I
IF DO NORTE DE MINAS - CAMPUS JANUÁRIA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE AGRONOMIA
Januária
Março de 2010
II
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
PROF. JOSÉ RICARDO MARTINS DA SILVA
REITOR
PROF
a. ANA ALVES NETA
PRÓ-REITORIA DE ENSINO
PROF. CLÁUDIO ROBERTO FERREIRA MONT'ALVÃO
DIRETOR GERAL DO IFNMG - CAMPUS JANUÁRIA
PROF. ANTÔNIO CARLOS DE MACEDO CARNEIRO
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO
PROF. IVY DANIELA MONTEIRO MATOS
DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL
PROFª. TATIANA TOZZI MARTINS SOUZA RODRIGUES
DIRETORA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO, EXTENSÃO E INOVAÇÃO
TECNOLÓGICA
PROF° EDUARDO SOUZA NASCIMENTO DIRETOR DA DIRETORIA DE EXTENSÃO
PROF. LUIZ CARLOS FERREIRA
DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE ENSINO SUPERIOR
PROF. FÁBIO MARTINS DE CARVALHO
COORDENADOR DO CURSO DE AGRONOMIA
III
RESPONSÁVEIS PELA ELABORAÇAO DO PROJETO
Prof Adriana Regina Corrent
Prof. Alberto Luiz Ferreira Berto
Prof. Alessandro Maciel de Souza
Prof. André Silva de Oliveira
Prof. Antônio Carlos Soares Martins
Prof. Augusto José Querino
Prof. Cláudio Alexandre Gusmão
Prof. Cláudio Roberto Ferreira Montalvão
Prof. Damião de Sousa Vieira Junior
Prof. Dilermando Dourado Pacheco
Profa. Elisa Ribeiro
Prof. Edmilson Tadeu Cassani
Prof. Joabe Jobson de Oliveira Pimentel
Prof. João Carneiro Filho
Prof. Joel Carlos Pereira
Prof. José Alberto Alves de Souza
Prof. José Sérgio de Araújo
Prof
3. Juliana Mendes Campos Quintino
Prof. Kleber Carvalho dos Santos
Prof. Leonardo Ângelo de Aquino
Prof. Marcelo Moreira Freire
Prof. Marcelo Geraldo De Moraes Silva
Prof
3Maria Aparecida Colares Mendes
Prof
3. Mirian Rejane M Mendes
Prof. Nelson Licínio C de Oliveira
Prof. Renildo Ismael Félix da Costa
Prof. Roberto Comini Frota
Prof. Sebastião Batista Amorim
Prof. Walisson da Silva Freitas
Prof. Walfredo Sérgio C. Figueiredo
Prof.Tatiana Tozzi
Prof. Sidney Pereira
RESPONSÁVEIS PELA REVISÃO DO PROJETO
Servidores (as): Alexandre Petusk Filipe, Aroldo Gomes Filho, Eliane Souza G.
brito, Fábio M. de Carvalho, Ivan Carlos C. Almeida, Josenilda de S. Silva,
Tatiana Tozzi M. S. Rodrigues e Wagner Azis G. de Araújo.
IV
SUMÁRIO
1. IDENTIFICAÇÃO * ... 5
2. APRESENTAÇÃO ... 6
3. HISTÓRICO DO IFNMG - CAMPUS JANUÁRIA ... 9
4. JUSTIFICATIVA ... 12
5. OBJETIVOS ... 15
6. CONCEPÇÃO DO CURSO ... 15
7. PERFIL DO EGRESSO ... 16
8. HABILIDADES E COMPETÊNCIAS ... 19
9. ÁREAS DE ATUAÇÃO ... 18
10. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ... 19
10.1.MONITORIA...20
10.1ESTÁGIO SUPERVISIONADO... ... ...22
10.1. INICIAÇÃO CIENTÍFICA ... 25
10.2. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ... 26
11. ESTRUTURA CURRICULAR ... 29
11.1. DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS ... 29
11.2. DISCIPLINAS OPTATIVAS ... 32
11.3. EMENTÁRIO ... 35
12. AVALIAÇÃO ... 80
12.1 AVALIAÇAO DA APRENDIZAGEM ... 80
12.2 AVALIAÇÃO DO PLANO DE CURSO ... 81
13. COORDENAÇÃO DO CURSO ... 82
14. CORPO DOCENTE ... 82
15. INSTALAÇÕES E INFRAESTRUTURA ... 85
16. BIBLIOTECA ... 93
17. ANEXOS ... 94
17.1. ATO LEGAL DO CURSO ... 94
17.2. REGIMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO ... 96
5
1.
IDENTIFICAÇÃO *
Instituição:
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E
TECNOLOGIA DO NORTE DE MINAS GERAIS-
CÂMPUS JANUÁRIA
Endereço:
Fazenda São Geraldo, s/n. Bairro Bom Jardim CEP:
39480-000 Fone: 38-36211100
Curso:
Januária, MG Agronomia
Portaria de funcionamento
Resolução CD N.° 001/2007 de 11/10/2007 (Vide Anexo
01)
do Curso
Número de vagas:
40
Período/Turno:
Integral (Matutino/Vespertino)
Carga Horária:
Carga Horária do Curso: 3.640 horas, incluindo:
Estágio Supervisionado: 360 horas
Planejamento Agronômico Integrado: 80 horas
Tempo para Integralização:
Mínimo de 5 anos - 10 períodos Máximo de 7,5 anos -15
períodos
Modalidade:
Bacharelado
Ano de implantação:
2008
6
2. APRESENTAÇÃO
O antigo CEFET - Januária, hoje Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte
de Minas Gerais, Campus Januária (IFNMG - Campus Januária), sediado em Januária, no Estado de
Minas Gerais, iniciou suas atividades no campo do Ensino Superior no ano de 2004, implementando o
curso de Tecnologia em Irrigação e Drenagem. Posteriormente foram implementandos os cursos de
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Gestão Comercial,
Bacharelado em Administração, Licenciatura em Matemática, Licenciatura em Física e, em 2008, o
Bacharelado em Agronomia.
O Município de Januária tem uma área de 7.299 km
2e conta com uma população de 63.603
habitantes. Aproximadamente 47% residem na sede e 53% na zona rural (IBGE - 2000).
O IFNMG - Campus Januária está localizado na Mesorregião Norte do Estado de Minas Gerais,
na zona fisiográfica do Alto Médio São Francisco e mais especificamente na microrregião
Sanfranciscana de Januária, composta por 15 municípios que abrangem uma área de 32.380,85 km
2e é
povoada por 264.842 habitantes, também está inserido na área mineira do Polígono da Seca - Região
Geoeconômica da Agência de Desenvolvimento do Nordeste - ADENE.
A Microrregião Norte de Minas é banhada por uma expressiva rede hidrográfica composta por
vários rios perenes, riachos e lagoas, tendo como base o Rio São Francisco que é um facilitador para o
desenvolvimento regional.
Os investimentos federais e estaduais têm transformando o cenário natural de terras
inaproveitadas da região em um espaço de possibilidades para o desenvolvimento econômico e social.
Os perímetros irrigados dos Projetos Jaíba, Gorutuba, Mocambinho, Estreito e Formoso, indicam as
possibilidades de desenvolvimento local requerendo das instituições públicas circunvizinhas a
participação com seus acervos de conhecimento e competência para o êxito desses empreendimentos.
O principal suporte econômico da região é a agropecuária e é também a que mais mobiliza a
força de trabalho. Neste setor, a fruticultura irrigada é a que mais se destaca, devido às condições
edafo-climáticas e hídricas da região.
A população urbana do município de Januária está direcionada ao setor terciário da economia,
uma vez que o secundário ainda é embrionário e incipiente, sendo representado pela agroindústria da
cachaça e da mandioca, indústria de cerâmica e da transformação da madeira.
7
O IFNMG - Campus Januária se localiza a 6 km da sede do município e ocupa uma área 226,7
hectares, sendo 41,5 hectares dessa área localizados às margens do Rio São Francisco e está a 80 Km
do Projeto Jaíba, o maior complexo de irrigação da América Latina, onde são cultivados mais de 60
produtos agrícolas diferentes (Rural Minas, 2008).
A Instituição conta com importantes parceiros formais e/ou informais, na região, dentre os
quais se destacam o Banco do Nordeste, a EPAMIG, a EMATER, o IEF, a CODEVASF, a CEMIG, o
SEBRAE, que muito têm contribuído para a construção do fazer pedagógico desenvolvido neste
IFNMG - Campus Januária.
Analisando o seu percurso histórico, constatando a demanda crescente para os seus serviços e
avaliando seus processos acadêmicos e gerenciais, pode-se, apriori, perceber que o IFNMG - Campus
Januária tem priorizado um incremento contínuo de qualidade e excelência no ensino, introduzido
inovações gerenciais nas atividades fins e meio da organização e, especialmente, valorizando o capital
humano: docente, técnico administrativo e de apoio, com o propósito maior de atender aos discentes
(ator e autor de seu próprio processo educativo de cidadania e profissionalização), satisfazer aos
anseios da sociedade, participar do processo de desenvolvimento com sustentabilidade sócio-cultural,
ambiental e político-econômica local e regional e atender às expectativas e dispositivos legais para
operar na área da educação superior.
A região norte de Minas Gerais é constituída em quase sua totalidade por regiões semi-áridas.
A grande maioria dos municípios da região tem IDHs abaixo da média nacional. Também é uma região
com baixa oferta de ensino público de qualidade, principalmente de nível superior. O entrave principal
da região é o baixo nível de conhecimentos técnicos no que diz respeito à aplicação de novas
tecnologias e conseqüente modernização da agricultura, principalmente em épocas críticas, dificultando
a exploração racional da mesma. Paradoxalmente, no semiárido mineiro está localizado o maior
Perímetro Irrigado da América Latina (Projeto Jaíba). Com a oferta de água de boa qualidade, terras
férteis e clima seco e quente, com altos índices de insolação durante praticamente todo o ano, a região
tornou-se grande produtora de alimentos para o Brasil, principalmente fruticultura irrigada.
Apesar da grandiosidade do Projeto Jaíba, grande parte da produção regional é oriunda de
pequenos e mini-produtores, comunidades tradicionais e assentados, que praticam uma agricultura
tradicionalmente de sequeiro, cuja convivência com as secas periódicas demandam desenvolvimento de
tecnologias adaptadas à região.
8
Ao IFNMG - Campus Januária cabe cumprir o seu papel de ensino, pesquisa e extensão, para
gerar conhecimento e tecnologias adaptadas à nossa região; atender tanto à demanda regional por um
profissional que possa atuar de maneira competente e crítica nessa nova ordem mundial quanto aos
anseios da nossa população jovem, que hoje conta com oferta muito reduzida de cursos de boa
qualidade, devendo, quase sempre, migrar para outras regiões a fim de obter ensino de qualidade.
Por essas razões, foi criado o Curso de Agronomia, o qual pretende formar profissionais com
uma mente analítica, crítica e criativa, com vontade de transformar e com real capacidade de solucionar
problemas, de forma que sejam produtores de conhecimento e não meros receptores de informação.
Para isso, é fundamental oferecer as condições para que o aluno desenvolva além de uma consistente
formação técnico-científica a consciência de sua responsabilidade social, como recurso humano de alto
nível, num país que apresenta graves problemas, tanto do ponto de vista tecnológico quanto ambiental e
socioeconômico.
O Curso de Agronomia foi aprovado pelo Conselho Diretor do IFNMG - Campus Januária em
11/10/2007
pela
Resolução CD N.° 1/2007 e
iniciou suas atividades no primeiro semestre letivo de
2008.
No Projeto Político-Pedagógico do curso de Agronomia, procura se estruturar uma grade
curricular na qual, aos futuros profissionais, sejam proporcionados os meios que lhes permitirão obter o
melhor desempenho técnico e econômico para as diferentes condições em que poderão atuar, com
atuação destacada na solução de problemas relacionados aos sistemas agrícolas e agroindustriais,
incluindo as áreas de construções e eletrificações rurais, irrigação, topografia, fitotecnia, solos,
zootecnia, ecologia e recursos naturais renováveis, defesa sanitária vegetal, alimentos, parques e
jardins, nutrição animal, extensão rural, transferência de tecnologia; perícias e vistorias; gerenciamento
de propriedades agrícolas; comércio exterior e crédito rural, assessoria e planejamento para pequenas,
médias e grandes empresas do complexo agropecuário, empresas ligadas à transformação e
comercialização de produtos agropecuários, empresas relacionadas com a produção e venda de insumos
agrícolas e em setores ligados às cadeias produtivas agrícolas, bancos, cooperativas, sindicatos,
instituições agrícolas do setor federal, estadual, prefeituras e iniciativa privada.
9
3. HISTÓRICO DO IFNMG - CAMPUS JANUÁRIA
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais - IFNMG,
criado em 29 de dezembro de 2008, pela Lei n. 11.892, mediante integração do Centro Federal de
Educação Tecnológica de Januária e da Escola Agrotécnica Federal de Salinas, juntamente com as
novas Unidades de Ensino Descentralizadas (UNEDs) de Almenara, Araçuaí, Arinos, Januária, Montes
Claros e Pirapora, dentro do plano de expansão do Governo Federal.
Como Instituições já consolidadas, o Cefet Januária e a EAF de Salinas começaram a construir
sua história na metade do século passado, como Escolas voltadas para os pobres e desfavorecidos,
preferencialmente, o pequeno produtor rural, o mesmo propósito que deu origem a da Rede Federal de
Educação Profissional em 1909, como Escolas de Aprendizes e Artífices, pelo então presidente Nilo
Peçanha. Mediante mudanças de ordem legal, ambas as Instituições, de origem Agrícola, sofreram
alterações de nomenclaturas, passando de Escola Agrícola a Colégio Agrícola, e posteriormente Escola
Agrotécnica Federal, sendo que a Escola Agrotécnica Federal de Januária, em 2002, por Decreto
Presidencial, foi transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica de Januária- Cefet
Januária, assim denominado até o advento da lei 11.892 que criou os Institutos Federais de Educação
de Educação, Ciência e Tecnologia.
Neste contexto o Instituto Federal do Norte de Minas se firma como Instituição de Educação
Superior, Básica e Profissional, pluricurricular e multicampi, especializada na oferta de educação
profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de
conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas.
Assim consolidado, o IFNMG prima em formar e qualificar cidadãos com vistas na atuação
profissional nos diversos setores da economia, com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local,
regional e nacional, tendo em vista uma educação profissional técnica de nível médio, prioritariamente
na forma de cursos integrados, para os concluintes do ensino fundamental e para o público da educação
de jovens e adultos; oportunizando ao jovem uma possibilidade de formação já nessa etapa do ensino.
Na educação superior serão ofertados cursos de tecnologia; cursos de licenciatura; cursos de
bacharelado e engenharia, além de cursos de pós-graduação Lato Sensu, a especialização, e também
cursos de pós-graduação Stricto Sensu, mestrado e doutorado.
O IFNMG deverá também, desenvolver programas de extensão e de divulgação científica e
tecnológica, bem como realizar e estimular a pesquisa aplicada, a produção cultural, o
empreendedorismo, o cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico.
10
O IFNMG - Campus Januária foi criado nos início dos anos 60, com o objetivo de
proporcionar à comunidade um espaço específico e especial de atendimento às necessidades essenciais
da região do semiárido do Norte de Minas Gerais.
Desde a autorização de seus primeiros cursos, o IFNMG - Campus Januária estabeleceu por
missão ser um agente propulsor de formação do ser integral, profissional, competente, cidadão ético,
pró-ativo e empreendedor, comprometido com a melhoria da qualidade de vida individual e coletiva da
população e com o desenvolvimento local e regional.
O IFNMG - Campus Januária ao longo dos seus 50 anos de experiência apresentou
transformações de ordem legal, que muito contribuíram para o aperfeiçoamento do seu fazer
pedagógico e ou técnico-administrativo. As mais importantes e decisivas dessas transformações são
relacionadas como se seguem:
1.
No dia 04 de outubro de 1960, foi celebrado um convênio entre o Governo Federal e o Governo
do Estado de Minas Gerais para instalação de uma Escola Agrícola no município de Januária;
2.
No dia 18 de dezembro desse mesmo ano, pela Lei n° 3.853, publicada no DOU de 20/12/60, foi
criada a Escola Agrotécnica de Januária-MG;
3.
Pelo Decreto Federal n° 53.558, de 13/02/64, este Estabelecimento de Ensino passou a
denominar-se Colégio Agrícola de Januária;
4.
Pelo Decreto n° 60.731, datado de 19/05/67, o Colégio Agrícola de Januária, até então
subordinado ao Ministério da Agricultura, foi transferido para o Ministério da Educação e
Cultura; permanecendo neste Ministério até os dias atuais;
5.
Em maio de 1964, teve início os estudos formais na Escola, sendo matriculada a primeira turma
de ginasianos agrícolas, tendo acontecido em 1967, à formatura dos primeiros alunos
matriculados como Mestres Agrícolas.
6.
Em 17 de novembro de 1967, ocorreram as inscrições e matrículas à 1
asérie do Curso Técnico
Agrícola - Ramo Agricultura, ao nível de 2° grau, tendo suas aulas iniciadas em agosto de 1968.
A colação de grau dessa primeira turma aconteceu em 05/07/71, como Técnico Agrícola.
7.
No dia 06 de maio de 1972, cola grau a última turma de ginasianos agrícolas passando a escola a
funcionar somente com o curso Técnico Agrícola.
11
8.
No ano letivo de 1974, a Escola fez uma mudança radical no seu Currículo e Calendário escolar,
passando a ministrar, sem prejuízo para os alunos que cursavam a habilitação até então
oferecida, o Curso Técnico Agrícola - Habilitação em Agropecuária, situação que perdura até a
presente data.
9.
Assim, em 03 de Julho de 1975, aconteceu colação de grau da última turma de Técnicos
Agrícolas - habilitação em Agricultura.
10. Pela Lei n° 8.731, do dia 16 de novembro de 1993, a Escola conseguiu autonomia didático-
pedagógica e administrativa, através de sua autarquização;
11. No Ano Letivo de 1996, além da tradicional habilitação em agropecuária a Escola passou a
oferecer uma nova habilitação, a de Processamento de Dados, em nível de Pós-Segundo grau, a
qual posteriormente passou a denominar-se Técnico em Informática.
12.
No Ano Letivo de 1998, foi implantada a Habilitação de Técnico em Agroindústria.
13.
No ano letivo de 2000 foi implantado a Habilitação de Técnico em Enfermagem.
14. Em 2001, mais duas habilitações foram implantadas. Uma na Área de Gestão - Técnico em
Administração, em que foram oferecidas 60 vagas e outra na Área de Meio Ambiente - Técnico
em Meio Ambiente.
15.
Finalmente, pelo Decreto Presidencial de 13 de novembro de 2002, a Escola foi transformada em
Centro Federal de Educação Tecnológica de Januária - CEFET de Januária-MG. Ainda no ano de 2002,
a Portaria n° 3634 de 19/12/2002 autorizou o funcionamento do primeiro Curso Superior na Instituição:
o Curso Superior de Tecnologia em Irrigação e Drenagem, com vestibular realizado no mês de
dezembro/2003, com o início das aulas em fevereiro de 2004. No ano de 2006, foram implantados mais
dois cursos tecnológicos: Sistemas de Informação e Administração.
É importante ressaltar que no ano letivo de 2001 a Escola Agrotécnica Federal de Januária-MG
realizou a separação de matrículas do seu curso Técnico em Agropecuária, que até então, era
constituído de disciplinas de Ensino Médio e de disciplinas de Educação Profissional. Passando a
oferecer os cursos de Ensino Médio e de Técnico em Agropecuária obedecendo aos princípios
pedagógicos e filosóficos das Referencias Curriculares. Além disso, com a publicação do Decreto n°
5.154 de 23 de julho de 2004, esta Instituição manteve a educação profissional técnica de nível médio
concomitante de forma articulada ao ensino médio com duração de 03 (três) anos.
12
4. JUSTIFICATIVA
O IFNMG - Campus Januária está localizado na região Norte do Estado de Minas Gerais, à
margem esquerda do Rio São Francisco, na Fazenda São Geraldo, a 6 km da sede do município de
Januária, e exerce forte influência sobre aproximadamente 60 cidades a seu entorno. Observam-se no
Norte de Minas traços muito semelhantes à região do Nordeste do Brasil, no que se refere ao âmbito
sócio-econômico. A partir da leitura dessa realidade, compreende-se a necessidade de formação de
profissionais que tenham a capacidade de reverter o quadro de estagnação vigente em nossa sociedade,
e nisto o IFNMG - Campus Januária, como instituição de Educação Tecnológica, deve assumir o papel
de estimular o desenvolvimento regional, difundindo tecnologias e formando cidadãos comprometidos
com a realidade onde estão inseridos.
A missão do IFNMG - Campus Januária, nos seus 50 anos de Ensino Agrícola, é formar
profissional em áreas prioritárias para o desenvolvimento da região, a qual enfrenta sérios desafios em
relação, principalmente ao acesso à educação. Neste contexto, uma das missões desta instituição é
capacitar, promover e apoiar os agricultores familiares, as associações comunitárias rurais,
cooperativas e as associações de produtores, bem como toda a iniciativa de desenvolvimento rural
sustentável, promovendo uma educação de excelência por meio da tríade ensino, pesquisa e extensão,
possibilitando a interação entre as pessoas, estabelecendo parcerias com outros órgãos e instituições,
ampliando o conhecimento e construindo novas tecnologias que proporcione o desenvolvimento da
região norte-mineira.
Também gerar tecnologias capazes de estimular renda em consonância ao equilíbrio ecológico,
para fixação do homem no campo como agente difusor das tecnologias de convivência e recuperador
dos fatores ambientais essenciais à sua sobrevivência, é uma das missões do IFNMG - Campus
Januária. Neste sentido, este projeto propõe ações de inserção de professores e estudantes do IFNMG -
Campus Januária como agentes de transformação da realidade local, através de pequenas ações pelo
processo dialético de teoria/prática, em um trabalho interdisciplinar favorecendo uma visão integrada
do social.
13
O IFNMG - Campus Januária, comum às demais instituições de Ensino Superior, organiza-se
para desenvolver sua missão cultural que significa: transmissão, perseverança e transformação do saber
para atender a geração de uma investigação criativa; formação de profissionais necessários à sociedade;
bem como a missão social de manter-se a serviço da região e do desenvolvimento científico e
tecnológico. Ele ao definir sua missão, assumiu preocupação com as necessidades presentes e futuras
do meio em que está inserido, com a consciência de que a educação superior é essencial para que o
município e a micorregião de Januaria alcancem desenvolvimento econômico, social e cultural
sustentáveis, elevando o padrão de vida de sua população.
Também entende o IFNMG - Campus Januária que a educação que oferece deve provocar
mudanças para atender às necessidades sociais e promover a solidariedade e a igualdade; deve
preservar e exercer o rigor científico e a originalidade com imparcialidade e como condição prévia
básica para atingir e manter um nível indispensável de qualidade, deve colocar os discentes no centro
de suas preocupações, dentro de uma perspectiva continuada, permitindo sua integração na sociedade
de conhecimento global.
O relacionamento entre comunidade e IFNMG - Campus Januária deve ser dinâmico,
permitindo aos profissionais formados por ele serem agentes de transformações sociais, dando-lhes
liberdade e autonomia, capaz assim de definir uma hierarquia de valores, onde seus direitos
fundamentais, tais como o civismo, a justiça e a eqüidade social, a honradez, o sentimento e a aspiração
ao transcendente, tenham primazia.
O IFNMG - Campus Januária forma discentes, futuros profissionais que integrarão o seu
quadro de pessoal - dirigentes, docentes, técnicos e administrativos - e os diversos setores da
comunidade. Assim, ele procura ser o espaço de concretização de ideais de pessoas com propósito na
consolidação de bens e valores culturais. Portanto, esta instituição possui dupla tarefa: o resgate da
identidade cultural da região e a procura de seu desenvolvimento pleno no seio da comunidade local e
regional preparando recursos humanos para o desempenho das profissões exigidas pela sociedade e
necessárias para o mercado em contínuas e profundas transformações.
14
Em função da realidade econômica de Minas Gerais, com pólo de produção agrícola e
agroindustrial, a região Norte, em franca expansão, encontra a necessidade de adequação ao momento,
de uma economia cada vez mais globalizada, ativa e sustentável. Dessa forma, ao colocar sua infra-
estrutura física, bem como disponibilizar os recursos humanos necessários, o IFNMG - Campus
Januária contribui para o desenvolvimento sócio-econômico da região, atendendo aos anseios da
comunidade regional por novos conhecimentos.
O IFNMG - Campus Januária na análise de necessidades e vocação regional defronta-se com
a exigência da implantação de um curso que seja fruto da observação da realidade econômica sócio-
educacional; seja pelas potencialidades a serem concretizadas; seja pela abrangência da erradicação
desenvolvimentista que a formação de profissionais voltados à área de ciências agrária, se faz
necessária à esta região do estado de Minas Gerais. Portanto, o curso de Agronomia é um marco para
que Januária, em seu raio de atuação, encontre formas eficientes de produção, agroindustrialização,
comercialização, sem danificar o meio ambiente, com objetivo de servir de referência para o
desenvolvimento regional e nacional.
As oportunidades do mercado de trabalho para os futuros Engenheiros Agrônomos estão nas
áreas de construções e eletrificações rurais, irrigação, topografia, fitotecnia, solos, zootecnia, ecologia e
recursos naturais renováveis, defesa sanitária vegetal, alimentos, parques e jardins, nutrição animal,
extensão rural, transferência de tecnologia; perícias e vistorias; gerenciamento de propriedades
agrícolas; comércio exterior e crédito rural, assessoria e planejamento para pequenas, médias e grandes
empresas do complexo agropecuário, empresas ligadas à transformação e comercialização de produtos
agropecuários, empresas relacionadas com a produção e venda de insumos agrícolas e em setores
ligados às cadeias produtivas agrícolas, bancos, cooperativas, sindicatos, instituições agrícolas do setor
federal, estadual, prefeituras e iniciativa privada.
15
5. OBJETIVOS
O curso de Agronomia do IFNMG - Campus Januária tem por objetivo, formar e qualificar
profissionais, no âmbito das Ciências Agrárias, para os diversos setores desta área de conhecimento,
para atuarem no ensino, na pesquisa e na extensão, realizando pesquisa aplicada e promovendo o
desenvolvimento tecnológico de novos processos, produtos e serviços, buscando assim, novas técnicas
que levem à solução dos problemas ligados ao desenvolvimento das atividades agropecuárias e,
consequentemente, da produção agrícola nacional, visando aumentar a produtividade e a qualidade das
culturas alimentícias e de produtos para exportação, em estreita articulação com os setores produtivos e
a sociedade, especialmente de abrangência local e regional.
6. CONCEPÇÃO DO CURSO
O projeto pedagógico do curso de Agronomia do IFNMG - Campus Januária, busca
sistematizar, as políticas e as diretrizes do Ministério da Educação. O projeto pedagógico do curso não
tem como objetivo criar uma versão definitiva, mas sim se adaptar a nova realidade do agronegócio
brasileiro e a nova diretriz curricular proposta para o curso de agronomia através da e Resolução CNE
N° 1, de 2 de fevereiro de 2006, a qual institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de
graduação em Agronomia (existe uma proposta para unificação do nome de todos os cursos para Eng.
Agronômica).
O curso de Agronomia do IFNMG - Campus Januária é o segundo curso da área de Ciências
Agrárias neste Instituto datando a sua autorização em 11 de outubro de 2007 pela Portaria do Conselho
Diretor do antigo IFNMG - Campus Januária. Ele dispõe de uma infra-estrutura de laboratórios para
atendimento aos ciclos básico e específico do curso; áreas experimentais de campo, além de parcerias
com propriedades e empresas agropecuárias para a realização de aulas práticas, estágios, atividades
complementares e trabalhos de conclusão de curso, permitindo aos discentes e docentes analisarem
situações reais do cotidiano das diversas cadeias produtivas do agronegócio. É característico do curso
uma matriz curricular atualizada e ampla, que contempla aspectos fundamentais requeridos para a
inserção do graduado no mercado de trabalho com vantagens ao pleno exercício da profissão de
Engenheiro Agrônomo.
16
7. PERFIL DO EGRESSO
De acordo com os enunciados da Lei No. 5.194, de 24 de dezembro de 1966, complementada
pela Resolução N°. 218 do CONFEA, de 29 de junho de 1973; da Resolução N° 1.010 do CONFEA,
de 22 de agosto de 2005; e da Resolução do CNE N° 1 de 2 de fevereiro de 2006, o perfil do
Engenheiro Agrônomo deve ser:
• Um profissional com capacidade de realizar análise científica, de identificar e resolver
problemas, preocupado com atualização permanente de conhecimentos e de tomar decisões
com a finalidade de operar, modificar e criar sistemas agropecuários e agroindustriais, sempre
se preocupando com os aspectos sociais e de sustentabilidade, dentro de princípios éticos.
• Eclético, com uma sólida base teórica e experiência prática desenvolvida, com visão ampla e
holística dos fenômenos que afetam a agricultura, com competências e habilidades para atuar e
buscar aperfeiçoar-se em quaisquer áreas e atividades atribuídas ao Engenheiro Agrônomo;
• Um profissional com facilidade em conhecer as particularidades da agropecuária e estar
preparado para acompanhar tendências e inovações tecnológicas da sociedade moderna, uma
vez que características como criatividade e versatilidade são estimuladas nos estudantes
durante a realização do curso.
• Um profissional com capacidade de gerar e aplicar conhecimentos científicos e técnicas
agronômicas adequadas à produção vegetal e animal, tendo uma sólida formação humanística,
desenvolvendo consciência social, econômica, cultural e crítico-valorativa das atividades
pertinentes ao seu campo profissional, orientando a comunidade para a melhoria da qualidade
de vida do homem.
17
O curso de Agronomia possui ações pedagógicas com base no desenvolvimento de condutas e
atitudes com responsabilidade técnica e social, de maneira que o profissional estará habilitado a
entender a coexistência de relações entre teoria e prática, como forma de fortalecer o conjunto dos
elementos fundamentais para a aquisição de conhecimentos e habilidades necessárias à concepção e
práticas agronômicas, adaptando-se de modo inteligente, flexível, crítico e criativo às novas situações,
com condutas, atitudes e responsabilidade técnica e social, respeitando a fauna e a flora e promovendo
a conservação e / ou recuperação da qualidade do solo, do ar e da água, com uso de tecnologias
integradas e sustentáveis do meio ambiente. É também prioridade formar massa crítica, reflexiva e
integrada no contexto sócio-político-econômico e cultural, tornando o profissional um ser autônomo e
empreendedor, capaz de atuar em uma sociedade em constantes transformações.
8. HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
A matriz curricular do curso de Agronomia do IFNMG - Campus Januária se constitui de
disciplinas básicas e específicas para que os egressos adquiram competências e habilidades, tais como:
• Projetar, coordenar, analisar, fiscalizar, assessorar, supervisionar e especificar técnica e
economicamente projetos agroindustriais e do agronegócio, aplicando padrões, medidas e
controle de qualidade;
• Realizar vistorias, perícias, avaliações, arbitramentos, laudos e pareceres técnicos, com
condutas, atitudes e responsabilidade técnica e social, respeitando a fauna e a flora e
promovendo a conservação e / ou recuperação da qualidade do solo, do ar e da água, com uso
de tecnologias integradas e sustentáveis do ambiente;
• Atuar na organização e gerenciamento empresarial e comunitário interagindo e influenciando
nos processos decisórios de agentes e instituições, na gestão de políticas setoriais;
• Produzir, conservar e comercializar alimentos, fibras e outros produtos agropecuários;
• Participar e atuar em todos os segmentos das cadeias produtivas do agronegócio; exercer
atividades de docência, pesquisa e extensão no ensino técnico e superior;
• Enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade e do mercado de trabalho,
adaptando-se às situações novas e emergentes.
18
9. ÁREAS DE ATUAÇÃO
O Engenheiro Agrônomo formado pelo IFNMG - Campus Januária terá habilidade e
credenciamento para promover realizações de interesse social e humano que importem na realização
dos seguintes empreendimentos:
• construções rurais;
• irrigação e drenagem;
• topografia;
• fitotecnia;
• solos;
• ecologia e recursos naturais renováveis;
• defesa sanitária vegetal;
• processamento de produtos de origem animal e vegetal;
• parques e jardins;
• manejo de pastagens e nutrição animal;
• extensão rural e transferência de tecnologia;
• perícias e vistorias;
• gerenciamento de propriedades agrícolas;
• comércio exterior e crédito rural;
• assessoria e planejamento para pequenas, médias e grandes empresas do complexo
agropecuário;
• empresas ligadas à transformação e comercialização de produtos agropecuários;
• empresas relacionadas com a produção e venda de insumos agrícolas e em setores ligados às
cadeias produtivas agrícolas, bancos, cooperativas, sindicatos, instituições agrícolas do setor
federal, estadual, prefeituras e iniciativa privada.
19
10. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
A matriz curricular proposta neste projeto consta de disciplinas obrigatórias básicas e
profissionalizantes e de disciplinas optativas, apresentadas a seguir, juntamente com a adequação da
organização pedagógica ao perfil profissional:
O funcionamento da estrutura curricular proposta para o curso de Agronomia atende
plenamente as Diretrizes Curriculares Nacionais e Leis, Resoluções e Normativas do Sistema
CONFEA/CREA’ s.
O Curso tem uma duração mínima de cinco anos, (10 semestres) e máxima de 7,5 anos, (15
semestres), totalizando 3.640 horas, incluindo 360 horas de estágio curricular supervisionado e 80
horas de planejamento agronômico integrado.
O curso de Bacharelado em Agronomia tem duração total de 05 (cinco) anos. Possui um
período de integralização (duração) mínimo, de 05 (cinco) anos, correspondentes a 10 períodos, e um
período máximo de 07 (sete) anos e meio, de acordo com a Resolução CNE/CEB n° 2/2007.
O estudante que cursar disciplinas além das ofertadas para o seu período, desde que não
ultrapasse a carga horária máxima permitida no Regulamento Interno dos Cursos de Graduação do
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, Campus Januária/MG, poderá ter seu tempo de conclusão
de curso abreviado, desde que tenha cumprido todos os componentes curriculares. Também se aplica a
esse caso estudantes que tenha extraordinário aproveitamento de estudos, certificação do conhecimento
adquirido no trabalho ou na educação profissional:
a) O previsto no artigo 47 da LDB: "Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos,
demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca
examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos seus cursos, de acordo com as normas dos
sistemas de ensino."
Neste sentido, é pertinente lembrar que o Parecer CNE/CES nº 60, de 01/03 de 2007, traz
esclarecimentos no sentido de que a demonstração exigida no artigo 47 da LDB se processa por meio
de um ato acadêmico por excelência, com a constituição de banca examinadora para esse fim. "A
autonomia didático-científica das instituições de Educação Superior deve valer, no que se refere à
liberdade para ensinar e aplicar exames e avaliações, para todas as categorias institucionais, não
havendo benefício na fixação de regulamento para esses fins (...) Naturalmente, a contrapartida a essa
20
autonomia é a observância, por parte das instituições, da aplicação da norma do artigo em tela aos
casos realmente extraordinários."
b) A certificação de conhecimento adquirido no trabalho ou na educação profissional e de estudos
anteriores; ou mesmo o regime de matrícula por disciplina, para fins da possibilidade de integralização
do curso inferior, por meio de realização de estudo de compatibilização/equivalência.
Poderá também ter seu tempo de conclusão de curso abreviado, discentes que obtiverem
aproveitamento de estudos anteriores, transferidos de outras instituições, beneficiados pela reopção de
curso e portadores de diploma. Outros casos de integralização em tempo menor que mínimo deverão
ser analisados pelo Colegiado de Curso ou órgão equivalente. Caso o aluno ultrapasse o período
máximo de integralização, estará sujeito ao desligamento do curso e consequentemente à perda da
vaga.
Para retorno às suas atividades, o aluno deverá prestar novo processo seletivo, com direito à
solicitação de aproveitamento de estudos das disciplinas já cursadas e eventual necessidade de
cumprimento de disciplinas em regime de adaptação, caso haja mudança/adequação na matriz
curricular.
A integralização curricular ficará vinculada à freqüência mínima de 75% nas atividades
teóricas, bem como nas práticas, de cada disciplina e ainda em consonância do coeficiente de
verificação de rendimento escolar previsto no Regulamento Interno dos Cursos Superiores do IFNMG -
Campus Januária.
O curso será oferecido em regime anual, mas as disciplinas são semestrais. Sendo as disciplinas
organizadas em períodos, concentradas em datas pré-fixadas, possuindo aulas teóricas, práticas de
campo e laboratórios. Na atual estrutura, o acadêmico necessita cursar todas as disciplinas obrigatórias
oferecidas para a sua formação profissional, entretanto há um elenco de disciplinas optativas que
complementarão a formação profissional dos acadêmicos. A exigência de carga horária mínima nessas
disciplinas optativas para a integralização da carga horária total é de 360 horas.
Como atividades complementares são oferecidas oportunidades de: monitoria, estágio,
congressos, simpósios, encontros científicos, iniciação científica, atividades de extensão e outros
eventos com o objetivo de serem consideradas como um reforço da estrutura básica das disciplinas
obrigatórias.
21
10.1. MONITORIA
O curso de graduação em Agronomia prevê a monitoria como uma atividade de
complementação e aprofundamento dos conteúdos e das ações de formação dos discentes. Visa ainda
propiciar ao acadêmico a oportunidade de desenvolver e compartilhar suas habilidades e competências,
assegurando a cooperação didática entre o corpo docente e discente nas funções universitárias.
A monitoria oferecida pelo curso seguirá às normas do Regulamento Interno dos Cursos
Superiores do IFNMG - Campus Januária e visa atender os seguintes objetivos:
I. Propiciar ao discente desenvolver e compartilhar suas habilidades e competências para a carreira
docente, nas funções de ensino;
II. Assegurar a cooperação didática entre o corpo docente e discente nas funções universitárias;
III. Preparar e direcionar os discentes nas várias áreas de interesse, visando seu treinamento em
serviço, exploração de aptidões intelectuais e de oportunidades profissionais;
IV. Oferecer aos discentes oportunidades de complementação e de aprofundamentos de conteúdos nas
diversas disciplinas.
A atividade de monitoria, nos cursos de graduação do IFNMG - Campus Januária, é exercida
por discente regularmente matriculado, durante o período letivo e de acordo com as normas específicas
de cada modalidade citada em regulamento próprio. Cabe ao professor da disciplina solicitar o auxílio
de monitor mediante projeto de monitoria para a respectiva disciplina a ser encaminhado ao respectivo
Colegiado de Curso.
Em todas as modalidades, após o cumprimento do programa de monitoria, o monitor receberá
um certificado emitido pela CIE-C se aprovado na avaliação.
A IFNMG - Campus Januária oferecerá aos seus discentes duas modalidades desta atividade:
a monitoria com bolsa auxílio e a monitoria voluntária em disciplinas já cursadas pelo acadêmico. Na
modalidade de monitoria com bolsa auxílio, o acadêmico monitor recebe ajuda de custo, fixada em
proposta apresentada pela Direção Geral, durante o período em que estiver realizando esta atividade.
Para candidatar-se a esta modalidade o acadêmico deverá comprovar a aprovação na
disciplina, com nota mínima de 70.0 (setenta) através do histórico escolar; ser indicado, depois de
selecionado em teste classificatório específico, a ser proposto e aplicado por comissão especialmente
designada para este fim, segundo critérios e procedimentos estabelecidos em Edital.
22
Caberá ao coordenador do curso referendar e homologar a classificação indicada pela
comissão. O programa de monitoria com bolsa auxílio, indicando o número de bolsas e respectivos
valores, deverá ser proposto anualmente pela Direção Geral.
Para candidatar-se a modalidade de monitoria voluntária em disciplina já cursada, o
acadêmico deve: comprovar a aprovação na disciplina, com nota mínima de 70.0 (sessenta), através do
histórico escolar; após aprovação em teste seletivo, a ser elaborado e aplicado pelo docente da
disciplina, segundo critérios e procedimentos estabelecidos em Edital.
As atribuições do monitor são auxiliar o docente nas atividades didático - científicas, inclusive
na preparação de aulas, atividades e trabalhos didáticos, atendimento e orientação de discentes, em
períodos por ele já cursados; auxiliar o corpo discente, sob a supervisão docente, na orientação de
trabalhos de laboratório, de pesquisas bibliográficas, de trabalhos de campo e de outros compatíveis
com seu grau de conhecimento e experiência; atender pequenos grupos em horários que não coincidam
com os seus horários de aula. É vedado ao monitor elaborar, aplicar ou corrigir provas, ministrar aulas
como substituto ou outras funções exclusivamente docentes.
Em relação ao regime de trabalho o programa de monitoria não implica em nenhum tipo de
relação empregatícia entre o acadêmico e a Instituição. O monitor exerce suas atividades sob
orientação de professor responsável que zelará pelo fiel cumprimento das atividades previstas. O
horário das atividades do monitor não pode, em hipótese alguma, prejudicar as atividades discentes e
será fixado no ato de designação, a carga horária compatível com as funções e atividades a serem
desempenhadas.
As atividades de monitoria terão de 4 a 30 horas semanais. As atividades do monitor
obedecem, em cada semestre, ao projeto elaborado pelo professor, aprovado pelo coordenador do curso
nas duas modalidades e também pelo gerente de graduação, quando se tratar da monitoria com bolsa
auxílio.
Para divulgação e supervisão das monitorias o Edital para seleção de monitores na
modalidade de bolsa auxílio e monitoria voluntária em disciplinas já cursadas deverá constar
obrigatoriamente: os critérios para recrutamento e seleção dos monitores; os planos de trabalho do
programa de monitoria; os mecanismos de acompanhamento e avaliação pelo professor supervisor do
trabalho do monitor; a forma de controle do encaminhamento da freqüência dos monitores.
A CIE-C emitirá os certificados de monitoria após o recebimento dos controles de freqüência
e da avaliação dos monitores por parte do coordenador de curso.
23
O coordenador de curso encaminhará mensalmente à Direção Geral a freqüência do monitor
com vistas ao pagamento de bolsa de auxílio. A renovação da bolsa de monitoria dependerá da
existência de vagas e da análise do desempenho do monitor, a ser realizada pelo professor supervisor,
homologada pela coordenação do curso. A Instituição, de acordo com a legislação vigente, tomará
providências necessárias para que os monitores fiquem assegurados contra acidentes pessoais.
10.2. ESTÁGIOCURRICULAR SUPERVISIONADO
Embasamento legal
O Estágio Curricular Supervisionado é, pois um modo especial de atividade de capacitação em
serviço e que só pode ocorrer em empresas e instituições onde o estagiário assuma efetivamente o
papel profissional de bacharel agrônomo, de outras exigências do projeto pedagógico e das
necessidades próprias do ambiente da instituição ou empresa de realização do estágio testando suas
competências por um determinado período
.
PARECER CNE/CP N.°: 28/2001.
Ainda, disposto no Decreto Lei n° 11. 788, de 25 de setembro de 2008 no Artigo 1 ◦ Estágio é ato
educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o
trabalho de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação
superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino
fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.
No Parágrafo primeiro da mesma Lei reza que, O estágio faz parte do projeto pedagógico do
curso, além de integrar o itinerário formativo do educando.
Já no Parágrafo segundo, O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade
profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida
cidadã e para o trabalho.
Conforme determinações estabelecidas nas diretrizes curriculares previstas neste projeto
pedagógico de curso, o estágio é Disciplina obrigatória, cuja carga horária é requisito para obtenção de
diploma.
24
A escolha do bacharelando em Agronomia da instituição onde realizará o estágio está
condicionada a uma análise dos Coordenadores de Curso e de Estágio. Ainda, os Coordenadores de
Curso e de Estágio estabelecerão junto à instituição concedente do estágio os quantitativos de
estagiários a serem lá enviados, assim como as exigências quanto aos recursos humanos, materiais e as
condições pedagógicas no desenvolvimento deste importante processo e ato educativo.
Dispositivos gerais ou específicos não definidos neste Projeto, a respeito dos estágios do
curso de bacharel em Agronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Norte de Minas Gerais, Campus Januária, serão estabelecidos em Regulamento próprio
elaborado pela CIE-C - Coordenadoria de Integração Escola-Comunidade. (Vide Anexo 02)
Aspectos teórico-pedagógicos:
O estágio permite ao discente praticar aspectos que fundamentam a sua futura vida profissional.
No entanto, não se resume a “um fazer específico”, e sim a um momento de reflexão que deve
enriquecer a teoria que lhe dá suporte. O acadêmico vivenciará no estágio “as reais condições de
trabalho”, que muitas vezes não foram abordadas na teoria de sala de aula, sendo, portanto, um espaço
de novas aprendizagens.
O estágio supervisionado será realizado como complemento do desenvolvimento das atividades
teóricas, em campos práticos específicos, tais como: Cooperativas, Centros de Pesquisas e Instituições
de Ensino Brasileira e Estrangeira, convênios com Empresas de Assistência Técnica, Seguradoras,
Propriedades Agrícolas, Assentamentos, Órgãos Governamentais, Prefeituras, Secretarias de
Agricultura, Bancos Públicos e Privados, Agências de Financiamento Rural entre outros, atendo aos
seguintes objetivos:
• Promover a inserção crítica na realidade social, por meio de atuação direta em situações
profissionais, aproximando a teoria da prática;
• Redirecionar os aspectos teóricos desenvolvidos em sala de aula frente à diversidade de
realidade encontrada; e
• Oportunizar a articulação e integração das instituições envolvidas de ensino, pesquisa e
extensão.
25
O estágio supervisionado será controlado pela CIE-C - Coordenadoria de Integração Escola-
Comunidade, sob a forma de extensão, constando de atividades de prática pré-profissional exercidas
em situações reais de trabalho, pelo desempenho de atividades práticas demandadas por estudantes, no
intuito de aplicarem a teoria assimilada durante a sua integralização da matriz curricular.
O estágio possui regulamento próprio elaborado pela CIE-C e aprovado pelo Conselho Diretor
do IFNMG - Campus Januária. A orientação do estágio fica a cargo dos docentes do IFNMG - Campus
Januária, designados pela Coordenação do curso de Agronomia ad referendum da CIE-C. Para tanto, o
estágio é desenvolvido sob orientação e assessoria docente. Na elaboração da programação e no
processo de supervisão e avaliação do acadêmico em estágio curricular, haverá a efetiva participação
de um profissional das Ciências Agrárias no local onde se desenvolvem as atividades do referido
estágio. Cada discente é obrigado integralizar carga horária total de 360 (trezentas e sessenta) horas.
O Estágio será Supervisionado e assumirá uma das modalidades a seguir:
a) Estágio Profissional: envolve atividades de caráter profissionalizante em consonância com o perfil
profissional de conclusão, sendo obrigatório aos concluintes do curso de Agronomia e a exigência em
carga horária para tal modalidade de estágio é de no mínimo 260 (duzentas e sessenta) horas.
b) Estágio de Iniciação Científica/Tecnológica: envolve atividades que possibilitem a introdução do
discente ao método científico, através do acompanhamento de um trabalho científico e/ou tecnológico e
no desenvolvimento da capacidade de elaboração de projetos, com crescentes graus de autonomia
intelectual. O tempo que o discente participar de tais trabalhos poderá ser computado para a
integralização da carga horária total do estágio desde que não ultrapasse a 100 (cem) horas.
c) Estágio Sociocultural: envolve atividades que possibilitem o contato com o mundo do trabalho e a
participação em empreendimentos ou projetos de interesse social ou cultural, objetivando o
desenvolvimento de competências para a vida cidadã e para o trabalho produtivo. A participação nesta
modalidade de estágio irá contribuir para uma formação holística do futuro profissional, entretanto as
horas estagiadas não serão computadas para a integralização da carga horária de estágio.
26
O estágio terá início a partir do 4° (quarto) período, ou seja, quando o acadêmico tiver
concluído todas as disciplinas do ciclo básico e deverá ser concluído até o 9° (nono) período. O prazo
máximo para a conclusão do Estágio Profissional Obrigatório após a integralização da carga horária,
para o curso de Agronomia será de no máximo 2 (dois) anos. Expirado este prazo o acadêmico não terá
direito à sua colação de grau.
O mecanismo de acompanhamento e de cumprimento do estágio curricular constitui na entrega
da ficha de avaliação e declaração (formulários próprios e disponíveis na CIE-C), emitidos pela
empresa na qual o acadêmico realizou o estágio, do relatório confeccionado pelo acadêmico, (em
formulário próprio disponível na CIE-C) e do relatório final, cujas normas da redação constam de
regulamento próprio disponível junto ao professor orientador. Tais documentos deverão ser entregues
ao professor orientador, para a validação ou não do estágio supervisionado. Tais documentos após
análise e parecer do professor orientador deverão ser encaminhados à CIE-C, sendo que o relatório
final deverá ser entregue ao professor responsável pelo estágio.
10.3. INICIAÇÃO CIENTÍFICA
O Programa de Iniciação Científica (PIC) do IFNMG - Campus Januária é destinado aos
discentes selecionados com base no rendimento acadêmico e no talento investigativo. Ele visa permitir
atuação de discentes nos projetos de pesquisa aprovados pela Coordenação de Pesquisa e Pós-
Graduação e pela Direção Geral. O PIC oferta bolsas de auxílio financeiro aos discentes, sendo que o
número destas é definido através de Edital, por ato específico da Direção Geral. Há também a
modalidade bolsista voluntário, a qual implica ausência de qualquer tipo de auxílio financeiro da
instituição.
São objetivos do PIC:
I. Em relação à Instituição:
a) Sistematizar e institucionalizar as pesquisas de iniciação científica;
b) Tornar as ações institucionais competitivas na construção do conhecimento científico,
disponibilizando este à comunidade regional a partir de palestras, mini-cursos, dia de
campo, entre outras estratégias de difusão tecnológica que dê respaldo à importância e ao
reconhecimento pleno da Instituição;
27
c) Permitir à Instituição ser uma vanguarda regional na área de desenvolvimento científico,
atraindo assim docentes e discentes com melhor qualidade técnica;
d) Qualificar docentes e discentes, com vistas à continuidade da respectiva formação técnica e
acadêmica, pelo encaminhamento dos mesmos para futuros programas de pós-graduação,
com conseqüente reconhecimento da Instituição.
II. Em relação aos discentes:
a) Despertar vocação científica e incentivar talentos potenciais de discentes, pela sua
participação efetiva em projetos de pesquisa e investigação científica;
b) Proporcionar o domínio da metodologia científica, assim como, estimular desenvolvimento
do pensamento científico aos discentes;
c) Permitir produção científica de discentes vinculados ao PIC;
d) Preparar o discente para acesso à pós-graduação.
III. Em relação aos docentes:
a) Estimular docentes para a prática da pesquisa científica, destacando o seu papel na
orientação de discentes da Instituição;
b) Aumentar a produção científica do docente, permitindo o seu devido reconhecimento
profissional, a partir de difusão dos resultados em palestras, dia de campo, congressos, entre outros;
c) Melhorar o processo ensino - aprendizagem, difundindo em sala de aula as descobertas
científicas.
10.4. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
O discente para obter titulação de Engenheiro Agrônomo tem que desenvolver uma
monografia, focando uma pesquisa, preferencialmente relacionando sua prática em campo com o saber
teórico. Esse trabalho de conclusão de curso (TCC) se constitui no estudo de uma temática de interesse
agronômico. O TCC deve ser realizado individualmente pelo discente, sob a orientação de docente do
próprio IFNMG - Campus Januária ou por profissional de outra Instituição, de notado destaque em sua
área de atuação.
28
A distribuição da carga horária para TCC se justifica pela necessidade de elaboração do projeto
de pesquisa e da experimentação nas suas etapas: justificativa do problema; objetivo e hipóteses do
estudo; estado atual da “arte”, por meio de levantamento bibliográfico; e metodologia e resultados
esperados; implantação e acompanhamento de experimentos; coleta e análise estatística de dados;
resultados, discussão e conclusões.
No âmbito da legislação federal o TCC encontra amparo e dispositivos legais na Lei 10. 973, de
02 de dezembro de 2004, que dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica
no ambiente produtivo e dá outras providências.
Art. 1
oEsta Lei estabelece medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no
ambiente produtivo, com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao
desenvolvimento industrial do País, nos termos dos arts. 218 e 219 da Constituição.
Art. 2
oPara os efeitos desta Lei, considera-se:
V - Instituição Científica e Tecnológica - ICT: órgão ou entidade da administração pública que tenha
por missão institucional, dentre outras, executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter
científico ou tecnológico;
VII - instituição de apoio - fundação criada com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa,
ensino e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico de interesse das IFES e
demais ICTs, registrada e credenciada nos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, nos
termos da Lei n
o8.958, de 20 de dezembro de 1994; (Redação dada pela Lei n° 12.349, de 2010)
O TCC deve ser apresentado sob forma de Monografia
Monografia:
A Monografia é um estudo sobre um tema específico, delimitado, obedecendo às normas
gerais da metodologia científica. Portanto, é um trabalho escrito respaldado por uma atividade de
pesquisa, apresentando como características: sistematização, completude, unidade temática,
investigação de fatos, metodologia adequada, contribuição da reflexão para a Ciência.
O tema da Monografia é escolhido pelo bacharelando em agronomia devendo ser compatível
com as temáticas desenvolvidas durante o curso que tem como foco principal a formação de
bacharéis agrônomos.
29
A Monografia, conforme definida em seu Regulamento elaborado pela Coordenação de
Cursos da área de Ciência Agrárias e aprovado pelo Colegiado de Cursos Superiores e pelo
Conselho Diretor do Campus Januária - IFNMG (Vide Anexo 03), é realizada individualmente, sob
a orientação de um professor da área de Ciência Agrárias do Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia do Norte de Minas Gerais, Campus Januária, que por sua vez, deve computar a
freqüência (mínima de 75%) dos alunos aos encontros de orientação, bem como registrar,
sistematicamente, através de, no mínimo, dois relatórios, o desempenho do bacharelando em
Agronomia, durante o processo de construção da Monografia que deve ocorrer nos 2 (dois) últimos
períodos letivos.
As Monografias serão apresentadas por escrito e oralmente a uma Banca Avaliadora
composta por três profissionais da área de Ciências Agrárias, sendo um deles o orientador do
aluno.
Após a apreciação da Monografia apresentada pelo licenciando, será atribuído o resultado
final de Aprovação, Aprovação Condicional, aprovação condicionada às correções propostas pela
banca as quais o estudante terá de fazer para obter a Aprovação, ou Reprovação, justificado em
parecer assinado pelos membros da citada Banca Examinadora.
Para fins de aprovação no TCC o acadêmico deverá apresentar aproveitamento de 60% na
média dos três avaliadores que compõem a Banca Examinadora.
30
11. ESTRUTURA CURRICULAR (Anexos)
11.2. EMENTÁRIO
CITOLOGIA
Ementa
Organização geral das células e dos vírus. Métodos de estudo das células. Composição química da célula. Membranas biológicas, organelas e digestão intracelular. Mitocôndria. Célula Vegetal. Citoesqueleto e movimentos celulares. Ciclo celular. Retículo Endoplasmático e complexo de Golgi. Diferenciação.
Objetivo
Reconhecer a célula como unidade fundamental da vida. Conhecer os componentes celulares, seu funcionamento e integração.
Bibliografia Básica
ALBERTS, B. et al. Biologia Molecular da Célula. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 1462 p. BOLSOVER, S. R. et al. Biologia Celular. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
JUNQUEIRA, L.C. ; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 10.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.
Bibliografia Complementar
RAVEN, P.H., EVERT, R.F. & CURTIS,H. 2001. Biologia Vegetal. 6a ed. Ed. Guanabara Koogan S.A., Rio de
Janeiro.
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA AGRONÔMICA
Ementa
IFNMG conceito, estrutura e articulação histórica com a sociedade. O IFNMG. Estruturação do conhecimento em Agronomia e áreas de atuação profissional. Currículo e normas de funcionamento acadêmico. História da agricultura e da Agronomia. Grandes debates atuais na agricultura. A agricultura e o rural em MG e no Brasil: caracterização e importância sócio-econômica, atores sociais, políticas públicas e inserção no contexto internacional. Evolução das técnicas agropecuárias ao longo da história da humanidade. Modelos de exploração agrícola. Formação profissional e mercado de trabalho. O que é Agronomia. Áreas de atuação do agrônomo. Biotecnologia na agricultura. Ética profissional.
Objetivo
Oferecer oportunidades de vivência agronômica orientada, como forma de demonstrar as relações entre o conhecimento agronômico e as disciplinas do ciclo básico do Curso. Estimular o interesse e a motivação dos alunos pelo Curso.