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01111).10 . 1111 IMPRENSA DIÁRIA BRASILEIRA - 1973 RELATÓRIO MENSAL DA ARP/FUNAI
MÉS DE JANEIRO
A Assessoria de Relações Publicas da FUNAI, Setor de Pes guisa, prosseguindo no seu trabal-o de apuração do rendimento das atividades a seu cargo junto á imprensa, examinou e anali sou, durante o ris de janeiro do corrente ano ( 1973 ), as eoi ções dos seguintes jornais diários: CORREIO BRAZILIENSE, DIÁRIO Dl SRASILIA e JORNAL DE 6RASILIA. do Distrito Federal; JORNAL 00 BRASIL. O GL060, DIÁRIO DE NOTICIAS e CORREIO DA MARNA, da CuanirJara; O ESTADO DE SÃO PAULO, FOLHA DE SÃO PAULO e JORNAL DA TARDE, de São Paulo.
ANALISE MORFOLOCICA -- —
Durante o período analisado, a imprensa divulgou 7.079,5 centimetros de coluna de nateria indi9enista, correspondendo a 16,6 píginas de um jornal ' standard . A superfície editorial esteve assim aistribuida:
Tfitulos 1.167,5 cms/col.
Textos - 4.495,5 cms/col.
Ilustrações • 1.416,5 cms/col;
Tc•TAL • 7.079,5 cms/col.
O - Jornal de .41isTlia' dedicou, na edição do dia 14, todo o seu Caderno Cultural aos temas indlgenistas e obteve a primei ra colocação no mas, com 3.998 cms/col., correspondentes a 56,5%
da mataria global publicada e analisada. Tambam em superfície ilustrada, manteve a primeira colocação com 1.074 centimetros de
DTs .15-if
`CM
de coluna ( 75,7% do total obtido ). Seguiram-se o JORNAL DO BRASIL, com 17,1% da superfície total: O GLOBO. com 7,5%; O ESTADO DE SÃO PAULO, com 5,6%, o IAARIO DE bRASILIA, com 4,2%
e os demais com percentagens inferiores a 4% conforme o oua- dro N9 1, em anexo.
HATCRIA INDIGENISTA ESTRANGEIRA
Do total acima registrado, apenas 560 centtmetros de co luna foram dedicados a ,ratiria indigenista etran,:eira, o cale represtnta 7,j, do total encontrado. Essa matéria esteve assir,, distri)uida.
Títulos 151.0 cms/col.
Textos 232.0 cms/col.
Ilustrações 117.0 cms/col.
TOTAL 560.0 cms/col.
Os diírios Iue divulgarar matéria referente a problemas indigenistas alienígenas foram o JORNAL DE BRASILIA ( 280 coas/
col. ). O GLOBO ( 226 cms/col. ), o JORIAL DA TAFDE ( 37.cms/
col. ). o CORREIO BRALILIENSE ( 12 cms/col. ) e o CORREIO DA ( 5 cms/col. ). - Ver Çuadro N(' 2, e, anexo.
ANALISE DE CONTEÚDO
numero de matérias indigenistas divulgadas no mis agre ciado atingiu a 103, das quais 2l ( 25,5% ) publicadas no JOR- NAL DE EIRASILIA; 18 ( 17.4% ) no JORNAL DO BRASIL; 10 ( 9.71 ) em cada um dos tris seguintes diíríos: ESTADO DE SÃO PAULO, COR REZO cRAZILIENSE e O GLOBO. 9 ( 8,7% ) no DIÁRIO DE DRASILIA.
7 ( 6,71 ) na FOLhA DE SÃO PAULO e 4 ( 3,8% ) nos tres últimos jornais analisados: JORNAL DA TARDE. DIARIO DE NOTICIAS e CORREIO DA MANHA.
07-3- ? 5 Cal
- 3 -
Classificadas oor género jornalístico, tivemos L4
noticiai ( 1:2,1% ), 13 pesquisas ( 3,7% ), 3 reportagens ( 8,7s ):
5 entrevistas ( 4,a% ); 2 artigos e editoriais ( 1,5: ), 1 tzxto- legenda e 1 cha&ada ce la. pigina cara matéria e.r, piciaa externa
• ( per quadro 3, e* anexo ).
'uanto is fontes ei ue os jornalistas obtiveram as inforaçóes e dados ;ara elaboração das matérias, a pesquisa in- dicou: 30 ( 29,1% ) das próprias redações, 27 ( 26,2% ) da FUNAI, pela sua Presidincia e Assessorias autorizadas. 25 ( 24,2% ) en- viadas pelas sucursais ( incluindo-se aqui correspondentes ), das -vais 1 oriundas das sucursais de erasTlia ( 40.0 ), o que demons
tra a crescente itsportancia da capital feCeral como fonte inforna- tiva para os meios -..1e corunieação GC . sIs.
Lmbora de fcntts diversas t coe a tralusie de matérias sor pre, tleues indi existes estranueirus, no total das 103 maté- rias divulgadas se referiar expressaeente ã F;ANAI, representas do ui:, »areeLt-sal de 49, . ( Ver Quadro N9 4 )
Relativamente aos temas abortados nas 103 matérias di- O vul adas, a pesquisa encontrou o interesse jornalístico concentra-
do esrecialwente na Assistencia ao Indio ( saúde, educação, desen- volvirento comunitirio, demarcaçíd de terras indígenas, etc ) e nos trat.alhos de Atra _e Pacificação de tribos arredias, com 24 mata rias caca um dessas azimutes ( 23,31 ); seguiraw-se matérias atur- dindo a Influincla Cultural e os Problemas Gerais e Administrati- vos, com 18 satírios cada ( 21,27, ); as Pesquisas Arqueológicas 10 foram t.ordates te'c: tate- rias ( 7,7% ) e as tris matérias restar.-
tts se referira% a Invasées de éreas Inda eras e conflitos com breu cos ( 2,9% ). ( Ver Quadre )
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-
4 -DESTgg5
A anilise de conteGdo destacou o Caderno Cultural do JORXAL DE dRASTLIA ( ed. de 14/01 ) como a mais ampla contri buiçio ì a;, reclaçio dos te'as indiçenistas em janeiro. Inse- rindo *aterias sorerte serre as rrirens e nistõrico do froio brasileiro tosto de teras atuais, a exemplo ea
rínina, dedicada aos projrawas em curso sot'.re a atração das triDos arredias o projeto de [statvtr do incho, er curso vir Congresso, e os -.utsTdlos oferecidos pelo Conselho Iediçeri.*.a
"Issionírlo ( Igreja CatElica ) ainda, o artiao de Lyonel Lucini intitulado . *2 contato com o índio, violertaçio?
Em princTt)ios do eis, foi divulsldo o relatório :Ui nIssío realizada is nossas ireas Indijanas cela Socieoade kri
tanica de Proteção dos Aaoriciones, no qual neva inteiramente as acusações de 'enocidlo contra os indigenas conto destaca c cola,oraçio recebloa do governo brasileiro para o exato de sua pesquisa e reconilece os esforços oesenvolviuos rela FUNAI 1,0 proteçio aos territórios indi,.;enas , ei.ibora sujira seja o seu controle diretamente exercido ,
.
ela Pre;ioencia a República. A pro ê.osíto nesse relatiirio, a imprensa divulçou ainda manifesta Oies de autortdade'; e parlaieentare'; britínicos elogidndo a t o- litica indigenista brasileira. sobre o .3te as chama 'í2e ça de resistência 40 Iernalismo polftica-ideolólico* contra oa),-!sar de; constantes desmentidos autorizados soLre o Oenocfdio, o jornalista Carlos A. tunshee de Abranches( Jornal ao brasil , ed. 31/.1 ) ublica um artigo intitulado ' Do ge nocfdlo ao etnocidio • - no qual aponta as contradições da can pinfid contra os trabalhos de intagraçío do maio e as confusões de conceitos a respeito.
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lereceJ especial nunci;o, na estudo aa matiSria de jáncir:), as 1. bublicaçiíes sabre a alfaetização dos indi;enas, encetada pela FUNAI, INL e Instituto Lihufs- tico de ?crio, cos a adido de cartilhas bilingues; as 10 publicações sobre a eissic de atrução cies KrQen-a-karc,re t ali 9 outras sare o ;lahejaè.ento da VtiáA1 pare adiantar- se is eouipts de engenharia ehcarresadas da atertura de Perimetral Norte.
FUNAI - ARP
QUADRO N9 1
SUP/TEXTO SUP/Ilustr. SUP/TOTAL ( % ) ANALISE MORFOUGICA -
MATERIAS INDIGENISTAS PUBLICADAS MA IMPRENSA JANEIRO/1973
N9 SUP/TIT Diírio
JORNAL DE BRASÍLIA 27 680,5 2.243,5 1.074,0 3.998,0 56,5
JORNAL DO BRASIL 18 101,0 946,5 162.0 1.209,5 17,1
O GL0d0 10 99,5 380,5 54.0 534.0 7,5
O ESTADO DE SÃO PAULO 10 81,5 231,5 88,5 401,5 5,6
DIARIO DE BRASILIA 09 70.0 228.0 298.0 4,2
CORREIO BRAZILIENSE 10 59,5 180.0 28,5 268.0 3,8
FOLHA DE SÃO PAULO 07 17.0 128.0 145.0 2,6
JORNAL DA TARDE 04 21.0 49,5 9,5 80.0 1,1
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DIÁRIO DE NOTICIAS 04 26.0 52.0 78.0 1,1 L_1
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CORREIO DA MANHA 04 11,5 56.0 67,5 0,9 ,J1
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TOTAIS 103 1.167,5 4.495,5 1.416,5 7.079,5 100.0
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FUNAI - ARP
ANALISE MORFOLÓGICA - QUADRO N9 2
MATERIAS INDIGENISTAS ESTRANGEIRAS PUBLICADAS NA IMPRENSA JANEIRO/ 1973
NO SUP/TIT. SUP/TEXTO SUP/Ilustr. SUP/TOTAL ( % )
°lírio
JORNAL DE bRASILIA 03 82.0 144,5 53,5 280.0 em relação
O GLOBO 02 54.0 118.0 54.0 226.0 ao total
BORNAL DP TARDE 02 11.0 16,5 9,5 37.0
CORREIO bRAZILIENSE 01 3.0 9.0 ---- 12.0
CORREIO DA MANHA 01 1.0 4.0 5.0
TOTAIS --- 151.0 292.0 117.0 560.0 7,3
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QUÂDRO N2 5
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Inf./Cult. Invs/Confe. Ger/AcLis. P/Aro. Total A!1LI.À D CONTEUDO
Mi2tRI,S INDIGENISTA13 PUBLICADAS NA JANEIRO/1973
Au/Ind. At/Pac.
Diário
JORNAL DE Bá,t,SILI 07 04 09 01 02 04 27
JC NAI, DO BRA:al, 05 04 01 00 07 01 18
O Ei.T;,DCT0 5.70 I :JIM) 04 04 01 00 01 00 10
COiiRE10 BitAZILII:NE 02 01 03 01 03 00 10
O GLOBO 01 04 03 00 00 02 10
DIZRIO D B4AaLIA 01 04 01 00 01 00 09
FOLHA DE SX0 PAULO Or 02 01 00 04 00 07
JOAIAL DA TATI.DE 01 00 02 01 00 OU 04
DIRIO D' i- NOTICIi, 01 00 01 00 02 00 04
CCIO DA kala 02 01 OC 00 00 01 04
TOT.1S 24 24 22 03 22 08 103
PERCJITUil, (23,3) (23,3) (21,3) ( 2,9) (21,3) ( 7,7) (100.0)
Vo
D
2 5. ( A NZ 8 4 811"1"81181"
79 5
NOTA A IMPRENSA
I •
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•
IND1OS RECONHECEM APOIO DE ANDREAZZA
Lideres do Nordeste, representando 22 mil indios,v5o a Brasília para entregar ao Ministro MSrio David Andreazza e ao Cel. Paulo Moreira Leal, o documento produzido no 1 2 Encontro de Lideranças Indígenas realizado na cidade de Palmeira dos índios' no Estado de Alagoas por ocasião das comemorações da Semana do
índio.
Em nome das 16 tribos, os lideres das aldeias 1.IR121 e TUg da Gahia, KARIR1-X0d, WASSU e XUCURU-KARIRI de Alagoas, FULN1- de Pernambuco e POTYGUARA da Paraíba, vão ao Presidente da FUNAI para relatar os resultados do Encontro. •
No documento manifestam apoio ao trabalho que a FUNAI vem executando para promover o desenvolvimento comunitário com e implantação de projetos agrícolas, fornecendo sementes,fer ramentas e assistencia tecnica. Apoio as obras que vem sendo rea lizadas, com a cooperação de outros órgãos do Ministério do Inte rior, na recuperação de barragens, construção de pequenos açudes, reservatórios d'água e perfuração de poços artezianos.
Manifestam preocupação quanto a atuaçao• de algumas instituições c também de pessoas isoladas, que usando a bandeira do índio ou da causa indígena, vem promovendo a desunião cnvol-' vente e contribuindo para denegrir a imagem do índio do Nordeste junto aos Governos dos seus respectivos Estados e ate junto a própria FUNAI. Na opinião dos í nd ios,o esta atividade marginal tem trazido sérios prejuizos materiais as comunidades indígenas.
Os índios do Nordeste declaram-se ao lado do Governo Federal, confiantes em continuar a merecer o apoio do Ministro Andreazza e no prosseguimento da política executada pelo Ccl.Pau lo Moreira Leal -Presidente da FUNAI.
(
Ane1111111".~11111111111.111 ..25 I r ie,/qL15
•
Declaraui-se ainda, conscientes da crise r:-.: assola q pais e das dificuldades que o GoVerno Federal enfrenta para minimi zar seus efeitos nos diversos segmentos da sociedade brasileira.
Consideram, entretanto, que as reivindicações que se rao entregues cm Brasília são realistas, isentas de paternalismo
. . .
ou privi légios e que são calcadas em princípios que poderao ser discutidos mas jamais contestados e citam alguns exemplos: - A existência de índios puros no Nordeste e a descendência destes ao
longo do tempo, ate hoje. A miscigenação verificada com portugue-' ses, holandeses, africanos e finalmente brasileiros, pretos e bran cos. A perda de muito dos valores, culturais e religiosos,por fal
Oh
' ta, no passado, de uma legislação especifica que assegurasse aosíndios, a proteção do seu habitat natural. lnumeros são os fatores
40
que contribuiram para a situação em que se encontram os índios do Nordeste. De nenhum deles podem hoje ser responsabilizados. As sim, alem da histeria os índ ios contam com o Estatuto do índio Lei 6001 de 19.12.73) e e sobre.ele, que repousam suas reivindica- çges.• • ç. •
Defeneao, demarcação e regularização de suas ter ras.
• '
2.
3.
a
• •
Projetos de desenvolvimento comunitário, mais am plos para absorver todos os índ ios em suas respecti vas aldeias.
Melhoria da assistência medica.
4. Melhoria e aperfeiçoamento do ensino nas escolas da FUNAI.
5. Reconhecimento da FUNAI para as tribos TINGUi-BOTó- PANKARARÉ - TRUKA - XOCÓ - WASSU e KAPINAWA - assim como Postos de Assistência nessas arcas.
Igualdade de tratamento e na assistência que a FUNAI dispensa as outras tribos do Brasil.
São estas as reivindicações básicas dos e e ndeos do Nordeste com a conclusão: "Somos índioso brasileiros - queremos paz e trabalho".
ANÁLISE DE CONTEUDO 1s2 TRIMESTRE/7N , Tema - ratran INDIGENISTA
Divergentes correntes teóricas sobre o tratamento e ser dedo no índio,
ap6a a suaatração, foram manifestadas, no período analisa- do, ntrnvÃo do 70 ent4rino, que ooupnrem umn supernal. do 345GO centímetros de coluna, correspondentes 03,4 paginas de um jOrnal
"standard". Nos três primeiros itens seguintes, resumiremos e atina.
lisaremos as publicações de janeiro, enquanto ao Ultimo - D - Par- ques, reservas e aculturação - dedicaremos maior espaço, uma vez que abrange o período fevereiro/março, durante o qual se esboça a diretriz a ser seguida pelo novo Governo.
A - Integração pelo desenvolvimento comunitSrio
Em sua edição do dia 6/01, a FSP divulgou matéria de Bra sília, segundo a qual o sertanista Apoena Leirelles manifestou intenção de abadonar os trabalhos de atração para "fazer um traba- lho como o dos Villas Boas. Só aue empregando a filosofia do meu pai, que ó a integração gradativa do índio a sociedade, para que no futuro não sejam marginalizados... viver entre os índios para, sem ferir suas tradições culturais, desenvolver-lhes as comunida- des e integrá-los à sociedade nacional. Para o sertanista, não há como fugir dessa opção, pois o progresso avança rapidamente e se nós não corrermos contra o tempo, o índio será fatalmente e eterna mente marginalizado, sem nenhum acesso aos benefícios da sociedade.
Sobre a abertura de estrados e os contatos perniciosos / que acarreta para os índios recem-atraidos, Apoena diz: ":.s estra- das /11 "o devem ser apontadn,s como fator de desinteu;raçr‘o cu1t=a1 e oconomiw. dos índios", acrorcentr=ndo que •
"Presronsabilidade...i.cr
esses =lcs cob? às pesco-,s que !I.= incumbidas do cuid'r -c- in- dicnrls e nrço t;rn condições d- ftze-lo." 4ferindo,se especifica-- mente aos kreen-akarore, acentuou que a culpa "deve ser atribuida à falta de literança que está havendo junto a um povo puro" e que Campinas (V. Atração - item 1) está "anulando todo o trabalho de- senvolvido pelos irmãos Villas Boas e por ele próprio", não passan do de um "mateiro mal sucedido". Pelo ocorrido, "não culpo a FUNAI e não pretendo dizer que seus diretores tenham de estar em todos / os lugares e saibam tudo o que passa.... Tenho certeza de que não deixará de tomar providencias." (0 GL. - Ed. 9/01)
Essas declarações de Apoena repercutiram na Universidade do Mato Grosso, onde se desenvolve o Projeto Aripuanã, cujas
•
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"A.Á N 1l `I dirigentes se manifestam contrãrios ã abertura da BR-172, que li garã Vilhena Bumboldt - conforme o 113, dia 11. (") sr. Pedrn Paulo Lomba, um dos coordenadores do Projeto, reafirmou nua oponi ção ã construção da estrada "porque não trará benefícios irnedia tos ao desenvolvimento da Amazônia e ao próprio projeto"; os tgc nicas do Projeto haviam realizado ,estudos "mostrando maior via- bilidade económica para a ligação Vilhena-Humboldt, se feita ne lo rio Aripuanã, que, em novembro, acertou com o Governo do Esta do a construção da estrada, "antiga reivindicação de impresari- os paulistas, que adquiriram 2 milhões de hectares em Aripuanã a lienados pelo Estado através da Codemat, que fornecera" parte...
dos recursos".
Apoena confirmou que esta cotado para a direção do Par que Nacional do Aripuanã, pois "conhece muito bem os cintas-lar gas e suruis, "contatados por ele e seu pai em 1969, enquanto
"O Museu do Índio da Universidade, criado a menos de um ano,pou- co ou nada conhece" sobre esses indios,não tendo condições de o pinar sobre os efeitos da construção da rodovia sobre essas ci- vilizações. Acentuou que a estrada não passara dentro do Parque_
do Aripuanã e que "serão respeitados os legítimos direitos dos_
índios". Apoena conferenciou com o comandante da (9 BEC, ao que tudo indica sobre a construção da estrada.
O assunto foi objeto de publicações em outros jornais analisados, tendo o ESP, dia 11, informado que "técnicos gradua dos da Divisão de Indigenismo do Museu Rondon, vinculado à Uni - versidade, consideraram Apoena ainda imaturo - "um mito a mais criado e sustentado pela imprensa" - e disseram que suas contra- dições, ora apoiando ora criticando a FUNAI deixam-no em mã situ ação."
B - Integração e marginalização
"Participamos de uma corrente de penglmnntr, qual o índio só sobrevive dentro da préirria cultura: sua
11-#.1510 c-1 1 Ni
gração na sociedade civilizada, sem critérios, constitui o proces- so mais acelerado para o aniquilamento das culturas puras... A nené tração bem planejada poderá sem dúvida preservar essas tribos sequn do seus hábitos e dentro da comunidade primitiva... C)ualquer estra- da, amazônica ou não, que cruze áreas indígenas, deve ter uma plani ficação... O Parque Nacional do Xingu... foi criado com a finalirla de de preservar a cultura primitiva dos indios e a fauna e a flora da região." Foram declarações do diretor do Parque, Orlando Villas
Boas, em Santa Cruz do Rio Pardo, segundo a FSP, dia 22. Sobre o aludido Parque, que, "com suas 15 tribos independentes, 22 mil qui lOmetros quadrados e cerca de 2 mil indios", Edilson '4artins e Ario valdo dos Santos, em reportagem para o JB - Edição do dia 27, consi deram ser "o único território realmente livre e genuino da cultura indígena", abrigando troncos linguisticos que "representam para os antropólogos um dos mais ricos mosaicos de cultura peimitiva em to do o continente". So Ye o papel do Parque, ouviram de OVB que "con- tinua com sua politica - resguardando a cultura do índio, porém,não pode ser previsto, mas não há otimismo exagerado. O Parque, inclusi ve, não quer se opor às estradas; apenas seus sertanistas não sabem porque a reserva tem de ser atingida por vias que podem perfeitamen te contorná-las. Seu deàaparecimento -se ul dia ocorrer- significa- ria também a diluição de um universo e uma cultura que se apoiam
no
sobrenatural. É imenso e atuante o mundo mítico dos indios. Os ir - mãos Vilas Boas, que há 30 anos vivem entre eles, garantem que e neste mundo de fantasia que se baseia a unidade tribal."
O caso Campinas (V. Atração - item 1) constituiu motivo_
de criticas à politica indigenista de integração, executada pela...
FUNAI:
1 - "Pregar uma politica de integração,dos indios a uma sociedade marginalizada ê uma violência tão grande como induzir os indios ao homossexualismo" - afirma (ESP - dia 10) a antropóloga...
Carmem Junqueira, da PUC de São Paulo, acrescentendo que "o contato lem sido indiscriminado e que a maioria das pessoas , com as miais
DT.r - . /6 / 4
o Indio se relaciona, carece ate de qualificae5o hImana. O problema do homossexualismo é mais sério do ponto de vista da Integração e e um problema a mais como o da prostituição de índias." A mesma pro- fessora lembra que, há dois séculos, essa prática não é considerada fato normal entre os índios, embora, no sec. XVI haja indícios dela
"entre os tupinambás, mais como resultado da estrutura tribal - os homens-mulhores - que se dedicavam a tarefas femininas". Ho Parque do Xingu foi testemunha da reação violente de um índio, que estava sendo induzido ao homossexualismo. Para a antropóloga citada "as...
formas de contato ou integração deveriam ser estudadas tendo como fundamento o respeito à cultura dos índios, que pode também se de - sorganizar com a introdução de noções como de costume, competicão."
2 - Em edital (Ed. de 10/1), o ESP se ocupa do caso Cam pinas, reclamendo a apuração "ate o fim" do inquérito instaurado . Lembra que periodicamente a diração da FUNAI reage "com veemencia"
às criticas de antropólogos ou jornalistas estrangeiros à politica indigenista brasileira; qualificando-as normalmente de "fantasio - sas". Na realidade - acentua - a procura de temas sensacionalistas tem levado alguns cientistas sociais e muitos jornalistas a escre - ver montanhas de disparates sobre o índio brasileiro e a chamada no lítica de integração da FUNAI. Mas é também verdade que os desacer- tos da FUNAI são frequentes e que os esforços tendentes a uma discu tivel integração dos nossos silvícolas são muitas vezes inutiliza- dos pela irresponsabilidade com que agem certas autoridades." Diz o jornal que, no caso, a "FUNAI agiu mais uma vez levianamente. A..
sua direção cometeu o erro imperdoável de nomear um indivíduo sobre o qual pesavam gravíssimas acusações para um posto no qual se con duziu de maneira a inutilizar em poucas semanas o paciente trabalho realizado nos últimos tres anos pelos nossos melhores sertanistas".
Relembra a posição assumida pelo sertanista Orlando Villas noas es crevendo ao diretor de Operações da FUNAI, advertindo-o sobe anue le funcionário e diz que, não obstante haver aberto inquérito admi- nistrativo, "a providencia chega tarde. E, para cúmulo da infelici dade, "foi acompanhada de declarações do presidente da organização, manifestando surpresa ante acusações que atingem um funcionário que vem prestando relevantes serviços á FUNAI". Termina apontando à...
FUNAI o dever de explicar a situação, "antes que do Exterior ,nos chegue o eco do mais absurdo de quantos escandalosos provocou aEe"
hoje a sua controvertida política indigenista."
3 - O JB, dia 14, publica matéria da sucursal de São Pau lo, sob o titulo "Homossexualismo entre índios e apenas um entre..
muitos elementos nocivos", em que, inspirado no pensamento de C1511- L0d5, de que ",la sociedad Jiju .1,1 para o inuiu,...
"seja no Brasil, nos Estados Unidos nem em parte alguma - escreve
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"a história da integração dos grupos indígenas tem sido a crónica da desagregação, do esfacelamento de aldeias." Cita, a seguir,exemplon de índios que perambulam pelas cidades "pedindo esmolas, mal vesti- dos e fedorentos", quando, não, entregues a "muitas bebedeiras e in variavelmente brigas violentas". Sôbre a posicão de Apoena Meirelles, escreve que a sua defesa da politica de integração "para alguns me nos por convicção e mais por gratidão a seu pai", contem "certa r1 se de idealismo", acreditando que o índio, se bem preparado, forma-lo, pode competir e viver numa sociedade industrial. E que, "para por em prática posições teóricas, nem sempre claras e o jetivás", está pleiteando a direção do Parque Nacional do Aripuanã.
C - Preservação e promoção do índio
Uma política indigenista que permita ao índio "tornar- se cidadão brasileiro sem deixar de ser índio" foi exposta e defendida_
pelo antropólogo Olimpio Serra, da FUNAI, em conferencia proferida _ em curso de preparação de jovens linguistas da organização e missio-
nários, que irão atuar na Amazónia. Jornais analisados do dia 24 re sumem os quatro pontos fundamentais dessa Dolitica, sabre a qual de vem ser conscientizados "a sociedade envolvente e, em particular , os indigenistas": 19 - a prática do lema do marechal Rondon: Morrer se preciso for,matar nunca"; 29 - respeito pelos costumes dos índi- os; 39 - respeito pela autonomia dos indígenas como povo, e 49 - ga rantir-lhes o direito á terra pois nenhum povo pode existir sem ter- ra.
"Uma sociedade indígena - afirmou - nada tem a ver com o Brasil, exceto por uma fatalidade histórica e geográfica. Por mais romantismo que possa ter uma atração de índios, ela e um suborno. An tes do encontro com os brancos, os índios debatem, em seus conselhos tribais, o que fazer diante de uma frente de atração e acabam deci - dindo estabelecer o contato porque não há para eles outra saida.Tor-
nam-se brasileiros - prosseguiu - porque não há outra opção, mas po deriam continuar índios, embora o que ocorre, a partir dos primeiros contatos, seja a desagregação da cultura e dos costumes indígenas.
(JBr.- Ed. 24/1). Acrescenta o jornal que, segundo o antropólogo, a formação de uma consciencia indigenista dos responsáveis pelos conta tos com os índios poderia "garantir-lhes a manutenção de seus hábi- tos, com a introdução gradual e lenta dos conhecimentos tecnológicos dos civilizados."
Já o scmanãrio católico "São Paulo", segundo o JB, dia 28, reclama a participação das missões no programa de integração, pois ,
"os indígenas necessitam de ajuda para uma autopromoção, visando in -
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FUNDAÇA0 NACIONAL CO MOIO • PUNA,
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corporã-los aos heneficion de que cozam os outros da mesma nacÃn a aue pertencem". Acentua que é necessário "conhecer bem o in dio, buscando os válores que possuem, compreendendo seus siste mas de vida" e "em lunar de se começar por impor simplesmente' um programa pré-fabricado, é necessário contar com a consciência.
responsabilidade e colaboração do indiaena em sua própria eleva- ção, em todos os níveis humanos e,depois, cristãos."
D - Paraues, reservas e aculturação
De acordo com a política adotada até então. em fevereiro a FUNAI continuou os trabalhos de avaliação da reserva xavante
preocupando-se especialmente com a aprte sul, onde é mais freauen te o atrito entre índios e brancos e onde a ação do órgão está ' obstacularizada pelo "interdito proibitório" interposto por fa zendeiros, na justiça de Mato Grosso. (FSP-8/2). O Conselho Indi aenista Missionário discute os critérios adotados pela FUNAI na ra retirar da área os "invasores" das terras indígenas em São ' Marcos, denunciando aue "os arandes proibitários não foram inco modados, enauanto os menores sofrem pressões constantes por par te da FUNAI" (ESP - 16/02).
Anuncia-se a conclusão dos estudos para a criação da Grande Reserva Caiapó, ao sul do Para (JB-12/02). O Presidente da Repú- blica cria o Paraue Nacional da Amazónia. com certa de um milhão de hectares. providencia aue" honra a administração do sr. Gene- ral Emílio Garrastazu Medici e será lembrada, certamente, como um dos seus atos mais oportunos, imbuidos de verdadeiro patriotismo.
caberá ao aoverno Geisel a responsabilidade de consolidar as ini- ciativas já tomadas e ao mesmo tempo colocá-las a serviço da cole tividade brasileira, que inclui - é preciso insistir - não somen- te o contingente populacional predominante, mas também a minoria' indígena semicivilizada ou ainda arredia." (ESP-21/02). Por seu turno, o superintendente da FUNAI. aeneral Ismarth de Araújo Oli- veira. comentou o decreto presidencial dizendo aue, "no caso de
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se encontrarem índios na região. eles não poderão ser deslocados, pois o Estatuto do .Indio consoar• o direito do indlnena
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terra e seria violência retirá-lo do seu habitat" (JB/21/02) Sobre o mes mo assunto, O GL. em sua edição da mesma data esclarece que "O Es tatuto só permite a mudança em condições excepcionais, como nos casos em que um arupo indíaena sofra ou crie problemas aue não possam ser resolvidos com o afastamento eventual de brancos da mesma reaião. A FUNAI esclareceu aue não há atualmente nenhum aru- po indígena nessa situação. A transferência, como demonstrou a prática. causou vários problemas. Um exemplo citado é o dos nham- biauaras, que foram transferidos para uma reserva criada especial mente para eles. mas não se adaptaram ao novo "habitat":Mais da metade do arupo foi dizimado por aripes e outras doenças ou em conseauência de atritos."As primeiras declarações do sr. Maurício Ranael Reis, indica do Ministro do Interior, do novo Governo, sobre o problema da in tearação do índio reavivaram, em março as discussões sobre a ori- entação da politica indiaenista nacional. Depois de anunciar que
"o problema do índio vai merecer um estudo aprofundado" (O GL 22/02) e da divulgação do relatório de sua administração pelo ae- neral Bandeira de Melo, secundo o aual o "património indígena o- cupa hoje uma área de 100 milhões de hectares - 52 milhões devida mente cadastrados e registrados. 3 milhões já demarcados e 68 mil hectares de terras cultivadas" (JB - 23/02), o futuro titular que passara o período de Carnaval estudando os documentos da secretar ria-aeral do MINTER, preconizou "uma profunda reformulação da po litica indiaenista brasileira", pois concluira aue "a assisten cia aos índios, ainda bastante precária... vem fazendo da FUNAI um dos principais alvos das criticas dos jornais brasileiros e es tranaeiros." (O GL. 28/02).
Enauanto se aauardava o pronunciamento do sr. Rangel Reis. o Ministro Costa Cavalcanti, que se despedia da pasta, afirmava. em entrevista à imprensa aaiicha, sobre a atuação da FUNAI, que " não houve nenhum caso a lamentar na ocupação pioneira realizada da A mazOnia... conseguimos o Estatuto do Índio, aaora querem reaula -
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mentar o Estatuto, o que não é necessário." Para ele. "o impor- tante é emancipar o índio" e uma das suas frustrações foi a de
"nunca haver coneeauido emancipar um índio eequer" (D!3-2/03).
No balanço que realizou da atuação do Ministério do Interi- or, o ESP (ed. 5/03) teceu os seauintes comentários sobre o se tor a cargo da FUNAI:
"A construção da TransamazOnica numa região' onde se localizam comunidades ameríndias aue não ultrapassam cul turalmente o estágio neolítico. veio confirmar a inexistência de uma política digna desse nome e a real incapacidade ' da FUNAI para enfrentar as situações criadas pelo confronto de formas culturais antaaOnicas."
Afinal, no dia 09. a imprensa divulga com arande relevo o pensamento do sr. Ranael Reis sobre o tema: "será política do novo governo a absorção dos índios brasileiros na sociedade civi lizada e o abandono - tão rápido auanto possível - da idéia de ' reservas indígenas" (JB): "os postos e reservas da FUNAI serão ° extintos... Não podemos admitir que o índio brasileiro fique mar sinalizado. A tese da preservação de comunidades indiaenas é in teressante, mas não realista. Temos aue partir rara uma política realista e honesta... O Brasil, que foi capaz de constituir uma sociedade com várias raças, inclusive uma população negra hoje ° totalmente adaptada e sem aualauer preconceito racial, não tem nenhuma razão para deixar seu índio marginalizado. Vamos emanci- pá-lo. Aaueles aue já estão em condições de ser amancipados. em algumas áreas. serão emancipados. Vamos aarantir assistência tác nica, credito. inclusive acabando com esse tipo de reserva indí- aena, posto indígena, aue acaba ficando assim como uma espécie de tradição, seareaacão... )k pergunta sobre como se processaria' a adaptação do índio à sociedade... lembrou aue ele poderá traba lhar em reaime de cooperativas. "O nosso índio e por natureza co operativo. Ele aosta de trabalhar em arupo. Temos que aproveitar isso... Vamos asseaurar ao índio todos os direitos aue ele pos -
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sul. Vamos preservar as terras deles também - declarou, anunciara do aue para esta missão - "uma missão gerencial" - escolhera o general Ismarth de Araújo Oliveira, atual Superintendente Admi nistrativo da FUNAI. aue ocupará a presidência da Fundação.(0 GL.
09/03)
Todos os jornais analisados enfatizaram o pronunciamento do ministro do Interior. Na edição de 11. o JB, sob o titulo "Serta nsitas encaram com desânimo possibilidade de extinção de reserva indíaena", assinalava o "desencanto" com aue haviam sido recebi das as palavras do sr. Ranael Reis, sobretudo referentes à extin ção. o mais rápido possível, das reservas indraenas e a inteara- cão dos índios a curto prazo. "Os irmãos Villas Boas evitaram fa zer declarações a respeito, mas sua irritação ficou patente no ne dido de aposentadoria apresentado junto à SUDECO, à aual estão I funcionalmente vinculados... Apoena Meirelles observa aue "o no- vo Ministío é um técnico e mostra disposição de dialoaar", espe- rando aue tome posse, "a fim de ver para aue lado caminham as coi sas". O jornal salientava aue "os indiaenistas desejam evitar ' auaisauer polêmicas. Acham aue o futuro Ministro do Interior está mal assessorado na mataria, particularmente Guando tece compara - ções e elabora paralelos entre o problema do nearo e o do índio
para efeito de aculturação... aue são problemas culturais. socio lciaicos e até mesmo biológicos, devido à resistência oraãnica frá Gil de nossos índios,diferentes." Assinala aue um outro técnico considera a idéia de extinção das reservas como "alimentar em fo go vivo a campanha internacional deflagrada em 1972 contra o seno cidio dos índios no Brasil".
Sobre a escolha do aeneral Ismarth, o mesmo diário assinala aue ele se deve haver sido amenizada a campanha aludida, "particu larmente diante da iniciativa... de promover o VII Conaresso Inte ramericano de Indiaenismo em Brasília. A ação do aeneral Ismarth' foi ampla. tendo conduzido ao convívio da direção da FUNAI o ser- tanista Francisco Meirelles, aue veio a morrer pouco depois.A im- prensa também aozou de maior acesso junto às autoridades encarre
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nadas de cuidar do problema indígena. Superando o problema mais radical dos "dissidentes" e dos missionários "rebeldes", pro curou o aeneral Ismarth de Araújo Oliveira aproximar-se dos ir mãos Vilas Boas, através do antropólogo Olímpio Serra, com vis ta a estabelecer um proarama de aculturação nas fases subseauen tes à atração dos índios".
"Ninguém sabe o aue o aeneral Ismarth de Araújo, novo titu lar da FUNAI, vai dizer ou fazer. Como diretor administrativo' da entidade, ele exerceu uma linha política específica e. aaora, ascendendo ao posto de presidente, modificará esta conduta "por força das circunstâncias"? - Indaaa o JrBr.(12/03), e ajunta ou tra pergunta: "Terá um técnico, ainda que investido nas fun - ções de Ministro de Estado, o direito de decidir sobre o desti- no das minorias raciais brasileiras?"
O GLOBO, ed. de 12, sob o titulo "Extinção de reservas demo ra", ouviu "indiaenistas da FUNAI que procuraram explicar a po sição fixada em entrevista pelo futuro Ministro do Interior". es clarecendo aue "a leaislação brasileira estabelece aue os índios viverão em reservas até que tenham condições de desenvolver ati- vidades em nível iaual às dos arupos civilizados aue os cercam...
na diretriz a ser adotada os índios de uma reserva passarão a ser tratados como colonos a partir de um ponto em aue sejam considera dos integrados". E como o conceito de intearação é muito elástico,
"não é possível prever, por ora, em quanto tempo ocorrerá a extin ção das reservas indígenas do Pais. Poderá ser em cinco, 20 ou a- té 30 anos."
Para o aeneral Ismarth, aue manteve uma reunião com os serta nistas Cláudio e Orlando Vilias Boas (J13-.12/03), "haverá continui dade na política indigenista oficial, cuja tônica será a aplicação do Estatuto do Índio, aue prevê a emancipação de silvícolas em es táaios adiantados de aculturação... o Ministro do Interior do no- vo Governo, sr. Ranael Reis, foi mal interpretado... pois seu obje tivo não é extinguir indiscriminadamente as reservas e sim tentar' eliminar as fronteiras emtre índios altamente aculturados e as co-
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munidades envolventes... o aue se pretende é aplicar os documen tos legais sobre as minorias indígenas e atender às recomenda ções que o Brasil firmou no Conaresso Interamericano de Indiae nismo realizado em Brasília... o sr. Rangel Reis falou também em "preservar as terras dos índios". O próprio Conaresso decla rou aue "são inalienáveis as terras habitadas pelos arupos in digenas."
Em editorial, sob o titulo - "Patrimônio Indiaena", o JB.
na mesma edição. escreve:
"É bem provável aue o sr. Ranael Reis esteja com a razão ao preconizar para o indígena brasileiro um tratamento anti-ro- mântico. Mas também é verdade aue não se poderia, em um abri e fechar de olhos, transformar o índio em força de trabalho. Pela distância em aue vive da civilização. o indígena é um ser exce2 cional, aue reauer o amparo de uma leaislácão especifica e sua fiscalização efetiva. A experiência da nossa política indiaenis ta tem demonstrado à farta aue o índio, auanto retirado do seu habitat. ou quando exposto à vizinhança do homem branco, tende.
em geral, a se corromper... Despojado de sua terra pela aanãnci a dos especuladores. o nativo, auando não entra em choque - na turalmente em desigualdade de condições - com o invasor,torna- se vitima fácil de deformações para as quais não tem como resis tir... Em face desse quadro, não faltam antropólogos - e tam bém sertanistas de reconhecidas probidade e experiência - a re comandaram para o ¡MUÇUM* a promorVaçan da nau habitat iob a forma de reservas indígenas. Esta seria a maneira mais viável de defender um patrimônio cultural aue pertence. hoje. a toda hu manidade, sem prejuízo. é claro, de uma absorção lenta, aradua- lista, do indígena pela sociedade nacional a que pertence.O Bra sil defendeu-se brilhantemente de acusações mal-intencionadas so bre massacres de suas populações indígenas... Por isso mesmo,os planos para a intearação dos índios devem ser cuidadosos. sem esauecer a sua excepcionalidade... A idéia da absorção rápida em grande escala, pode sianificar a condenação mais rápida do sil vicola."
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A despeito dos esclarecimentos registrados, o tema continu ou focalisado nos jornais. Na edição do dia 13, o ESP divulga en trevista com o Pe. José Vicente César, presidente do Conselho In digenista Missionário, para o aual apesar da entrada em vigor do Estatuto do Índio, mais do que nunca observa "grande vacilação e injustificável ignorância por parte daqueles aue deveriam por em prática a política indigenista brasileira. A impressão é que tanto na cúpula da FUNAI como no próprio Ministério do Interior, poucos entendem do problema indígena e menos ainda das medidas a decruadas para a sua solução satisfatória." Refere-se às declara- ções dos responsáveis pela política indigenista, reconhecendo aue o futuro presidente da FUNAI se esforça por'suavizá-las', lem - brando aue essa política está traçada no Estatuto do Índio e apo iada na Constituição. Para o entrevistado, a solução do problema está "num meio termo, fora de radicalismos. Conservar o índio e ternamente índio depois do contato, como no caso do Paraue Nacio nal do Xingu, é mera utopia. aue uma visão realística da situação não admite... Um modo adequado de como será realizada conveniente mente a integração... se acha sabiamente estabelecida no Estatudo do Índio - progressiva e harmoniosamente."
Enauanto o general Ismarth reiterava (ESP-13-03) aue o Brasil deveria evitar "a tragédia dos índios americanos, aue sofreram di retamente com a famosa marcha para o Oeste" e aue a integração' doa indlos brasileiros será feita "através de projetos sócio-eco neimicos que serão executados nas diversas comunidades tribais",Or lendo Villas Boas preconizava, em conferencia realizada em Sh nardo do CampoLna neceeeldade de se conter o ímpeto do desenvol- vimento para que o índio brasileiro seja preservado até quando pos sivel em seu estado primitivo". E interrogava: "Para que chamarmos o índio para participar de nossa civilização? Por aue lhes tomar - mos as terras? Para aue mais mão-de-obra?" No entanto, declarou es tar plenamente consciente "do processo irreversível aue acabará por extinguir completamente o índio brasileiro". (JbR. 14/03)
Ao discursar em sua posse. o ministro Rangel Reis disse aue '
"nada será feito de maneira precipitada" e aue "não vamos nos a fastar da orientação básica do Presidente Geisel, que é proporcio nar aos índios possibilidades de convívio com a sociedade, pois e-
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les têm direitos inalienáveis assegurados na Constituicão".bus- cando-se "a progressiva integração do índio... de forma gradu- al e objetiva." (JR-16/03)
Dia 17. em sua edicão dominical, O GL. divulgou uma renor taxem. sob o titulo - Índios brasileiros: uma civilização sob o peso do progresso", em aue analisa o processo de extinção do In dio no Brasil que, no cometo teria uma população de "dois mi - 1hOes. Hoje são cem mil - um pouco mais, pouco menos. Há antro- pólogos aue os avaliam em setenta mil, acrescentando aue, se os reuníssemos a todos no Maracanã, chegariam a ocupar apenas cer ca da metade do esta-dio". Depois de fornecer dados sobre graus de contato dos 143 grupos tribais brasileiros com a civilizacão.
sua distribuição geográfica, diferenciação linguistica e composi ção demográfica, mostra como as tribos contatadas perdem rapida mente as suas características culturais. são dizimadas por doen ças e adquirem vícios, como o alcoolismo. reauerendo para a su a sobrevivência "uma política de defesa biológico-cultural"
aue ainda não foi obtida. Apresenta a opinião de diversos cien- tistas e sertanistas sobre os problemas da aculturação. os aran des momentos da política indiaenista brasileira. as filosofias humanIsticas de João Francisco Lisboa e de Rondon, em contranosi ção às da dominação pela força de Vernhaaen e Von Ilhering.a cri ação do Serviço de Proteção ao Índio e da FUNAI, organismos en - carregados da atracão e aculturação do silvícola. Analisando es pecialmente os conflitos e ocorrencias do ano de 1973, a reporta cem conclule"E chegada a hora de rever a política indiaenintA brasileira. E g o que se propõe o novo ministro do Interior, sr.
Rangel Reis. Esta revisão exiae, porém, e participação
não sé) dos sertanistas mais experimentados, como deantronOlogos. a fim de aue não resulte contrária à preservação das populacOes tribais . Por outro lado, o índio não pode ser tratado como o imiarante.em termos de uma acelerada incorporação à sociedade nacional... A tese da rápida absorção será, então , a sua inapelável sentença de morte... Ao dialogar com homens como os irmãos Villas Boas, diálo ao aue decerto se estenderá aos antropólogos. etnóloaos e demais cientistas sociais dedicados ao índio brasileiro e seu estudo. o ministro Rangel Reis instaura uma nova e salutar perspectiva à nova e imprescindível política indiaenista brasileira, cuja implan¡ti
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tação é da maior uraencia.se cuisermos salvar o mínimo oue resta de nossas populações nativas".
Na mesma edição, o jornal insere entrevista com o prof. Au custo Roberto da Matta, diretor da Divisão de Antropoloaia do Mu seu Nacional. aue afirma não poder o índio "ser colocado como um obstáculo ao progresso nacional, porque, inicialmente, o de- senvolvimento e para todos e não só para os setores da sociedade brasileira aue o promovem e dele se beneficiam... Não ve nenhuma incompatibilidade entre o desenvolvimento econômico e o destino das populações tribais". Para o cientista, a auestão deve ser nos ta de outra maneira, ou seja: "como o desenvolvimento brasileiro poderá beneficiar os arupos tribais aue vivem em território nacio nal?" Dada a descontinuidade existente entre nós e o índio, o pri metro passo para a solução do problema será adotar "uma política de conhecimento" aue deve preceder "a aualauer política de atra- ção, e ate mesmo de criação de reservas. As duas políticas devem,
porem, ser simultãneas, sendo, para isto. necessário aue a FUNAI disponha em seus auadros de antropóloaos de alta competência", ou, pelo memos, "usar como consultores antropóloaos e etnOloaos aue já estudaram e conviveram com índios." Acentua que somente com ba se científica e possível realizar uma política indiaenista aue, a tenda aos dois objetivos hoje apresentados como antagônicos: o de senvolvimento e a promoção de contatos com as populações tribais_
aue não sejam contatos destrutivos. Para tal e necessário "caiar estruturas de mediação... sem elas cairemos no erro de dizer o que é melhor ou pior para o índio. auando quem deve dize-lo é o próprio índio." Ademais, considerando aue "as populações tribais são por tador-as de experiências humanas diferentes, vivenciadas em nichos ecológicos diferentes, e das quais provavelmente amanhã teremos de nos valer". checando ã conclusão de que "e melhor para o homem vol tar a viver em arupos pecuenos", então "a experiência das popula- ções tribais será inestimãvel utilidade e valor para todos nós."
Finalisando, afirma: "A proposta do desenvolvimento é inclusiva . e não exclusiva, excludente. O desenvolvimento só e desenvolvimen- to auando inclui. Como minorias étnicas, as sociedades tribais não só não são um obstáculo ao desenvolvimento nacional, como tem de usufruir de seus benefícios."
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Na edição de 17, o ESP. comentando o relatório da Sociedade Protetora dos Aborígenes sobre a política indiaenista brasileira.
em aue são apontadas deficiências no tratamento dado ao indio,di vergências de orientação e. finalmente, a participação nos ór nãos consultivos de elementos "praticamente sem aualauer experi- ência com índio", ressalta a importância do documento, "princi - palmente quando se anuncia a designação do aeneral Ismarth de A- raújo Monteiro (sic) para a presidência do óraão. Trata-se de um elemento já integrante dos auadros da FUNAI, que tem imensa res- ponsabilidade de definir, afinal. uma política indígena, aue não existe, hoje mais urgente do aue nunca, auer do ponto de vista nacional, quer em relação ao conceito aue de nós faz o mundo." ' Considera aue "o próximo governo precisa restabelecer toda a es trutura técnica e administrativa da FUNAI. tirá-la da "torre de marfim" de Brasília, onde são desbaratadas as suas verbas. con - vertendo-a afinal num autêntico organismo de defesa do índio con tra a sanha avassaladora dos que jamais os consideraram realmente como seres humanos... A responsabilidade do novo presidente da FUNAI é imensa. Tem aue saber, antes de tudo, ouvir. Não os buro -- Cratas aue hoje dominam a FUNAI e auase nunca estiveram na selva,
mas escutar os que viveram ali toda uma vida de abneaação."
Órgão da mesma empresa. o JT, na edição de 18. divulga uma matéria. de autoria da jornalista Eliana Lucena, da sucursal de Brasília, em aue, sob o titulo - "A FUNAI ea:colonização da Ama zônia" e sub-titulo - "O índio integrado à sociedade. auando?"
-Analisa, como repórter credenciada junto ao óraão, a sua atuação no período administrativo findo. Inicia mostrando o impacto pro- vocado na FUNAI com o programa de colonização da Amazônia: "foi uma surpresa para um óraão aue, até então, cumpria lentamente sua tarefa de assistir aos índios brasileiros. Burocratizada,sem re- cursos e com uma eauipe de qualidade duvidosa, a Fundação Nacional do Índio, da noite para o dia, teve de traçar um complexo progra- ma de atração dos grupos indígenas ainda arredios da Amazónia,ace lerar-seu processo de integração e conviver com os óraãos do Mi nistério do Interior, responsável pelo desenvolvimento regional '
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com atribuições difíceis de ser conciliadas com as suas.bezenas de frentes de atração foram deslocadas rara a Amazónia, estradas coarUmr~ palermas indtlymnso e UMA lyróhda polLvsto^ em m teOfte de /Rd/
o brasileiro ganhou as manchetes dos jornais. alimentada pelo si lencio
da MAT.
aue ate pouco tempo atrãs não permitia aua1cruer diáloao franco sobre o problema indiaena." Alude, em seauida, ãs"discretas diveraências existentes dentro da própria FUNAI sobre a aculturação indiaena" e aue vieram ã tona: às acusações de ae nocidio vindas do exterior: às criticas dos missionários: à admi nistraç'ão Queiroz Campos, aue se demitiu "depois de várias cri- ses internas": ã política de "afastar o problema indiaena das páainas dos jornais". implantada pelo novo presidente, aeneral Os car Jerônimo Bandeira de Mello e aos vários problemas com aue se debatia a administração do óraão: "funcionários descontentes. in vasões de áreas indiaenas, falta de recursos ao lado de um exten so programa a ser cumprido, envolvendo não só a atracão dos aru- pos indiaenas da Amazónia e apoio às frentes pioneiras. mas tam- bém a assistência ao restante da população indígena brasileira.Es ses índios. já "intearados", eram o arande desafio dos técnicos indiaenistas, pois, convivendo com a sociedade envolvente,não fo ram preparados adeauadamente ppra o contato com os civilizados e arande parte deles encontrava-se marainalizada nas cidades e no meio rural." Por isso. "os dois primeiros anos da gestão Bandei ra de Mello foram tensos" mas, recentemente, os dirigentes do ôr gão. "mais humildes", reconheceram a "difícil posição da FUNAI.
aue tentava conciliar os interesses do desenvolvimento com a real proteção ao índio" e promoveram "um diãloao mais aberto com a I araja... Brasília foi sede do Conaresso Interamericano de Indiae- nismo... foi acelerada a tramitação do Estatuto', do Índio no Con- aresso Nacional... No final do aoverno, o óraão já tinha delinea- do sua orientação bãsica: "Diante do processo irreversível de de- senvolvimento, os índios brasileiros precisam ser intearados atra vês da execução de um programa integrado de desenvolvimento sócio- económico das comunidades tribais. Se forem mantidos no seu habi- tat, sem que o processo de aculturação seja acelerado. não terão condições de sobreviver ao impacto da civilização. Esta inteara - cão precisa ser lenta e aradativa e a cultura indígena deve ser'
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respeitada." Quanto ã técnica de aculturação, os indiaenistas do Orgão reconhecem ser "um grande desafio" mas a defenderam.afir- mando que "o Pregai não pode copiar modelar' de outro,* rarnon rn ra estabelecer sua politica indigenista, pois nenhum deles apre- sentou, até hoje, uma política eficiente e humana de defesa aos povos primitivos". A jornalista aponta entre os aue discordam des sa orientação os irmãos Villas Boas, aue "acham aue a integra - ção não pode ser planejada no papel" e os missionários aue consi deram haver ainda'muita indefinição dos responsáveis pela execu- ção da politica indigenista brasileira". Assim conclui Eliana Lu- cena a sua análise:
"Os métodos de trabalho da Fundação Nacional do Índio na a- plicação da política indigenista brasileira ainda não podem ser medidos em toda a sua extensão. O desafio a aue se propõe o (Sr - gão de proteção ao índio de integrar o indígena na sociedade na- cional só poderá ser avaliado daqui a alguns anos, auando os téc nicos do órgão derem por concluido o trabalho de sua integração_
na sociedade. Segundo eles, nessa ocasião o índio estará prepara do para competir com o civilizado, tornando-se integrante da co- munhão nacional."
No seu discurso de posse (JB,JBr,FSP,DB,ESP - 20/03),o aene ral Ismarth de Oliveira, depois de criticar aaueles aue fazem do índio objeto de autopromoção e condenar "as campanhas difamató- rias contra a FUNAI", aue seriam oriainadas, "por maus brasilei- ros insatisfeitos com o surto de paz e progresso propiciado ao paia pala Revolução da marco de 1964", e da afirmar aue arieumia a presidência da FUNAI com "o espírito desarmado e crendo no alto valor da cooperação dos indivíduos", anunciou a política a seguir:
a integração do índio à sociedade nacional, já aue não se pode
"parar o surto de desenvolvimento do Pais com o argumento de pro teaêlo e mantê-lo em estado puro". Essa integracão, contudo, será feita "a salvo de mudancas bruscas, preservando-se os valores cul turais dessas comunidades". Alinhou as dificuldades aue o governo enfrenta: a dispersão da área de atuação da FUNAI, as diferentes características e padrões das comunidades indígenas, o surto de de senvolvimento do pais depois da Revolução e os vários interesses em jogo". Disse dos impecilhos aue a FUNAI encontra para a contra-
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tação de elementos técnicos realmente capacitados e diriaiu ao Ministro Ranael Reis a sua primeira reivindicação. quando assi nalou que, entre outros fatores limitativos para a contratação de especialistas figura "o baixo salário pago pela FUNAI. o aue não lhe permite competir no mercado de trabalho", bem como
"a escassez de formação no País de técnicos, como antropóloaos, etnóloaos, sociólogos e outros especialistas em indiaenismo?
Ao divulgar as suas primeiras decisões, como presidente, o aeneral Ismarth acentuou aue ouvira do Ministro do Interior ser "a solução do problema do índio uma das metas prioritárias da atual administração". Admitindo aue faltam técnicos. recur- sos e planejamento adequado da FUNAI, acentuou aue aaora a _ instituição "não pode trabalhar sozinha. Tem de haver colabo- ração de outros óraãos interessados, inclusive as Universida des. E também é preciso aue as comunidades próximas de áreas tribais sejam educadas para se desfazerem eventuais preconcei- tos". Anunciou, ainda, "uma completa reformularão de projetos e planejamentos feitos para arupos tribais, porque na maioria só tem caráter assistencial". Disse aue os kreen-akarore. recente mente pacificados "e aaora entreaues à mendicância às maraens da rodovia Cuiabá-Cachimbo" serão transferidos para área ade - auada no Paraue do Xinau. no qual também "serão executados pro aramas de preparação do silvícola para estágios de adaptação ao convívio com os civilizados. Anunciou a desianação dos sertanis tas Cláudio Villas Boas para assessor da Coordenacão da Amazônia e de Apoena Meirelles para atuar entre os cintas-largas no Par- que do Aripundã(ant. 22/03)
Ouanto à implantação da política de intearacão gradativa do índio à sociedade no Paraue do Xinau, o sertanista Orlando Villas Boas, aue o administra. declarou aue tal politica'é positiva na_
medida em aue anuncia a intearacão do índio feita com morosidade.
Mas seria ainda mais positiva se apresentasse a intearacão como uma opção-do índio e não consequência de pressões da nossa socie- dade." No entanto, o presidente da FUNAI em entrevista acentuara:
Temos que viver a realidade presente de um Pais aue está se expan dindo e não vai se deter por causa do índio... Os métodos de inte gração deverão ser estudados profundamente... um método específico em cada comunidade. Aqueles grupos mais iLolados, onde as frentes