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Rev. adm. empres. vol.21 número3

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Academic year: 2018

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Entre estes, os aspectos organizacio-nal, ambiental e comportamental são tratados, sugerindo resultados satisfa-tórios q uando abordados de maneira adequad a. O mesmo ocorre , na obra, com o "enriqueci mento do tra-bal ho " .**

F inalmente, o processo de ad mi-ni stra ção de pessoál

é

t ratado , parti n-do de levanta mento d e dad o s para a análise e aval iação de cargos, planeja-mento de pessoal , recrutame nto e se-leção. A abo rdagem destas áreas faz-se cuidad osamente, inova nd o em cer-tos aspeccer-tos d a á rea de especializa-ção. Desenvo lvimento o rgan izacional , é tratado como uma est ratégia que faz uso do p rocesso de gru po, visando à aceitação de mudança p lanejada, al-t erando crenças, aal-tial-tud es·, va lores, es-trutu ras e práticas, adapt ando a orga-nização

à

muda nça. In iciar uma nova ordem de co isas é crucial, mas a ela a orga nização não está imune, assim co mo não pode fugir

à

aval iação d e desempenho , que os auto res consid e-ram um conce ito central na adminis-tração eficiente_ Embo ra não se li be-re d as tradicionais abordage ns q ue outros auto res fazem da avaliação de desempenho, a obra se estende o suf

i-ci ent e para que o leit o r compreenda bem as técnicas recomendadas, enca-mi nhand o-o a criticar certas posi ções assumidas po r Werther e Davi s ao co-mentarem as im plicações da avalia-ção .

O capítulo sob re motivação e sa-t isfação no sa-trabalho, bassa-tansa-te essa-tru- estru-tu rad o, oferece leiestru-tur a oport una d os

mais at ualizados model os de motiva-ção e d e modificaÇão de comporta-mento. Os cap (t u los referent es a sa lá-rios , ince ntivo s, benefícios, higiene e seg urança, si nd ica li smo, co ntrat os co-leti vos e est atut os afins , estão mais de acordo com as leis e p raxes ameri-canas, não oferece ndo vivência das práti cas de nossos em presários_ O

Ary Ribeiro de Carvalho

* N. do T . À f alta de mel hor te rmo no vernáculo, optamos p e r "de lineamento" para job desígn .

** N. do T. Enrichment dos aut ores.

Departamento de Pesquisas Me

Can n

Erickson

.Pub li cidade

Ltd a. (sob a direção de Vera

Aldrighi).

Profissão : prendas d o-mésticas, um estudo sobre do-nas-de-casa.

São Paulo, 1980.

120p.

No dom (nio d a pesq uisa d e mercado te nd e-se recentemente a associar d is- . posições pesso ais de co nsumo a m ud anças ma is gerais na conudição ude vi -d a -d os(as) consumi-d ores( as ). O es-tudo da Me Cann entra nessa linha . Sabend o que a mulher é aind a o p ri nci pa l gerente de co mp ras do d o-mi cílio, a pesq uisa levantou a quan- · tas anda o desempenho desse papel e de seus 」 ッイ イ・ャ。エッ ウ セ@ nessa época de · abalo sério na servidão femini na de n-tro de casa.

E,

sem ultrapa ssar a t axa . de franqueza assimi lável pelo seu pú-b lico d e leitores executivos, o relató-ri o mostra q ue, nas prelató-rincipais cl asses de consumo urb anas, a mulher anda bastante cheia d o velho modelo de subserviência evocado na expressão "dona-de-casa". Nesse sentido, é ' meio cô mico que o título escolh ido para essa edição seja a negação mais frontal de uma das conclusões ma is significativas, q ue está à página 7: 1 "As exp ressões 'dona-de-casa' ou 'p rendas domésticas' provocam

ver-、セ、・ゥイ 。@ revolta. Sugerem um at estado

de incapacidade profission al, de des-preparo pa ra a vida fora de casa, à m ulher que se dedica exclusiva mente a um monót ono trabalho caseiro e

charges, como a da página 24, q ue mostra uma mulher "robotizada", ou totalmente induzida pela mídia de TV , contraria o crivo severo sob o qual elas julgam a publicidade, segun-do consta d o próprio texto. Esses in-díc ios sugerem que no preparo da edição operaram preconceitos mais arrai gados.

A Me Cann ouviu 1.080 mulheres casad as , d as classes A, 8 e. C de São Paulo e do R io d e J aneiro, falarem de como orga nizam e como encaram a ativid ade doméstica , e do que pen-sam acerca de uma série de itens rela-tivos à moral dominante, do lugar da m ulher nessa moral, e outros tantos parâmetros que perm item situá-las numa escala de "modernidade" de comportamento. Do ângulo comer-c ial , a impo rtânc ia dessa escala está na suposição de q ue não se pode ava-liar o potenci al e as características do mercado, d e uma série de bens de uso pessoa l e domést ico, sem associá-los às muda nças na d ivisão do trabalho de gestão do dom icílio e às demais transformações que desembocam na autono mização da mulher .

Mas não se infira da insatisfação da m ul her casada , .despontada em q ueixas insistent es q uanto à mo noto -nia e à desvalorização d o t rabal ho do-méstico , um est ado avançado d e libe-ração fem ini na. A auto nomi a e a in-dependê ncia comumente afirmadas

nas questões de opinião acerca do q ue a m ulher deve ser d esmentem -se b rutalmente - para consolo dos apo-ca lípticos - quando rebatidas à vida concret a qu e elas levam . Assim, é assom brosa a parcela das m ul heres q ue ainda se confessam proibidas po r . seus maridos d e: sair com amigos sem ele (70%), usar roupas " ext rava-·· gantes" (59%}, fum ar( !) (45%) e até mesmo- pasme o leitor - de estud ar (18%). Aliás, fal t ou pergu ntar se elas acata m tais pro ibições, para melhor reg ul ar o n ível de emancipação em curso . sso certamente tem a ver com o fato de que apenas 14% d as mulhe-res dividem com o marido as despesas d.e manutenção da casa, nas demais ele assegurand o soberanamente o to-t al d a receito-ta e o seu reinadozinho que carece de informações, de cont a- particular.

tos, d e interesses , enfim de desenvol- F icamos sabendo que as mulheres vi mento pessoal." E mesmo algu mas são amplamente favoráveis ao

traba-Resenha bibliográfica

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82

lho feminino fora do lar e que em geral aceitam o divórcio e a vida con-jugal sem casamento (em matéria de tolerância, note-se que o R i o de Ja-neiro sempre ganha de São Paulo). Dizem-se saturadas de ver donas-de-casa em serviço doméstico nos co-mercíais de TV e consideram cansati-vas as cenas de propaganda, em que são impostos ambientes de luxo e a autoridade de "gente importante". Elas mantêm, em relação

à

publici-dade comercial, uma atitude cr(tica

que se revela em indicadores bem su-gestivos: a queixa de que a maioria das mensagens (para qualquer ordem de produto) é "igual e cansativa" e de que a propaganda de liq uidações, de remédios e de xa mpus são fre-qüentemente mentirosas. Mas o mais engraçado é que, no ran king das p ro-pagandas "i rritantes", ten h am co nfe-rido um retumbante prime iro lugar às "campanhas de govern o" , o q ue indi -ca uma grande rep ulsa às tro mbetas

Cordeiro, Hésio.

A Indústria de

saúde no Brasil.

Rio de Janeiro,

Graal, 1980. 229p.

do Bras il grande q ue, até há pouco , Este livro t rata das relações entre a ato rmentavam o públi co telespec- ind ústria farma cêuti ca e a prestação e

t ado r. co nsu mo de ações de saúde. Por um

Enfim, com essa pesquisa os arqui-vos da Me Ca nn passam a guarda r in-formações importantes acerca da es-truturação familiar e da organ ização do consumo material e s im bólico das popu lações urbanas dos grandes cen-tros - São Paulo e -Rio de Janeiro-especialmente entre as classes médias. Numa conjuntura do campo intelec-tua l em que essas últimas jazem rele-gadas da investigação sociológica, es-tá a ( uma nova fonte de dad os a

aprove itar.

o

José Carlos Garcia D urand

Revista de Administração de Empresas

lado , temos a questão d o consumo de medicamentos , sua cresce nte partici -pação na estrutu ra de gastos em saú-de, suas cond ições d e produção e ci r-culação. De outro lad o, temos a ques-tão d o consumo médi co, cuja impo r-tânc ia pode ser avaliada, .;egundo o autor, pelo fato de que : " Cerca d e 80% das consultas médi cas imp li cam a prescri ção de um ou mais medica .. mentos. " O exame d e t ais questões pressupõe, é claro , o co nheci mento das relações com a prática médica e das pol (ticas estatai s de saúde.

O q ue o autor prete nde é a cons-trução de uma t eoria explicativa so-. b re o consumo de medicamentos e o uso de serviços d e saúde. Para t ant o , o autor parte da análise de outros estudos sobre consumo de medicamen tos , busqmdo enq uad rá los no âmbi -to das orientações teó ricas existentes. Um primeiro est udo privilegia os modelos sobre utilização de serviços ' de sa úde, ou seja, a conduta dos セッョᆳ

sumidores de .medicamentos, e inclui variáveis econômicas, sócio-demográ-ficas, psicossociais, cultura is e aque-las referentes ao sistema de saúde. Se-gundo o autor, esses estudos se carac-ter izam por uma orientação

marcada-mente empiricista, e as análises da conduta do consumidor encobrem uma certa "lógica da cultura de clas-se", ou seja, justifica-se .uma dinâmica do consumo em termos de condutas racionais e livres dos indiv(duos, sem levar em conta a lógica econômica e pol(tíca da produção de medicamen-tos a que estão submetido$ os grupos sociais.

Dadas essas limitações nos estudos sobre . a conduta do consumidor, o autor se volta para outras orientações empenhadas em dar conta dessas rela-ções entre "as necessidades" e "o consumo" em saúde.

Uma destas orientações seria a questão da medicalização nas socie-dades industriai s, nas q uais o consu-mo de m edicam entos não se reduz apc-.' nas à relação entre paciente e

ser-1 viços d e saúde, mas depende de inú-meros fatores p ropriamente sociais. A medicaHzação é vista então como u m i 1strumento de cont role pol ftíco e ウッ・ ゥNZZセAN@ O autor t ambém examina de-t ída me '1de-te as li nhas de pensame nde-to de lll ich, Dupuy e Karsenty e Navar-ro , q ue envo lvem análises de práticas médi cas, indústria farmacêutica, indi-v fduos {clientes) e polfticas de saúde .

O autor estuda ai nda Boltanski

e

suas idéias a respeito de necessidades de saúde e consumo médico, visão que só poderia ser explicada se referi-d a ao sistema referi-de relações referi-d as c lasses socia is com o saber e a prática mé-dica, onde o papel da medicina é de-f inido como " um subpoder institu-ciona l".

Referências

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