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Prefeitura Municipal de Maraú

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LEI Nº 043/2012 DE 04 DE ABRIL DE 2012

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DISPÕE SOBRE O PLANO DE CARREIRA E REMUNERAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL- PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO PÚBLICO E SERVIDORES DA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MARAÚ - BAHIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Prefeito Municipal de MARAÚ - da Bahia, no uso de suas atribuições legais.

Faz saber que a Câmara Municipal de Vereadores aprovou e eu sancionei a seguinte Lei.

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art.1º - Esta Lei institui o novo Plano de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério e Servidores da Educação do Município de MARAÚ - Bahia nos termos da Lei Federal nº 11.494/2007 que regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação Lei nº. 11.738/2008 que instituiu o PSPN, Lei nº. 9.394 /96 (LDB), Lei 12.014/09, que regulamenta os Profissionais de Apoio Técnicos Administrativos da Educação.

§1º - Integra o Quadro dos Profissionais em Educação do Sistema de Ensino os que exercem Atividades de Docência e os que fornecem Suporte Pedagógico direto como: Coordenação Pedagógica, Supervisão e Orientação Educacional, Direções e Vice-Direções Escolares com atribuições de: ministrar, planejar, orientar, dirigir, coordenar e inspecionar.

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§ 2º - E os que fornecem Apoio: Administrativo, Técnicos Administrativos e de Infra- estrutura escolar nas Unidades Escolares e nas Unidades Técnicas da Secretaria de Educação do Município, aplicando-se e subsidiariamente e complementarmente, as disposições contidas no Estatuto dos Profissionais Públicos e Civis do Município de MARAÚ no Estado da Bahia, regulamentado pela Lei Federal 12.014/09.

Art. 2º - O Plano de Carreira e Remuneração instituído por esta lei objetiva o aumento do padrão de qualidade do Ensino e a Valorização dos Profissionais do Magistério, mediante:

I – Ingresso e acesso à carreira exclusivamente por concurso de prova e títulos;

II – Progressão salarial baseada na titulação e no desempenho profissional através da atualização e aperfeiçoamento na carreira;

III – Piso Salarial constituindo remuneração condigna, para todos e, no caso dos Profissionais do Magistério salários iniciais nunca inferiores aos valores correspondentes (PSPN) nos termos da lei nº 11.738/2008.

IV – Vantagens financeiras em face do local de trabalho e clientela;

V – Estímulo gratificado ao trabalho em sala de aula;

VI – Capacitação permanente e garantia de acesso a cursos de formação e atualização.

VII – Jornada de trabalho, preferencialmente de tempo integral, que incorpore os

momentos diferenciados das Atividades Docentes.

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3 VIII – Estabelecimento de critérios e objetivos para movimentação e remoção dos Profissionais em Educação entre as Unidades Escolares, tendo como base os interesses de melhor aprendizagem dos educandos, incentivando à dedicação exclusiva.

IX – Promover a participação dos Profissionais do Magistério na elaboração e no planejamento da execução e avaliação do projeto político/pedagógico das Unidades de Ensino e da Rede Municipal.

X – Apoio técnico e financeiro, por parte do Município, que vise melhorar as condições de trabalho dos Educadores, a erradicação, a prevenção e a incidência de doenças profissionais.

XI – A jornada de trabalho, preferencialmente, atribuída pela Lei Federal nº.

11.738/2008, é de tempo integral de 40 (quarenta) horas semanais, com ampliação paulatina da jornada destinada as atividades de interação com o educando, como é recomendado também na Resolução nº. 02 de 28/05/09 do MEC, CNE, CEB publicada no D.O.U. de 29/05/09.

Art. 3°- A Carreira dos Profissionais em Educação é integrada pelos cargos de

provimentos efetivos de Professor e Coordenador Pedagógico e dos demais de

Apoio e Técnicos Administrativos como: Agente de Serviço Escolar (os atuais

Auxiliares de Serviços Gerais e Auxiliares Operacionais da Educação), Assistente

Administrativo (os atuais Auxiliares, Agentes Administrativos e Digitador), Motorista

Escolar, Assistente de Biblioteca (os atuais Auxiliares de Biblioteca), Agente de

Alimentação Escolar (as atuais Merendeiras), Técnico em Informática (atuais Auxiliar

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4 de Informática), Operador de Micro, Secretário Escolar, Bibliotecário, Nutricionista e Psicopedagogo.

Art. 4º - O Exercício da docência na Carreira do Magistério exige como qualificação mínima, nos termos das Diretrizes fixadas pela Câmara de Educação Básica, Conselho Nacional de Educação e MEC:

I – Ensino médio completo na modalidade normal, para a docência na Educação Infantil nos anos iniciais do Ensino Fundamental I na Educação Básica;

II – Ensino Superior em curso de Licenciatura (Graduação Plena), com habilitação especifica em área própria, para a docência do Ensino na Educação Básica;

III – Graduação Plena em área correspondente e complementação nos termos da legislação vigente, para a docência em área específica dos anos iniciais e finais na Educação Básica, como a Pedagogia e Normal Superior para a docência dos anos iniciais (Educação Infantil ao 5º ano e Educação de Jovens e Adultos);

IV – Qualificação específica exigida por lei em Graduação de Pedagogia Plena, com especialização e/ou Pós-Graduação nos termos do artigo 64 da Lei nº 9.394/96, para o exercício de Coordenação Pedagógica.

Art. 5º - O Exercício dos titulares de Cargos de Apoio Técnico Administrativo e Serviços Auxiliares da Educação Pública Municipal serão vinculados a sua área de atuação para qual o mesmo tenha prestado Concurso Público. Será exigido como qualificação mínima:

I –(N.I) - Ensino Fundamental I (Educação Básica) completo, para os que

ingressarem na Rede de Ensino através do Concurso Público, e incompleto, para os

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5 que já estão na Rede de Ensino Municipal, nos cargos de Agente de Alimentação Escolar e Agente de Serviços Escolares;

II – (N.II) - Ensino Fundamental II (Educação Básica) completo, para os que ingressarem na Rede de Ensino através do Concurso Público, e incompleto, para os que já estão na Rede de Ensino Municipal nos cargos de: Agente de Portaria Escolar, Agente de Vigilância Escolar;

III –(N.III) - Ensino Médio completo para os cargos de: Motorista Escolar, Assistente Administrativo, Assistente de Biblioteca, Técnico de Informática (além do Ensino Médio deverá ter Curso Técnico de Informática), Operador de Micro (além do Ensino Médio deverá ter Curso de Informática) e Secretário Escolar.

IV –(N.IV) - Ensino Superior Completo (Graduação Plena ou Bacharelado) para os cargos de: Nutricionista, Bibliotecário.

V – (N.V.) - Ensino Superior Completo em Pedagogia (Graduação Plena ou Bacharelado) juntamente com Especialização em Psicopedagogia para o cargo de:

Psicopedagogo.

§1º - A cada cargo de Apoio Técnico Administrativo e Serviços Auxiliares é atribuído grau de instrução (escolaridade) e nível. A seguir, segue tabela demonstrativa/exemplificativa e compulsória:

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6 Cargo Grau de instrução Nível Agente de Alimentação Escolar Fundamental I Completo Nível N.I Agentes de Serviços Escolares Fundamental I Completo Nível N.I Agente de Portaria Escolar Fundamental II Completo Nível N.II

Agente de Vigilância Escolar Fundamental II Completo Nível N.II Motorista Escolar (Classe D) Ensino Médio Completo Nível N.III Assistente Administrativo Ensino Médio Completo Nível N.III Assistente de Biblioteca Ensino Médio Completo Nível N.III Secretario Escolar Ensino Médio Completo Nível III Técnico em Informática Ensino Médio Completo +

Curso Técnico de informática

Nível N.III

Operador de Micro Ensino Médio Completo + Curso de informática

Nível N.III

Nutricionista Nível Superior Completo Nível N.IV Bibliotecário Nível Superior Completo Nível N.IV Psicopedagogo Nível Superior Completo com

Especialização em Psicopedagogia

Nível N.V

§2º - Os adicionais de periculosidade e insalubridade estarão sujeitos à avaliação

técnica (perícia) de grau e nível e ficaram a cargo de Médico do Trabalho ou

Engenheiro do Trabalho, a serem contratados pelo Município.

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7 a. A avaliação técnica de grau e nível acima relatada deverá ser realizada pelo município no prazo máximo de 1 (um) ano a contar da data de publicação desta lei;

b. O pagamento dos adicionais de periculosidade e insalubridade serão devidos desde que haja parecer favorável da avaliação técnica.

c. Faz jus ao adicional de periculosidade, no percentual de até 30% (trinta por cento), o servidor não-docente da área educacional exposto permanentemente ou que, de forma intermitente, as atividades ou operações, onde a natureza ou os seus métodos de trabalhos indiquem risco acentuado a sua integridade física, haja vista contato com substâncias inflamáveis ou explosivos, substâncias radioativas, ou radiação ionizante, ou energia elétrica;

d. Faz jus ao adicional de insalubridade o servidor não-docente da área educacional (Agentes de Serviços Escolares) que laborar em "o ambiente de trabalho hostil à saúde, pela presença de agente agressivos ao organismo do trabalhador, acima dos limites de tolerância permitidos pelas normas técnicas;

ficando seus graus e percentuais definidos por legislação municipal existente ou por lei posterior a ser editada.

e. Será devido adicional noturno no percentual de 20% (vinte por cento) sobre o vencimento base percebido pelo servidor não-docente da área educacional que prestar serviços a partir das 22(vinte e duas) horas e 5(cinco) horas do dia seguinte;

f. É devido adicional de serviço extraordinário, no percentual de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal trabalhada, limitando-se a duas horas extras diárias, a todo servidor docente e não-docente da área educacional que trabalha além da sua jornada laboral normal;

g. É devido adicional de férias correspondente a 1/3(um terço) da remuneração

percebida pelo servidor docente e não-docente da área educacional do

período das férias;

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8 h. É devido aos servidores do quadro da Educação Municipal Local, o

pagamento da gratificação natalina (13º salário).

Art. 6° - Para os efeitos desta Lei, considera-se:

I – Grupo Ocupacional – O conjunto de cargos que integram o Magistério Público e Servidores da Educação, identificados pela similaridade da área de conhecimento e atuação.

II – Categoria Funcional – O agrupamento de cargos classificados segundo as habilidades exigidas;

III – Cargo – O conjunto de atribuições especificas e vencimentos correspondentes, para ser promovido e exercido por um titular, na forma estabelecida nesta Lei;

IV – Carreira – O conjunto de cargos de provimentos permanente, organizados em níveis e classe, segundo o nível de complexidade e responsabilidade;

hierarquizados segundo a escolaridade, natureza, qualificação e requisitos previstos nesta Lei;

V – Nível – A graduação de um cargo em linha de vencimento, dentro de cada nível, específico;

VI – Referência – A posição distinta na faixa de vencimentos por promoção profissional, dentro de cada nível, onde o Servidor se encontra mediante avaliações de desempenho. Será identificada por letras do alfabeto de A a G, as quais são definidas pelo lapso temporal de 5 em 5 anos. (Posicionamento dos profissionais do serviço público em função do seu desenvolvimento horizontal na carreira).

VII – Faixa de Vencimentos – Conjunto de valores (referências) definidos para cada nível e que compõem a matriz de vencimentos do Magistério.

VIII – Cargo Público – O conjunto de atribuições e responsabilidades delegadas ao

Servidor Público, e que tem como características essenciais à criação por Lei, em

número certo, com denominação própria e pagamento pelo Município;

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9 IX – Servidor Público – É a pessoa legalmente investida em cargos e funções pública de magistério docentes e administrativas desdobrando-se em suas especialidades.

X – Especificidades - Conjunto de atividades vinculadas à habilitação legal e as atribuições a serem executadas quanto à docência ou atividades de especialistas em educação, e as atribuídas administrativamente.

XI – Classe – A amplitude entre os maiores e menores salários de cada nível estruturado pela carreira do magistério é identificada pelas letras de A a G definidas pelo tempo de serviço de 05 em 05 anos.

XII – Profissionais da Educação – todo aquele profissional que desempenha funções específicas de regente, pedagógicas ou administrativa nas suas diversas atribuições nas unidades técnicas ou unidades escolares no âmbito da Secretaria de Educação e Cultura do Município de Maraú.

CAPÍTULO II

DOS CARGOS DE PROVIMENTOS EFETIVOS

Art. 7° - O Quadro de Profissionais do Magistério Público e Servidores da Educação do Município de Maraú é constituído de cargos de provimento efetivo, organizados em Carreira, Cargos em Comissão e Funções de Confiança na forma do anexo I.

§1º – O Quadro dos Profissionais do Magistério Público e Servidores da Educação

do Município de Maraú terá seu quantitativo de cargos de provimento efetivo fixado

através de projeto de iniciativa do chefe do Poder Executivo, baseado em

levantamentos e propostas das Secretarias de Administração, Finanças e da

Secretaria de Educação Municipal que fará uma pesquisa na Rede de Ensino

Público detectando carências reais para que sejam encaminhadas como vaga real

para a realização do Concurso Público.

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§2º - O ingresso nos cargos efetivos dos Profissionais da Educação do Município, lotados na Secretaria Municipal de Educação, se dará no nível inicial de acordo com a qualificação do mesmo, sempre na classe/referência inicial, atendidos os pré- requisitos constantes da descrição do cargo e aprovação em Concurso Público de Provas e /ou Provas e Títulos.

§3º - Até que seja realizado o próximo Concurso Público fica o Poder Executivo autorizado a convocar os classificados no último Concurso através de convocação pública em meios de comunicação e Editais de convocação.

§4º - Concluído o Concurso Público e homologado os seus resultados, terão direito subjetivo à nomeação os candidatos aprovados, dentro do limite de vagas dos níveis e especialidades, estabelecidos em edital, obedecida a ordem de classificação, ficando os demais candidatos mantidos no cadastro de reserva de concursados.

§5º - O Concurso Público terá validade de até 02 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período.

§6º - O prazo de validade do Concurso Público, o número de cargos nos níveis e especialidades, os requisitos para inscrição dos candidatos e as condições para realização do Concurso Público serão fixadas em Edital;

§7º - O provimento dos cargos em comissão de Supervisor de Secretaria Escolar e Supervisor Educacional será feito por ato de Nomeação do Poder Executivo Municipal e exigir-se-á como formação mínima o Ensino Médio Completo e Especialização na Área da Educação, respectivamente.

§8º - O estágio probatório dos Profissionais do Magistério e demais Servidores da

Educação será de 03 (três) anos. Neste período o seu desempenho na função em

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11 que atua e para qual prestou Concurso Público será avaliado pela equipe composta pela Coordenação Pedagógica e o Chefe da Secretaria de Educação Municipal, para os docentes. Para os não docentes, a avaliação será da Direção Escolar em que o mesmo esteja lotado e o Chefe da Secretaria Municipal de Educação.

§9º - Cessado o período do Estágio Probatório o Profissional da Educação automaticamente dará início ao desenvolvimento na Carreira através da titulação, tempo de serviço e avaliação de desempenho.

CAPITULO III

DOS CARGOS DE PROVIMENTO TEMPORÁRIO DA DIREÇÃO DAS UNIDADES ESCOLARES

Art. 8° - Na organização administrativa haverá os seguintes Cargos em Comissão ligados ao Magistério e pelo processo de Gestão Democrática como é recomendado pela Câmara de Educação Básica e pelo Conselho Nacional de Educação, sendo considerado o que dispõe o artigo 30, VI e artigos 206 e 211 da Constituição Federal, e pela Administração Pública de livre designação.

I - Na Secretaria de Educação, o Secretário de Educação:

a) Agente Político da Administração Direta do Executivo Municipal e por ele escolhido.

b) Livre designação do Executivo Municipal.

II - Supervisor de Secretaria:

a) Função Gratificada, de Confiança do Executivo Municipal e por ele escolhido.

b) Livre designação do Executivo Municipal dentro do quadro de efetivos da

Educação.

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12 III – Supervisor Educacional:

a) Função Gratificada, de Confiança do Executivo Municipal e por ele escolhido.

b) Livre designação do Executivo Municipal dentro do quadro de efetivos da Educação.

IV - Pelo processo de Gestão Democrática na Unidade Escolar os cargos serão:

a) Diretor de Unidade Escolar;

b) Diretor de Núcleo Escolar;

c) Vice-Diretor;

Art. 9º - Os cargos de Diretor e de Vice-Diretor das Unidades Escolares do Município de MARAÚ serão preenchidos por Eleição direta, com chapa de Diretor e Vice-Diretor para atuar pelo período de 03 (três) anos, obedecendo à seguinte proporcionalidade e posterior regulamentação, sendo vedada ao Executivo Municipal a sua nomeação direta, exceto o quanto exposto nesta lei.

§ 1º - A Gestão Democrática será exercida pela Comunidade Escolar de forma solidária e harmônica, através de Eleição Direta. Poderão votar:

I – Professores, Coordenadores Pedagógicos e Profissionais Administrativos em exercício na Unidade Escolar ou Núcleo Escolar pelo qual fará parte do processo eleitoral;

II – Pais ou responsáveis legais pelos alunos regularmente matriculados e com

frequência na Unidade de Ensino para o qual farão parte do processo eleitoral;

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13 III – Discentes regularmente matriculados e com frequência regular com idade mínima de 14 (quatorze) anos farão parte do processo eleitoral.

§ 2º - A Direção de Unidade de Ensino do Município será exercida pelo Diretor e Vice-Diretor de forma solidária e harmônica. Deverão obedecer as recomendações da Lei que estabelece Gestão Democrática em todos os níveis e será através do porte da Unidade Escolar definido em regulamentos, como foi determinado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), diretrizes que constam do Estatuto do Magistério e Servidores da Educação do Município de MARAÚ no Estado da Bahia e do Plano Estadual de Educação da Bahia (PEE).

§ 3º - De acordo com normas estabelecidas em regulamentos tendo como princípios os constantes do Estatuto do Magistério desse Município que será regulamentado através de comissão contendo membros pares representantes da categoria (APLB Sindicato), Conselho Municipal de Educação, Secretaria de Educação Municipal, Comissão de Educação de Vereadores e Conselho do Fundeb.

Art.10º - Os Professores ou Coordenadores Pedagógicos do quadro do Magistério que concorrerem e forem eleitos para exercerem os Cargos, deverão permanecer no mesmo pelo período mínimo de 01 (um) ano, exceto em caso de problemas de saúde que os impeçam de desenvolverem seus cargos.

§1º - Os eleitos e empossados somente poderão ser destituídos por renúncia, abandono de cargo ou através de inquérito administrativo.

§ 2º - Em caso de substituição de Diretor ou Vice-Diretor eleito, haverá nova eleição nos moldes estabelecidos nesta Lei, devendo os eleitos cumprirem a função durante o período correspondente à complementação do período de 03 (três) anos.

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§3º - A experiência mínima exigida para concorrer aos cargos de Diretor e Vice- Diretor é de 03 (três) anos na Rede Pública de Ensino, podendo candidatarem-se todos os Professores licenciados, lotados na Rede de Ensino Público Municipal e no mínimo 02 (dois) anos na Unidade Escolar que o mesmo está pleiteando concorrer ao cargo.

§4º - Havendo provimento da Função em comissão de Supervisor de Secretaria Escolar não será necessário que o mesmo seja docente.

§5º - O Poder Executivo Municipal garantirá a estrutura e o sucesso da eleição.

I - Para fins de preenchimento dos cargos referentes a este artigo, considera-se:

a) Escola de Pequeno Porte (EPP), de 80 (oitenta) até 100 (cem) alunos matriculados;

b) Escola de Médio Porte (EMP), de 101 (cento e um) a 190 (cento e noventa) alunos matriculados;

c) Escola de Grande Porte (EGP), de 191 (cento e noventa e um) a 350 (trezentos e cinquenta) alunos matriculados.

d) Escola de Porte Especial (PE), acima de 350 (trezentos e cinquenta e um) alunos.

e) Escolas nucleadas de até no máximo 10 (dez) Escolas com no mínimo de 79

(setenta e nove) alunos existentes na Sede do Município e nas Regionais de

Ensino do Município sendo estas no mesmo perímetro de localização

próximas ou circulares.

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15 II – Para que uma única Escola tenha Diretor, será necessário que a mesma possua matrícula igual e superior a 80 (oitenta) alunos.

III – As Escolas que não atendam o que preceitua os incisos anteriores, a Secretaria Municipal de Educação poderá reunir em Núcleos, em conformidade com o Inciso II e será feito pelo processo de Gestão Democrática sendo eleito um Diretor responsável.

Parágrafo Único - A Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET será concedida ao Supervisor Educacional no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e ao Supervisor de Secretaria Escolar no percentual de 20% (vinte por cento) para compensar o exercício de suas atribuições.

DENOMINAÇÃO DO CARGO CARGA HORARIA

SEMANAL GRATIFICAÇÕES

Diretor Unid. de Porte Esp. EPE 40h 50% do salário

Diretor Unidade de Ensino EGP 40h 45% do salário

Diretora de Unidade de Ens. EMP 40h 35% do salário

Diretor - EPP 40h 30% do salário

Diretor Núcleo - DNE 40h 45% do salário

Vice-Diretor - EPE 20h 35% do salário

Vice-Diretor - EGP 20h 30% do salário

Vice-Diretor - EMP 20h 25% do salário

Vice-Diretor - EPP 20h 20% do salário

Supervisor Educacional 40h CET 75% do salário base

Supervisor de Secretaria Escolar 40h CET 20% do salário base

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16 CLASSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE CARGOS

NAS UNIDADES ESCOLARES PELO PORTE

CATEGORIA TURNOS DE FUNCIONAME

NTO

DIRIGENTES ESCOLARES

CARGA HORÁRIA

DIRIGENTES ESCOLARES

CARGA HORÁRIA

COORDE- NADOR

CARGA HORÁRIA

SUPERVISOR DE SECRETARIA

CARGA HORÁRIA

I – UNIDADES ESCOLARES DE GRANDE PORTE DE 191 A 350 ALUNOS

MATUTINO

VESPERTINO

NOTURNO

01 DIRETOR 40 HORAS

03 VICES- DIRETORES

20 HORAS

02 – COORDE NADORE S

40 HORAS

01 SUPERVISOR DE SECRETARIA

40 HORAS

II – UNIDADES ESCOLARES DE MÉDIO PORTE DE 101 ATÉ 190 ALUNOS

MATUTINO

VESPERTINO

NOTURNO

01 DIRETOR 40 HORAS

02 VICE- DIRETOR

20 HORAS

01 – COORDE NADOR

40 HORAS

01- SUPERVISOR DE SECRETARIA

40 HORAS

III – UNIDADES ESCOLARES DE PEQUENO PORTE DE 80 A 100 ALUNOS

MATUTINO

VESPERTINO

NOTURNO

01 DIRETOR 40 HORAS

01

VICE-DIRETOR 20 HORAS

01 – COORDE NADOR

40 HORAS

01- SUPERVISOR DE SECRETARIA

40 HORAS

IV - NÚCLEOS ESCOLARES ATÉ 10 ESCOLAS COM NO MÍNIMO 79 ALUNOS

MATUTINO

VESPERTINO

NOTURNO

01 DIRETOR 40 HORAS

01

VICE-DIRETOR 20 HORAS

01 – COORDE NADOR

40 HORAS

01- SUPERVISOR DE SECRETARIA

40 HORAS

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17 Art. 11 - Ao Diretor de Unidade Escolar compete: superintender as atividades Escolares, desempenhando funções de natureza pedagógica, administrativa, organizacional, promover a articulação Escola-Comunidade e demais atribuições definidas no Regimento Escolar (ver atribuições no anexo da Lei, no Estatuto do Magistério Público Municipal de Maraú e Regimento Escolar).

Art. 12 - Ao Vice-Diretor Escolar compete: administrar o turno de sua responsabilidade, supervisionar a execução de Projetos Pedagógicos, serviços administrativos, substituir o Diretor nas suas ausências e impedimentos e demais atribuições definidas no Regimento Escolar, Estatuto do Magistério Público Municipal de Maraú e Anexo desta Lei.

Parágrafo Único - Ao Supervisor de Secretaria compete: à execução de atividades da organização no controle do apoio Técnicos Administrativos dentro da Secretaria da Unidade Escolar na responsabilidade por documentos Escolares, na assinatura conjunta de certificados e históricos escolares, atestados, declarações, entre outros, com o Diretor no atendimento legal da Unidade de Ensino e demais atribuições definidas no Regimento Escolar.

Art. 13 - A nomeação para cargos de Diretores de Unidades Escolares, Diretores de Núcleo Escolar e Vice-Diretor Escolar recairá em Professores ou Especialistas em Educação com Graduação Plena e será vedado ao profissional não licenciado ou que só tenha formação em Educação Básica não podendo concorrer ao processo de Gestão Democrática.

Parágrafo Único – Na hipótese da inexistência de pessoal portador de habilitação

específica a que alude este artigo, poderá ser designado pela Secretaria Municipal

de Educação em condições precárias e por tempo determinado, o Professor efetivo

com experiência mínima de 03 (três) anos em Exercício do Magistério dando

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18 preferência ao Professor Licenciado em Pedagogia e/ou outra licenciatura e/ou com maior tempo de serviço.

Art. 14 - Os cargos em comissão e funções gratificadas instituídas por esta Lei são estruturados quanto à denominação, classificação, código e vencimentos, na forma constante dos anexos desta Lei e que também preceitue no Estatuto do Magistério Público e Servidores da Educação do Município de Maraú.

CAPITULO IV

DA CARREIRA DO MAGISTÉRIO

SEÇÃO I DO INGRESSO

Art. 15 – A Carreira do Magistério Público Municipal compreende as categorias funcionais de Professor e Coordenador Pedagógico.

Parágrafo Único – A Carreira do Magistério Público Municipal fica estruturada em Nível e referência/classe inicial, na forma estabelecida nos anexos desta Lei.

Art. 16 – O ingresso dar-se-á por aprovação em Concurso Público de Provas e/ou

Provas e Títulos, para o cargo e nível em que o candidato concorreu sempre na

referência inicial, obedecidas para a inscrição às exigências estabelecidas nesta Lei,

referendadas em Edital.

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19 SEÇÃO II

DOS CARGOS E FUNÇÕES

Art. 17 – Ao Professor compete: à Regência de Classe, a participação na elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de Ensino, a elaboração e cumprimento de plano de trabalho, o zelo pela aprendizagem dos alunos e a colaboração nas atividades de articulação da Unidade Escolar com as famílias e a comunidade.

Art. 18 - Ao Coordenador Pedagógico compete, no âmbito sistema técnico de ensino e da unidade escolar ou núcleo escolar, a coordenação do processo didático, quanto aos aspectos de planejamento, controle, avaliação, orientação e cooperação com as atividades dos docentes, participação na elaboração da proposta pedagógica da escola, participação nas reuniões de conselho de classe, orientação para o trabalho individual e/ou em grupo, aconselhamento e/ou encaminhamento de alunos em sua formação geral, além das atribuições estabelecidas no estatuto do magistério público municipal.

Parágrafo único – A atuação dos coordenadores pedagógicos observará as diretrizes estabelecidas na legislação federal e municipal, em especial o Plano Municipal de Educação sob a coordenação, orientação, fiscalização e avaliação da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, através da Coordenação/Supervisão Pedagógica.

Art. 19 - Ao Supervisor Educacional compete: inspecionar as atividades realizadas

pelos Coordenadores Pedagógicos, bem como participar dos eventos da Secretaria

Municipal de Educação e Cultura, elaborar coletivamente, aplicar, avaliar e

reestruturar a proposta pedagógica, o regimento interno e o planejamento

(20)

20 estratégico pedagógico do sistema municipal de educação, implantar e acompanhar os Projetos Educacionais.

Art. 20 – À função de confiança do Supervisor de Secretaria Escolar compete em trabalho individual ou em grupo na Secretaria da Unidade Escolar e no encaminhamento de alunos em sua documentação, na cooperação com as atividades docentes e a participação na proposta Pedagógica da Unidade Escolar.

Art. 21 – Os cargos da Gestão Democrática de Diretor e Vice-Diretor competem em trabalho individual através do cumprimento do Projeto da Gestão Escolar apresentado no desenvolvimento do Processo Eleitoral inserida na proposta Pedagógica da Unidade Escolar.

Parágrafo Único - A descrição das atribuições a que se referem os artigos 19 e 20 e bem como os pré-requisitos referentes a cada cargo, consta do Anexo desta Lei.

SEÇÃO III

DA ESTRUTURA DA CARREIRA MAGISTÉRIO

Art. 22 – Os Níveis constituem a linha de habilitação dos Professores, Coordenadores Pedagógicos e Profissionais de Apoio Técnicos Administrativos em Educação na forma abaixo:

§1º - Aos docentes assim discriminados:

I – Nível ESPECIAL – Professores com habilitação específica em Educação Básica

(Ensino Médio) na modalidade normal existente no quadro até a permissividade da

Legislação educacional seja federal, estadual ou municipal.

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21 II – Nível 1 – Professores com habilitação específica de Grau Superior obtido em curso de Licenciatura de duração Plena.

III – Nível 2 – Professores com Pós-Graduação em Educação.

IV – Nível 3 – Professores com Título de Mestre.

V – Nível 4 – Professores com Título de Doutor.

§2º - Aos Coordenadores Pedagógicos assim discriminados:

I – Nível 1 – Coordenadores Pedagógicos com habilitação em Grau Superior em Pedagogia.

I – Nível 2 – Coordenadores Pedagógicos com Pós-Graduação em Educação.

II – Nível 3 – Coordenadores Pedagógicos com Título de Mestre.

III – Nível 4 – Coordenadores Pedagógicos com Título de Doutor.

SEÇÃO IV

DA ESTRUTURA DA CARREIRA DE APOIO E TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS

Art. 23 - Aos Profissionais de Apoio e Técnicos Administrativos.

§ 1º Os Níveis que constituem a linha de habilitação dos Profissionais em Educação, serão descritos através de símbolos na forma descrita: (N I – N II – N III – N IV – N V):

I. Agente de Alimentação Escolar - N.I;

II. Agentes de Serviços Escolares – N.I;

III. Agente de Portaria Escolar – N.II;

IV. Agente de Vigilância Escolar - N.II;

V. Motorista Escolar (Classe D) - N.III;

VI. Assistente Administrativo Escolar – N.III;

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22

VII. Assistente de Biblioteca – N.III;

VIII. Secretário Escolar N.III;

IX. Técnico em Informática – N.III;

X. Operador de Micro – N.III;

XI. Nutricionista - N.IV;

XII. Bibliotecário - N.IV;

XIII.Psicopedagogo - N.V.

Art. 24 – Cada nível será subdividido em classes observando-se o tempo de serviço de 05 em 05 anos. Descrevendo assim 7 (sete) classes sendo estas (A, B, C, D, E, F, G).

CAPITULO V SEÇÃO I

DO DESENVOLVIMENTO DA CARREIRA

Art. 25- O desenvolvimento na carreira é a evolução do Profissional em Educação dentro da sua respectiva função, em razão de seu aprimoramento, desempenho e antiguidade através de capacitação e titulação e das progressões horizontal e vertical (promoções funcionais). Será definido por:

I – Nível;

II – Referência.

Parágrafo Único - De acordo com as Diretrizes fixadas pelo Conselho Nacional de

Educação, o Sistema Municipal de Educação viabilizará recursos para implementar

programas de desenvolvimento dos docentes e não docentes do Município, incluindo

a formação e a graduação em nível Superior e em programas de aperfeiçoamento

no Serviço Público.

(23)

23 Art. 26 - Aos Professores e Coordenadores Pedagógicos integrantes da Carreira do Magistério assegurado à promoção funcional na carreira, por nível, em virtude de obtenção de titulação, comprovada através de diploma ou certificado acompanhado do histórico escolar, devidamente registrados por órgão competente e o curso reconhecido por instituição oficial, por classe mediante tempo de serviço e por referência mediante avaliação de desempenho.

Art. 27 - Aos Servidores da Educação é assegurada a promoção na carreira por nível e por referência, sendo esta mediante a avaliação de desempenho.

Parágrafo Único – A progressão por referência a que se trata o caput deste artigo será de 5% (cinco por cento) para cada progressão deferida, respeitando o interstício de 5(cinco) anos para cada mudança ou deferimento podendo alcançar o limite de 35% (trinta e cinco por cento), calculado sobre o vencimento base percebido pelo servidor no nível em que o mesmo se encontra.

SEÇÃO II

DOS VENCIMENTOS E REMUNERAÇÃO

Art. 28 - O vencimento base dos integrantes do setor educacional municipal é fixado segundo os níveis e referências/classe a que pertençam e de acordo com o regime de trabalho a que estiverem submetidos, conforme anexo I.

§ 1º - Os vencimentos dos servidores do magistério serão reajustados, na forma da

lei, sempre no mês de março que se constitui a data base da categoria ou na data

de alteração do piso salarial nacional dos profissionais do magistério público quando

este for reajustado antes de mês de março de cada ano.

(24)

24

§ 2º - Os critérios para a remuneração, titulação e a qualificação devem pautar-se nos preceitos da Lei nº. 11.738/2008, que estabelece o piso salarial profissional nacional, e no artigo 22 da Lei nº. 11.494/2007, que dispõe sobre a parcela da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério (FUNDEB) destinada ao pagamento dos Profissionais do Magistério, bem como no artigo 69 da Lei nº. 9.394/96, que define os percentuais mínimos de investimento dos entes Federados na Educação, descritos no artigo 212 da Constituição Federal e no artigo 60 do seu Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, além de recursos provenientes de outras fontes vinculadas à Manutenção e ao Desenvolvimento do Ensino.

§3º– A progressão funcional por nível, em razão da titulação dar-se-á sempre, a requerimento do interessado, por ato do Secretário Municipal de Educação, que enviará a Comissão da COPEA (Regulamentada na Câmara de Educação Básica, Conselho Nacional de Educação, MEC, D.O. da União de 29/05/09, Seção 1 pag. 41 e 42. Art.5º Inciso VII), para análise e posterior deferimento automático e será devida a p a r t i r da data de protocolo do requerimento, desde que comprovada a titulação e/ou escolarização.

SEÇAO III

DA PROMOÇÃO HORIZONTAL

Art. 29 – A progressão funcional por referência dar-se-á para outra classe ocorrerá a cada 5(cinco) anos de efetivo exercício.

Art. 30 – A promoção funcional por referência dar-se-á mediante avaliação de desempenho, levando-se em conta as seguintes condições e fatores:

I. Interstício mínimo de cinco anos na referência em que se encontra;

(25)

25 II. Freqüência regular assim considerada a inexistência de falta ao serviço;

III. Aperfeiçoamento funcional, assim considerado a demonstração, pelo Servidor, da capacidade para melhor desempenhar as atividades do cargo que ocupa, adquirida em cursos realizados em instituições credenciadas;

IV. Desempenho no trabalho, mediante avaliação, segundo parâmetro de qualidade do exercício profissional, a serem definidos em regulamentação própria;

V. Dedicação exclusiva no cargo da rede pública municipal de ensino;

VI. Tempo de serviço na função docente e atividades técnicas pedagógicas.

§ 1° - Na apreciação do aperfeiçoamento funcional, serão avaliados os cursos, trabalhos e estudos relacionados com a área de educação ou a área de atuação do Servidor.

§ 2° - Na apreciação do aperfeiçoamento profissional a pesquisa e a produção intelectual realizadas no exercício do Magistério serão avaliadas pela qualidade, relevância dos seus resultados e pela contribuição ao processo de ensino - aprendizagem.

§ 3° - O processo de avaliação será conduzido e supervisionado por Comissão designada pelo Secretário (a) de Educação do Município e composta de 06 (seis) membros, dois dos quais indicados pela entidade de classe, APLB/SINDICATO, representativa do Magistério Público Municipal, dois representantes do CME - Conselho Municipal de Educação e dois representantes da Secretaria Municipal de Educação e COPEA.

§ 4° - A avaliação de desempenho é compreendida como um processo global e

permanente de análise das atividades de ensino, administração escolar,

supervisão, coordenação, orientação educacional, apoio administrativo e apoio

(26)

26 técnico educacional pedagógico e será efetuada em conformidade com os critérios e normas constantes desta Lei, a serem complementadas mediante regulamentação específica.

§ 5° - A avaliação do desempenho será realizada de cinco em cinco anos, no último semestre, de acordo com o calendário a ser fixado por ato do Titular da Secretaria de Educação e Cultura e vigorará a partir do 1° dia do ano subseqüente.

§ 6° - O interstício para concorrer à progressão será de 1.825 (um mil e oitocentos e vinte e cinco) dias de efetivo exercício na referência em que se encontra o servidor.

§ 7° - O tempo em que o servidor se encontra afastado, por qualquer motivo, não será computado para o período de que trata este artigo, exceto os ocupantes de cargos comissionados.

§ 8° - O cumprimento do interstício é requisito para o servidor concorrer à progressão.

§ 9° - A freqüência regular é assim considerada quando o servidor não faltar ao serviço durante o semestre letivo compreendido no interstício.

§ 10° - Na aferição do aperfeiçoamento funcional serão avaliados os cursos, trabalhos e estudos relacionados com a área de educação ou a área de atuação do servidor.

I – Os pontos atribuíveis as profissionais são as seguintes:

• Curso de Doutorado – 5 pontos;

• Curso de Mestrado – 4 pontos;

• Curso de Especialização

- 360 a 540 h – 2 pontos

- 541 a 720 h – 2,5 pontos

- Acima de 721h – 3 pontos

(27)

27

• Curso de Curta Duração:

- 40 a 90 horas – 0,5 pontos - 91 a 180h – 1 ponto - 181 até 359 – 1,5 pontos

§ 11° - O número de pontos atribuídos a este fator não significa a soma dos pontos conferidos a cada curso e, sim, apenas a do curso de maior pontuação apresentado pelo servidor para avaliação do período considerado, e sujeito à ponderação de peso 05 (cinco).

§ 12° - Não serão computados os títulos já apresentados para progressão funcional por nível, nem para as extintas vantagens de avanço horizontal em razão de maior qualificação de servidor ou de incentivos funcionais, se incorporadas como vantagem pessoal do servidor, bem assim as teses e monografias desenvolvidas como exigência acadêmica dos cursos de pós-graduação.

§ 13° - Os trabalhos e estudos específicos, apresentados no desempenho do cargo, serão avaliados pela qualidade, relevância dos seus resultados e pela contribuição ao processo de ensino e aprendizagem, sendo-lhes atribuídos pontos no limite máximo de 15 (quinze).

§ 14° - A Comissão de Avaliação de Desempenho realizará seu trabalho de acordo com as normas e diretrizes estabelecidas por esta Lei.

§ 15° - A Comissão de Avaliação de Desempenho Profissional será constituída por 06 (seis) membros titulares e respectivos suplentes.

§ 16° - A Comissão de avaliação de Desempenho Profissional dará o seu parecer

final, com fulcro nas seguintes avaliações:

(28)

28 a) Auto-avaliação do profissional do Quadro do Servidor Público Municipal em Educação;

b) Avaliação em bloco, realizada pelo Conselho Escolar, quando existir;

c) Avaliação do corpo técnico-pedagógico da escola.

§ 17° - O Professor e Especialista em Educação serão avaliados no seu desempenho profissional, anualmente, aos quais serão atribuídos um dos conceitos indicados a seguir:

I – A – “Excelente” - 5 (cinco) pontos;

II – B – “Muito Bom” – 4 (quatro) pontos;

III – C – “Bom” – 3 (três) pontos;

IV – D – “Regular” – 2 (dois) pontos;

V – E – “Ruim” – 1 (um) ponto;

VI – F – “Insuficiente” – 0 (zero) ponto.

§ 18° - O titular da Secretaria de Educação e Cultura, quando da avaliação anual de desempenho profissional dos profissionais em educação, expedirá instruções à Direção da Unidade Escolar, com base nas normas estabelecidas nos dispositivos desta Lei.

§ 19° - São condições complementares as que se referem aos aspectos negativos do desempenho funcional e se constituem de:

I - inassiduidade ao trabalho;

II - advertência verbal ou escrita.

§ 20° - Na aplicação do disposto neste artigo, serão computados respectivamente os pontos a seguir indicados:

a) Falta não justificada 0,5 (meio) ponto negativo por ocorrência.

b) Advertência oral 1,0 (um) ponto negativo por ocorrência, com registro na ficha

funcional do servidor.

(29)

29 c) Advertência escrita 2,0 (dois) pontos negativos por ocorrência, anexada à ficha funcional do servidor e devidamente assinada pelo mesmo.

§21 - Não poderá obter progressão funcional por referência, o servidor em Educação durante os seguintes períodos:

I - estágio probatório;

II - licença para tratar interesses particulares;

III - cessão a outro órgão ou entidade do próprio Município, à disposição da União, Estados, Distrito Federal, outro Município, ou de pessoa jurídica de direito privado excetuando-se a disposição para outro órgão ou entidade de ensino, em face de convênio de cooperação técnica;

IV - licença para desempenho de mandato classista;

V - licença para desempenho de mandato Federal, Estadual ou Municipal.

§ 22° - O membro impedido de funcionar na avaliação de desempenho será substituído pelo respectivo suplente e persistindo o impedimento, o Titular da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, designará pessoa de reconhecida capacidade, pertencente ao quadro de servidores em Educação do Município.

§ 23 - Compete a Secretaria de Educação e Cultura, através de seus órgãos específicos:

I - informar aos servidores em Educação o processo de avaliação em todos os seus aspectos;

II - proceder às informações referentes ao cumprimento do interstício e a freqüência do servidor;

III - receber as apreciações oriundas dos Conselhos Escolares e Dirigentes;

IV - processar a pontuação da freqüência e dos cursos apresentados;

V - dar ao servidor em Educação, após publicação dos resultados, mediante

requerimento, vista do processo de avaliação;

(30)

30 VI - instruir os recursos remetendo-se à Comissão de Avaliação de Desempenho Profissional;

VII - fornecer todo o suporte necessário ao desenvolvimento dos trabalhos da Comissão de Avaliação de Desempenho Profissional.

§ 24 - Salvo opção expressa em contrário, todos os servidores em Educação serão avaliados para fins de progressão por referência, excetuados os alcançados por qualquer dos impedimentos indicados nesta Lei.

§ 25 - Concluído o processo de avaliação, registrará no assentamento individual do servidor, os elementos computados para a progressão, que não poderão ser considerados para as subseqüentes.

§ 26 - Caberá recurso, do resultado final da avaliação de desempenho, a contar da publicação de sua homologação.

§ 27 - O recurso deverá conter exposição fundamentada, a respeito dos fatores para os quais esteja o servidor pleiteando revisão de pontos.

§ 28 - Não serão conhecidos os recursos que não satisfizerem ao disposto no parágrafo anterior e os interpostos fora do prazo fixado.

Art. 31 – A progressão referência a que se trata o caput deste artigo será de 5%

(cinco por cento) para cada progressão deferida, respeitando o interstício de 5(cinco)

anos para cada mudança ou deferimento podendo alcançar o limite de 35% (trinta e

cinco por cento), calculado sobre o vencimento base percebido pelo servidor no

nível em que o mesmo se encontra.

(31)

31 Parágrafo Único - Não poderá obter progressão funcional por referência o servidor, profissional da educação, durante o seguinte período:

I - estágio probatório;

II- licença para tratar de interesses particulares.

SEÇÃO IV

DA FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

Art. 32 - A Secretaria Municipal de Educação e Cultura adotará providências para viabilizar a formação e capacitação profissional dos integrantes do Quadro de servidores municipais (Profissionais em Educação), objetivando:

I. Criar condições para o constante aperfeiçoamento dos profissionais do ensino público municipal e incrementar sua produtividade;

II. Integrar os objetivos de cada função às finalidades do Sistema Municipal de Ensino;

III. Atualizar conhecimento para melhorar a qualificação do pessoal em função de atividades técnico-pedagógicas e administrativas.

Parágrafo Único - A Secretaria Municipal de Educação e Cultura estabelecerá anualmente, Programa de Formação e Capacitação Profissional, de acordo às necessidades do ensino.

Art. 33 - As atividades de capacitação serão ministradas:

I. Sempre que possível, diretamente pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, utilizando servidores do seu quadro;

II. Através de contratação de serviços profissionais especializados;

(32)

32 III. Mediante encaminhamento de servidores a instituições especializadas

sediados ou não no município e ou conveniados.

CAPITULO V

DA JORNADA DE TRABALHO

Art. 34 – Os Professores submeter-se-ão a uma das seguintes jornadas de trabalho:

I – De tempo integral com 40 (quarenta) horas semanais, sendo esta a jornada efetiva da Educação, regulamentada pela Lei Federal nº. 11.738/08.

II – De tempo parcial, com 20 (vinte) horas semanais, até a adequação gradativa da Legislação Municipal à lei 11.738/2008.

Art. 35 – Da publicação desta lei, todos os Coordenadores Pedagógicos deste município submeter-se-ão a uma jornada de 20 (vinte) horas, sendo facultado o direito de extensão de jornada mediante requerimento do servidor acompanhado de declaração de disponibilidade de tempo para exercício da função, sem prejuízo da sua remuneração atual.

I – A Secretaria de Educação deverá comprovar a existência de vaga e encaminhar à Secretaria de Administração parecer contendo horário de trabalho do Servidor, para deferimento do pleito.

Art. 36 – Os Professores submetidos à jornada de trabalho de 20 (vinte) horas

deverão alterar a jornada de trabalho para 40 (quarenta) horas, observando os

critérios estabelecidos na Legislação sendo o mesmo efetivo da Rede Municipal e

lotado na Unidade Escolar com 20 (vinte) horas.

(33)

33

§ 1° - E não havendo na Unidade Escolar a vaga real para mais 20 (vinte) horas o docente poderá recorrer ao pedido de aumento de carga horária para 40 (quarenta) horas em outra Unidade de Ensino da Rede Municipal que possua a vaga real, imediatamente observando os seguintes pontos:

1. Respeito à Legislação em vigor Lei nº. 11.738/08;

2. Ser efetivo da Rede;

3. Maior tempo de serviço;

4. Dedicação exclusiva ao Município;

5. Habilitação especifica na disciplina no Município;

6. Comprovar a existência da vaga real no quadro funcional da Unidade Escolar quando esta vaga está sendo ocupada por Profissional contratado na Rede Municipal.

§ 2º - O requerimento de alteração da jornada de trabalho para 40 (quarenta) horas deverá ser formalizado até 30 (trinta) dias antes do término do ano letivo em curso.

§ 3º - A necessidade de Professores e Coordenadores Pedagógicos para o regular funcionamento da Unidade Escolar ou Órgão da Secretaria Municipal de Educação, será comunicada por meio de circular em mural de livre acesso pelos respectivos dirigentes com antecedência mínima de 60 (sessenta) dias antes do término do ano letivo, inclusive as vagas ocupadas pelos Docentes que tenham desdobrado em regime diferenciado de trabalho.

Art. 37 – Nas hipóteses de licenças, afastamentos e demais situações em que se

faça necessário suprir eventuais carências do Ensino, por período não superior a 12

(doze) meses, o Secretário Municipal de Educação, poderá atribuir ao Professor

submetido o regime de 20 (vinte) horas, um acréscimo de mais 20 (vinte) horas a

título de regime diferenciado de trabalho, percebendo o salário e vantagens

dobradas, equivalentes à jornada de 40 (quarenta) horas semanais.

(34)

34

§ 1º - A carga horária efetivamente prestada e resultante do regime diferenciado de trabalho, a que se refere esse artigo, será remunerada nos períodos de férias e recessos escolares, se tiver exercido pelo menos a 30 (trinta) dias contínuos, à razão de 1/12 (um doze avos) do valor percebido.

§ 2º - Cessado os motivos que determinaram as atribuições do regime diferenciado de trabalho, o Professor Municipal retorna, automaticamente a sua jornada de trabalho, no caso de substituições temporárias relacionadas no artigo anterior.

§3º- As substituições temporárias de que trata o parágrafo anterior só serão permitidas aos Professores efetivos da Rede que possuam carga horária 20(vinte) horas e tenham disponibilidade do desdobramento em horário diferenciado em que exerce a sua função de docente na Rede.

Art. 38 – Os Professores submetidos à jornada de trabalho de 40 (quarenta) horas, não poderão ter reduzida a sua jornada para 20 (vinte) horas durante o período de recesso e férias escolares.

Art. 39 – Aos Profissionais Docentes da Educação Infantil cumprirão o regime de trabalho de 40 (quarenta) horas, sendo consoante à Lei Federal 11.738/2008, cuja jornada será de 27(vinte e sete) horas aulas e 13 (treze) horas semanais de atividades, podendo ser solicitado com prévio acordo em dias especiais para cumprimento da jornada que é de 200 dias letivos estabelecidos pela LDB.

Art. 40 – A jornada de trabalho do Professor compreende:

I – Hora/aula, que é o período em que desempenha atividades de efetiva Regência

de Classe;

(35)

35 II – Hora/atividade, que é o período em que desempenham atividades extraclasses e outras programadas pela Secretaria Municipal de Educação e no que for aplicável.

Será garantido à percepção dos incentivos financeiros (Lei Federal de nº 11.738/2008 e Estatuto do Magistério, além do que dispõe a lei de n°. 9.394/96).

Art. 41 – A jornada de trabalho dos Profissionais de Apoio e Técnicos Administrativos compreende:

§ 1º - Os Profissionais de Apoio e Técnicos Administrativos efetivos da Rede desenvolverão sua jornada de trabalho com carga horária 08 horas ou turnão de 6 (seis) horas consecutivas equivalentes a 30 (trinta) horas semanais que é o que corresponde a 40 (quarenta) horas, em 2 (dois) turnos, regulamentando o horário de funcionamento das Unidades Escolares que não devem e nem podem interromper o funcionamento diurno.

§ 2º - O Supervisor de Secretaria Escolar possuirá jornada de 40 horas semanais, a qual será desenvolvida em 04 horas em um turno com duas horas de descanso e completando no segundo turno mais 04 horas, totalizando a carga horária de 40 horas semanais. Na Unidade de Ensino que funcionem os 03 turnos o Supervisor de Secretaria também irá cobrir o período Noturno, em pelo menos 01 a 02 dias, redimensionando os turnos Matutino e Vespertino para que estes não tenham acúmulo de trabalho.

Art. 42 – O Professor do fundamental II, quando na efetiva Regência de Classe, terá

33% (trinta e três por cento) ou 1/3 (um terço) de 40 (quarenta) horas destinadas a

atividades extraclasses, sendo metade destas na Unidade de Ensino, ficando assim,

especificado e garantido pela Lei Federal nº. 11.738/08 para a Educação Básica.

(36)

36

§ 1º - A redução da carga horária também se estenderá aos Docentes da Educação Infantil e Fundamental I, consoante descrito na Lei nº. 11.738/08 em 13 (treze) horas de atividades destinadas ao A.C (Atividade Complementar). Destas 13 (treze) horas de atividades para a jornada de 40 (quarenta horas), sendo 06 (seis) horas de atividades dentro da Unidade Escolar para programar as atividades acompanhadas pelo Profissional Coordenador Pedagógico e 07(sete) horas de atividades fora da Unidade da Escolar, que se destina a preparação de aulas, correção de provas, elaboração de projetos pedagógicos, etc., que são feitas necessariamente pelo Professor. Por ter reduzido 01 (uma) hora/aula na jornada da Educação Básica, Ensino Fundamental e Médio, estendeu-se também a redução para a Educação Infantil, que antes eram 28 (vinte e oito) horas aulas e agora passa a ser 27 (vinte e sete) horas aulas.

§ 2º. A adequação de que trata o parágrafo anterior será da data da publicação do Plano de Carreira e Remuneração do Magistério Público e Servidores da Educação.

Enquanto não houver a redução da jornada de trabalho da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, os Docentes continuarão a perceber o A.C. (Atividade Complementar) que corresponde a não redução da jornada de trabalho (Lei Federal nº. 9.394/96).

§ 3º - Para a adequação da Legislação de que trata o parágrafo anterior o Executivo Municipal conjuntamente com a equipe de Suporte Pedagógico, viabilizará esforços para a regularização das disciplinas consideradas interdisciplinares (Brinquedoteca, Psicopedagogia, Reforço, Língua Estrangeira, Música, Artes, Teatro, etc.).

§ 4º A Atividade Complementar (A .C.) de que trata o parágrafo segundo só é

devida ao profissional em efetiva Regência de Classe, que atua no Ensino Infantil e

Ensino Fundamental I, enquanto não houver possibilidade de compatibilização

adequada da Legislação para atividade extraclasse com a matriz curricular. A

(37)

37 mesma será remunerada com percentual de 25% (vinte e cinco por cento) de Atividade Complementar sobre o salário base percebido de 20 ou 40 horas, isto é, se não fora aplicado a redução da jornada.

Art. 43 - Quando o número mínimo de hora/aulas não puder ser cumprido apenas em uma Unidade Escolar, em razão das especificidades da disciplina, a jornada de trabalho será complementada em outro turno ou estabelecimento, conforme sua disponibilidade, para o Professor ou Pedagogo que possui 40 (quarenta) horas.

Parágrafo único Na impossibilidade de efetivar-se o procedimento indicado, a Direção da Unidade Escolar destinará ao Professor atividades extraclasse de natureza pedagógica, a serem exercidas obrigatoriamente na Unidade de Ensino, para que o Professor ou Pedagogo não seja prejudicado no seu salário até que seja resolvido o problema pela Secretaria Municipal de Educação.

SEÇÃO II DAS VANTAGENS

Art.44 - Os Valores dos vencimentos são fixados no anexo desta Lei. Além do que,

o ocupante dos cargos efetivos de Professor, Coordenador Pedagógico e dos

demais de Apoio e Técnicos Administrativos como da Educação Pública Municipal,

como: Agente de Serviço Escolar (os atuais auxiliares de serviços gerais e auxiliares

operacionais da educação), Assistente Administrativo (os atuais Auxiliares, Agentes

Administrativos e Digitador), Motorista Escolar, Assistente de Biblioteca (os atuais

Auxiliares de Biblioteca), Agente de Alimentação Escolar (as atuais Merendeiras),

Técnico em Informática (atuais Auxiliar de informática), Operador de Micro,

Secretário Escolar, Bibliotecário, Nutricionista e Psicopedagogo; devem perceber

consoantes as atribuições de seus cargos, as vantagens pecuniárias instituídas

abaixo por Lei, sem prejuízo daquelas estabelecidas na Lei orgânica Municipal, no

(38)

38 Estatuto do Magistério e no Plano de Carreira e Estatuto do Servidor Público Municipal.

Parágrafo Único - É devido ao profissional em Educação do Município de Maraú- Bahia, as seguintes vantagens:

I. Remuneração pelo Exercício do Cargo;

II. Gratificação pelo Exercício da Função (Função Gratificada – F.G.);

III. Décimo terceiro salário;

IV. Adicional de 1/3 (um terço) de Férias;

V. Adicional Noturno;

VI. Promoção horizontal de 05(cinco) em 05(cinco) anos;

VII. Promoção vertical por titulação ou qualificação profissional (professor e coordenador pedagógico);

VIII. Gratificação de Regência de classe – 25% (vinte e cinco por cento);

IX. Gratificação de Coordenação Pedagógica (aos Coordenadores Pedagógicos) no valor de 31% do vencimento base percebido pelo coordenador;

X. Gratificação de Condições especiais de trabalho C.E.T. ao Supervisor de Secretaria e Supervisor Educacional no valor de 20% (vinte por cento) e 75%

(vinte e setenta e cinco por cento) do salário base, respectivamente;

XI. Gratificação pela Regência de Classe de alunos Portadores de Necessidades Especiais - 25% (vinte e cinco por cento), em consonância conforme disposto no artigo 55;

XII. Gratificação por Aprimoramento e Desempenho;

XIII. Gratificação por Dedicação Exclusiva ao Magistério – 10% (dez por cento);

XIV. Gratificação por Atividade Complementar (A.C.) - 25% (vinte e cinco por cento);

XV. Salário- família;

XVI. Abono anual ao magistério;

XVII. Adicional por tempo de serviço

(39)

39 XVIII. Ajuda de Custo;

XIX. Auxílio – Transporte;

XX. Adicional de Insalubridade e Periculosidade (Para Trabalhadores da Educação não-docente, de acordo com laudo técnico).

Art. 45 - A Remuneração inicial pelo exercício do cargo para os docentes será o piso salarial da categoria e terá como data base para caráter de negociação e reajustes dos vencimentos o mês de fevereiro ou o mês em que houve reajuste do piso salarial nacional do magistério público municipal, obedecendo o quanto estabelecido pela Lei Federal nº. 11.738/2008 e seguido dos demais direitos legais.

§ 1º - A Remuneração inicial pelo exercício do cargo para o Coordenador Pedagógico será o vencimento correspondente ao vencimento do Professor Nível I 20(vinte) horas, acrescido de 31% de C.E.T. e terá como data base para caráter de negociação e reajustes dos vencimentos o mês de fevereiro ou o mês em que houve reajuste do piso salarial nacional do magistério público municipal, obedecendo o quanto estabelecido pela Lei Federal nº. 11.738/2008 e seguido dos demais direitos legais.

§ 2º - A Remuneração de Apoio e Técnicos Administrativos da Educação no Município de MARAÚ do Estado da Bahia será reajustada de acordo a Lei Federal que estabelece negociação no mesmo período de reajuste do Salário Mínimo.

Nunca poderá ser inferior ao Salário Mínimo Vigente estabelecido por Lei Federal e seguido dos demais direitos legais definidos no Estatuto do Servidor Público Municipal, Lei Orgânica e neste Plano de Carreira e Remuneração do Magistério Público e Servidores da Educação Municipal de MARAÚ exceto as vantagens que são exclusivamente peculiares aos Docentes.

Art. 46 - A Gratificação pelo Exercício da Função (F.G.) inciso II do art. 44 será

calculada baseada no percentual atribuído ao porte da Unidade Escolar e será de

(40)

40 20% (vinte por cento) a 50% (cinquenta por cento) determinada pelo porte da Unidade Escolar, baseando-se no vencimento inicial do Professor que vai desempenhar o cargo pelo processo de Gestão Democrática. Só poderá exercer Cargo de confiança de Diretor ou Vice-Diretores os Profissionais Efetivos Docentes da Carreira do Magistério Público Municipal.

Art. 47 - O Décimo terceiro salário, inciso III do art. 44, será devido a todos os Profissionais da Educação docentes e não-docentes como abono natalino e deverá ser pago em até duas parcelas sendo segunda parcela até o dia 20 de dezembro com o percentual equivalente ao total de vencimentos do Profissional.

Art. 48 - Adicional de Férias 1/3 (um terço de férias) - inciso IV do art. 44, será devido a todos os Profissionais em Educação docentes e não-docentes a título de bonificação de férias. Será pago até dia 10 de janeiro do ano seguinte.

Art. 49 - Adicional Noturno – inciso V do art. 44, a partir das 22:00h de um dia e 05 (cinco) horas do dia seguinte e corresponderá a 20% do vencimento base percebido pelo servidor.

Art. 50 - Promoção horizontal (classes) de 05(cinco) em 05(cinco) anos - inciso VI do art. 44 ou Avanço Horizontal será devido aos Profissionais em Educação docentes e não-docentes a cada 5(cinco) anos de serviço prestados, passando de uma referência/classe para outra subseqüente.

Art. 51 - Promoção vertical por titulação ou qualificação profissional - inciso VII

do art. 44 ou Avanço Vertical será devido aos Profissionais em Educação docentes

quando o mesmo por elevação da titulação e da habilitação profissional após

adquirir uma nova titulação (escolaridade) superior ao que o mesmo já possua, lhe

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