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Logistica-Importacao-e-Exportacao

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(1)

Gestão em Logística Empresarial

Logística de Importação e Exportação

Victor Pimenta de Almeida

(2)

Sumário

I VISÃO GERAL DO COMÉRCIO EXTERIOR ... 3

II INFRA-ESTRUTURA DO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO ... 7

III ALFÂNDEGA E ADUANA ... 19

IV TERRITÓRIO ADUANEIRO... 22

V BLOCOS ECONÔMICOS ... 26

VI ALADI – ASSOCIAÇÃO LATINO-AMERICANA DE INTEGRAÇÃO ... 39

VII GATT - “GENERAL AGREEMENT ON TARIFFS AND TRADE” - ACORDO GERAL SOBRE TARIFAS E COMÉRCIO... 47

VIII ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO - OMC... 54

IX CERTIFICADOS DE ORIGEM ... 58

X PROCEDIMENTO DE ALFANDEGAMENTO... 67

XI O CONTROLE ADUANEIRO SOBRE VEÍCULOS E MERCADORIAS ... 83

XII CLASSIFICAÇÃO FISCAL DAS MERCADORIAS: ASPECTOS LEGAIS E OPERACIONAIS ... 92

(3)

I

VISÃO GERAL DO COMÉRCIO EXTERIOR

1 Importância

Nenhuma nação no Mundo é auto-suficiente. O número de necessidades específicas é muito grande e os tipos de necessidades vão variar de país para país.

Às vezes, de um lado temos um determinado país possuidor de abundância de um determinado recurso e do outro lado, temos um segundo país que tem falta desse mesmo recurso. Aquele país que tem o recurso sobrando, utiliza o excedente para venda no comércio exterior e, com isso, supri a necessidade daquele que tem falta desse recurso.

Segundo Keedi (2002), muitos fatores podem ser mencionados como motivação para a efetivação do comércio exterior. Além das motivações lógicas, ainda existem as interesses políticos e comerciais, interesse no produto estrangeiro, dentre outros:

a) Materiais

As nações, sejam elas ricas ou pobres, se interagem para suprir suas necessidades ou dispor de parte de seus excessos, sejam de recursos naturais, tecnológicos, como também, de capital, trabalho, etc.;

b) Comerciais

As compras e as vendas de materiais figuram como parte de objetivos maiores de contatos e ações entre os países;

c) Políticos

Podem determinar o volume de negócios entre os países;

d) Melhoria da qualidade

Com a abertura ao comércio exterior há condições de se fazer uma avaliação da produção interna, utilizando a concorrência externa, a qual pode provocar mudanças na produção nacional;

(4)

e) Atividade econômica complementar

O aumento do inter-relacionamento entre as economias internacionais, faz com que um país funcione economicamente interligado a outro, principalmente nos casos de produtos mundiais;

f) Diluição de riscos

Mercados alternativos são uma forma de se manter o equilíbrio de uma empresa, resguardando-a de ocorrências e eventos negativos de um único mercado.

De um lado temos na exportação uma alternativa para a liberação complementar da produção, além das vendas no mercado interno, as quais poderão sofrer abalos, sejam eles ocasionados por situações econômicas e/ou políticas. Por outro lado, temos na importação uma alternativa contra possíveis problemas de fornecimento no mercado interno.

2 Comércio exterior X Comércio internacional

2.1 Comércio exterior

É a relação comercial de um país específico ou de um bloco econômico com os demais países e/ou blocos econômicos.

De acordo com Marinho e com Pires (2002), a relação comercial entre os países deve obedecer a normas e regras nacionais, que têm o objetivo de defender os interesses das respectivas populações, bem como procurar melhores oportunidades.

Como se refere à relação comercial de um país específico ou de um determinado bloco econômico, o termo “comércio exterior” deve ser seguido do nome do país e ou do bloco, cujas relações comerciais estão sendo analisadas 1.

(5)

Exemplo: “Comércio exterior do Brasil” - refere-se à relação comercial do Brasil com o resto do mundo.

2.2 Comércio internacional

É o conjunto de operações de intercâmbio de bens e serviços e/ou movimento de capitais entre os diversos países e/ou blocos econômicos, amparado em regulamentações internacionais 2.

Bibliografia

KEEDI, Samir. ABC do comércio exterior – abrindo as primeiras páginas. São Paulo : Aduaneiras, 2002.

MALUF, Sâmia Nagib. Administrando o comércio exterior do Brasil. São Paulo : Aduaneiras, 2000.

MARINHO, Mônica R. M. e PIRES, Jovelino de Gomes. Comércio exterior – teoria x prática no Brasil. São Paulo : Aduaneiras, 2002.

(6)

Exercícios

1. Muitos fatores podem ser mencionados como motivação do comércio exterior de um país. Quais fatores foram mencionados em sala de aula? Explique cada um deles.

(7)

II

INFRA-ESTRUTURA DO COMÉRCIO EXTERIOR

BRASILEIRO

1 Instituições intervenientes no comércio exterior no Brasil

A “Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro” é o conjunto de órgãos que interferem direta ou indiretamente na operacionalização do comércio exterior brasileiro. Estes órgãos têm duas áreas de atuação:

a) interesses brasileiros no exterior e;

b) gerenciamento e regulamentação de comércio exterior.

Existem vários órgãos que atuam na estrutura do Comércio Exterior do Brasil e, estão divididos nas seguintes categorias:

 Órgãos Gestores;

 Órgãos Anuentes;

1.1 Órgãos Gestores

São órgãos que efetuam o controle e garantem a operacionalização do comércio exterior brasileiro, com base nas disposições das normas existentes.

I. Secretaria da Receita Federal

Subordinada ao Ministério da Fazenda, a Secretaria da Receita Federal, no âmbito do comércio exterior, fiscaliza as exportações e as importações de mercadorias e a correta utilização dos incentivos fiscais concedidos pela legislação em vigor, bem como arrecada os direitos aduaneiros incidentes sobre a entrada e a saída de mercadorias do País.

II. BACEN – Banco Central do Brasil

O BACEN também é subordinado ao Ministério da Fazenda e é responsável por cumprir e fazer cumprir as disposições que regulam o funcionamento do sistema e as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional, além de:

(8)

2) autorizar e fiscalizar as instituições financeiras a operar em câmbio;

3) atuar no mercado de câmbio, financeiro e comercial, visando manter a estabilidade relativa das taxas de câmbio e o equilíbrio no balanço de pagamentos;

4) manter em depósito as reservas oficiais em ouro, em moeda estrangeira e em Direitos Especiais de Saque (DES).

III. SECEX – Secretaria de Comércio Exterior

A SECEX é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, sendo responsável pela normatização, supervisionamento, orientação, planejamento, controle e avaliação das atividades comerciais do Brasil com outros países, observando a política de comércio exterior vigente, tendo como competências:

1) formular propostas de políticas e programas de comércio exterior e estabelecer normas necessárias à sua implementação; 2) propor medidas, no âmbito das políticas fiscal e cambial, de

financiamento, de recuperação de créditos à exportação, de seguro, de transportes e fretes e de promoção comercial;

3) propor diretrizes que articulem o emprego do instrumento aduaneiro com os objetivos gerais de política de comércio exterior, bem como propor alíquotas para o imposto de importação, e suas alterações;

4) participar das negociações em acordos ou convênios internacionais relacionados com o comércio exterior;

5) implementar os mecanismos de defesa comercial e;

6) apoiar o exportador submetido a investigações de defesa comercial no exterior.

A SECEX está estruturada pelos seguintes departamentos:

• Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX • Departamento de Negociações Internacionais - DEINT • Departamento de Defesa Comercial - DECOM

(9)

• Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior – DEPLA

a) Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX

O desafio de expandir as vendas externas brasileiras a patamares coerentes com o potencial do País norteia as principais iniciativas conduzidas pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior - DECEX. Assim, são empreendidos esforços para o aperfeiçoamento dos mecanismos de comércio exterior brasileiro e implementadas ações direcionadas à sua simplificação e adequação a ambiente de negócios cada vez mais competitivo.

Ao Departamento de Operações de Comércio Exterior compete:

1. Desenvolver, executar e acompanhar políticas e programas de operacionalização do comércio exterior e estabelecer normas e procedimentos necessários à sua implementação; 2. Implementar diretrizes setoriais de comércio exterior e

decisões provenientes de acordos internacionais e de legislação nacional referentes à comercialização de produtos;

3. Acompanhar, participar de atividades e implementar ações de comércio exterior relacionadas com acordos internacionais que envolvam comercialização de produtos ou setores específicos referentes à área de atuação do Departamento;

4. Coordenar, no âmbito do Ministério, ações sobre Acordo de Procedimentos de Licenciamentos das Importações junto a blocos econômicos e à Organização Mundial do Comércio (OMC), e participar de eventos nacionais e internacionais;

5. Desenvolver, executar, administrar e acompanhar mecanismos de operacionalização do comércio exterior e seus sistemas operacionais;

(10)

6. Analisar e deliberar sobre Licenças de Importação (LI), Registros de Exportação (RE), Registros de Vendas (RV), Registros de Operações de Crédito (RC) e Atos Concessórios de Drawback (AC), nas operações que envolvam regimes aduaneiros especiais e atípicos; arrendamento, leasing e aluguel; drawback, nas modalidades de isenção e suspensão; bens usados; similaridade e acordos de importação com a participação de empresas nacionais;

7. Administrar a aplicação do Acordo de Têxteis e Vestuário (ATV) da OMC;

8. Fiscalizar preços, pesos, medidas, classificação, qualidades e tipos, declarados nas operações de exportação e importação, diretamente ou em articulação com outros órgãos governamentais, respeitadas as competências das repartições aduaneiras;

9. Analisar pedidos de redução da alíquota do Imposto de Renda nas remessas financeiras ao exterior destinadas a pagamento de despesas vinculadas à promoção de produtos brasileiros realizada no exterior;

10. Opinar sobre normas para o Programa de Financiamento às Exportações (PROEX) pertinentes a aspectos comerciais;

11. Coordenar o desenvolvimento, a implementação e a administração de módulos operacionais do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX) no âmbito do Ministério, assim como coordenar a atuação dos demais órgãos anuentes de comércio exterior visando à harmonização e operacionalização de procedimentos de licenciamento de operações cursadas naquele ambiente; 12. Coordenar a atuação dos agentes externos autorizados a

processar operações de comércio exterior;

(11)

14. Manter e atualizar o Cadastro de Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), bem como examinar pedidos de inscrição, atualização e cancelamento de Registro de Empresas Comerciais Exportadoras constituídas nos termos de legislação específica;

15. Elaborar estudos , compreendendo:

• avaliações setoriais de comércio exterior e sua interdependência com o comércio interno;

• logística das operações de comércio exterior;

• criação e aperfeiçoamento de sistemas de padronização, classificação e fiscalização dos produtos exportáveis; • evolução de comercialização de produtos e mercados

estratégicos para o comércio exterior brasileiro com base em parâmetros de competitividade setorial e disponibilidades mundiais; e

• sugestões de aperfeiçoamentos de legislação de comércio exterior;

16. Examinar e apurar prática de fraudes no comércio exterior e propor a aplicação de penalidades;

17. Participar de reuniões em órgãos colegiados em assuntos técnicos setoriais de comércio exterior, e de eventos nacionais e internacionais relacionados ao comércio exterior brasileiro; e

18. Coordenar e implementar ações visando ao desenvolvimento do comércio exterior brasileiro em articulação com entidades representativas do setor produtivo nacional, entidades internacionais, estados, Distrito Federal e municípios e demais órgãos governamentais

(12)

b) Departamento de Negociações Internacionais - DEINT

Compete ao DEINT:

1. negociar e promover estudos e iniciativas internas destinadas ao apoio, informação e orientação da participação brasileira em negociações de comércio exterior;

2. desenvolver atividades de comércio exterior, junto a organismos e participar de acordos internacionais e;

3. coordenar, no âmbito interno, os trabalhos de preparação da participação brasileira nas negociações tarifárias em acordos internacionais e opinar sobre a extensão e retirada de concessões.

c) Departamento de Defesa Comercial - DECOM

Competências:

1. examinar a procedência e o mérito de petições de abertura de investigações de dumping, de subsídios e de salvaguardas, com vistas à defesa da produção doméstica; 2. propor a abertura e conduzir investigações para a 3. aplicação de medidas antidumping, compensatórias 4. e de salvaguardas;

5. recomendar a aplicação das medidas de defesa comercial, previstas nos correspondentes Acordos da Organização Mundial do Comércio - OMC;

6. acompanhar as discussões relativas às normas e à aplicação dos Acordos de defesa comercial junto à OMC; 7. participar em negociações internacionais relativas à defesa

comercial e;

8. acompanhar as investigações de defesa comercial, abertas por terceiros países contra exportações brasileiras e prestar assistência à defesa do exportador, em articulação com outros órgãos governamentais.

(13)

d) Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior – DEPLA

Competências:

1. propor e acompanhar a execução das políticas e dos programas de comércio exterior;

2. formular propostas de planejamento da ação governamental, em matéria de comércio exterior;

3. desenvolver estudos de mercados e produtos estratégicos para expansão das exportações brasileiras;

4. planejar e executar programas de capacitação em comércio exterior, dirigidos às pequenas e médias empresas;

5. planejar a execução e manutenção de Programas de Desenvolvimento da Cultura Exportadora;

6. acompanhar em fóruns e comitês internacionais,

7. os assuntos relacionados com o desenvolvimento do comércio internacional e do comércio eletrônico;

8. elaborar e editar o material técnico para orientação da atividade exportadora;

9. coletar, analisar, sistematizar e disseminar dados e informações estatísticas de comércio exterior;

10. planejar ações orientadas para a logística de comércio exterior;

11. desenvolver estudos relacionados com a utilização dos regimes aduaneiros especiais e atípicos;

12. propor diretrizes para a política de crédito e financiamento às exportações, especialmente do Programa de Financiamento às Exportações - PROEX;

13. desenvolver e acompanhar, em coordenação com os demais órgãos envolvidos, a política do Seguro de Crédito à Exportação - SCE;

14. acompanhar os assuntos do Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior – COMACE e;

(14)

15. prestar apoio técnico e administrativo ao Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação - CZPE;

1.2 Órgãos Anuentes

São os órgãos responsáveis pela emissão de pareceres técnicos, em função da especificidade dos produtos de exportação ou de importação, ou seja, são órgãos credenciados para auxiliar no controle comercial quando, pela natureza do produto ou pela finalidade da operação, for necessária uma análise especializada.

Dentre os órgãos anuentes podemos citar:

I. Banco do Brasil (por delegação da SECEX)

Emissão de certificados:

 Form “A” – documento preenchido pelo exportador, no qual o Banco do Brasil certifica a origem brasileira da mercadoria;

 Certificado de Origem – Têxteis para a União Européia – documento preenchido pelo exportador, no qual o Banco do Brasil certifica a origem brasileira do produto a ser exportado para países que impõem contingenciamento à importação de determinados produtos têxteis produzidos no Brasil.

II. Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX

Já visto anteriormente.

III. Conselho Nacional de Energia Nuclear – CNEN IV. Departamento Nacional de Combustíveis – DNC V. Departamento da Polícia Federal - DPF

VI. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA

(15)

VII. Ministério da Aeronáutica

VIII. Ministério da Agricultura e do Abastecimento IX. Ministério da Ciência e Tecnologia

X. Ministério do Exército XI. Ministério da Saúde

XII. Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República – SAE/PR

XIII. Secretaria de Produtos de Base – SPB

Além dos órgãos gestores e dos órgãos anuentes existem outros órgãos que atuam dentro da estrutura do comércio exterior do Brasil, como:

I. Câmara de Comércio Exterior

A Câmara de Comércio Exterior faz parte do Conselho de Governo e é integrada pelos seguintes Ministros:

a) Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (que a preside);

b) Ministro Chefe da Casa Civil; c) Ministro da Fazenda;

d) Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão; e) Ministro das Relações Exteriores; e

f) Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Cabe à CAMEX a formulação, a decisão e a coordenação de políticas e atividades relativas ao comércio exterior de bens e serviços, incluindo o turismo, bem como, servir de instrumento de diálogo e articulação junto ao setor produtivo, para que a política de comércio exterior reflita as necessidades dos agentes econômicos.

Os atos expedidos pela CAMEX devem levar em conta os compromissos internacionais firmados pelo País, em particular junto à Organização Mundial de Comércio - OMC, ao Mercado Comum do Sul - MERCOSUL e à Associação Latino-Americana de Integração - ALADI.

(16)

II. SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas III. Federações de Indústria e Comércio

IV. Embaixadas e consulados V. Câmaras de Comércio

VI. Ministério das Relações Exteriores

VII. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES

BASSI, Eduardo. Globalização de negócios – construindo estratégias competitivas. São Paulo : Cultura, 1997.

GOVERNO. http://www.bcb.gov.br

GOVERNO. http://www.mdic.gov.br

GRIECO, Francisco de Assis. O Brasil e a nova economia global. São Paulo : Aduaneiras, 2001.

MALUF, Sâmia N. Administrando o comércio exterior do Brasil. São Paulo : Aduaneiras, 2000.

KEEDI, Samir. ABC do comércio exterior – abrindo as primeiras páginas. São Paulo : Aduaneiras, 2002.

TEIXEIRA, Francisco M. P. e TOTINI, Maria E. História econômica e administrativa do Brasil. São Paulo : Ática, 1989.

(17)

Principais Órgãos da Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro Fonte: www.mdic.gov.br

CAMEX

Câmara de

Comex

SRF

BACEN

Ministério da

Fazenda

DECEX

Depto. de

Operações de

Comex

DECOM

Depto. de

Defesa

Comercial

DEINT

Depto. de

Negociações

Internacionais

DEPLA

Depto. de

Planej. e Desenvol.

do Comex

SECEX

Ministério do

Desenv. Ind. e

Com. Exterior

Ministério das

Relações

Exteriores

Outros

Ministérios

Presidência da República

(18)

Exercícios

1. O que é a “Estrutura de Comércio Exterior Brasileiro” e quais são as suas áreas de atuação?

2. O que são órgãos gestores e órgãos anuentes no Comércio Exterior do Brasil?

3. Comente sobre os três órgãos gestores do comércio exterior do Brasil e dê seis exemplos de órgãos anuentes.

(19)

III ALFÂNDEGA E ADUANA

1 Identificação de conceitos e funções: administrativa e fiscal 1.1 Conceitos

Entende-se por ALFÂNDEGA ou ADUANA, o local de um país pelo qual é exercido o controle das mercadorias importadas ou exportadas, bem como o controle dos veículos transportadores em portos, aeroportos ou fronteiras. Também cabe à Aduana / Alfândega o controle das pessoas ligadas aos veículos transportadores, como tripulação ou equipagem, como também, das pessoas em viagens internacionais, sejam a negócios ou a passeio.

Para RATTI (2003) à Alfândega está depositada a responsabilidade da arrecadação dos direitos e taxas de importação e exportação e pela administração de leis e regulamentos aplicáveis à importação, ao trânsito e à exportação de mercadorias.3

1.2 Funções

Dentre as diversas atividades reguladoras do Estado está a atividade normatizadora que disciplina e estabelece a forma (modus operandi) da atividade de comércio exterior, bem como, todos os aspectos ligados a mesmo.

A atividade reguladora do comércio exterior abrange três grandes regimes: administrativo, administrativo-fiscal e cambial.

a) Administrativo

O regime administrativo disciplina o tipo de mercadorias pode entrar ou sair do País, bem como define os procedimentos adotados em qualquer tipo de operação de comércio exterior (prazos, classificação, códigos, etc.);

3 “Alfândega” – customs; customs house; aduana. Repartição governamental responsável pela arrecadação dos direitos e taxas de importação e exportação e pela administração de leis e regulamentos aplicáveis à importação, ao trânsito e à exportação de mercadorias. (RATTI, Bruno. Vade-mécum de comércio internacional e câmbio. 2ed. São Paulo : Aduaneiras, 2ed. 2003).

(20)

b) Administrativo-fiscal

O regime administrativo-fiscal está ligado à taxação ou isenção de impostos incidentes sobre os ingressos ou saídas de mercadorias do País. Também abrange a normatização dos procedimentos de ingresso e saída de veículos e pessoas do País.

c) Cambial

O regime cambial está associado aos aspectos de liquidações financeiras das operações de comércio exterior, sejam elas pelo ingresso (recebimento) ou pela saída (pagamento) de divisas.

O regime administrativo e o cambial estão disciplinados por normativos da Secretaria de Comércio Exterior – Secex e do Banco Central do Brasil – Bacen, respectivamente. Quanto às normas do regime administrativo-fiscal, as mesmas estão dispostas no Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 91.030/85) e em diversos normativos da Secretaria da Receita Federal – SRF.

Sendo assim, com relação a esses três regimes normativos (administrativo, administrativo-fiscal e cambial), o papel (função, objetivo) da Aduana / Alfândega é o de verificar se foram observados os procedimentos de admissão aduaneira, sejam na esfera administrativa, cambial ou fiscal.

Bibliografia

GOVERNO. http://www.receita.fazenda.gov.br

RATTI, Bruno. Vade-mécum de comércio internacional e câmbio. 2ed. São Paulo : Aduaneiras, 2ed. 2003.

(21)

Exercícios

1. Defina Alfândega / Aduana.

2. Comente sobre os regimes contemplados pela atividade reguladora do Estado, no que se refere ao comércio exterior.

3. Considerando a atividade reguladora do Estado, na visão de comércio exterior, defina qual é a função da Alfândega / Aduana.

(22)

IV TERRITÓRIO ADUANEIRO

1 Conceito

Território aduaneiro é todo o território nacional e a ele está estendida a jurisdição dos serviços aduaneiros, ou seja, a fiscalização e controle, em qualquer parte do País, da entrada e saída de mercadorias, pessoas, veículos e animais.

2 Divisão do território aduaneiro

O território aduaneiro está dividido em duas zonas: primária e secundária.

2.1 Zona primária

É a parte do território nacional por onde todas as mercadorias e veículos devem obrigatoriamente sair ou entrar no País. São pontos demarcados, com controle aduaneiro permanente e ostensivo.

De acordo com o Art. 3º do Regulamento Aduaneiro, a Zona primária é constituída pelas seguintes áreas alfandegadas4:

a) a área terrestre ou aquática, contínua ou descontínua, nos portos alfandegados;

b) a área terrestre, nos aeroportos alfandegados; e

c) a área terrestre que compreende os pontos de fronteira alfandegados.

2.2 Zona secundária

Conforme definições do Regulamento Aduaneiro, zona secundária é o restante do território nacional, incluindo, também, as águas territoriais e o espaço aéreo.

Enquanto que somente na zona primária ocorrem as saídas e as entradas de mercadorias do País, em qualquer uma das zonas poderá ocorrer a nacionalização5

4 “Área alfandegada significa estar autorizada pelo órgão competente, a SRF – Secretaria da Receita Federal, do Ministério da Fazenda, à guarda, sob o seu controle, de mercadorias estrangeiras e aquelas desnacionalizadas, bem como proceder a nacionalização e desnacionalização.” (KEEDI, Samir. ABC do comércio exterior –

abrindo as primeiras páginas. São Paulo : Aduaneiras, 2002.)

(23)

ou a desnacionalização6 dessas mercadorias, desde que a zona secundária seja também alfandegada.

Dessa forma, mesmo após entrarem no País pela zona primária, as mercadorias podem ser transferidas para a zona secundária, para depois sofrerem o processo de nacionalização. Por outro lado, as mercadorias que saem do País poderão ter o processo de desnacionalização feito na zona secundária e depois enviadas à zona primária para envio ao exterior.

O processo de transferência de mercadorias de uma zona para outra é permitido pela Secretaria da Receita Federal – SRF, por meio da emissão do Documento de Trânsito Aduaneiro – DTA.

6 Processo de desnacionalização de mercadoria é o tratamento amparado nos regimes administrativo e administrativo-fiscal relacionados à exportação de mercadorias.

(24)

Bibliografia

GOVERNO. http://www.receita.fazenda.gov.br

KEEDI, Samir. ABC do comércio exterior – abrindo as primeiras páginas. São Paulo : Aduaneiras, 2002.

MALUF, Sâmia Nagib. Administrando o comércio exterior do Brasil. São Paulo : Aduaneiras, 2000.

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Exercícios

1 Conceitue território aduaneiro.

2 O que zona primária?

3 Quais são as áreas que constituem a zona primária?

4 O que é uma área alfandegada?

5 Explique o que é um processo de nacionalização e um processo de desnacionalização.

6 O que é zona secundária?

7 Explique por que uma mercadoria pode entrar ou sair pela zona primária e ser nacionalizada ou desnacionalizada na zona secundária.

(26)

V BLOCOS ECONÔMICOS

1 Introdução

Como já foi mencionado anteriormente, nenhum país é auto-suficiente, ou seja, nenhum país consegue sobreviver isoladamente no mundo atual.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, observamos a formação de acordos econômicos entre duas ou mais nações, que têm como principal objetivo o desenvolvimento econômico dessas nações.

Segundo MAIA (2003), os blocos econômicos foram criados com a finalidade de desenvolver o comércio de uma determinada região.

A formação de um bloco econômico ocasiona um crescimento da concorrência entre as empresas dos países participantes do acordo, gerando uma melhoria na qualidade dos produtos, bem como uma redução de custos de produção.

Outro ponto relevante que se observa na formação de um bloco econômico é a facilidade de intercâmbio entre os países participantes do bloco, bem como entre eles (como bloco econômico) e os outros países.

Hoje, o acompanhamento dos acordos econômicos está a cargo da Organização Mundial do Comércio (OMC) que, como órgão responsável pelo desenvolvimento do comércio internacional, procura avaliar se determinado acordo vai transformar obstáculos nacionais em obstáculos regionais, ou seja, derrubam-se as barreiras nacionais para se formarem as barreiras dos blocos.

2 Formas de Constituição

Os blocos econômicos são criados, primeiramente, sob a forma de Zonas de Livre Comércio, que podem ir se transformando, sucessivamente, conforme abaixo, não sendo, no entanto, uma seqüência obrigatória:

 Zonas de Livre Comércio;

(27)

 União Econômica; e

 Integração Econômica Total.

a) Zona de Livre Comércio

Grupo formado por países que concordam em eliminar ou reduzir as barreiras alfandegárias para as importações de mercadorias produzidas dentro de sua área de abrangência (países participantes do grupo). No entanto, cada país tem a sua própria política para os produtos importados fora da zona de livre comércio.

b) União Aduaneira

Além de eliminar as barreiras alfandegárias para as importações dos países participantes do grupo, implanta-se uma política tarifária comum em relação aos produtos importados de outros países fora de sua área.

c) Mercado Comum

Além de possuir as características da União Aduaneira, não admite restrições aos fatores de produção “capital” e “trabalho”. Assim, qualquer empreendedor e/ou trabalhador, poderá exercer suas atividades em qualquer país participante do grupo.

d) União Econômica

A União Econômica é aquela que, além das características do Mercado Comum, procura harmonizar as políticas econômicas nacionais. Com isso, os países participantes mudam suas legislações para torná-las coerentes com os princípios estabelecidos pela União Econômica7.

e) União de Integração Total

Nesse estágio, os países participantes do grupo concordam com as condições estabelecidas na União Econômica e ainda, adotam uma política monetária comum8.

7A União Européia, por exemplo, criou o “Parlamento Europeu” para atingir os objetivos traçados. 8

(28)

3 Alguns blocos econômicos

3.1 MERCOSUL – Mercado Comum do Sul Argentina Brasil Paraguai Uruguai

3.2 NAFTA – North American Free Trade Agreement Canadá Estados Unidos México.

3.3 UNIÃO EUROPÉIA a) Estados Membros Alemanha Áustria Bélgica Chipre* Dinamarca Eslováquia* Eslovênia* Espanha Estônia* Finlândia França Grécia Hungria* Irlanda Itália Letônia* Lituânia* Luxemburgo Malta* Países Baixos Polônia* Portugal Reino Unido República Tcheca* Suécia.

(29)

b) Países Candidatos Bulgária Croácia Romênia Turquia 4 União Européia 4.1 Histórico

Durante séculos, a Europa foi palco de freqüentes guerras sangrentas. Assim, entre 1870 e 1945, a França e a Alemanha declararam guerra por três vezes, tendo por conseqüência, elevadas perdas humanas. Vários dirigentes europeus convenceram-se de que a única forma de garantir uma paz duradoura entre os seus países era uni-los simultaneamente a nível econômico e político.

Em 1950, num discurso inspirado por Jean Monnet, o Ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman, propôs a integração das indústrias do carvão e do aço da Europa Ocidental. Deste projeto nasceu, em 1951, a Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA) composta por seis membros: Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos. O poder de decisão sobre as indústrias do carvão e do aço nestes países foi colocado nas mãos de um órgão independente e supranacional denominado “Alto Autoridade". Jean Monnet foi o seu primeiro Presidente.

A CECA constituiu um êxito tal que, apenas alguns anos mais tarde, os mesmos seis países decidiram ir mais longe e integrar outros setores das suas economias. Em 1957 assinaram o Tratado de Roma, que criou a Comunidade Européia da Energia Atômica (EURATOM) e a Comunidade Econômica Européia (CEE). Os Estados Membros decidiram suprimir os obstáculos comerciais que os separavam e constituir um "mercado comum".

(30)

Em 1967, as instituições das três Comunidades Européias fundiram-se. A partir deste momento passou a existir uma única Comissão e um único Conselho de Ministros, bem como, o Parlamento Europeu.

Inicialmente, os membros do Parlamento Europeu eram escolhidos pelos parlamentos nacionais, mas em 1979 realizaram se as primeiras eleições diretas, que permitiram aos cidadãos dos Estados Membros votar pelo candidato da sua escolha. Desde então, as eleições são realizadas de cinco em cinco anos.

O Tratado de Maastricht (1992) introduziu novas formas de cooperação entre os Governos dos Estados Membros por exemplo, nos domínios da defesa e da "Justiça e Assuntos Internos". Ao acrescentar esta cooperação intergovernamental ao sistema "comunitário" existente, o Tratado de Maastricht criou a União Européia (UE).

A integração econômica e a política entre os Estados Membros da União Européia implicam que estes países devem tomar decisões em conjunto sobre inúmeras questões. Por conseguinte, desenvolveram políticas comuns numa vasta gama de domínios da agricultura à cultura, da defesa dos consumidores à concorrência, do ambiente e da energia aos transportes e ao comércio.

No início, a ênfase foi colocada numa política comercial comum para o carvão e o aço e numa política agrícola comum. Ao longo do tempo foram sendo acrescentadas outras políticas para dar resposta a novas necessidades. Alguns objetivos políticos essenciais mudaram à luz da evolução das circunstâncias. Por exemplo, o objetivo da política agrícola já não é a produção do máximo de produtos agrícolas com um custo mínimo, mas sim apoiar as técnicas agrícolas que produzem alimentos sãos e de elevada qualidade, respeitando simultaneamente o ambiente. A necessidade de proteção do ambiente é agora tomada em consideração na elaboração do conjunto das políticas da UE.

(31)

As relações da União Européia com o resto do mundo tornaram se igualmente importantes. A UE negocia acordos comerciais e de cooperação com outros países e está a desenvolver uma Política Externa e de Segurança Comum (PESC).

Foi necessário algum tempo para que os Estados Membros suprimissem todos os obstáculos ao comércio entre si e para tornar o seu "mercado comum" num verdadeiro mercado único em que os bens, os serviços, as pessoas e os capitais pudessem circular livremente. O mercado único foi formalmente realizado no final de 1992, apesar de existir ainda muito a fazer em certos domínios - por exemplo, a criação de um verdadeiro mercado único de serviços financeiros.

Durante a década de 90 tornou se cada vez mais fácil para os cidadãos deslocarem se na Europa graças à supressão dos controles de identidade e dos controles aduaneiros na maior parte das fronteiras internas da UE. Uma das conseqüências é uma maior mobilidade para os cidadãos da UE. Desde 1987, por exemplo, mais de um milhão de jovens europeus tiveram oportunidade de estudar no estrangeiro graças ao apoio da UE.

Em 1992, a UE decidiu lançar a União Econômica e Monetária (UEM), o que implica a introdução de uma moeda européia única gerida por um Banco Central Europeu. Esta moeda única, o Euro, tornou-se realidade a partir de 1 de Janeiro de 2002, data em que as notas e moedas em euros substituíram as moedas nacionais em doze dos quinze países da União Européia (Bélgica, Alemanha, Grécia, Espanha, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Áustria, Portugal e Finlândia).

A UE aumentou a sua dimensão com sucessivas vagas de adesões. A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido aderiram em 1973, seguidos pela Grécia em 1981, pela Espanha e Portugal em 1986 e pela Áustria, Finlândia e Suécia em 1995. Em 2004 a União Européia acolheu dez novos países: Chipre, República Checa, Estónia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia, Eslováquia e Eslovênia. A Bulgária e a Romênia esperam seguir o

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mesmo caminho em 2007 e a Croácia e a Turquia começaram as negociações de adesão em 2005.

4.2 Principais Características a) Objetivos

o Promover a unidade da Europa;

o Melhorar as condições de vida e de trabalho dos cidadãos;

o Promover o desenvolvimento econômico, o equilíbrio do comércio e a livre concorrência;

o Reduzir as disparidades econômicas entre as regiões;

o Auxiliar os países em vias de desenvolvimento;

o Defender a paz e a liberdade;

b) A base de sustentação

O termo “União Européia” é utilizado desde o Tratado de Maastricht para designar o conjunto das três esferas de ação “pilares” em que se divide o processo de integração européia:

I Primeiro Pilar

Corresponde à integração econômico comercial, cuja expressão correta é o “mercado único”, ou seja a livre Circulação de bens, serviços, capitais e trabalhadores entre os Estados-Membros, em condições semelhantes às que vigoram no interior de um território nacional, na forma de um território alfandegário único. No intercâmbio entre os Estados Membros, foram eliminadas totalmente as barreiras tarifárias e restrições quantitativas, e nas trocas com terceiros países, foram estabelecidas a Tarifa Externa Comum (TEC) e uma legislação básica de comércio exterior uniforme;

II Segundo Pilar

Cobre a política externa e de segurança comum;

III Terceiro Pilar

Refere-se às políticas de imigração e de cooperação judiciária e policial.

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4.3 Estrutura e administração

O sistema político da U.E. vem evoluindo constantemente ao longo dos últimos 50 anos e tem por base uma série de tratados – desde os que foram assinados em Paris e Roma na década de 50 até aos mais recentes de Maastricht, Amsterdã e Nice.

Os tratados constituem o chamado “direito primário”, que está na origem de um vasto corpo de “direito derivado”, que tem incidência direta na vida cotidiana dos cidadãos europeus.

Esta legislação, tal como as políticas comunitárias em geral, é o resultado de decisões tomadas por três instituições principais:

Conselho da União Européia (que representa os Estados Membros),

Parlamento Europeu (que representa os cidadãos) e

Comissão Européia (um órgão politicamente independente que

representa o interesse geral dos europeus).

Conselho da União Européia

O Conselho da União Européia é a principal instituição decisória da União. Anteriormente, era designado “Conselho de Ministros”, e o mais freqüente é designá-lo simplesmente por “Conselho”.

Cada país da União exerce rotativamente a Presidência do Conselho, por um período de seis meses.

O Conselho e o Parlamento Europeu partilham o poder legislativo e a responsabilidade pelo orçamento. É o Conselho que celebra os acordos internacionais negociados pela Comissão. Segundo os tratados, o Conselho delibera por unanimidade, por maioria simples ou por maioria qualificada.

Nas questões mais importantes, como a alteração dos tratados, o lançamento de uma nova política comum ou a adesão à União de um novo Estado, o Conselho tem de deliberar por unanimidade.

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Na maior parte dos outros casos é exigida a maioria qualificada – isto é, uma decisão só pode ser tomada se obtiver um determinado número de votos favoráveis. O número de votos de que dispõe cada país é ponderado em função da dimensão relativa da sua população.

Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu é o órgão eleito que representa os cidadãos da União Européia e participa no processo legislativo. Desde 1979, os seus membros são eleitos por sufrágio direto e universal, de cinco em cinco anos.

O Secretariado-Geral está sediado em Luxemburgo.

O Parlamento Europeu é uma força impulsionadora das políticas comunitárias. Constitui o fórum de discussão por excelência da União Européia, o local onde os pontos de vista políticos e nacionais de todos os Estados Membros se encontram e se cruzam. Assim, o Parlamento é, naturalmente, o local de origem de muitas iniciativas políticas.

Comissão Européia

A Comissão é uma das instituições-chave da União Européia e, desde 1 de Novembro de 2004 tem 25 membros – um por país.

A Comissão goza de total independência política e a sua missão é defender

os interesses da União Européia no seu conjunto, pelo que não pode

sofrer pressões de qualquer governo dos Estados Membros. Enquanto “Guardiã dos Tratados”, deve assegurar que os regulamentos e diretivas adotadas pelo Conselho e pelo Parlamento sejam aplicados. Se não forem, a Comissão pode recorrer ao Tribunal de Justiça para impor a aplicação do direito comunitário.

Como órgão executivo da União Européia, a Comissão aplica as decisões tomadas pelo Conselho, por exemplo, no domínio da Política Agrícola Comum. Dispõe de amplos poderes na condução das políticas comuns da

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UE: investigação, cooperação para o desenvolvimento, política regional, etc., cujos orçamentos lhe estão confiados.

Tribunal de Justiça

O Tribunal de Justiça das Comunidades Européias, sediado em Luxemburgo, é composto por um juiz para cada Estado-Membro e assistido por oito advogados-gerais, designados por comum acordo entre os governos dos Estados Membros. Os seus mandatos iniciais são de seis anos, podendo ser renovados a atuam com total independência.

A missão do Tribunal de Justiça é garantir o cumprimento do direito comunitário e a interpretação e aplicação correta dos tratados.

O Tribunal pode controlar a correta aplicação da legislação comunitária e pode condenar por omissão o Parlamento Europeu, o Conselho ou a Comissão.

O Tribunal de Justiça é igualmente a única instituição competente para decidir, a pedido dos tribunais nacionais, sobre a interpretação dos tratados e sobre a validade e a interpretação da legislação comunitária. Assim, quando uma questão deste tipo é suscitada perante um tribunal de um dos Estados Membros, este pode – e, em alguns casos, deve – solicitar ao Tribunal de Justiça que se pronuncie sobre a questão.

Os tratados conferem expressamente ao Tribunal de Justiça competência para verificar se a legislação comunitária respeita os direitos fundamentais dos cidadãos da União Européia e para se pronunciar sobre questões de liberdade e de segurança das pessoas.

Tribunal de Contas

O Tribunal de Contas foi criado em 1975 e é composto por um membro de cada país da União, designado por um período de seis anos por acordo entre os Estados Membros, após consulta do Parlamento Europeu.

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O objetivo do Tribunal de Contas é o de verificar a legalidade e a regularidade das receitas e despesas da Comunidade e a sua boa gestão financeira. Tem o direito de controlar as contas de qualquer organização que utilize fundos comunitários e de recorrer, quando necessário, ao Tribunal de Justiça.

Comitê Econômico e Social Europeu

Quando tomam decisões em domínios do foro dos Tratados CE e Euratom, o Conselho e a Comissão consultam o Comitê Econômico e Social Europeu (CESE). Os membros deste comitê representam os vários grupos de interesses que formam a “sociedade civil organizada” e são designados pelo Conselho por um período de quatro anos.

Comitê das Regiões

O Comitê das Regiões, criado pelo Tratado da União Européia, é composto por representantes das autoridades regionais e locais, nomeados por quatro anos pelo Conselho, sob proposta dos Estados Membros. O Conselho e a Comissão devem consultar o Comitê das Regiões nos casos previstos no Tratado, podendo este também emitir pareceres por sua própria iniciativa.

Banco Europeu de Investimento

O Banco Europeu de Investimento (BEI), sediado no Luxemburgo, financia projetos de ajuda às regiões menos desenvolvidas da União e outros destinados a dar maior competitividade às pequenas empresas.

Banco Central Europeu

O Banco Central Europeu (BCE), sediado em Francoforte, é responsável pela gestão do euro e da política monetária da União.

Convenção Européia

As instituições e outros órgãos acima referidos são os elementos principais dos mecanismos de decisão da União Européia. Mas o sistema precisa de uma nova arquitetura para continuar a funcionar eficazmente. Foi com este

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lançar a Convenção Européia. Os seus 105 membros representavam os governos dos Estados Membros e dos países candidatos, os parlamentos nacionais, o Parlamento Europeu e a Comissão Européia.

Quando da sua criação, sua tarefa consistia em propor um novo modelo de funcionamento para a União Européia após o alargamento.

A União Européia está confrontada com dois grandes desafios. Por um lado, o alargamento irá elevar a 30 ou mesmo a 35 o número total dos seus Estados Membros, nos próximos dez ou vinte anos. Será possível obter unanimidade no Conselho com tantos ministros sentados à volta da mesa? Não se correrá o risco de uma paralisia completa? Como será governada a União Européia? Quem falará em nome da Europa na cena mundial? Até onde se alargarão as fronteiras da Europa? Afinal, o Conselho da Europa (que não é uma instituição da União Européia) já tem 45 países membros, entre os quais a Rússia, a Ucrânia, a Turquia e os países do Cáucaso.

Por outro lado, os cidadãos europeus querem ter mais a dizer na concepção das políticas comunitárias, mas têm dificuldade em perceber como funciona um sistema de decisão que se tornou extremamente complexo e têm a sensação de que “Bruxelas” é um lugar muito distante das suas vidas quotidianas. Daí a necessidade de uma Constituição que defina claramente as competências e as responsabilidades que cabem a cada instituição comunitária e aquelas que são do foro das autoridades nacionais e regionais.

A União Européia tem de inventar uma nova forma de “governo”, mais democrática e que aproxime mais a Europa dos seus cidadãos. A Convenção apresentou ao Conselho Europeu, em Junho de 2003, um projeto de Constituição que procura ir ao encontro destas necessidades.

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Exercícios

1 Qual é o principal objetivo da criação de um bloco econômico?

2 Quais são as formas de constituição (fases) dos blocos econômicos? Explique cada uma delas.

3 Cite os países que formam os seguintes blocos econômicos: MERCOSUL; NAFTA E UNIÃO EUROPÉIA.

4 Quais os principais objetivos da União Européia?

5 O termo “União Européia” é utilizado desde o Tratado de Maastricht para designar o conjunto dos três pilares em que se divide o processo de integração européia. Cite as características de cada pilar.

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VI ALADI – ASSOCIAÇÃO LATINO-AMERICANA DE

INTEGRAÇÃO

1 Introdução

Conforme registrado em seu site9, a Associação Latino-Americana De Integração (ALADI) foi criada em 1980, com a assinatura do Tratado de Montevidéu 1980, em 12 de agosto daquele ano e é um organismo intergovernamental que promove a expansão da integração da região, com vistas a garantir seu desenvolvimento econômico e social e tendo como meta final a criação de um mercado comum latino-americano.

A ALADI, que representa em conjunto 20,4 milhões de quilômetros quadrados e mais de 455 milhões de habitantes, é integrada por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

2 Histórico

Em 1960 foi assinado o primeiro Tratado de Montevidéu, criando a Associação

Latino-Americana de Livre-Comércio (ALALC). Naquela época os países

latino-americanos comerciavam principalmente com a Europa e os Estados Unidos.

A Segunda Guerra Mundial e os anos do pós-guerra produziram mudanças favoráveis para a economia dos países da América Latina, pois seus bens primários (carne, cacau, açúcar, etc.) encontraram mercados nas nações devastadas. No entanto, pouco tempo depois, os países europeus começaram a reordenar suas economias e a impulsionar a recuperação de seus setores agrícola e industrial, o que incidiu negativamente nas exportações latino-americanas.

Os governos latino-americanos, em seu propósito de encontrar medidas de correção e impulsionados pelas exigências de criar fontes alternativas de emprego para suas populações, iniciaram planos de industrialização para atender as necessidades de abastecimento de bens de consumo duradouros e bens de capital.

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A necessidade da criação de fontes alternativas de emprego e o interesse de captar maiores investimentos destinados ao desenvolvimento do parque industrial, tornavam imperativa a ampliação dos pequenos mercados, de maneira que caíssem os custos da produção em massa e aumentasse seu rendimento, permitindo melhores possibilidades de concorrência.

Assim, em 1960 alcançou-se um acordo inicial entre sete países: Argentina, Brasil, Chile, México, Paraguai, Peru e Uruguai, que visava alcançar uma maior integração econômica, por meio da ampliação do tamanho de seus mercados e da expansão de seu comércio recíproco. Posteriormente, aderiram ao acordo a Colômbia, o Equador, a Bolívia e a Venezuela.

Em 1980, após decidir reafirmar a vontade política de fortalecer o processo de integração e de tornar o Tratado mais flexível em sua aplicação, os governos desses onze países modificaram-no e assinaram o novo Tratado de Montevidéu (TM-80).

Em 26 de agosto de 1999 a República de Cuba foi incorporada, tornando-se o décimo segundo país-membro da Associação.

Ambos os Tratados (ALADI e ALALC) coincidiam nos seus objetivos e tinham como meta final o estabelecimento, a longo prazo, de um mercado comum latino-americano.

Apesar dessa continuidade, o Tratado de Montevidéu 1980 introduziu profundas mudanças na orientação do processo e na concepção de sua operação:

I O programa de liberalização comercial multilateral e seus mecanismos auxiliares, que visavam a aperfeiçoar uma zona de livre-comércio, foram substituídos por uma área de preferências econômicas, integrada por um conjunto de mecanismos que abrange uma preferência tarifária regional, acordos de alcance regional e acordos de alcance parcial. Esses instrumentos oferecem múltiplas opções operacionais aos países-membros, cuja convergência permitirá avançar para etapas superiores de integração

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II O caráter basicamente comercial do Tratado de Montevidéu 1960 foi substituído pela coexistência de três funções básicas da nova associação: a promoção e regulamentação do comércio recíproco, a complementação econômica e o desenvolvimento de ações de cooperação econômica que levem à ampliação dos mercados;

III Embora o Tratado de Montevidéu 1960 reconhecesse um estatuto especial para os países de menor desenvolvimento econômico relativo, o novo esquema incorporou, como um dos eixos fundamentais de ação da ALADI, um sistema integral de apoio em seu favor e reconheceu expressamente uma categoria de países de desenvolvimento intermediário, a fim de determinar tratamentos diferenciais nos diferentes mecanismos e normas.

A ALADI, em comparação com a ALALC, é uma instituição mais aberta, pois, além de possibilitar a adesão ao Tratado de países não-membros, permite a participação desses países em ações parciais com os países-membros, bem como a participação da associação como instituição nos movimentos de cooperação horizontal entre países em vias de desenvolvimento.

O Tratado de Montevidéu de 1980 (TM-80) estabelece, ainda, cinco princípios básicos: pluralismo, a convergência, a flexibilidade, os tratamentos

diferenciais e a multiplicidade, que contrastam com as características unitárias

do programa de liberalização do comércio, eixo do Tratado de Montevidéu de 1960, e com seus princípios básicos de multilateralização e reciprocidade.

3 Estrutura institucional

Para desenvolver seus objetivos e tarefas a ALADI está institucionalmente estruturada da seguinte forma:

3.1 Três foros políticos

a) Conselho de Ministros

O Conselho de Ministros é o órgão supremo da ALADI e adota as decisões para a condução política superior do processo de integração.

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Está constituído pelos Ministros das Relações Exteriores dos países-membros e reúne-se por convocação do Comitê de Representantes e os assuntos tratados no âmbito do Conselho são decididos com a presença de todos os países-membros.

b) Conferência de Avaliação e Convergência

A Conferência de Avaliação e Convergência está integrada por Plenipotenciários dos países-membros.

Cabe à mesma, entre outras atribuições, examinar o funcionamento do processo de integração em todos seus aspectos, propiciar a convergência dos acordos de alcance parcial, procurando sua multilateralização progressiva, também, promover ações de maior alcance em matéria de integração econômica.

c) Comitê de Representantes

O Comitê de Representantes é o órgão político permanente e foro negociador onde são analisadas e aprovadas todas as iniciativas destinadas a cumprir os objetivos fixados pelo Tratado.

Está constituído por um Representante Permanente titular e por um Representante Alterno de cada país-membro, com direito a um voto. Reúne-se, regularmente, cada 15 dias, e suas resoluções são aprovadas pelo voto afirmativo de dois terços dos países-membros.

3.2 Um órgão técnico Secretaria-Geral

A Secretaria-Geral é o órgão técnico da ALADI. Tem atribuições de proposta, avaliação, estudo e gestão, orientadas à melhor consecução dos objetivos da Associação. Está integrada por pessoal técnico e administrativo e é dirigida por um Secretário-Geral, com o apoio de dois Secretários-Gerais Adjuntos, eleitos por um período de três anos, renovável por igual período. Na Décima Terceira Reunião do Conselho de Ministros, por meio da Resolução nº 58, o Dr. Didier Opertti, uruguaio, foi designado Secretário-Geral da ALADI para o período 2005-2008, assumindo o cargo a partir de

(43)

A Secretaria-Geral tem como missão, apoiar tecnicamente os países-membros para facilitar suas negociações, atendendo suas demandas e propondo alternativas que contemplem seus interesses e expectativas, objetivando aprofundar a integração regional com vistas ao desenvolvimento econômico e social da América Latina.

4 Objetivos, princípios e funções

A ALADI foi formada com os seguintes objetivos:

 Reduzir e eliminar gradativamente os obstáculos ao comércio recíproco de seus países-membros;

 Impulsionar o desenvolvimento de vínculos de solidariedade e cooperação entre os povos latino-americanos;

 Promover o desenvolvimento econômico e social da região de forma harmônica e equilibrada, a fim de assegurar um melhor nível de vida para seus povos;

 Renovar o processo de integração latino-americano e estabelecer mecanismos aplicáveis à realidade regional;

 Criar uma área de preferências econômicas, tendo como objetivo final o estabelecimento de um mercado comum latino-americano.

O marco jurídico constitutivo e regulador da ALADI é o Tratado de Montevidéu 1980 (TM 1980), assinado em 12 de agosto de 1980. Esse Tratado estabeleceu os seguintes princípios gerais:

 Pluralismo em matéria econômica e política;

 Convergência progressiva de esquemas sub-regionais e acordos bilaterais, para a formação de um mercado comum latino-americano;

 Flexibilidade;

 Tratamentos diferenciais com relação ao nível de desenvolvimento dos países-membros;

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A ALADI tem como funções, os seguintes itens:

 A promoção e regulamentação do comércio recíproco dos países da região;

 A complementação econômica entre seus países-membros;

 O desenvolvimento de ações de cooperação que contribuam para a ampliação dos mercados nacionais.

5 Mecanismos estabelecidos para propiciar a integração

Com a entrada em vigor do Tratado de Montevidéu em 1980 - TM 1980, que extinguiu a Associação Latino-Americana de Livre-Comércio (ALALC) e criou a ALADI, o desejo de integração dos países encontrou variadas vias para sua materialização, visando a concretização de um mercado comum latino-americano:

a) Preferência Tarifária Regional

Aplica-se a produtos originários dos países-membros;

b) Acordos de Alcance Regional

São comuns à totalidade dos países-membros, como listas de abertura dos mercados em favor dos países de menor desenvolvimento econômico relativo (Bolívia, Equador e Paraguai), acordo de cooperação científica e tecnológica, acordo de intercâmbio de bens nas áreas educacional, cultural e científica;

c) Acordos de Alcance Parcial

Têm a participação de dois ou mais países-membros. Há quase 100 acordos deste tipo e apresentam natureza muito diversa: promoção do comércio, complementação econômica e industrial, agropecuários, etc.

O TM-80 também permite que os países-membros da ALADI assinem acordos com outros países latino-americanos ou em vias de desenvolvimento. Essa flexibilidade é um princípio fundamental do Tratado e busca a convergência, ou seja, a reunião progressiva dos acordos parciais para alcançar uma grande área de preferências e, depois, um mercado comum. Há cerca de 35 acordos assinados com países não-membros, tais como Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua, El Salvador, Panamá, Trindad e Tobago, Guiana, entre outros.

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Bibliografia

INTERNACIONAL. http://www.aladi.org

(46)

Exercícios

1 O que é a ALADI?

2 Quando e como foi criada?

3 Porque foi criada?

4 Quais são os países-membros da ALADI?

5 Como a ALADI está organizada institucionalmente? Comente sobre seus principais órgãos.

6 Quais são os objetivos, os princípios e as funções da ALADI?

7 Quais são os mecanismos estabelecidos para favorecer a integração?

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VII GATT - “GENERAL AGREEMENT ON TARIFFS AND

TRADE” - ACORDO GERAL SOBRE TARIFAS E COMÉRCIO

1 Introdução

Após a 2ª Guerra Mundial, vários países decidiram criar uma regulamentação para suas relações econômicas internacionais, uma vez que, no entendimento de todos, os problemas econômicos influenciavam as relações entre os governos. Além disso, com essa regulamentação, deslumbrava-se a possibilidade de melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos.

Em julho de 1944, ou seja, antes mesmo do término da 2ª Guerra Mundial, os países aliados realizaram, em “Bretton Woods” (Estados Unidos), uma reunião liderada pelos Estados Unidos e Inglaterra, para a discussão das medidas econômicas a serem adotadas no pós-guerra, visando a facilitação do processo de equilíbrio das nações.

Como resultado dessa reunião, foi estabelecido um novo sistema financeiro e monetário internacional (Sistema de “Bretton Woods”), com a finalidade de restabelecer, de maneira apropriada, os fluxos de comércio, bem como promover o crescimento e o desenvolvimento mundial.

Para regular aspectos financeiros e monetários, foram criados o Banco Mundial ou BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento) e o FMI (Fundo Monetário Internacional). No âmbito comercial, foi discutida a criação da OIC (Organização Internacional do Comércio) que funcionaria como uma agência especializada das Nações Unidas.

Em 1946, enquanto aguardavam a criação da OIC, 23 paises se reuniram para negociações de assuntos tarifários, com os seguintes objetivos:

 impulsionar a liberalização comercial e;

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Essa primeira negociação resultou em 45.000 concessões e o conjunto de normas e concessões tarifárias estabelecido passou a ser denominado “General Agreement on Tariffs and Trade” – GATT (Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio).

Com o fracasso da criação da OIC (10) o GATT, um acordo criado para regular provisoriamente as relações comerciais internacionais, foi o instrumento que, de fato, regulamentou por mais de quatro décadas as relações comerciais entre os países.

1.1 Princípios básicos

 

 Não discriminação

Cláusula da Nação Mais Favorecida - Artigo I

No comércio mundial não deve haver discriminação. Todas as partes contratantes têm que conceder a todas as demais partes o tratamento que concedem a um país em especial. Portanto, nenhum país pode conceder a outro, vantagens comerciais especiais, nem discriminar um país em especial.

Tratamento Nacional - Artigo III

Os bens importados devem receber o mesmo tratamento concedido a produto equivalente de origem nacional.

 

 Proteção transparente

Proteção por meio de tarifa

O Acordo não proíbe a proteção a setores econômicos nacionais. Entretanto, esta proteção deve ser efetuada essencialmente por meio de tarifa, tida como uma forma transparente de divulgação do grau de proteção que determinado país dispensa a seus produtos e, também, é considerado como o que provoca o menor grau de distorção ao comércio internacional.

10

O projeto de criação da OIC era ambicioso pois, além de estabelecer disciplinas para o comércio de bens, continha normas sobre emprego, práticas comerciais restritivas, investimentos estrangeiros e serviços.

(49)

 

 Base estável para o comércio

As relações comerciais entre os países necessitam de uma base estável para o comércio e, a melhor forma encontrada foi a consolidação das tarifas de importação que cada país poderá praticar, conforme o seu compromisso nas negociações. As tarifas máximas que cada país poderá aplicar figuram em listas por país e são partes integrantes do Acordo Geral.

 

 Concorrência leal

Grande parte das atividades do GATT esteve direcionada a práticas de dumping e subsídios. A premissa é que, tão importante quanto um comércio aberto é a concorrência leal, a qual não permite a prática de dumping e subsídios.

 

 Proibições de restrições quantitativas a importações

A regulamentação da competitividade tem como principal dispositivo a tabela de tarifas e não as restrições quantitativas.

Apesar da proibição das restrições quantitativas, existem exceções à regra:

a) Dificuldades no Balanço de Pagamentos

Situação em que um país pode adotar esse tipo de restrições para salvaguardar sua posição financeira;

b) Países em Desenvolvimento

Países em desenvolvimento têm regras especiais, pelas quais, os mesmos podem utilizar medidas restritivas para proteção de seus balanços de pagamentos e de suas indústrias nascentes.

 

 Adoção de medidas de urgência

a) Salvaguardas - Art. XIX

Permite a adoção de medidas em caso de surto de importação que cause ou ameace causar prejuízo grave aos produtos nacionais.

(50)

b) “Waiver” - Art. XXV

Os países podem pedir isenção de algum compromisso ou obrigação decorrentes do Acordo Geral.

 

 Reconhecimento de acordos regionais

O GATT aceitou o fato de que a integração das economias de uma determinada região pode trazer benefícios ao comércio mundial. Assim, a integração regional (seja ela, zona de livre comércio ou união aduaneira) foi aceita, desde que sejam respeitadas as normas do GATT, aplicadas às práticas de comércio.

 

 Condições especiais para países em desenvolvimento

Grande parte dos países signatários do GATT é formada de países em desenvolvimento. Por causa disso, foi anexada uma seção prevendo que os países desenvolvidos deviam prestar assistência aos países em desenvolvimento e aos menos desenvolvidos.

Os países em desenvolvimento deveriam contar com condições mais favoráveis de acesso a mercados, além de não se exigir reciprocidade nas negociações.

1.2 Rodadas de negociações

Até os dias de hoje já foram realizadas 8 rodadas de negociações: Genebra 1947 Tarifas

Annecy 1949 Tarifas Torquay 1950-1951 Tarifas Genebra 1955-1956 Tarifas

Genebra 1960-1961 Tarifas - (Rodada Dillon)

Genebra 1964-1967 Tarifas e antidumping - (Rodada Kennedy)

Genebra 1973-1979 Tarifas, medidas não tarifárias,acordos - (Rodada Tóquio)

Genebra 1986-1993 Tarifas, novo marco jurídico, OMC - (Rodada Uruguai)

Referências

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