edu (198.202.76.40) 0.441 ms 1.275 ms 1.295 ms 2 thunder.sdsc.edu (198.202.75.5) 1.656 ms 1.941 ms 1.955 ms 3 piranha.sdsc.edu (132.249.30.8) 1.027 ms 1.931 ms 9.723 ms 4 inet-lax-isp--sdsc-sdsc2-ge.cenic.net (137.164.24.205) 4.849 ms 9.652 ms 3.988 ms 5 64.156.191.9 (64.156.191.9) 5.430 ms 4.533 ms 4.683 ms 6 oc48.LosAngeles1.Level3.net (4.68.127.134) 4.862 ms oc48.LosAngeles1.Level3.net (4.68.127.138) 5.680 ms att-level3-oc48.LosAngeles1.Level3.net (4.68.127.134) 5.242 ms 7 tbr1-p014001.la2ca.ip.att.net (12.123.29.2) 6.042 ms 5.723 ms 6.641 ms 8 tbr1-cl2.dlstx.ip.att.net (12.122.10.49) 40.245 ms 38.811 ms 39.966 ms 9 tbr2-cl1.attga.ip.att.net (12.122.2.90) 57.603 ms 56.266 ms 55.908 ms 10 tbr1-p012501.attga.ip.att.net (12.122.9.157) 56.429 ms 56.023 ms 55.684 ms 11 gbr4-p10.ormfl.ip.att.net (12.122.12.122) 64.324 ms 63.756 ms 64.373 ms 12 gar1-p360.miufl.ip.att.net (12.123.200.237) 71.912 ms 71.795 ms 71.749 ms 13 12.118.175.78 (12.118.175.78) 73.160 ms 74.312 ms 73.686 ms 14 200.223.131.193 (200.223.131.193) 185.843 ms 186.183 ms 185.561 ms 15 200.223.131.213 (200.223.131.213) 184.640 ms 186.209 ms 184.655 ms 16 200.223.254.154 (200.223.254.154) 201.814 ms 203.325 ms 203.368 ms 17 PO2-0.BDEA-BA-ROTN-01.telemar.net.br (200.223.131.57) 203.069 ms 202.266 ms 203.498 ms 18 PO5-0.BDEA-BA-ROTD-02.telemar.net.br (200.223.131.62) 212.575 ms 204.653 ms 203.047 ms 19 Po2.BDEA-BA-ROTD-01.telemar.net.br (200.164.60.2) 202.571 ms 203.086 ms 203.347 ms 20 200.223.254.34 (200.223.254.34) 203.084 ms 204.007 ms 202.899 ms 21 200.223.64.90 (200.223.64.90) 205.225 ms 206.013 ms 212.787 ms 22 200.223.74.249 (200.223.74.249) 204.567 ms 204.883 ms 204.545 ms 23 * * *Perda de pacotes
fila (buffer) anterior a um canal possui
capacidade finita
quando um pacote chega numa fila cheia, o
pacote é descartado (perdido)
o pacote perdido pode ser retransmitido
pelo nó anterior, pelo sistema origem, ou
não ser retransmitido
1: Introdução 79
Roteiro do Capítulo 1
1.1 O Que
é
a Internet?
1.2 A Borda da Rede
1.3 O Núcleo da Rede
1.4 Rede de acesso e meios físicos
1.5 Estrutura da Internet e ISPs
1.6 Atraso e perda em redes comutadas por
pacotes
1.7 Camadas de protocolos, modelos de
serviços
1.8 História
1: Introdução 80
“Camadas” de Protocolos
As redes são complexas!
muitos “pedaços”: hosts roteadores enlaces de diversos meios aplicações protocolos hardware, software
Pergunta:
Há alguma esperança em conseguirmos organizar a estrutura da rede?1: Introdução 81
Organização de uma viagem aérea
uma série de etapas
bilhete (compra) bagagem (check in) portão (embarque) subida roteamento do avião bilhete (reclamação) bagagem (recup.) portão (desembarque) aterrissagem roteamento do avião roteamento do avião
Funcionalidade de uma empresa aérea em
camadas
Camadas: cada camada implementa um serviço
através de ações internas à camada
depende dos serviços providos pela camada
inferior bilhete (compra) bagagem (desp.) portão (embarque) pista (subida) roteamento avião Aeroporto de partida Aeroporto de chegada centros de controle de tráfego
aéreo intermediários
roteam. avião roteam. avião
bilhete (reclam.) bagagem (recup.) portão (desembq) pista (aterriss.) roteamento avião bilhete bagagem portão Subida/aterris. Roteam.avião
1: Introdução 83
Por que dividir em camadas?
Lidar com sistemas complexos:
estrutura explícita permite a identificação e
relacionamento entre as partes do sistema complexo
modelo de referênciaem camadas para discussão
modularização facilita a manutenção e atualização do
sistema
mudança na implementação do serviço da camada é
transparente para o resto do sistema
ex., mudança no procedimento no portão não afeta
o resto do sistema
1: Introdução 84
Pilha de protocolos Internet
aplicação:dá suporte a aplicações de rede FTP, SMTP, HTTP
transporte:transferência de dados
host-a-host
TCP, UDP
rede:roteamento de datagramas da origem
até o destino
IP, protocolos de roteamento
enlace:transferência de dados entre
elementos de rede vizinhos
Ethernet, Frame Relay, PPP, HDLC, etc. física:bits “no fio”
aplicação transporte
rede enlace
1: Introdução 85
Camadas: comunicação lógica
aplicação transporte rede enlace física aplicação transporte rede enlace física aplicação transporte rede enlace física aplicação transporte rede enlace física rede enlace física Cada camada: distribuída as “entidades” implementam as funções das camadas em cada nó as entidades executam ações, trocam mensagens entre parceiras
Camadas: comunicação
lógica
aplicação transporte rede enlace física aplicação transporte rede enlace física aplicação transporte rede enlace física aplicação transporte rede enlace física rede enlace física dados dados Ex.: transporte recebe dados da aplicação adiciona endereço e verificação de erro para formar o “datagrama” envia o datagrama para a parceira espera que a parceira acuse o recebimento (ack) dados transporte transporte ack
1: Introdução 87
Camadas: comunicação física
aplicação transporte rede enlace física aplicação transporte rede enlace física aplicação transporte rede enlace física aplicação transporte rede enlace física rede enlace física dados dados 1: Introdução 88 mensagem segmento datagrama quadro origem aplicação transporte rede enlace física Ht Hn Hl M Ht Hn M Ht M M destino Ht Hn Hl M Ht Hn M Ht M M rede enlace física enlace física Ht Hn Hl M Ht Hn M Ht Hn Hl M Ht Hn M Ht Hn Hl M Hl HnHt M roteador switch
Encapsulamento
aplicação transporte rede enlace física1: Introdução 89
Roteiro do Capítulo 1
1.1 O Que
é
a Internet?
1.2 A Borda da Rede
1.3 O Núcleo da Rede
1.4 Rede de acesso e meios físicos
1.5 Estrutura da Internet e ISPs
1.6 Atraso e perda em redes comutadas por
pacotes
1.7 Camadas de protocolos, modelos de
serviços
1.8 História
História da Internet
1961:Kleinrock - teoria
das filas demonstra eficiência da comutação por pacotes 1964:Baran - comutação de pacotes em redes militares 1967:concepção da
ARPAnet pela ARPA (Advanced Research Projects Agency) 1969:entra em operação o primeiro nó da ARPAnet 1972: demonstração pública da ARPAnet NCP (Network Control Protocol) primeiro protocolo host-host primeiro programa de e-mail ARPAnet com 15 nós 1961-1972: Estréia da comutação de pacotes
1: Introdução 91 Princípios de interconexão de Cerf e Kahn: minimalismo, autonomia - não é necessária nenhuma mudança interna para interconectar redes
modelo de serviço best effort
roteadores sem estados controle
descentralizado
definem a arquitetura atual da Internet
História da Internet
1970:rede de satélite
ALOHAnet no Havaí
1973:Metcalfe propõe a
Ethernet em sua tese de doutorado
1974:Cerf e Kahn
-arquitetura para a interconexão de redes
fim dos anos 70:arquiteturas
proprietárias: DECnet, SNA, XNA
fim dos anos 70:comutação de
pacotes de comprimento fixo (precursor do ATM)
1979:ARPAnet com 200 nós
1972-1980: Interconexão de redes novas e proprietárias 1: Introdução 92
História da Internet
1983:implantação do TCP/IP 1982:definição doprotocolo SMTP para e-mail
1983:definição do DNS
para tradução de nome para endereço IP
1985:definição do
protocolo FTP
1988:controle de
congestionamento do TCP
novas redes nacionais:
Csnet, BITnet, NSFnet, Minitel
100.000 hosts conectados
numa confederação de redes
1: Introdução 93
História da Internet
início dos anos 90: ARPAnet
desativada
1991: NSF remove restrições
ao uso comercial da NSFnet (desativada em 1995)
início dos anos 90 :Web hypertexto [Bush 1945, Nelson 1960’s] HTML, HTTP: Berners-Lee 1994: Mosaic, posteriormente Netscape
fim dos anos 90:
comercialização da Web
Final dos anos 90:
est. 50 milhões de
computadores na Internet
est. mais de 100 milhões de
usuários enlaces de backbone a 1 Gbps 1996:criação do projeto INTERNET2 novas aplicações: mensagens instantâneas, compartilhamento de arquivos P2P Anos 90: comercialização, a WWW
1: Introdução 95
Internet/BR
A Rede Nacional de Pesquisa (RNP) teve início em
1989.
Aberta para uso comercial em 1994 Posição absoluta(Network Wizards, 01/04):
Número de hosts: 3.163.349 8odo Mundo
3odas Américas (México em 15olugar com 1.333.406) 1oda América do Sul (Argentina em 22olugar com
742.358)
12,48 Milhões de Internautas domésticos ativos
(2/04)
1: Introdução 96
Introdução: Resumo
Foi coberta uma tonelada de material!
visão geral da Internet o que é um protocolo? borda da rede, núcleo, rede
de acesso
Comutação de pacotes vs.
Comutação de circuitos
estrutura da
Internet/ISPs
desempenho: perda, atraso modelos de camadas e de
serviços
história
Esperamos que agora você possua:
contexto, visão geral,
“sentimento” do que sejam redes maior profundidade, detalhes posteriormente no curso
1: Introdução 97
Referência
Kurose: Redes de Computadores e a Internet Adaptado do material de aula Prof. Gerson de