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Coordenação Estadual da Saúde do Homem E-mail: [email protected]
Faça da
prevenção
sua parceira
de vida.
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Sete vidas? Não, menos sete anos!
Preste atenção nessa conta:
nascem 2% a 5% mais meninos
do que meninas. Até por volta
de 14 a 19 anos, eles ainda são
mais numerosos. Mas a partir
dos 20 anos, essa proporção
começa a cair. Depois dos 75
anos, restam 40% de homens
contra 60% de mulheres.
Atualmente, a expectativa de vida da mulher brasileira é, em média, de 79 anos; já a dos homens fica em 72. No final das contas, eles estão vivendo 7 anos a menos.
Em quase todas as faixas etárias morrem mais homens do que mulhe-res! Dos 20 aos 30 anos é onde a dife-rença é mais gritante: para cada moça, morrem quatro rapazes.
Mas eles estão perdendo a vida pra quem? Para a violência, os acidentes de trânsito e o descuido com a saúde.
Claro que todo mundo vai morrer um dia. Mas se as estatísticas mos-tram que há diferença entre épocas e grupos, é porque não se trata apenas de uma questão de destino. As con-dições e o estilo de vida são determi-nantes.
O IBGE mostra, por exemplo, que em 1960 a expectativa de vida do bra-sileiro era de 48 anos. E hoje, soman-do a média de homens e mulheres, está em 75,5 anos.
Porém, se viver mais ou menos não é relevante pra você, ter saúde, força e vigor é fundamental, né?
Então, te cuida, homem!
Pare de dizer agora não dá.
Renato Alves, 54 anos, precisou fazer uma cirurgia de redução de estômago aos 35 anos. Pesando 150 quilos na época e com as taxas de monitoramento do corpo bastante alteradas, ele foi confrontado: ou tomava uma atitude ou morreria. Dizem que o homem é o sexo
for-te. As estatísticas, porém, mostram o quanto ele está vulnerável às conse-quências deste modo de pensar.
O sexo masculino tende a apresen-tar um comportamento mais arrisca-do, favorecendo condutas agressivas, direção perigosa de veículos e ainda o consumo de álcool, cigarros e drogas ilícitas com mais frequência do que as mulheres.
Por achar que é ou precisa ser du-rão, o homem costuma não reconhe-cer suas próprias limitações e fragili-dades, uma atitude cultural que acaba cobrando um preço alto.
A maioria vive dando desculpas para não cuidar da saúde. A clássica é o “agora não dá”, que prioriza todas as outras coisas ou esconde o receio de encontrar algo errado.
Com o passar da idade este des-cuido leva a doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, complicando a situação. Aquele que permanece du-rão acaba sendo derrotado pelo pró-prio preconceito.
Chega de “agora não dá”. A saúde é um bem precioso demais para ser dei-xada ao acaso.
Quem
dera ter
7 vidas!
Mude de
atitude e
viva mais.
Atenção integral para a saúde deles
Visa ampliar e melhorar o acesso do homem aos serviços da Atenção Básica (postos de saúde). As mulheres são mais regulares nas consultas médicas, já os homens são mais frequentes nos atendimentos de urgência e emergência.
Essa rotina de não buscar ajuda nos primeiros sintomas tem consequências para o homem e sua família e aumenta a complexidade dos atendimentos, gerando custos mais elevados para o sistema.
Por isso, as equipes das unidades bási-cas de saúde têm sido treinadas para ofe-recer ao homem um ambiente acolhedor, para que ele veja no posto não apenas um espaço para crianças, mulheres e idosos.
São áreas que estão requerendo maior cuidado e atenção. Entre os jovens, o comportamento de risco para infecções sexualmente transmissíveis (IST) tem aumentado. Entre 2006 e 2015, cresceu o percentual na faixa etária dos 20 aos 24 anos que vivem com HIV/Aids: de 15,9 para 33,1 casos detectados em cada 100 mil habitantes. Entre a população de 25 a 29 anos, a taxa passou de 40,9 para 49,5. A redução no uso de camisinha e o sexo inconsequente estão entre as causas, levando também a outras IST´s.
Quanto à saúde sexual e reprodutiva, os problemas de libido e ereção po-dem surgir a partir dos 40, mas têm também aumentado entre homens mais jovens. O uso de álcool, cigarro e drogas ilícitas comprometem o desempenho. O estresse e a ansiedade também têm feito aumentar os problemas nesta área, assim como os casos de hipertensão, diabetes e colesterol elevado.
Acesso e acolhimento
Saúde sexual e reprodutiva
EIXO
1
EIXO
2
Acesso e
acolhimento
Saúde sexual e
reprodutiva
Paternidade
e cuidado
Doenças
prevalentes
Prevenção de
violências e
acidentes
Nas últimas décadas, o foco em questões de gênero permaneceu voltado para as mulheres, por mo-tivos plenamente justificados.
Mas as estatísticas começa-ram a emitir alertas bem fortes: os homens também precisam de atenção especial. Neste caso, para superar a falta de cuidados com a saúde e comportamentos que afetam sua qualidade de vida ou mesmo a preservação dela.
Depois do Canadá, o Brasil foi um dos primeiros países a to-mar uma atitude nesta área: em 2009, instituiu a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, desenvolvida pelos ges-tores do SUS em âmbito federal, estadual e municipal, sociedade civil organizada, pesquisadores, acadêmicos e agências de coope-ração internacional.
Foram instituídos cinco eixos temáticos, estratégicos para a re-dução efetiva das doenças e mor-talidade masculinas. Estes eixos de ação consideram não apenas os fatores biológicos, mas também as dimensões psicológica e socio-cultural.
Cinco
eixos de ação
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem volta suas ações para a faixa etária que vai dos 20 aos 59 anos, uma vez que para adolescentes e idosos existem outras políticas específicas.
Com a temática “paternidade e cuidado”, acredita-se que uma maior vivência deste aspecto singular da vida pode ser um caminho oportuno para fortalecer vínculos saudáveis en-tre o homem e seus familiares, contri-buindo para trazer mais saúde e bem--estar a ele próprio e sua família. A meta é promover o engajamento des-de o planejamento reprodutivo, para que ele divida a responsabilidade de ter e cuidar dos filhos com a mulher.
Paternidade responsável: aprendizado para cuidar dos filhos e de si próprio
Pré-natal masculino
O homem está sendo estimulado a acompanhar o pré-natal da mulher. Este é um meio não só para que ele se envolva com todas as decisões da ges-tação, como a escolha do parto, mas também oportunidade para que ele próprio faça um checkup preventivo. As consultas dele são destinadas a exa-mes de rotina, atualização do calendá-rio de vacinas e orientações sobre hábi-tos saudáveis para si e a família.
Lei do acompanhante
A participação no parto e pós--parto é estimulada e garantida pela Lei Federal 11.108, de 2005, que dá à mulher o direito a ter uma pessoa do seu lado em todos os momentos na maternidade. A presença do homem é benéfica para a mulher e a criança, sobretudo no aspecto emocional. Ele aprende a ajudar no aleitamento e nos primeiros cuidados, se preparan-do para ser um pai presente.
Do cuidado para o autocuidado
A mudança no modelo de pai provedor para o pai que participa do cuidado com os filhos tem reflexos positivos no próprio autocuidado do homem. Ele passa a ter atitudes di-ferentes em relação a si próprio. Por isso que as mulheres se cuidam mais, porque aprendem desde cedo a cui-dar. Ensinar os meninos a também ter essa atitude é garantir mais saúde pra eles no futuro.EIXO
3
Renato Alves, 54 anos, com o filho Eduardo (18) e a enteada Mariana (22)
Bruno Silva, 29 anos, com os filhos Jhonata (5) e Bernardo (7) Israel Luna, 30 anos, com o pai Arlindo (64) André Marçal, 38 anos, com as filhas Beatriz (4) e Gabriela (7)
EIXO
4
EIXO
5
Depois das causas externas, as doenças que mais têm tirado a vida da popu-lação masculina paraense são as que podem ser prevenidas. É o caso dos males cardiovasculares, que estão no topo da lista. Infarto e AVC – o popular derrame cere-bral – são tipicamente caracterizados como doenças do estilo de vida, assim como o diabetes, porque têm forte relação com os hábitos alimentares e o sedentarismo.
Os cânceres também podem ser enquadrados entre as doenças evitáveis. O cân-cer de estômago, por exemplo, líder no Pará, é causado pela bactéria H. pylori e pelo alto consumo de alimentos industrializados, defumados, com corantes e conser-vados em sal. Hábito que também leva a outras doenças digestivas, como úlceras.
As doenças infecciosas e parasitárias, que até meados do século passado res-pondiam por mais da metade das mortes, hoje estão em pouco mais de 5%, graças aos antibióticos e vacinas. O que se conquistou com os avanços da medicina está se perdendo para o estilo de vida atual. O único remédio é investir fortemente na mudança de hábitos e na prevenção.
Combate às doenças
que mais prevalecem
Chega de perder vidas
para a violência e o trânsito
Desde que o mundo é mundo, as causas externas ou fatores que atin-gem bruscamente o corpo, têm sido o principal motivo de morte para a hu-manidade. O relato mais antigo conhe-cido fala do assassinato de um irmão contra outro.
Os adolescentes e jovens são os mais atingidos pela violência. A ten-dência de se expor ao perigo e a com-portamentos impulsivos e desafiadores os coloca neste quadro perigoso e mui-to preocupante. Daí a importância da atenção integral aos diferentes aspec-tos da vida da pessoa, desde o incen-tivo à paternidade responsável para a formação de famílias mais equilibradas.
Menos
agressão
à vida.
Mais PAZ!
O tipo de causa externa varia conforme a faixa etária. Os bebês e idosos são os menos atingidos. Entre crianças, predominam os afogamentos, acidentes domésticos e de trânsito.
Mortes do sexo masculino
por causas externas
Faixa
etária óbitosTotal externasCausas %
- de 1 1.205 20 2% 1 a 4 198 61 31% 5 a 9 137 55 40% 10 a 14 180 81 45% 15 a 19 905 731 81% 20 a 29 2.478 1.939 78% 30 a 39 2.159 1.368 63% 40 a 49 2.049 758 37% 50 a 59 2.539 466 18% + de 60 10.960 417 4% Ano 2015. Fonte: Ministério da Saúde