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Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.36 suppl.2

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Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical XIX Reunião Anual de Pesquisa Aplicada em doença de Chagas

Vol. 36 (Suplemento II), 2003 VII Reunião Anual de Pesquisa Aplicada em Leishmanioses

Leishmaniose Visceral Americana no Estado de

Mato Grosso – 2002

Joelma Leite da Silva Duarte

Secretaria de Estado de Saúde Mato Grosso INTRODUÇÃO

A Leishmaniose Visceral (LV), de transmissão inicialmente silvestre ou concentrada em pequenas localidades rurais, já está presente em centros urbanos de médio e grande porte. É um crescente problema de Saúde Pública, pois também está em franca expansão.

Em Mato Grosso o controle das leishmanioses era de responsabilidade da FUNASA, tendo como instrumento de coleta de dados a CCL18. a partir de 2000, a Secretaria Estadual de Saúde assumiu o controle, utilizando para coleta, monitoramento e análise de dados o Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN).

Em 1996, Hueb e Cols, relataram 4 casos autóctones de Mato Grosso, e registros de casos confirmados por município foram encontrados a partir de 1998.

METOLOGIA

Utilizou-se dados secundários do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) da Secretária de Saúde Estado de Mato Grosso, considerando os casos confirmados de LV no ano de 2002.

RESULTADOS

De acordo com os dados analisados no período, verificou-se que a maior incidência de Leishmanioverificou-se visceral em Mato Grosso foi 1,09/100.000 hab. em 1999, porém a maior taxa de letalidade foi em 2002 com 25,00 % (figura 1).

Verifica-se nos 8 casos confirmados, a ocorrência de 87,5% no sexo masculino, a distribuição nas faixas etárias apresenta relativo aumento de ocorrência nas faixas até 5 anos, 5 a 9 e acima de 20 anos todas com 25,0%, o diagnóstico teve apoio laboratorial em 75,0% dos casos, e quanto à evolução 60% obtiveram cura, 40 % foram a óbito,

0,31 0,56

0,95 1,09

0,56 23,07

13,04

25,00

3,84 0

0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2

1998 1999 2000 2001 2002

Fonte: SINANW/CVE/SUSAC/SES-MT

0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00

INCIDENCIA LETALIDADE

Figura 1 - Incidência e letalidade de leishmaniose visceral, Mato Grosso, 2002

3 casos não tiveram evolução definida (2 estavam ignorados e 1 em branco).

CONCLUSÂO

É necessário implementar a atenção à Leishmaniose Visceral em Mato Grosso, visando principalmente o diagnóstico precoce e redução de óbitos em busca do controle de sua expansão em nossa região, capacitando recursos humanos para diagnóstico e tratamento, intensificando ações de educação em saúde e melhorando o acompanhamento da evolução dos casos tratados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Brasil, Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Guia de Vig. Epidemiológica, 5ª ed. Brasília: Funasa, 2002. Rv 842 p.

Hueb M. Assis SB, Guimarães EED, Rosa DL, Fontes CJF. Ocorrência de transmissão autoctone de Leishmaniose Visceral em Mato Grosso. Revista da. Sociedade Brasileira de Médicina Tropical 29: 281-282, 1996

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA,2002. Assentamentos Rurais do Estado de Mato Grosso, 1986-2001, Cuiabá.

Secretaria do Estado de Saúde, 2002, dados de Vigilância Epidemiológica. Governo do Estado. Mato Grosso. Cuiabá. Publicado no Boletim Trópica – MT, Nº 5, set-out. 2000.

Imagem

Figura 1 - Incidência e letalidade de leishmaniose visceral, Mato Grosso, 2002

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