LEI Nº 043/2012 DE 04 DE ABRIL DE 2012
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DISPÕE SOBRE O PLANO DE CARREIRA E REMUNERAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL- PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO PÚBLICO E SERVIDORES DA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MARAÚ - BAHIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O Prefeito Municipal de MARAÚ - da Bahia, no uso de suas atribuições legais.
Faz saber que a Câmara Municipal de Vereadores aprovou e eu sancionei a seguinte Lei.
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art.1º - Esta Lei institui o novo Plano de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério e Servidores da Educação do Município de MARAÚ - Bahia nos termos da Lei Federal nº 11.494/2007 que regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação Lei nº. 11.738/2008 que instituiu o PSPN, Lei nº. 9.394 /96 (LDB), Lei 12.014/09, que regulamenta os Profissionais de Apoio Técnicos Administrativos da Educação.
§1º - Integra o Quadro dos Profissionais em Educação do Sistema de Ensino os que exercem Atividades de Docência e os que fornecem Suporte Pedagógico direto como: Coordenação Pedagógica, Supervisão e Orientação Educacional, Direções e Vice-Direções Escolares com atribuições de: ministrar, planejar, orientar, dirigir, coordenar e inspecionar.
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§ 2º - E os que fornecem Apoio: Administrativo, Técnicos Administrativos e de Infra- estrutura escolar nas Unidades Escolares e nas Unidades Técnicas da Secretaria de Educação do Município, aplicando-se e subsidiariamente e complementarmente, as disposições contidas no Estatuto dos Profissionais Públicos e Civis do Município de MARAÚ no Estado da Bahia, regulamentado pela Lei Federal 12.014/09.
Art. 2º - O Plano de Carreira e Remuneração instituído por esta lei objetiva o aumento do padrão de qualidade do Ensino e a Valorização dos Profissionais do Magistério, mediante:
I – Ingresso e acesso à carreira exclusivamente por concurso de prova e títulos;
II – Progressão salarial baseada na titulação e no desempenho profissional através da atualização e aperfeiçoamento na carreira;
III – Piso Salarial constituindo remuneração condigna, para todos e, no caso dos Profissionais do Magistério salários iniciais nunca inferiores aos valores correspondentes (PSPN) nos termos da lei nº 11.738/2008.
IV – Vantagens financeiras em face do local de trabalho e clientela;
V – Estímulo gratificado ao trabalho em sala de aula;
VI – Capacitação permanente e garantia de acesso a cursos de formação e atualização.
VII – Jornada de trabalho, preferencialmente de tempo integral, que incorpore os
momentos diferenciados das Atividades Docentes.
3 VIII – Estabelecimento de critérios e objetivos para movimentação e remoção dos Profissionais em Educação entre as Unidades Escolares, tendo como base os interesses de melhor aprendizagem dos educandos, incentivando à dedicação exclusiva.
IX – Promover a participação dos Profissionais do Magistério na elaboração e no planejamento da execução e avaliação do projeto político/pedagógico das Unidades de Ensino e da Rede Municipal.
X – Apoio técnico e financeiro, por parte do Município, que vise melhorar as condições de trabalho dos Educadores, a erradicação, a prevenção e a incidência de doenças profissionais.
XI – A jornada de trabalho, preferencialmente, atribuída pela Lei Federal nº.
11.738/2008, é de tempo integral de 40 (quarenta) horas semanais, com ampliação paulatina da jornada destinada as atividades de interação com o educando, como é recomendado também na Resolução nº. 02 de 28/05/09 do MEC, CNE, CEB publicada no D.O.U. de 29/05/09.
Art. 3°- A Carreira dos Profissionais em Educação é integrada pelos cargos de
provimentos efetivos de Professor e Coordenador Pedagógico e dos demais de
Apoio e Técnicos Administrativos como: Agente de Serviço Escolar (os atuais
Auxiliares de Serviços Gerais e Auxiliares Operacionais da Educação), Assistente
Administrativo (os atuais Auxiliares, Agentes Administrativos e Digitador), Motorista
Escolar, Assistente de Biblioteca (os atuais Auxiliares de Biblioteca), Agente de
Alimentação Escolar (as atuais Merendeiras), Técnico em Informática (atuais Auxiliar
4 de Informática), Operador de Micro, Secretário Escolar, Bibliotecário, Nutricionista e Psicopedagogo.
Art. 4º - O Exercício da docência na Carreira do Magistério exige como qualificação mínima, nos termos das Diretrizes fixadas pela Câmara de Educação Básica, Conselho Nacional de Educação e MEC:
I – Ensino médio completo na modalidade normal, para a docência na Educação Infantil nos anos iniciais do Ensino Fundamental I na Educação Básica;
II – Ensino Superior em curso de Licenciatura (Graduação Plena), com habilitação especifica em área própria, para a docência do Ensino na Educação Básica;
III – Graduação Plena em área correspondente e complementação nos termos da legislação vigente, para a docência em área específica dos anos iniciais e finais na Educação Básica, como a Pedagogia e Normal Superior para a docência dos anos iniciais (Educação Infantil ao 5º ano e Educação de Jovens e Adultos);
IV – Qualificação específica exigida por lei em Graduação de Pedagogia Plena, com especialização e/ou Pós-Graduação nos termos do artigo 64 da Lei nº 9.394/96, para o exercício de Coordenação Pedagógica.
Art. 5º - O Exercício dos titulares de Cargos de Apoio Técnico Administrativo e Serviços Auxiliares da Educação Pública Municipal serão vinculados a sua área de atuação para qual o mesmo tenha prestado Concurso Público. Será exigido como qualificação mínima:
I –(N.I) - Ensino Fundamental I (Educação Básica) completo, para os que
ingressarem na Rede de Ensino através do Concurso Público, e incompleto, para os
5 que já estão na Rede de Ensino Municipal, nos cargos de Agente de Alimentação Escolar e Agente de Serviços Escolares;
II – (N.II) - Ensino Fundamental II (Educação Básica) completo, para os que ingressarem na Rede de Ensino através do Concurso Público, e incompleto, para os que já estão na Rede de Ensino Municipal nos cargos de: Agente de Portaria Escolar, Agente de Vigilância Escolar;
III –(N.III) - Ensino Médio completo para os cargos de: Motorista Escolar, Assistente Administrativo, Assistente de Biblioteca, Técnico de Informática (além do Ensino Médio deverá ter Curso Técnico de Informática), Operador de Micro (além do Ensino Médio deverá ter Curso de Informática) e Secretário Escolar.
IV –(N.IV) - Ensino Superior Completo (Graduação Plena ou Bacharelado) para os cargos de: Nutricionista, Bibliotecário.
V – (N.V.) - Ensino Superior Completo em Pedagogia (Graduação Plena ou Bacharelado) juntamente com Especialização em Psicopedagogia para o cargo de:
Psicopedagogo.
§1º - A cada cargo de Apoio Técnico Administrativo e Serviços Auxiliares é atribuído grau de instrução (escolaridade) e nível. A seguir, segue tabela demonstrativa/exemplificativa e compulsória:
6 Cargo Grau de instrução Nível Agente de Alimentação Escolar Fundamental I Completo Nível N.I Agentes de Serviços Escolares Fundamental I Completo Nível N.I Agente de Portaria Escolar Fundamental II Completo Nível N.II
Agente de Vigilância Escolar Fundamental II Completo Nível N.II Motorista Escolar (Classe D) Ensino Médio Completo Nível N.III Assistente Administrativo Ensino Médio Completo Nível N.III Assistente de Biblioteca Ensino Médio Completo Nível N.III Secretario Escolar Ensino Médio Completo Nível III Técnico em Informática Ensino Médio Completo +
Curso Técnico de informática
Nível N.III
Operador de Micro Ensino Médio Completo + Curso de informática
Nível N.III
Nutricionista Nível Superior Completo Nível N.IV Bibliotecário Nível Superior Completo Nível N.IV Psicopedagogo Nível Superior Completo com
Especialização em Psicopedagogia
Nível N.V
§2º - Os adicionais de periculosidade e insalubridade estarão sujeitos à avaliação
técnica (perícia) de grau e nível e ficaram a cargo de Médico do Trabalho ou
Engenheiro do Trabalho, a serem contratados pelo Município.
7 a. A avaliação técnica de grau e nível acima relatada deverá ser realizada pelo município no prazo máximo de 1 (um) ano a contar da data de publicação desta lei;
b. O pagamento dos adicionais de periculosidade e insalubridade serão devidos desde que haja parecer favorável da avaliação técnica.
c. Faz jus ao adicional de periculosidade, no percentual de até 30% (trinta por cento), o servidor não-docente da área educacional exposto permanentemente ou que, de forma intermitente, as atividades ou operações, onde a natureza ou os seus métodos de trabalhos indiquem risco acentuado a sua integridade física, haja vista contato com substâncias inflamáveis ou explosivos, substâncias radioativas, ou radiação ionizante, ou energia elétrica;
d. Faz jus ao adicional de insalubridade o servidor não-docente da área educacional (Agentes de Serviços Escolares) que laborar em "o ambiente de trabalho hostil à saúde, pela presença de agente agressivos ao organismo do trabalhador, acima dos limites de tolerância permitidos pelas normas técnicas;
ficando seus graus e percentuais definidos por legislação municipal existente ou por lei posterior a ser editada.
e. Será devido adicional noturno no percentual de 20% (vinte por cento) sobre o vencimento base percebido pelo servidor não-docente da área educacional que prestar serviços a partir das 22(vinte e duas) horas e 5(cinco) horas do dia seguinte;
f. É devido adicional de serviço extraordinário, no percentual de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal trabalhada, limitando-se a duas horas extras diárias, a todo servidor docente e não-docente da área educacional que trabalha além da sua jornada laboral normal;
g. É devido adicional de férias correspondente a 1/3(um terço) da remuneração
percebida pelo servidor docente e não-docente da área educacional do
período das férias;
8 h. É devido aos servidores do quadro da Educação Municipal Local, o
pagamento da gratificação natalina (13º salário).
Art. 6° - Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I – Grupo Ocupacional – O conjunto de cargos que integram o Magistério Público e Servidores da Educação, identificados pela similaridade da área de conhecimento e atuação.
II – Categoria Funcional – O agrupamento de cargos classificados segundo as habilidades exigidas;
III – Cargo – O conjunto de atribuições especificas e vencimentos correspondentes, para ser promovido e exercido por um titular, na forma estabelecida nesta Lei;
IV – Carreira – O conjunto de cargos de provimentos permanente, organizados em níveis e classe, segundo o nível de complexidade e responsabilidade;
hierarquizados segundo a escolaridade, natureza, qualificação e requisitos previstos nesta Lei;
V – Nível – A graduação de um cargo em linha de vencimento, dentro de cada nível, específico;
VI – Referência – A posição distinta na faixa de vencimentos por promoção profissional, dentro de cada nível, onde o Servidor se encontra mediante avaliações de desempenho. Será identificada por letras do alfabeto de A a G, as quais são definidas pelo lapso temporal de 5 em 5 anos. (Posicionamento dos profissionais do serviço público em função do seu desenvolvimento horizontal na carreira).
VII – Faixa de Vencimentos – Conjunto de valores (referências) definidos para cada nível e que compõem a matriz de vencimentos do Magistério.
VIII – Cargo Público – O conjunto de atribuições e responsabilidades delegadas ao
Servidor Público, e que tem como características essenciais à criação por Lei, em
número certo, com denominação própria e pagamento pelo Município;
9 IX – Servidor Público – É a pessoa legalmente investida em cargos e funções pública de magistério docentes e administrativas desdobrando-se em suas especialidades.
X – Especificidades - Conjunto de atividades vinculadas à habilitação legal e as atribuições a serem executadas quanto à docência ou atividades de especialistas em educação, e as atribuídas administrativamente.
XI – Classe – A amplitude entre os maiores e menores salários de cada nível estruturado pela carreira do magistério é identificada pelas letras de A a G definidas pelo tempo de serviço de 05 em 05 anos.
XII – Profissionais da Educação – todo aquele profissional que desempenha funções específicas de regente, pedagógicas ou administrativa nas suas diversas atribuições nas unidades técnicas ou unidades escolares no âmbito da Secretaria de Educação e Cultura do Município de Maraú.
CAPÍTULO II
DOS CARGOS DE PROVIMENTOS EFETIVOS
Art. 7° - O Quadro de Profissionais do Magistério Público e Servidores da Educação do Município de Maraú é constituído de cargos de provimento efetivo, organizados em Carreira, Cargos em Comissão e Funções de Confiança na forma do anexo I.
§1º – O Quadro dos Profissionais do Magistério Público e Servidores da Educação
do Município de Maraú terá seu quantitativo de cargos de provimento efetivo fixado
através de projeto de iniciativa do chefe do Poder Executivo, baseado em
levantamentos e propostas das Secretarias de Administração, Finanças e da
Secretaria de Educação Municipal que fará uma pesquisa na Rede de Ensino
Público detectando carências reais para que sejam encaminhadas como vaga real
para a realização do Concurso Público.
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§2º - O ingresso nos cargos efetivos dos Profissionais da Educação do Município, lotados na Secretaria Municipal de Educação, se dará no nível inicial de acordo com a qualificação do mesmo, sempre na classe/referência inicial, atendidos os pré- requisitos constantes da descrição do cargo e aprovação em Concurso Público de Provas e /ou Provas e Títulos.
§3º - Até que seja realizado o próximo Concurso Público fica o Poder Executivo autorizado a convocar os classificados no último Concurso através de convocação pública em meios de comunicação e Editais de convocação.
§4º - Concluído o Concurso Público e homologado os seus resultados, terão direito subjetivo à nomeação os candidatos aprovados, dentro do limite de vagas dos níveis e especialidades, estabelecidos em edital, obedecida a ordem de classificação, ficando os demais candidatos mantidos no cadastro de reserva de concursados.
§5º - O Concurso Público terá validade de até 02 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período.
§6º - O prazo de validade do Concurso Público, o número de cargos nos níveis e especialidades, os requisitos para inscrição dos candidatos e as condições para realização do Concurso Público serão fixadas em Edital;
§7º - O provimento dos cargos em comissão de Supervisor de Secretaria Escolar e Supervisor Educacional será feito por ato de Nomeação do Poder Executivo Municipal e exigir-se-á como formação mínima o Ensino Médio Completo e Especialização na Área da Educação, respectivamente.
§8º - O estágio probatório dos Profissionais do Magistério e demais Servidores da
Educação será de 03 (três) anos. Neste período o seu desempenho na função em
11 que atua e para qual prestou Concurso Público será avaliado pela equipe composta pela Coordenação Pedagógica e o Chefe da Secretaria de Educação Municipal, para os docentes. Para os não docentes, a avaliação será da Direção Escolar em que o mesmo esteja lotado e o Chefe da Secretaria Municipal de Educação.
§9º - Cessado o período do Estágio Probatório o Profissional da Educação automaticamente dará início ao desenvolvimento na Carreira através da titulação, tempo de serviço e avaliação de desempenho.
CAPITULO III
DOS CARGOS DE PROVIMENTO TEMPORÁRIO DA DIREÇÃO DAS UNIDADES ESCOLARES
Art. 8° - Na organização administrativa haverá os seguintes Cargos em Comissão ligados ao Magistério e pelo processo de Gestão Democrática como é recomendado pela Câmara de Educação Básica e pelo Conselho Nacional de Educação, sendo considerado o que dispõe o artigo 30, VI e artigos 206 e 211 da Constituição Federal, e pela Administração Pública de livre designação.
I - Na Secretaria de Educação, o Secretário de Educação:
a) Agente Político da Administração Direta do Executivo Municipal e por ele escolhido.
b) Livre designação do Executivo Municipal.
II - Supervisor de Secretaria:
a) Função Gratificada, de Confiança do Executivo Municipal e por ele escolhido.
b) Livre designação do Executivo Municipal dentro do quadro de efetivos da
Educação.
12 III – Supervisor Educacional:
a) Função Gratificada, de Confiança do Executivo Municipal e por ele escolhido.
b) Livre designação do Executivo Municipal dentro do quadro de efetivos da Educação.
IV - Pelo processo de Gestão Democrática na Unidade Escolar os cargos serão:
a) Diretor de Unidade Escolar;
b) Diretor de Núcleo Escolar;
c) Vice-Diretor;
Art. 9º - Os cargos de Diretor e de Vice-Diretor das Unidades Escolares do Município de MARAÚ serão preenchidos por Eleição direta, com chapa de Diretor e Vice-Diretor para atuar pelo período de 03 (três) anos, obedecendo à seguinte proporcionalidade e posterior regulamentação, sendo vedada ao Executivo Municipal a sua nomeação direta, exceto o quanto exposto nesta lei.
§ 1º - A Gestão Democrática será exercida pela Comunidade Escolar de forma solidária e harmônica, através de Eleição Direta. Poderão votar:
I – Professores, Coordenadores Pedagógicos e Profissionais Administrativos em exercício na Unidade Escolar ou Núcleo Escolar pelo qual fará parte do processo eleitoral;
II – Pais ou responsáveis legais pelos alunos regularmente matriculados e com
frequência na Unidade de Ensino para o qual farão parte do processo eleitoral;
13 III – Discentes regularmente matriculados e com frequência regular com idade mínima de 14 (quatorze) anos farão parte do processo eleitoral.
§ 2º - A Direção de Unidade de Ensino do Município será exercida pelo Diretor e Vice-Diretor de forma solidária e harmônica. Deverão obedecer as recomendações da Lei que estabelece Gestão Democrática em todos os níveis e será através do porte da Unidade Escolar definido em regulamentos, como foi determinado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), diretrizes que constam do Estatuto do Magistério e Servidores da Educação do Município de MARAÚ no Estado da Bahia e do Plano Estadual de Educação da Bahia (PEE).
§ 3º - De acordo com normas estabelecidas em regulamentos tendo como princípios os constantes do Estatuto do Magistério desse Município que será regulamentado através de comissão contendo membros pares representantes da categoria (APLB Sindicato), Conselho Municipal de Educação, Secretaria de Educação Municipal, Comissão de Educação de Vereadores e Conselho do Fundeb.
Art.10º - Os Professores ou Coordenadores Pedagógicos do quadro do Magistério que concorrerem e forem eleitos para exercerem os Cargos, deverão permanecer no mesmo pelo período mínimo de 01 (um) ano, exceto em caso de problemas de saúde que os impeçam de desenvolverem seus cargos.
§1º - Os eleitos e empossados somente poderão ser destituídos por renúncia, abandono de cargo ou através de inquérito administrativo.
§ 2º - Em caso de substituição de Diretor ou Vice-Diretor eleito, haverá nova eleição nos moldes estabelecidos nesta Lei, devendo os eleitos cumprirem a função durante o período correspondente à complementação do período de 03 (três) anos.
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§3º - A experiência mínima exigida para concorrer aos cargos de Diretor e Vice- Diretor é de 03 (três) anos na Rede Pública de Ensino, podendo candidatarem-se todos os Professores licenciados, lotados na Rede de Ensino Público Municipal e no mínimo 02 (dois) anos na Unidade Escolar que o mesmo está pleiteando concorrer ao cargo.
§4º - Havendo provimento da Função em comissão de Supervisor de Secretaria Escolar não será necessário que o mesmo seja docente.
§5º - O Poder Executivo Municipal garantirá a estrutura e o sucesso da eleição.
I - Para fins de preenchimento dos cargos referentes a este artigo, considera-se:
a) Escola de Pequeno Porte (EPP), de 80 (oitenta) até 100 (cem) alunos matriculados;
b) Escola de Médio Porte (EMP), de 101 (cento e um) a 190 (cento e noventa) alunos matriculados;
c) Escola de Grande Porte (EGP), de 191 (cento e noventa e um) a 350 (trezentos e cinquenta) alunos matriculados.
d) Escola de Porte Especial (PE), acima de 350 (trezentos e cinquenta e um) alunos.
e) Escolas nucleadas de até no máximo 10 (dez) Escolas com no mínimo de 79
(setenta e nove) alunos existentes na Sede do Município e nas Regionais de
Ensino do Município sendo estas no mesmo perímetro de localização
próximas ou circulares.
15 II – Para que uma única Escola tenha Diretor, será necessário que a mesma possua matrícula igual e superior a 80 (oitenta) alunos.
III – As Escolas que não atendam o que preceitua os incisos anteriores, a Secretaria Municipal de Educação poderá reunir em Núcleos, em conformidade com o Inciso II e será feito pelo processo de Gestão Democrática sendo eleito um Diretor responsável.
Parágrafo Único - A Gratificação por Condições Especiais de Trabalho – CET será concedida ao Supervisor Educacional no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e ao Supervisor de Secretaria Escolar no percentual de 20% (vinte por cento) para compensar o exercício de suas atribuições.
DENOMINAÇÃO DO CARGO CARGA HORARIA
SEMANAL GRATIFICAÇÕES
Diretor Unid. de Porte Esp. EPE 40h 50% do salário
Diretor Unidade de Ensino EGP 40h 45% do salário
Diretora de Unidade de Ens. EMP 40h 35% do salário
Diretor - EPP 40h 30% do salário
Diretor Núcleo - DNE 40h 45% do salário
Vice-Diretor - EPE 20h 35% do salário
Vice-Diretor - EGP 20h 30% do salário
Vice-Diretor - EMP 20h 25% do salário
Vice-Diretor - EPP 20h 20% do salário
Supervisor Educacional 40h CET 75% do salário base
Supervisor de Secretaria Escolar 40h CET 20% do salário base
16 CLASSIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE CARGOS
NAS UNIDADES ESCOLARES PELO PORTE
CATEGORIA TURNOS DE FUNCIONAME
NTO
DIRIGENTES ESCOLARES
CARGA HORÁRIA
DIRIGENTES ESCOLARES
CARGA HORÁRIA
COORDE- NADOR
CARGA HORÁRIA
SUPERVISOR DE SECRETARIA
CARGA HORÁRIA
I – UNIDADES ESCOLARES DE GRANDE PORTE DE 191 A 350 ALUNOS
MATUTINO
VESPERTINO
NOTURNO
01 DIRETOR 40 HORAS
03 VICES- DIRETORES
20 HORAS
02 – COORDE NADORE S
40 HORAS
01 SUPERVISOR DE SECRETARIA
40 HORAS
II – UNIDADES ESCOLARES DE MÉDIO PORTE DE 101 ATÉ 190 ALUNOS
MATUTINO
VESPERTINO
NOTURNO
01 DIRETOR 40 HORAS
02 VICE- DIRETOR
20 HORAS
01 – COORDE NADOR
40 HORAS
01- SUPERVISOR DE SECRETARIA
40 HORAS
III – UNIDADES ESCOLARES DE PEQUENO PORTE DE 80 A 100 ALUNOS
MATUTINO
VESPERTINO
NOTURNO
01 DIRETOR 40 HORAS
01
VICE-DIRETOR 20 HORAS
01 – COORDE NADOR
40 HORAS
01- SUPERVISOR DE SECRETARIA
40 HORAS
IV - NÚCLEOS ESCOLARES ATÉ 10 ESCOLAS COM NO MÍNIMO 79 ALUNOS
MATUTINO
VESPERTINO
NOTURNO
01 DIRETOR 40 HORAS
01
VICE-DIRETOR 20 HORAS
01 – COORDE NADOR
40 HORAS
01- SUPERVISOR DE SECRETARIA
40 HORAS