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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

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Academic year: 2022

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

1.0515.12.000591-0/001

Número do Númeração 0005910-

Des.(a) Geraldo Augusto Relator:

Des.(a) Geraldo Augusto Relator do Acordão:

16/10/2012 Data do Julgamento:

25/10/2012 Data da Publicação:

EMENTA: EXECUÇÃO DE ALIMENTOS - TÍTULO EXECUTIVO - AUSÊNCIA - DESPROVIMENTO.

A execução de alimentos, pela sua natureza, tem por imprescindível a existência de título de obrigação certa, líquida e exigível, a teor do artigo 586, do CPC. Ausente, pois, o título a embasar o pleito executivo, padece de requisito essencial, ensejando a extinção do processo.

APELAÇÃO CÍVEL Nº 1.0515.12.000591-0/001 - COMARCA DE PIUMHI - APELANTE(S): I.C.G.G. EM CAUSA PRÓPRIA - APELADO(A)(S): C.C.A.

A C Ó R D Ã O

(SEGREDO DE JUSTIÇA)

Vistos etc., acorda, em Turma, a 1ª CÂMARA CÍVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, na conformidade da ata dos julgamentos, à unanimidade, em NEGAR PROVIMENTO À APELAÇÃO.

DES. GERALDO AUGUSTO RELATOR.

DES. GERALDO AUGUSTO (RELATOR) V O T O

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Trata-se de apelação interposta contra a sentença (ff.16/17v) que, por ausência de título executivo, indeferiu a petição inicial e, em consequencia, julgou extinta a execução, condenando a exequente ao pagamento de custas processuais, suspensa a exigibilidade, nos termos do art. 12 da Lei 1.060/50.

Inconformada recorre a exequente, ff. 98/108, visando à reforma da decisão de origem, argumentando, em resumo, que a abdicação da pensão alimentícia que lhe era devida foi condicionada a uma partilha de bens que nunca se cumpriu; que se verifica a existência de título claro, certo e líquido.

Examina-se o recurso.

De início, registre-se que a questão em debate é, em tese, de simples deslinde, bastando a análise dos requisitos legais a embasar a execução de alimentos proposta pela ora apelante em face de seu ex- marido, apelado.

Sabe-se que para a propositura do pleito executivo, como apresentado, necessário que haja um título executivo a embasar-lhe, observando-se, por óbvio, os requisitos previstos na legislação processual civil vigente.

Conforme se extrai dos autos, em audiência realizada no dia 15 de março de 2005, referente ao processo de separação judicial c/c alimentos, "a autora afirmou que se daria por satisfeita com a divisão de todo o patrimônio do casal, reafirmando sua intenção de não manter o casamento. Disse mais, que nessa hipótese abriria mão de qualquer pensão para si própria, porque o que ganha com o seu trabalho é suficiente para seu sustento." (f.10). Na sentença prolatada nesse processo, verifica-se que não foi, de fato, fixado qualquer valor a título de pensão alimentícia para a autora: "Sobre a pensão alimentícia para o cônjuge feminino também não há nada requerido depois da abdicação condicionada registrada naquela ata às 93-4." (f.13).

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Embora a apelante argumente que a suspensão dos alimentos se daria apenas em caso de resolução amigável da partilha dos bens, até o dia 10 de maio de 2005; não há nada nos autos que subsidie tal argumento.

Ademais, diante da sentença supra mencionada, se fosse este o entendimento da autora, deveria ter buscado sanar eventual obscuridade ainda naquele processo. Pois, conforme já restou incontroverso, não houve qualquer fixação de alimentos em prol da autora, não havendo que se falar em título de obrigação certa, líquida e exigível.

Nesse diapasão, ressalte-se, ainda, que a autora pleiteia a execução dos alimentos baseando-se no valor fixado a título de alimentos provisionais, conforme f.122; o que corrobora ainda mais a inexistência de título.

Dessa forma, apesar da argumentação da requerente no sentido de que há título exigível, não há sentido algum nessa interpretação. Não há, sequer, qualquer fixação de pensão alimentícia que subsidie esta execução.

Por fim, ressalta-se oportunamente, que a questão relacionada à obrigação do apelado em continuar prestar alimentos à apelante poderá ser objeto de discussão pela via própria.

Com tais razões, NEGA-SE PROVIMENTO À APELAÇÃO, e mantém-se a d. sentença hostilizada.

DESA. VANESSA VERDOLIM HUDSON ANDRADE (REVISORA) - De acordo com o(a) Relator(a).

DES. ARMANDO FREIRE - De acordo com o(a) Relator(a).

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SÚMULA: "NEGARAM PROVIMENTO À APELAÇÃO."

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