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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

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Tribunal de Justiça de Minas Gerais

1.0499.15.002368-1/001

Número do Númeração 0023681-

Des.(a) Geraldo Augusto Relator:

Des.(a) Geraldo Augusto Relator do Acordão:

27/08/2019 Data do Julgamento:

30/08/2019 Data da Publicação:

EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS - PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO PRESTADORA DE SERVIÇO PÚBLICO (ART. 37, § 6º, DA CF/88) - RESPONSABILIDADE OBJETIVA - INTERRUPÇÃO NO FORNECIMENTO DE ENERGIA - DESCUMPRIMENTO DO PRAZO PARA RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO - DANOS MORAIS DECORRENTES DO LONGO PERÍODO SEM A PRESTAÇÃO DO SERVIÇO ESSENCIAL - VÁRIOS AUTORES - COMPROVAÇÃO DO DANO - NECESSIDADE DE AFERIÇÃO INDIVIDUAL - SENTENÇA REFORMADA EM PARTE.

Comprovados o nexo causal entre a conduta da pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público e o dano efetivamente ocorrido, não se tendo verificado a ocorrência de nenhuma das causas excludentes da responsabilidade, tem-se por certo o dever de reparação.

APELAÇÃO CÍVEL Nº 1.0499.15.002368-1/001 - COMARCA DE PERDÕES - APELANTE(S): CEMIG DISTRIBUIÇÃO S/A - APELADO(A)(S):

SEBASTIANA SIRLENE REGO, ANTONIO DE BASTOS MORAIS,

DOLATINO ANASTACIO DE MORAIS, LUIZ CARLOS ESTEVES NEVES,

ISAIAS ALEXANDRE JÚNIOR E OUTRO(A)(S), FERNANDO NUNES

CARIOCA, JAQUELINE ALEXANDRE, LUANE APARECIDA DE SOUZA,

LUCIANA ALEXANDRE TEIXEIRA, LUCIMAR ALEXANDRE, MARINA

ROSARIA DE SOUZA SALES, MARLENE OVÍDIO ALEXANDRE, VALDETE

APARECIDA DE SOUZA, BRENO MACHADO ALBERTO, CRISTIANE DE

CARVALHO SILVA, ERLEI DIANA DE PAULA, ESLY CRISTIANE RIBEIRO,

JOSÉ TOBIAS ULISSES, JUAREZ JANUARIO, ROBERTO ROSALINO

NUNES, PEDRO ROSALINO NUNES, MARIA BARBOSA NUNES, SÔNIA

ANASTÁCIO PINHEIRO, ROGÉRIO ROSÁRIO PINHEIRO, ISAIAS

ALEXANDRE, LENIR DILOURDES

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TEIXEIRA, ANTÔNIO OVÍDIO CARIOCA FILHO, ROSILENE ROSALINO NUNES, JOÃO MIGUEL DA SILVA, FRANCISCO LUCIANO DE PÁDUA, JAIR MORAIS DA SILVA, DANIEL ANASTÁCIO DE MORAIS CARDOSO, EVA MARIA DE SOUZA, JOSÉ DE ARIMATEIA MESSIAS, MARIA HELENA DE OLIVEIRA SAUZA, REGINA DA PENHA SILVA, VITOR EUGÊNIO MARQUES, NIRLEI MONTE RASO BARBOSA, FÁBIO HENRIQUE BARBOSA, JOSÉ ALÍRIO BARBOSA CARDOSO, JOSUÉ DOMINGOS DA SILVA, SEBASTIÃO GERALDO REGO, WELINGTON ALEXANDRE, GERALDA SUELI DE OLIVEIRA SILVA, JOSÉ REGO DE SOUZA, MARIA APARECIDA DE SOUZA, SEBASTIANA CERINO DE OLIVEIRA, TIAGO CIPRIANO GARCIA, MARCELO PEREIRA GOMIDE, ANA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA OLIVEIRA, LUCIENE APARECIDA DE SOUZA BERNARDES, TIAGO VITOR DELFINO, MÁRIO LÚCIO DE AMORIN GARCIA, ROSÂNGELA MARIA VALENTIN, ANA PAULA APARECIDA DE TEIXEIRA ANDRADE, JOCASTA MACHADO ALBERTO JÚLIO, JOSÉ RICARDO EXPEDITO JÚLIO, MARLÚCUIO DE ALVARENGA, PEDRO JOSÉ DOS SANTOS NETO, JOÃO ROSARIO DE PAULA, NAIR DA PENHA BARBOSA SALES, ROSANA ALEXANDRE DOS SANTOS FERREIRA, ROSANI ALEXANDRE DOS SANTOS, CAROLINA ALVES CARVALHO, DEBORA APARECIDA DE SALES, JOSÉ MORAIS DA SILVA, LISETE DE JESUS DE OLIVEIRA CARVALHO, MORILANDO PINHEIRO

A C Ó R D Ã O

Vistos etc., acorda, em Turma, a 1ª CÂMARA CÍVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, na conformidade da ata dos julgamentos, em DAR PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO.

DES. GERALDO AUGUSTO

RELATOR.

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V O T O

Trata-se de recurso de apelação interposto por CEMIG DISTRIBUIÇÃO S.A. em face da sentença de fls. 291/295 que, nos autos da Ação de Indenização por Danos Morais ajuizada por ISAÍAS ALEXANDRE E OUTROS, julgou procedente o pedido inicial para condenar a requerida a pagar aos autores, a título de danos morais, a importância de 01 (um) salário mínimo, no valor vigente na data da sentença, acrescido de juros de mora a partir da citação e de correção monetária desde distribuição da ação, até a data do efetivo pagamento, pelos índices da Corregedoria-Geral de Justiça.

Condenou, ainda, a requerida ao pagamento de honorários advocatícios no percentual de 10% sobre o valor inicial da causa.

Em suas razões recursais, alega a apelante que a sentença deve ser

reformada para julgar improcedentes os pedidos iniciais, ao fundamento de

que a interrupção do fornecimento de energia aos autores ocorreu em virtude

de grande tempestade, que ocasionou a quebra de um poste, configurando a

hipótese de caso fortuito e força maior. Argumenta que a interrupção ocorreu

em dia considerado crítico, ocasião em que a ANEEL reconhece que a

capacidade de atendimento da concessionária fica prejudicada e que a

resolução da ocorrência era de grande complexidade. Sustenta que os fatos

também ocorreram por responsabilidade de terceiros, havendo informação

de que uma vara de eucalipto caiu sobre a rede elétrica, mesmo sendo

proibido o plantio na faixa de segurança das linhas de distribuição. Frisa que

os documentos juntados não são suficientes para demonstrar o dano. Aponta

que alguns dos autores não comprovaram que possuem relação jurídica com

a CEMIG, outros não foram encontrados no endereço e alguns não

comprovaram o consumo de energia. Argumenta a ausência de dano moral,

pois não houve demonstração dos prejuízos extraordinários à personalidade

dos autores e, subsidiariamente, aduz que o valor fixado para indenização foi

exorbitante (fls. 342/357 e documentos de fls. 358/365).

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Contrarrazões às fls. 376/382, alegando, preliminarmente, a intempestividade do recurso por ter sido protocolado após o fim de expediente forense e, no mérito, o desprovimento do recurso.

Intimada para se manifestar sobre a preliminar arguida em contrarrazões, a parte apelante pugnou pela sua rejeição (fl. 394).

O feito foi suspenso até o trânsito em julgado do IRDR nº 1.0000.16.056466-2 (fl. 397).

Firmada a tese acerca da competência para julgamento das ações consumeristas propostas em face da CEMIG DISTRIBUIÇÃO S/A, os autos vieram conclusos.

É o breve relatório.

Em sede de contrarrazões, alegou a parte apelada que o recurso é intempestivo, pois protocolado no último dia do prazo e após o horário de expediente forense.

Verifica-se dos autos que a sentença recorrida foi publicada no Diário de Justiça eletrônico em 11/06/2018, segunda-feira, considerando-se publicada em 12/06/2018, terça-feira (f. 339).

O prazo final para apresentação do recurso ocorreu, portanto, em 03/07/2018.

O documento acostado no verso da fl. 341 evidencia que o recurso foi protocolado pela via postal no dia 03/07/2018, às 18h44.

Nos termos do art. 1.003, §4º, do CPC, a aferição da tempestividade do

recurso remetido pelos correios deverá considerar a data de postagem como

data de interposição, não havendo que se falar, portanto, em

intempestividade devido ao horário de interposição.

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Com tais razões, rejeita-se a preliminar e conhece-se do recurso, pois presentes pressupostos à sua admissibilidade.

Na hipótese dos autos, como a apuração da responsabilidade se relaciona com a atividade desenvolvida por pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público, a hipótese, em se constatando os seus requisitos, é de aplicação da responsabilidade objetiva (art. 37, § 6º, da CF).

Como cediço, a responsabilidade objetiva, norteada pela teoria do risco administrativo, dispensa a prova de culpa da Administração. Assim, se comprovada a ocorrência do dano e sua relação de causalidade com a atividade administrativa, certa será a obrigação de indenizar.

Contudo, há hipóteses em que o nexo causal pode ser afastado - caso fortuito, força maior ou fato exclusivo da vítima -, sendo certo que, só se afasta esse nexo quando demonstrado, com segurança e consistência, a ocorrência de alguma das excludentes mencionadas.

Entretanto, em que pese o inconformismo, não se incumbiu a apelante de fazer prova da existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito dos autores (fato de terceiro; caso fortuito ou força maior), ônus que lhe competia, nos termos do art. 373, II, do CPC.

Da análise detida dos autos, extrai-se que nos dias 21 a 23 de setembro de 2012 foi suspenso o serviço de fornecimento de energia elétrica nas unidades consumidoras dos autores, residentes na região rural do Município de Cana Verde.

Conforme se verifica às fls. 211/212 - TJ, a própria prestadora do serviço público anexou o registro da interrupção, em que consta o tempo aproximado de 50 horas.

A apelante alega que a interrupção do serviço decorreu das fortes chuvas

e ventos que afetaram a localidade e levaram à quebra de um

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poste e à grande quantidade de ocorrências emergenciais.

De início, cumpre ressaltar que a demanda abrange dois fatos jurídicos distintos, quais sejam: a interrupção do fornecimento de energia e o longo período em que os moradores permaneceram sem a prestação do serviço essencial em virtude da demora em seu restabelecimento pela CEMIG.

Restou demonstrado nos autos que a região, de fato, foi atingida por forte chuva, determinante para a interrupção na prestação do serviço.

Ocorre que a referida interrupção teve duração superior ao razoável, e, segundo os depoimentos acostados aos autos, a suspensão chegou a durar 72h (fls. 271/274), período, inclusive superior ao que consta do registro apresentado aos autos pela requerida.

A Lei nº 8.987/95, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, dispõe que:

"Art. 6º Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato."

E o §1º do supracitado artigo prevê que o serviço adequado deve satisfazer condições de regularidade, continuidade, eficiência e segurança em sua prestação, entre outras.

Assim, não restam dúvidas de que os serviços devem ser fornecidos de forma contínua, em especial os essenciais como no caso dos autos.

Admite-se, contudo, a possibilidade de sua interrupção temporária em

situações de emergência, caso fortuito ou força maior, bem como por razões

de ordem técnica, desde que com prévio aviso.

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Todavia, é certo que, por ser a interrupção permitida em caráter excepcional, o restabelecimento do serviço deve ocorrer em prazos razoáveis, que, na hipótese de fornecimento de energia elétrica, foram estabelecidos pela Resolução nº 414/10 da ANEEL.

Conforme se verifica do art. 176 da mencionada Resolução, a religação do serviço em unidades rurais deve ocorrer em até 48 horas, prazo máximo, que deve ser observado pela concessionária de serviços públicos.

A religação da energia na hipótese em exame extrapolou o prazo limite e a concessionária não obteve êxito em comprovar a ocorrência de fato estranho ao serviço a impedir o restabelecimento em tempo hábil, nem sequer a ausência de falha em sua prestação.

E hoje não mais se admite que em razão de chuvas e/ou descargas elétricas haja interrupção do serviço por período superior ao razoável, tal como no presente caso, devendo a manutenção ser imediata.

Tratando-se de atividade remunerada através do pagamento de tarifas, imputa-se à concessionária a assunção desses riscos, devendo zelar pela incolumidade do sistema e seus consumidores.

Em relação ao dano moral, necessário reconhecer a sua configuração no caso concreto, diante do sofrimento experimentado pelos moradores da região, causado pela demora excessiva no restabelecimento do fornecimento de energia elétrica na localidade, que ficou completamente privada do serviço de caráter essencial por longo período, o que repercutiu, inclusive, na fruição de outros serviços, como a comunicação, que ficou prejudicada em decorrência da falta de energia. Assim, entende-se caracterizado o abalo moral.

Cumpre anotar, contudo, que parte dos autores não logrou êxito em

demonstrar que realmente era usuária do serviço de energia elétrica na

localidade, não havendo comprovação de que residiam em unidade

consumidora de energia à época e, por conseguinte, de que

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sofreram o dano decorrente da ausência de prestação do serviço.

Assim, não é possível reconhecer o direito à indenização dos autores que juntaram faturas de energia elétrica em nome de outrem, sem, contudo, demonstrar o vínculo com a unidade consumidora.

Isso posto, entende-se que, na situação concreta e específica dos autos, é razoável exigir para fim de reconhecimento do direito à indenização pelos danos morais, pelo menos: a conta de luz da concessionária de energia elétrica em nome próprio ou do cônjuge, acompanhada da certidão de casamento, ou, ainda, o comprovante de residência na mesma unidade consumidora que o titular da conta.

Nesse sentido, verifica-se que a ação foi ajuizada por 70 autores, mas 26 deles deixaram de apresentar documentos suficientes a evidenciar o direito à percepção de indenização, quais sejam:

1.Jaqueline Alexandre (não há conta de luz em nome próprio e apresentou apenas carteira de identidade - fl. 19)

2.Marlene Ovídio Alexandre (não há conta de luz em nome próprio e apresentou apenas carteira de identidade - fl. 18)

3.Lucimar Alexandre (não há conta de luz em nome próprio e apresentou apenas carteira de identidade - fl. 22)

4.Luciana Alexandre (não há conta de luz em nome próprio e apresentou apenas carteira de identidade - fl. 25)

5.Luane Aparecida (não há conta de luz em nome próprio e apresentou

apenas carteira de identidade e certidão de casamento - fls. 28 e 30)

6. Fernando Nunes Carioca (não há conta de luz em nome próprio e

apresentou apenas carteira de identidade e certidão de casamento - fls. 29 e

30)

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7. Zélia Reis Alexandre (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fls. 37/38) 8.Breno Machado Alberto (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fls. 40/41)

9.Maria Luzinete Lopes da Silva (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência- fls. 44/45)

10. Sebastião Geraldo Rego (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl. 124)

11.Tiago Cipriano Garcia (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.126)

12.Geralda Sueli de Oliveira Silva (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.132)

13.Ana Lúcia Pereira de Souza Oliveira (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.138) 14. Tiago Vitor Delfino (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.140)

15.Luciene Aparecida de Souza Bernardes (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.142) 16.Rosângela Maria Valentim (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.145)

17. Mário Lúcio Garcia (não há conta de luz em nome próprio e não

apresentou documentos comprovantes de residência - fl.147)

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18. Marlúcio de Alvarenga (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.154)

19.Rosani Alexandre dos Santos (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.162)

20.Rosana Alexandre dos Santos (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.163)

21.João Rosário de Paula (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fls.165/166)

22.Nair da Penha Barboza Sales (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.167)

23.Debora Aparecida de Sales (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.170)

24.Lisete de Jesus de Oliveira Carvalho (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fl.171) 25. Morilando Pinheiro (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fls.172 e 174) 26. Carolina Alves Carvalho (não há conta de luz em nome próprio e não apresentou documentos comprovantes de residência - fls.173 e 175) Com efeito, cumpria à parte autora, ora apelada, fazer prova do fato constitutivo de seu direito, nos termos do art. 373, I do CPC; ônus do qual os autores acima enumerados não se desincumbiram, razão pela qual o pedido em relação a eles deverá ser julgado improcedente.

Importante ressaltar, ainda, que os autores deixaram de

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especificar provas, pugnando pelo julgamento antecipado da lide (fl. 289).

Quanto à fixação do valor da indenização, deverá o Juiz levar em conta os critérios de proporcionalidade e razoabilidade na apuração do valor, atendidas as condições do ofensor, do ofendido e do bem jurídico lesado.

No ponto, tem-se por adequado e razoável o valor fixado em um salário mínimo para cada autor, considerando-se a extensão/consequência do dano e a condição econômica das vítimas, evidenciada pelos baixos valores das contas de energia elétrica.

Ademais, cumpre anotar que cabe ao Julgador, examinando as circunstâncias específicas do caso, fixar o quantum da indenização, de acordo com sua conclusão lógica e criteriosa, buscando sempre o meio termo justo e razoável.

Tendo em vista a reforma parcial da sentença e a sucumbência recíproca configurada nesta instância, faz-se necessária a redistribuição dos ônus sucumbenciais, para que ambas as partes sejam condenadas ao pagamento das custas e honorários advocatícios já fixados, na proporção de 30% para os autores e 70% para os réus.

Com tais razões, DÁ-SE PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO, para

reformar em parte a d. sentença recorrida e julgar parcialmente procedente o

pedido de indenização por danos morais, excluindo a condenação em

relação aos autores: Jaqueline Alexandre, Marlene Ovídio Alexandre,

Lucimar Alexandre, Luciana Alexandre, Luane Aparecida, Fernando Nunes

Carioca, Zélia Reis Alexandre, Breno Machado Alberto, Maria Luzinete Lopes

da Silva, Sebastião Geraldo Rego, Tiago Cipriano Garcia, Geralda Sueli de

Oliveira Silva, Ana Lúcia Pereira de Souza Oliveira, Tiago Vitor Delfino,

Luciene Aparecida de Souza Bernardes, Rosângela Maria Valentim, Mário

Lúcio Garcia, Marlúcio de Alvarenga, Rosani Alexandre dos Santos, Rosana

Alexandre dos Santos, João Rosário de Paula, Nair da Penha Barboza Sales,

Debora Aparecida de Sales, Lisete de Jesus de Oliveira Carvalho,

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Morilando Pinheiro, Carolina Alves Carvalho; e, portanto, mantendo a procedência do pedido apenas quanto a: Isaías Alexandre, Valdete Aparecida de Souza, Marina Rosária de Souza Sales, José Tobias Ulisses, Cristiane de Carvalho Silva, Roberto Rosalino Nunes, Erlei Diana de Paula Nunes, Juarez Januário, Esly Cristiane Ribeiro, Pedro Rosalino Nunes, Maria Barbosa Nunes, Sônia Anastácio Pinheiro, Rogério Rosário Pinheiro, Isaías Alexandre Júnior, Lenir Dilourdes Teixeira, Antônio Ovídio Carioca Filho, Antônio Ovídio Carioca Filho, Rosilene Rosalino Nunes, João Miguel da Silva, Antônio de Bastos Morais, Jair Morais da Silva, Francisco Luciano de Pádua, Vitor Eugênio Marques, Luiz Carlos Esteves Neves, Maria Helena Oliveira Souza, José de Arimateia Messias, Eva Maria de Souza, Daniel Anastácio de Morais Cardoso, Regina da Penha Silva, Nirlei Monte Raso Barbosa, Fábio Henrique Barbosa, José Alírio Barbosa Cardoso, Josué Domingos da Silva, Wellington Alexandre, Dolatino Anastácio de Morais, Sebastiana Sirlene Rego, Maria Aparecida de Souza, José Rego de Souza, Sebastiana Cirino de Oliveira, Marcelo Pereira Gomide, Jocasta Machado Alberto Júlio, Ana Paula Aparecida Teixeira Alexandre, José Ricardo Expedito Júlio, Pedro José dos Santos Neto, José Morais da Silva.

DES. EDGARD PENNA AMORIM - De acordo com o(a) Relator(a).

DES. ARMANDO FREIRE - De acordo com o(a) Relator(a).

SÚMULA: "DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO."

Referências

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