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ANEXO IV TERMO DE REFERÊNCIA

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ANEXO IV – TERMO DE REFERÊNCIA 1 INTRODUÇÃO

Este Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) visa à obtenção de estudos, levantamentos, propostas e investigações para a estruturação de modelo de Parceria Público-Privada (PPP), na modalidade administrativa, para a implantação de completa infraestrutura, gerenciamento e operação dos serviços básicos do Complexo de Gabinetes e Serviços da Câmara dos Deputados.

O conjunto edificado será composto por 04 (quatro) blocos (Anexos IV-A, IV-B, IV- C e IV-D) e uma Praça de Serviços, totalizando cerca de 332.000 m2 de área construída (incluindo as áreas de garagem - cerca de 4.400 vagas - que serão construídas em subsolo e os cerca de 45.000m

2

já construídos, do Anexo IV-A que será objeto de reforma).

Especificamente, este PMI busca, no contexto do referido Complexo de Gabinetes e Serviços, obter informações para a estruturação de um projeto que:

a) Desenvolva um modelo de gestão operacional para implantação de infraestrutura completa necessária ao seu funcionamento adequado;

b) Permita a operação privada do complexo edificado;

c) Construa um sistema de mensuração de desempenho por meio de indicadores de desempenho e qualidade;

d) Defina os mecanismos de pagamento do poder público;

e) Apresente modelos de receita, custos e investimentos do empreendimento;

f) Elabore um estudo de viabilidade técnico-econômica, contendo projeção de contraprestações e modelo de garantias;

g) Proponha um plano de negócios referencial.

A seguir são apresentadas informações sobre os aspectos técnicos e construtivos das

edificações e espaços que integram o Complexo de Gabinetes (detalhados nos Estudos

Preliminares de Arquitetura em anexo) e a proposição inicial de serviços que farão parte

do escopo da PPP.

(2)

Página 2 de 54 2 CONTEXTUALIZAÇÃO

2.1 Breve Histórico e Contextualização

A história do conjunto arquitetônico e urbanístico da Câmara dos Deputados em Brasília se confunde com a história da própria Capital. O conjunto tombado do Congresso Nacional é um dos principais símbolos, assim como um dos principais destinos de visitação de Brasília. Desde a fundação da cidade, que teve como marco simbólico a inauguração do Palácio do Congresso Nacional em 1960, a instituição tem crescido, se transformado e o seu espaço físico é reflexo das mudanças institucionais, políticas e sociais do país. Em especial após o processo de redemocratização, a partir do final dos anos 1980, observou-se uma atuação mais intensa do Congresso Nacional, o que tem se refletido em demandas constantes por novos espaços na Câmara dos Deputados, assim como pela reformulação e adaptação dos existentes. Atualmente, o conjunto de edificações que integram o complexo arquitetônico da Câmara dos Deputados totaliza cerca de 150.000 m

2

de área construída

1

, por onde circulam, nos dias de maior movimento, cerca de 30.000 pessoas (entre população fixa e flutuante).

A fim de melhor gerenciar a ocupação e a gestão desses espaços, assim como orientar o atendimento às novas demandas, a Câmara dos Deputados utiliza procedimentos e ferramentas de planejamento físico e espacial, dentre as quais se destaca o seu Plano Diretor de Uso e Ocupação dos Espaços e seus respectivos Planos de Ocupação. Uma das principais diretrizes do Plano Diretor é garantir o equilíbrio entre as demandas de ocupação e uso, o planejamento sustentável e a preservação do patrimônio histórico e do conjunto tombado. Para esse fim, prioriza-se no Complexo Principal a permanência de atividades da área legislativa e do apoio administrativo diretamente relacionadas à atuação parlamentar, inclusive os serviços de uso público. As funções que não demandam proximidade em relação à atividade legislativa têm sido priorizadas nos setores mais afastados, como o Complexo Avançado e as Áreas Remotas. As edificações atualmente existentes estão, portanto, assim distribuídas:

(1) Complexo Principal (Palácio do Congresso Nacional e os Anexos I, II, III e IV,

1 Não foi incluída nesse total a área construída dos apartamentos funcionais dos parlamentares e da residência oficial do Presidente.

2 Neste documento, o edifício Anexo IV existente será chamado de Anexo IV-A em razão do Plano de Ocupação da área.

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situados no entorno da Praça dos Três Poderes e Setor de Administração Federal Sul – SAF/Sul);

(2) Complexo Avançado (Setor de Garagem dos Ministérios - Norte – SGM-N, onde estão instalados o Centro de Formação, o Centro de Processamento de Dados, a Gráfica, a Coordenação de Transportes e outras áreas de apoio);

(3) Áreas Remotas (SIA, Centro de Armazenamento, em execução; Centro de Transmissão de Rádio e TV, entre outros).

Figura 01 – Câmara dos Deputados: Complexo Principal (1); Complexo Avançado (2) e SAF Sul.

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O novo Complexo de Gabinetes e Serviços da Câmara dos Deputados fará parte do Complexo Principal, que passará a contar – além do Palácio do Congresso Nacional, Anexos I, II, III e Anexo IV, já existentes – com três novos edifícios e uma Praça de Serviços, no Setor de Administração Federal Sul ou SAF/Sul, Lotes 1 e 2 da Quadra 3,

Figura 02 – Complexo Principal da Câmara dos Deputados

2.2 Ocupação do SAF/Sul – Situação Atual

O Setor de Administração Federal Sul-SAF/Sul está situado ao sul da Praça dos Três Poderes e corresponde à Unidade de Preservação (UP) 05 da Área de Preservação (AP) 08 do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). O SAF/Sul tem como uso predominante as atividades ligadas à esfera federal e a ocupação de cada lote do setor é definida por Normas de Edificação, Uso e Gabarito (NGB) específicas, que estabelecem uso, potencial construtivo, afastamentos, taxa máxima de ocupação, entre outros índices e regulamentações.

Câmara dos Deputados

Na década de 70, o arquiteto Oscar Niemeyer foi contratado pela Câmara dos Deputados para propor um edifício que pudesse abrigar os gabinetes parlamentares, pois o Anexo III tornava-se insuficiente para atender a demanda crescente do órgão. Assim, no final da década de 70, foi apresentado projeto do Anexo IV para a área que atualmente corresponde ao Lote 1 da Quadra 3 do SAF/Sul.

Lote 2 SAF/Sul, Quadra 3 Lote 1

(5)

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O Anexo IV teve seu “Habite-se” expedido em 27 de março de 1981. A edificação possui 10 pavimentos, área construída de aproximadamente 45.000 m2, e abriga 432 gabinetes parlamentares, além de serviços diversos.

A Câmara dos Deputados é proprietária de dois lotes no SAF-Sul: o lote 1 (48.887,49m2) e o lote 2 (30.186,36 m2), ambos situados na Quadra 3. No Lote 1 está construído o Anexo IV, juntamente com a garagem coberta dos parlamentares e no Lote 2, atualmente, existem apenas estacionamentos, passeios e áreas verdes.

Contexto Urbano

Além da Câmara dos Deputados, a área do SAF/Sul tem sido ocupada desde o início dos anos 2000 principalmente pelos Tribunais Superiores, para atender a demanda crescente por espaço físico desses órgãos. A seguir, é apresentada uma breve descrição sobre a ocupação do SAF/Sul pelas demais instituições públicas federais e informações gerais sobre as edificações construídas ou projetos previstos para a área:

STJ – Superior Tribunal de Justiça

O edifício-sede do STJ ocupa o Lote 01 da Quadra 06. O edifício foi inaugurado em 1995, porém a NGB da área foi aprovada apenas em 2006, por meio da Lei Complementar nº 735/2006. O complexo ocupa uma área de aproximadamente 134.000m2 e possui 5 edificações, com altura máxima de 40m.

TST – Tribunal Superior do Trabalho

O edifício-sede do TST ocupa o Lote 01 da Quadra 08. O complexo é composto por 3 edifícios e foi inaugurado em 2006, ocupando uma área de aproximadamente 96.000m2.

TRF – Tribunal Regional Federal

O edifício-sede do TRF está sendo construído no Lote 03 da Quadra 05. Apesar

da NGB do local (41/2000) estabelecer a altura máxima de 17m, o edifício deve passar

dos 40m de altura. A área prevista do complexo é de aproximadamente 120.000m2.

(6)

Página 6 de 54 TSE – Tribunal Superior Eleitoral

O edifício-sede do TSE ocupa o Lote 01 da Quadra 07. O complexo foi inaugurado em 2011 e é composto por edifício principal e três anexos, ocupando uma área de aproximadamente 115.000m2. O edifício principal possui aproximadamente 40m de altura.

STM – Superior Tribunal Militar

Está prevista para 2015 a construção da nova sede do STM nos Lotes 02, 03 e 04 da Quadra 6. A NGB do lote (41/2000) estabelece a altura máxima de 17m para o local.

De acordo com o Edital de licitação para contratação do projeto arquitetônico do edifício,

publicado no final de 2013, a área ocupada deverá ser de aproximadamente 66.900m2,

com a altura de 17m.

(7)

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Figura 03 – Perfil da região do SAF/Sul, ocupada pelos Tribunais Superiores e pelo Anexo IV-A da Câmara dos Deputados, junto com a proposta de expansão do órgão.

(8)

Página 8 de 54 2.3 Diretrizes Urbanísticas e Potencial Construtivo

Os Lotes 1 e 2 da Quadra 3 do SAF/Sul, de propriedade da Câmara dos Deputados, possuem instrumentos normativos distintos: NGB 103/2009 (Lote 01) e NGB 41/2000 (Lote 02). Em ambos os instrumentos normativos, o uso permitido para a área é o uso coletivo, relativo a atividades para administração pública, complementado por uso comercial de bens e serviços. A fim de otimizar a ocupação da Câmara na área, é necessário que os lotes sejam remembrados e que seja aprovada pela Administração do Distrito Federal uma nova NGB, preservando-se os princípios das NGBs originais: taxas de construção compatíveis com o setor, sem alteração dos usos permitidos. A área total dos dois lotes somados é de 79.073,85 m

2

. A seguir é apresentado resumo sobre as normas em vigor relativas a cada lote, assim como a proposta da Câmara dos Deputados para nova NGB do lote, após remembramento, que deverá ser aprovada pela contratada da PPP, na qual o Estudo Preliminar de Arquitetura é baseado.

Lote 01 – NGB 103/2009 Área do lote: 48.887,49 m

2

Taxa Máxima de Construção: 250%

Taxa Máxima de Ocupação: 45%

Taxa Máxima de Ocupação no Subsolo: 60%

Permeabilidade (taxa mínima de área verde): 35%

Altura máxima da edificação:

Afastamentos:

Frente – 5m Fundo – 20m

Laterais direita e esquerda: 10m

O subsolo poderá atingir os limites do lote nas divisas com as vias públicas (1) Vagas de estacionamento ou garagem: 3.055 (2)

Potencial construtivo: 122.218,73 m

2

(4)

Lote 02 – NGB 41/2000 Área do lote: 30.186,36 m

2

Taxa Máxima de Construção: 100%

Taxa Máxima de Ocupação: 40%

Taxa Máxima de Ocupação no Subsolo: 70%

(9)

Página 9 de 54 Permeabilidade (taxa mínima de área verde): 20%

Afastamentos (frente, fundo e laterais): 10m

Vagas de estacionamento ou garagem: 755 vagas (2) Potencial Construtivo: 30.186,36 m

2

(4)

Proposta da Câmara dos Deputados:

Lote Remembrado (Lote 01 + Lote 02) Área do lote remembrado: 79.073,85 m

2

Índices propostos pela Câmara dos Deputados (3):

Taxa Máxima de Construção: 215%

Taxa Máxima de Ocupação: 40%

Taxa Máxima de Ocupação no Subsolo: 70%

Permeabilidade (taxa mínima de área verde): 20%

Vagas de estacionamento ou garagem: 4.250 vagas (2) Afastamentos (frente, fundo e laterais): 10m

O subsolo poderá atingir os limites do lote nas divisas com as vias públicas (1) Potencial Construtivo proposto: 170.000,00 m

2

(4)

Observações:

(1) Conforme Decreto nº 35.093, de 22/01/2014, publicado no Diário Oficial do DF em 23/01/2014, que atualiza o texto da NGB 103/2009.

(2) O Código de Edificações sofreu alteração em virtude do Decreto nº 33.740, de 28/06/2012. Com isso, a proporção para as edificações deve ser de 1 vaga para cada 40,00m2 de área construída.

(3) Índices propostos pela Câmara dos Deputados, cuja validação deverá ser submetida à área de Análise de Projetos do GDF, para aprovação.

(4) Área computável: não inclui garagens, vazios, pergolados, prismas de aeração e ventilação, nos termos da legislação.

3 COMPLEXO DE GABINETES E SERVIÇOS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS – SAF-Sul

3.1 População a ser atendida

A população diretamente beneficiada pela construção do Complexo do Complexo

de Gabinetes e Serviços, no Setor de Administração Federal Sul (SAF-Sul), em

Brasília, contempla: (a) 513 Deputados Federais, (b) aproximadamente 10.000

(10)

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funcionários (lotados em Brasília) e (c) visitantes que diariamente utilizam os edifícios da Câmara dos Deputados (Figura 03). O conjunto de usuários perfaz uma circulação diária entre 20.000 e 30.000 pessoas, conforme registrado no Plano Diretor de Uso dos Espaços da Câmara dos Deputados - Caderno Técnico 01 (Disponível em:

http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/17699/plano_diretor_uso.pdf).

Para referência, apenas no Edifício Anexo IV-A, que concentra 432 gabinetes parlamentares e grande parte da movimentação cotidiana associada aos ambientes de trabalho dos Deputados Federais, em dia de maior movimento, transita um total de aproximadamente 20.000 pessoas por seu conjunto de acessos.

Figura 04 – Porcentagem de Deputados e funcionários na Câmara dos Deputados.

*Universo de 10.282 Deputados e funcionários (total).

**Outros: funcionários externos (concessões).

3.2 Premissas e Diretrizes do Projeto

Um dos objetivos de realização deste Procedimento de Manifestação de Interesse é coletar propostas de parceiros privados, modelos de gestão, soluções e técnicas para a implantação e operação do Complexo de Gabinetes e Serviços da Câmara dos Deputados no SAF-Sul e o atendimento das demandas da população listadas na seção anterior, a partir das premissas e do Estudo Preliminar de Arquitetura anexado a este Edital.

O Departamento Técnico da Câmara dos Deputados é o órgão responsável pela

concepção e pelo desenvolvimento do Projeto de Arquitetura de todos os espaços e

edificações que integram o Complexo de Gabinetes e Serviços do SAF-Sul. O

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desenvolvimento e a compatibilização dos projetos complementares de fundações, estruturas e instalações farão parte do escopo da PPP e serão avaliados e supervisionados pela equipe técnica da Câmara dos Deputados. Espera-se, a partir deste Edital, reunir propostas relativas a técnicas construtivas, soluções estruturais, materiais e sistemas diversos que apresentem comprovada qualidade e que possam ser incorporados aos projetos apresentados.

Na ocasião de lançamento do edital da parceria público-privada a Câmara apresentará, nos termos do Art. 10, § 4º da Lei 11.079/2004, o Anteprojeto de Arquitetura, que será elaborado pelo Departamento Técnico, e os estudos de engenharia apresentados pelas empresas autorizadas no PMI (sob a avaliação e supervisão do Departamento Técnico). Os projetos executivos de engenharia (fundações, estruturas, instalações e equipamentos) e sua compatibilização farão parte do escopo da PPP a ser estabelecida e serão avaliados e supervisionados pela equipe técnica da Câmara dos Deputados, que será responsável pelo desenvolvimento do Projeto Executivo de Referência, que servirá de base para o Projeto Executivo Final, este a cargo da contratada para a PPP, conforme detalhamento no item 3.5 do presente termo.

O Complexo de Gabinetes e Serviços da Câmara dos Deputados no SAF-Sul é proposto a partir das seguintes premissas e diretrizes de projeto:

a) Preservação do patrimônio arquitetônico e urbanístico.

O adensamento excessivo no Complexo Principal, resultado do histórico de ocupação ao longo de mais de 50 anos, tem prejudicado o funcionamento da instituição e comprometido aspectos da arquitetura e a qualidade do ambiente de trabalho. O primeiro problema identificado é a carência de gabinetes e de infraestrutura para os parlamentares. A última grande construção realizada pela Câmara dos Deputados no Complexo Principal foi o Anexo IV (identificado no Plano de Ocupação como Anexo IV-A), concluído em 1981, edifício que atualmente abriga 432 gabinetes e áreas de apoio. A quantidade de gabinetes existente no Anexo IV não é suficiente para atender às demandas atuais e potenciais: são 513 deputados e os demais gabinetes estão distribuídos no Anexo III, sem infraestrutura adequada.

O mesmo ocorre com outras áreas dentro do próprio Palácio do Congresso,

onde o grande espaço que deveria integrar o Salão Verde e o Salão Nobre foi

compartimentado, bloqueando a vista da Esplanada. Isso ocorre devido ao uso das

áreas do pavimento inferior por órgãos que não estão relacionados às atividades dos

(12)

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Parlamentares – como agências bancárias e mesmo um estúdio de televisão.

Outras áreas também apresentam problemas de adensamento excessivo, falta de espaço ou instalações inadequadas, como a Consultoria Legislativa, o Departamento de Comissões e o Centro de Documentação, entre outras. O Plano de Ocupação prevê a construção de edificações que terão como meta principal a distribuição mais equilibrada dos usos, a redução do adensamento, a melhoria da qualidade do ambiente construído e o atendimento às demandas potenciais de espaço.

Aspecto importante considerado neste Plano de Ocupação e que deverá orientar o desenvolvimento dos projetos é a preservação do caráter institucional do conjunto edificado e de seus valores como edifícios de uso público institucional que respeitam o entorno edificado, em especial o conjunto tombado. Nesse sentido, as estratégias de implantação, volumetria e definição de materiais e tecnologias estão diretamente relacionadas à manutenção dos valores simbólicos das edificações de apoio da instituição, que equilibram robustez, sobriedade e discrição. Quanto às estratégias de ocupação e distribuição dos espaços, o Plano de Ocupação procura preservar o caráter público do conjunto edificado, com áreas de circulação e convivência generosas, compatíveis com a vocação democrática da instituição.

b) Mobilidade urbana sustentável e acessibilidade.

Um aspecto importante a ser considerado é o aumento no número de veículos

em circulação e estacionados de modo desordenado na Esplanada e na Praça dos

Três Poderes. Esse congestionamento, além dos sérios problemas de mobilidade

urbana, também prejudica a imagem dos espaços livres integrados à paisagem,

conforme sugerido nos projetos de urbanismo e da arquitetura originais de Brasília. A

situação da mobilidade urbana é agravada com a expansão dos órgãos públicos por

meio de anexos e novas sedes junto à área monumental, aspecto que deve ser

definitivamente considerado e regulado por um Plano Diretor claro em respeito ao

urbanismo original. Este Plano de Ocupação propõe a combinação de estratégias de

ocupação ao Programa de Mobilidade Urbana da Câmara dos Deputados, que

incentiva o uso de transporte coletivo, bicicletas e a criação de estacionamentos

remotos conectados ao complexo principal por meio de transporte coletivo institucional

(ônibus e vans). As demandas de vagas de garagem definidas no Relatório de Impacto

de Trânsito (1 vaga para cada 40m

2

de área construída) serão atendidas

(13)

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prioritariamente por meio de vagas cobertas em subsolo, a fim de liberar os espaços do térreo para áreas verdes e espaços de uso público.

No que refere ao sistema viário, assim como aos acessos e saídas das garagens, a proposta se baseia em Relatório de Impacto de Trânsito elaborado pela equipe técnica da Câmara dos Deputados. A esse respeito, o Estudo Preliminar de Arquitetura apresenta soluções que minimizam o conflito entre o fluxo interno (acessos, entradas e saídas de garagens e estacionamentos, áreas de carga e descarga, embarque e desembarque, etc) e o trânsito da cidade. Dessa forma a circulação local fica restrita ao interior do quarteirão, mantendo nas grandes avenidas à sua volta o tráfego urbano mais intenso. As vagas propostas se limitam àquelas demandadas pela legislação, proporcional à área de construção computável (1 vaga para cada 40m

2

). Além das vagas de garagem, a fim de mitigar o impacto do empreendimento sobre o trânsito, serão utilizados estacionamentos satélites combinados a sistema de transporte coletivo institucional (ações já existentes na Câmara dos Deputados e que serão ampliadas).

Todos os ambientes (edificações e espaços urbanos) deverão atender às exigências normativas relacionadas à Acessibilidade Física, a saber: Decreto nº 6.949/2009, Lei Federal nº 10.048/2000, Lei Federal nº 10.098/2000, Decreto nº 5.296/2004, ABNT/NBR 13994:2000, ABNT/NBR 9050:1994.

c) Eficiência energética e redução do impacto ambiental.

As ações de planejamento, projeto, execução e manutenção dos espaços físicos da Câmara dos Deputados são orientadas, entre outros princípios, pela redução do impacto ambiental, otimização dos recursos e maximização da eficiência energética.

Os projetos de engenharia e de arquitetura são elaborados de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ato da Mesa 04/2011 da Câmara dos Deputados, que dispõe sobre a adoção de critérios socioambientais na aquisição de bens, contratação, execução e fiscalização de serviços e obras pela Câmara dos Deputados. O Estudo Preliminar de Arquitetura para o Complexo de Gabinetes e Serviços foi concebido e será desenvolvido nos termos do Art. 2º do referido instrumento normativo, segundo o qual o projeto básico, o projeto executivo e as demais exigências para a contratação de obras e serviços de engenharia devem contemplar critérios socioambientais, tais como:

I - adoção de soluções passivas de iluminação, ventilação e condicionamento

(14)

Página 14 de 54 térmico;

II - utilização de sistemas de iluminação artificial, ventilação mecânica e condicionamento térmico artificial de maior durabilidade e que ofereçam menor impacto ambiental;

III - especificação de produtos e soluções projetuais que garantam economia e facilidade na execução, conservação e operação, sem prejuízo da durabilidade da obra ou do serviço;

IV - emprego de mão de obra, materiais, tecnologia e matérias-primas existentes no local para execução, conservação e operação, observando-se a minimização do impacto socioambiental;

V - adoção das normas técnicas pertinentes, em especial no que se refere à saúde, acessibilidade, segurança do trabalho e gestão ambiental;

VI - uso eficiente dos recursos naturais;

VII - garantia da procedência legal dos recursos naturais; e

VIII - observância dos princípios da Acessibilidade e do Desenho Universal.

Os projetos de arquitetura, que serão concebidos e desenvolvidos pela equipe técnica da Câmara dos Deputados, assim como os projetos complementares, desenvolvidos pelo parceiro privado sob sua supervisão, serão elaborados com o objetivo de alcançar a máxima eficiência energética e a obtenção da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) classe “A” (nos termos da Instrução Normativa 02/2014 da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão). A obtenção da etiqueta classe “A” de eficiência energética para o projeto e o edifício será de responsabilidade da empresa contratada na licitação da PPP.

d) Reversão da Infraestrutura Construída

Toda a infraestrutura produzida será revertida ao patrimônio da Câmara dos

Deputados, respeitando, ao final do período de concessão, a equivalência à atualidade

auferida após a conclusão da implantação inicial.

(15)

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3.3 Estudo Preliminar de Arquitetura para o Complexo de Gabinetes e Serviços – SAF-Sul

A partir das premissas e diretrizes apresentadas, do potencial construtivo do lote e dos respectivos índices urbanísticos, dos condicionantes urbanos e ambientais e das demandas (atuais e potenciais) da instituição, propõe-se o Plano de Ocupação da Câmara dos Deputados para o SAF-Sul, detalhado em anexo. O conjunto edificado será composto por 04 (quatro) blocos (Anexos IV-A, IV-B, IV-C e IV-D) e uma Praça de Serviços, totalizando cerca de 332.000 m

2

de área construída (incluindo as áreas de garagem - cerca de 4.400 vagas - que serão construídas em subsolo e os cerca de 45.000m

2

, já construídos, do Anexo IV-A, que será objeto de reforma).

A implantação proposta, assim como a modulação e organização espacial dos edifícios têm como referência o Anexo IV-A, inaugurado em 1981, e os estudos realizados pelo arquiteto Oscar Niemeyer em conjunto com a equipe do Departamento Técnico da Câmara dos Deputados.

O conjunto de edificações e espaços apresentados no Estudo Preliminar de Arquitetura busca manter a qualidade do conjunto urbanístico da região central de Brasília, assim como a preservação do caráter público e institucional da Câmara dos Deputados. As propostas decorrentes deste edital deverão considerar materiais, tecnologias e soluções de maior eficiência energética, menor impacto ambiental, menor custo de manutenção e maior durabilidade, considerando a preservação da qualidade do conjunto não apenas durante o estabelecimento da parceria, mas inclusive ao final da concessão, quando de sua reversão enquanto patrimônio construído à Câmara dos Deputados.

Os quatro blocos propostos e a Praça de Serviços, que têm como ponto de partida

o edifício Anexo IV-A, estão conectados por um eixo de integração e conexão que

parte do Edifício Principal e se estende até o conjunto do SAF Sul. O projeto tem como

premissa o respeito pelos limites de altura e ocupação do setor, fazendo composição

entre o espaço construído e o espaço vazio, conforme demonstrado nas figuras a

seguir e detalhados no Estudo Preliminar de Arquitetura em anexo.

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Figura 05 – Imagem do Plano de Ocupação da Câmara dos Deputados para o SAF-Sul. O bloco A é uma edificação existente, concluída em 1981, e que será objeto de reforma e renovação das instalações.

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Figura 06 – Implantação do Plano de Ocupação da Câmara dos Deputados para o SAF-Sul.

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Figura 07 – Corte Esquemático do Plano de Ocupação da Câmara dos Deputados para o SAF-Sul.

Figura 08 – Ampliação do corte esquemático.

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A seguir são apresentadas tabelas-resumo sobre os usos, áreas e principais características técnicas e tipológicas das edificações e espaços que irão integrar o Complexo de Gabinetes e Serviços da Câmara dos Deputados no SAF-Sul:

Anexo IV-A

Situação atual: edificação existente (ocupação em 1981) Área construída computável: 45.350 m2.

10 pavimentos em superfície (45 metros de altura) e 01 pavimento em subsolo.

Área aproximada da projeção do edifício: 3.900 m2.

Uso atual:

432 gabinetes (cada um com aproximadamente 40 m2).

Áreas de apoio administrativo, alimentação e serviços diversos.

Não há garagem em subsolo.

Uso proposto no Plano de Ocupação:

Ocupação exclusiva por órgãos da Câmara dos Deputados, ressalvadas as áreas passíveis de exploração comercial que poderão ser consideradas para fins de fontes de receitas acessórias ou complementares, tal como previstas no item 4.3 deste documento, com exceção dos subsolos destinados à garagem.

264 gabinetes (com aproximadamente 60m2, cada).

Áreas de apoio administrativo, alimentação e serviços diversos.

Principais características técnicas da edificação atual:

Estrutura e sistema construtivo: concreto armado (combinação de componentes moldados in- loco e pré-moldados).

Envoltória: esquadrias em vidro nas fachadas norte e sul, com brises metálicos ajustáveis na fachada norte. Nas fachadas leste e oeste, empenas de concreto armado aparente.

Vedações internas: alvenaria entre gabinetes, divisórias entre gabinetes e circulação.

Pisos: contrapiso revestido com diversos acabamentos, conforme ambiente (não há piso elevado).

Forros: gesso não modulado, com pintura, predominante na maioria dos ambientes.

Para informações mais detalhadas deverá ser consultado o Projeto Básico de Referência, do Anexo IV-B.

Intervenções previstas:

Ampliação dos gabinetes e renovação dos sistemas de iluminação, água, esgoto, condicionamento de ar, envoltória e cabeamento estruturado. Implantação de sistema de automação e segurança. Considera-se, em linhas gerais, que apenas estruturas e vedações em concreto armado sejam preservadas.

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Página 21 de 54 Anexo IV-B

Situação Atual: Em 2014 foi concluído o projeto executivo de arquitetura da primeira versão do Anexo IV-B, respectivos projetos complementares e orçamento básico, considerando a sua execução isolada, como primeira etapa do Plano de Ocupação da Câmara dos Deputados para o SAF-Sul. A partir da possibilidade de implantação conjunta de todas as edificações do Complexo de Gabinetes e Serviços por meio de uma PPP, o projeto necessitou ser revisado.

A revisão e adequação do projeto de arquitetura estão contempladas no Estudo Preliminar de Arquitetura desenvolvido pela equipe técnica da Câmara dos Deputados. O Projeto Executivo de Arquitetura existente, em especial no que se refere às soluções de vedações, revestimentos, detalhes executivos e sistemas, é peça de referência para o desenvolvimento dos demais projetos e está aberto a contribuições a serem apresentadas pelas proponentes do PMI. Com esta finalidade, este conjunto de documentos é considerado como Projeto Básico de Referência.

Área Construída Computável: 33.954 m2. Área Construída de Garagem: 23.342 m2.

Área Construída Total (Computável + Garagem): 57.296 m2. Área aproximada da projeção do edifício: 9.500m2.

03 pavimentos em superfície (17 metros).

03 pavimentos em subsolo (754 vagas de garagem, áreas técnicas e serviços).

Uso proposto no Plano de Ocupação:

Ocupação exclusiva por órgãos da Câmara dos Deputados, ressalvadas as áreas passíveis de exploração comercial que poderão ser consideradas para fins de fontes de receitas acessórias ou complementares, tal como previstas no item 4.3 deste documento, com exceção dos subsolos destinados à garagem.

2º e 3º subsolos – garagem e áreas técnicas.

1º subsolo (Pavimento Inferior) – áreas técnicas, administrativas, 01 auditório para 100 pessoas, 02 auditórios para 50 pessoas, salas de reunião, centro de processamento de dados, bastidores do auditório principal, áreas de apoio e serviços, salões de convivência.

Térreo – Salões, espaços de reunião, auditório principal para 700 pessoas, café, áreas administrativas, áreas de apoio e serviços, salões de convivência.

Segundo e Terceiro Pavimentos – Haverá dois tipos de ocupação, segundo as etapas de construção:

Configuração Transitória – A fim de possibilitar a reforma do Anexo IV-A, os 432 gabinetes do edifício serão transferidos para os blocos IV-B e IV-C. O Bloco IV-B receberá, como configuração transitória, 158 gabinetes com 40m2 cada, nos pavimentos segundo e terceiro.

Configuração definitiva – Ao fim da reforma do Anexo IV-A, os 158 gabinetes instalados provisoriamente no Bloco IV-B são transferidos para o Bloco IV-A, com área ampliada (60m2 cada).

Principais características técnicas da edificação (projeto):

Estrutura e sistema construtivo: preliminarmente sugerido em concreto armado moldado in loco, a ser adaptado em função das propostas apresentadas no PMI.

Envoltória: esquadrias em alumínio e vidro nas fachadas norte e sul, com brises metálicos.

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Entre as esquadrias e os brises há previsão de jardins, que contribuem para o conforto ambiental e a eficiência energética do conjunto. Empenas leste e oeste em concreto armado aparente.

Vedações internas: preliminarmente, a fim de garantir o isolamento acústico desejado, são propostas vedações de alvenaria com enchimento acústico em áreas que demandam tal isolamento. Poderão ser apresentadas outras propostas que apresentem qualidade e desempenho equivalente ou superior.

Pisos: as áreas de escritório receberão piso elevado ou enchimento em EPS, conforme projeto, com revestimento em placas vinílicas autoportantes. As áreas de circulação terão o mesmo tipo de piso, com revestimento em granito. As áreas de sanitários e copas receberão granito sobre contrapiso. As áreas especiais, como auditórios, CPD, receberão pisos e revestimentos específicos, conforme demandas funcionais e de desempenho.

As coberturas deste edifício e do Anexo IV-D são consideradas quintas fachadas, por se tratarem de edificações mais baixas no complexo. Diversas soluções de instalações foram adotadas para preservar a cobertura livre de elementos, tais como reservatórios e equipamentos diversos.

Para informações mais detalhadas deverá ser consultado o Projeto Básico de Referência do Anexo IV-B.

(23)

Página 23 de 54 Anexo IV-C

Situação atual: Estudo Preliminar concluído. Projeto Executivo de Referência de arquitetura a ser desenvolvido pela equipe técnica da Câmara dos Deputados a partir das contribuições decorrentes do PMI. Os projetos de estruturas e instalações, assim como sua compatibilização, são parte do escopo da PPP.

Área Construída Computável: 44.377 m2. Área Construída Garagem: 20.751 m2.

Área Construída Total (Computável + Garagem): 65.128 m2. Área aproximada da projeção do edifício:

10 pavimentos em superfície (45 metros).

03 pavimentos em subsolo (478 vagas de garagem, áreas técnicas e serviços).

Uso Proposto no Plano de Ocupação:

Ocupação exclusiva por órgãos da Câmara dos Deputados, ressalvadas as áreas passíveis de exploração comercial que poderão ser consideradas para fins de fontes de receitas acessórias ou complementares, tal como previstas no item 4.3 deste documento, com exceção dos subsolos destinados à garagem.

2º e 3º subsolos: garagem e áreas técnicas.

1º subsolo (Pavimento Inferior): Centro de Documentação e Informação (CEDI).

Pavimento tipo (2º ao 9º pavimentos):

Configuração Transitória: 256 gabinetes definitivos (60m2) e 24 gabinetes temporários (40m2).

Configuração Definitiva: 256 gabinetes definitivos (60m2) e salas de apoio legislativo.

Principais características técnicas da edificação (projeto):

Estrutura e sistema construtivo: preliminarmente sugerido em concreto armado moldado in loco, a ser definido em função das propostas apresentadas no PMI.

Envoltória: esquadrias em alumínio e vidro e brises metálicos nas fachadas norte e sul.

Empenas leste e oeste em concreto armado aparente.

Vedações internas: preliminarmente, a fim de garantir o isolamento acústico desejado, são propostas vedações de alvenaria com enchimento acústico entre os gabinetes parlamentares.

Poderão ser apresentadas outras propostas, no PMI, que apresentem qualidade e desempenho equivalente ou superior.

Pisos: as áreas de escritório receberão piso elevado ou enchimento em EPS, conforme projeto, com revestimento em placas vinílicas autoportantes. As áreas de circulação terão o mesmo tipo de piso, com revestimento em granito. As áreas de sanitários e copas receberão granito sobre contrapiso. As áreas especiais, como restaurantes, auditórios, CPD, receberão pisos e revestimentos específicos, conforme demandas funcionais e de desempenho.

Para informações mais detalhadas deverá ser consultado o Projeto Básico de Referência do Anexo IV-B.

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Página 24 de 54 Anexo IV-D

Situação atual: Estudo Preliminar concluído. Projeto Executivo de Referência arquitetura a ser desenvolvido pela equipe técnica da Câmara dos Deputados a partir das contribuições decorrentes do PMI. Os projetos de estruturas e instalações, assim como sua compatibilização, são parte do escopo da PPP. O Projeto Básico de Referência, do Anexo IV- B, em especial no que se refere às soluções de vedações, revestimentos e sistemas, é peça de referência para o desenvolvimento dos demais projetos e está aberto a contribuições a serem apresentadas pelas proponentes do PMI.

Área Construída Computável: 36.431,00 m2. Área de Garagem: 124.935 m2.

Área total construída (Computável + Garagem): 161.365 m2. Área aproximada da projeção do edifício: 9.500m2.

03 pavimentos em superfície (17 metros).

08 pavimentos em subsolo (3.206 vagas de garagem, áreas técnicas e serviços).

Uso Proposto no Plano de Ocupação:

Durante a vigência da parceria público-privada, os espaços do Anexo IV-D - excetuadas as áreas técnicas, espaços de circulação horizontal e vertical e halls, tal como indicadas no Estudo Preliminar de Arquitetura – constituem áreas passíveis de exploração comercial para fins de fontes de receitas acessórias ou complementares, tal como previstas no item 4.3 deste documento, inclusive as vagas de estacionamentos nos subsolos.

Após a vigência da parceria público-privada, deverá ser considerado que os espaços de escritórios deverão ser reformados para ocupação por parte dos órgãos da Câmara dos Deputados.

2º ao 8º subsolos – garagem e áreas técnicas.

1º subsolo (Pavimento Inferior) – áreas técnicas, áreas de escritórios, áreas de alimentação, áreas de apoio e serviços, salões de convivência.

Térreo – Salões, espaços de reunião, café, áreas administrativas, áreas de apoio e serviços, salões de convivência.

Segundo e Terceiro Pavimentos – Concessões e Serviços.

Principais características técnicas da edificação (projeto):

Estrutura e sistema construtivo: preliminarmente sugerido em concreto armado moldado in loco, a ser adaptado em função das propostas apresentadas no PMI.

Envoltória: esquadrias em vidro nas fachadas norte e sul, com brises metálicos. Entre as esquadrias e os brises há previsão de jardins, que contribuem para o conforto ambiental e a eficiência energética do conjunto. Empenas leste e oeste em concreto armado aparente.

Vedações internas: preliminarmente, a fim de garantir o isolamento acústico desejado, são propostas vedações de alvenaria com enchimento acústico em áreas que demandam tal isolamento. Poderão ser apresentadas outras propostas que apresentem qualidade e desempenho equivalente ou superior.

Piso: as áreas de escritório receberão piso elevado ou enchimento em EPS, conforme projeto, com revestimento em placas vinílicas autoportantes. As áreas de circulação terão o mesmo tipo de piso, com revestimento em granito. As áreas de sanitários e copas receberão granito sobre contrapiso. As áreas especiais, como restaurantes, auditórios, CPD, receberão pisos e

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revestimentos específicos, conforme demandas funcionais e de desempenho.

As coberturas deste edifício e do Anexo IV-B são consideradas quintas fachadas, por se tratarem de edificações mais baixas no complexo. Diversas soluções de instalações foram adotadas para preservar a cobertura livre de elementos, tais como reservatórios e equipamentos diversos. Para informações mais detalhadas deverá ser consultado o Projeto Básico de Referência, do Anexo IV-B.

Praça de Serviços

Situação atual: Estudo Preliminar concluído. Projeto Executivo de Referência de arquitetura a ser desenvolvido pela equipe técnica da Câmara dos Deputados a partir das contribuições decorrentes do PMI. Os projetos de estruturas e instalações, assim como sua compatibilização, são parte do escopo da PPP. O Projeto Básico de Referência, do Anexo IV- B, em especial no que se refere às soluções de vedações, revestimentos e sistemas, é peça de referência para o desenvolvimento dos demais projetos e está aberto a contribuições a serem apresentadas pelas proponentes do PMI.

Área Construída Computável: 3.125 m2. 01 pavimento em subsolo.

Uso Proposto no Plano de Ocupação:

Durante a vigência da parceria público-privada, os espaços da Praça de Serviços constituem áreas passíveis de exploração comercial para fins de fontes de receitas acessórias ou complementares, tal como previstas no item 4.3 deste documento.

Pavimento Inferior: serviços diversos (restaurantes, cafés, lojas e áreas de apoio e convivência).

Principais características técnicas da edificação (projeto):

Estrutura e sistema construtivo: preliminarmente sugerido em concreto armado moldado in loco, a ser adaptado em função das propostas apresentadas no PMI.

Envoltória: trata-se de espaço em subsolo, sem fachadas aparentes.

Vedações internas: flexíveis, adaptadas aos usos e demandas de isolamento e desempenho.

Piso: a ser definido em função dos usos, a partir dos padrões existentes nas demais edificações.

Para informações mais detalhadas deverá ser consultado o Projeto Básico de Referência, do Anexo IV-B.

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Tabela 01 – Tabela-resumo de áreas e usos das edificações do Plano de Ocupação da Câmara dos Deputados para o SAF Sul. O Anexo IV-A é edificação existente, concluída em 1981 e será objeto de reforma e renovação das instalações. As demais edificações serão construídas.

ÁREAS EDIFICAÇÕES

ANEXO IV-A ANEXO IV-B ANEXO IV-C ANEXO IV-D PRAÇA DE SERVIÇOS TOTAL % ÁREA CONSTRUÍDA COMPUTÁVEL (1) 45.350 33.954 44.377 36.431 3.125 163.235 ÁREA DE GARAGEM (2) - 23.342 20.751 124.935 - 169.028 ÁREA CONSTRUÍDA TOTAL (1) + (2) 45.350 57.296 65.128 161.365 3.125 332.263

ÁREA ÚTIL 41.608 35.637 40.403 36.278 3.022 156.948 101,33%

ÁREA ÚTIL - GABINETES 17.467 - 16.048 - - 33.514 21,35%

ÁREA ÚTIL - ADMINISTRATIVA + LEGISLATIVA 4.076 8.278 3.072 - - 15.426 9,83%

ÁREA ÚTIL - CEDI - 1.799 4.884 - - 6.683 4,26%

ÁREA ÚTIL - SALAS DE REUNIÕES E MULTIUSO - 417 601 - - 1.018 0,65%

ÁREA ÚTIL - AUDITÓRIOS + APOIO 125 1.877 - - - 2.002 1,28%

ÁREA ÚTIL - CONCESSÕES E SERVIÇOS - - - 15.944 919 16.863 10,74%

ÁREA ÚTIL - RESTAURANTES, LANCHONETES E CAFÉ + APOIO 1.336 152 - - - 1.488 0,95%

ÁREA ÚTIL - SANITÁRIOS + COPAS 1.129 1.185 1.137 775 - 4.226 2,69%

ÁREA ÚTIL - CIRCULAÇÃO + ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA 13.458 18.236 14.134 15.938 2.102 63.869 40,69%

ÁREA ÚTIL - ÁREAS TÉCNICAS 4.016 3.695 2.622 3.621 - 13.954 8,89%

NÚMERO DE VAGAS NOS ESTACIONAMENTOS - 3.206 - 4.438

NÚMERO DE GABINETES 264 - 256 - - 520

1.232

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3.4 Características técnicas das edificações, espaços e infraestrutura

A seguir, são apresentadas preliminarmente as principais características das edificações e respectivos sistemas, que orientaram a concepção do Projeto de Arquitetura, apresentado nesta etapa em nível de Estudo Preliminar, e que guiarão o desenvolvimento do Anteprojeto e do Projeto Executivo (de Referência e Final). As proponentes deste PMI deverão apresentar alternativas de sistemas construtivos, soluções estruturais, assim como de instalações e de equipamentos que tenham desempenho e qualidade equivalentes ou superiores. As propostas selecionadas serão, conforme o caso, incorporadas ao projeto de arquitetura pela equipe técnica da Câmara dos Deputados, em conformidade com as atribuições de projeto descritas no item 3.5 deste termo.

São apresentados a seguir os principais requisitos que deverão ser considerados no desenvolvimento dos projetos, com o objetivo de garantir o máximo de qualidade e eficiência energética no uso das edificações. As informações relativas a Envoltória, Sistemas de Condicionamento de Ar e Sistemas de Iluminação foram baseadas no documento intitulado RTQ-C (Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos), nos termos da Portaria nº 372, de 17 de setembro de 2010, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO.

Envoltória

As esquadrias e os elementos complementares da envoltória deverão preservar a aparência e modulação propostas no Estudo Preliminar de Arquitetura e no Projeto Básico de Referência do Anexo IV-B, e garantir desempenhos térmicos e de qualidade equivalentes ou superiores. No que se refere à eficiência energética da envoltória das edificações, deverão ser observados em especial os seguintes tópicos, além daqueles detalhados no RTQ-C:

Transmitância térmica dos ambientes condicionados artificialmente:

Cobertura: não deve ultrapassar 1,00 W/m

2

K.

Paredes externas: não deve ultrapassar 3,7 W/m

2

K.

O indicador de consumo da envoltória deve se enquadrar no nível de desempenho A.

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Página 28 de 54 Sistemas de Iluminação

Os sistemas adotados, assim como as opções de controle e automação, deverão ter como meta o máximo de eficiência energética e o mínimo de manutenção, preservado o conforto de iluminação dos ambientes. No Projeto Básico de Referência do Anexo IV-B, a fim de minimizar o número de pontos de inspeção no forro, as luminárias das áreas de circulação, além de atender as demandas técnicas requeridas, foram dimensionadas para servir de pontos de inspeção no forro.

Os projetos de luminotécnica deverão atender os requisitos mínimos das normas pertinentes (em especial ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013). No que se refere à eficiência energética, o nível de eficiência relativo à potência de iluminação interna deve corresponder ao nível A indicado no RTQ-C, considerando os limites máximos aceitáveis de densidade de potência de iluminação para o nível A.

Além da potência, o controle do sistema de iluminação deve atender os requisitos específicos do RTQ-C no que se refere à divisão de circuitos, à contribuição da luz natural e ao desligamento automático do sistema de iluminação.

No que se refere à contribuição da luz natural, os ambientes com aberturas voltadas para o ambiente externo ou para átrio não coberto ou de cobertura translúcida e que contenham mais de uma fileira de luminárias paralelas às aberturas, devem possuir um controle instalado, manual ou automático, para o acionamento independente da fileira de luminárias mais próxima à abertura, de forma a propiciar o aproveitamento da luz natural disponível.

Sistemas de Condicionamento de Ar

Os sistemas deverão atender aos requisitos para o nível A do RTQ-C, com atenção

especial ao isolamento térmico para dutos de ar e ao nível de eficiência – conforme a

solução adotada – dos condicionadores de ar, resfriadores de líquido, condensadores e

torres de arrefecimento.

(29)

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Deverá ser prevista a utilização da Central de Água Gelada do Anexo IV-A para atendimento dos edifícios Anexo IV-B e Anexo III, e também a instalação das novas torres de resfriamento que atenderão a essa central, conforme projeto executivo de ar condicionado realizado pela equipe técnica da Câmara dos Deputados e com capacidade para atender, no mínimo, a operação contínua de equipamentos centrífugos de produção de água gelada de 2400 TR’s. Dessa forma, deve-se prever, de preferência, uma solução com a utilização de equipamentos do tipo expansão indireta, com água gelada. Poderão ser apresentadas novas propostas de sistemas e respectivas áreas de abrangência, desde que seja comprovada sua eficiência e qualidade superior ou equivalente.

Deverão ser previstos sistemas de controle e automação, permitindo o acionamento e desativação dos equipamentos sob diferentes rotinas de operação, com controle de temperatura por ambientes; sistema de desligamento automático; isolamento de zonas;

controle dos limites de potência do sistema de ventilação e sistemas hidráulicos. Os equipamentos de rejeição de calor, tais como condensadores a ar, torres de resfriamento e condensadores evaporativos devem considerar os requisitos e índices de eficiência listados no RTQ-C.

Os projetos de sistemas de condicionamento de ar deverão atender aos requisitos das normas pertinentes (em especial ABNT NBR 16401) e, também, deverão prever as possibilidades de alteração de leiautes, com possibilidade de readequação de equipamentos e acessórios dos sistemas.

O controle dos sistemas de ar condicionado empregados, sempre que possível e em função das soluções do projeto de arquitetura, deve ser individualizado e setorizado, não devendo ser utilizados sistemas de controle de temperatura com um único controle para mais de uma sala.

Para os ambientes que operam ininterruptamente, deverão ser previstos

condicionadores de ar do tipo dual fluid, para que atendam a carga térmica com água

gelada durante o período de expediente normal, e com o sistema de expansão direta no

período fora do expediente normal, garantindo redundância de funcionamento. Em locais

com operação diferenciada, de funcionamento noturno ou aos finais de semana, devem

ser utilizados sistemas independentes, evitando-se que as centrais de água gelada

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permaneçam em operação para atender a pequenas cargas.

Sistemas com taxa de insuflamento de ar externo nominal superior a 1.400 l/s, servindo áreas com densidade de ocupação superior a 100 pessoas por 100 m², devem incluir meios de reduzir automaticamente a tomada de ar externo abaixo dos níveis de projeto quando os espaços estão parcialmente ocupados. Nesses casos, também deverá ser prevista a utilização de equipamentos recuperadores de energia (recuperadores de calor sensível e latente) a serem alocados entre as correntes de ar externo e de ar de exaustão dos ambientes condicionados.

Prever sistema de coleta e reaproveitamento da água resultante da drenagem da condensação dos equipamentos de ar condicionado.

O sistema de ar condicionado deve estar interligado ao sistema de prevenção de incêndio da edificação, visando à eficiência do combate ao incêndio, bem como evitando a propagação de fumaça para outros ambientes. Deve ser prevista a utilização de materiais com índices limitados de propagação de fogo e fumaça, e que não desprendam vapores tóxicos em presença de chama.

Prever, na solução de climatização, subsistema do tipo DOAS - Dedicated Outdoor Air Systems, na qual haja pré-tratamento do ar exterior de renovação.

Para as áreas do Centro de Documentação e Informação, prever sistema de condicionamento de ar com controle e supervisão rigorosos de umidade e temperatura, permitindo parcelamento do espaço com controles independentes.

As soluções dos projetos de condicionamento de ar devem respeitar as soluções do Projeto de Arquitetura e ser preliminarmente aprovadas pela equipe técnica da Câmara dos Deputados.

Sistemas de detecção, combate e alarme de incêndio

Todos os edifícios deverão ser dotados de sistemas de detecção, alarme de incêndio e

combate a incêndio, conforme legislação e normas nacionais e/ou internacionais

pertinentes.

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Nos ambientes de trabalho assim como nos entreforros, entrepisos e shafts de instalações elétricas, deverão ser utilizados detectores de fumaça analógicos endereçáveis. Em áreas sujeitas a vapores, fumaça e áreas de garagem, deverão ser utilizados detectores termovelocimétricos. Em áreas que contenham equipamentos de processamento de dados (CPD) e outras áreas contendo equipamentos sensíveis e de elevado custo/risco, deverão ser utilizados detectores precoces de incêndio (tipo VESDA).

O sistema de detecção deverá ser do tipo distribuído, com os subpainéis interligados por fibra óptica, contando ainda com uma central de monitoração com capacidade para supervisionar em painel/terminal gráfico toda a instalação, indicando na planta do local qualquer alarme ou evento ocorrido. A solução apresentada deverá permitir a comunicação com sistemas de detecção já existentes, visando a um monitoramento e controle integrados.

Áreas contendo equipamentos críticos, tais como centro de processamento de dados, instalações de no-break central, entre outras, deverão ser dotadas de sistemas de combate e extinção automática por uso de gás inerte tipo FM200 ou similar.

Deverão ser previstos sistemas de evacuação do tipo voice evacuation.

Sistemas de Segurança

Deverão ser previstos os seguintes sistemas para o Complexo de Gabinetes e Serviços:

• Sistema de câmeras de segurança IP que permita monitoramento pela central do Departamento de Polícia Legislativa;

• Sistema de comunicação por rádio padrão Tetra, composto por estação rádio- base, a ser conectada às existentes na Câmara dos Deputados mantendo todas as funcionalidades, e terminais portáteis, com cobertura de sinal em todas as áreas internas e externas do Complexo de Gabinetes e Serviços.

Sistemas de Telefonia e Audiovisual

Deverão ser previstos os seguintes sistemas para o Complexo de Gabinetes e Serviços:

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• Sistema de telefonia IP, incluindo cabeamento e terminais, a ser interligado à central existente na Câmara dos Deputados;

• Sistemas de sonorização e gravação de áudio de padrão compatível com os existentes na Câmara dos Deputados para os auditórios e salas de reunião;

• Sistemas de captação de imagens para auditórios e salas de reunião, em padrão broadcast, a serem interligados aos sistemas existentes na Câmara dos Deputados, incluindo iluminação adequada para a correta reprodução de imagens, inserção de imagens de intérpretes de linguagem brasileira de sinais, inserção de legendas ocultas closed caption;

• Sistemas de aro magnético para acessibilidade a usuários de aparelhos auditivos em auditórios, salas de reunião e bancadas de recepção e informação do Complexo;

Sistemas de apresentação do tipo videowall para auditórios e salas de reunião, interligados aos sistemas de captação de imagens;

• Sistemas de apresentação multimídia para demais salas, gabinetes e espaços comuns;

• Sistemas de videoconferência para auditórios e salas de reunião;

• Sistema de distribuição de sinais de TV aberta e de canais internos da Câmara dos Deputados;

• Sistema de distribuição de sinais de TV por assinatura;

• Sistema de distribuição de sinais de telefonia celular nas áreas internas dos edifícios;

• Sistema de som ambiente e chamadas setorizadas;

Relógios sincronizados por servidor NTP.

Requisitos Complementares

Além dos requisitos relativos à envoltória, ao sistema de iluminação e aos sistemas de condicionamento de ar, devem ser considerados os requisitos mínimos estabelecidos no RTQ-C relativos aos seguintes tópicos:

• Circuitos elétricos que permitam medição centralizada por uso final;

• Aquecimento de água em que 100% da demanda seja atendida por sistemas de

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baixo consumo, como aquecimento solar, aquecedores a gás ou por bombas de calor;

• Os elevadores devem estar em conformidade com as normas NM 207 e NM 313.

Devem possuir sistema regenerativo de energia de frenagem, além de possuir sistema de automação com controle do monitoramento de tráfego. Os motores de acionamento devem funcionar com frequência variável de acordo com a carga do mesmo;

• Sistemas e equipamentos que racionalizem o uso da água, tais como filtração e decloração central, torneiras automáticas, descargas a vácuo, mictórios sem água e sistemas de filtração para torres de arrefecimento dos sistemas de ar condicionado;

• Sistemas de coleta, tratamento e reuso de águas pluviais e águas residuais cinza e negras;

• Sistemas ou fontes renováveis de energia;

• Sistemas de cogeração e inovações técnicas;

• Sistemas de supervisão e controle predial;

• Gerenciamento de resíduos, incluindo hospitalares.

• Sistema de controle de acesso em todas as entradas de pessoas e veículos, com e sem biometria, com registros e autorizações acessíveis via rede.

• Previsão de centros de fragmentação de papel ou fragmentadoras por gabinete, como parte do mobiliário.

Ainda, deverão ser previstos os seguintes sistemas de energia:

• Sistema de geração de energia para atendimento da demanda máxima da carga elétrica de todo o Complexo de Gabinetes e Serviços.

• Sistema de Alimentação Ininterrupta (SAI) para equipamentos de TIC (racks, servidores, microcomputadores), equipamentos de segurança (centrais de controle de acesso, equipamentos centrais de detecção / alarme/ combate de incêndio, sistemas de supervisão, controle de acesso, automação).

• Sistemas de Alimentação Ininterrupta (SAI) independentes para os CPDs e para

toda a carga elétrica do auditório principal e respectivas áreas de apoio.

(34)

Página 34 de 54 Sistemas Construtivos e Estruturais

O Estudo Preliminar de Arquitetura do Complexo de Gabinetes e Serviços considera como sistemas construtivos e estruturais aqueles adotados no Projeto Básico de Referência do Anexo IV-B: concreto armado moldado in-loco, com lajes nervuradas e vigas-faixa. Faz parte do escopo deste PMI a proposição pelas empresas de alternativas de sistemas construtivos e estruturais que apresentem desempenho, qualidade, sustentabilidade, eficiência e velocidade de construção equivalentes ou superiores.

Poderão ser apresentadas propostas em concreto armado in-loco ou pré-moldado, estruturas metálicas, lajes nervuradas ou protendidas, com ou sem vigas, assim como combinações de diversos sistemas. A condição para a adoção das eventuais propostas é que preservem a volumetria, a envoltória, a materialidade, a espacialidade, a flexibilidade das instalações e a modulação das edificações, elementos que caracterizam o projeto de arquitetura do Complexo de Gabinetes e Serviços. Caberá à equipe técnica da Câmara dos Deputados a avaliação das propostas e a verificação de sua pertinência.

Materiais e acabamentos

O Projeto Básico de Referência do Anexo IV-B, em anexo, é o documento técnico de orientação aos proponentes sobre os aspectos gerais das edificações do Complexo de Gabinetes e Serviços, em especial no que se refere às vedações, sistemas e revestimentos de piso e forro, esquadrias, cobertura, arremates, juntas e componentes construtivos diversos. Vale ressaltar, no entanto, que as especificações adotadas são apenas referenciais e que poderão ser apresentadas alternativas, desde que atendam às demandas técnicas e que comprovem ter qualidade e desempenho equivalentes ou superiores e que preservem a materialidade proposta no Projeto Básico de Referência do Anexo IV-B.

Mobiliário, divisórias e equipamentos

O mobiliário (estações de trabalho, bancadas, armários, poltronas, mesas, cadeiras,

arquivos, etc.), as divisórias e os equipamentos (computadores, impressoras, aparelhos

telefônicos, televisores, projetores multimídia, quadros interativos, telas de projeção, etc)

de todos os ambientes deverão atender aos requisitos de conforto, segurança,

desempenho, qualidade, flexibilidade, design, ergonomia, acústica e durabilidade e estar

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de acordo com as exigências normativas pertinentes (em especial, porém não se limitando à NR 17 e às Normas Técnicas da ABNT: NBR13960 a NBR13967). Haverá indicação de produtos de referência, sujeitos a revisão periódica em função de evoluções/inovações de mercado. Deverão ser observadas e atendidas as particularidades e demandas específicas de cada tipo de espaço: gabinetes, ambientes de escritório, salas de reunião, auditórios, plenários, áreas de alimentação e serviços, áreas de armazenamento, bibliotecas, salas de aula, entre outros espaços que integrarão o Complexo de Gabinetes e Serviços. Deverá ser observada a devida compatibilização entre mobiliário, divisórias e a infraestrutura de iluminação, condicionamento de ar, cabeamento estruturado e outros elementos de infraestrutura pertinentes. A decisão sobre os padrões de mobiliário, divisórias e equipamentos, assim como sobre a compartimentação e organização dos ambientes estará sujeita à avaliação e aprovação pela equipe técnica da Câmara dos Deputados.

3.5 Atribuições de Projeto

Os estudos e projetos de Arquitetura e de Engenharia a serem realizados no âmbito deste PMI deverão ser balizados pelo Estudo Preliminar de Arquitetura e pelo Projeto Básico de Referência do Anexo IV-B apresentados, de acordo com as normas técnicas pertinentes. Até o efetivo início das obras, deverá haver um fluxo de trabalho com o intuito de produzir Projetos Executivos de Arquitetura e de todas as disciplinas de Engenharia envolvidas. Parte desse trabalho será realizada pela equipe da Câmara dos Deputados, parte pretende-se obter por meio dos Estudos Técnicos apresentados neste PMI e parte pela Concessionária vencedora da licitação da PPP, conforme detalhado a seguir:

Câmara dos Deputados – Departamento Técnico Projeto de Arquitetura:

- Estudo Preliminar;

- Anteprojeto;

- Projeto Executivo de Referência.

(36)

Página 36 de 54 Autorizada – PMI

Anteprojetos de Fundações, Estruturas e Instalações

Concessionária – PPP Projeto de Arquitetura:

- Projeto Legal e Aprovações - Projeto Executivo Final

Projetos Executivos de Fundações, Estruturas e Instalações;

Compatibilização dos projetos de Arquitetura, Fundações, Estruturas e Instalações;

Etiquetagem do projeto e da edificação, conforme item 3.4 deste Termo.

Todas as atividades e produtos cuja execução ficará sob a responsabilidade da Autorizada (PMI) e da Concessionária (PPP) estarão sujeitos à supervisão e aprovação pela equipe técnica da Câmara dos Deputados.

Os projetos acima descritos deverão atender às normas técnicas pertinentes no que se refere aos procedimentos, escopo e produtos, em especial a NBR 13531/1995 (Elaboração de projetos de edificações – Atividades técnicas) e a NBR 13532/1995 (Elaboração de Projetos de Edificações – Arquitetura), além daquelas relacionadas às disciplinas específicas.

No que se refere ao Projeto de Arquitetura, considerando o compartilhamento de responsabilidades entre a Câmara dos Deputados, a Autorizada (PMI) e a Concessionária (PPP), ficam estabelecidos os seguintes conceitos:

Projeto Legal e Aprovações – Responsável: Concessionária – PPP

Conjunto de desenhos técnicos e relatórios, com informações necessárias e suficientes

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