Cap´ıtulo 4
Defini¸
c˜
ao de Aplica¸
c˜
ao Linear
Sejam E e E0 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F. Uma aplica¸c˜ao f : E → E0 diz-se linear se:
(i) ∀ −→x ,−→y ∈ E f (−→x + −→y ) = f (−→x ) + f (−→y ) (ii) ∀ α ∈ F, ∀ −→x ∈ E f (α−→x ) = αf (−→x ).
Exemplos
1 — Se E e E0 s˜ao espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F, a
aplica¸c˜ao f : E → E0 definida por f (−→x ) = −→0 E0 ´e linear (a aplica¸c˜ao linear nula), uma vez que:
(i) f (−→x + −→y ) = −→0 E0 = − → 0 E0 + − → 0 E0 = f (−→x ) + f (−→y ) e (ii) f (α−→x ) = −→0 E0 = α − → 0 E0 = αf (−→x ).
2 — Se E ´e um espa¸co vectorial sobre F, a aplica¸c˜ao f : E → E definida por f (−→x ) = −→x ´e linear (a aplica¸c˜ao linear identidade, frequentemente denotada por 1E):
(i) f (−→x + −→y ) = −→x + −→y = f (−→x ) + f (−→y ) (ii) f (α−→x ) = α−→x = αf (−→x ).
3 — A aplica¸c˜ao f : R3 → R2 tal que f (x, y, z) = (x + y + z, 2x − y) ´e linear, uma vez que:
(i) f ((x1, y1, z1) + (x2, y2, z2)) = f (x1 + x2, y1 + y2, z1 + z2) = = ((x1 + x2) + (y1 + y2) + (z1 + z2), 2(x1 + x2) − (y1 + y2)) = = ((x1 + y1 + z1) + (x2 + y2 + z2), (2x1 − y1) + (2x2 − y2)) = = (x1 + y1 + z1, 2x1 − y1) + (x2 + y2 + z2, 2x2 − y2) =
= f (x1, y1, z1) + f (x2, y2, z2)
(ii) f (α(x, y, z)) = f (αx, αy, αz) = (αx + αy + αz, 2αx − αy) = = (α(x + y + z), α(2x − y)) = α(x + y + z, 2x − y) = αf (x, y, z).
4 — J´a as fun¸c˜oes que se seguem n˜ao s˜ao lineares: (a) f : R2 → R2 definida por f (x, y) = (xy, x + y)
(b) f : R2 → R3 definida por f (x, y) = (2x + y, 1, x − y) (c) f : R3×1 → R2 definida por f ( a b c ) = (a2, b + c − 2) Com efeito, (a) f (2, 3) = (2 × 3, 2 + 3) = (6, 5), f ((−1)(2, 3)) = f (−2, −3) = (6, −5) e (−1)f (2, 3) = (−6, −5) 6= (6, −5) = f ((−1)(2, 3)).
(b) f (1, 1) = (2 + 1, 1, 1 − 1) = (3, 1, 0), f (−1, −1) = (−2 − 1, 1, −1 + 1) = (−3, 1, 0), f ((1, 1) + (−1, −1)) = f (0, 0) = (0, 1, 0) 6= (0, 2, 0) = f (1, 1) + f (−1, −1). (c) f ( 1 0 2 ) = (12, 0 + 2 − 2) = (1, 0) e f (2 1 0 2 ) = f ( 2 0 4 ) = (22, 0 + 4 − 2) = (4, 2) 6= 2f ( 1 0 2 ) = 2(1, 0) = (2, 0).
• Se f : E → E0 ´e uma aplica¸c˜ao linear ent˜ao:
(a) f (−→0 E) = −→0 E0
(b) f (−−→x ) = −f (−→x )
(c) f (−→x − −→y ) = f (−→x ) − f (−→y ).
• Se E e E0 s˜ao espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F, uma aplica¸c˜ao f : E → E0 ´e linear se e s´o se
• Sejam E e E0 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F, E com dimens˜ao finita, B = (−→e 1, −→e 2, . . . , −→e n) uma base de E e
− →u
1,−→u 2, . . . , −→u n vectores arbitr´arios de E0. Ent˜ao existe uma e uma s´o
aplica¸c˜ao linear f : E → E0 tal que
∀i ∈ {1, 2, . . . , n} f (−→e i) = −→u i.
Mais ainda,
se −→x = a1−→e 1 + a2−→e 2 + · · · + an−→e n ent˜ao
Exemplos
1 — Consideremos a aplica¸c˜ao linear ϕ : R2 → R3 tal que
ϕ(1, 1) = (1, 0, −1) e ϕ(1, 0) = (0, 2, 1).
Determinamos a express˜ao geral de ϕ.
(x, y) = y(1, 1) + (x − y)(1, 0) ⇒
⇒ ϕ(x, y) = ϕ(y(1, 1) + (x − y)(1, 0)) =
= yϕ(1, 1) + (x − y)ϕ(1, 0) = y(1, 0, −1) + (x − y)(0, 2, 1) = = (y, 0, −y) + (0, 2x − 2y, x − y) = (y, 2x − 2y, x − 2y).
2 — Determinamos uma aplica¸c˜ao linear g : R3 → R3 tal que
g(1, 2, 3) = (0, 0, 0) e (1, 2, 3) ∈ g(R3).
Os vectores (1, 2, 3), (0, 1, 0), (0, 0, 1) constituem uma base de R3. Ent˜ao, a aplica¸c˜ao linear g : R3 → R3 tal que
g(1, 2, 3) = (0, 0, 0), g(0, 1, 0) = (1, 2, 3), g(0, 0, 1) = (0, 0, 1), satisfaz as duas condi¸c˜oes requeridas.
3 — A aplica¸c˜ao linear f : R2 → R2 tal que f(1, 0) = (0, 1),
f(0, 1) = (1, 0) ´e a simetria do plano em rela¸c˜ao `a recta y = x. Com efeito, ∀(x, y) ∈ R2,
f(x, y) = f(x(1, 0) + y(0, 1)) = xf(1, 0) + yf(0, 1) = = x(0, 1) + y(1, 0) = (y, x).
N´
ucleo e Imagem. Classifica¸
c˜
ao de um Morfismo
Seja f : E → E0 uma aplica¸c˜ao linear. Chama-se:
(a) N´ucleo de f, e denota-se por N uc(f ) ou por Ker(f ), ao subconjunto de E formado por todos os vectores cuja imagem por f ´e o vector nulo de E0, ou seja,
N uc(f ) = {−→x ∈ E : f (−→x ) = −→0 E0}.
(b) Imagem de f, e denota-se por Im(f ), ao contradom´ınio de f, isto ´e,
Im(f ) = {f (−→x ) : −→x ∈ E} = f (E).
• Nas condi¸c˜oes da defini¸c˜ao anterior, tem-se que: (a) N uc(f ) ≤ E
• Sejam E um espa¸co vectorial de dimens˜ao finita,
B = (−→e 1, −→e 2, . . . , −→e n) uma base de E e f : E → E0 uma aplica¸c˜ao
linear. Ent˜ao
Im(f ) =< f(−→e 1), f(→−e 2), . . . , f(−→e n)>.
Observa¸c˜ao
Se E ´e um espa¸co vectorial de dimens˜ao finita e f : E → E0 ´e uma aplica¸c˜ao linear, Im(f ) tamb´em tem dimens˜ao finita. Mais ainda,
dim(Im(f )) ≤ dim(E).
Por outro lado, como N uc(f ) ≤ E, tamb´em N uc(f ) tem dimens˜ao finita e dim(N uc(f )) ≤ dim(E).
Veremos a seguir como se relacionam as dimens˜oes de N uc(f ), Im(f ) e E.
Se E ´e um espa¸co vectorial de dimens˜ao finita e f : E → E0 ´e uma aplica¸c˜ao linear, `a dimens˜ao de N uc(f ) chama-se nulidade de f,
denotando-se por nf e `a dimens˜ao de Im(f ) chama-se caracter´ıstica de f, e denota-se por cf.
• Teorema da Dimens˜ao
Sejam E um espa¸co vectorial de dimens˜ao finita e f : E → E0 uma aplica¸c˜ao linear. Ent˜ao,
dim(E) = dim(N uc(f )) + dim(Im(f ))
ou, abreviadamente,
Uma aplica¸c˜ao linear f : E → E0 diz-se um: (i) monomorfismo se ´e injectiva;
(ii) epimorfismo se ´e sobrejectiva; (iii) isomorfismo se ´e bijectiva; (iv) endomorfismo se E0 = E;
(v) automorfismo se ´e um endomorfismo bijectivo.
• Uma aplica¸c˜ao linear f : E → E0 ´e um monomorfismo se e s´o se N uc(f ) = {−→0 E}.
Observa¸c˜ao
Se f : E → E0 ´e linear e E tem dimens˜ao finita ent˜ao: (i) f ´e um monomorfismo sse nf = 0;
(ii) f ´e um epimorfismo (Im(f ) = E0) sse cf = dim(E0);
• Sejam E e E0 espa¸cos vectoriais com a mesma dimens˜ao (finita) e
f : E → E0 uma aplica¸c˜ao linear. Ent˜ao, f ´e um monomorfismo se e s´o se ´
e um epimorfismo. Observa¸c˜ao
1 — Para que uma aplica¸c˜ao linear entre espa¸cos vectoriais com a mesma dimens˜ao seja bijectiva, basta que seja injectiva ou sobrejectiva.
2 — S´o podem existir isomorfismos entre espa¸cos vectoriais com a mesma dimens˜ao. Com efeito, de acordo com o Teorema da Dimens˜ao se:
(a) dim(E) < dim(E0), f nunca ´e sobrejectiva
(cf = dim(E) − nf ≤ dim(E) < dim(E0)); (b) dim(E) > dim(E0), f nunca ´e injectiva
• Seja f : E → E0 uma aplica¸c˜ao linear. Ent˜ao f transforma vectores
linearmente independentes em vectores linearmente independentes se e s´o se f ´e um monomorfismo.
Observa¸c˜ao
Se E ´e um espa¸co vectorial de dimens˜ao finita, B = (−→e 1, −→e 2, . . . , −→e n)
uma base de E e f : E → E0 um monomorfismo, ent˜ao
Soma, Multiplica¸
c˜
ao por Escalar, Composta e Inversa de
Aplica¸
c˜
oes Lineares
• Sejam E e E0 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F, λ ∈ F, f : E → E0 e g : E → E0 aplica¸c˜oes lineares. Ent˜ao as aplica¸c˜oes,
(a) (f + g) : E → E0 definida por (f + g)(−→x ) = f (−→x ) + g(−→x ), ∀−→x ∈ E (b) (λf ) : E → E0 definida por (λf )(−→x ) = λf (−→x ), ∀−→x ∈ E
s˜ao lineares.
• Sejam E, E0 e E00 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F, g : E → E0 e f : E0 → E00 aplica¸c˜oes lineares. Ent˜ao
(f ◦ g) : E → E00 definida por (f ◦ g)(−→x ) = f (g(−→x )), ∀−→x ∈ E ´
• Sejam E e E0 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F e f : E → E0 um isomorfismo. Ent˜ao f−1 : E0 → E ainda ´e um isomorfismo.
Observa¸c˜ao
De acordo com os dois resultados anteriores, podemos afirmar que a
composta de duas aplica¸c˜oes lineares ainda ´e linear e que a inversa de um isomorfismo ´e um isomorfismo.
Matriz de uma Aplica¸
c˜
ao Linear
No que se segue, todos os espa¸cos vectoriais mencionados tˆem dimens˜ao finita.
Sejam E e E0 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F, de dimens˜oes n e p respectivamente,
B1 = (−→e 1, −→e 2, . . . , −→e n) uma base (ordenada) de E,
B2 = (−→e0 1, − → e0 2, . . . , − →
e0 p) uma base (ordenada) de E0 e f : E → E0 uma
aplica¸c˜ao linear. Ent˜ao, a matriz de f em rela¸c˜ao `as bases B1 e B2, M(f; B1,B2) , ´e
M(f; B1,B2) = a11 a12 . . . a1n a21 a22 . . . a2n .. . ... . .. ... ap1 ap2 . . . apn , onde, f(−→e 1) = a11 − → e0 1 + a21 − → e0 2 + · · · + ap1 − → e0 p f(−→e 2) = a12 − → e0 1 + a22 − → e0 2 + · · · + ap2 − → e0 p .. . f(−→e n) = a1n − → e0 1 + a2n − → e0 2 + · · · + apn − → e0 p . Ou, matricialmente: h f(−→e 1) f(−→e 2) . . . f(−→e n) i = h −→e0 1 −→e0 2 . . . −→e0 p i A,
Observa¸c˜ao
• Se f ´e uma aplica¸c˜ao linear e A ´e a matriz de f em rela¸c˜ao a certas bases, dim(Im(f )) = cf = c(A).
Exemplo
Sejam f : R2 → R3 a aplica¸c˜ao linear definida por f (x, y) = (2x, x − y, 3y),
B1 = ((1, 0), (0, 1)),B2 = ((1, 1), (−1, 2)) bases de R2 e
B01 = ((1, 0, 0), (0, 1, 0), (0, 0, 1)),
(a) M(f; B1, B01) f(1, 0) = (2, 1, 0) = 2(1, 0, 0) + 1(0, 1, 0) + 0(0, 0, 1) f(0, 1) = (0, −1, 3) = 0(1, 0, 0) + (−1)(0, 1, 0) + 3(0, 0, 1), logo, M(f; B1, B01) = 2 0 1 −1 0 3 . (b) M(f; B2, B02) f(1, 1) = (2, 0, 3) = 3(1, 1, 1) + (−3)(1, 1, 0) + 2(1, 0, 0) f(−1, 2) = (−2, −3, 6) = 6(1, 1, 1) + (−9)(1, 1, 0) + 1(1, 0, 0), logo, M(f; B2,B02) = 3 6 −3 −9 2 1 .
• Sejam E e E0 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F,
B1 = (−→e 1, −→e 2, . . . , −→e n) uma base (ordenada) de E, B2 = (−→e0 1, − → e0 2, . . . , − →
e0 p) uma base (ordenada) de E0, f : E → E0 uma
aplica¸c˜ao linear e A = M(f; B1,B2). Se X ´e a coluna de coordenadas de −
→
x ∈ E relativamente `a base B1 ent˜ao AX ´e a coluna de coordenadas de f(−→x ) ∈ E0 relativamente `a base B2.
Exemplo
Seja f : R2 → R3 a aplica¸c˜ao linear cuja matriz em rela¸c˜ao `as bases
B1 = ((1, 1), (−1, 2)) de R2 e B2 = ((1, 1, 1), (1, 1, 0), (1, 0, 0)) de R3 ´e A = 3 6 −3 −9 2 1
(1, 0) = 23(1, 1) + (−13)(−1, 2), e A 2 3 −13 = 3 6 −3 −9 2 1 2 3 −13 = 0 1 1 , logo, f(1, 0) = 0(1, 1, 1) + 1(1, 1, 0) + 1(1, 0, 0) = (2, 1, 0). Analogamente,
(x, y) = y+2x3 (1, 1) + y−x3 (−1, 2), e A y+2x 3 y−x 3 = 3 6 −3 −9 2 1 y+2x 3 y−x 3 = 3y x − 4y x + y , logo, f(1, 0) = 3y(1, 1, 1)+(x − 4y)(1, 1, 0)+(x + y)(1, 0, 0) = (2x, x − y, 3y).
• Sejam E e E0 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F, λ ∈ F,
f : E → E0 e g : E → E0 aplica¸c˜oes lineares, B1 uma base de E, B2 uma base de E0.
Se A = M(f;B1, B2) e B = M(g; B1, B2) ent˜ao
A + B = M(f + g; B1, B2)
e
• Sejam E, E0 e E00 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F,
f : E → E0 e g : E0 → E00 aplica¸c˜oes lineares, B1 uma base de E, B2 uma base de E0, B3 uma base de E00 .
Se A = M(f;B1, B2) e B = M(g; B2, B3) ent˜ao BA = M(g ◦ f; B1, B3).
• Sejam E e E0 espa¸cos vectoriais sobre um mesmo corpo F,
f : E → E0 um isomorfismo, B1 uma base de E, B2 uma base de E0. Se A = M(f;B1, B2) ent˜ao
Exemplo
Sejam f1 : R2 → R3, f2 : R2 → R3, g : R3 → R3 as aplica¸c˜oes lineares
definidas por f1(x, y) = (2x, x − y, 3y),
f2(x, y) = (x + 2y, −y, 0), g(x, y, z) = (x + y, y − z, x − z),
B1 = ((1, 0), (0, 1)) a base can´onica de R2 e
B2 = ((1, 0, 0), (0, 1, 0), (0, 0, 1)) a base can´onica de R3. f1(1, 0) = (2, 1, 0), f1(0, 1) = (0, −1, 3) ⇒ ⇒ A1 = M(f1; B1, B2) = 2 0 1 −1 0 3 , f2(1, 0) = (1, 0, 0), f2(0, 1) = (2, −1, 0) ⇒ ⇒ A2 = M(f2; B1, B2) = 1 2 0 −1 0 0 ,
g(1, 0, 0) = (1, 0, 1), g(0, 1, 0) = (1, 1, 0), g(0, 0, 1) = (0, −1, −1) ⇒ ⇒ B = M(g; B2, B2) = 1 1 0 0 1 −1 1 0 −1 . Ent˜ao: M(f1 + f2; B1, B2) = A1 + A2 = 3 2 1 −2 0 3 , e (A1 + A2) x y = 3x + 2y x − 2y 3y ⇒
M(5f1; B1, B2) = 5A1 = 10 0 5 −5 0 15 , e (5A1) x y = 10x 5x − 5y 15y ⇒ ⇒ (5f1)(x, y) = (10x, 5x − 5y, 15y).
M(g ◦ f1; B1, B2) = BA1 = 3 −1 1 −4 2 −3 , e (BA1) x y = 3x − y x − 4y 2x − 3y ⇒ ⇒ (g ◦ f1)(x, y) = (3x − y, x − 4y, 2x − 3y).
Tendo em conta que cg = c(B) e c(B) = 3 (confirmar), g ´e um
epimorfismo, logo, um automorfismo de R3.
M(g−1; B2, B2) = B−1 = 1 2 1 −1 1 1 1 −1 1 −1 −1 , e B−1 x y z = 1 2 x − y + z x + y − z x − y − z ⇒ ⇒ g−1(x, y, z) = 1 2(x − y + z, x + y − z, x − y − z).
Rela¸c˜ao entre as diferentes Matrizes de uma Aplica¸c˜ao Linear
Sejam f : E → E0 uma aplica¸c˜ao linear, B1, B2 bases de E, B01, B02 bases
de E0, A = M(f;B1, B01) e B = M(f; B2, B02). Vamos estabelecer a rela¸c˜ao entre as matrizes A e B. Fa¸camos um diagrama para melhor a entender.
E −→A f E 0 (B1) (B01) Q ↑ 1E 1E0 ↓ P E f −→ B E 0 (B2) (B02) Como, f = 1E0 ◦ f ◦ 1 E, M(f; B2, B02) = M(1E0; B01, B02)M(f; B1, B01)M(1E;B2, B1), logo, B = P AQ.
Observe-se que, como ∀−→e ∈ E 1E(−→e ) = −→e ,
M(1E; B2,B1) = M(B2, B1).
Analogamente,
M(1E0; B01, B02) = M(B01, B02).
Mais geralmente, em qualquer espa¸co vectorial de dimens˜ao finita V, a matriz da aplica¸c˜ao linear 1V em rela¸c˜ao a duas bases B e B0,
M(1V; B, B0), ´e exactamente a matriz de mudan¸ca da base B para a base B0, M(B, B0).
Exemplo
Vimos num exemplo anterior que, dadas a aplica¸c˜ao linear f : R2 → R3 definida por f (x, y) = (2x, x − y, 3y),
B1 = ((1, 0), (0, 1)), B2 = ((1, 1), (−1, 2)) bases de R2 e B01 = ((1, 0, 0), (0, 1, 0), (0, 0, 1)), B02 = ((1, 1, 1), (1, 1, 0), (1, 0, 0)) bases de R3, A = M(f ; B1, B01) = 2 0 1 −1 0 3 , B = M(f ; B2, B02) = 3 6 −3 −9 2 1 .
Vamos obter B, a partir de A e de matrizes de mudan¸ca de base convenientes.
R2 −→A f R 3 (B1) (B01) Q ↑ 1R2 1 R3 ↓ P R2 f −→ B R 3 (B2) (B02) Q = M(B2, B1) = 1 −1 1 2 , P = M(B01, B02) e, (1, 0, 0) = 0(1, 1, 1) + 0(1, 1, 0) + 1(1, 0, 0) (0, 1, 0) = 0(1, 1, 1) + 1(1, 1, 0) + (−1)(1, 0, 0) ,
logo, P = 0 0 1 0 1 −1 1 −1 0 . B = P AQ = 0 0 1 0 1 −1 1 −1 0 2 0 1 −1 0 3 1 −1 1 2 = = 0 3 1 −4 1 1 1 −1 1 2 = 3 6 −3 −9 2 1 .
Caso Particular
Sejam f : E → E um endomorfismo de E, B1, B2 duas bases de E,
A = M(f; B1, B1) e B = M(f;B2, B2). Ent˜ao
B = P −1AP