• Nenhum resultado encontrado

Saúde mental no trabalho dos estagiários

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Saúde mental no trabalho dos estagiários"

Copied!
32
0
0

Texto

(1)

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS – EST DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO – STA

MONOGRAFIA

NATHALIA PASSOS NUNES PEREIRA

SAÚDE MENTAL NO TRABALHO DOS

ESTAGIÁRIOS

NITERÓI

2019

(2)

NATHALIA PASSOS NUNES PEREIRA

SAÚDE MENTAL NO TRABALHO DOS ESTAGIÁRIOS

Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Administração, da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharel.

ORIENTADORA: PROFª ANA MARIA LANA RAMOS

NITERÓI 2019

(3)

Pereira, Nathalia Passos Nunes

Saúde Mental no trabalho dos estagiários.

32 f.

Monografia ( Graduação em Administração ) – Universidade Federal Fluminense, 2019.

(4)

SAÚDE MENTAL NO TRABALHO DOS ESTAGIÁRIOS

NATHALIA PASSOS NUNES PEREIRA

Monografia submetida ao corpo docente do Departamento de Administração da Universidade Federal Fluminense como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Grau de Bacharel. Área de concentração: Administração.

Examinada por:

___________________________________ Prof.: Ana Maria Lana Ramos, M.S.c Universidade Federal Fluminense

___________________________________ Prof.: Américo da Costa Ramos Filho

Universidade Federal Fluminense

___________________________________ Prof.: Sérgio de Souza Montalvão Universidade Federal Fluminense

NITERÓI, RJ – BRASIL JULHO DE 2019

(5)

AGRADECIMENTOS

Agradeço aos professores, que me acompanharam e contribuíram para minha formação no curso de Administração na Universidade Federal Fluminense, especialmente, à professora e orientadora, Ana Lana, pelo apoio no desenvolvimento desta monografia. Carinhosamente, agradeço à minha mãe, Mônica e à minha avó Shirley por todo o amparo e amor. Agradeço também ao meu namorado Leonardo, pelo carinho e compreensão.

(6)

RESUMO

O presente trabalho teve o objetivo de analisar as condições e vivências no trabalho dos estagiários no cenário brasileiro, nos tempos atuais, e as implicações em sua saúde mental, em um estudo de caráter bibliográfico. Para tanto, o referencial teórico utilizado teve como base os seguintes autores: Albuquerque, Barros, Dejours, Duarte, Freud, Harris, Laurell, Lima, Mendes, Pérez-Mendes e Wood Jr. Foi possível concluir que são semelhantes as tarefas executadas por estagiários e os funcionários das organizações, contudo os estagiários ainda são vistos com menor importância. Além disso, foi analisado o abuso de poder, a exploração de mão de obra barata e possível violação da Lei do Estágio (n° 11.788/08), que podem comprometer a saúde mental dos estagiários.

(7)

ABSTRACT

This study aimed to analyze the working conditions, experiences and mental health of the Brazilian trainees in the current job market,in a bibliographical study.To that end, the theoretical reference used was based on the following authors: Albuquerque, Barros, Dejours, Duarte, Freud, Harris, Laurell, Lima, Mendes, Pérez-Mendes and Wood Jr. It was concluded that the tasks performed by trainees and collaborators of the same organizations are very similar, however, trainees are still seen with less importance. In addition, it analyzed the abuse of power, the exploitation of cheap labor and possible violation of the Stage Law (No. 11.788 / 08).

Keywords: suffering at work; trainee; mental health.

(8)

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...09

2. SAÚDE MENTAL E TRABALHO ...12

2.1 SATISFAÇÃO NO TRABALHO ...14

3. ESTÁGIO ...17

4. PRAZER E SOFRIMENTO NO TRABALHO DOS ESTAGIÁRIOS...20

5. FERRAMENTAS SOCIAIS E O FIM DA PRIVACIDADE ...22

6. CONCLUSÃO ...24

7. REFERÊNCIAS...26

(9)

1. INTRODUÇÃO

O presente estudo teve como objetivo verificar a saúde mental e o nível de prazer e sofrimento vivenciados pelos estagiários, dos mais diversos cursos no ambiente organizacional brasileiro. Partiu-se do entendimento de que o estagiário realiza tarefas semelhantes, ou até equiparadas aos funcionários contratados de uma organização. Os empregados buscam o que é mais prazeroso, e evitam situações que gerem mal-estar (FREUD,1978), e assim é também com os estagiários.

Para tal, a metodologia utilizada tem como base o referencial teórico que cita autores como Albuquerque, Barros, Dejours, Duarte, Freud, Harris, Laurell, Lima, Mendes, Pérez-Mendes e Wood Jr. Além disso, recorre à Lei do Estágio (nº 11.788/08). Em complemento, no Apêndice da pesquisa situado no capítulo 8, há a exibição de imagens que ilustram as condições do ambiente de trabalho de uma organização em que estagiei.

Este trabalho leva em consideração que as tarefas realizadas pelos estagiários no ambiente empresarial, podem ser muito similares às realizadas pelos funcionários contratados, embora os estagiários sejam supervisionados por seus mentores, e não possam assumir total responsabilidade pela realização de seu trabalho, já que estão em constante processo de aprendizagem e devem seguir as orientações dadas por sua mentoria. O seguinte estudo, cuja abordagem fundamenta-se na Psicodinâmica do Trabalho, tem como finalidade analisar a saúde mental no ambiente de trabalho dos estagiários, a partir de vivências de prazer e sofrimento, dentro das empresas que realizam o desenvolvimento de programas de estágios, já que a temática ainda não é muito abordada na Literatura e a relevância se dá pela necessidade de contribuir na superação das lacunas no conhecimento.

No Brasil, com o advento da industrialização que ocorreu a partir de 1930, o que impulsionou a urbanização, manifestaram-se novos processos de produção, o que fez surgir mudanças na relação de trabalho, e alterou a forma como o trabalhador constrói significado a partir de suas experiências com o trabalho.

No cotidiano do gerenciamento de empresas, graças aos altos encargos de se contratar e manter um funcionário, muitas delas acabam contratando estagiários para que essas possam substituir a mão-de-obra, e assim que o Contrato de Estágio chega ao fim, essas empresas admitem um outro estagiário para que este ocupe o lugar, e possa suprir as demandas da organização a um custo bem menor, não levando em

(10)

consideração a possibilidade de efetivação desse estagiário. No capitalismo, as empresas tendem a buscar resultados financeiros, em detrimento das lógicas de preservação do bem estar, ética e de ralações humanas. Esta forma de gerenciar visa a produtividade, os lucros e o individualismo.

Da mesma forma que os trabalhadores sofrem pressões no trabalho, recebem cobranças e tem que apresentar resultados, os estagiários também são acometidos por essas mesmas vivências, e devem atender às expectativas da organização, o que pode gerar uma onda de insegurança e instabilidade.

Segundo Dejours (1988), as demandas do trabalho e da própria vida são uma ameaça ao trabalhador. Ele apura a origem do sofrimento no trabalho, e debate sobre a relação do trabalhador com o sofrimento.

Frente ao processo de globalização da economia, a competitividade e as relações de trabalho ganharam uma face mais agressiva, o que alterou os padrões de qualidade e a produtividade que é cada vez mais exigida, por consequência, a relação de mão-de-obra sofreu uma transformação, demostrando assim a carência por profissionais cada vez mais adaptados às constantes mudanças organizacionais, aos novos padrões de qualidade e aos alvos estabelecidos.

Para Wood Jr. e Pereira Filho (1996, p.33):

Na Teoria Administrativa ensina-nos, nesse sentido, que, à medida que as condições mudam, quer seja de uma organização para outra, quer seja de um tempo para outro, as empresas também precisam mudar as formas pelas quais procuram justamente atrair, reter e desenvolver pessoal

Assim como na relação de trabalho, os projetos de estágio nas organizações precisam conter informações claras sobre a cultura organizacional, incentivo ao desenvolvimento pessoal, investimento na comunicação interna, divulgação dos objetivos da empresa e o que é esperado dos estagiários, e para que isso ocorra, é necessária uma parceria com a Área de RH e os demais setores da organização. Certamente, haverá melhoria na produtividade, no aperfeiçoamento pessoal dos estagiários e consequentemente na melhoria do ambiente de trabalho em organizações de grande porte.

Para Albuquerque (1991, p. 76), o ‘’ engajamento efetivo da força de trabalho com os objetivos organizacionais, sua maior qualificação e preparação, são desafios modernos que demandam uma ampla revisão dos modelos seguidos até agora’’.

(11)

Ainda há uma certa resistência por parte de algumas empresas em dar a devida credibilidade ao trabalho do estagiário, no que diz respeito à produtividade, participação, criatividade, capacidade de ter iniciativa frente aos problemas, e a superação das metas estabelecidas.

Da mesma forma que o trabalhador, o estagiário também constrói a sua atividade social a partir do vínculo que mantêm com a sua ocupação (que neste caso, é o vínculo de estágio). É no ambiente de estágio que esse estudante irá ter as suas primeiras experiências profissionais, aprenderá a desenvolver as suas atividades, agir de maneira proativa, administrar os seus horários, adquirir experiências, fazer network, entre outras atribuições.

O que o empregador tem que esperar do estagiário, é que este aproveite a oportunidade para se desenvolver com um profissional que ofereça um trabalho com qualidade e responsabilidade, assim como qualquer outro colaborador. Por outro lado, nem sempre a empresa age em conformidade com a Lei, respeitando os horários estipulados, a jornada de atividades de um estagiário e as atividades previstas para o aprendizado, como é garantido na Lei de Estágio n 11.788, de 25 de setembro de 2008. Por exemplo, no caso de estudantes de ensino superior, da educação profissional de nível médio e de ensino médio regular, são estipuladas 6 horas diárias e 30 horas semanais como carga horária máxima de estágio. E, algumas vezes, esse limite é extrapolado.

(12)

2. SAÚDE MENTAL E TRABALHO

O ser humano precisa construir laços sociais, alimentar-se, ter onde morar, ser e pertencer, sendo assim, necessitamos do trabalho para realizar tudo isso. Ao entendermos a dinâmica do trabalho, estamos também entendendo como funciona o ser humano, em seus mais diversos aspectos. O trabalho pode ser entendido como uma atividade ou um conjunto delas, podendo ser mental, ou física para se transformar ou criar algo, e, no âmbito do capitalismo, de forma remunerada.

Uma das confusões na vida do trabalhador é a não satisfação de suas expectativas, a ilusão de que o trabalho será fonte de prazer e que certamente trará reconhecimento, satisfação pessoal e material, mas quando o indivíduo adentra no ambiente de trabalho, se depara com situações e sentimentos adversos ao que era imaginado.

A abordagem que fundamenta este estudo é a Psicodinâmica do Trabalho, e esta pode ser entendida como um campo que visa a compreensão de como os trabalhadores mantêm um certo equilíbrio psíquico, apesar de serem submetidos a condições de trabalho que são desestruturantes (DEJOURS, 1993).

A Psicodinâmica do Trabalho visa entender sobre os conflitos que são habituais nas relações socioprofissionais, e tem suas causas nas circunstâncias do contexto do trabalho, além de afirmar a inclinação que os trabalhadores possuem em amenizar o conflito entre a organização do trabalho, que é motivo de sofrimento e as estratégias utilizadas pela psique.

No Brasil, a Psicologia do Trabalho é uma área jovem, e são três as abordagens mais constantes cujos resultados foram positivos para a literatura no que diz respeito a relação entre Saúde Mental e Trabalho, sendo essas, as teorias do estresse, a abordagem epidemiológica e a Psicodinâmica do Trabalho.

A psicologia do trabalho tem como seu principal foco o estudo e a crítica do trabalho humano, nas suas mais diferentes significações (LIMA, 1996), pois o trabalho e a psicologia andam de mãos dadas.

Se a partir do trabalho o ser humano produz, e isso é essencial para a construção de sua existência, devemos questionar sobre como trabalhamos e como isso nos afeta mentalmente. Quando falamos em saúde mental, estamos nos referindo

(13)

à capacidade de produzir, trabalhar, construir a si próprio e de nos relacionar. O sofrimento psíquico é a incapacidade de tudo isso.

Ao dizermos que passamos grande parte do dia no ambiente laboral, e que podemos conviver mais com nossa equipe do que com nossa própria família, podemos fazer um paralelo sobre a vida do estagiário e como o estágio é um fator muito significativo em sua vida.

As estratégias defensivas de que a psique humana se utiliza, permitem que as pessoas suportem o sofrimento e o trabalho, e são necessárias para a realização deste. Segundo a abordagem da Psicodinâmica do Trabalho, que é utilizada como referencial teórico, as estratégias podem ser defensivas e de mobilização coletiva.

Dejours e Abdoucheli (1990) consideram que é possível para o trabalhador, por não suportar o sofrimento, convertê-lo em criatividade, e, por conseguinte, em fonte de prazer, para não utilizar como o único recurso possível, as estratégias defensivas. Segundo Dejours (1996) são dois os tipos de sofrimentos produzidos na relação do sujeito com o seu trabalho: o sofrimento criativo e o patogênico, que é quando o indivíduo não consegue praticar a ressonância simbólica no seu trabalho. Já o sofrimento criativo ocorre quando ele é transformado e o trabalho toma um novo significado ou sentido, mediante à criatividade.

A criatividade surge da união entre ressonância simbólica e do espaço público, ambiente da palavra, de troca de ideias e da possibilidade de discussão. E por meio dessa união podemos nos afastar do sofrimento patológico.

Se a realização da sublimação não é garantia absoluta de saúde mental e física, as condições organizacionais propícias à criatividade têm, em todo o caso, para o sujeito, o interesse de fazer de seu trabalho um teatro de luta para negociar seu sofrimento e conquistar sua identidade. Se o trabalho faz, de fato, ressaltar seu sofrimento, ele lhe promete, em troca, um prazer que poderia jogar, em favor de seu equilíbrio psíquico e de sua saúde mental (DEJOURS, 1996, p. 172).

É também no espaço público, construído pelos trabalhadores, onde encontramos o sentimento de pertencer a um grupo, o significado real do trabalho e a possibilidade de reduzir o individualismo, que vem sendo uma constante dentro das organizações.

(14)

De acordo com Dejours (2008, p. 33), é por meio da reflexão que os trabalhadores podem impulsionar a mobilização necessária para as transformações das situações dolorosas do trabalho em situações saudáveis.

O sofrimento e a utilização de estratégias de defesa podem surgir quando o estagiário se sente inibido a contribuir, quando ele não é reconhecido ou quando se sente como só mais uma mão de obra, facilmente substituído na empresa.

2.1 – SATISFAÇÃO NO TRABALHO

O significado de satisfação pode ser entendido como o contentamento ou sentir prazer na realização de algo. Para Freud (1974), trabalhar e amar são caminhos para a obtenção da felicidade de um indivíduo, e estão diretamente relacionados. O trabalho é de tamanha valia para o homem, que ele confirma a sua existência, de modo que se o trabalho e os seus frutos não atenderem às suas expectativas, torna-se fonte de angústia e descontentamento. Assim, o trabalho deixa de torna-ser uma fonte de prazer e torna-se fatigante e tedioso. O sofrimento é identificado como a não satisfação de necessidades, e tem a sua origem no inconsciente e relaciona-se com os desejos mais profundos do sujeito, que podem ser revelados em forma de expectativas e projetos de vida (MENDES, 1995).

Dejours et al. (1994) consideram que o sofrimento ou a satisfação no trabalho tem relação com a carga psíquica do trabalho, que, segundo Laurell e Noriega (1989), são os recursos que no processo de trabalho atuam de forma dinâmica entre si e com o corpo do trabalhador, gerando processos e adaptação que se correspondem em desgaste, perda da capacidade potencial, psíquica e corporal.

Logo, a satisfação no trabalho, é um dos elementos vitais para o estabelecimento do equilíbrio psíquico (MENDES, 1999), e isso implicará diretamente na forma como o homem realiza o seu trabalho. Sabemos que um trabalhador satisfeito é sinônimo de empenho e qualidade naquilo a que ele dedica o seu tempo, e as empresas são acometidas diretamente se o trabalhador não estiver realizando as suas tarefas de maneira adequada. Como exibido no apêndice deste trabalho, localizado no capítulo 8, pude perceber e experienciar por meio de observação no local de trabalho que ainda existem muitas empresas que não zelam pelo bem estar de seus colaboradores, há ambientes mal cuidados, equipamentos sem manutenção e dependências internas extremamente sujas, mal iluminadas e perigosas, o que

(15)

coloca a todos em situações perigosas, além de ser um ambiente desmotivador, onde colaborador e estagiário podem sentir-se inferiorizados, e explorados. As organizações são também responsáveis pela qualidade dos serviços prestados, já que o trabalhador precisa de condições favoráveis para realizar as suas tarefas; é uma via de mão dupla. O importante é encontrar um equilíbrio entre as necessidades do trabalhador e as expectativas da organização, pois com colaboradores insatisfeitos não haverá o efetivo atingimento de metas organizacionais.

No novo cenário mundial, onde o capitalismo e a sua busca por lucratividade acima de tudo imperam, o trabalhador vem perdendo o real significado do seu trabalho, e passa a executá-lo apenas com o intuito de remuneração e não ser excluído da organização em que trabalha. Ser valorizado na sociedade, sentir-se útil, conhecer o sentido do seu trabalho são dimensões renegadas a um segundo plano.

Conforme aponta Duarte (2005, p.37), “o trabalho torna-se algo externo e estranho à personalidade do indivíduo quando, na realidade, deveria a atividade centrar-se em termos do processo de objetivação da personalidade do indivíduo”.

É também por meio do reconhecimento da qualidade do seu trabalho, do seu esforço, que o estagiário pode sentir-se motivado e pode encontrar ou reconstruir um novo significado para as suas atividades diárias.

Quando as empresas passam a reconhecer que o sofrimento faz parte do trabalho, e buscam junto com os seus colaboradores uma forma de sanar essas condições que podem tornar o ambiente de trabalho um fator patogênico, já estamos mostrando um avanço na exploração de medidas voltadas ao bem estar no ambiente organizacional.

Reconhecer requer o olhar do outro como um referencial da identidade no trabalho; sendo também a contribuição/retribuição simbólica que é dada à organização do trabalho. O reconhecimento vem do esforço em buscar soluções para os obstáculos, da capacidade humana de colocar vida nos manuais e ser capaz de fazer o prescrito tornar-se real; em ultima instância, é reconhecer que o sofrimento faz parte do trabalho (MENDES; ARAÚJO, 2010, p. 102).

No ambiente de trabalho, os estagiários fazem cada vez mais reflexões sobre o seu papel no cenário organizacional, sobre suas angústias e expectativas, tanto pessoais quanto as da organização em que estagiam. O jovem está mais consciente e questiona se suas tarefas estão sendo reconhecidas e se realmente são significativas no contexto da sua ocupação. Além disso, com a nova Lei do Estágio (nº

(16)

11.788/08), há uma forma de se constatar se a empresa está agindo em cumprimento da Lei, se o estagiário está tendo seus devidos benefícios, e se a organização age com responsabilidade, e se garante condições adequadas.

(17)

3. ESTÁGIO

O estágio é a prática profissional realizada por um estudante para executar e treinar os seus conhecimentos e as suas competências. Visa a preparação do educando, que esteja frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial, e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. O programa de estágio deve seguir parâmetros legais, éticos e que garantam resultados positivos na vida do estudante.

O estágio quando adequadamente concebido, orientado e avaliado, cria e aprimora benefícios tangíveis e intangíveis para o aluno: melhora a qualificação acadêmica; evidencia e aprimora qualidades pessoais; estimula a transição da adolescência à vida adulta; facilita a transição da vida acadêmica à vida profissional; provoca o exercício da orientação vocacional; rompe a dicotomia do saber e fazer; rompe o cordão umbilical com a escola e proporciona uma insubstituível experiência de vida (BARROS; LIMONGI 2003, p. 4).

A antiga Lei do Estágio (nº6494/77) foi renovada e passou a ser substituída pela nova Lei do Estágio (nº 11.788/08) que entrou em vigou no dia 25 de dezembro de 2008. O objetivo dessas alterações foi trazer condições dignas aos estagiários que ingressam no ambiente de trabalho.

O Termo de Compromisso de Estágio, também conhecido por TCE, é o contrato que torna legítimo o estágio, envolve a Instituição de ensino, o aluno e a integradora de estágio. Ele é composto pelas informações pertinentes a atividade, como a carga horária, o valor da bolsa, e os benefícios.

A nova Lei, segundo a cartilha divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) define o estágio como ato educativo escolar supervisionado, que é desenvolvido no ambiente de trabalho, e tem como objetivo a preparação para o trabalho produtivo do estudante, e de melhor orientar empresas, estudantes e instituições de ensino. A estruturação da nova Lei de Estágio representa uma evolução na política pública para a qualificação dos jovens no Brasil.

O estágio não caracteriza vínculo de emprego de qualquer natureza, e deve haver compatibilidade entre as atividades previstas no estágio e as previstas no Termo de Compromisso. A duração máxima prevista em Lei é de dois anos de estágio, exceto em casos de portadores de deficiências, onde não há uma duração máxima.

(18)

Sabemos que existem organizações que não cumpriam e continuam a não acatar com as normas estabelecidas pela Lei do Estágio, e uma comprovação disso foi a necessidade de reestruturar as disposições da Lei n 11.788. As mudanças foram necessárias para aumentar o rigor e para não deixar brechas na legislação, o que sempre dá abertura para que os estagiários realizem atividades que não condizem com o que está disposto no Termo de Compromisso, o que pode ser entendido como desvio de função. Existe em abismo entre o discurso das empresas que oferecem essas vagas de estágio e os processos de produção.

O confronto entre as divergências do trabalho real, e o estabelecido, são vivenciados no sofrimento (MENDES, 2007). O trabalho real é a atividade, é o que realmente é praticado na rotina do trabalhador ou do estagiário, enquanto o trabalho prescrito é a tarefa em si, que é vinculada aos objetivos e regras da empresa.

Um dos grandes problemas conhecidos pelos estagiários é a exploração de mão de obra barata, pois muitos desses estudantes realizam os mesmos serviços dos profissionais formais, tarefas com alto grau de complexidade, falta de supervisão e orientação devidas, e jornadas de trabalho maiores do que o previsto em Lei.

Mesmo que a Lei do Estágio assegure uma determinada carga horária, em muitas organizações, persiste uma cobrança velada de que o estagiário não possui direitos, de que se ele não se mostrar disposto a trabalhar mais do que o estipulado por ele, ele não é merecedor da vaga que ocupa, e que futuramente não será efetivado. Uma confirmação sobre o constante problema de carga horária excedida no estágio, que é uma fraude à legislação, foi o depoimento dado pelo diretor de Comunicação do site Estagiarios.com, onde ele diz que “As principais queixas dos estagiários são a carga horária de 30 horas semanais excedida, a realização de trabalhos que não são de suas responsabilidades e a atuação em uma área diferente da que foi combinada, conforme divulgado na matéria intitulada “E se a empresa em que trabalho não cumpre as leis de estágio?” (site contabeis.com.br, 24/04/2014, disponível em: https://www.contabeis.com.br/noticias/16955/e-se-a-empresa-em-que-trabalho-nao-cumpre-as-leis-de-estagio/).

(19)

Segundo Mauro de Oliveira, diretor de comunicação da ABRES, ao falar sobre a Lei do Estágio n 11.788 e sobre o número de vagas de estágio disponíveis no mercado, coloca que "Logo quando foi sancionada, houve um ‘apagão de novas vagas', divulgado no site tst.jus.br, Vida de Estagiário - Fraude à Lei do Estágio e outras questões trabalhistas. 08/09/2012, disponível em http://www.tst.jus.br/materias-especiais/-/asset_publisher/89Dk/content/vida-de-estagiario-fraude-a-lei-do-estagio-e-outras-questoes-trabalhistas. A repentina diminuição de vagas disponíveis nas empresas para os estagiários, com a novas disposições da Lei, pode ser entendida como uma possível aversão à legislação que garante direito, e coíbe abusos.

Um ponto a ser elucidado é o abuso de poder, uma constante no dia a dia de um estagiário, que se vê intimidado a cumprir com práticas que para ele não são condizentes, seja por parte de seu superior, ou por parte da equipe, que por muitas das vezes não mostram solidariedade pois em algum momento de suas vidas, podem ter passado pelos mesmos problemas.

Outro grande problema que vem sendo observado nos tempos modernos, um sistema que está cada vez mais corrompido pela falta de ética, e por práticas que são totalmente alienantes – indivíduo perde o real significado de seu trabalho - e desmotivadoras.

Em tempos passados, bastava possuir um curso superior para que uma pessoa tivesse uma vaga garantida em alguma organização, hoje em dia, ter um curso superior e experiência de estágio não garante a inserção de um jovem no mercado de trabalho, o que preocupa e dá insegurança a muitos estudantes, fazendo com que estes busquem por mais qualificação profissional.

(20)

4. PRAZER E SOFRIMENTO NO TRABALHO DOS ESTAGIÁRIOS

Como dito anteriormente, amar e trabalhar são caminhos para a saúde mental de um indivíduo. O estagiário, assim com o profissional formal, também passa por vivências similares no ambiente de trabalho, e tem que lidar com situações de pressão. Caso as tarefas realizadas por um estagiário estejam em desacordo com o estabelecido, não forem orientadas e supervisionadas corretamente, sejam em demasia tediosas, ou não ofereçam a possibilidade de um mínimo de expressão criativa – o que é ainda mais presente em pessoas jovens e com menos vícios profissionais – o trabalho deixa de ser uma fonte de prazer e passa a ser fonte de sofrimento.

De acordo com Harris (1989, p. 13) “um sentimento experienciado pelo trabalhador em resposta à situação total do trabalho" pode ser entendido como satisfação no trabalho, logo, se não há condições saudáveis e que proporcionem a boa atuação do funcionário, não haverá satisfação e por consequência o equilíbrio psíquico deste.

De acordo com Pérez-Ramos (1980), a satisfação no trabalho se dá mediante as boas condições as quais o trabalhador é exposto. “Está implícita a ideia do homem valorizado e identificado com os objetivos da organização, possibilitando, desta maneira, alto grau de satisfação no trabalho e maior produtividade” (PÉREZ-RAMOS, 1980, p. 61).

Se os estagiários tiverem a sua saúde mental assegurada com a devida atenção no ambiente de estágio, então haverá diminuição do absenteísmo, da insatisfação, da diminuição da qualidade de vida, e dos possíveis transtornos mentais ocasionados por um ambiente que não favoreça a realização de suas tarefas de maneira satisfatória, o que irá impactar tanto a empresa quanto o desempenho do estagiário.

Deve-se levar em consideração como é essencial, tanto no ambiente de trabalho, como no estágio, a necessidade de constante treinamento, destrinchar o conjunto de responsabilidades que são pertinentes ao estagiário, se este está sendo bem conduzido pela sua mentoria, e se a equipe está disposta e preparada para ajudá-lo.

O tema de saúde mental no ambiente de trabalho vem sendo cada vez mais estudado tanto por líderes de empresas, por gestores de RH e por médicos do

(21)

trabalho, e isso deve abranger também o desenvolvimento do trabalho do estagiário (que não é um trabalhador formal), já que este vem fazendo tarefas progressivamente mais complexas, e há a exigência de um ritmo acelerado de produção, que influenciam no resultado final da organização.

Algumas empresas vêm implementando pesquisas de satisfação relacionadas ao ambiente de trabalho, mas poucas delas estendem essas pesquisas aos estagiários, e quando esses são estimulados a participarem dessas pesquisas, não há um real interesse em sanar as demandas e expectativas desses jovens profissionais, que querem sentir-se inseridos no contexto na organização.

Baseado em tudo que foi explicitado anteriormente, é sabido que os anos trabalhados fazem de um profissional, mais experiente, conhecedor de diferentes ambientes organizacionais, mais apto a resolver problemas que surgem inesperadamente e um indivíduo com mais habilidades tanto teóricas quanto nos aspectos emocionais.

O desafio do jovem profissional, estudante e estagiário é amadurecer como profissional e como pessoa, para a sua melhoria contínua, e sua posterior permanência na organização, mas para isso é preciso reconhecimento e políticas organizacionais adequadas às necessidades modernas.

Outra questão não muito comentada é sobre a possibilidade da redução da carga horária do estágio, regulamentada por Lei, que o estagiário pode cumprir com apenas a metade desta nos dias de prova na faculdade. Isso além de ser uma conquista, não é bem vista pela organização, com a desculpa de que o estagiário não está sendo produtivo, não ‘’veste a camisa da empresa’’, está sendo preguiçoso e não tem atitude positiva. Os membros da equipe reforçam essa visão deturpada de que o estagiário não possui nenhum direito, e de que não é uma das prioridades do estagiário ter bons resultados no seu curso de Graduação.

(22)

5. FERRAMENTAS SOCIAIS E O FIM DA PRIVACIDADE

Com as constantes mudanças tecnológicas e a criação de diversas redes sociais, cada vez mais empresas adotam o uso dessas redes que são voltadas para as organizações, como por exemplo o aplicativo Workplace, que é uma plataforma digital empresarial, lançada pelo Facebook. O objetivo do Workplace, criado por Mark Zuckerberg é a integração e comunicação dos membros de uma organização.

De acordo com a publicação da matéria lançada pelo G1.globo.com, ‘’ Cerca de mil organizações já trabalham com a Workplace by Facebook, entre elas Danone, Booking.com, Starbucks (nos Estados Unidos), Oxfam e Save the Children’’ (G1.globo.com, a Facebook lança Worplace, plataforma social para

empresas.10/10/2016. Disponível em

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/10/facebook-lanca-workplace-plataforma-social-para-empresas.html. Mesmo com seus pontos positivos de simplificar a comunicação interna dentro das empresas, os colaboradores muitas vezes são impelidos de participar dessas plataformas, de compartilhar dados, e usar o seu telefone pessoal para fins de trabalho. Quando um funcionário se recusa a adotar algumas dessa ferramentas de compartilhamento de dados, é visto como um membro que não adere as mudanças organizacionais, possui falta de interesse e não está em união com a equipe.

Com o compartilhamento de dados, não só empresas obtém mais informações sobre seu público alvo, o cenário mercadológico e seus concorrentes, como também coletam dados sobre seus colaboradores e por consequência, seus estagiários. O problema é que nem sempre as pessoas se sentem à vontade e dispostas de participar de tais redes de compartilhamento de informações, ainda assim, são compelidas a adotar o uso desses programas e ferramentas, deixando de lado a sua privacidade e o seu poder de decisão. Além disso, com o uso de redes de compartilhamento de dados há possibilidade de vazamento dos mesmos, o que pode ser muito prejudicial para o colaborador e para o estagiário.

Isso ocorre de forma mais agressiva no ambiente empresarial, pois há uma dificuldade de separar e criar um equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, as organizações tornam o compartilhamento de informações algo invasivo e desrespeitoso com o colaborador/ estagiário, que não possui muitas opções a não ser partilhar um comportamento que acaba sendo coletivo.

(23)

No cenário atual, as empresas estão progressivamente aumentando a vigilância de seus colaboradores, e analisam esses dados para a obtenção de maior produtividade e melhoria dos resultados, por outro lado, muitos trabalhadores encaram o excesso de monitoramento como algo desumano e desgastante à saúde mental.

(24)

6. CONCLUSÃO

O tema saúde mental no trabalho dos estagiários foi escolhido devido às semelhanças atuais no que diz respeito à execução das tarefas de um trabalhador formal e de um estagiário, que é tratado com menor relevância entre os assuntos dentro de uma organização.

A satisfação no trabalho é um tema que vem sendo cada vez mais estudado, mas pouco se discute e se pesquisa sobre a participação do estagiário nas organizações e de como é importante considerar também a sua saúde mental.

Muitas empresas que participam de programas de estágio, exigem melhores resultados e em menor tempo possível, e os estagiários passam a executar diversas tarefas, inclusive as que não são de sua competência, sofrem explorações e cumprem prazos rígidos de entrega. Outro ponto elucidado é a concorrência que vem crescendo dentro das empresas, já que o estagiário é visto entre os trabalhadores formais como um possível novo funcionário, e assim, um concorrente em potencial, já que algumas organizações investem no desenvolvimento da carreira desses estagiários.

Esses são alguns dos fatores que corroboram para condições desestruturantes no trabalho, a não satisfação de necessidades, a falta de espaço para debate e integração com membros da equipe, e em consequência, o sofrimento no ambiente de trabalho do estagiário.

A escolha do tema se deu, por ter notado, em anos como estagiária, de um modo geral, as queixas e os questionamentos de estagiários que estavam ao meu redor, em diferentes segmentos, seja em empresas em que estagiei, seja em outras organizações que também tinham programas de estágio. Uma possível solução é a contínua pesquisa e aprofundamento sobre o tema, especificamente o estagiário e as suas vivências. Além da conscientização entre gestores, a área de Recursos Humanos, supervisores e membros das equipes devem atentar ao não desmerecimento do estagiário, a realização de suas tarefas e ao não desmantelamento de sua identidade e sua privacidade, que vem sendo cada vez mais invadida com o advento de redes sociais e dos aplicativos empresariais.

Um estagiário deve usar a oportunidade desta função para aprendizado, dar significado ao que á absorvido em sala de aula e para iniciar suas experiências profissionais, o que nem sempre é uma tarefa fácil, equilibrar os estudos com o estágio, pois há uma grande cobrança em produzir, mostrar resultado, encobrindo

(25)

assim o aprendizado face à produtividade em si. Diferente de um profissional com experiência no mercado, ainda falta no estagiário a maturidade profissional necessária para lidar com situações adversas e complexas.

O aprendizado e o aperfeiçoamento profissional apenas dá-se por completo se os estagiários refletirem de maneira crítica, sobre suas vivências no ambiente de trabalho, e desenvolverem sua capacidade de lidar com problemas e situações adversas.

(26)

7. REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE, L. Participação dos empregados nos lucros e/ou nos resultados da empresa: questões para reflexão. Revista de Administração de Empresas, v. 26, n. 2, p.74- 78, 1991.

BARROS, M. F.; LIMONGI, A. C. O estagiário de administração nas organizações brasileiras: Um Estudo Comparativo entre a Visão do Aluno e das Empresas. [s.l]; [2003]. Disponível em: Acesso em: 03 abr. 2019.

DEJOURS, C. (1987). A Loucura do Trabalho: Estudo de Psicopatologia do Trabalho. São Paulo: Cortez.

_____& Abdoucheli, E. (1990). Itinéraire Theórique en Psychopathologie du Travail. Paris: Revue Prevenir, 20, 1º semestre.

DEJOURS, C. (1993). Inteligência Operária e Organização do Trabalho: A Propósito do Modelo Japonês de Produção. Em: Hirata, H. (Org). Sobre o Modelo

Japonês. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo.

DEJOURS, C. (1996). Uma visão do sofrimento humano nas organizações. In: Chanlat, Jean François (Coord.). O indivíduo na organização: dimensões

esquecidas. Tradução Arakcy Martins Rodrigues. 3. ed. São Paulo: Atlas. v. I, p. 151-173.

DEJOURS, Chistophe. O corpo entre a biologia e a psicanálise. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988.

DUARTE, N. O significado e o sentido. IN: Coleção memória da pedagogia, n. 2: Liev Seminovich Vygotsky. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, 2005, p. 30-37.

E se a empresa em que trabalho não cumpre as leis de estágio?, Contábeis, 2014, Disponível em: <https://www.contabeis.com.br/noticias/16955/e-se-a-empresa-em-que-trabalho-nao-cumpre-as-leis-de-estagio/>, acesso em: 20 de maio de 2019.

(27)

Facebook lança Workplace, plataforma social de empresas, G1, 2016, Disponível em: <http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/10/facebook-lanca-workplace-plataforma-social-para-empresas.html>, acesso em: 21 de maio de 2019.

FREUD, Sigmund. Cinco lições de psicanálise; A história do movimento psicanalítico; O futuro de uma ilusão; O mal-estar na civilização; Esboço de

psicanálise / Sigmund Freud; [Os pensadores]; Seleção e textos de Jayme Salomão; Tradução de Durval Marcondes. São Paulo: Abril Cultural, 1978.

FREUD,

_________ (1930 [1929]) O mal-estar na civilização. Edição Standard

Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, vol. XXI. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

HARRIS, R. B. (1989). Reviewing nursing stress according to a proposed coping-adaption framework. ANS: Advances in Nursing Science, 11 (2), 12-28.

LAURELL, A. C.; NORIEGA, M. Processo de produção e saúde: trabalho e desgaste operário. São Paulo: Hucitec, 1989.

LIMA, M. A pesquisa em saúde mental e trabalho. In: TAMAYO, A.; BORGES-ANDRADE, J.E E CODO, W. (Orgs). Trabalho, organizações e cultura – São Paulo: Cooperativa de outros associados, 1996. P. 27-35.

MENDES, Ana M. Aspectos Psicodinâmicos da relação homem-trabalho: As contribuições de C. Dejours. Psicologia: Ciência e Profissão. Brasília, v. 25, n.1-3, 1995. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-

98931995000100009&script=sci_arttext>. Acesso em 12 de janeiro de 2019.

_________.Valores e Vivências de prazer-sofrimento no contexto organizacional. 1999. 306 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Universidade de

Brasília. Disponível em :<

http://vsites.unb.br/ip/pts/saudeetrabalho/Dissertacoes/mendes_tese.pdf>. Acesso em 13 de janeiro de 2019.

MENDES, A M. (org). (2007). Psicodinâmica do trabalho - Teoria, métodos e pesquisas. São Paulo: Casa do Psicólogo.

(28)

MENDES, A. M. & Araújo, L. K. R. (2010). Violência e sofrimento ético: contribuições da psicodinâmica do trabalho. In A. M. Mendes (Org.), Violência no trabalho:

perspectivas da psicodinâmica, da ergonomia e da sociologia clínica (pp. 91-106). São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie.

PÉREZ-RAMOS, J. (1980). Satisfação no trabalho: metas e tendências. Tese de Livre-docência, Instituto de Psicologia de Assis, Universidade Estadual Júlio de Mesquita.

Vida de Estagiário- Fraude à Lei do Estágio e outras questões trabalhistas, Tribunal Superior do Trabalho, 2012, Disponível em:

<http://www.tst.jus.br/materias- especiais/-/asset_publisher/89Dk/content/vida-de-estagiario-fraude-a-lei-do-estagio-e-outras-questoes-trabalhistas> , acesso em: 22 de maio de 2019.

WOOD Jr., T.; PEREIRA FILHO, V. P. Remuneração estratégica: a nova vantagem competitiva. São Paulo: Atlas, 1996.

(29)

8. APÊNDICE

As imagens abaixo foram tiradas durante meu último estágio e tem o objetivo de demonstrar as condições precárias, perigosas, insalubres e desestimulantes do ambiente. A equipe de colaboradores e estagiários demostravam incessante desgosto com o ambiente de trabalho.

(30)

Fotografia 2: elevador das dependências internas em estado precário.

(31)

Fotografia 4: cadeira de plástico onde estagiários e funcionários sentavam para trabalhar

(32)

Fotografia 6: parte interna do micro-ondas localizado no refeitório

Fotografia 7: dependências internas, localizado no estoque. Ambiente pouco iluminado, sujo e perigoso.

Referências

Documentos relacionados

Com essas mudanças na concepção de morte e vida, saúde e adoecimento, um nú- mero maior de problemas de ordem emo- cional aconteceu, fazendo-se necessário lidar com as questões

Este estudo objetivou conhecer a organização da equipe matricial como ferramenta articuladora da rede para reabilitação psicossocial do usuário de saúde mental no

Preocupava à pesquisadora, ciente das limitações que todo trabalho de pesquisa comporta em termos de uma delimitação, de recorte temporal e nesse caso, institucional e

Nos últimos anos a Divisão de Saúde Mental observa e monitoriza grande aumento das ativi- dades ligadas à legislação relativa à saúde men- tal em nível internacional 2. Não se

Este trabalho se justifica em razão da importância do conhecimento e da abordagem que a (o) enfermeira (o) deve adotar para agir frente às situações de sofrimento mental dos usuários,

Em Brasília, no ano de 2001 houve a III Conferência Nacional de Saúde Mental, que contou com a presença dos movimentos sociais, dos usuários e seus familiares e segundo

E leito com 7 mil votos para diretoria administrativa da Cabesp, Wagner Cabanal toma posse no próximo dia 20, com muita disposição para enfrentar as batalhas que certamente

ou até mesmo procure uma religião , a Saúde mental está envolvida com cada sentimento nosso se está com dívidas atrasadas ou com a luz cortada ou outro problema como uma briga